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(Foto: Divulgação)
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 teve abstenção de 23,5% na Bahia, no primeiro dia das provas, realizadas no domingo (4). Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O percentual de ausências corresponde a 93.646 pessoas que não fizeram as provas. O índice é menor que o balanço final de 2017, quando foi registrada ausência de 32,4% dos candidatos inscritos. Além disso, os dados também são menores que a média nacional de ausências no primeiro domingo deste ano, que ficou em 24,9%. Em todo o estado, 398.493 candidados se inscreveram para fazer a prova. Deste total, 304.847 compareceram aos locais de provas, sendo um total de 76,5% de candidatos presentes. A Bahia fica em 7º lugar no ranking de presenças no Enem 2018, liderado pelo Piauí, no primeiro dia de provas. Uma das candidatas que não responderam ao Exame Nacional do Ensino Médio 2018 em Salvador foi a estudante Simoni Oliveira, de 20 anos. Ela esqueceu o documento de identificação em casa. A jovem chegou a ter autorização para entrar no local da prova, mas depois foi impedida de prestar o exame. A segunda etapa de provas do Enem será no próximo domingo (11), quando serão realizadas as provas de matemática e ciências da natureza, com 30 minutos a mais de duração. Os candidatos do estado devem estar atentos porque a Bahia não participa do horário de verão e, com isso, os portões nos locais de provas do Enem abrem às 11h, fecham às 12h e as provas começam às 12h30.
Foto: Reprodução/G1
Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentaram nesta segunda-feira (5) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um novo pedido de liberdade. Eles apontam parcialidade do juiz Sérgio Moro na condenação do petista dentro da Operação Lava Jato. O argumento já havia sido utilizado em outros habeas corpus em favor de Lula, todos rejeitados pela Justiça, mas agora foi repetido, com base na decisão de Moro, que aceitou convite do presidente eleito Jair Bolsonaro para assumir como ministro da Justiça no ano que vem. O novo habeas corpus contém pedido de decisão liminar (provisória) para soltar Lula e ainda um pedido de extensão para impedir qualquer outra prisão dentro de processo criminal no qual Moro tenha atuado – um dos quais relativo ao sítio de Atibaia (SP), que está em fase final antes do julgamento. Para a defesa, Moro demonstrou “inimizade capital” e “interesses exoprocessuais” ao condenar Lula, no ano passado, por corrupção e lavagem de dinheiro, o que, no entender dos advogados, deveria afastá-lo do processo. A defesa cita ainda diversas medidas tomadas por Moro em relação a Lula – a condução coercitiva e a divulgação de gravações telefônicas do ex-presidente em 2016, por exemplo – como argumentos para fundamentar a reivindicação. O texto do novo pedido ainda lembra que, antes da vitória de Bolsonaro, Moro se encontrou com o economista Paulo Guedes, conselheiro econômico do presidente eleito. Segundo a defesa, providências de Moro acabaram beneficiando Bolsonaro eleitoralmente. “Logo após a divulgação do resultado das eleições presidenciais, o Juiz Sérgio Moro emitiu nota pública com congratulações ao presidente eleito – que, por seu turno, manifestou o desejo de que Lula deve ‘apodrecer na cadeia’ e seus aliados têm a opção de ‘deixar o país ou cadeia’”, lembra a peça.
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Uma jovem de 21 anos morreu e um rapaz de 20 ficou ferido após uma batida entre a moto em que eles estavam e um ônibus de uma empresa de turismo, ocorrida na noite de domingo (4), na BR-430, trecho da cidade de Igaporã, sudoeste da Bahia. Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os dois voltavam para casa após fazerem a prova do Enem. Ainda de acordo com informações da PRE, a jovem de 21 anos, identificada como Suzélia Martins Neves Carmo, morreu no local. O piloto da moto, identificado como Romilson de Jesus Silva, foi arremessado do veículo e ficou ferido. O jovem foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Médico (Samu) e levado para o Hospital Municipal Carlos Santana, em Igaporã. Não há informações sobre o estado de saúde dele. A PRF contou que Romilson tentou fazer uma curva para entrar em uma estrada vicinal, quando colidiu com o ônibus que retornava de uma viagem em Bom Jesus da Lapa. De acordo com a PRF, o motorista do ônibus informou que tentou desviar da moto, mas não conseguiu. Ainda segundo a Polícia Rodoviária Federal, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Guanambi foi acionado e realizou a perícia no local. O corpo de Suzélia foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), onde será periciado. Não há informações sobre o sepultamento da jovem.
- Folha do Vale
- 05 Nov 2018
- 13:06h
(Foto: Folha do Vale)
Um acidente registrado na noite deste domingo (4), deixou uma pessoa morta e outra com ferimentos graves, no KM 5 da BR-430, entre os municípios de Riacho de Santana e Igaporã, no Sudoeste da Bahia.De acordo informações passadas ao Portal Folha do Vale, um jovem identificado como Romilson de Jesus Silva, 20 anos, conduzia uma motocicleta Honda CG 150, de cor vermelha, quando nas proximidades da Fazenda Barreiro da Conceição, foi atingido por um ônibus da Viação Caetité Turismo.Na colisão, Suzelia Martins Neves Carmo, 21 anos, a qual estava na garupa da moto foi arremessada para debaixo do coletivo e morreu no local. Romilson sofreu graves ferimentos e foi encaminhado por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital Municipal Carlos Santana, em Igaporã. Ele aguarda por uma vaga, para ser transferido para o Hospital Regional de Guanambi.O motorista do ônibus, identificado como Edvando Carvalho Guedes relatou que o ônibus e a motocicleta seguiam sentido a Igaporã quando ocorreu o acidente. Segundo Edvando, ele acredita que o motociclista tentou entrar com a moto em uma estrada vicinal quando houve a colisão.
- Sudoeste Bahia
- 05 Nov 2018
- 12:08h
Após denúncia de tráfico de drogas, uma guarnição Companhia Independente de Policiamento Especializado (CIPE/Sudoeste), antiga Caesg, se deslocou até o município de Aracatu, na manhã desta segunda-feira (05). Durante a diligência, a guarnição foi recebida à tiros por um homem identificado como Alex Coutinho, vulgo “cu de fogo”. Houve confronto e o indivíduo foi atingido. Ele foi socorrido pela guarnição e encaminhado ao Hospital Municipal Felinto Silveira Maia, na mesma cidade, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) foi nomeado, nesta segunda-feira (5), ministro extraordinário do governo de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). A nomeação, assinada pelo presidente Michel Temer e o ministro Eliseu Padilha, foi publicada na edição desta segunda do "Diário Oficial da União". Um dos principais articuladores da candidatura de Bolsonaro e um dos coordenadores da campanha, Onyx Lorenzoni já foi anunciado pelo presidente eleito como futuro chefe da Casa Civil. Desde que Bolsonaro venceu a eleição presidencial no último domingo (28), Onyx passou a comandar o processo de transição do novo governo. Na última semana, ele se reuniu quase diariamente com o presidente eleito no Rio de Janeiro, onde Bolsonaro reside com a família. O futuro presidente poderá indicar até 50 pessoas para cargos temporários na equipe de transição. Entre esses nomes está o de Onyx Lorenzoni, que se licenciará do mandato de deputado a partir do ano que vem para assumir o comando da Casa Civil.
Foto: Nei Pinto/ASCOM-TJBA
A Semana Nacional de Conciliação (SNC) começa nesta segunda-feira (5) e tem 8.075 processos inscritos no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). As mediações seguem até a sexta (9) e contará com a participação de voluntários que vão ajudar no encaminhamento das demandas. O juiz auxiliar do TJ-BA, Murilo Oliveira, explica que a conciliação muda a duração do processo, e costuma garantir que a redução de até a metade do tempo que os processos levam atualmente, que podem chegar até três anos. “Com a conciliação feita, o processo é abreviado significativamente. A conciliação equivale, como a gente chama, à sentença dada pelas partes. A sentença mais legítima e mais justa porque é devidamente negociada e combinada entre as partes. É melhor, em geral, do que uma sentença posta por um terceiro, que é o juiz, que não viveu aquela realidade. Com isso, a gente tem um abreviamento de processo que, se não for cumprido o acordo, vai direto para a fase de cobrança, a fase de execução”, pondera. Os 8.075 processos que participarão das conciliações na SNC foram escolhidos pelo próprio TJ-BA. Durante a mediação, as partes serão ouvidas pelos voluntários, que são profissionais e estudantes. Esses voluntários passaram por formação e capacitação em técnicas de mediação e conciliação, conforme o juiz auxiliar Murilo Oliveira.As conciliações ocorrerão em uma mesa arredondada, sem lados, onde as partes sentam onde quiserem para evitar dimensão de conflitos. “A depender do processo e das circunstâncias, o acordo pode ser feito na primeira audiência, pode ser resolvido em até 30 dias, por exemplo”, explica. Todos os processos que participarão da SNC já foram convocados previamente, de forma que não há possibilidade de novas inscrições. No entanto, Murilo Oliveira explica que partes interessadas em conciliação podem procurar o TJ-BA.“[O interessado] Deve pedir ainda esta semana. Ligar para o advogado, se tiver, ou pedir nas varas para que o processo seja arremetido, para que a Justiça faça uma sessão com a mediação, que é outro tipo de padrão de trabalho. É uma audiência mais pontual, que não atrasa tanto, que o servidor vai ouvir melhor as partes, em relação ao que se faz usualmente", disse.
- Brumado Urgente
- 05 Nov 2018
- 09:31h
Foto: Laércio de Morais I Brumado Urgente
Bandidos arrobaram na madrugada desta Segunda-feira (05), o SAC – Serviço de Atendimento ao cidadão de Brumado. De acordo com informações colhidas pela redação do Brumado Urgente, os bandidos fizeram uma abertura na parede lateral que margeia a linha férrea e adentaram instituição. Segundo as primeiras informações os meliantes só levaram algumas moedas e poucas cédulas de pequeno valor. A polícia foi acionada para fazer a perícia no local e dentre em breve apresentará um relatório do ocorrido. Vale lembrar que num lapso temporal de dois dias seguidos, domingo (04) e Segunda (05), essa foi a segunda instituição a ser arrombada em Brumado.
Foto: Josué Andrade I Brumado Urgente
Advogada Marleni Fantinel foi morta em Peruíbe, SP — Foto: Arquivo Pessoa
Uma advogada e um estivador foram assassinados com golpes de faca e um tiro de espingarda, respectivamente, dentro da própria chácara na zona rural de Peruíbe, no litoral de São Paulo. O suspeito de cometer o crime, que ocorreu no último sábado (3), já havia ameaçado uma das vítimas depois que perdeu, na Justiça, uma ação sobre danos morais proposta pela filha da advogada. As informações foram divulgadas pela polícia na manhã desta segunda-feira (5). Marleni Fantinel Ataíde Reis, de 68 anos, e o marido Marcio Ataíde Reis, de 46 anos, moravam em Praia Grande, também no litoral paulista. O casal foi morto enquanto passava o fim de semana em uma chácara na Estrada Armando Cunha, em Peruíbe. O suspeito, Antonio Ferreira Silva, de 61 anos, teve prisão temporária decretada mas, segundo a polícia, ainda não havia sido localizado até a publicação desta reportagem. De acordo com a polícia, as vítimas estavam no imóvel quando o suspeito invadiu o local armado com uma espingarda e uma faca. Ao entrar na residência, o homem atirou nas costas de Reis, que caiu no chão ferido e morreu antes da chegada da polícia. Assustada, a advogada correu para tentar fugir, mas acabou perseguida e atingida por Antonio com golpes de faca. Apesar dos ferimentos graves pelo corpo, Marleni ficou consciente até a chegada dos policiais militares. Antes de ser levada para Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Peruíbe, a vítima contou aos agentes que ela e o marido foram atacados por um homem chamado Antonio Ferreira Silva. O suspeito já havia feito ameaças de morte contra o casal anteriormente, depois de perder uma ação na Justiça para filha da vítima. A advogada foi socorrida para a UPA e, depois, transferida para o Hospital Regional de Itanhaém, onde morreu durante a noite. O corpo do casal foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Praia Grande. O caso foi registrado na Delegacia Sede de Peruíbe.
Foto: Brumado Urgente
Segundo consta da denúncia, a acusada Edileusa de Jesus Oliveira teria em 30 de dezembro do ano de 2000, praticado o crime de homicídio doloso contra seu esposo Lucindo Ferreira Azevedo. Ainda de acordo com a peça processual, o crime teria ocorrido após simples discussão entre o casal.
A acusada será julgada pelo tribunal do júri da comarca de Brumado hoje (05), a partir da 08h30min da manhã.
Foto: Nilson Klava, GloboNews
Em balanço do primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018, a presidente do Inep, Maria Inês Fini, afirmou que, neste domingo (4), foi registrado o menor índice de estudantes ausentes dos últimos anos. Dos 5,5 milhões de inscritos na edição deste ano do Enem, apenas 24,9% não compareceram para fazer o exame, informou a dirigente do instituto (4.139.319 candidatos realizaram as provas neste domingo). Maria Inês e o ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, concederam uma entrevista coletiva na noite deste domingo, em Brasília, para prestar esclarecimentos sobre o primeiro dia de provas do exame. A avaliação do governo é de que a primeira etapa do Enem foi tranquila, apesar de problemas pontuais registrados em razão de falta de energia elétrica e uso de ponto eletrônico. "Nós tivemos, talvez, um dos Enems mais tranquilos já registrados, porque foram muito poucas as ocorrências negativas, apenas 71, considerando que são mais de 4 milhões e 100 mil pessoas participando, 156 mil salas de aplicação, mil setecentos e tantos casos municípios, 600 mil pessoas trabalhando para que o Enem desse certo", declarou o ministro. A presidente do Inep disse que, na avaliação dela, o baixo número de ausências neste primeiro dia do Enem se deve, especialmente, à campanha que foi realizada pelo Ministério da Educação para alertar os estudantes de que a primeira etapa do exame coincidia com o início do horário de verão em vários estados. "Fizemos um assédio, praticamente, em todos os participantes para que eles não perdessem o horário de prova e, com isso, convidando-os insistentemente a consultar o cartão de confirmação. Acredito que essa movimentação que tivemos nas últimas duas semanas foi um fator decisivo", opinou Maria Inês.
Foto: Alan Oliveira/G1
A candidata Maria Cavalcante, de 81 anos, abandonou a prova do Enem pela metade, em Salvador, neste domingo (4), porque estava com fome. Sem almoçar, porque chegou cedo ao local de provas, a aposentada diz que só conseguiu responder 40 das 90 questões do exame e não fez a redação. Moradora do bairro da Barra, na capital baiana, Maria fez a prova no Pavilhão de Aulas da Federação (PAF) IV da Universidade Federal da Bahia (Ufba), em Ondina. A idosa conta que chegou ao local de prova às 10h30, porque se atrapalhou com o horário de verão, e, por isso, precisou pular o almoço. Segundo ela, as duas bananas e alguns doces que levou como lanche para fazer o Enem não foram suficientes para saciar a falta da refeição. "Trouxe coisa fraca para comer e não como salgados na rua. Eu como direitinho e, quando perco alguma refeição, nem consigo raciocinar direito. Não consegui me concentrar", conta dona Maria. Com isso, a aposentada, que diz ter feito a inscrição no Enem para testar os conhecimentos, decidiu ir para casa comer. Dona Maria deixou a sala por volta das 16h, após cerca de 3h30 de prova. Como saiu antes das 17h, não pode levar o caderno de questões. "Até gostaria de terminar a prova, mas não consegui e tudo bem. Eu quero mesmo era me divertir um pouco", disse. Na Bahia, 398.490 mil pessoas se inscreveram para o Enem, neste ano. Como o estado não tem horário de verão, os portões foram fechados às 12h (horário local), cerca de 1h30 depois que dona Maria chegou. O exame começou às 12h30. A saída só foi autorizada às 14h30, sem as provas.Neste domingo, estão sob aplicação as provas de ciências humanas, linguagens e códigos e redação. No próximo domingo, 11 de outubro, serão aplicadas as provas de matemática e ciências da natureza.
- Agência Brasil
- 04 Nov 2018
- 19:09h
Marcello Camargo/Arquivo/Agência Brasil
Um estudo recente de três pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) evidenciou o desconhecimento de médicos heterossexuais quanto à homossexualidade. Visando identificar percepções equivocadas que podem prejudicar o atendimento de pacientes, Renata Corrêa-Ribeiro, Fabio Iglesias e Einstein Francisco Camargos questionaram 224 profissionais atuantes no Distrito Federal, a partir de um roteiro de perguntas formuladas por estudiosos norte-americanos. Ao final do experimento, constatou-se que os participantes acertaram, em média, apenas 11,8 dos itens (65,5% das 18 respostas dadas). Alguns deles atingiram somente dois acertos. O número de erros foi maior entre católicos e evangélicos, que indicaram 11,43 alternativas corretas, em média. A pontuação dos médicos que informaram ter outras religiões ou nenhuma foi de 12,42 acertos. Os participantes tinham, em média, 42 anos de idade, e eram majoritariamente mulheres (149 profissionais – 66,5%). À época da aplicação do questionário, a maioria (208 pessoas – 92,9%) exercia a atividade após concluir a residência médica. Os autores do artigo, intitulado O que médicos sabem sobre a homossexualidade? e publicado no início do ano, destacam que a sociedade médica tem alertado, há algum tempo, para comportamentos de profissionais da categoria que podem prejudicar o atendimento do segmento LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais). Com medo de serem hostilizadas, as pessoas pertencentes a esses grupos podem acabar deixando, por exemplo, de fazer consultas periódicas, tão importantes na detecção de doenças em estágio inicial.
Erros
A questão que apresentou o maior percentual de erro, ressaltaram os pesquisadores, foi a 14, que pedia para classificar a informação de que quase todas as culturas têm mostrado ampla intolerância contra os homossexuais, considerando como “doentes” ou “pecadores”. Nesse caso, 154 médicos (68,8%) erraram a pergunta e julgaram o item verdadeiro, 37 médicos (16,5%) indicaram-no como falso, acertando a questão, e 33 (14,7%) não souberam responder. Um total de 34,4% dos entrevistados não soube responder se a homossexualidade era doença (item 6), 4,9% responderam que sim. O item 10, que afirmava que uma pessoa se torna homossexual por conta própria, foi considerado verdadeiro por 32,1% dos médicos, e 13,8% não souberam responder. “Essa resposta revelou que quase metade dos médicos desconhecia os vários aspectos biopsicossociais relacionados à homossexualidade e a atribuía simplesmente a uma escolha feita pelo indivíduo", escreveu o grupo de cientistas.
Foto: Alan Oliveira/ G1
Aos 20 anos, o sonho da estudante Simoni Oliveira de ingressar em um curso de farmácia foi adiado mais uma vez, neste domingo (4), após ela ser impedida de fazer a prova do Enem por esquecer o documento de identificação em casa, em Salvador.A candidata chegou a entrar na sala onde faria o teste, no Colégio Estadual Dr. João Pedro Dos Santos, na Avenida Bonocô, mas, depois de ter a permanência no local autorizada por uma fiscal, foi informada pela mesma mulher que não poderia participar do exame, por não ter apresentado o documento de identificação. Simoni conta que não levou o documento porque teve uma manhã agitada com a filha, uma bebê de apenas 20 dias. Segundo a estudante, na correria para arrumar as coisas da criança, para deixá-la com uma tia, acabou não lembrando da identidade. "Eu tenho um bebezinho de 20 dias. Estava arrumando as coisas para deixar ela com minha irmã e aí eu acabei esquecendo a identidade em casa", disse. Em entrevista ao G1, a estudante, que é moradora do bairro Luís Anselmo, contou que, mesmo com o tempo corrido, chegou com 20 minutos de antecedência na escola e poderia ter ido buscar o documento em casa, a tempo de voltar para fazer a prova, mas confiou na fiscal e ficou, na esperança de que poderia participar do exame sem a identidade. Quando eu cheguei, me identifiquei na porta, falei que tinha esquecido a documentação. Meu esposo ainda falou: 'Eu posso ir buscar'. Aí, ela [a fiscal] falou venha conferir seu nome na lista. Eu fui para baixo, conferi com outro monitor, no corredor, ele falou o meu nome e ela disse: 'Você pode entrar'. Ela guardou meu celular no saquinho, mesmo sabendo que eu estava sem documentação", contou. A estudante conta que só foi orientada a sair da sala quando faltavam dois minutos para o fechamento dos portões, às 11h58. Ela chegou a conversar com a coordenadora do local de prova, mas não houve o que fazer. "Depois de entrar na sala, eu fiquei esperando. Faltando dois minutos para não poder ninguém entrar [12h], ela me chamou novamente, me levou para a coordenação e a moça falou lá que eu não poderia ficar porque eu estava sem documento. Depois, me mandou embora. Eles falaram que eu não poderia ficar nem se eu pedisse para alguém trazer minha documentação, sendo que é 5 minutos da minha casa para cá", falou. Simoni saiu da escola por volta das 12h10, cerca de 10 minutos após o fechamento dos portões da unidade. "Agora, é só frustração. Porque a gente espera o ano todo e não pode fazer a prova, sendo que essa é a nossa única chance de conseguir alguma coisa. Entre tentar buscar e não fazer, eu preferia tentar buscar e fazer a prova. Não queria ficar aqui fora sem poder fazer nada", lamentou. Sem as provas deste domingo, Simoni contou que não pretende participar do exame na próxima semana. Ele conclui o ensino médio em 2016 e fez o Enem no ano passado, mas não conseguiu vaga em uma universidade. "Como a nota é uma somatória, não vai valer a pena. Eu vou ficar com muito menos que o esperava. Ainda mais que hoje a redação era o mais importante pra mim. Então, não tem muito o que fazer", contou. O G1 procurou o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que ficou de se posicionar sobre o caso, mas não respondeu até esta publicação.
- O Globo
- 04 Nov 2018
- 15:10h
Foto: Marcelo Regua/Agência O Globo
Nos últimos dois anos, nenhum grupo cresceu mais em número de perfis no Facebook do que o de idosos. Até agosto, 7,4 milhões de pessoas com 60 anos ou mais estavam conectadas à rede social, o equivalente a um quarto do total de idosos brasileiros. Um crescimento de 56% desde 2016. O Rio é o estado onde a presença desse grupo no Facebook é maior. Mais de um terço dos idosos fluminenses, cerca de um milhão, estão na rede social. Os dados são de um levantamento da consultoria SeniorLab. A popularização dos smartphones foi um propulsor dessa maior participação, que, segundo a pesquisa, tem como principal motivação o relacionamento com parentes e amigos. E caminha lado a lado com o avanço dessa parcela da população no e-commerce. Rodrigo Amantea, professor de Marketing e coordenador da Educação Executiva do Insper, observa que, para os idosos, a rede social funciona como um grande conector de experiências e pessoas. — Enquanto para os millennials a rede social é a porta de saída para o mundo, para os idosos é uma forma de trazer para dentro de casa amigos e parentes, estreitar laços, compartilhar memórias e vencer medos em relação ao uso da internet — resume o publicitário Martin Henkel, fundador da SeniorLab, consultoria especializada no consumidor sênior.
Mais independência
Prova dessa adaptação é que praticamente metade (49%) dos idosos no Facebook já comprou pela web. — É um público que não só posta foto, mas já experimenta relações com aplicativos de transporte e streaming de música — complementa Henkel. Teresinha Ferreira Barbosa, de 76 anos, entrou no Facebook por influência da filha. Ela não se diz viciada, como a colega de classe Margarida Maria de Lima, de 73, que acessa sua conta desde que acorda. Ambas fazem curso de informática em uma escola especializada em Campo Grande, no Rio. — Sou uma pessoa curiosa e adoro ler as mensagens que as pessoas me mandam. Uma vez resolvi postar que tinha realizado uma biópsia, e, em menos de três minutos uma sobrinha que mora na Itália comentou. Várias pessoas me deram força, e isso me fez sentir mais forte até esperar o resultado — comenta Margarida, que frequenta as aulas há três anos.