O corpo foi encontrado na Rua Nova Sinai, no Bairro do Tanque (Foto: Daniel Simurro | Brumado Urgente)
Existem alguns fatos que compõem a página policial em Brumado que são carregados de questionamentos, os quais não são esclarecidos nos primeiros momentos pela Polícia. Um episódio dentro deste cenário ocorreu no final da tarde desta quarta-feira de cinzas (06), onde, o corpo de uma mulher de 55 anos, identificada como Maria do Rosário P. Oliveira, foi encontrado na Rua Nova Sinai, no Bairro do Tanque. As únicas informações passadas pela Polícia é que primeiramente o SAMU 192 foi acionado, que chegou ao local e constatou o óbito. Diante disso uma equipe do DPT foi ao local para realizar o levantamento cadavérico. Mas a falto de dados mais substanciais como se ela era de Brumado, se era casada e, principalmente, as causas da morte ainda não foram divulgadas o que acabou criando um clima de mistério sobre o fato. Nossa equipe buscou maiores informações com a Polícia, mas não obteve êxito, pelo menos até o momento. Segundo novas informações obtidas junto a moradores do local, a mulher, que é natural de Dom Basílio, era casada e os indícios é que ela teve um AVC no início da tarde e acabou falecendo. Ou seja, foi uma morte natural, ao contrário do que muitos pensaram.
Uma das irmãs de Isabela Oliveira Conde, de 36 anos, que foi esfaqueada a mando do namorado em Salvador, contou, em entrevista ao G1, que a fisioterapeuta, que tem uma filha de 16 anos, perdeu a visão de um dos olhos. A mulher segue internada e se recupera das lesões. Após as agressões, Isabela ainda foi jogada em um acostamento da BR-324, no trecho do município de Simões Filho, região metropolitana de Salvador, foi e socorrida por pessoas que passavam pelo local. Iracema Conde disse que a irmã, mesmo com muitos ferimentos e com o rosto desfigurado, conseguiu sobreviver porque se fingiu de morta. Isabela está sob proteção judicial, e por isso, Iracema preferiu não detalhar o local onde a mulher está internada. O suspeito, identificado como Fábio Barbosa Vieira, que namorava a vítima há cerca de dois anos, está preso. Entretanto, dois homens apontados como comparsas do mandante do crime são procurados pela polícia. Conforme os familiares, a vítima relatou que foram os dois homens que a agrediu e a golpeou com facadas. "Ele [Fábio] foi buscar ela [Isabela] no trabalho, ela é fisioterapeuta de um hospital. Quando ela entrou no carro, dois homens estavam no banco de trás. Ela perguntou quem eram os homens e ele disse que eram dois amigos dele. No caminho ela achou estranho, mas seguiu no carro. [Ainda no carro] os dois homens começaram agredir ela, e Fábio continuou dirigindo, dizendo que era para parar só quando ela estivesse morta. Então, ela se fingiu de morta e eles jogaram ela na BR", disse Iracema. Segundo a irmã da vítima, os médicos informaram para a família que Isabela foi ferida com 78 facadas. A irmã da fisioterapeuta relembrou, ainda, como a vítima foi socorrida. "Depois que jogaram ela do carro, ela foi caminhando até a pista e pediu ajuda. Um caminhoneiro e o motorista de um ônibus não pararam, com medo, mas dois casais que estavam em um carro ajudaram ela. Quatro anjos de Deus. Minha irmã é muito forte", relatou. A irmã de Isabela disse que todo o relato do caso foi descrito pela vítima. Informou também que a fisioterapeuta nunca havia visto os homens que Fábio Vieira identificou como amigos e que o relacionamento do casal não andava bem, mas que o homem jamais havia demonstrado qualquer comportamento agressivo com a vítima. "O relacionamento deles não ia bem. Ela já tinha tentado terminar, mas ele pedia para voltar. Ela ficava com pena e voltava. Na nossa frente ele nunca tinha demonstrado nenhum comportamento agressivo, era tranquilo", disse. Fábio Barbosa Vieira está à disposição da Justiça. A Polícia Civil investiga o crime.
De acordo com as primeiras informações que chegaram à redação do Brumado Urgente, um incêndio de causas ainda desconhecidas atingiu na noite desta quarta-feira de cinzas (06), a agência do banco Itaú de Brumado. Agência esta, localizada na Praça Armindo Azevedo no centro da cidade. Segundo informações preliminares, as chamas teriam se iniciado nos fundos da agência que fica na rua Marcolino Moura. Quando transeuntes viram a fumaça que saia do banco e acionaram autoridades, mas até o fechamento da matéria nenhuma brigada de combate a incêndios havia chegado ao local. O episodio comprova mais uma vez da necessidade urgente de instalação de uma brigada do corpo de bombeiros em Brumado. Maiores informações em instantes.
O presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, confirmou nesta quarta-feira (6) que irá integrar o WhatsApp com o Messenger e Instagram Direct, ambos aplicativos de conversa que pertencem à empresa dele. Mas o executivo não deu uma data para isso começar a acontecer.A primeira medida será permitir que os contatos de um app sejam acessíveis nos demais. "Planejamos tornar possível que você mande mensagens aos seus contatos usando qualquer um dos nossos serviços", escreveu nesta quarta-feira (6). Rumores sobre a integração circulavam desde o começo do ano. Ao confirmar a novidade, Zuckerberg citou diversas vezes que as mudanças ocorrerão "dentro de alguns anos". A notícia está em um "textão" que o executivo publicou em seu perfil no Facebook, onde destacou que a privacidade e os apps de conversa são o futuro das redes sociais e prometeu facilitar e dar mais segurança a esse serviço. Segundo ele, antes que mudanças sejam feitas, ainda existem desafios significativos e muitas questões que ainda requerem mais discussão.
O que deve mudar
Como é atualmente:
"Hoje, se você quiser mandar uma mensagem para alguém no Facebook, tem que usar o Messenger; no Instagram, o Direct; e, no WhatsApp, o WhatsApp. Queremos dar a opção de contatarem seus amigos de todas as redes com o app que preferirem", explicou Zuckerberg.
Como vai ficar
Segundo o chefão do Facebook:
os contatos de um app poderão ser acessados nos demais; mas isso não será obrigatório
uma mensagem enviada por um dos aplicativos chegará ao app de preferência do seu contato (mesmo que seja diferente do que você usou)
futuramente, a integração vai incluir SMS
se publicar uma história no Facebook e no Instagram (que já se relacionam), as interações de seus amigos poderão aparecer em um único lugar
Um sucesso total. É o que diz a artesã Drica Oliveira sobre o glitter ecológico que preparou para o carnaval em Belo Horizonte. Ela aproveitou a folia para ganhar uma grana extra e lucrou muito."Eu investi cerca de R$ 200 e eu devo ter lucrado uns R$ 5 mil, assim. No balanço até agora. Eu vejo as pessoas com meu glitter e eu fico assim: esse glitter é meu, esse glitter é meu", disse a microempreendedora. O produto é feito com gelatina e corantes naturais, que desmancham na água. A ideia deu tão certo que ela vendeu mais de três mil potinhos. A analista Julia Gonçalves também aproveitou o período em que a cidade estava cheia e não se vestiu de noiva à-toa. Ele e o namorado aproveitaram a festa de rua para vender cerveja e juntar dinheiro para o casamento. "A gente aproveita pra juntar um dinheiro, juntar o útil ao agradável, a gente dança e vende", disse. Segundo o namorado Rafael Orsini, que é jornalista, no ano anterior, eles ganharam cerca de R$ 2 mil. Na Praça Sete, no coração de Belo Horizonte, outro casal teve a mesma ideia. O ambulante Tamerson Júnior lima vendeu chupe-chupe com vodka. "Eu saio abordando, eu canto, eu chamo o povo. Aí, o gente, ajuda nós a casar aqui", contou. Outra artesã criou pochetes com um papel especial que não rasga nem molha. "A gente pensou na pochete, porque no carnaval você vai levar o celular, levar o cartão, o dinheiro onde? Não tinha. Então, eu quero esconder esses materiais. Então, a gente falou: vou desenvolver as pochetes", disse a microempreendedora Gláucia Maia. Minas Gerais será o terceiro estado em movimentação financeira durante o carnaval, segundo esConfederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), totalizando R$ 615,5 milhões. Com isso, ultrapassou estados com mais tradição no carnaval, como a Bahia, Ceará e Pernambuco, e só perdeu para o Rio de Janeiro (R$ 2,1 bilhões) e São Paulo (R$ 1,9 bilhão). Mais de 13 mil pessoas se cadastraram para trabalhar como ambulantes em Belo Horizonte. Um número 36% maior que o do ano passado.
A publicação de um vídeo contendo atos obscenos pelo presidente Jair Bolsonaroconfigura quebra do decoro e pode até mesmo justificar um processo de impeachment, segundo o jurista Miguel Reale Júnior . Em 2015, ele foi um dos autores do pedido que levou a saída de Dilma Rousseff (PT) do cargo.A lei 1.079 de 1950, que define os crimes de responsabilidade do presidente da República, afirma que é crime contra a probidade na administração "proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo". O advogado lembrou que o conceito de decoro requer a decência, compostura, respeito ético e moral e, também, a discrição de quem ocupa um cargo público. Para Reale Júnior, a possível quebra de decoro é reforçada pelo caráter desnecessário da divulgação do vídeo. Segundo o jurista, caso quisesse denunciar os responsáveis, o presidente poderia ter ordenado a um auxiliar para que fizesse uma comunicação à polícia. — O que eu destaco é a absoluta desnecessidade de enviar este vídeo abjeto ao povo brasileiro para denunciar algo que tinha sido visto, previamente, por algumas centenas de pessoas. Um auxiliar, reservadamente, poderia fazer isso junto à autoridade policial. Com a divulgação, ele deu exposição a um fato restrito, sem nenhuma necessidade: ou seja, ampliou o ato. Algo que seria visto por algumas pessoas foi visto pelo Brasil inteiro — afirmou. O advogado lembrou que o crime de praticar ato obsceno em lugar público é considerado, no Código Penal, menos grave do que o de sua divulgação. Segundo o artigo 234 do código, a pena para quem pratica ato obsceno em lugar público é de três meses a um ano de detenção. Já para aqueles que distribuírem, a pena é de seis meses a dois anos. O jurista lembrou ainda que, a partir do momento em que Bolsonaro venceu a eleição, suas contas nas redes sociais podem e são vistas como meios de comunicação oficiais do governo, onde o presidente já anunciou nomeação de ministros, além de outros atos de caráter oficial. — Não existem dois Jair, o que está no Twitter e o que está no Planalto. É uma coisa só — disse.
Possível violação ao ECA
Além de ser passível de um pedido de impeachment, a divulgação do vídeo também poderia ser entendida como uma violação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), já que alguns dos seguidores de Bolsonaro nas redes sociais são crianças ou adolescentes e que, inadvertidamente, podem ter assistido aos atos obscenos divulgados pelo presidente. Segundo Reale Junior, a publicação do vídeo nas redes sociais de Bolsonaro indica que a intenção do presidente não era a responsabilização dos autores do crime, mas fazer uma relação falsa entre obscenidade e Carnaval. Para o jurista, o objetivo do presidente era desmoralizar os blocos que, durante o feriado, o criticaram. Em alguns deles, foliões fizeram protestos contra alguns dos escândalos do início de seu governo, como as candidaturas laranjas do PSL e as investigações sobre os depósitos suspeitos de Fabrício Queiroz, assessor de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).
Um homem de 26 anos foi preso em flagrante após confessar ter estuprado uma mulher, de 35, em um matagal de Praia Grande, no litoral de São Paulo. Ele foi abordado por equipes da Guarda Civil Municipal (GCM) momentos após cometer o crime. Segundo a polícia, que divulgou as informações na manhã desta quarta-feira (6), o crime aconteceu no bairro Mirim, às margens da Avenida Ministro Marcos Freire. Para conseguir abusar da mulher, o suspeito deu um mata-leão na vítima e consumou o crime com ela desmaiada. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o autor era conhecido da vítima e a acompanhava em uma calçada próxima da área de mata. Em determinado momento, a agrediu e puxou para dentro do matagal. O G1 apurou que ele teria dado um 'mata-leão' na vítima, que desmaiou. Depois, tirou as roupas e abusou sexualmente da mulher. Após o término, fugiu e deixou a mulher desacordada dentro do matagal. A ação foi registrada por câmeras de monitoramento da prefeitura e foi relatada a guardas municipais que estavam em patrulhamento. Eles seguiram para a região do crime e encontraram o suspeito andando pela Rua José Borges Neto. Abordado, ele confessou ter tido relações sexuais forçadas com a vítima, sendo também reconhecido por uma funcionária do sistema de videomonitoramento municipal, e acabou detido. Uma ambulância foi acionada para remover a vítima ao Hospital Irmã Dulce. Médicos constataram lesões faciais e nos órgãos genitais, o que indicava o crime de estupro. Ela também foi ouvida por equipes da Polícia Militar. O homem foi levado para a Delegacia Sede da cidade, onde foi registrado boletim de ocorrência pelo crime de estupro. Ele permaneceu preso na carceragem da unidade e à disposição da Justiça. Já a vítima passou por atendimento médico e foi liberada.
Subiu para 25 o número de pessoas atendidas no Hospital Correia Picanço, no bairro da Tamarineira, na Zona Norte do Recife, que relataram terem sido agredidas com seringas de agulha durante o carnaval em Pernambuco. As informações foram repassadas, nesta quarta-feira (6), por meio de nota, pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Na terça-feira (5), a secretaria enviou uma primeira nota, informando que, desde o sábado (2), dez pessoas tinham sido atendidas na unidade, relatando as agressões. De acordo com a pasta, todas receberam medicamentos contra doenças infectocontagiosas. Nesta quarta, o diretor do Hospital Correia Picanço, Thiago Ferraz, informou que, dos 25 casos notificados até o momento, 15 envolvem mulheres, entre 17 e 46 anos. Essas ocorrências foram registradas entre o sábado e esta quarta de manhã. Segundo os relatos, as pessoas apresentavam lesões na pele, nos braços, no ombro e nas costas. Elas contaram que as agressões ocorreram no desfile do Galo da Madrugada, no Bairro do Recife, em Olinda e em outros locais da Região Metropolitana. O diretor da unidade disse, ainda, que é preciso observar as pessoas que relataram as agressões. "Elas vão tomar o coquetel para evitar o HIV, durante 28 dias, e depois voltarão ao hospital para uma reavaliação", afirmou. Segundo Ferraz, os maiores riscos são de transmissão de HIV e hepatites virais. "Em relação ao HIV, a pessoa tem até 72 horas para receber o medicamento para evitar a contaminação", acrescentou.
Vítima
A secretária-executiva Divonete Oliveira procurou o Correia Picanço, nesta quarta, para tomar a medicação. Ela relatou à TV Globo que foi picada durante os festejos no Bairro do Recife. Divonete disse que estava procurando o marido, no meio da multidão, quando sentiu uma picada no braço direito. “Era uma picada fina, de agulha fina”, afirmou. A mulher contou que, a princípio, não se preocupou com o fato, mas quando viu a repercussão do caso nas redes sociais, decidiu procurar o hospital."Eu vi um rapaz de uns 18 anos depois de sentir a picada. Ele ficou olhando para mim e saiu”, declarou.
O presidente Jair Bolsonaro postou um vídeo com conteúdo pornográfico em sua conta no Twitter nesta terça-feira (5). A cena mostra homens dançando em cima de um ponto de táxi em um bloco de rua no carnaval paulistano. Um deles coloca o dedo no ânus e se abaixa para o outro urinar nele. Posteriormente, a visualização do vídeo foi restringida, com alerta de conteúdo sensível, mas segue disponível. A conta de Bolsonaro tem 3,45 milhões de seguidores.O presidente tuitou: "Não me sinto confortável em mostrar, mas temos que expor a verdade para a população ter conhecimento e sempre tomar suas prioridades. É isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro. Comentem e tirem suas conslusões (sic)", escreveu o presidente. A polêmica cena foi gravada no desfile do Blocu, em São Paulo, na segunda-feira (4). O presidente Jair Bolsonaro postou um vídeo com conteúdo pornográfico em sua conta no Twitter nesta terça-feira (5). A cena mostra homens dançando em cima de um ponto de táxi em um bloco de rua no carnaval paulistano. Um deles coloca o dedo no ânus e se abaixa para o outro urinar nele. Posteriormente, a visualização do vídeo foi restringida, com alerta de conteúdo sensível, mas segue disponível. A conta de Bolsonaro tem 3,45 milhões de seguidores. O presidente tuitou: "Não me sinto confortável em mostrar, mas temos que expor a verdade para a população ter conhecimento e sempre tomar suas prioridades. É isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro. Comentem e tirem suas conslusões (sic)", escreveu o presidente. A polêmica cena foi gravada no desfile do Blocu, em São Paulo, na segunda-feira (4). A postagem foi criticada tanto por apoiadores como por críticos de Bolsonaro, que usa o Twitter intensamente para anunciar medidas do governo e se comunicar com a população. O Palácio do Planalto foi procurado, mas não se manifestou até as 9h30. O G1 também procurou o Twitter, para saber se a visualização foi restringida por Bolsonaro ou pela própria rede social. A companhia disse que não faz comentários sobre contas específicas, mas informou ter regras sobre os conteúdos permitidos na plataforma, e que "eventuais violações estão sujeitas a medidas cabíveis." As regras do Twitter impedem a publicação de conteúdo adulto em vídeos ao vivo, em imagens de capa ou do perfil. Nos demais casos – como tuitar vídeos gravados ou fotos –, as mídias devem ser marcadas como sensível. Quando isso não é feito, outros usuários podem denunciar. A rede, então, inclui o alerta de conteúdo sensível. Além disso, se a empresa considerar o conteúdo inapropriado, ela pode notificar quem publicou, exigir a remoção do post e até bloquear a conta.
Um elixir milagroso para curar todos os males? Sim, "tão garantido quanto que o sol derrete o gelo". Esta é uma das promessas de panfletos que circulavam no século 19 e garantiam que certas poções tinham propriedades curativas. No caso de doenças relacionadas a parasitas, a solução era se livrar deles e, para conseguir isso, a pessoa tinha que tomar o elixir. Os efeitos prometidos eram verdadeiramente "mágicos". Um dos panfletos incluía o depoimento de Julie, uma mulher que assegurava ter perdido um membro que, após tomar a poção, "voltara a crescer". O tempo passou e a ciência avançou. As pesquisas mostraram que essas curas "mágicas" não existem. Certo? A questão é que pessoas que se aproveitam da necessidade dos outros sempre existiram - e essa realidade não mudou, apesar do fato de estarmos em 2019. Atualmente, a oferta é vasta: há quem ofereça soluções para perder peso, para cuidar da pele e até para substituir vacinas, só para citar algumas. A diferença no século 21, no entanto, é que essa mensagem sem base científica é propagada e amplificada pela internet. O caso de Britt Marie Hermes ilustra o poder das redes. "Eu era curandeira. Vendia remédios naturais e tratamentos pseudocientíficos. Me identificava como médica naturopata", diz ela. Tudo começou com a experiência infeliz que ela teve com um médico que consultou para cuidar da sua psoríase. Ele a tratou com displicência e ela decidiu buscar alternativas. Na internet, se identificou com o que encontrou. Havia pessoas que estavam na mesma situação e tudo o que ela lia fazia sentido. Havia recomendações relacionadas a práticas saudáveis, como o consumo de produtos orgânicos. Nada controvertido. Por que seria um problema? Muita gente acaba imersa nesse mundo usando o mesmo raciocínio. Tudo parecia tão lógico que ela decidiu se dedicar profissionalmente ao tema. "No começo, eu era ingênua, achava que, se o site fosse bem feito, era confiável", recorda. Mas um dia, seu chefe, que estava tratando uma pessoa com câncer, comentou que usaria um remédio que vinha do exterior, mas não havia chegado. "Certamente o FDA (órgão do governo americano que fiscaliza alimentos e remédios) reteve, mas não tem problema", teria dito. Naquele dia, ela decidiu abandonar o trabalho que vinha fazendo até então. Atualmente, Hermes aproveita o potencial multiplicador da internet e se dedica a combater os "charlatães" que oferecem seus serviços na rede. O objetivo dela é "hackear" esses grupos usando palavras-chave e técnicas de marketing digital para que suas informações apareçam no topo das pesquisas do Google. Ela tem uma vantagem: sabe como esse mundo funciona, então, entende qual é a forma mais eficaz de chegar às vítimas em potencial na rede. Há também aqueles que se dedicam a expor as falhas dos "remédios" que não têm base científica. Este é o caso de Myles Power, químico por formação e youtuber cético nas horas vagas. O canal dele tem 126 mil inscritos e seus vídeos já foram vistos mais de 13 milhões de vezes. "Consegui desmentir as pessoas que dizem que a Aids não existe. Outra coisa é um creme chamado 'pomada negra', quem a promove garante que é capaz de curar o câncer. É uma substância que pode abrir buracos nas pessoas", explica Power. "Mas acho que a pior coisa que está circulando no momento, é a 'solução mineral milagrosa'. Basicamente, é cloro. E é vendida como uma cura para o autismo", diz o químico. Ele afirma que é muito fácil ganhar dinheiro com a venda de "poções mágicas", que são muito populares. "Existem aqueles que têm um problema de saúde e estão com medo porque não querem morrer antes do tempo. Querem se curar e acreditam que assim vão conseguir". Outro elemento que explica o sucesso dos charlatães, particularmente em relação aos grupos que se opõem às vacinas, é o fator emocional. E aqui, novamente, tanto a internet quanto as redes sociais desempenham um papel fundamental. "Se você vê um amigo fazendo referência a um assunto no Facebook, é mais provável que você perceba a informação como confiável e dê uma chance para saber do que se trata", explica Naomi Smith, socióloga digital da Federation University Australia. É assim que o ciclo se forma, os membros do grupo - seja qual for o procedimento, a ideia ou a cura de que estão falando - se reforçam mutuamente. E apesar de verem o tempo passar e que não está funcionando, "a maioria está convencida de que, antes de se sentir melhor, sua condição vai piorar", diz Hermes. Além disso, há um elemento tecnológico que os charlatães têm usado para atingir mais pessoas nas redes sociais: o algoritmo. "Muitos conseguiram enganá-lo. No Facebook, por exemplo, eles começam a compartilhar fotos de gatos, algo terno e adorável. Fazem isso nove vezes e no décimo post, dizem que a Aids não existe e que não é necessário usar camisinha porque não é real", explica Power. "O Facebook pensa nas pessoas que curtiram os nove primeiros posts, e mostra a elas o décimo. Aqueles que veem, clicam. Então, o Facebook começa a mostrar também posts relacionados àqueles que negam a existência da Aids". Assim, as pessoas acabam inseridas em um círculo em que todos estão convencidos de que aquilo é verdade e replicam ideias que não têm base científica. Além disso, elas têm convicção absoluta de que a mensagem é verdadeira. "Se você mexer com a tribo, eles vão te atacar", destaca Power. Embora seja verdade que controlar a estratégia do algoritmo é um desafio, não significa que seja impossível dar visibilidade à ciência na internet. Esse tipo de falsificação existia muito antes da chegada da internet. É um problema social que requer uma solução social.
Na última semana, um brasileiro comum possivelmente gerou 1 kg de lixo plástico. Um italiano gera a mesma quantia em cinco dias e alguém que mora na Indonésia, em dez. No Brasil, menos de 2% desse plástico será reciclado. Os dados fazem parte de um estudo da WWF lançado na noite desta segunda (4). A organização fez um levantamento de pesquisas relacionadas ao plástico e elaborou um relatório que aponta o crescimento desse tipo de resíduo e sugere possíveis caminhos para solucionar a questão. Os números do plástico são enormes. Nos oceanos há perto de 300 milhões de toneladas (o que equivale a cerca de 11 trilhões de garrafas plásticas de 500 ml). E essa estimativa não leva em conta o lixo terrestre. Daqui a 11 anos, em 2030, o total de lixo plástico poderá ter dobrado. Em 2016, 396 milhões de toneladas de plástico virgem foram produzidos -cerca de 53 kg por pessoa. Parte desses produtos se tornou lixo, especialmente nos quatro países maiores poluentes: Estados Unidos, China, Índia e Brasil. Somente uma pequena parcela desse lixo é devidamente manejado e reciclado. Por aqui, a reciclagem é inferior a 2%, o menor valor entre os líderes em produção de detritos. Nos EUA o valor chega a 35%; na China, 22%; na Índia, 6%. Considerando o mundo inteiro, cerca de 20% do plástico é coletado para reciclagem, mas isso não significa que ele realmente o terá esse destino honroso. Segundo o estudo da WWF, na Europa, por exemplo, menos da metade do material é reaproveitado. A baixa qualidade de produtos feitos com o material reciclado, seu baixo valor de mercado e a possível presença de contaminação atrapalham a expansão da atividade. Um tratado internacional pode ser o início da solução, segundo Anna Carolina Lobo, coordenadora da WWF-Brasil. A organização defende um caminho semelhante ao protocolo de Montreal. Nele, os países se comprometeram, em 1987, à proteção da camada de ozônio a partir da interrupção no uso de substâncias que a destroem (a deterioração da camada aumenta o índice de radiação e, consequentemente, as chances de câncer de pele, além de agredir florestas e prejudicar a atividade agropecuária). "Além desse tratado, também precisam ser estabelecidas metas nacionais", afirma Lobo. A ideia é levar o tema para ser discutido na Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que ocorrerá em Nairobi, no Quênia, na próxima semana. Como forma de pressão, a WWF lançou uma petição para que o despejo de plástico nos mares pare até 2030. Já houve avanços, como as leis que proíbem canudos plásticos -objeto descartável de uso único- em cidades como Rio de Janeiro, Ilhabela, Santos, Guarujá e São Vicente. A União Europeia também já tomou medidas para banir os canudos até 2021. "São leis necessárias, mas elas estão quase virando 'a lei que não pegou', porque junto com a publicação não veio o pacote completo de trabalhar com estabelecimentos, chegar em acordos", diz Lobo. A especialista afirma que a resolução do problema tem que envolver toda a cadeia produtiva, já pensando na gestão de resíduos. "Se uma lei que falasse que todo o lixo plástico brasileiro precisa ser reciclado, não teríamos condição de fazê-lo, porque não temos infraestrutura adequada." Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar está em elaboração. O ministro Ricardo Salles, declarou que a gestão de resíduos sólidos será um dos pontos centrais de sua gestão. Mas Lobo diz que ainda faltam metas. "Metas concretas não temos. Mas não deixa de ser um ponto positivo que o país esteja tratando esse como um dos temas importantes na pasta do meio ambiente."
E por que a preocupação com plásticos faz sentido?
Não são incomuns as imagens de animais presos em sacolas e garrafas ou mortos por ingestão de grandes quantidades de plástico, que pode demorar, dependendo do modo de descarte, mais de mil anos para se decompor. Outro exemplo fácil de observar é a degradação de corais. Recentemente, uma nova preocupação surgiu: microplásticos, fibras microscópicas de plástico. Estudo recente, do qual a Folha de S.Paulo participou, mostrou presença deles em diversos locais do mundo. De dez amostras colhidas em São Paulo, por exemplo, somente uma não tinha plástico. Estudo semelhante foi feito com águas engarrafadas e o resultado seguiu a mesma linha, com 93% das amostras contaminadas com microplásticos. Não há, até o momento, evidências sobre os riscos associados ao consumo humano dessas fibras plásticas, mas alguns especialistas afirmam que existe a possibilidade delas transferirem produtos químicos quando consumidas. Após a detecção de microplásticos em garrafas de água, a OMS decidiu investigar os riscos para a saúde humana.
Pesquisadores dizem que um homem de Londres parece estar livre do vírus da Aids após um transplante de células tronco. É o segundo caso de sucesso, depois que o "paciente de Berlin", Timothy Ray Brown, foi curado há quase 12 anos.Tais transplantes são perigosos e falharam em outros pacientes. As novas descobertas foram publicadas online nesta segunda-feira (4) pela revista Nature. Os detalhes serão divulgados em uma conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas em Seattle. O paciente de Londres não foi identificado. Ele foi diagnosticado com HIV em 2003. O homem desenvolveu câncer e concordou com um transplante de células-tronco para tratar essa doença em 2016. Seus médicos encontraram um doador com uma mutação genética que confere resistência natural ao HIV. O transplante mudou o sistema imunológico do paciente de Londres, dando a ele a resistência do doador ao HIV, segundo a Associated Press. Publicamente, os cientistas ainda se referem ao caso como uma “remissão de longo termo” e alguns não garantem que o vírus não irá retornar ao organismo do paciente. Mas muitos especialistas chamam de cura, segundo o “New York Times”, com a ressalva de que é difícil saber como definir a palavra quando há apenas duas instâncias conhecidas. Embora afirmem que o transplante não é uma opção viável para o tratamento da Aids, médicos acreditam que o caso do paciente de Londres é um grande avanço. "Isso vai inspirar as pessoas que a cura não é um sonho", disse Annemarie Wensing, virologista do Centro Médico da Universidade de Utrecht, na Holanda, ao “NY Times”. "É alcançável."
Uma mulher, de 29 anos, morreu após ser estrangulada pelo namorado na madrugada desta terça-feira (5), em Borborema (SP). Segundo a polícia, o crime aconteceu após uma briga quando eles voltavam de uma festa de carnaval. O rapaz foi preso. O crime aconteceu na casa do casal no Jardim Ouro Verde. Familiares disseram que eles saíram no carnaval de rua e levaram a filha da balconista, de 14 anos, para casa da avó, mas quando chegaram em casa começaram a discutir e ele a estrangulou. Ainda de acordo com a Polícia Militar, Anderson Dornelos Urich, de 25 anos, fugiu a pé logo após estrangular a vítima Thaís de Andrade e ligou para seu pai. A polícia foi acionada e precisou remover telhas para conseguir entrar na casa. A vítima foi encontrada caída no chão com marcas no pescoço. De acordo com a Polícia Civil, na residência do casal ainda foram encontrados alguns gramas de cocaína. Anderson foi levado para o pronto-socorro para fazer exames para avaliar se ele estava alcoolizado ou sob efeito de drogas. O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Ibitinga (SP), onde foi comunicado que ela estava morta. Ainda segundo a polícia, Anderson não tem passagem pela polícia. Ele foi preso e vai passar por audiência de custódia. A data não foi informada. O corpo de Thaís foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Jaboticabal (SP) e o enterro será no cemitério municipal de Borborema.
O movimento ganhou força e atraiu um grande número de pessoas (Foto: Brumado Urgente)
A paixão do brumadense pelo Carnaval é um sentimento “eterno”, mas, como a festa não é realizada mais no município há alguns anos, o vazio momesco acabou causando uma frustração popular. Todos os anos um grupo de foliões, moradores do Bairro Dr. Juracy, que ficou conhecido como “Carnaval da Carroça”, faz um protesto bem-humorado saindo às ruas da cidade para brincar e foliar. Neste ano de 2019, o movimento ganhou corpo e atraiu muito mais pessoas, o que acabou causando a projeção de que, assim como em muitas cidades do país em que não se recebeu verbas públicas para a festa, é possível sim fazer os festejos por meio de blocos que hoje são, por exemplo, a sensação de São Paulo, que era uma cidade sem histórico carnavalesco, mas que atualmente reúne milhões de pessoas, inclusive de várias partes do mundo. A paixão então não poderia ficar somente nos protestos, mas sim numa organização privada para a criação de “bloquinhos” que saíssem pelas ruas no clima da boa folia, foi o que mostrou essa manifestação da galera do Dr. Juracy e dos agregados. Confira abaixo uma das passagens pela cidade:
Uma residência teve o telhado todo arrancado pelo vento (Foto: Leitor Brumado Urgente)
O clima de tranquilidade desta encalorada terça-feira de Carnaval (05) em Brumado acabou sendo interrompido por volta das 16h25m por uma forte ventania que assustou os moradores. Em alguns locais da cidade árvores foram arrancadas e nos bairros periféricos telhados de residências foram bem atingidos, sendo que em uma das situações, o caso foi mais sério, onde a cobertura total da casa foi arrancada. A nossa redação recebeu vários registros dos leitores que não esconderam a preocupação em a ventania ficar ainda mais forte e causar estragos mais fortes ainda.
O local teve que ser interditado, pois oferecia riscos à população (Foto: Leitor Brumado Urgente)
No final da Av. Exupério Pinheiro Canguçu, em frente ao estádio Gilbertão postes foram afetados pela ventania e a via teve que ser interiditada já que existem riscos de acidentes no local Com isso a energia na região, assim como em outros locais da cidade teve que ser interrompida. Não houve relato de pessoas feridas, somente o susto. Confira algumas imagens da ventania: