O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e a Defesa Civil do estado atualizaram para 134 o número de mortos, após o rompimento da Barragem 1 da Vale, em Brumadinho (MG). Desse total, 120 já tiveram as identidades confirmadas pelas autoridades. Além disso, 199 pessoas ainda permanecem desaparecidas. Ao todo, 394 foram localizadas. Segundo o porta-voz da corporação, tenente Pedro Aihara, a previsão é de chuva para os próximos dias, mas as condições meteorológicas não deverão representar um obstáculo, uma vez que parte do efetivo ainda está trabalhando no que chamam de área quente - região mais afetada pelo fluxo de lama e onde há maior chance de vítimas serem encontradas. Ainda de acordo com o tenente, devido ao deslocamento da lama, foi possível encontrar três corpos de vítimas perto do que as equipes acreditam ter sido o vestiário da mineradora Vale. Durante a coletiva de imprensa, o tenente também informou que 15 máquinas deverão auxiliar nas buscas da força-tarefa estruturada no local.
Amigos da ativista social Sabrina Bittencourt, 38, contaram que, antes de morrer,ela estava preocupada por ter tido o endereço, onde morava com os filhos, descoberto. No sábado (2), ela também denunciou que estava recebendo ameaças. O jornalista Gilberto Dimenstein publicou, neste domingo (3), no site Catraca Livre outra mensagem que teria recebido de Sabrina, na qual ela acusa Sandro Teixeira, filho de João de Deus, “de ameaçar as testemunhas que denunciaram seu pai, oferecendo pedras preciosas e casas do programa Minha Casa Minha Vida como forma de obter silêncio”. Na tarde do mesmo sábado, Sabrina disparou mensagens pelo Whatsapp para alguns jornalistas, entre eles os brasileiros Gilberto Dimenstein e Nina Lemos, dizendo sentir-se ameaçada por um homem chamado Paulo Pavesi. De acordo com a reportagem do Uol assinada por Nina Lemos, com colaboração de Talyta Vespa e Luís Lima, “Sabrina estava se sentindo especialmente apavorada porque o endereço onde morava com os filhos havia sido descoberto”. Ainda segundo o texto publicado no portal de notícias, ela teria combinado com alguns amigos de localidades diferentes do mundo para publicar fotos como se estivesse nestes lugares. Ao meio-dia de sábado, o cineasta Anderson Lago marcou Sabrina com uma foto da dupla em Angola. “A foto que postei é de 2014. Eu troquei o fundo pela imagem da exposição que, de fato, inaugurou ontem na Angola”, contou Anderson. Ele confirmou que a amiga estava em Barcelona e que teria notado movimentações suspeitas em sua conta de WhatsApp. “Ela deixou o celular com o WhatsApp e percebeu que as conversas estavam deslizando ‘sozinhas’. Percebeu que havia sido hackeada e que alguém tinha acesso a todas as conversas e passos dela. Ficou transtornada”, completou. Morando na Inglaterra, Paulo Pavesi reagiu no Facebook, dizendo que estaria sofrendo um ataque virtual dos “apoiadores de Sabrina” e que vai fazer um pedido à Polícia Federal para que o local do “suposto suicídio” seja investigado. Ele afirma que muitas das denúncias da ativista são mentirosas e pressupõe que ela tenha tirado a própria vida “porque não tinha como provar e sabia que não tinha outra saída”.
O ministro da Justiça, Sérgio Moro, apresentou nesta segunda-feira (4) a governadores um projeto anticorrupção e anticrime com propostas de alterações em 14 leis. O texto prevê, por exemplo, modificar trechos do Código Penal, do Código de Processo Penal, da Lei de Execução Penal, da Lei de Crimes Hediondos, do Código Eleitoral, entre outros. Moro explicou os pontos da proposta em uma reunião em Brasília. Além dos governadores, estavam presentes secretários de segurança pública. O objetivo do projeto de lei anticrime, de acordo com o Ministério da Justiça, é dar mais efetividade ao combate à corrupção, a crimes violentos e ao crime organizado.
Veja principais pontos da proposta:
Caixa 2: pelo projeto, será crime arrecadar, manter, movimentar ou utilizar valores que não tenham sido declarados à Justiça Eleitoral. Essa prática é comumente chamada de “caixa dois”.
Prisão após segunda instância: o texto afirma que o princípio da presunção da inocência não impedirá a prisão após condenação em segunda instância.
Confisco de bens: uma pessoa que for condenada a mais de seis anos de prisão, poderá ter bens confiscados de acordo com a diferença entre aquilo que ela possui e a quantia compatível com seus rendimentos lícitos.
Pagamento de multa: o projeto estabelece, entre outras mudanças do código penal, que a multa imposta a um condenado deve ser paga 10 dias depois de iniciada a execução definitiva ou provisória da pena.
Arma de fogo: o texto aumenta em metade da pena a condenação para guardas municipais, praticantes de atividades desportivas ligadas a tiro e agentes de segurança que tiverem condenações anteriores e cometerem crimes como: tráfico de arma de fogo e porte ilegal de arma de fogo.
Tribunal do júri: a proposta prevê alteração no Código de Processo Penal para que decisão de Tribunal do Júri seja cumprida imediatamente.
Os acidentes em estradas federais que cortam a Bahia deixaram 453 mortos no ano de 2018. O número é o mais baixo dos últimos 18 anos, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (4) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O balanço leva em consideração apenas os óbitos ocorridos nos locais dos acidentes, conforme o órgão. A PRF, que fiscaliza cerca de 10 mil quilômetros de malha viária na Bahia, disse que de 2017 para 2018, houve uma queda de 22,30% das mortes nas rodovias federais da Bahia. Em 2017, foram 583 óbitos. O ano de 2018 se destacou com os menores índices desde 2000, ano em que se iniciou a computação de dados de acidentes nas rodovias federais pela PRF na Bahia. Até então, o ano menos violento havia sido o de 2017, quando 583 mortes foram contabilizadas. O pico de vítimas fatais ocorreu em 2012 (850). A PRF diz que, com os números de 2018, está se aproximando da meta proposta pela ONU, de redução de 50% das vítimas fatais em dez anos (2011 a 2020). Na Bahia, em 2010, foram registrados 813 vítimas fatais nas rodovias federais. Quando comparado aos números de 2018 (453), a PRF na Bahia já atingiu a redução de 45% no número de vítimas fatais.
Uma van que transportava funcionários da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da cidade de Brumado se envolveu em um acidente na manhã desta segunda-feira (04), na comunidade Pradoso, no trecho da BA-262 entre Vitória da Conquista e Anagé. Um veículo de passeio acabou colidindo com a van. Devido ao impacto da colisão, uma pessoa morreu na hora e 14 caram feridas. O nome da vítima não foi divulgado. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) está no local prestando socorro as vítimas. Os feridos foram levados para hospitais de Vitória da Conquista. A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) está controlando o trânsito na rodovia. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) realiza a perícia. O corpo da vítima será encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) em Vitória da Conquista.
O pequeno aparelho que limpa o chão de casa e reconhece objetos e paredes, atendentes virtuais e até o garçom em forma de tablet para o jantar a dois. O check-in no aeroporto, a telefonista automática e até o "self-service" no restaurante são serviços, cada vez mais, mediados por robôs e/ou pela inteligência artificial. Um estudo inédito feito com dados pelo Laboratório de Aprendizado de Máquina em Finanças e Organizações da Universidade de Brasília (UnB) mostrou que essas máquinas movidas por tecnologia de inteligência artificial devem, nos próximos anos, ganhar ainda mais espaço – e seguir substituindo postos de trabalho. Segundo a pesquisa, até 2026, 54% dos empregos formais do país poderão ser ocupados por robôs e programas de computador. A porcentagem representa cerca de 30 milhões de vagas. O trabalho, desenvolvido ao longo de 2018, avaliou uma lista de 2.602 profissões brasileiras. Levando em consideração o número de trabalhadores com carteiras assinadas no fim de 2017 – de acordo com os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho –, os pesquisadores chegaram ao resultado de que 25 milhões (57,37%) exerciam funções com probabilidade muita alta (acima de 80%) ou alta (60 a 80%) de automação naquele ano.
'Robocalipse'?
Um dos professores responsáveis pelo levantamento, Pedro Henrique Melo Albuquerque, disse que cada vez mais os brasileiros estão entrando em uma nova fase do avanço da tecnologia sobre os postos de trabalho. Primeiro, máquinas substituíram atividades mais simples, como funções em linhas de montagem de fábricas. Agora, com o avanço da robótica e da inteligência artificial, há uma ameaça cada vez maior a profissões que requerem habilidades complexas. Esse cenário gerou duas correntes de pensamentos sobre o futuro das profissões. Uma pessimista, chamada popularmente de “robocalipse”, defende que a automação causará uma avalanche de desemprego. A segunda, otimista, acredita que o desenvolvimento da inteligência artificial vai impor adaptação dos empregados, mas criará demanda para empregos em tarefas que não podem ser realizadas por robôs e profissionais mais criativos. O pesquisador Albuquerque integra essa corrente. Habilidades como originalidade e inteligência social são características difíceis de se automatizar, segundo o estudo. Por isso, quanto maior a subjetividade e a complexidade da tarefa, menor a chance de um computador roubar a cena. "Acredito na perspectiva positiva. Algumas profissões vão desaparecer, como aquelas que desenvolvem atividades rotineiras e que podem ser automatizadas, como ascensorista. Outras se adaptarão", disse o professor.
Márcio Moreira desmentiu com firmeza as especulações em torno do seu nome (Foto: Brumado Urgente)
Com saída de Amarildo Bonfim da Chefia de Gabinete da Prefeitura Municipal de Brumado várias especulações surgiram na imprensa local sobre quais seriam os prováveis quadros políticos para assumir a pasta, sendo que a mais forte delas recaiu sobre o nome de Márcio Moreira (Patriota), já que, em gestões passadas do prefeito Eduardo Vasconcelos (PSB), ele exerceu com muita eficácia o cargo. Diante disso, ele visando de pronto rechaçar as especulações entrou em contato com a nossa redação na manhã desta segunda-feira (04) e afirmou com muita convicção que “não existe a mínima possibilidade de eu assumir a chefia de gabinete da prefeitura de Brumado”. Questionado sobre quais os motivos da sua afirmativa ele respondeu que “nesse momento eu estou totalmente focado nos meus negócios, então não daria, de forma alguma, para conciliar as duas atividades”. Sobre quais os prováveis nomes para o cargo ele ainda declarou que “eu não posso dizer, pois é uma escolha pessoal do prefeito Eduardo”.
O governo pretende economizar R$ 209 milhões por ano com o corte de 21 mil cargos comissionados. Segundo a Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, o decreto com a reestruturação de funções e gratificações técnicas em toda a Esplanada dos Ministérios será editado ainda este mês. De acordo com a pasta, a iniciativa contribuirá para simplificar a gestão e enxugar a diversidade de cargos e comissões. O Ministério da Economia não detalhou a distribuição dos cortes por órgãos nem por tipos de cargos, mas informou que pretende extinguir algumas gratificações de legislação muito antiga, algumas que não estão sendo ocupadas e outras de baixo valor individual, que não representam função de chefia.A mudança não necessariamente significará que 21 mil pessoas serão demitidas. Isso porque a maior parte dos cargos em comissão é ocupada por servidores concursados escolhidos para chefias ou funções de confiança. Segundo o Ministério da Economia, o decreto pretende adequar a estrutura às necessidades da administração pública e evitar, no futuro, a ampliação dos gastos com a ocupação dos cargos que ficaram vagos e as gratificações que deixaram de ser pagas.
Sabrina Bittencourt cometeu suicídio em Barcelona, onde morava. Alvo de ameaças no Brasil, a militante de 38 anos atuou durante duas décadas em defesa de vítimas de violência sexual e ajudou a desmascarar o médium.A ativista Sabrina Bittencourt, que ajudou a reunir mulheres vítimas do médium João de Deus para denunciar os crimes sexuais cometidos contra elas, morreu na noite deste sábado (02/02). Em nota, o grupo Vítimas Unidas, ONG de apoio a vítimas de abusos sexuais com a qual Bittencourt trabalhava, informou que a militante de 38 anos se suicidou por volta das 21h em Barcelona, na Espanha, onde ela morava atualmente. "A ativista cometeu suicídio e deixou uma carta de despedida relatando os porquês de tirar sua própria vida", diz o texto, assinado por Maria do Carmo Santos, presidente da ONG, e Vana Lopes, fundadora da organização. "Pedimos a todos que não tentem entrar em contato com nenhum integrante da família, preservando-os de perguntas que sejam dolorosas neste momento tão difícil", acrescenta a nota, sem dar informações sobre velório e enterro. "A luta de Sabrina jamais será esquecida e continuaremos, com a mesma garra, defendendo as minorias, principalmente as mulheres que são vítimas diárias do machismo." Às 20h05 do sábado, Bittencourt publicou um longo texto em seu perfil no Facebook, que foi depois apagado. Ela afirmava que iria se unir à vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em março de 2018. "Marielle, me uno a ti. Somos semente", escreveu. "Fiz o que pude, até onde pude. Meu amor será eterno por todos vocês. Perdão por não aguentar, meus filhos. Vocês terão milhares de mães no mundo inteiro. Minas irmãs e irmãos na dor e no amor, cuidem deles por mim", disse ela, que deixa três filhos. Gabriel Baum, o filho mais velho e também ativista social, comentou a morte da mãe na mesma rede social. "Ela só se transformou em outra matéria. Nós seguiremos por ela. Foi isso que minha mãe me ensinou e ninguém vai poder tirar de mim. Não permitam que manchem o nome dela." Segundo o filho, Bittencourt disse a ele que, depois de Marielle, ela seria "a próxima". "Minha mãe passou o ano todo me preparando, mas nunca estamos preparados mesmo", escreveu. "Ela não queria ser morta pelas quadrilhas nem pelo câncer. Minha mãe lutou até o final, ela não desistiu. Ela só se libertou do inferno que estava vivendo." Ativista social há 20 anos, ela fazia parte de uma série de grupos de combate à violência sexual, entre eles a força-tarefa Somos Muitas e o movimento Coame, sigla para Combate ao Abuso no Meio Espiritual, que denuncia crimes sexuais cometidos por religiosos. Durante meses, Bittencourt reuniu relatos de vítimas de João de Deus e incentivou as primeiras mulheres a denunciarem o médium pelos abusos sexuais que elas sofreram. Ele está preso desde dezembro e é réu pelos crimes de estupro de vulnerável e violação sexual. Em janeiro, ela apresentou uma denúncia ao Ministério Público acusando João de Deus de envolvimento também em escravização de mulheres e em tráfico internacional de bebês. No sábado, em postagem no Facebook, a militante celebrou a prisão de Sandro Teixeira, filho do médium, acusado de coagir testemunhas. "Quando falamos que temos provas e evidências, além de relatos, confiem. Somos responsáveis nas nossas acusações e pedidos de investigação", escreveu. Em entrevista recente à revista Marie Claire, Bittencourt disse que estava tratando um câncer no sistema linfático. Contou ainda ter sofrido abusos desde os 4 anos por parte de membros da igreja que sua família frequentava. Aos 16, ficou grávida de um dos estupradores, mas abortou. Ela também esteve envolvida com as denúncias de abuso sexual contra o mestre espiritual Prem Baba. Segundo a imprensa brasileira, Bittencourt era alvo constante de ameaças de morte, por isso vivia fora do Brasil e mudava de endereço com frequência.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou em um vídeo publicado neste domingo (2) em uma rede social do governo que o projeto de lei anticrime a ser enviado ao Congresso Nacional terá “medidas bastante objetivas” e “fáceis de serem explicadas” contra corrupção, crime organizado e crimes violentos. Moro apresentará e debaterá o projeto nesta segunda-feira (4) em uma reunião com governadores e secretários de segurança, em Brasília. Segundo o Ministério da Justiça, a proposta será encaminhada para análise de deputados e senadores nos "próximos dias". Moro e equipe trabalham no projeto desde o final do ano passado, quando se iniciou o período de transição de governo. O projeto da lei anticrime é um dos que integram a lista de metas prioritárias para os primeiros 100 dias do governo Jair Bolsonaro. No vídeo publicado neste domingo, Moro não antecipou detalhes do projeto. De acordo com o ministro, será um texto “simples” e com “medidas bastante objetivas”. “São medidas contra a corrupção, crime organizado e crime violento. Na nossa concepção, esses três problemas caminham juntos", declarou. Segundo ele, "é um projeto simples, com medidas bastante objetivas, bem fáceis de serem explicadas ponto a ponto, para poder enfrentar esses três problemas”. Moro argumentou que o crime organizando “alimenta” a corrupção e o crime violento. “Boa parte dos homicídios estão relacionados, por exemplo, à disputa do tráfico de drogas ou dívida de drogas”, disse. A corrupção, na avaliação do ministro, “esvazia” os recursos públicos necessários para se implementar ações de segurança “efetivas”. De acordo com Sérgio Moro, a “ideia principal” do projeto é “melhorar a qualidade de vida” dos brasileiros, que desejam “viver em um país mais seguro”. O ministro ressalvou que o governo não tem condições de resolver todos os problemas, mas pode “liderar” o processo de mudança. “A sociedade tem que ter presente que o governo não resolve todos os problemas, mas o governo pode ser um ator, pode liderar um processo de mudança”, declarou.
A advogada Thalita Coelho Duran acusou um policial militar e o delegado Giovani Paranhos Santos, plantonista da 23ª Delegacia, que fica em Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, de ameaça e agressão física e verbal. Conforme a advogada, o caso ocorreu na madrugada deste domingo (3), dentro da unidade policial. Ao G1, Thalita, que tem 30 anos, que o caso ocorreu quando a advogada acompanhava quatro rapazes que foram presos por policiais da 81ª CIPM, sob a acusação de tráfico de drogas. A advogada relatou que, inicialmente, estava como representante de um dos jovens presos, mas acabou definindo com a família dos rapazes que ficaria como defensora dos quatro. Foi aí, segundo ela, que o delegado fez o primeiro insulto. "Ele disse: 'Agora você garantiu o seu honorário do fim de semana'. Eu não disse nada a ele", contou. Thalita afirmou, ainda, que foi impedida pelo delegado de conversar a sós com os clientes, antes dos depoimentos. A advogada aponta que houve arbitrariedade na condução dos presos à delegacia, feita pelos PMs, e também no procedimento realizado na unidade policial, pelo delegado. A advogada afirmou que, após as oitivas, só teve acesso ao documento de um dos depoimentos e o delegado pediu que ela assinasse os documentos dos quatro presso, sem ler. Ao questionar sobre o procedimento, ela diz que foi agredida verbalmente, e impedida de sair da sala. "Ele mandou eu calar a boca duas vezes. Me xingou. Foi quando peguei o celular e disse que ia filmar. Aí ele [delegado] abriu a porta para eu sair, e o PM veio para cima de mim. O delegado ficou dizendo: 'Vamos prender ela, vamos dar um flagrante nela?'", relatou. Thalita contou que o PM ainda a ameaçou e a empurrou, ao ver que a advogada fazia um vídeo, e chegou a apagar o arquivo do celular dela, mas ela conseguiu recuperar as imagens. "Ele [PM] disse: 'Você gravou meu rosto. Não troque as bolas não, que comigo o bagulho é diferente". Thalita disse que após ser agredida pelo PM caiu no chão e machucou o ombro. A advogada, que atua há 8 anos na área criminalista, acionou a Ordem dos Advogados da Bahia (OAB) e foi, acompanhada de um representante do órgão, na Corregedoria da PM, onde registrou o ocorrido. Thalita disse que vai registrar a situação também na Corregedoria da Polícia Civil. Por meio da assessoria, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que as Corregedorias das Polícias Civil e Militar vão apurar a denúncia.
Um cliente da operadora Tim recebeu uma fatura do mês de janeiro, com um relatório das chamadas do celular, com as expressões “mineiro boiola otário” impressas. O caso aconteceu em Lambari (MG). Bruno Ribeiro Carvalho, de 31 anos, reclamou do posicionamento da empresa, que se desculpou em nota e alegou ter dado o suporte necessário. Bruno recebeu um relatório das chamadas do período entre os últimos meses de 2018 e 12 de janeiro de 2019. O documento indica que a impressão foi feita no dia 15 de janeiro, após uma reclamação do cliente pelo atraso do envio. “Como a Tim me mandava todo mês o relatório e esse mês eu ainda não tinha recebido, eu entrei em contato com eles e solicitei através do site do consumidor, porque no 1056 [telefone de contato] eu não conseguia falar”.
Problemas com a operadora
O problema do cliente começou ainda em 2018 quando, segundo ele, foram feitas cobranças indevidas na contratação de um plano. “Em vez de descontar uma vez por mês, descontava todos os dias. Essa situação durou uma semana. Desde que aconteceu, eles me mandam esse relatório”. Bruno, que faz sessões de radioterapia para tratamento contra o câncer, conta que não percebeu os xingamentos ao receber a conta. Só foi notar as palavras ao abrir o documento e checar as informações. As expressões aparecem logo após o endereço. “Eu fiquei bem chateado. Na hora, já comecei a pensar no que deveria fazer”. O cliente tentou o contato com o canal de atendimento por telefone e alega que não foi atendido. “Encerrei a chamada a entrei em contato pelo aplicativo da Anatel e com um site de consumidores do Procon”.
Uma aposta única feita no Rio de Janeiro ganhou prêmio de R$ 24,6 milhões da Mega Sena. O sorteio foi realizado na noite de ontem (2), em Guaraciaba (SC). O resultado é válido para o concurso 2121.As dezenas sorteadas foram: 08 - 10 - 17 - 29 - 37 - 40. De acordo com a Caixa Econômica Federal, responsável pela administração das loterias, no mesmo concurso, 82 apostas levaram R$ 31,9 mil ao acertarem a quina (cinco dos seis números sorteados). Também foram registradas 5,4 mil apostas ganhadoras da quadra (quatro dos seis números sorteados), que foram premiadas com R$ 682,17. O próximo sorteio da Mega-Sena será realizado na próxima quarta-feira (6). O apostador que acertar as seis dezenas sozinho poderá levar para casa cerca de R$ 3 milhões.
Um acidente entre uma moto e um animal, ocorrido no inicio da noite deste sábado (02), resultou na morte de uma mulher na Rodovia BA-262, em Poções. A colisão ocorreu próximo ao município de Poções, em um trecho conhecido como curva da morte. Com o impacto, a moto ficou parcialmente destruída e a condutora morreu no local do acidente. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas não conseguiu encontrar a vitima com vida. A Polícia Militar esteve no local realizando os procedimentos cabíveis. A vitima se trata da ex-coordenadora do Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) da Prefeitura Municipal de Poções, Larissa Nogueira de 34 anos, esposa do empresário Everson Souza. A morte prematura da jovem no acidente abalou os moradores de Poções na noite deste sábado. O velório de Larissa será na Capelinha, Rua Santo Antônio n/n de onde sairá em cortejo fúnebre para o sepultamento. Informações:Panorama Geral
A tragédia que deixou até agora 121 mortos e 226 desaparecidos em Brumadinho, Minas Gerais, não resultará apenas em perdas bilionárias para a Vale. Deixou também sequelas na imagem de uma das empresas mais importantes do país. Pela segunda vez em pouco mais de três anos, a mineradora está o centro de um grave acidente. No fim 2015, o rompimento da barragem de Fundão, da sua controlada Samarco, deixou 19 mortos em Mariana, em Minas Gerais. No mercado financeiro, os estragos estão sendo contabilizados. A companhia perdeu R$ 51 bilhões em valor de mercado desde 25 de janeiro, data do acidente, até a sexta-feira (1º), segundo a Economatica. As principais agências de classificação de risco já pioraram a sua avaliação sobre a empresa: a Fitch rebaixou a nota de crédito da companhia, enquanto a Moody’s e a Standard & Poor's (S&P) colocaram o rating em observação negativa. O impacto do acidente para a reputação da Vale, no entanto, ainda não foi totalmente mensurado. Na terça-feira, manifestantes foram até a sede da empresa no Rio de Janeiro para protestar contra o acidente. Indício de que o caminho para uma eventual recuperação será longo. Os analistas indicam basicamente dois rumos para a Vale seguir. Primeiro, será preciso adotar ações corretivas, ou seja, dar o tratamento adequado para as vítimas, além de buscar medidas que minimizem o impacto ambiental. Segundo, estipular e cumprir as ações para prevenir futuros acidentes. "E dentro dessas duas ações a companhia tem de ter uma transparência muito grande na hora de comunicar as informações, como as companhias aéreas costumam fazer em casos de acidentes", diz coordenador do Centro de Estudos em Negócios do Insper, David Kallás. Depois do acidente, a Vale anunciou algumas medidas para tentar mitigar o impacto da crise na sua imagem. A companhia suspendeu o pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio (remuneração aos acionistas) e de remuneração variável (bônus) aos executivos da empresa e disse que vai eliminar barragens iguais às de Mariana e Brumadinho – são 10, segundo a empresa. Também se comprometeu a indenizar as famílias das vítimas. "Uma eventual melhora vai depender de essas ações se concretizarem", afirma Roseli Moreira Porto, professora da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas (Eaesp/FGV). "A empresa tem de trabalhar a reputação. Se ela for sólida, a recuperação é mais rápida porque já há uma base boa."