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Chuva deixa 5 mortos, causa deslizamentos e quedas de árvores no Rio

  • 07 Fev 2019
  • 11:23h

Foto: Alba Valéria Mendonça/G1

Cinco pessoas morreram e uma está desaparecida depois da tempestade da noite da quarta-feira (6) no Grande Rio. A forte chuva acompanhada de ventania causou apagões, derrubou árvores, alagou vias e fechou a Avenida Niemeyer, onde um trecho da ciclovia desabou. Dois ônibus foram atingidos por deslizamento de terra e árvore na Avenida Niemeyer. Em um deles, uma mulher morreu e outra pessoa é procurada. A mulher que morreu estava sentada atrás do banco do motorista, que conseguiu sair do veículo e teve escoriações. Com a força do deslizamento de terra, o ônibus foi jogado contra a mureta da avenida e invadiu a ciclovia. Duas retroescavadeiras são usadas nos trabalhos. Os bombeiros tentam tirar uma árvore que está em cima do ônibus, exatamente no local onde estaria uma pessoa. Houve quedas de barreira em vários pontos da Avenida Niemeyer - a ciclovia caiu perto de São Conrado, e o ônibus foi atingido quase no extremo oposto. O prefeito Marcelo Crivella confirmou que a situação mais crítica é na Niemeyer. "Vai demorar mais de um dia inteiro para normalizar", disse. Duas pessoas morreram em Barra de Guaratiba, uma na Rocinha, uma no Vidigal e uma na Avenida Niemeyer. Um morador do Vidigal relatou o resgate às vítimas: "Foi desesperador", contou ele, que teve a casa destruída pela chuva. A Prefeitura afirma que a morte no Vidigal foi causada por um muro que desabou. Às 10h45, uma menina foi resgatada com vida do alto do Vidigal. Ela foi levada de helicóptero e o estado de saúde dela não foi informado.A comunidade do Vidigal fica na Zona Sul do Rio de Janeiro. A ciclovia Tim Maia fica na Avenida Niemeyer, que está entre o mar e o Morro do Vidigal. A Rocinha também fica na Zona Sul da cidade.

Transparência Pública: Brumado fica em 8º lugar no ranking estadual com nota acima da Bahia

  • Brumado Urgente
  • 07 Fev 2019
  • 10:31h

A atual gestão da Prefeitura de Brumado teve a confirmação de seus ideais de transparência pública (Foto: Laércio de Morais | Brumado Urgente)

Com o novo momento que buscou a efetivação do processo de reforma e de modernização, o Estado redefiniu o seu papel, deixando de ser o responsável exclusivo pelo desenvolvimento social e econômico, por meio da produção de bens e serviços, para se adaptar à uma nova função de “Estado Gerencial”. A transparência se realiza por meio do acesso dos cidadãos às informações governamentais, o que torna mais democrática e estreita as relações entre o Estado e a sociedade civil. Neste novo contexto, a Prefeitura Municipal de Brumado, que vem buscando se integrar de forma muito célere a este processo, comprovou as suas metas com bons resultados e, agora com a divulgação pelo Ministério da Transparência o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU), do resultado da 3ª edição da Escala Brasil Transparente (EBT), o município comprovou que está totalmente afinado aos novos tempos, obtendo uma nota na casa do excelente (8,23) que o colocou no 8º lugar na Bahia e na 143º no país, superando, inclusive o próprio estado que teve 6,3, tendo ainda que se ressaltar que as capitais brasileiras ficaram dentro desse patamar da nota 8,0. 

Brumado ficou em 8º lugar no ranking da Transparência Pública (Reprodução: Transparência Brasil)

Neste panorama de transformação, o município de Brumado avançou muito nesse quesito importante que é medido por meio de uma intensa e rigorosa avaliação do órgão federal, que é o responsável por realizar atividades relacionadas à defesa do patrimônio público e ao incremento da transparência da gestão, por meio de ações de controle interno, auditoria pública, correição, prevenção e combate à corrupção e ouvidoria. Diante desta confirmação, o prefeito Eduardo Vasconcelos recebeu várias mensagens, as quais elogiaram a sua gestão, que mostra um compromisso com os novos ideais da gestão pública. “Sempre fomos defensores intransigentes da transparência pública e isso agora ficou totalmente comprovado com a divulgação dos dados pelo Ministério da Transparência”, destacou o gestor que ainda fez questão de afirmar que “mas vamos nos esforçar ainda mais para obtermos a nota 10. Estamos no caminho certo e estamos convictos que poderemos dar esse orgulho ao povo de Brumado”. Confira o resultado (clique). 

Nasa diz que 2018 foi o quarto ano mais quente da história

  • 07 Fev 2019
  • 10:05h

A Agência Espacial Americana (Nasa) anunciou nesta quarta-feira (6) que 2018 foi o quarto ano mais quente da história, desde que as medições começaram a ser feitas há 140 anos.As temperaturas globais em 2018 foram 0,83 graus Celsius mais quentes do que as médias de 1951 a 1980, segundo cientistas do Instituto Goddard de Estudos Espaciais (GISS) da NASA em Nova York. Globalmente, as temperaturas de 2018 ficaram abaixo das de 2016, 2017 e 2015. Os últimos cinco anos são, coletivamente, os anos mais quentes do histórico moderno. E 2016 foi o ano mais quente da história. "2018 é mais um ano extremamente quente dentro de uma tendência de aquecimento global de longo prazo ”, disse o diretor do GISS, Gavin Schmidt. Ainda segundo ele, esse aquecimento foi impulsionado em grande parte pelo aumento das emissões de dióxido de carbono na atmosfera e outros gases causadores do efeito estufa causados ??pelas atividades humanas. Desde a década de 1880, a temperatura média da superfície global subiu cerca de 1 grau Celsius. A dinâmica climática frequentemente afeta as temperaturas de uma maneira regional, portanto nem todas as regiões da Terra experimentaram quantidades similares de aquecimento. As tendências de aquecimento são mais fortes na região do Ártico, onde 2018 viu a contínua perda de gelo marinho. Além disso, a perda de massa das mantas de gelo da Groenlândia e da Antártica continuou a contribuir para o aumento do nível do mar. O aumento das temperaturas também pode contribuir para temporadas de fogo mais longas e alguns eventos climáticos extremos, de acordo com Schmidt. "Os impactos do aquecimento global de longo prazo já estão sendo sentidos - em inundações costeiras, ondas de calor, precipitação intensa e mudanças nos ecossistemas ”, disse Gavin Schmidt- diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais (GISS) da NASA.

Como é feita a medição

Segundo a Nasa, as análises de temperatura usam medições da temperatura da superfície de 6.300 estações meteorológicas, observações baseadas em navios e boias das temperaturas da superfície do mar e medições de temperatura das estações de pesquisa da Antártica. Essas medições são analisadas usando um algoritmo que considera o espaçamento variado de estações de temperatura ao redor do globo e os efeitos das ilhas de calor urbanas que poderiam distorcer as conclusões.

CNH digital pode ser emitida de forma gratuita através do celular na BA; saiba como fazer

  • 07 Fev 2019
  • 09:02h

Foto: Divulgação

O motorista baiano que deseja emitir a versão eletrônica da Carteira Nacional de Habilitação (CNH-e) pode fazer o serviço por celular que opere com os sistemas iOS ou Android, sem pagar nada e sem precisar ir ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Para realizar o procedimento, o condutor precisa ter a carteira impressa com o código bidimensional (QR-Code). No caso do motorista que ainda não tem a carteira com QR-Code, é necessário tirar a segunda via da habilitação no Detran, pelo valor de R$ 69,92. O documento que vem com o código de segurança garante o acesso ao procedimento eletrônico no site do Denatran. De posse do código QR-Code, o motorista deve se cadastrar no portal do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que enviará por e-mail um link de ativação do serviço e criação de uma senha. Não é preciso ter certificado digital. Depois, é preciso baixar o aplicativo da CNH-e no celular, disponível nos sistemas iOS e Android, e acessar o documento.

E-mails indicam que Vale soube de problemas em sensores de Brumadinho dois dias antes do rompimento de barragem

  • 07 Fev 2019
  • 08:11h

Uma troca de e-mails entre profissionais da Vale e duas empresas ligadas à segurança da barragem de Brumadinho mostra que, dois dias antes do rompimento, a Vale já havia identificado problemas nos dados de sensores responsáveis por monitorar a estrutura. Os e-mails foram identificados pela Polícia Federal. Até esta quarta-feira, havia a confirmação de 150 mortos e 182 desaparecidos em decorrência do mar de lama liberado após o rompimento da barragem. A Vale informou em nota que, no segundo dia útil após o rompimento da barragem, entregou voluntariamente documentos e e-mails a procuradores da República e à Polícia Federal. "A companhia se absterá de fazer comentários sobre particularidades das investigações de forma a preservar a apuração dos fatos pelas autoridades", diz o texto da nota .A TV Globo teve acesso aos depoimentos prestados por dois engenheiros da empresa TÜV SÜD, André Jum Yassuda e Makoto Namba, responsáveis por laudos de estabilidade da barragem. Os advogados Augusto de Arruda Botelho e Brian Alves Prado, que defendem os engenheiros, disseram que não vão comentar. Yassuda e Namba foram presos pela Polícia Federal na semana passado. Nesta terça-feira (5), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que eles fossem libertados. Ao questionar Namba, o delegado Luiz Augusto Nogueira, da Polícia Federal, se refere à existência de e-mails trocados entre funcionários da Vale, da TÜV SÜD e da Tec Wise, outra empresa contratada pela Vale. As mensagens começaram a ser trocadas no dia 23 de janeiro, às 14h38, e se prolongaram até as 15h05 do dia seguinte. A barragem se rompeu em 25 de janeiro. Nas perguntas, o delegado diz que o assunto das mensagens "diz respeito a dados discrepantes obtidos através da leitura dos instrumentos automatizados (piezômetros) no dia 10/01/2019, instalados na barragem B1 do CCF, bem como acerca do não funcionamento de 5 (cinco) piezômetros automatizados". No depoimento não constam, no entanto, detalhes sobre as mensagens. O engenheiro afirma que só ficou sabendo das alterações dos dados fornecidos pelos sensores após o rompimento da barragem. Depois de lidas as mensagens para ele, Namba foi questionado sobre "qual seria sua providência caso seu filho estivesse trabalhando no local da barragem". Namba respondeu, segundo o relatório da Polícia Federal, que "após a confirmação das leituras, ligaria imediatamente para seu filho para que evacuasse do local bem como que ligaria para o setor de emergência da Vale responsável pelo acionamento do PAEBM [Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração] para as providências cabíveis". A TÜV SÜD informou em nota que fará tudo o que estiver ao alcance "para contribuir para uma investigação abrangente", mas devido às investigações em andamento com as quais contribui, "não está atualmente em posição de fornecer quaisquer informações adicionais".

Engenheiro se disse pressionado

No depoimento, o engenheiro Makoto Namba também relatou uma reunião com funcionários da Vale sobre o laudo de estabilidade assinado por ele. Namba disse que um funcionário da Vale chamado Alexandre Campanha perguntou a ele: “A TÜV SÜD vai assinar ou não a declaração de estabilidade?”.Namba disse à PF ter respondido que a empresa assinaria o laudo se a Vale adotasse as recomendações indicadas na revisão periódica de junho de 2018, mas assinou o documento.Segundo ele, “apesar de ter dado esta resposta para Alexandre Campanha, o declarante sentiu a frase proferida pelo mesmo e descrita neste termo como uma maneira de pressionar o declarante e a TÜV SÜD a assinar a declaração de condição de estabilidade sob o risco de perderem o contrato”.

Vitória goleia o Jequié e cola na liderança do Baianão

  • Lara Ferreira
  • 07 Fev 2019
  • 07:05h

Foto : Maurícia da Matta/EC Vitória

O Vitória conquistou o terceiro triunfo no Campeonato Baiano 2019, na noite de hoje (6), após ganhar golear por 4x0 o Jequié. A partida ocorreu no Barradão. O primeiro gol veio do atacante Erik, aos 22 do primeiro tempo, que lançou para Yago. O meia não conseguiu finalizar, mas acabou confundindo o goleiro Douglas Palagi e a bola entrou. O segundo gol veio do lateral-direito Jeferson, aos 28, que chutou após cruzamento de Ruy. Já no segundo tempo, o atacante Léo Ceará marcou o terceiro, aos 37, de pênalti. No final do jogo, aos 44, Yago aproveitou lançamento do lateral-direito Matheus Rocha e deixou o dele.  Com a vitória, o Leão iguala a pontuação do líder Bahia de Feira, mas fica atrás no saldo de gols. O próximo jogo será um confronto direto entre as duas equipes, na disputa pela liderança do torneio. 

Após um mês de paralisação de anestesistas, demais médicos do Planserv suspendem atividades

  • 06 Fev 2019
  • 19:13h

Foto: Divulgação

Todos os médicos que atendem pelo Plano de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos da Bahia (Planserv), iniciaram uma paralisação nesta quarta-feira (6), um mês após os colegas anestesistas suspenderem as atividades. De acordo com o Sindicato dos Médicos da Estado da Bahia (Sindimed-BA), apenas os atendimentos de urgência e emergência estão mantidos pelo plano. Os procedimentos eletivos foram suspensos. O grupo reivindica reajuste nos valores pagos pelo plano, o que segundo a categoria não ocorre desde 2015; fim da política de cotas financeiras; e pagamento de honorários feito diretamente aos médicos, sem intermediação dos hospitais. Em nota, o Planserv informou que adotará todas as medidas cabíveis para que sejam cumpridos os contratos com as entidades de saúde, "garantindo o atendimento aos beneficiários, sem nenhum custo extra". No comunicado, o plano informou também que mantém relação contratual apenas com as entidades de saúde - clínicas, hospitais e laboratórios-, sem vínculo direto com profissionais liberais. A paralisação dos médicos anestesistas começou no dia 7 de janeiro. Desde que as atividades foram suspensas, cerca de 500 mil beneficiários, que não se classificam como urgência e emergência, estão sem atendimento, em todo o estado. Durante a paralisação, antes dos médicos de todas as áreas aderirem ao ato, algumas reuniões foram realizadas entre representantes da categoria e o Planserv, mas terminaram sem acordo. O último encontro ocorreu no dia 30 de janeiro. Em nota, o Sindimed informou que todos os esforços foram tentados pelos médicos, em busca uma negociação que pudesse atender às reivindicações apresentadas em diversas oportunidades.

Deputado do PSL quer proibir venda de anticoncepcionais no Brasil

  • 06 Fev 2019
  • 18:14h

(Foto: Reprodução)

Um projeto de lei (PL) apresentado, na última segunda-feira (4), pelo deputado Márcio Labre (PSL-RJ) quer proibir o uso de métodos contraceptivos, como a pílula do dia seguinte, no Brasil. O PL 261/2019 sugere a "proibição do comércio, propaganda, distribuição e implantação pela rede pública de saúde de micro abortivos". No texto, são listados como "micro abortivos" o DIU (dispositivo intrauterino), a pílula de progestógeno, o implante subcutâneo, a pílula do dia seguinte, a pílula RU-486 e "qualquer outro dispositivo, substância ou procedimento que provoque a morte do ser humano já concebido, ao longo de toda sua gestação, sobretudo antes da implantação no endométrio". Segundo o deputado, a proposta "visa proteger a saúde da mulher". Labre defende que a polícia apreenda e destrua todo o material encontrado, com a possibilidade de interdição de estabelecimentos que desumpram as normas. Há ainda a sugestão de multa no valor de mil a 10 mil salários mínimos, para pessoas físicas, e de 1% a 30% do faturamento anual, para pessoas jurídicas. "Conto, primeiramente com a proteção de Deus. Em segundo lugar, com o apoio de vários movimentos Pró-Vida dispersos pelo País, cujo impacto sobre a opinião pública tem-se tornado cada vez maior nos nossos dias", afirma o deputado na justificativa do projeto. O texto ainda critica o Ministério da Saúde pela distribuição da pílula do dia seguinte e acusa a pasta de orientar o aborto até a quinto mês de gestação. Por meio de nota, o ministério ressaltou que o medicamento Levonorgestrel, mais conhecido como pílula do dia seguinte, "é um método eficaz e seguro usado para a anticoncepção hormonal de emergência que está disponível na atenção básica e UPA". A pasta lembrou ainda que a interrupção da gestação é permitida apenas em casos de estupro, risco à vida da mulher ou gravidez de feto anencéfalo.

Prefeitos de Brumado e de Dom Basílio intensificarão as ações na busca da implantação da Policlínica Regional

  • Brumado Urgente
  • 06 Fev 2019
  • 17:12h

Na reunião foram acertados detalhes importantes para a continuidade da busca da Policlínica Regional (Foto: Divulgação)

Com o novo momento político-econômico em que o Brasil está vivendo após as eleições nacionais, que fez com que a “ficha caísse” em vários setores governamentais, os sonhos e conquistas para muitos municípios se tornaram verdadeiros desafios, já que, os cofres públicos estão no vermelho, ou seja, o contingenciamento de gastos, irão “fechar as torneiras” e muitas obras, benefícios e programas que eram previstos podem ser literalmente abortados. Diante desse quadro preocupante, Brumado pode acabar perdendo, ou pelo menos, tendo o adiamento de obras e projetos importantes, sendo que uma das de maior relevância é a implantação da Policlínica Regional de Saúde, que, desde o início, se tornou “um cavalo de batalha” já que alguns municípios que integram o consórcio, como Livramento e Paramirim, resolveram colocar “areia na massa” e dificultar o processo, que acabou realmente se tornando um impasse. Em sua última visita ao município de Brumado, após conversas de gabinete com os prefeitos que integram o consórcio do qual Brumado seria a sede, já que coordena a microrregião de saúde, tendo, inclusive um hospital equipado com UTI adulta e neonatal, Rui Costa (PT) confirmou a vinda da Policlínica para Brumado, mas, passadas as eleições, o governador parece estar fazendo “ouvido de mercador” e o sonho de cerca de 500 mil pessoas parece ter ficado mais distante. Diante disso, o prefeito de Brumado, Eduardo Vasconcelos (PSB) se reuniu nesta semana com o prefeito de Dom Basílio, Roberval Galego (PR) e com o secretário municipal de saúde, Claudio Feres, para solidificar o planejamento do consórcio, já que os mesmos são presidente e vice do mesmo, visando uma reunião exclusiva com o secretário estadual de saúde, Fábio Villas-Boas para “desemperrar’ a situação. Tendo como uma das marcas de sua gestão a tenacidade, Eduardo não é de desistir fácil e, com certeza, irá pressionar Rui Costa para que ele venha a cumprir a sua promessa, além do que, a vinda da policlínica regional, como o próprio nome já diz, promoverá um importante salto na área de saúde dos municípios que compõe a microrregião de saúde do sertão produtivo.

Criança de 9 anos tem mãos queimadas com ferro de passar e mãe será indiciada por tortura

  • 06 Fev 2019
  • 17:06h

Foto: Arquivo Pessoal

Uma mulher de 24 anos é suspeita de queimar as mãos do próprio filho, um menino de 9 anos, com um ferro de passar roupa. O menino teria mexido em moedas que pertencem a uma tia e, por isso, foi queimado, segundo a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). A mãe foi detida e levada à delegacia na noite desta terça-feira (5), no bairro Novo Israel, Zona Norte de Manaus. Como não houve flagrante, ela foi liberada e vai responder por tortura. Segundo a Polícia Civil, em depoimento na delegacia, a mulher relatou que a criança havia mexido em uma moeda de uma tia dele e confessou que, como castigo, ela colocou o ferro de passar roupa quente nas mãos do próprio filho. A titular da Depca destacou que imediatamente a criança foi afastada da mãe e levada para realizar os procedimentos médicos necessários. A delegada Joyce Coelho destacou que a mulher foi indiciada por tortura e um Inquérito Policial (IP) foi instaurado em torno do caso. De acordo com uma investigadora da Depca, a criança contou aos policiais que atenderam a ocorrência que foi espancada antes de sofrer as queimaduras com um ferro de passar roupa. As mãos da criança ficaram tomadas por bolhas em decorrência da queimadura. O menino sofreu as queimaduras na segunda-feira (4), dentro de casa. Além da criança, a mãe tem outro filho, de 6 anos. A criança que foi queimada foi levada para um abrigo. O outro segue sob guarda da mãe.

Lula é condenado a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro em ação da Lava Jato sobre sítio de Atibaia

  • 06 Fev 2019
  • 16:08h

Foto: Foto: Douglas Magno/AFP

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado a 12 anos e 11 meses por corrupção e lavagem de dinheiro nesta quarta-feira (6), no processo da Lava Jato que apura se ele recebeu propina por meio da reforma de um sítio em Atibaia (SP). A sentença da juíza substituta Gabriela Hardt, da primeira instância, é a segunda que condena Lula na Operação Lava Jato no Paraná. Cabe recurso. Outras doze pessoas foram denunciadas no processo. A juíza declarou ter ficado comprovado que:

  • A OAS foi a responsável pelas reformas na cozinha do sítio de Atibaia no ano de 2014;
  • As obras foram feitas a pedido de Lula e em benefício de sua família, sendo que ex-presidente acompanhou o arquiteto responsável, Paulo Gordilho, ao menos na sua primeira visita ao sítio, bem como o recebeu em São Bernardo do Campo para que este lhe explicasse o projeto;
  • Foram executadas diversas benfeitorias, mas consta da denúncia somente o valor pago à empresa Kitchens, no valor de R$ 170 mil;
  • Toda a execução da obra foi realizada de forma a não ser identificado quem a estava executando e em benefício de quem seria realizada;
  • Todos os pagamentos efetuados pela OAS para a empresa Kitchens foram feitos em espécie no intuito de não deixar rastros de quem era o pagador;
  • Não houve ressarcimento à OAS dos valores desembolsados pela empresa em benefício de Lula e sua família.

O ex-presidente está preso em Curitiba desde abril de 2018, cumprindo a pena de 12 anos e um mês determinada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), na primeira condenação dele na segunda instância pela Lava Jato.

Brumadinho: número de mortes confirmadas chega a 150

  • 06 Fev 2019
  • 15:14h

Foto: Tahiane Stochero/G1

A Defesa Civil de Minas Gerais atualizou, no início da tarde desta quarta-feira (6), o número de vítimas do rompimento da barragem Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Até o momento, 150 corpos já foram resgatados. A Polícia Civil identificou 134 mortos e 182 pessoas seguem desaparecidas. As informações foram dadas pelo tenente coronel Flávio Godinho, coordenador da Defesa Civil Estadual de Minas Gerais. Ainda de acordo com Godinho, a rodovia Alberto Flores segue interditada e a previsão da liberação é de três semanas. A vale vai custear uma estrutura definitiva no local, para a circulação nos dois sentidos.A empresa também vai arcar com o transporte escolar das crianças de Casa Branca para Brumadinho. O serviço vai começar nesta quinta-feira (7) e vai acontecer de duas em duas horas, de 8h às 20h. Uma van sairá de Casa Branca e a outra da sede de Brumadinho.

Jovem que matou garota após ela negar sexo disse à polícia que 'rejeição' gerou fúria

  • 06 Fev 2019
  • 14:05h

Foto: Reprodução/ Redes Sociais

rapaz de 19 anos preso em flagrante após confessar ter matado uma adolescente de 15 anos, depois da vítima ter se recusado a ter relações sexuais com ele, no município de Vereda, extremo sul da Bahia, descreveu à polícia como cometeu o crime. Segundo a Polícia Civil, o suspeito descreveu o assassinato com frieza durante o depoimento. O jovem, Daniel Max Santos de Jesus, de 19 anos, disse ter sofrido bullying na infância e que a 'rejeição' da garota gerou nele um excesso de fúria que o levou a cometer o feminicídio. As informações foram confirmadas nesta quarta-feira (6) pelo delegado Manoel Andreetta, que ainda apura se Vivia Soares também foi vítima de estupro antes de ser assassinada por estrangulamento. Segundo a família da vítima, a garota e o suspeito se conheceram pela internet. O delegado disse que o suspeito ainda se disse arrependido do crime. "Ele disse que teve um excesso de fúria e que, então começou a estrangular a vítima. Afirmou, inclusive, ter usado uma camisa para cometer o crime, camisa essa que foi encontrada enrolada no pescoço da vítima, no local do crime que ele indicou", disse o delegado. Manoel Andreetta também disse que o jovem contou como enterrou a vítima. "Depois da morte dela, ele ainda contou que começou a cavar um buraco com um pedaço de madeira e deixou o corpo parcialmente enterrado. Ainda jogou galhos de árvore sobre o corpo para esconder", disse Andreetta. Segundo o delegado, Daniel contou que levou a jovem até o local do crime com o consentimento dela, mas não há confirmação. "Não sabemos se isso é verdade ainda porque foi em um lugar ermo, em um morro alto. Então, se ela foi coagida ou se foi espontaneamente, a gente ainda não sabe. Tudo que temos até agora é só a versão dele", afirmou o delegado. "Agora, depois da prisão dele em flagrante, estamos aguardando resultado periciais para saber se houve ato sexual e se foi com consentimento dela ou se foi forçado, o que caracterizaria o estupro", disse Andreetta, que ainda informou que aguarda resultados de exames periciais."O que temos até agora é o feminicídio caracterizado por meio de estrangulamento e ocultação de cadáver", destacou o delegado. Ainda segundo Andreetta, os parentes de Vivia ainda não prestaram depoimento porque estão muito abalados com o crime. O delegado também informou que, posteriormente, deverá ser solicitado exame de sanidade mental no suspeito. "Ele contou que sofreu bullying, que era rejeitado pelos colegas, que ainda sofre com isso, mas isso tem que ser provado. O MP deve pedir que ele seja submetido a um exame", disse o delegado. O suspeito disse ainda que mantinha uma relação de confiança com a vítima, e que eram muito amigos. Segundo a polícia, no dia do crime, a jovem saiu de casa com ele com o consentimento da mãe dela. "A mãe deixou os dois saírem juntos, para comprar alguns mantimentos, mas no meio do caminho ele disse que a chamou para ir ao local onde posteriormente o crime ocorreu", contou o delegado. "Os dois já eram conhecidos e existia, sim, uma relação de confiança com a vítima. Ele, portanto, não era estranho para a família dela", afirmou Andreetta. O delegado ainda disse que o jovem nunca chegou a ser preso anteriormente, mas chegou a ser intimado uma vez por suspeita de ter usado força contra uma mulher para que ela mantivesse relação sexual com ele. "Consta somente essa passagem anterior. Ele chegou a ser intimado a prestar esclarecimentos, mas não houve consumação do ato e acabou não dando em nada para ele", destacou.

A funcionária da Vale que alertou sobre o desastre e fugiu de ré em caminhão com 90 toneladas

  • G1
  • 06 Fev 2019
  • 13:10h

Foto: VITOR FLYNN/BBC NEWS BRASIL

Há mais de dez dias da tragédia de Brumadinho (MG), os olhos castanhos de Ana Paula da Silva Mota ainda passam grande parte do tempo opacos e ausentes, como se estivessem revendo as cenas que ela viveu a partir das 12h28 de 25 de janeiro. Naquele exato minuto, a motorista dos megacaminhões da Vale olhou em direção às montanhas que circundam a mina Córrego do Feijão e viu uma imensa avalanche emergir do local onde ficava a barragem principal, a apenas 550 metros de onde estava. "Eu estava de frente para a barragem. Acho que fui uma das primeiras pessoas a ver (a avalanche). Não dava para acreditar", diz Ana Paula, de 30 anos. Em poucos segundos, a encosta verde de 87 metros de altura, que sustentava 11,7 milhões de toneladas de rejeito de minério de ferro, cedeu e se transformou em uma onda marrom densa. Tinha mais de 300 metros de comprimento e, em alguns pontos, até 20 metros de altura. Segundo o Corpo de Bombeiros, a velocidade inicial era de 80 quilômetros por hora. "A onda veio muito rápido. Mas também parecia que estava em câmera lenta. É algo muito estranho, não consigo explicar", fala Ana Paula, mãe de uma menina de 8 anos e um menino de 3 anos. O local onde a funcionária da Vale estava era o trecho final de uma estrada de terra que descia desde a área de extração de minério, no alto, até o terminal de carregamento do trem, na parte mais baixa do complexo mineiro, muito perto da barragem. Nessa estrada, Ana Paula dirigia o gigantesco e potente Fora de Estrada 777, veículo usado para transportar minério, com cinco metros de altura e 11 de comprimento - o pneu, por exemplo, é mais alto que a motorista. Na sua caçamba, havia 91 toneladas de minério, que seriam despejados nos vagões do trem. Era um trabalho que ela amava, com o qual havia sonhado por muitos anos e que iniciara alguns meses antes, em junho de 2018. No primeiro momento, Ana Paula não entendeu o que estava acontecendo. "Achei que era uma detonação na mina", diz ela. Só instantes depois, compreendeu que a barragem havia estourado. "A gente achava que essa barragem estava seca. Olhando de cima, parecia um campo de futebol, firme, duro, não tinha esse lamaçal. Ninguém imaginava que estava assim por dentro", conta. Além disso, "eu nunca tive receio dessa barragem, porque a Vale sempre passava muito treinamento de segurança. Inclusive, uns três meses antes, tinham feito uma simulação (de evacuação de emergência)", acrescentou Ana Paula. Mas, "quando caiu a ficha, peguei o rádio transmissor (do veículo) e comecei a gritar desesperada: 'corre, foge, a barragem estourou'. Quem estava naquela faixa (de rádio) me escutou gritando. Depois, fiquei sabendo que teve gente que escapou porque ouviu uma mulher chorar e gritar no rádio. Era eu", diz ela. Ana Paula ainda tentou chamar a central pelo rádio, mas escutou apenas um silêncio - o local havia sido rapidamente soterrado. Em apenas 30 segundos, a avalanche chegou a cerca de 100 metros do megacaminhão de Ana Paula. Inundou de lama o começo da estrada onde estava o veículo, destruiu parte das instalações da Vale localizadas ali, e despencou em cima de um grupo de pessoas que tentava escapar. "Minha vontade era me jogar naquela lama para ajudar a salvar as pessoas, mas não tinha jeito. A onda era muito mais forte que qualquer um de nós", fala ela. A partir daquele ponto, se a onda tivesse seguindo em linha reta, poderia ter encoberto toda a estrada onde estava o megacaminhão de Ana Paula. Mas o mar de lama fez uma curva exatamente na encosta onde ficava a via, e se deslocou rumo ao terminal de carregamento. De lá, seguiu para a área administrativa e o refeitório - onde, acredita-se, estava a maior parte das vítimas. Assim, a trabalhadora assistiu atônita à maior parte da avalanche desviar da sua direção e correr pelo seu lado direito, destruindo tudo que havia pela frente. "Hoje, eu não posso mais olhar para uma montanha. Senão, eu vejo a onda vindo outra vez", desabafa. No total, Ana Paula calcula que perdeu "muito mais que vinte" colegas na tragédia. Sua tia Rosário, que também trabalhava na Vale, está desaparecida.

A fuga de ré com 91 toneladas na caçamba

Enquanto a barragem se rompia, um outro megacaminhão de minério começava a subir a estrada onde estava Ana Paula, no sentido oposto. Vazio, tinha acabado de descarregar minério nos vagões do trem. O motorista, que dirigia de costas para a barragem, estava alheio à iminência da tragédia. Como o veículo é muito barulhento, o trabalhador usava protetores auriculares, que podem ter impedido que ouvisse o rompimento do reservatório e o som de árvores e construções sendo engolidas pela lama. Foi Ana Paula quem o alertou. "Eu buzinei e dei luz, desesperada, para avisar meu colega. Ele não ouviu minha buzina, mas acabou percebendo o sinal de luz e acelerou para subir a estrada". Mas havia outro problema: a estrada não comportava a passagem simultânea de dois caminhões de minério. Então, para que o colega pudesse acelerar, Ana Paula teve que tomar uma decisão corajosa e arriscada: encostou seu Fora de Estrada à direita da via e ficou parada, adiando a própria fuga. Enquanto isso, a lama ia varrendo a mina. "Se não fosse isso, a onda tinha quebrado em cima dele. Foi por muito pouco", conta a funcionária da mina Córrego do Feijão. Depois de passar por Ana Paula, esse segundo megacaminhão subiu por uma estrada lateral e se afastou da destruição da lama. Esse momento, ocorrido às 12h29, foi registrado por uma câmera de segurança da Vale - a mesma que gravou o rompimento da barragem, um minuto antes. A imagem do veículo em fuga foi exibida pelas emissoras de TV na última sexta-feira. Quando viu a cena, Ana Paula relembrou de tudo que viveu e quase desmaiou. "Fiquei com tontura, meu corpo ficou bambinho", relata. Já o colega que dirigia o veículo mostrado na mídia, ainda muito abalado, não quis dar entrevista - por isso, a BBC News Brasil optou por preservar seu nome. Após o colega conseguir fugir, era a vez de Ana Paula fazer algo para sair dali. A missão era difícil, já que a frente do seu megacaminhão estava virada para a direção oposta à rota de fuga. Manobrar o veículo era impossível - a estrada era estreita, o veículo enorme, e não haveria tempo para isso. "Então, eu pensei: vou dar ré", lembra ela. "Só que era uma subida e o caminhão estava cheio de minério. Eu achava que não ia subir de ré, mas era minha única opção. Então, fui dando ré e pedindo a Deus para me salvar. Eu dava ré e a lama ia chegando mais perto. Foi Deus que colocou a mão atrás do caminhão e puxou". Foram cerca de 150 metros de ré - sempre de frente para a barragem, observando toda a destruição causada pela lama. Até que Ana Paula chegou ao entroncamento da estrada pela qual seu colega havia subido minutos antes. Então, embicou o megacaminhão de frente e dirigiu para longe dali. Essa cena também foi captada pela câmera de segurança da Vale. Às 12h31, três minutos após o rompimento da barragem, quando parecia não haver mais vida alguma naquele local, o Fora da Estrada 777 de Ana Paula emergiu da poeira que havia sido levantada pela passagem da lama. Carregado de minério, o veículo se movia lentamente, último sobrevivente daquele campo de guerra. "Se eu tivesse entrado em choque, paralisado, como aconteceu com muita gente, não teria saído dali. Eu acho que foi Deus que deixou minha cabeça boa para fazer o que eu fiz", acredita a motorista dos super caminhões. Já fora de risco, a única coisa em que Ana Paula pensava era abraçar os filhos. Desde a tragédia, o mais novo pede abraços a todo momento. "Meu psicológico está abalado, mas tenho que ter força pelos meus filhos".

A chegada da lama ao refeitório

Enquanto Ana Paula dava ré no seu megacaminhão, a avalanche de lama atingia a área administrativa da Vale e o refeitório, a cerca de 1,4 quilômetro da base da barragem. O trajeto levou em torno de dois minutos, apenas. Walcir Carvalho, de 30 anos, trabalha para uma empresa terceirizada que presta serviços elétricos para a Vale. No momento do rompimento da barragem, ele e seus oito colegas haviam acabado de almoçar no refeitório da mina Córrego do Feijão. A seguir, a maioria do grupo foi descansar em uma pracinha ali perto. Já Walcir e outros dois colegas foram tirar um cochilo nos veículos da firma, que estavam estacionados em fila indiana a poucos metros dali, sob a sombra de árvores. Mas, naquele dia, Walcir sentiu um incômodo diferente e não conseguiu pegar no sono. Por isso, saiu da caminhonete onde estava e foi se deitar na carroceria do veículo da frente. Minutos depois, ouviu um barulho de explosão muito alto. "Achei que era uma explosão da mina. Mas então começou a vir poeira com lama, as árvores começaram a quebrar. Quando olhei, a onda já estava chegando na caminhonete. Aí foi cada um correndo por si", conta Walcir, cujo olhar lembra o de Ana Paula, distante e assustado. "Nunca imaginamos que isso ia acontecer. A Vale tem um trabalho 100% em termos de segurança. E eu já trabalhei perto da barragem, parecia que era (feita de) terra. Nunca ficava água lá. Se enchia de água, uma bomba logo tirava", completa. A lama, portanto, foi uma surpresa também para Walcir. O funcionário relata que não ouviu nenhuma sirene - a própria Vale admitiu que o alerta sonoro de emergência não soou "devido à velocidade com que ocorreu o evento". "Quem estava em um lugar mais aberto conseguiu ouvir pessoas gritarem (e pode fugir antes). Já a gente, que estava embaixo das árvores, só ouviu a onda chegando mesmo", conta. Segundo ele, ainda houve quem escutou uma mulher gritar e chorar no rádio. Na fuga, o eletricista teve que pular um poste que caiu ao seu lado. "Minha sorte é que não estava eletrizado, senão eu tinha morrido na hora". Depois, atravessou uma área de mata e chegou em um ponto mais alto, a salvo da lama. Ali, também estavam outros sobreviventes. "Éramos umas 50 pessoas. Ficamos desesperados, procurando se nossos amigos também tinham conseguido fugir", diz Walcir. Mas seus dois colegas que também estavam cochilando nas caminhonetes não apareceram. Ao longo das buscas, um deles teve o corpo identificado. Já o outro continua desaparecido. "Não consigo falar sobre eles não", disse o eletricista, muito emocionado. Assim como os colegas de Walcir, há entre as vítimas do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão um grande número de terceirizados. Nesta terça-feira, 130 funcionários da Vale tinham sido identificados entre os mortos ou estavam desaparecidos. Já entre funcionários terceirizados ou pessoas da comunidade, o número era maior, de 189. Evangélico, Walcir acredita que foi salvo por um milagre. Dos três veículos da empresa, dois ficaram soterrados. Já o terceiro foi torcido pela lama, mas não afundou - "era a caminhonete onde estava minha Bíblia", diz o trabalhador. "Graças a Deus eu consegui fugir. Muitas pessoas que faleceram ficaram paralisadas, sem reação, hipnotizadas pelo que estavam vendo e não conseguiram escapar", relata.

Cada um que sobreviveu é um 'milagre'

Em circunstâncias extremas, o curso da vida pode ser completamente alterado por ações fortuitas - ou, dependendo do ponto de vista, por pequenos milagres. No caso de Ana Paula, foi o fato de estar descendo a estrada mais devagar que o de costume que a colocou fora do primeiro ponto de impacto da onda. "Se eu tivesse descido com uma marcha a mais, teria chegado mais rápido lá embaixo (na área dos vagões). E a onda teria quebrado em cima de mim", diz ela. Já no caso de Walcir, a dificuldade de cochilar fez com que se movesse para um lugar por onde foi mais fácil fugir. Além disso, seu supervisor tinha decidido liberar a equipe para almoçar antes de iniciarem o próximo serviço: uma manutenção em postes localizados justamente ao pé da barragem. "Se a gente não tivesse ido almoçar aquela hora, não estávamos aqui respirando". "Qualquer um que se salvou é um milagre", acredita Ana Paula. Até avistar a avalanche de lama, a motorista dos supercaminhões da Vale estava vivendo um dia normal de trabalho. Havia acordado às 4h, como de costume, feito café e enchido a garrafa térmica que levava todos os dias para o serviço. Às 5h50, saiu de casa para pegar o ônibus que conduzia os trabalhadores de Brumadinho até a mina. "Eu fico me lembrando do início daquele dia, quando estava esperando o ônibus junto com meus colegas de trabalho. Estávamos indo trabalhar felizes. Era meu sonho trabalhar lá. Mas, daquele grupo do ponto de ônibus, só eu sobrevivi". Desde então, está difícil pensar em outro assunto. Na semana que seguiu à tragédia, Ana Paula passou grande parte do tempo em frente à TV. "Meu marido, minha família, um monte de gente briga comigo para eu parar de ver notícias sobre isso. Mas eu não consigo. Acordo e já ligo o aparelho, para tentar saber de algum colega", fala ela. Assim como muitos funcionários da Vale que viram a lama e sobreviveram, Ana Paula passou alguns dias sem dormir. "Mas, se eu ficar na cama, de que vai adiantar eu ter sobrevivido?", questiona ela, que está sendo atendida por uma psicóloga contratada pela empresa - diversos profissionais da área foram disponibilizados pela mineradora para acompanhar quem foi afetado pelo desastre. "Ela (a psicóloga) falou para eu pensar que sobrevivi e ajudei outras pessoas a se salvarem", diz Ana Paula.

E daqui para frente, o que vai acontecer? "Não sei. Eu nem penso nisso. Eu vou ter que trabalhar, ficar em casa vai ser pior. Acho que não vão mandar a gente embora. A maior parte de Brumadinho trabalha lá (na Vale)", responde a funcionária da mineradora.

E quanto à barragem? "Quem dera eles tivessem falado (do risco) para a gente, mas eu não sei se sabiam ou não. Tem que esperar a investigação esclarecer".

Prouni 2019 divulga o resultado da primeira chamada; veja como consultar

  • 06 Fev 2019
  • 12:08h

Foto: MEC/Divulgação

O resultado da primeira chamada da edição do primeiro semestre do Programa Universidade para Todos (Prouni) 2019 foi divulgado nesta quarta-feira (6) pelo Ministério da Educação. A lista com os aprovados foi publicada na página do Prouni. Os candidatos convocados na primeira chamada devem entregar, nas universidades para onde foram selecionados, os documentos comprovando o cumprimento dos requisitos e garantir a matrícula. O período para a comprovação começa nesta quarta e vai até o dia 14. A segunda chamada do Prouni será divulgada em 20 de fevereiro, e a entrega de documentos dos aprovados deve ser feita entre 20 e 27 de fevereiro. O prazo para os candidatos não selecionados aderirem à lista de espera será nos dias 7 e 8 de março, e o resultado da lista de espera será divulgado em 11 de março.