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- Bahia Notícias
- 04 Mar 2025
- 12:03h
Foto: Leonardo Rattes / Saúde GOVBA
Com o objetivo de garantir a saúde do folião durante o carnaval, o governo do estado segue com plantões reforçados em hospitais da capital e do interior. Desde o primeiro dia da festa foram registradas 74 ocorrências relacionadas a folia momesca, uma diminuição de 4% em relação ao mesmo período de 2024.
Do total de ocorrências, 58 pessoas foram atendidas no Hospital Geral do Estado, 2 no Hospital Menandro de Faria, 4 no Hospital Eládio Lasserre, 1 no Iperba, 1 na Maternidade Tsylla Balbino, 1 no Hospital 2 de Julho, 2 na Unidade de Emergência de Cajazeiras e 1 na Unidade de Emergência do Curuzu.
“Estamos preparados para o atendimento emergencial e montamos toda estrutura necessária para isso, mas é importante chamar a atenção que temos uma redução no número de atendimentos, mesmo com uma quantidade maior de foliões nas ruas, e isso reflete um esforço coletivo de todo um planejamento do Governo do Estado”, avalia a secretária de saúde, Roberta Santana.
PREVENÇÃO A ISTs
Para garantir a prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), o Governo do Estado já distribuiu mais de 725 mil preservativos internos e externos nos quatro dias de Carnaval na Bahia.
Realizada em Salvador e no interior do estado, a iniciativa integra o projeto ‘Camisinha Tá Na Mão’, realizado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) em parceria com a Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur).
Também por meio da Sesab, a gestão estadual realizou 11.090 testes rápidos de ISTs como HIV, sífilis e hepatites (B e C), em postos montados em Salvador, Rio de Contas e Porto Seguro.
Durante a folia na capital baiana, foram realizados 2.059 atendimentos e 7.955 testes, resultando em 21 positivos para HIV, 2 para hepatite B e 10 para hepatite C, além de 195 pessoas positivadas para sífilis, sendo que 43 delas optaram por iniciar o tratamento no próprio estande, com a aplicação da penicilina benzatina (Benzetacil).
- Bahia Notícias
- 04 Mar 2025
- 10:00h
Foto: Reprodução/Instagram
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que caso haja um cessar-fogo no embate Rússia-Ucrânia, sem uma "garantia de seguranças" para evitar a volta de hostilidades, estará condenado ao "fracasso". “Será um fracasso para todo o mundo se a Ucrânia se vê obrigada a um cessar-fogo sem sérias garantias de segurança”, disse Zelensky para a imprensa em Londres, no último domingo (2), onde participou de uma reunião com outros líderes europeus, que mostraram apoio ao ucraniano.
“Imaginemos que, em uma semana (depois da possível trégua), os russos começam a nos matar de novo e nós respondemos, o que seria totalmente compreensível. O que acontecerá?”, continuou ele.
O presidente ucraniano usou como base para sua tese o cessar-fogo que ocorreu no leste da Ucrânia em 2015 e a invasão da Rússia em fevereiro de 2022.
“Os russos dirão o mesmo que há 10 anos, que foram os ucranianos que violaram o cessar-fogo. Traremos provas de que foram eles. E quem se beneficiará disso? Os russos e em nenhum caso nós, nem os Estados Unidos, nem o presidente americano, nem nossos colegas europeus", disse o ucraniano.
O presidente ucraniano também relembrou que, em caso de cessar-fogo e a Ucrânia conseguir adesão da Otan, ele renunciaria.
“Se houver Otan e o fim da guerra, significará que cumpri minha missão”, disse ele em cúpula.
- Bahia Notícias
- 04 Mar 2025
- 08:23h
Foto: Reprodução/Instagram
A influenciadora Aritana Maroni, ex-MasterChef Brasil e ex-participante da A Fazenda, foi presa em flagrante por tráfico de drogas durante o Carnaval de Salvador, na madrugada desta segunda-feira (3).
De acordo com informações do g1, o registro da prisão não detalha o tipo nem a quantidade exata da droga encontrada com a influenciadora. A Polícia Civil confirmou a prisão, mas não forneceu mais informações, pois o caso está sob sigilo.
Ainda segundo o portal, Aritana estava acompanhada de duas amigas quando foi abordada durante o desfile de um bloco no Circuito Dodô (Barra-Ondina). Até a última atualização desta reportagem, a assessoria da influenciadora não havia se pronunciado sobre o caso.
- Por Folhapress
- 03 Mar 2025
- 12:24h
Foto: Michel Alvim/ Secom-MT/ Divulgação
O município de Poconé, a 105 km de Cuiabá, em Mato Grosso, registrou um tremor de terra de magnitude 4,5 na escala Richter na manhã deste sábado (1º), de acordo com a RSBR (Rede Sismográfica Brasileira). O abalo sísmico, disse a instituição, foi sentido pela população.
Conforme a RSBR, o tremor teve intensidade moderada. Quando isso acontece, o fenômeno pode ser sentido pelas pessoas em casa, e objetos como louças e vidros podem vibrar. O registro em Poconé ocorreu às 6h14 de sábado (horário de Brasília).
"Essa região do pantanal é uma região de afinamento litosférico, e, sendo assim, é uma região em que os esforços acumulados pelos processos tectônicos são liberados com maior facilidade", disse o professor Marcelo Peres Rocha, do Observatório Sismológico da UnB (Universidade de Brasília), em nota.
Até então, o último tremor em Mato Grosso havia sido registrado em janeiro deste ano em Barão de Melgaço (a 110 km de Cuiabá), conforme a RSBR. A magnitude havia sido de 1,9 na Escala Richter.
Tremores de terra e terremotos podem ser considerados sinônimos. Porém, há um entendimento de chamar de tremores de terra os terremotos de menor magnitude, sem grandes estragos.
- Bahia Notícias
- 03 Mar 2025
- 10:49h
Foto: Divulgação
O deputado federal, Leo Prates (PDT), reafirmou o apoio à candidatura de ACM Neto (União) para governador da Bahia em 2026 e reiterou a aliança do partido com a base do ex-prefeito em Salvador. O parlamentar enfatizou que acredita que para governar é preciso estar alinhado com o desejo popular.
“A política se faz em grupo e com democracia. Por isso, como presidente municipal e vice estadual do PDT, defendo a mesma posição que Ana Paula de unir forças para fazer o melhor pelo povo da Bahia junto com Neto. Precisamos de mudanças para o nosso estado e sabemos que os baianos anseiam o mesmo”, afirmou. Atualmente, o PDT compõe o Executivo Municipal ao lado de Bruno Reis (União), na figura da vice, Ana Paula Matos (PDT).
Leo ainda citou o deputado estadual do partido, Emerson Penalva, buscando apoio do político para consolidar ACM Neto como principal opositor ao atual governador do estado, Jerônimo Rodrigues (PT), na corrida eleitoral do próximo ano.
- Por Bianca Andrade / Laiane Apresentação
- 03 Mar 2025
- 08:45h
Foto: Divulgação
O filme “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, protagonizado por Fernanda Torres, deu ao Brasil um troféu inédito do Oscar neste domingo (2).
“Obrigado, em primeiro lugar, em nome do cinema brasileiro, em um grupo tão fantástico de cineastas. Eu dedico esse prêmio a uma mulher que, depois de uma perda durante a ditadura, decidiu não se curvar e resistir. Esse prêmio é dedicado à Eunice Paiva. E eu dedico esse prêmio às duas mulheres extraordinárias que deram vida à ela: Fernanda Torres e Fernanda Montenegro”, disse Walter Salles em discurso após receber a premiação.
A produção, que traz Fernanda Torres como Eunice Paiva, venceu na categoria “Melhor Filme Internacional”, em uma disputa contra A Garota da Agulha (Dinamarca), Emília Pérez (França), Flow (Letônia) e A Semente do Fruto Sagrado (Alemanha).
Ao longo dos anos, o Brasil já tinha sido indicado ao Oscar por 13 vezes, porém nunca tinha levado a estatueta. A primeira indicação feita no Brasil foi em 1960, com "Orfeu Negro", que se tornou uma das maiores sensações brasileiras. Porém, o prêmio foi para a França - apesar de ser gravado em português, no Brasil e por atores brasileiros -, por ter o diretor francês.
O filme “Ainda Estou Aqui”, que estreou no Brasil em novembro, e ganhou datas ao redor do mundo, passou de R$ 100 milhões em bilheteria, se tornando a 5ª maior de um filme brasileiro. De acordo com dados da Comscore Movies e Box Office Mojo, a produção de Walter Salles já levou mais de 5 milhões de pessoas ao cinema.
AJUDA DE SALVADOR NA CAMPANHA PARA O OSCAR
A capital baiana teve uma participação especial na corrida do longa 'Ainda Estou Aqui' rumo ao Oscar. Salvador foi a primeira cidade a exibir o longa de Walter Salles. O filme entrou em cartaz no dia 19 de setembro no Cine Glauber Rocha e permaneceu até o dia 25, registrando um total de 2.800 pessoas em 14 sessões.
A estreia especial em Salvador foi necessária para que o filme se tornasse elegível no Oscar. Para participar da premiação, o longa precisava estrear nos cinemas entre 1º de novembro de 2023 a 30 de setembro de 2024.
O longa se tornou o filme brasileiro mais assistido da Bahia em 2024. De acordo com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), a produção, dirigida por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello, também é o filme mais assistido de Salvador no ano.
Na capital, ‘Ainda Estou Aqui’ atraiu mais de 50 mil espectadores a salas de exibição, com cerca de 706 sessões realizadas até 27 de novembro.
- Por Vitor Antonio e Matheus Rocha/Bahia Notícias
- 02 Mar 2025
- 13:11h
Foto: Divulgação / The Academy Awards
O ranking de países com mais vitórias no Oscar confirmou aquilo que muita gente já desconfiava. Nações da América do Norte e da Europa foram melhor representadas nas principais categorias da premiação do que qualquer outra região do mundo.
Por óbvio, os Estados Unidos, berço do Oscar, é o grande campeão, com 537 vitórias. Em seguida, aparecem Reino Unido (132), França (57), Itália (31) e Alemanha (18). A análise levou em conta as nove categorias mais prestigiadas da cerimônia —melhor filme, filme internacional, diretor, ator e atriz, além dos coadjuvantes, roteiro original e adaptado. O levantamento inclui dados das 97 edições do Oscar, cerimônia que começou a ser realizada em 1929.
Os países que mais receberam prêmios foram também os mais indicados. Ao longo de nove décadas, filmes e profissionais americanos acumularam 2.746 indicações. A título de comparação, a Coreia do Sul foi indicada apenas oito vezes nesse período.
O país asiático realizou um feito histórico em 2020, quando "Parasita" venceu em quatro categorias, incluindo a de melhor filme e melhor diretor para Bong Joon-ho. Foi a primeira vez que um longa de língua estrangeira venceu a maior categoria da noite.
A vitória é um dos resultados das políticas de incentivo à diversidade postas em prática desde 2016 pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, responsável pela premiação.
Uma das medidas foi o aumento no número de votantes para incluir pessoas de fora dos Estados Unidos e da Europa. Especialistas consideram que a presença de "Ainda Estou Aqui" entre os indicados a melhor filme é consequência desse processo de internacionalização.
Com oito vitórias e 36 indicações, o país latino-americano mais bem colocado no ranking é o México, considerado um importante polo cinematográfico. Alguns dos diretores mais celebrados de Hollywood são mexicanos, como Alejandro González Iñarritu, Guillermo del Toro e Alfonso Cuarón. Todos os três, inclusive, já faturaram estatuetas.
Cuarón, por exemplo, garantiu o troféu de melhor diretor em 2019, com "Roma". O filme acompanha a rotina de uma empregada doméstica em um bairro de classe média na Cidade do México. Ao todo, o longa foi indicado em dez categorias e levou três estatuetas, incluindo a de filme internacional.
Na análise por continentes, as regiões com o menor número de países vitoriosos são África e América Central, ambas empatadas com quatro vitórias. Por sua vez, a América do Sul venceu cinco vezes. O primeiro país sul-americano a ter um Oscar foi a Argentina, em 1986, quando o longa "A História Oficial" venceu em melhor filme internacional.
A exemplo de "Ainda Estou Aqui", essa obra mostra uma família que se desestruturou em razão da ditadura militar. A produção foi indicada ainda a melhor roteiro original, mas perdeu para "A Testemunha", estrelado por Harrison Ford.
Em 2010, a Argentina quebrou o jejum de mais de duas décadas sem vitória para um país sul-americano. À época, "O Segredo de Seus Olhos" venceu em melhor filme internacional. Oito anos depois, o Chile repetiu o feito com "Uma Mulher Fantástica".
O Brasil nunca levou propriamente a estatueta, apesar de ter coproduzido filmes que venceram o Oscar. É o caso de "Orfeu Negro", de 1959 —que deu o prêmio de melhor filme estrangeiro à França, embora seja todo em português.
Situação parecida aconteceu com "O Beijo da Mulher Aranha", de 1985 —dirigido por Héctor Babenco, todo falado em inglês, com o prêmio de melhor ator para William Hurt— e "Me Chame pelo seu Nome", de 2017 —vencedor do melhor roteiro adaptado, com o prêmio indo para o americano James Ivory, roteirista que adaptou o livro de André Aciman.
Já no recorte por filme internacional, as primeiras posições são dominadas por países europeus. França lidera as vitórias (35), seguida por Itália (18), Alemanha (11), Reino Unido (7) e Espanha (7).
A análise da Folha mostrou também que os atores com mais troféus são todos americanos. Na categoria de melhor ator, Daniel Day-Lewis ganhou seis prêmios, enquanto Walter Brennan foi quem ganhou mais estatuetas como ator coadjuvante.
Entre as mulheres, Katharine Hepburn é a campeã de indicações em melhor atriz, com quatro troféus. Já na categoria de atriz coadjuvante, Dianne Wiest e Shelley Winters dividem o primeiro lugar, com duas estatuetas.
- Bahia Notícias
- 02 Mar 2025
- 11:09h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, no sábado (1º), que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, foi "humilhado" pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante um encontro recente. A reunião, realizada na sexta-feira (28), tinha como objetivo discutir uma possível solução para o conflito entre Ucrânia e Rússia, mas terminou em um acalorado bate-boca diante da imprensa internacional. As informações são da Agência Brasil.
“Acho que o Zelensky foi humilhado. Na visão de Trump, ele merecia isso”, afirmou Lula durante conversa com jornalistas em Montevidéu, no Uruguai, onde participou da posse do novo presidente do país, Yamandú Orsi.
No encontro, Trump repreendeu Zelensky, acusando-o de ser "desrespeitoso" com os Estados Unidos. A declaração ocorreu após o líder ucraniano sugerir que os EUA poderiam se arrepender no futuro de fechar um acordo com a Rússia para encerrar a guerra.
O confronto entre os dois líderes expôs as tensões entre os aliados tradicionais dos Estados Unidos e da Europa. Após o episódio, líderes europeus manifestaram apoio a Zelensky, evidenciando uma crescente divisão entre as potências ocidentais desde o retorno de Trump ao cenário político.
- Bahia Notícias
- 02 Mar 2025
- 09:07h
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil / Arquivo
A Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF) informou no sábado (1º) que um homem, de 52 anos, tentou invadir o prédio do Supremo Tribunal Federal (STF) na última quarta-feira (26). Segundo a corporação, o suspeito teria "proferido diversas ameaças, ofensas e hostilizações" contra ministros da corte durante a ação.
O indivíduo, identificado na cidade de Samambaia, região administrativa do DF, foi localizado durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão domiciliar.
De acordo com a polícia, o homem apresentava comportamento agressivo e resistiu à abordagem, além de desacatar os agentes. Ele foi autuado em flagrante pelos crimes de resistência e desacato.
A PC-DF destacou que, durante a busca, foram encontrados artefatos para a fabricação de bomba caseira e "bilhetes confirmando as suas intenções violentas".
"Além disso, foi apreendido um casaco de uso exclusivo da Polícia Militar do DF, utilizado indevidamente pelo acusado, um aparelho celular e um computador", informou a Polícia Civil em nota.
No final da tarde de sábado, a PC-DF informou que o homem foi liberado após prestar depoimento. As investigações prosseguem na busca por mais informações que corroborem com o crime de apologia ao crime e de ameaças às autoridades.
- Brumado Urgente
- 01 Mar 2025
- 12:36h
Foto: Laércio de Morais I Brumado Urgente
O tradicional carnaval do Educacional Artinfância balançou o chão da Praça da Prefeitura nessa sexta-feira (28). O carnaval que acontece há 10 anos, já se transformou em tradição. E todos os anos, alunos, professores, pais e familiares participam da folia de Momo com suas tradicionais fantasias.
Comandada pela animação do DJ Pantera, o paredão de som tocou os hits que fazem sucesso no carnaval de Salvador, como também, sucessos dos antigos carnavais, sobretudo, aqueles que fazem parte dos 40 anos de Axé Music.
Já as fantasias deram um show à parte, tanto os pequenos, quanto os adultos, foram fantasiados com temáticas as mais variadas possíveis, desde a clássica “bruxinha”, até as mais ousadas. Confira as fotos.
- Bahia Notícias
- 01 Mar 2025
- 12:09h
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Arquivo
O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, nesta sexta-feira (28), o julgamento do processo que pode dar uma ampliação ao foro privilegiado de políticos, para continuar após o mandato. A análise ainda acontece até o dia 11 de março. Já tem sete votos favoráveis e 2 contra, em nova tese proposta pelo ministro Gilmar Mendes.
A maioria dos votos é para "recalibrar" o entendimento atual e aumentar o foro de ministros, senadores, deputados e autoridades públicas que cometerem crimes usando a função pública, mesmo que já tenham completado o mandato ou deixado a função.
No entendimento atual, caso de fim de mandato, as ações dos políticos devem ir para instâncias inferiores.
A tese do ministro Gilmar Mendes foi apoiada pelos ministros Flávio Dino, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso e Nunes Marques. Já contra, foram apenas André Mendonça e Edson Fachin.
O ministro Nunes Marques fez considerações sobre o tema, após observar voto de Gilmar.
“Necessário avançar no tema, para estabelecer um critério geral mais abrangente, focado na natureza do fato criminoso, e não em elementos que podem ser manobrados pelo acusado (permanência no cargo)”, iniciou ele.
“A proposta apresentada atende a essa finalidade. Preservando os aspectos centrais do entendimento firmado na AP 937-QO, ela estabiliza o foro para julgamento de crimes praticados no exercício do cargo e em razão dele, ao mesmo tempo que depura a instabilidade do sistema e inibe deslocamentos que produzem atrasos, ineficiência e, no limite, prescrição”, completou o ministro.
- Por Ranier Bragon | Folhapress
- 01 Mar 2025
- 10:05h
Foto: Marcelo Camargo / EBC
A reforma ministerial deflagrada por Lula (PT) começou envolvendo uma pasta que está entre as mais mexidas de suas três gestões, a articulação política. De 2003 até agora, foram seis ministros de Relações Institucionais, local que em breve vai abrigar o sétimo, Gleisi Hoffmann (PT).
Na terça-feira (25) Lula havia anunciado a troca de Nísia Trindade por Alexandre Padilha (PT) na Saúde.
Padilha, que toma posse na nova função no dia 10, vinha sendo até então o responsável pela articulação política de Lula 3, que agora caberá à presidente do PT.
De todos os ministérios dos governos Lula -2003 a 2006, 2007 a 2010, e de 2023 em diante-, apenas Previdência se iguala em rotatividade. A pasta também foi comandada por sete nomes diferentes (excluído dessa conta Carlos Eduardo Gabas, que exerceu a função de forma tampão no final do segundo mandato do petista).
Nesta sexta-feira (28) a presidente do PT foi anunciada como a nova articuladora política do governo, desbancando nomes do próprio partido e de outras legendas.
Padilha, agora ex-responsável pela área, teve o trabalho bombardeado pelo centrão, em especial pelo então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Ele assumiu a função no início de 2023 com um cenário desfavorável.
A esquerda conseguiu eleger apenas cerca de um quarto das cadeiras de Câmara e Senado. Além disso, o modelo de articulação mudou de Jair Bolsonaro (PL) para Lula, o que desagradou boa parte do centrão.
Bolsonaro havia delegado para Lira e outros líderes do Congresso a articulação política do seu governo. Com a vitória de Lula, a tarefa voltou às mãos do PT.
Embora o governo afirme ter aprovado os principais temas de seu interesse, em especial o novo arcabouço fiscal e a reforma tributária, o fato é que tudo passou por modificações pautadas pelo Congresso e pelo desembolso recorde das emendas parlamentares, que superaram a casa dos R$ 50 bilhões.
E derrotas não deixaram de acontecer.
Nos dois primeiros anos de Lula 3, o desempenho das medidas provisórias -a principal ferramenta legislativa do Executivo-- foi o pior da história. Os vetos presidenciais, outro grande instrumento do governo na área, também tiveram marca histórica negativa.
Em dezembro de 2023, por exemplo, o Congresso derrubou total ou parcialmente, em uma tacada, 13 vetos feitos por Lula.
A Secretaria de Relações Institucionais afirma que com o represamento da tramitação das MPs a partir de 2023 --devido à disputa entre Lira e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), então presidente do Senado-, propostas do governo foram incorporadas a outros projetos.
Diz que mais de 70 MPs editadas por Lula tratavam de créditos orçamentários ou políticas de efeitos temporários, esgotando suas finalidades mesmo sem análise do Congresso.
"É equivocado considerar que houve aprovação de apenas 15% das MPs neste biênio. Excluindo-se as de natureza temporária, como os créditos orçamentários, e as em tramitação, o índice de aprovação é de 94%."
A alta instabilidade dos gabinetes de articulação política de Lula ocorreu também com outros presidentes e é explicada, em parte, pelo cenário de instabilidade política do país.
Desde a redemocratização, dois presidentes da República, Fernando Collor de Mello (1992) e Dilma Rousseff (2016), tiveram os mandatos encurtados por impeachment.
Os governos do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) viveram relativa estabilidade no Congresso, calcada em ampla maioria devido à aliança com o PFL (hoje União Brasil) e o PMDB (hoje MDB).
Na maior parte desse período, não houve uma pasta específica que concentrasse a articulação política, tarefa que era exercida diretamente pelo presidente, por seu vice, Marco Maciel (PFL), e por uma profusão de ministros com estreita ligação e influência sobre o Congresso --entre outros, Eliseu Padilha (Transportes), Luis Carlos dos Santos (Assuntos Políticos), Sergio Motta (Comunicações), Francisco Dornelles (Industria e Comércio e Trabalho), Pimenta da Veiga (Comunicações), José Jorge (Minas e Energia), Gustavo Krause (Meio Ambiente) e Nelson Jobim (Justiça) .
Em seu primeiro mandato, Lula teve como primeiro articulador político José Dirceu (PT), na Casa Civil.
No início de 2004, Dirceu ganhou uma espécie de "auxiliar" com a criação da Secretaria de Coordenação Política e Relações Institucionais, vinculada à Presidência e com status de ministério, que passou a ser ocupada pelo deputado federal Aldo Rebelo (PC do B)
O escândalo do mensalão, porém, se abateu diretamente sobre Dirceu em 2005, época em que o petista foi acusado por Roberto Jefferson (PTB, hoje PRD) de cooptar partidos para apoiar o governo em troca de pagamentos mensais.
Dirceu perdeu o cargo no governo e o mandato de deputado federal na Câmara.
Lula foi obrigado a fazer uma reforma ministerial e trocou Rebelo pelo petista Jaques Wagner -o nome da pasta passou a ser apenas Secretaria de Relações Institucionais.
Jaques seria substituído ainda no primeiro mandato por Tarso Genro (PT). O segundo governo de Lula (2007-2010) foi o de maior estabilidade. A função de articulador foi ocupada no início por dois petebistas -Walfrido dos Mares Guia e José Múcio (hoje ministro da Defesa).
No final de 2009, a função voltou ao PT, com Padilha, que é, até o momento, o que mais ocupou a titularidade da pasta nas gestões Lula, somando três anos e cinco meses em dois mandatos.
A petista Dilma Rousseff (2011-2016), o emedebista Michel Temer (2016-2018) e Bolsonaro também tiveram alta rotatividade em sua articulação política.
Dilma delegou a função a petistas e, em um breve período, às vésperas de sofrer a deflagração do processo de impeachment, ao vice, Temer.
Já no poder, o emedebista teve estreita ligação com o Congresso, apesar da impopularidade. Tanto é que os deputados federais o livraram por duas vezes do afastamento do cargo. Além de fazer pessoalmente a relação com o Congresso, ele teve como articuladores os deputados federais Geddel Vieira Lima (MDB), Antônio Imbassahy (PSDB) e Carlos Marun (MDB). Além do veterano Eliseu Padilha, na Casa Civil.
Já Bolsonaro tentou emplacar uma relação por meio de frentes parlamentares -tendo o deputado Onyx Lorenzoni (Casa Civil) como uma das principais pontes.
Após o fracasso do modelo, se aliou ao centrão de Lira, que assumiu as rédeas da articulação em meados de 2020. Na reta final, os nomes oficias do Planalto que negociavam com o Congresso eram o senador Ciro Nogueira (Casa Civil) e a deputada Flávia Arruda (da hoje extinta Secretaria de Governo).
- Bahia Notícias
- 01 Mar 2025
- 08:25h
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
A 1ª turma de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, tornar Leonardo Rodrigues de Jesus, Léo Índio, réu por crime de tentativa de golpe de Estado. Ele é o primo dos filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
No último mês, Léo Índio foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), acusado de ser "incitador e executor" da trama golpista, que ocorreu no dia 8 de janeiro de 2023.
O julgamento da petição para aceitar a denúncia da PGR começou em 21 de fevereiro e terminaria nesta sexta-feira (28). Todos os ministros da 1ª turma votaram a favor do relator, o ministro Alexandre de Moraes.
Léo Índio é um influenciador, integrante da família Bolsonaro e foi um dos alvos da Polícia Federal (PF) na operação Lesa Pátria. Em 2024, ele se candidatou vereador em Cascavel (PR), utilizando o nome "Léo Bolsonaro", obteve 739 votos e não foi eleito, mas ficou na vaga de suplente.
- Por Júlia Galvão/Bahia Notícias
- 28 Fev 2025
- 18:37h
Foto: Freepik / Docnix
O Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) revogou a medida que previa a obrigatoriedade dos carimbos com data de validade na casca de ovos a partir de 4 de setembro. A exigência, que foi alvo de críticas de produtores e de políticos, seria válida para ovos a granel, vendidos soltos em feiras, padarias e demais estabelecimentos, e não para os que vêm vendidos em embalagens. Também seria necessário informar o número de registro do estabelecimento produtor.
A revogação da medida, que foi definida na portaria 1.179 de 2024, foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) desta sexta-feira (28). Segundo o ministério, a decisão tem como objetivo aprofundar o debate com a sociedade civil e o setor produtivo sobre a oportunidade e a conveniência de sua implementação.
A tinta utilizada deveria ser específica para alimentos, atóxica, não representar risco de contaminação ao produto e "estar em conformidade com os padrões estabelecidos pelo órgão competente".
Governo suspende exigência de carimbo com data de validade em cascas de ovos
A marcação teria como objetivo aumentar a segurança alimentar para o consumidor e aumentar a rastreabilidade do produto.
O tema gerou grande repercussão após a elevação do preço dos ovos, motivada por alterações climáticas e o aumento na procura devido à alta no valor cobrado pelas carnes bovinas. A Quaresma (quando católicos consomem mais ovos) e o alto patamar do dólar também têm impactado no preço final do produto.
O deputado Ricardo Salles (Novo-SP), ex-ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro (PL), e outros deputados do Novo protocolaram um projeto para derrubar a portaria se baseando no fato de que há, no próprio setor, discordâncias sobre o tema.
ALTA NOS EUA
Os Estados Unidos enfrentam uma crise no preços dos ovos há alguns meses. Desde janeiro, consumidores passaram a relatar dificuldades para encontrar o alimento, que também está cada vez mais caro.
A crise acontece pois, desde 2022, o país passa por um surto de gripe aviária causado pelo vírus H5N1. O vírus, que atinge principalmente aves, passou a ser detectado também em vacas, gatos domésticos e trabalhadores de granjas.
Desde o início do surto, mais de 130 milhões de aves já morreram, segundo a Federação do Escritório da Agricultura dos EUA. Com a morte do animais, o país passou a enfrentar uma redução na produção de ovos e, consequentemente, uma diminuição na oferta do alimento.
- Por Mayara Paixão | Folhapress
- 28 Fev 2025
- 16:28h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Um órgão ligado ao governo de Javier Milei e repaginado sob sua administração se referiu a pessoas com deficiência intelectuais como débeis mentais, imbecis e idiotas, todos termos considerados pejorativos e abandonados pela comunidade médica há décadas.
A menção foi feita em janeiro em um anexo interno de uma resolução no Boletim Oficial, equivalente ao Diário Oficial da União brasileiro, mas só agora veio a debate público após críticos compartilharem o trecho na rede social X. Fato que mais causou surpresa, o documento foi assinado pelo diretor da Agência Nacional de Deficiência da Argentina, o advogado Diego Orlando Spagnuolo.
Horas após o rebuliço fruto da classificação, a agência se retratou e afirmou que "a publicação dos termos não teve intenção discriminatória e se tratou apenas de um erro fruto do uso de conceitos que pertencem a uma terminologia obsoleta". O órgão diz que vai alterar o texto.
O anexo detalha condições para a concessão de pensões vitalícias a pessoas sem recursos ou impossibilitadas de trabalhar. A certa altura, categoriza pessoas com deficiência de acordo com seus níveis de QI (quociente intelectual). Do mais baixo ao mais alto, usa os seguintes termos: idiota, imbecil, débil mental (profundo, moderado e leve).
Todos os termos já não usados por organizações de saúde ao redor do mundo, entre elas a OMS (Organização Mundial da Saúde), que agora o governo Milei, na esteira de Donald Trump nos Estados Unidos, diz que abandonará. A categorização de deficiências intelectuais tampouco é feita unicamente com base no QI de um indivíduo, mas também leva em conta, por exemplo, as suas habilidades de adaptação na sociedade.
Grupos de direitos humanos já haviam questionado a Casa Rosada. Seis ONGs pediram no início deste mês que a resolução composta por esse anexo seja derrubada.
Primeiro, o grupo afirma que o documento trabalha com um conceito obsoleto e errado de invalidez. O texto do governo fala que há uma suposta porcentagem de deficiência física e intelectual que leva a pessoas inválidas para o trabalho, algo que "excede seus limites de deficiência física ou psíquica". As ONGs argumentam que classificar as pessoas como válidas ou inválidas para o trabalho é discriminatório.
Segundo, o grupo lembra que o texto usa linguagem discriminatória. "São expressões que reforçam a discriminação que historicamente existiu e que ainda hoje existe contra as pessoas com deficiência; termos como 'atraso mental', 'imbecil', 'idiota' e 'débil mental' são pejorativos e obsoletos."
O vocabulário não está muito distante de falas públicas de Milei nas redes sociais e em eventos. É comum que ele use os termos idiota e imbecil para se referir a opositores e jornalistas.
Mais recentemente, em viagem aos EUA na semana passada e durante um discurso no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), em Washington, o ultraliberal ficou incomodado quando seu celular recebeu uma ligação e fez o barulho da chamada, interrompendo a transmissão ao vivo que fazia em sua conta no Instagram diretamente com seu aparelho pessoal. "Imbecil, mal nascido", disse ele, reagindo.
Visivelmente incomodado, Milei afirmou que alguém estaria ligando de propósito para atrapalhar a transmissão. "Na Argentina temos muitos cabeças de polvo. Os chamamos assim porque o polvo tem o aparato digestivo na cabeça, de modo que ela está cheia de excrementos". Nos polvos, o esôfago atravessa o cérebro.