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- Bahia Notícias
- 15 Mar 2025
- 12:05h
Foto: TV Globo
Ano novo, vida nova e casa nova para Boninho e o The Voice Brasil. O ex-diretor da TV Globo levou um dos grandes projetos dele na emissora para o SBT, nova casa desde o final de 2024.
E além de levar o reality musical para a emissora, Boninho escolheu um velho conhecido para apresentar a atração, Tiago Leifert volta ao comando do programa.
A presença do comunicador foi confirmado em evento realizado na sexta-feira (14), no Encontro de Negócios 2025, realizado na sede do SBT em Osasco (SP).
"Eu tô muito feliz de estar de volta ao The Voice Brasil. Eu fiz nove temporadas [na Globo], foram nove temporadas maravilhosas, só trago boas recordações. E tô muito empolgado para fazer a [minha] décima temporada, e agora fazer com vocês. Obrigado por terem acreditado no projeto e vamos juntos!", disse Leifert.
Durante a apresentação, Boninho também falou sobre o sucesso do formato, que veio para o país através dele.
"Eu, Boninho, trouxe o formato para o Brasil e estive à frente de todas as edições. Foram 22 edições, contando com o + e o Kids. O brasileiro ama o The Voice porque ele é um reality do bem, que fala de algo que a gente gosta muito, que é e música."
De acordo com o site Notícias da TV, o plano comercial para anunciar no The Voice será disponibilizado para agências de publicidade em abril, e a ideia é colocar o reality no ar no segundo semestre deste ano.
- Por Fernanda Brigatti e Adriana Fernandes | Folhapress
- 15 Mar 2025
- 10:35h
Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil
Os setores de restaurantes e de eventos reagiram à possibilidade de os benefícios fiscais previstos no Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos) serem encerrados neste mês. Se o fim for confirmado, já em abril os negócios beneficiados terão de pagar as alíquotas cheias de tributos federais (IRPJ, CSLL e PIS/Cofins).
Na quarta (12), o secretário Robinson Barreirinhas, da Receita Federal, esteve em uma audiência pública na Comissão Mista de Orçamento, onde disse que o programa deverá ser extinto em abril por ter alcançado o teto de R$ 15 bilhões previsto na lei do Perse, de 2024.
Paulo Solmucci Junior, presidente-executivo da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), defende uma redução gradual dos benefícios fiscais.
O setor também considerou que Barreirinhas não detalhou de que maneira o fisco concluiu ter chegado ao teto e se os R$ 15 bilhões consideram os casos de benefícios mantidos ou concedidos por meio de decisões judiciais, como aquelas que deram a iFood, Uber e 99 acesso ao programa.
Representantes dos setores beneficiados querem se reunir com Barreirinhas e com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na próxima semana para discutir a possibilidade de continuidade do programa.
Parlamentares da Frente do Comércio e Serviços (FCS) enviaram ofício à Receita Federal pedindo a publicação dos dados que embasaram a conclusão de que o programa vai bater no teto.
O deputado Felipe Carreras (PSB-PE), coordenador da Frente Parlamentar da Cultura, Entretenimento e Turismo, disse já durante a audiência pública que é necessário ter "sensibilidade política para o programa não acabar da noite para o dia". Uma transição é também defendida pelo parlamentar.
A possibilidade de o limite ser corrigido pela inflação, algo descartado na discussão da renovação do programa, também voltou à pauta.
Doreni Caramori Junior, presidente da Abrape (Associação Brasileira dos Promotores de Eventos), participou da audiência pública na CMO, onde defendeu que os sinais de melhoria no setor demonstram que a política pública foi um acerto.
Depois, nas redes sociais da entidade, ele disse que os dados apresentados pelo secretário da Receita Federal eram superficiais.
A proposta de renovação do Perse acontece menos de um ano após o Congresso aprovar a prorrogação do programa emergencial, criado pelo governo Bolsonaro durante a pandemia da Covid-19.
Na época, a equipe econômica foi contra a prorrogação e já havia o receio de que o setor faria uma nova investida. A solução apresentada pela equipe do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para fugir desse risco foi a criação de um teto de R$ 15 bilhões de renúncia fiscal até dezembro de 2026, sem que ele fosse corrigido pela inflação.
O pedido deixou integrantes do governo indignados e surpresos ao mesmo tempo. Havia o entendimento de que o assunto estava encaminhado e encerrado após a aprovação do projeto que prorrogou o Perse com o teto.
Uma autoridade da área econômica disse à reportagem, na condição de anonimato, que é um absurdo a apresentação de nova proposta após a longa negociação. Em tom de desabafo, o dirigente disse que, se a proposta de renovação for aprovada pelo Congresso, é uma sinalização de que o país não tem jeito.
Outro integrante da equipe econômica disse que é inacreditável que o pedido tenha sido protocolado pouco depois da fala do secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, informando que o teto havia sido consumido.
Nesta sexta (14), o deputado federal Leo Prates (PDT-BA) pediu a realização de nova audiência pública na Comissão Mista de Orçamento para discutir o assunto.
- Por Guilherme Botacini | Folhapress
- 15 Mar 2025
- 08:42h
Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve aproveitar sua visita ao Japão, prevista para os dias 24 a 27 de março, para pedir às autoridades japonesas que agendem uma visita técnica sanitária necessária para liberação de exportação de carne bovina in natura brasileira para o país asiático.
De acordo com o Itamaraty, a visita técnica é uma das condições para a abertura desse mercado, um pleito antigo do governo brasileiro. Os japoneses, no entanto, ainda não definiram data para a inspeção.
O Brasil já exporta carne de frango para o Japão e busca, além da autorização para carne bovina, também maior abertura para o mercado de proteína suína in natura.
Segundo a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), o Japão é o terceiro maior país importador de carne bovina do mundo, sendo 80% desse volume proveniente dos Estados Unidos e da Austrália. O Brasil, maior exportador mundial do produto, atende cerca de 160 países e busca essa habilitação há mais de 15 anos.
A visita é parte de uma série de procedimentos técnicos necessários para concluir a abertura desse mercado no Japão.
"O Brasil vem melhorando sua condição sanitária há muitos anos, e hoje essa condição já deveria habilitar o Brasil a ter acesso ao mercado japonês", afirmou o embaixador Eduardo Saboia, secretário de Ásia e Pacífico do Itamaraty.
O Brasil se autodeclarou um país livre de febre aftosa sem vacinação em maio do ano passado. A última ocorrência da doença em território nacional foi em 2006, seguida da implementação de zonas livres.
O presidente brasileiro também vai tentar que o governo japonês se posicione a respeito de um possível acordo entre Japão e Mercosul. O Brasil quer avançar no tema, mas Tóquio não deixa claro se quer de fato iniciar negociações, segundo o Itamaraty.
"A gente quer saber o seguinte: vamos ficar nessa conversa ou vai ter negociação? O Brasil, com o Mercosul, concluiu a negociação com a União Europeia, concluiu a negociação com Singapura. Há um ponto de interrogação", disse Saboia.
Lula deve chegar ao Japão no próximo dia 24 para visita de Estado, a mais alta categoria de visita oficial no país, e fica até o dia 27. Ele será recebido pelo imperador Naruhito e a imperatriz Masako, e terá reunião de trabalho com o primeiro-ministro Shigeru Ishiba.
Além disso, uma comitiva de cerca de 500 empresários acompanha o presidente brasileiro, e haverá um fórum empresarial Brasil-Japão no hotel New Otani, em Tóquio.
De acordo com o embaixador japonês no Brasil, Teiji Hayashi, a presença de Lula no Japão será um impulso às relações entre os dois países, que completam 130 anos em novembro deste ano.
Esta será a segunda ida do presidente Lula ao Japão neste mandato. Em maio de 2023, ele foi a Hiroshima durante a cúpula do G7, quando se reuniu com outros líderes mundiais e com o então premiê japonês, Fumio Kishida, que por sua vez visitou o Brasil em 2024.
À época, em declaração à imprensa após reunião com Kishida no Palácio do Planalto, Lula falou em tom de brincadeira para o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), levar o líder japonês a uma churrascaria em São Paulo.
Lula visita o Vietnã após Tóquio, e há expectativa do setor agropecuário exportador de abertura desses mercados. O Japão importa carne bovina principalmente da Austrália e dos Estados Unidos.
Em Hanói, o petista se reunirá com o presidente, o primeiro-ministro, o líder da Assembleia Nacional e com o secretário-geral do Partido Comunista do Vietnã, à frente do país.
O fluxo comercial entre Brasil e Vietnã tem crescido nos últimos anos, representando cerca de US$ 8 bilhões, de acordo com o Itamaraty. O plano do ministério é elevar o comércio a US$ 15 bilhões até 2030.
O governo busca ainda ampliar a parceria com Hanói por meio da elevação das relações ao nível de parceria estratégica, status existente apenas nas relações do Brasil com a Indonésia no Sudeste Asiático. O ministério quer terminar a visita de Lula ao menos com um plano de ação para esse aprofundamento das relações entre os dois países.
A ampliação das relações com países asiáticos é uma das prioridades da política externa do governo Lula para 2025. O brasileiro pode ainda visitar a China no primeiro semestre. No segundo semestre, há a possibilidade de Lula viajar à Malásia e à Indonésia -o primeiro país é membro parceiro do Brics, presidido pelo Brasil neste ano, e o segundo foi admitido como membro pleno em janeiro.
A possível abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira representa um importante avanço para o setor, de acordo com a Abiec.
O presidente da entidade, Roberto Perosa, diz que o Brasil tem um dos sistemas de controle sanitário mais avançados do mundo, cumprindo as exigências de mercados rigorosos, como Estados Unidos, União Europeia e China.
"Além disso, as exportações brasileiras de carne seriam complementares à produção local no Japão, garantindo maior oferta ao consumidor japonês sem afestar a cadeia produtiva do país", diz a Abiec.
- Bahia Notícias
- 14 Mar 2025
- 17:57h
Foto: Angelo Carconi/Ansa/Agência Lusa
O papa Francisco, de 88 anos, segue internado no hospital Gemelli, em Roma, para tratar um quadro de pneumonia bilateral. De acordo com a Sala de Imprensa da Santa Sé, o pontífice “passou uma noite tranquila”, conforme nota divulgada nesta sexta-feira (14).
Na quinta-feira (13), médicos do hospital levaram um bolo com velas ao quarto do papa para celebrar os 12 anos de seu pontificado à frente da Igreja Católica. Além disso, Francisco recebeu centenas de mensagens enviadas por crianças e jovens de escolas, associações e institutos religiosos.
Durante a tarde, ele participou dos exercícios espirituais da Cúria Romana por videoconferência, conectando-se com a Sala Paulo VI. Após a atividade, retomou a terapia respiratória.
O papa segue alternando ventilação mecânica não invasiva com oxigenação por cânulas nasais durante o dia. Segundo o boletim, seu quadro clínico permanece estável, mas ainda complexo.
Um novo informe médico está previsto para o início da noite desta sexta-feira.
Foto: Divulgação
O cantor Chris Pimenta está de volta com um lançamento eletrizante! O clipe da sua nova música, Botada Bandida, promete conquistar o público com muita energia, coreografias envolventes e participações especiais que tornam a produção ainda mais marcante.
O clipe conta com a presença de uma dançarina que já brilhou em produções do cantor Zé Felipe, agregando ainda mais profissionalismo e talento à coreografia. Outra integrante do corpo de dança faz parte da renomada companhia de dança do Axé Moi, trazendo todo o ritmo contagiante que só a Bahia tem. Além disso, Botada Bandida foi composta por Luciano Chaves, o mesmo talento por trás de Macetando, sucesso na voz de Ivete Sangalo, um indicativo de que esse novo single tem tudo para ser um grande sucesso!
Para completar, Negra Japa, que é back vocal do grupo La Fúria, faz uma participação especial emprestando sua voz para a música, agregando ainda mais autenticidade e potência ao som. O clipe foi gravado na deslumbrante orla de Porto Seguro, cenário perfeito para transmitir toda a vibe tropical e vibrante da música.
Com tantas novidades e um time de peso envolvido, o lançamento de Botada Bandida promete ser um verdadeiro estouro! A expectativa só aumenta entre os fãs do cantor, que aguardam ansiosamente para conferir o clipe completo.
https://www.youtube.com/watch?v=PHP6y_zZefQ
- Por Folhapress
- 14 Mar 2025
- 13:34h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
O Orçamento de 2025 vai exigir novos ajustes nas estimativas de despesas após a aprovação do PLOA (projeto de Lei Orçamentária Anual) pelo Congresso, inclusive na projeção de gastos com o pagamento de benefícios da Previdência Social.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) optou em não fazer todo o ajuste neste momento para acompanhar a evolução do comportamento desses gastos nos primeiros meses do ano.
O gasto previdenciário maior e a insuficiência de espaço fiscal para acomodar outras políticas, como o Pé-de-Meia (programa que paga bolsas para incentivar permanência de alunos da baixa renda no ensino médio), vão exigir um congelamento de despesas após a sanção do Orçamento para garantir o cumprimento do limite do arcabouço fiscal.
Em ofício encaminhado na quarta-feira (12) ao relator do Orçamento, senador Ângelo Coronel (PSD-BA), o governo estimou um aumento de R$ 8,3 bilhões nas despesas com benefícios previdenciários e de R$ 678 milhões com o BPC (Benefício de Prestação Continuada), destinado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.
Os valores levam em consideração apenas o impacto da variação maior do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e a correção do salário mínimo, que servem de referência para o reajuste dos benefícios previdenciários.
No entanto, o governo não incorporou outros R$ 9,5 bilhões do chamado "efeito-base", que reflete o aumento dessa despesa observado em 2024 e que não estava nas contas do Executivo no momento de envio do PLOA, em agosto do ano passado. Técnicos do governo consideram razoável pressupor que tal aumento se manterá neste exercício.
O relator afirmou que o gasto com a Previdência precisaria ser ampliado em, no mínimo, R$ 20 bilhões, pelos cálculos dos consultores da CMO (Comissão Mista de Orçamento). A se confirmar esse cenário, faltariam outros R$ 11,7 bilhões, a serem acomodados no futuro por meio de corte de despesas em outras áreas.
A proposta original destinava R$ 1,007 trilhão aos benefícios previdenciários. Estimativas internas do governo apontam que esse valor pode ir a R$ 1,032 trilhão, o que reforça a necessidade de novos ajustes.
A votação do Orçamento está prevista para a próxima semana, mas pode ser adiada devido à necessidade de ajustes políticos, disse Coronel à reportagem. Ele não detalhou quais são esses ajustes.
No Congresso, resta a preocupação de como serão acomodados os R$ 11,5 bilhões em emendas de comissão acertados entre governo e Legislativo e que até agora não foram incluídos na peça. Até segunda-feira, há a previsão de novas reuniões entre lideranças parlamentares e a SRI (Secretaria de Relações Institucionais), responsável pela articulação política, para tratar do tema.
Segundo o relator, o acréscimo de despesas na Previdência, ainda que parcial, será compensado por meio do corte de R$ 7,7 bilhões no programa Bolsa Família.
O relator rechaçou a avaliação de analistas econômicos do mercado financeiro de que, com os gastos da Previdência Social subestimados, o Orçamento já nascerá fake.
"Não é fake. O Orçamento, principalmente com esse índice inflacionário, que está aí previsto, sempre vai ter uma modificação, mês a mês, dentro dos relatórios bimestrais. É natural que o Orçamento venha sendo corrigido e adequado à realidade do momento", minimizou.
Um técnico do governo que participou da elaboração do ofício disse à Folha que o governo precisa entender melhor a execução dos gastos com a Previdência nos primeiros meses do ano antes de fazer um ajuste maior. O diagnóstico é que, hoje, não há uma base segura de como essas despesas vão se comportar ao longo do ano.
O diagnóstico é que o gasto com a Previdência acelerou no segundo semestre de 2024, o que alterou a base de cálculo. Por isso, na visão do governo, é preciso ter alguns meses a mais de execução do Orçamento para entender qual será o tamanho dessa conta.
Outro ponto citado pelo técnico é que essa fatura extra será amortecida pelas medidas do pacote de contenção de despesas aprovado pelo Congresso no ano passado. Parte dos ganhos esperados com as ações ainda não foi incluído nas previsões.
O próprio governo, porém, já sabe que precisará começar o ano pós-aprovação do Orçamento com um bloqueio nas despesas para acomodar essas pressões. Por isso, cresceu a chance de o Executivo editar um decreto de programação orçamentária para segurar a execução de despesas enquanto o Orçamento não é aprovado e sancionado, como antecipou a Folha de S.Paulo.
Segundo um técnico que participa das discussões, o mais provável é que os ministérios recebam autorização para empenhar (primeira fase do gasto, quando o recurso é reservado para pagamento) apenas 1/18 por mês -cerca de dois terços do que eles habitualmente poderiam gastar se não houvesse a restrição. A medida, preventiva, ajuda o governo a resguardar os recursos necessários para posterior bloqueio.
Já o corte no Bolsa Família teve como lastro as medidas de aperto aprovadas no fim do ano passado e que ainda precisam ser regulamentadas. Elas incluem a possibilidade de endurecer a regra de proteção para beneficiários que arranjam emprego com carteira assinada (a regra atual garante o pagamento de 50% do benefício por até 24 meses), a continuidade da averiguação das famílias unipessoais (formada por um única pessoa) e aperfeiçoamentos da gestão interna.
Se o impacto das alterações no Bolsa Família não se verificar ao longo dos próximos dois relatórios bimestrais de avaliação do Orçamento, o governo vai devolver os recursos que foram retirados. Um técnico do governo disse que o corte não foi arbitrário, mas fruto das medidas do pacote de melhoria da gestão. O desafio agora, ressaltou, é materializar as medidas para colher a economia de recursos.
O economista sênior do BTG Pactual, Fabio Serrano, calcula que os gastos da Previdência estão R$ 12,3 bilhões subestimados em relação à versão original do PLOA. "Como a Previdência foi ampliada em R$ 8,3 bilhões, ainda vejo uma subestimação de R$ 4 bilhões", disse. Ele estima uma despesa total R$ 1,02 trilhão. "Todas essas projeções assumem que a agenda de pente fino vai trazer mais resultados do que conseguimos ver até agora. Se o pente fino não avançar, a subestimação é maior."
O economista Ítalo Franca, do Santander, calcula a necessidade de bloquear entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões na primeira avaliação pós-sanção do Orçamento -isso já contando com o espaço extra de R$ 12 bilhões de que o governo poderá dispor devido à inflação maior observada em 2024.
Além de uma pressão remanescente de cerca de R$ 15 bilhões na Previdência, ele vê necessidade de elevar os gastos com abono salarial e seguro-desemprego (R$ 5 bilhões) e incorporar os custos maiores com o Plano Safra devido ao aumento da Selic, que eleva os subsídios aos produtores que tomam o crédito.
O economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, calcula que ainda há uma subestimativa de R$ 9,8 bilhões nos gastos com Previdência e BPC. Ele também vê com preocupação a estimativa inflada de receitas. "Há mais de R$ 168 bilhões em receitas atípicas, incertas ou mesmo derivadas de ações que já viraram fumaça, como a proposta de majoração da CSLL ou a mudança do Imposto de Renda sobre o JCP [Juros sobre Capital Próprio]", afirmou.
Além do bloqueio, ele calcula uma necessidade de contingenciamento de R$ 32,5 bilhões para cumprir a meta fiscal.
- Por Eduarda Pinto I Bahia Notícias
- 14 Mar 2025
- 12:16h
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
A maioria dos baianos infectados pelo vírus da dengue nas primeiras semanas de 2025 são jovens entre 15 e 29 anos e pessoas pardas. É o que aponta o Painel de Monitoramento do Ministério da Saúde. Até esta quinta-feira (13), foram registrados mais de 8.353 casos prováveis da doença na Bahia.
O Bahia Notícias conversou com o Pesquisador da Fiocruz na Bahia e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Guilherme Ribeiro, para falar sobre o cenário epidemiológico do estado após um ano de aumento cíclico da doença no país.
Em 2024, a Bahia chegou a contabilizar 31.170 casos prováveis de dengue no mês de fevereiro. O Painel contabiliza os dados mediante o ano e mês em que os sintomas são apresentados. Em fevereiro deste ano foram registrados 4.402 casos prováveis e o coeficiente de incidência, no cenário atual, é de 56,3 infectados a cada 100 mil habitantes. O pesquisador detalha que esse período pode ser considerado de “baixo” potencial de transmissão do vírus, após a epidemia de 2024.
“A dengue é uma doença que é cíclica. Ela tem períodos de pico, epidemias, e períodos de transmissão endêmica, que é de uma ocorrência em um nível esperado para aquele período. Então a gente passou realmente por um período de epidemia no Brasil todo no ano de 2024, mas isso varia muito de local para local. Esse padrão de transmissão do vírus e de ocorrência de epidemias, ele não é igual para todo país no mesmo momento”, explica.
Conforme os registros do Ministério da Saúde, os grupos mais afetados pela doença são: os jovens entre 20 a 29 anos (faixa etária de 10 anos), com 2.085 casos prováveis, ao total; 15 a 19 anos (faixa etária de 5 anos), com 917 casos; e adultos de 30 a 39 anos (faixa etária de 10 anos), que registraram 1.377 casos. O professor de Medicina detalha que o conceito de “exposição” a doença e imunidade de grupo é o que explica a vulnerabilidade de grupos mais jovens, em detrimento dos idosos, que costumam ser os mais afetados entre as diferentes doenças.
“Um fato que explica essa redução para os mais velhos é relacionado a imunidade de grupo, ou, na verdade, a exposição ao vírus. Quanto mais tempo você tem de vida, é mais provável que você tenha passado por infecções sequenciais pelo vírus da dengue”, revela. “Então uma pessoa que tem 60 anos hoje, ela vivenciou epidemias que começaram a circular na Bahia, desde o fim da década de 80. Então essa pessoa pode ter tido uma, duas, três vezes dengue durante a vida e por isso, hoje, ela tá protegida”, descreve.
Foto: James Gathany / CDC
Sobre a vulnerabilidade dos grupos mais jovens, ele afirma que a mesma lógica explica a pluralidade dos casos. “Uma criança que tem 10 anos, ela só teve 10 anos de exposição ao vírus, ela talvez pegou uma vez, duas vezes, se muito. Então ela tá mais suscetível [ao vírus]”, afirma. “A gente observa que países onde o vírus já estão circulando há muito tempo, a faixa etária mais acometida é o de crianças pequenas, como no caso dos países do Sudeste Asiático. No Brasil, a gente ainda tem uma tendência para diminuição de faixa etária, mas isso não tá tão típico no padrão de adoecimento quanto em outros países do mundo”, reflete.
Ainda com relação aos estudos sobre epidemiologia da doença, Ribeiro ressalta ainda que a transmissão da doença é estimulada em ambiente urbanos. “O Aedes aegypti, que é o principal mosquito transmissor, ele se tem uma adaptação e vive melhor, se reproduz melhor, em um ambiente urbanizado próximo ao homem, porque ele se reproduz em água em contêiner artificial muito mais facilmente do que em água em reservatórios naturais”, conta.
O cenário dos grandes centros urbanos da Bahia, em que a maioria da população se autoidentifica como preta ou parda, reforçam outros dados divulgados pelo Ministério da Saúde, sobre o perfil demográfico dos casos. Do total de casos prováveis registrados este ano, 54,72% dos pacientes são mulheres e 45,28% são homens. Do total, 63,47% dos infectados são pessoas pardas; outras 17% não informaram ou a raça/etnia foi ignorada; 10,4% são brancas, 8% são pretas e 0,8% são amarelas. Apenas 0,3% são indígenas.
“Nos centros urbanos maiores, as pessoas moram mais próximas, tem uma densidade populacional [maior]. Em comunidades, a gente vê muito isso, muitas pessoas vivendo numa área pequena, um terreno, às vezes pequeno, com várias casas e essa aproximação das pessoas permite que o mosquito possa interagir com diferentes pessoas”, destaca. O professor afirma que a questão socioeconômica também é um fator relevante no perfil da doença.
“E tem a questão da infraestrutura. Se você não tem uma coleta de lixo adequada, se você não tem um abastecimento regular de água, a drenagem pluvial, todas essas ações que a gente às vezes não costuma relacionar, mas que propiciam a reprodução do vetor”, conclui.
Apesar das especificidades de cada estado ou região, o cenário nacional da doença é similar à Bahia. Ao total, o país contabiliza quase 570 mil casos prováveis, representando uma redução de 69,25% nos casos prováveis de dengue em comparação com o mesmo período de 2024. Entre as entidades federativas, a Bahia aparece como o 15° estado no que diz respeito ao coeficiente de incidência dos casos, enquanto o Acre (845,5 pessoas infectadas por 100 mil habitantes) e São Paulo (716,1 casos por 100 mil habitantes) lideram a lista.
- Por Luccas Lucena | Folhapress
- 14 Mar 2025
- 11:31h
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) condenou três desembargadores do TRT-1 (Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região) acusados de participar de grupo criminoso que, em troca de propina, atuaria para incluir empresas e organizações sociais em um plano especial de execução da Justiça do Trabalho.
O Ministério Público Federal denunciou que a propina era operacionalizada por meio da contratação de escritórios de advocacia indicados por quatro desembargadores. De acordo com os investigadores, o esquema beneficiava organizações sociais e empresas com dívidas trabalhistas e créditos a receber do governo do estado do Rio de Janeiro, onde fica a sede do TRT-1.
Esses quatro desembargadores continuam afastados do tribunal até que a decisão se torne definitiva. O colegiado acompanhou o voto da relatora, ministra Nancy Andrighi, que, após analisar o processo de 180 mil páginas, concluiu pela responsabilidade dos acusados no esquema ilícito.
A denúncia diz que o desembargador Marcos Pinto da Cruz teria procurado Edmar Santos, ex-secretário estadual de Saúde, para garantir que, em vez de o estado pagar diretamente às organizações, os valores fossem depositados judicialmente para quitar os débitos trabalhistas, mediante a inclusão das entidades no plano especial de execução.
Como contrapartida, as organizações eram obrigadas a contratar escritórios de advocacia indicados pelos desembargadores, que repassavam parte dos honorários ao grupo criminoso.
A atuação da organização criminosa teria contado ainda com o apoio de dois ex-presidentes do TRT-1, os desembargadores Fernando Antonio Zorzenon da Silva e José da Fonseca Martins Junior.
Por maioria, a Corte Especial condenou Marcos Pinto da Cruz em regime fechado, pelos crimes de associação criminosa, peculato, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro. No caso de José da Fonseca Martins Junior e Fernando Antonio Zorzenon da Silva, as penas foram de 16 anos e três meses e de dez anos e cinco meses, respectivamente.
O desembargador Antonio Carlos de Azevedo Rodrigues foi absolvido de todas as acusações por unanimidade.
Segundo a ministra Nancy Andrighi, a organização criminosa utilizou o pagamento de honorários advocatícios como meio para dissimular a propina. Para ela, as provas produzidas demonstram que as vantagens indevidas foram oferecidas ao ex-governador Wilson Witzel e ao ex-secretário Edmar Santos, com o objetivo de desviar dinheiro público para interesses particulares.
O ex-governado e o ex-secretário estavam incluídos na denúncia, mas ficaram de fora. Após o desmembramento do processo, ficaram no STJ apenas os quatro desembargadores, devido ao foro por prerrogativa de função.
A ministra afirmou que os valores oriundos dos crimes foram transformados em ativos aparentemente lícitos por meio do pagamento de honorários advocatícios. Esses valores, após a operação inicial, foram rapidamente transferidos para Marcos Pinto da Cruz e, posteriormente, retirados do sistema bancário para serem repassados ao acusado José da Fonseca Martins Junior e os outros suspeitos.
Ainda segundo a ministra, o crime não se restringiu a atos isolados, mas foi meticulosamente planejado e executado em um esquema altamente articulado para a obtenção e ocultação de recursos ilícitos.
"Na mesma medida, não é possível defender a existência de mero concurso de pessoas, pois não se está a tratar de simples soma de partes integrantes para o cometimento de crime", disse Nancy Andrighi.
- Brumado Urgente
- 14 Mar 2025
- 09:28h
Foto: WhatsApp Brumado Urgente
Um leitor assíduo do Brumado Urgente que prefere não ter seu nome divulgado enviou-nos belas imagens do eclipse lunar ocorrido nessa madrugada de sexta-feira (14).
As imagens registra o belo fenômeno em nossa cidade. Mesmo com o bloqueio da luz solar, as ondas de luz se dispersam pela atmosfera da terra, fazendo com que a lua fique com a coloração que varia do alaranjado ao avermelhado.
O próximo eclipse total da Lua observável em todo Brasil será em 26 de junho de 2029.
- Bahia Notícias
- 14 Mar 2025
- 09:27h
Foto: Reprodução / Porto Seguro Notícias
Um incêndio atingiu uma área de mangue e brejo em Arraial d’Ajuda, distrito de Porto Seguro, na Costa do Descobrimento. O fogo teve início na noite desta quinta-feira (13) e até a manhã desta sexta-feira (14) não havia informações sobre controle das chamas.
Segundo o Porto Seguro Notícias, a suspeita é que o incêndio tenha sido criminoso. Agentes do Corpo de Bombeiros foram acionados e trabalham no controle do fogo. Até o momento não se sabe a extensão afetada nem sobre danos causados.
Ainda segundo informações, a área atingida é caracterizada pelo solo encharcado e vegetação densa, o que dificulta o acesso e o combate ao fogo. Além dos bombeiros, moradores e voluntários auxiliam no combate às chamas. A causa do fogo deve ser apurada.
- Por Luccas Lucena | Folhapress
- 14 Mar 2025
- 08:41h
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) condenou três desembargadores do TRT-1 (Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região) acusados de participar de grupo criminoso que, em troca de propina, atuaria para incluir empresas e organizações sociais em um plano especial de execução da Justiça do Trabalho.
O Ministério Público Federal denunciou que a propina era operacionalizada por meio da contratação de escritórios de advocacia indicados por quatro desembargadores. De acordo com os investigadores, o esquema beneficiava organizações sociais e empresas com dívidas trabalhistas e créditos a receber do governo do estado do Rio de Janeiro, onde fica a sede do TRT-1.
Esses quatro desembargadores continuam afastados do tribunal até que a decisão se torne definitiva. O colegiado acompanhou o voto da relatora, ministra Nancy Andrighi, que, após analisar o processo de 180 mil páginas, concluiu pela responsabilidade dos acusados no esquema ilícito.
A denúncia diz que o desembargador Marcos Pinto da Cruz teria procurado Edmar Santos, ex-secretário estadual de Saúde, para garantir que, em vez de o estado pagar diretamente às organizações, os valores fossem depositados judicialmente para quitar os débitos trabalhistas, mediante a inclusão das entidades no plano especial de execução.
Como contrapartida, as organizações eram obrigadas a contratar escritórios de advocacia indicados pelos desembargadores, que repassavam parte dos honorários ao grupo criminoso.
A atuação da organização criminosa teria contado ainda com o apoio de dois ex-presidentes do TRT-1, os desembargadores Fernando Antonio Zorzenon da Silva e José da Fonseca Martins Junior.
Por maioria, a Corte Especial condenou Marcos Pinto da Cruz em regime fechado, pelos crimes de associação criminosa, peculato, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro. No caso de José da Fonseca Martins Junior e Fernando Antonio Zorzenon da Silva, as penas foram de 16 anos e três meses e de dez anos e cinco meses, respectivamente.
O desembargador Antonio Carlos de Azevedo Rodrigues foi absolvido de todas as acusações por unanimidade.
Segundo a ministra Nancy Andrighi, a organização criminosa utilizou o pagamento de honorários advocatícios como meio para dissimular a propina. Para ela, as provas produzidas demonstram que as vantagens indevidas foram oferecidas ao ex-governador Wilson Witzel e ao ex-secretário Edmar Santos, com o objetivo de desviar dinheiro público para interesses particulares.
O ex-governado e o ex-secretário estavam incluídos na denúncia, mas ficaram de fora. Após o desmembramento do processo, ficaram no STJ apenas os quatro desembargadores, devido ao foro por prerrogativa de função.
A ministra afirmou que os valores oriundos dos crimes foram transformados em ativos aparentemente lícitos por meio do pagamento de honorários advocatícios. Esses valores, após a operação inicial, foram rapidamente transferidos para Marcos Pinto da Cruz e, posteriormente, retirados do sistema bancário para serem repassados ao acusado José da Fonseca Martins Junior e os outros suspeitos.
Ainda segundo a ministra, o crime não se restringiu a atos isolados, mas foi meticulosamente planejado e executado em um esquema altamente articulado para a obtenção e ocultação de recursos ilícitos.
"Na mesma medida, não é possível defender a existência de mero concurso de pessoas, pois não se está a tratar de simples soma de partes integrantes para o cometimento de crime", disse Nancy Andrighi.
- Por Marina Izidro | Folhapress
- 13 Mar 2025
- 16:48h
Foto: Matthew Pover / Divulgação
Monica dos Santos, ex-moradora de Bento Rodrigues, Minas Gerais, divide a própria vida entre antes e depois da tragédia de Mariana.
"A Monica até 5 de novembro de 2015 era uma. Hoje, é a Monica na qual as empresas transformaram," disse à Folha. "Perdi tudo. Casa, roupas, projetos de vida, sonhos."
Após o rompimento da barragem do Fundão, Monica se formou em direito para entender o caso e representar afetados em negociações com as empresas envolvidas. A advogada veio a Londres acompanhar a reta final de uma ação civil em curso na Justiça da Inglaterra. O julgamento terminou nesta quinta-feira (13).
O desastre de Mariana ocorreu com o rompimento de uma barragem de rejeitos da mineração de minério de ferro operada pela empresa Samarco, pertencente às multinacionais BHP, de origem anglo-australiana, e da brasileira Vale. Provocou a morte de 19 pessoas e espalhou lama tóxica por quase 700 km, de Minas Gerais até o oceano Atlântico.
A ação inglesa busca responsabilizar a BHP, usando como base o direito ambiental brasileiro. A corte ouviu testemunhas e especialistas em direito civil, cocietário e ambiental e questões geotécnicas. O caso tramita na Inglaterra porque a BHP era listada no país quando o rompimento ocorreu.
O processo reúne cerca de 641 mil vítimas –sendo 21 mil membros de comunidades tradicionais quilombolas e indígenas– e 31 municípios. Os pedidos de indenização se aproximam dos 36 bilhões de libras (R$ 270 bilhões em valores de hoje).
Outros 15 municípios deixaram a ação inglesa por terem aceitado o acordo brasileiro de repactuação assinado em outubro no valor de R$ 170 bilhões, envolvendo empresas, União, estados de Minas Gerais e Espírito Santo e comunidades atingidas.
Do valor pago por Samarco, Vale e BHP Billiton, foram oferecidos aos municípios R$ 6,1 bilhões ao longo de 20 anos, nove vezes menos do que na ação inglesa. Vinte e seis dos 49 municípios elegíveis aderiram, e mais de 70 mil pessoas se cadastraram em um programa indenizatório definitivo que prevê R$ 35 mil para cada.
O prefeito de Mariana, Juliano Duarte, rejeitou o acordo brasileiro.
"Não fomos ouvidos. Não tem que se falar em assinar um acordo em que não tivemos participação direta, com valores totalmente insuficientes para a realidade dos nossos municípios," disse à Folha.
"Somente 4% ficaram para 49 municípios diretamente atingidos. Após o rompimento, Mariana teve grande queda de receita. A mineração parou e levou o poder público a cancelar investimentos, programas, projetos, obras. Queremos valores que mudem a realidade de Mariana para que a cidade não seja 100% dependente da mineração como é hoje."
A sentença é aguardada no meio do ano. Se a BHP for culpada, o próximo passo, em outubro de 2026, é determinar quem tem direito à indenização e aos valores.
"Acho que o julgamento não poderia ter sido melhor para as vítimas que representamos," disse à Folha Tom Goodhead, CEO do escritório que representa os atingidos.
"A BHP começou o julgamento dizendo que não tinha nada a ver com a operação da Samarco. Todas as evidências mostraram o nível extraordinário de envolvimento que BHP e Vale tinham nas operações, tomada de decisões, maximização do lucro, avisos sobre segurança."
"Dinheiro é importante para as pessoas, mas eles [empresas] o usam como arma. A realidade de quem vive em regiões rurais de Minas Gerais e Espírito Santo é tal que, para pescadores, vendedores informais, ser oferecido a eles uma pequena quantia hoje com a condição de que abram mão de seus direitos, é algo que são forçados a aceitar. Sei de prefeitos que assinaram o acordo de repactuação não porque achassem bom negócio, sabiam que era terrível, mas tinham que pagar salários. Essas empresas se aproveitaram do desespero das vítimas e seguem fazendo isso. Acho moralmente repreensível," disse Goodhead.
Fernanda Lavarello, diretora de assuntos corporativos da BHP Brasil, diz que o foco da empresa é o acordo brasileiro.
"O que importa para a gente é o que está sendo feito no Brasil. Foi uma tragédia o que aconteceu, impactou a vida de muitas pessoas, a gente está bastante comprometido com a reparação no Brasil. Nos últimos nove anos, indenizamos 432 mil pessoas, reconstruímos casas, estamos trabalhando na reparação ambiental, escolas, infraestrutura," disse Lavarello à Folha.
"A barragem era operada pela Samarco, uma joint venture independente e autônoma. Apresentamos evidências de que não fomos informados de nenhum risco nem participamos de nada que tenha causado diretamente o rompimento," completou.
Na esfera criminal, a Justiça Federal absolveu em novembro passado Samarco, BHP Billiton e Vale, diretores, gerentes e técnicos, por "ausência de provas suficientes para estabelecer a responsabilidade criminal" dos réus. Monica entrou com um pedido de apelação contra a decisão.
"O que eu consigo perceber nesses quase dez anos é que, para essas empresas, matar compensa," disse.
"Por que? No Brasil, elas ditam as regras, falam quem são os atingidos, valor que vai ser pago, quando e se vai ser pago. Tendo a responsabilização aqui (em Londres), talvez a gente consiga mudar a decisão que inocentou os réus. A justiça, de fato, vai ser feita quando eu conseguir ver alguém atrás das grades. Só assim, a gente vai mudar as coisas."
- Bahia Notícias
- 13 Mar 2025
- 14:45h
Foto: Reprodução Freepik / CNN
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre os riscos de procedimentos com injeção de toxina botulínica, conhecido e denominado popularmente como botox. O aviso serve tanto para fins terapêuticos quanto estéticos. O aviso é direcionado para profissionais de saúde e para pacientes envolvidos na aplicação da toxina.
A entidade chamou atenção para a necessidade de que os procedimentos sejam realizados por profissionais habilitados, em locais autorizados pela vigilância sanitária, e que os medicamentos utilizados estejam registrados na Anvisa, seguindo as especificações da bula.
A medida chega após agência receber duas notificações de casos de botulismo associados à administração de toxina botulínica. Por meio de uma nota, a Anvisa explicou que durante uma revisão de dados de notificações e textos de bula disponíveis em outros países, foi solicitado que as empresas com produtos registrados com toxina botulínica acrescentem em bula o risco de que a toxina pode afetar áreas distantes do local da injeção.
De acordo com a agência, o ato pode causar sintomas graves de botulismo, que podem surgir horas ou semanas após a aplicação.
Os sintomas de botulismo citados foram visão borrada, pálpebras caídas, fala arrastada e dificuldade para engolir e respirar. Já em situações casos a enfermidade pode acarretar paralisia muscular generalizada e até morte.
- Por Folhapress
- 13 Mar 2025
- 12:24h
Foto: Vatican Media/Divulgação
O papa Francisco teve uma noite tranquila, informou na manhã desta quinta-feira (13) a Santa Sé. Francisco está no hospital Gemelli, Roma, há quase um mês. Ele chegou à unidade em 14 de fevereiro com uma infecção respiratória considerada grave. Trata-se da quarta hospitalização do pontífice desde 2021, o que gera preocupações devido a problemas de saúde que o fragilizaram nos últimos anos.
O pontífice de 88 anos luta agora contra uma pneumonia bilateral. Trata-se de uma infecção grave que torna a respiração mais difícil e pode inflamar e cicatrizar ambos os pulmões.
Houve melhora no estado de saúde de Francisco nos últimos dias. A equipe médica retirou na segunda (10) o chamado prognóstico reservado, o que na prática descartou perigo iminente de morte, ao menos por ora. Já nesta quarta (12), o Vaticano informou que uma tomografia de tórax recente confirmou a evolução no quadro clínico.
Também nesta quinta Francisco completa 12 anos de pontificado. Durante esse período, o pontífice procurou imprimir na Igreja uma imagem mais inclusiva, tanto no aceno à comunidade LGBTQIA+ quanto na nomeação de mulheres para cargos importantes da cúpula do Vaticano.
Outra característica do pontífice é a transparência. Boletins divulgados ao longo da internação, a pedido de Francisco, descreveram situações delicadas, como a necessidade de aspiração de vômito inalado.
Enquanto o papa está no hospital, o Vaticano procura mostrar que ele continua ativo no comando da Igreja, despachando documentos, textos para orações e recebendo o número dois da Cúria Romana, o secretário de Estado, Pietro Parolin. Francisco precisou, porém, delegar compromissos ligados ao Jubileu, e há quatro domingos não recita o Angelus, tradicional compromisso diante dos fiéis na praça São Pedro.
- Brumado Urgente
- 13 Mar 2025
- 11:37h
Foto: Reprodução / Blog do Anderson
O ex-pastor Edimar da Silva Brito foi condenado a 32 anos de prisão por ser acusado de ser o mandante da morte da ex-diretora da UNEB de Brumado, Marcilene Oliveira Sampaio de Souza e da prima dela, identificada como Ana Cristina Santos Sampaio.
De acordo com a denúncia, o crime teria sido motivado por vingança, pela saída das vítimas da igreja do ex-pastor para fundar outra igreja por conta de um desentendimento, o que causou uma debandada da maioria dos fiéis para a nova igreja.
A época, o crime causou grande comoção em Brumado e toda região sudoeste, pois, a ex-diretora era muita querida no meio acadêmico.
A defesa deve recorrer da decisão.