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Quaest aponta empate entre Lula e adversários em cenário de 2º turno para 2026

  • Bahia Notícias
  • 05 Jun 2025
  • 12:45h

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O levantamento da Quaest, divulgado nesta quinta-feira (6), mostra um cenário de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao menos cinco possíveis adversários em um eventual segundo turno nas eleições presidenciais de 2026. Os dados revelam uma mudança no panorama eleitoral desde a última pesquisa, divulgada em abril, quando Lula aparecia com vantagem sobre todos os nomes testados, exceto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo a sondagem, realizada entre os dias 29 de maio e 1º de junho com 2.004 entrevistados, Lula teria 41% das intenções de voto, mesmo percentual de Bolsonaro, que está atualmente inelegível. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Além de Bolsonaro, outros quatro nomes apresentam desempenho competitivo contra o atual presidente: Tarcísio de Freitas (Republicanos): 40% contra 41% de Lula; Michelle Bolsonaro (PL): 39% contra 41% de Lula; Ratinho Jr. (PSD): 39% contra 40% de Lula; Eduardo Leite (PSD): 36% contra 40% de Lula.

Apesar de Lula manter a dianteira numérica em todos os cenários, os resultados estão dentro da margem de erro e caracterizam empate técnico. A pesquisa indica um cenário eleitoral mais acirrado do que o observado nos primeiros meses do ano e aponta o crescimento de nomes da oposição no imaginário do eleitorado.

PIB da Bahia cresce 3,2% no 1º trimestre de 2025 e supera média nacional; agropecuária e indústria se destacam

  • Bahia Notícias
  • 05 Jun 2025
  • 10:41h

Colheita de soja / Foto: Divulgação / Aiba

A economia baiana registrou crescimento de 3,2% no primeiro trimestre deste ano ante o mesmo período de 2024. O dado foi divulgado nesta quarta-feira (4) pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). Na comparação com o último trimestre de 2024, o avanço foi de 0,9%. O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no primeiro trimestre de 2015 teve crescimento de 1,4%.

Já o PIB baiano totalizou R$ 138,5 bilhões em valores correntes. Desse montante, R$ 122,2 bilhões correspondem ao Valor Adicionado (VA) — indicador que mede a contribuição dos setores produtivos —, e R$ 16,3 bilhões são relativos aos impostos arrecadados no período.

Entre os setores econômicos, a agropecuária apresentou o maior crescimento no trimestre, com alta de 9,7%. Segundo a SEI, o desempenho foi puxado principalmente pelo aumento da produção agrícola nas principais culturas colhidas no período.

A indústria teve expansão de 4,8%, resultado influenciado pelas indústrias de transformação, que cresceram 5,9%, e pela construção civil, com alta de 6,8%. Já a produção de eletricidade, água e esgoto ficou estável (0,0%), enquanto a atividade extrativa mineral recuou 0,7%, impactada pela queda na produção de petróleo e gás natural.

O setor de serviços avançou 2,1% no trimestre, com destaque para atividades imobiliárias (+2,3%), transportes (+1,5%) e administração pública (+0,2%). O comércio ficou praticamente estável, com ligeira variação positiva de 0,1%, enquanto o grupo "outros serviços" cresceu 4,9%.

“Este resultado do PIB confirma o bom resultado econômico da Bahia, que cresceu acima do Brasil e que já vinha sendo apurado pelo aumento do emprego com mais de 40 mil novas vagas formais no ano, crescimento de 8,4% do turismo no trimestre e superávit na balança comercial baiana, revelando como a atração de investimentos locais correlacionada com as políticas que permitiram mais consumo das famílias vêm trazendo resultados econômicos positivos”, afirmou Armando Castro, diretor de Estatística da SEI. 

Rui Costa confirma desejo de Lula de ir à inauguração da BYD e evita discutir eleição de 2026

  • Por Victor Hernandes / Ana Clara Pires/Bahia Notícias
  • 05 Jun 2025
  • 08:30h

Foto: Victor Hernandes / Bahia Notícias

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta semana que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou pessoalmente o desejo de participar da inauguração da fábrica da montadora chinesa BYD, na cidade de Camaçari, na Bahia. A presença do presidente no evento ainda depende de ajustes em sua agenda oficial.

"Eu falei com o presidente ontem, ele estava na França, e ele disse: ‘Olha, mande revisar a minha agenda que eu quero ir’", afirmou Rui Costa. Segundo ele, a equipe do governo está trabalhando para compatibilizar os compromissos presidenciais. “Segunda-feira, quando ele chega na segunda de noite, terça-feira, vamos despachar com ele. Terça-feira, semana que vem, o Márcio [França, ministro do Empreendedorismo] está lá na quarta e ele bate o martelo.”

A instalação da fábrica da BYD, no terreno onde antes funcionava a unidade da Ford, representa um marco na política de reindustrialização e transição energética defendida pelo governo federal. A chegada do empreendimento é vista como estratégica para o desenvolvimento econômico do estado e a geração de empregos.

Durante a mesma entrevista, Rui Costa também foi questionado sobre as articulações políticas para a eleição de 2026, especialmente a respeito da possível candidatura do senador Angelo Coronel à reeleição. Lideranças do PT e do PSD indicaram que a decisão sobre a composição da chapa majoritária poderia depender do desempenho de Lula e do ministro Rui Costa em pesquisas eleitorais.

O ministro, no entanto, evitou entrar no debate sobre 2026. "Olha, gente, eu sinceramente tenho dito a vocês: no Brasil, a eleição é sempre nos anos pares, né? 2022, 2024, agora 2026. E os anos ímpares são os anos que a gente tem que se dedicar ao trabalho", afirmou. "Então, 2025 é o ano que eu digo do trabalho, da entrega. E se a gente antecipar o debate eleitoral, ninguém trabalha nesse país. Então eu estou focado esse ano no trabalho."

Brumado: Alunos da Escola Monteiro Lobato realizam ações extraclasse em comemoração a semana do meio ambiente

  • Brumado Urgente
  • 04 Jun 2025
  • 18:47h

Foto: Divulgação

Alunos da Escola Monteiro Lobato em Brumado se reúnem em uma praça pública para conversar sobre desmatamento e desertificação.  As temáticas apresentadas fazem parte do conteúdo trabalhado em sala de aula e a culminância coincide com a semana do meio ambiente, a qual foi simbolizada com plantio de uma árvore enfatizado a importância da arborização para embelezamento, melhoria da qualidade do ar, e sombreamento dos espaços públicos.

A ação cidadã visa despertar a conscientização de todos para cuidar dos recursos naturais, evitando a prática do desflorestamento (desmatamento) que rompe com equilíbrio ambiental nos locais onde são praticados. Esse hábito, que para muitos é comum, impacta na hidrosfera, atmosfera, provoca erosão, altera o clima, intensifica o aquecimento global e outros.

Foto: Divulgação

 Foi apresentado o problema do desflorestamento que atinge outras regiões do mundo citando alguns domínios florestais como as savanas, as coníferas, taiga e subtropicais. Com foco no Brasil, demostraram preocupação com os domínios florestais brasileiros a saber: Floresta Amazônica, Mata de Araucária, e os dois hotpots brasileiros Cerrado e Mata Atlântica.

Biomas que apresentam grande variedade de espécies (biodiversidade) e estão propensos à destruição. Citando a caatinga foi apresentado a questão da desertificação, considerando um dos mais graves problemas ambientais da atualidade. Foi lembrado que o Brasil figura entre os dez países que possui áreas florestais protegidas e também entre os dez países com maior perda florestal. Daí a importância de abordar essa temática com alunos e chama-los a reflexão proposta nesta data.

Foto: Divulgação

Haddad afirma que novas medidas para substituir aumento do IOF serão anunciadas no próximo domingo

  • Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
  • 04 Jun 2025
  • 18:27h

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ao sair de almoço no Palácio da Alvorada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que provavelmente no próximo domingo (8) vai apresentar as medidas que podem ser tomadas para substituir o decreto que aumentou as alíquotas do Imposto sobre Movimentações Financeiras. Haddad participou de um almoço com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Segundo o ministro, os presidentes da Câmara e do Senado pediram um prazo para poderem conversar com líderes partidários e avaliarem a viabilidade e aceitação das novas medidas. 

Na semana passada, Hugo Motta e Alcolumbre haviam concedido um prazo de dez dias para que a equipe econômica do governo apresentasse novas medidas que substituísse o aumento do IOF. Segundo Motta, caso essas alternativas não fossem apresentadas, ele iria colocar em votação projetos de decreto legislativo para sustar o decreto do IOF. 

Em entrevista coletiva no final da manhã desta terça, o presidente Lula havia afirmado que participaria desse almoço, e que as novas medidas formuladas pelo governo seriam negociadas com Motta, Alcolumbre e os líderes. Lula não quis adiantar na entrevista quais seriam as medidas.

‘Antes de qualquer medida que a gente mande para o Congresso Nacional, nós temos que reunir aqui as pessoas que são parceiros disso, o Presidente do Senado, o Presidente da Câmara, os líderes dos partidos, são 12 líderes que têm influência nas decisões, então por que não discutir com eles?”, falou Lula. 

Na saída do Palácio da Alvorada, Fernando Haddad declarou que o decreto que elevou as alíquotas do IOF permanecerá em vigor enquanto não for aprovada outra solução para o desequilíbrio das contas públicas. 

“Eu preciso da aprovação, pelo menos, de uma parte das medidas para rever o decreto. Tenho a Lei de Responsabilidade Fiscal, o arcabouço fiscal e uma série de constrangimentos legais que me impõem uma obrigação que eu tenho que cumprir. Eu preciso garantir a sustentabilidade do arcabouço fiscal e o cumprimento das metas deste ano”, disse Haddad.

Sem querer detalhar quais novas medidas serão adotadas pelo governo, Haddad disse que a equipe econômica vai preparar gráficos que possam dar certeza aos parlamentares da necessidade do aumento da arrecadação. 

“Nós estamos bastante seguros de que elas (as novas medidas) são justas e que elas são sustentáveis, tanto do ponto de vista social quanto do ponto de vista econômico”, afirmou o ministro. 

O presidente da Câmara, Hugo Motta, também falou com a imprensa ao sair do almoço, e afirmou que o ministro Fernando Haddad apresentou um rol de medidas para substituir a arrecadação prevista com o decreto do IOF. Motta disse que agora os líderes vão se reunir para discutir essas medidas, e também para montar um plano de ação com objetivo de resolver a situação orçamentária de 2025 e dos anos sequentes.

Por fim, Motta afirmou que há uma "sintonia" entre Executivo, Câmara e Senado sobre o assunto. "O que mais me animou foi o sentimento da reunião, todos preocupados com o país", disse o presidente da Câmara.

Lula sugere que corte deveria ser em benefícios fiscais, não em Orçamento

  • Por Adriana Fernandes e Mariana Brasil | Folhapress
  • 04 Jun 2025
  • 16:24h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sugeriu nesta terça-feira (3) que o país deveria fazer um corte "na desoneração" para ajustar o Orçamento deste ano. Durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto, o presidente usou a palavra desoneração no singular, sem especificar o tipo de incentivo a que se referia.
 

Lula mencionou benefícios concedidos a empresas, com cortes de encargos como impostos e outros tributos. Ele declarou que o governo perde R$ 800 bilhões em arrecadação com benefícios fiscais.
 

Há diversos incentivos tributários no país, dentre os quais está a desoneração da folha de pagamentos para 17 setores e municípios, que foi prorrogada e tem prazo para terminar em 31 de dezembro de 2027.
 

No início da entrevista, o presidente citou a perda de arrecadação com a desoneração da folha de pagamentos, sem a compensação necessária, como causa da alta do IOF anunciada pelo ministro Fernando Haddad (Fazenda) na semana retrasada.
 

"Agora o governo fica se matando para a cortar R$ 30 bilhões do Orçamento? Esse dinheiro poderia ser retirado da desoneração, desses R$ 800 bilhões. Acontece que as pessoas acham que é um direito adquirido."
 

Nesse contexto, o presidente fez comentários sobre a qualidade de vida de uma classe a qual se referiu como "deserdada" e disse que pretendia trazer o povo para o "andar de cima", contexto em que relembrou uma conversa com o jornalista Octavio Frias de Oliveira, publisher da Folha de S.Paulo, morto em 2007.
 

"[É] o que o velho Octavio Frias chamava de 'o andar de baixo'. Ele dizia: 'Lula, você não vai chegar no andar de cima porque eles não vão deixar'. Eu cheguei, mas eu não quero sozinho ter chegado ao andar de cima, quero trazer o povo para o andar de cima, então temos que discutir com leveza, muita seriedade", afirmou.
 

Lula defendeu a revisão das desonerações ao ser questionado sobre o pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de que o governo recue imediatamente da alta do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nas chamadas operações de risco sacado. A taxação começou a valer no dia 1º de junho e sofre forte resistência do empresariado nacional.
 

Na resposta, Lula desconversou sobre o pedido e disse que iria falar com a cúpula do Congresso e lideranças dos partidos. O presidente deu a entender que não sabia do que se tratava as operações de risco sacado.
 

Nesse tipo de operação, o fornecedor antecipa o valor que tem a receber. A empresa que compra (o "sacado") assume a responsabilidade de pagar o valor ao banco no prazo combinado. O risco sacado é uma alternativa para empresas que querem facilitar o pagamento aos fornecedores e também para os fornecedores que precisam de dinheiro mais rápido.

Pedido de prisão preventiva de Zambelli tem respaldo legal, dizem especialistas

  • Por Ana Gabriela Oliveira Lima / Pâmela Zacarias | Folhapress
  • 04 Jun 2025
  • 14:19h

Foto: Lula Marques | Agência Brasil

O pedido de prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República) nesta terça-feira (3) tem respaldo legal, apontam especialistas ouvidos pela Folha.

A Procuradoria fez o pedido após a parlamentar anunciar que deixou o país e que não pretende voltar.

A deputada foi condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em maio a 10 anos de prisão e perda de mandato sob acusação de invasão ao sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). A parlamentar também sinalizou que pretende pedir licença do cargo.

Segundo especialistas ouvidos pela Folha, a ida de Zambelli ao exterior é um caso clássico que embasa a prisão preventiva. Eles afirmam que não havia nenhum impedimento legal para que ela saísse do país, uma vez que a condenação no STF não havia transitado e que não havia contra ela nenhuma medida cautelar como retenção do passaporte.

O documento da parlamentar já havia sido apreendido em 2023, durante operação da Polícia Federal autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Entretanto, foi devolvido a Zambelli depois de concluída a etapa de investigação do caso da invasão aos sistemas do CNJ.

Apesar da falta de impeditivo legal para deixar o país, a ação de Zambelli enseja o pedido de prisão preventiva. Isso porque a ação que visa dificultar a aplicação da lei penal, ou seja, que ela seja responsabilizada pelos crimes que cometeu se considerada culpada em etapa sem possibilidade de apelação, é um dos requisitos para esse tipo de prisão de acordo com o ordenamento jurídico brasileiro.

"Se não há uma ordem judicial que a impeça de sair do país, por qualquer motivo, mesmo que ela esteja respondendo a um inquérito ou a uma ação penal, ela pode sair tranquilamente. Pode sair, pode voltar, pode sair de novo. Enfim, não há impedimento legal", afirma Thiago Bottino, professor da FGV Direito.

"Por outro lado, se ela estiver respondendo a uma ação penal e o magistrado responsável entender que a saída do país tem como objetivo fugir de uma eventual responsabilização criminal, atrapalhar a instrução processual ou a investigação policial, ou até mesmo continuar praticando crimes, o juiz pode determinar seu retorno ao país ou até decretar sua prisão preventiva."

Juliana Izar Segalla, doutora em direito constitucional pela PUC-SP e professora da Universidade Estadual do Norte do Paraná, também avalia que a viagem de Zambelli deu à PGR (Procuradoria-Geral da República) fundamento legal para solicitar a preventiva.

Feito o pedido, o Judiciário pode decretar a medida e acionar a Interpol.

Caso Zambelli esteja em trânsito entre países, a polícia internacional pode retê-la e enviá-la ao Brasil. Se já estiver no país onde pretende pedir asilo, cabe ao Brasil fazer o pedido de extradição.

Nesse caso, a entrega da parlamentar vai depender das regras daquele país e do acordo que tem com o Brasil, explica Luisa Ferreira, professora da FGV Direito.

Em entrevista à CNN, a deputada disse estar nos Estados Unidos. Ela sinalizou, porém, que pretende ir para a Itália por ter passaporte e cidadania no país. "Eu tenho um passaporte italiano, pode colocar Interpol atrás de mim, eles não me tiram da Itália", disse Zambelli em entrevista à CNN.

Segundo Welington Arruda, mestre em Direito e Justiça pelo IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), o cumprimento de eventual pena no exterior dependeria de acordos bilaterais de cooperação penal e transferência de sentenciados, o que exige trâmites diplomáticos complexos.

A situação, explica o especialista, lembra em parte o caso do ex-jogador de futebol Robinho, cuja extradição foi negada para a Itália após ele se refugiar no Brasil, aproveitando-se de sua cidadania brasileira. O atleta, no entanto, cumpre pena no Brasil, pois o STJ (Superior Tribunal de Justiça) validou a condenação pela Justiça italiana.

Pesquisa PoderData revela que desaprovação do presidente Lula bateu recorde e chegou a 56%

  • Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
  • 04 Jun 2025
  • 12:10h

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A desaprovação do governo Lula subiu de 53% em março para 56% no final de maio, e a aprovação caiu de 41% para 39%. É o que mostra uma nova pesquisa PoderData divulgada nesta terça-feira (3) pelo site Poder360. 

Os novos números da aprovação do trabalho do presidente Lula mostram uma tendência ininterrupta de alta na visão negativa dos entrevistados. Há um ano, em maio de 2025, pesquisa feita pelo PoderData mostrava a desaprovação a Lula na casa de 45%, e de lá pra cá esse percentual subiu até os atuais 56%. 

Em sentido inverso, a aprovação do presidente segue em trajetória de queda no mesmo período. Na pesquisa de maio de 2024, Lula tinha aprovação de 47%, percentual que caiu para os 39% medidas neste levantamento atual. 

Na apresentação dos dados estratificados pelo PoderData, é possível perceber que a desaprovação ao trabalho do presidente Lula vem subindo de forma consistente em todas as faixas etárias. 

Na faixa de 16 a 24 anos, a desaprovação subiu de 44% em janeiro deste ano para 49% agora em maio; na faixa de 25 a 44 anos, foi de 55% a 58% no mesmo período; entre as pessoas de 45 a 59 anos, foi de 54% a 60%, o maior percentual entre todas as faixas; por fim, na de 60 anos ou mais, passou de 47% em janeiro para 50% agora em maio. 

Já no recorte por regiões, o Nordeste segue como sendo o lugar com maior aprovação ao presidente Lula, mas também nessa região há mais pessoas desaprovando do que aprovando o líder petista. A desaprovação chegou a 49% no Nordeste, enquanto a aprovação foi de 47%. 

Nas outras regiões, o quadro é o seguinte:

Sudeste - aprovação 38%; desaprovação - 55%
Sul - aprovação 29%; desaprovação 65%
Centro-Oeste - aprovação 34%, desaprovação - 63%
Norte - aprovação 38%; desaprovação 58%. 

Em relação ao sexo dos entrevistados, os homens desaprovam mais o trabalho do presidente do que as mulheres. A desaprovação está em 62% entre os homens, e 50% entre as mulheres, e a aprovação ficou em 32% entre os homens, e 44% entre as mulheres.

Onde também cresceu a desaprovação da atuação de Lula como presidente foi entre os entrevistados que se declaram católicos. Nesse grupo, pela primeira vez nas pesquisas PoderData a desaprovação (48%) superou a aprovação (45%). 

Já entre os entrevistados que afirmam ser evangélicos, a desaprovação ao líder petista atingiu o seu maior patamar. A desaprovação subiu de 69% na pesquisa de março para 70% agora em maio, e a aprovação caiu de 26% para 25% no mesmo período.

A pesquisa PoderData foi realizada de 31 de maio a 2 de junho de 2025. Foram entrevistadas 2.500 pessoas com 16 anos de idade ou mais em 218 municípios nas 27 unidades da Federação. Foi aplicada uma ponderação paramétrica para compensar desproporcionalidades nas variáveis de sexo, idade, grau de instrução, região e renda. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O intervalo de confiança do estudo é de 95%.

Lula faz declaração sobre a taxa Selic e diz que vai reduzir "logo, logo"

  • Bahia Notícias
  • 04 Jun 2025
  • 10:05h

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula Silva (PT) disse, nesta terça-feira (3), que o Banco Central vai baixar a taxa básica de juros "logo, logo". Em entrevista coletiva, o presidente disse que o BC tomara a decisão correta.

 

“Estamos conscientes de que a inflação está controlada, começou a cair o preço dos alimentos e logo, logo, o Banco Central vai tomar uma atitude correta de começar a baixar os juros. Estão muito altos”, disse ele. 

 

As declarações feitas pelo petista vão de encontro com as que foram dadas por Gabriel Galípolo de que baixar a Selic não se encontra "nos debates do Comitê de Política Monetária. 


O banco Central elevou a taxa Selic para 14,75% ao ano, o maior nível desde 2006. 

EUA dobram tarifas sobre aço e alumínio para 50%; Brasil será afetado

  • Por Diego Alejandro | Folhapress
  • 04 Jun 2025
  • 08:08h

Foto: Divulgação / The White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (3) decreto que dobra as tarifas de importação sobre aço e alumínio, elevando-as de 25% para 50%. A medida entra em vigor à 0h01 (horário de Brasília) desta quarta-feira (4) e afetará as exportações brasileiras, segundo maior fornecedor dos metais ao mercado americano.
 

Segundo a Casa Branca, a decisão foi tomada após análises que indicaram que as tarifas anteriores não foram suficientes para conter a entrada de produtos estrangeiros a preços baixos, o que compromete a competitividade das siderúrgicas e metalúrgicas dos EUA.
 

O governo alega que o aumento das tarifas, já aumentado em março para 25%, é necessário para garantir a saúde dessas empresas e atender às necessidades de defesa nacional.
 

A medida vale para todos os países exportadores desses metais para os EUA, com exceção do Reino Unido, que mantém a tarifa em 25% devido a um acordo bilateral firmado em maio.
 

O Brasil, portanto, está sujeito à nova tarifa de 50%, o que pode impactar as exportações brasileiras, especialmente de aço semiacabado, um dos principais produtos enviados aos EUA.
 

Segundo dados do governo americano, no ano passado o Canadá foi o maior fornecedor de aço, em volume, para os americanos, com 20,9% do total, seguido pelo Brasil (16%, com 3,88 milhões de toneladas, e o país com maior crescimento em relação às exportações de 2023) e o México (11,1%).
 

Quanto a valor, o Brasil ficou só atrás do México: recebeu US$ 2,66 bilhões, ante US$ 2,79 bilhões dos mexicanos e US$ 5,89 bilhões dos canadenses. Em janeiro, o Brasil foi o maior exportador do mês em volume (499 mil toneladas), ultrapassando o Canadá (495 mil toneladas).

Lula vai à França em visita de Estado para reforçar laços bilaterais e firmar declaração climática

  • Bahia Notícias
  • 03 Jun 2025
  • 17:12h

Foto: Fabio Charles Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca para a França entre os dias 4 e 9 de junho, para cumprir uma visita de Estado, a primeira realizada por um chefe de governo brasileiro em 13 anos.

A última foi em 2012, durante o governo Dilma Rousseff. A agenda é considerada estratégica para o fortalecimento das relações entre os dois países e deverá culminar na assinatura de 20 acordos bilaterais, com destaque para uma declaração conjunta sobre mudanças climáticas.

De acordo com o Itamaraty, entre os compromissos firmados com o presidente francês Emmanuel Macron, estão parcerias nas áreas de vacinas, segurança pública, educação, ciência e tecnologia. Também deverá ser anunciado um corredor marítimo descarbonizado e novos investimentos entre os países, cuja corrente comercial chegou a US$ 9,1 bilhões em 2024, representando alta de 8% em relação ao ano anterior. A França é o terceiro maior investidor estrangeiro no Brasil, com um estoque superior a US$ 66,3 bilhões.

Além da cúpula bilateral, Lula será homenageado pela Academia Francesa, distinção histórica que até hoje só havia sido concedida a Dom Pedro II, em 1872. Ele também receberá o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Paris 8 e visitará a exposição do Ano do Brasil na França, no Grand Palais.

Durante a viagem, o presidente participará ainda do Fórum Econômico Brasil-França, de uma cerimônia oficial no Hotel des Invalides e da assinatura da certificação sanitária internacional que reconhece o Brasil como livre da febre aftosa sem vacinação, reforçando o status sanitário do país no comércio global de carnes.

A programação inclui uma visita à cidade de Toulon, onde Lula e Macron devem retomar o diálogo sobre o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (ProSub), iniciativa estratégica de defesa que envolve a cooperação militar entre Brasil e França.

Rui Costa acusa Temer de "distorção de fatos" após falar de "falta de projeto" do governo Lula

  • Bahia Notícias
  • 03 Jun 2025
  • 15:09h

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, declarou, nesta segunda-feira (2), que ficou "sem acreditar na capacidade de distorção dos fatos" após falas do ex-presidente Michel Temer (MDB) sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) expor a "falta de projeto" do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita no X, antigo Twitter. 

 

“Li a declaração do Michel Temer sobre o governo do presidente Lula e fiquei sem acreditar na capacidade de distorção dos fatos. O governo Lula vem transformando a realidade do Brasil, que encontrou literalmente de gavetas vazias e sem projetos estruturantes para o país”, escreveu o ex-governador da Bahia.

Confira a postagem de Rui Costa:

Foto: Reprodução/Redes sociais

O ex-presidente Michel Temer (MDB) declarou, na última sexta-feira (30), que o governo Lula tem uma falta de projeto e que o IOF. As informações são do site Poder 360. 

 

“É a tal história de falta de projeto, né? No meu governo, foi um governo de 2 anos e meio, mas eu tinha um programa que era a Ponte Para o Futuro. Tudo o que fizemos estava na Ponte Para o Futuro.  Por isso que eu acho que deu razoavelmente certo”, disse ele após participação no Fórum Lide COP30, em Bonito, Mato Grosso do Sul.

Petrobras reduz em 5,6% o preço da gasolina nas refinarias

  • Por Nicola Pamplona | Folhapress
  • 03 Jun 2025
  • 13:20h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (2) corte de 5,6%, ou R$ 0,17 por litro, no preço da gasolina vendida por suas refinarias. O novo valor, de R$ 2,85 por litro, passa a vigorar nesta terça (3).
 

Foi o primeiro corte no preço do combustível desde julho de 2024. Considerando que a mistura vendida nos postos tem 27% de etanol, a estatal espera um repasse ao consumidor final de R$ 0,12 por litro.
 

"Com o reajuste anunciado, a Petrobras reduziu, desde dezembro de 2022, os preços da gasolina para as distribuidoras em R$ 0,22 por litro, uma redução de 7,3%. Considerando a inflação do período, esta redução é de R$ 0,60 por litro ou 17,5%", afirmou a empresa, em nota.
 

A redução do preço da gasolina tem grande impacto na inflação, já que o combustível é o produto com maior peso no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), referência para a definição da política monetária do país.
 

Segundo o economista André Braz, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), caso o repasse estimado pela Petrobras for atingido, a queda da gasolina terá um impacto negativo de 0,10 ponto percentual no IPCA.
 

"Considerando que a inflação de junho poderá ficar próxima 0,30% esse reajuste encolheria a inflação que inicia o mês pressionada pelo aumento da conta de luz pressionada pela prática da bandeira vermelha", afirmou ele.
 

O corte era esperado pelo mercado, diante da queda das cotações internacionais do petróleo, principalmente após o início da guerra tarifária do presidente dos Estados Unidos Donald Trump e de aumento da produção por países da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).
 

Nesta segunda, por exemplo, o preço médio da gasolina nas refinarias da Petrobras estava R$ 0,08 por litro acima da paridade de importação medida pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).
 

A estatal, porém, vinha afirmando que aguardava a estabilização dos preços às vésperas do verão no Hemisfério Norte, quando o mercado de gasolina fica mais aquecido, pressionando as cotações internacionais.
 

Em 2024, a Petrobras já promoveu quatro reajustes no preço do diesel, um aumento no início do ano e depois três cortes. Na abertura do mercado desta segunda, o preço do combustível nas refinarias da Petrobras estava R$ 0,04 por litro acima das cotações internacionais.

Gilmar diz que julgamento no STF pode ser esboço de regulação das redes sociais

  • Por André Fontenelle | Folhapress
  • 03 Jun 2025
  • 11:20h

Foto: Fellipe Sampaio / SCO / STF

Em evento nesta segunda-feira (2) em Paris, o ministro Gilmar Mendes, do STF, afirmou que o julgamento sobre o Marco Civil da internet que será retomado nesta quarta-feira (4) no tribunal, "pode significar, pelo menos, um esboço de regulação da mídia social".
 

A fala ocorreu no Seminário Franco-Brasileiro de Rádio e Televisão, organizado pela Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) na embaixada do Brasil na França.
 

Na pauta do STF está a retomada da análise de recursos contra normas do Marco Civil. Em questão estão a responsabilidade civil das plataformas digitais por conteúdos de terceiros e a obrigação de remover conteúdos ofensivos ou de ódio sem ordem judicial prévia.
 

No discurso, Gilmar afirmou que o debate sobre o tema no Brasil está em "um momento de inflexão histórica" que exige "uma revisão fundamental de nossas premissas conceituais e marcos regulatórios".
 

Ele chegou a afirmar que a manutenção do status quo perpetua "um regime de irresponsabilidade" que permite às plataformas "exercerem poder quase que soberano sobre o discurso público sem qualquer supervisão democrática".
 

Em diversos momentos, indicou um cenário favorável a algum tipo de regulação das plataformas.
 

Segundo ele, o direito à liberdade de expressão "tem sido paradoxalmente invocado não para proteger posições individuais, mas para erguer um escudo protetivo dos modelos de negócios de empresas em contrapartida às frentes regulatórias".
 

O Marco Civil da internet é uma lei de 2014 que estabelece direitos e deveres para o uso da internet no país. À época, o artigo 19 foi aprovado sob o argumento de assegurar a liberdade de expressão. O objetivo era evitar que as redes removessem conteúdos em excesso por medo de serem responsabilizadas.
 

O ministro do STF expôs razões pelas quais, para ele, "regular as redes sociais não é tolher ou, de qualquer forma, mitigar o direito fundamental à liberdade de expressão".
 

Um desses argumentos seria que "as plataformas digitais não são meros condutores de informação, mas um verdadeiro ou verdadeiros reguladores do discurso online".
 

Outro seria a "desagregação política no discurso online". "Essa desagregação não é um efeito colateral da atuação das plataformas, mas sim um elemento crítico" do modelo de negócio das empresas do setor, segundo ele.
 

"É legítimo afirmar que boa parte do sistema de moderação de conteúdo online no Brasil já está concentrado no exercício de estratégias de autorregulação por parte das plataformas. A suficiência da autorregulação suscita, porém, controvérsias diante da veiculação e impulsionamento massivo de conteúdos de terceiros potencialmente ilícitos", afirmou Gilmar.
 

"Todos esses fatores levam a crer que, embora o artigo 19 tenha sido de inegável importância para a construção de uma internet plural e aberta no Brasil, hoje o dispositivo parece que se mostra ultrapassado", concluiu o ministro.

Familiares e apoiadores organizam manifestação para receber MC Poze após prisão

  • Por Cristiana Camargo | Folhapress
  • 03 Jun 2025
  • 09:50h

Foto: Reprodução/Polícia Civil do Rio de Janeiro

Amigos e familiares do MC Poze do Rodo, preso desde a última quinta-feira (29) no presídio de Bangu 3, no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro, organizam uma manifestação para receber o cantor, que será solto nesta terça-feira (3), por determinação da Justiça.
 

A influenciadora Vivi Noronha, mulher do cantor e mãe de três dos cinco filhos dele, pediu nas redes sociais que os apoiadores do artista compareçam às 13h nos arredores do presídio e levem um quilo de alimento não perecível para ser doado a famílias que precisam de ajuda.
 

"Foram quatro dias gritando", disse Vivi em vídeo divulgado após a decisão do Tribunal de Justiça do Rio que concedeu habeas corpus ao cantor, preso sob suspeita de apologia do crime e envolvimento com o CV (Comando Vermelho). "Graças a Deus vencemos", ela completou.
 

A decisão que revogou a prisão temporária, assinada pelo desembargador Peterson Barroso Simão, foi comemorada por apoiadores de MC Poze —nome artístico de Marlon Brendon Coelho Couto da Silva— com gritos e bebidas jogadas para cima.
 

Dois dos amigos cruzaram de joelhos uma quadra esportiva, para pagar promessa feita pela soltura do cantor.
 

"É isso que o estado teme. O perigo da cultura que Poze propaga é esse aqui, identidade de classe hackeando a alienação da força do trabalho", disse a deputada estadual Dani Monteiro (PSOL-RJ) ao comentar vídeo de um grupo festejando a decisão judicial.
 

O desembargador considerou a prisão, realizada pela Polícia Civil do Rio, uma medida desnecessária no atual estágio das investigações.
 

Na decisão, o magistrado avaliou que os elementos de prova mais relevantes para a apuração dos fatos já foram reunidos e determinou a libertação do artista mediante o cumprimento de medidas cautelares.
 

Em trecho da decisão, Simão fez duras críticas à forma da prisão do artista. "Há indícios que comprometem o procedimento regular da polícia. Pelo pouco que se sabe, o paciente teria sido algemado e tratado de forma desproporcional, com ampla exposição midiática, fato a ser apurado posteriormente", escreveu.
 

Outro parlamentar do PSOL-RJ, o pastor Henrique Vieira, também comentou de forma positiva a decisão de soltar o artista.
 

"A liberdade de MC Poze é também símbolo de luta contra a seletividade penal e o racismo estrutural", disse. "Preto, favelado e artista —sua existência incomoda um sistema que criminaliza a periferia".
 

A prisão gerou debates sobre a criminalização do funk e a relação entre cultura e crime. Políticos e figuras públicas se pronunciaram, destacando a necessidade de diferenciar a expressão artística da apologia do crime.
 

Segundo a Polícia Civil, a investigação apontou que Poze faz shows exclusivamente em áreas dominadas pelo Comando Vermelho, e que as apresentações têm a presença de traficantes armados. Disse ainda que o repertório das músicas faz apologia ao tráfico e incita confrontos entre facções rivais.
 

O advogado de Poze, Fernando Henrique Cardoso, afirmou que "essa é uma narrativa antiga e já debatida".
 

Poze foi preso em casa, num condomínio no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio. Agentes usaram algemas e conduziram o cantor durante parte do trajeto sem camisa e descalço.