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- Por André Fontenelle / Folhapress
- 09 Jun 2025
- 12:26h
Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cancelou a participação em um jantar de gala neste domingo (8) em Nice e antecipou sua agenda da segunda-feira (9), em Lyon, sem explicar oficialmente o motivo. Uma fonte do governo ouvida pela Folha de S.Paulo atribuiu as mudanças ao possível cansaço pela agenda cheia na visita à França, que começou na quarta-feira (4).
Lula deveria participar de um jantar de gala no hotel Le Negresco, onde está hospedado, a partir das 20h30 locais (15h30 de Brasília). O encontro foi oferecido pelos organizadores da 3ª Conferência das Nações Unidas sobre o Oceano (UNOC3). A conferência é promovida conjuntamente pelos governos da França e da Costa Rica. O Negresco é um dos hotéis mais tradicionais de Nice.
No entanto, a presença de Lula no jantar, que havia sido confirmada pelo governo brasileiro em reunião de informações à imprensa na sexta-feira (6), não apareceu na agenda oficial do presidente divulgada na manhã deste domingo.
Nesta segunda, o presidente tem duas agendas previstas: participação na UNOC3, a partir das 9h30 locais (4h30 em Brasília), e visita à sede da Interpol, organização internacional de polícias, em Lyon. A visita é uma cortesia ao recém-empossado secretário-geral da entidade, o delegado da Polícia Federal brasileira Valdecy Urquiza.
O horário da visita à Interpol, no entanto, sofreu duas mudanças sucessivas. Ela estava anunciada inicialmente para as 13h30 locais (8h30 em Brasília). Depois passou para 12h20 (7h20 em Brasília) e 11h35 (6h35 em Brasília).
Estar às 11h35 na sede da Interpol em Lyon, porém, praticamente inviabiliza a presença do presidente na sessão plenária da UNOC3, em Nice, já que só o deslocamento entre uma cidade e outra, de avião, leva uma hora.
Neste domingo, Lula participou da sessão de encerramento do Fórum de Economia e Finanças Azuis, em Mônaco, juntamente com o príncipe Albert 2º, de Mônaco; os presidentes da França, Emmanuel Macron, e da Costa Rica, Rodrigo Chaves; e o príncipe William, herdeiro do trono britânico. Lula leu seu discurso na sessão, sem fazer improviso, teve reuniões bilaterais reservadas e saiu sem falar com a imprensa.
O objetivo anunciado do encontro é buscar financiamento para tornar mais sustentáveis atividades como a pesca e o transporte marítimo. "Na presidência brasileira do G20, fizemos do oceano nossa prioridade", afirmou o presidente. "Não falta dinheiro. O que falta é disposição e compromisso político para financiar [uma exploração sustentável dos recursos marinhos]."
À tarde, Lula almoçou no Negresco com o português António Costa, presidente do Conselho Europeu, e tinha um encontro previsto com o presidente do Benin, Patrice Talon.
- Bahia Notícias
- 09 Jun 2025
- 10:24h
Foto: Marcos Corrêa/PR
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, voltou a declarar neste sábado (7) que o partido está pronto para apoiar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em uma possível candidatura ao Palácio do Planalto em 2026. A afirmação foi feita durante um evento realizado pelo grupo Esfera Brasil, no Guarujá (SP).
"Todos sabem que Tarcísio é candidato à reeleição. Se não fosse, teria o apoio do PSD para a Presidência da República", disse Kassab, que atualmente ocupa o cargo de secretário de Governo e Relações Institucionais da gestão paulista.
A sinalização de apoio ao governador não é inédita. Em abril, Kassab já havia destacado que Tarcísio é o nome preferencial da legenda para disputar o comando do Executivo federal. Na ocasião, chegou a afirmar que, caso ele entre na corrida presidencial, a centro-direita não deve lançar outro nome.
Apesar da preferência por Tarcísio, Kassab mencionou que o PSD mantém outras opções caso o governador decida disputar a reeleição em São Paulo. Entre os cotados, estão os governadores Ratinho Junior (Paraná), que já atua como pré-candidato, e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), citado como alternativa mais recente dentro da legenda.
- Bahia Notícias
- 09 Jun 2025
- 08:22h
Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerra nesta segunda-feira (9) sua agenda oficial na França com participação na 3ª Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos (UNOC 3) e uma visita institucional à sede da Interpol.
O primeiro compromisso do dia será na cidade de Nice, onde Lula discursará na abertura da UNOC 3. O evento, organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), reúne líderes de diversos países para discutir a preservação dos oceanos e políticas ambientais globais.
Na sequência, o presidente segue para Lyon, onde visitará a sede da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). A ida à instituição tem caráter diplomático e está relacionada ao comando atual da entidade, exercido pelo delegado da Polícia Federal Valdecy Urquiza, o primeiro brasileiro a ocupar o cargo de secretário-geral da Interpol.
A visita ocorre poucos dias após a inclusão da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) na lista de difusão vermelha da organização, medida que possibilita a cooperação internacional em casos de busca e captura.
As informações são do Metrópoles.
- Bahia Notícias
- 07 Jun 2025
- 13:02h
Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil
O Ministério da Educação anunciou, neste sábado (7), a prorrogação das inscrições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025. Inicialmente programadas para encerrar na sexta-feira, dia 6 de junho, as inscrições agora podem ser feitas até o dia 13 de junho.
Segundo informações da Agência Brasil, o pagamento da taxa de inscrição pode ser feito até o dia 18 de junho. Já os pedidos de tratamento por nome social e solicitações de atendimento especializado devem ser feitos até o dia 13 de junho, mesma data em que se encerram as inscrições.
Inscrições
Os participantes que tiveram os pedidos de isenção da taxa de inscrição e as justificativas de ausência em 2024 aprovados pelo Inep precisam se inscrever no exame.
Os estudantes do 3º ano do ensino médio em escola pública, mesmo com a inscrição pré-preenchida automaticamente, precisam atualizar os dados solicitados e confirmar a inscrição para garantir a participação nesta edição. Esses candidatos não pagarão a taxa de inscrição. A medida pretende estimular a participação desse público no Enem e facilitar o processo de inscrição. As informações são da Agência Brasil.
- Por André Fontenelle | Folhapress
- 07 Jun 2025
- 11:04h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Batendo com o dedo médio da mão direita no púlpito, o presidente Lula (PT) afirmou que "a extrema-direita não ganhará as eleições no Brasil" no ano que vem, em entrevista à imprensa neste sábado (7), em Paris.
"Estou te dizendo, olhando bem nos seus olhos", disse, em resposta a uma pergunta da Folha de S.Paulo. "A extrema-direita não voltará a governar esse país, sobretudo com discurso negacionista, mentiroso, muitas vezes até canalha."
Lula foi questionado sobre a estratégia do governo para as eleições, diante do projeto anunciado da oposição de conquistar o Senado, que será renovado em dois terços, para impor pautas conservadoras --e especificamente se o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, poderia deixar o governo para se candidatar a governador ou senador por São Paulo.
"Você acha que eu seria louco de responder isso agora?", reagiu Lula, sorridente. Em seguida, afirmou que só cuidará do tema no próprio ano eleitoral.
"Quando chegar o ano que vem, eu vou começar a discutir candidaturas. Eu não sei quem é melhor em que lugar. Nós temos que fazer o mapeamento do Brasil, ver a realidade. Eles querem eleger senadores, governadores, deputados federais, eu também quero. É um direito que todos queiram eleger. Quando chegar o momento exato, a gente vai escolher as opções", concluiu.
Repetindo o que já vem dizendo em outras ocasiões, Lula alertou para o risco de uma campanha da oposição alimentada por notícias falsas. "Não vai ser inteligência artificial ou fake news que vai fazer alguém ganhar a eleição. Sem respeitar as pessoas, os movimentos sociais, as mulheres, os negros, os indígenas, [a oposição] não vai ganhar as eleições."
Sobre as negociações de alternativas para o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), Lula reiterou que "está tudo acertado" desde a reunião do último dia 30 no Palácio do Alvorada, com o ministro Haddad e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). "Vai acontecer exatamente aquilo que nós acertamos. Sem briga, sem conflito. Apenas fazendo aquilo que tem que ser feito", disse Lula.
- Por Ana Pompeu | Folhapress
- 07 Jun 2025
- 10:06h
Foto: José Cruz / Agência Senado
O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), anulou todos os atos da Operação Lava Jato e do então titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sergio Moro, contra o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo por ausência de justa causa.
Na decisão desta sexta-feira (6), o relator estendeu os efeitos de outra declaração de nulidade da operação contra Guilherme de Salles Gonçalves, advogado alvo de duas ações da Polícia Federal em investigações decorrentes da Lava Jato e corréu de Bernardo em ações penais.
"Cuidava-se, no caso, de varias fases da 'Operação Pixuleco' - decorrente da Lava Jato -, tendo sido reconhecida a existencia de conluio entre o ex-juiz Sergio Moro e integrantes do Ministerio Publico a partir de circunstancia objetiva envolvendo o previo acerto entre acusacao e magistrado para deflagracao de operacoes policiais que tinham como alvos o ora requerente, bem como Guilherme de Salles Goncalves", diz o relator.
Assim, o ministro entendeu serem idênticas as situações jurídicas em relação aos dois, como afirmava a defesa.
"Diante de tal quadro de absoluta anomalia institucional, em que Ministerio Publico e Judiciario atuavam em conluio em desfavor de alvos previamente escolhidos, a decisao deste e. STF deixa claro que o procedimento em desfavor do peticionario e fundamentado em medidas que desbordam, em muito, dos limites do devido processo legal", disseram os advogados do ex-ministro no pedido.
Em junho do ano passado, o ministro já havia anulado as provas contra Paulo Bernardo que tinham como base o acordo de leniência da Odebrecht. O material dava suporte à ação penal em curso na 22ª Vara Federal Criminal de Porto Alegre (RS).
Paulo Bernardo comandou ministérios nos governos Dilma Rousseff e Lula e respondeu pelas acusações de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção no âmbito da Custo Brasil, que foi um desdobramento da Pixuleco 2, a 18ª fase da Lava Jato.
Em Curitiba, quando era Pixuleco 2, e depois, como Custo Brasil, a operação contra Bernardo sempre teve dificuldades em avançar.
Em setembro de 2015, um mês após a Pixuleco 2 ser deflagrada, o STF decidiu retirar parte do processo de Moro e o dividiu entre o ministro Dias Toffoli (para pessoas com foro no Supremo) e a Justiça Federal de São Paulo.
- Por Leonardo Vieceli | Folhapress
- 07 Jun 2025
- 08:28h
Foto: Divulgação
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ainda aguarda a liberação de orçamento para conseguir iniciar até o final deste ano os testes do Censo Agropecuário, disse nesta sexta-feira (6) o diretor de pesquisas da instituição, Gustavo Junger.
O cronograma do levantamento vive impasse com a falta de verba. A previsão do IBGE é fazer a coleta das informações definitivas em 2026, após os testes e outras etapas preparatórias neste ano.
"O orçamento do Censo Agropecuário precisa ser debatido no âmbito ministerial, para liberação. Se a gente tiver condições, a ideia é começar os testes este ano, em novembro", afirmou Junger em entrevista no Rio de Janeiro, após a divulgação de dados de religião do Censo Demográfico 2022.
"É nossa intenção. Agora, a gente precisa ter o orçamento, que, de fato, a gente ainda não tem", acrescentou.
Conforme o diretor, o IBGE solicitou ao governo federal R$ 700 milhões para iniciar os trabalhos do Censo Agropecuário. Ainda não há confirmação de quantos recursos serão disponibilizados para 2025.
"A gente está aguardando, mas segue com todos os outros trabalhos de desenvolvimento de sistema, de aplicativo de coleta, preparação para treinamento", disse.
"Tem hoje uma discussão na casa sobre o modelo de treinamento que a gente vai usar, definição de questionário, toda essa parte independe de definição de orçamento. Essa parte toda segue o trabalho normalmente", acrescentou.
Em meio ao impasse sobre a verba, a direção do IBGE também trabalha para substituir o servidor Octávio Costa de Oliveira do cargo de coordenador de estatísticas agropecuárias. A troca abriu uma nova frente da crise entre funcionários e a gestão do presidente Marcio Pochmann.
Oliveira já foi comunicado da sua exoneração, mas a saída do cargo ainda não foi formalizada, dependendo de trâmites burocráticos.
A Folha de S.Paulo apurou que divergências em relação ao cronograma do Censo Agropecuário pesaram na decisão. Entre técnicos da instituição, a avaliação é a de que os preparativos estão atrasados. Assim, realizar a coleta no próximo ano não seria a opção mais adequada.
A ideia de transferir o levantamento para 2027, contudo, enfrenta resistência no comando do instituto. O atrito resultou na exoneração de Oliveira, nome conhecido nos corredores do IBGE.
A edição mais recente do Censo Agropecuário é relativa a 2017. À época, o instituto contabilizou 5,1 milhões de estabelecimentos agropecuários no país.
- Por Folhapress
- 06 Jun 2025
- 16:17h
Foto: Tony Winston / Agência Brasil
A influenza A segue em alta no Brasil desde abril, segundo a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). O Boletim InfoGripe divulgado nesta quinta-feira (5) indica que infecções por este vírus e pelo VSR (vírus sincicial respiratório) têm impulsionado o aumento de casos de Srag (Síndrome Respiratória Aguda Grave).
A mortalidade por Srag foi semelhante entre crianças e idosos nas últimas oito semanas. Na população idosa, os óbitos estão mais associados à influenza A. Nas crianças, também predomina a incidência e a mortalidade pelo rinovírus e VSR. Os dados são referentes ao período de 25 a 31 de maio.
Segundo o boletim, o número de estados em nível de alerta para Srag subiu para 25. Além de São Paulo, também estão na lista Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.
A pesar da alta de ocorrências de Srag em crianças na maior parte do país, a Friocruz afirma que já é possível verificar sinais ou manutenção de interrupção desse aumento em alguns estados das regiões Centro-Sul e Norte, além do Ceará.
No boletim Infogripe divulgado em 10 de abril, já era apontado os primeiros indícios de crescimento de Srag por influenza, principalmente no Mato Grosso do Sul.
De acordo com a Fiocruz, já foram notificados 83.928 casos de Srag no Brasil em 2025, sendo 41.455 (49,4%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 29.563 (35,2%) negativos, e ao menos 7.334 (8,7%) aguardamresultado laboratorial. Entre os casos positivos, 22,7% de influenza A, 1,2% de influenza B, 45% de VSR, 22,8% de rinovírus, e 11,1% de Covid-19.
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 38,9% de influenza A, 0,9% de influenza B, 47,3% de VSR, 15,9% de rinovírus, e 1,7% de Covid-19. Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 73,4% de influenza A, 1,3% de influenza B, 12,8% de VSR, 10,4% de rinovírus, e 5,1% de covid.
Vacina da gripe atingiu só 30% do grupo prioritário em SP
Apenas três em cada dez pessoas dos grupos de risco para a gripe -idosos, gestantes e crianças de seis meses a menores de seis anos- tomaram a vacina contra o vírus influenza na cidade de São Paulo. A cobertura está em 36,25%. A meta para esse público é de 90%, segundo a Secretaria Municipal da Saúde.
Em fevereiro deste ano, o Ministério da Saúde havia anunciado que a partir de março o imunizante integraria o Calendário Nacional de Vacinação e estaria disponível no país durante todo o ano para os três grupos.
Na população com mais de 60 anos, foram aplicadas 797.394 (38,01%) doses; crianças de seis meses a menores de seis anos receberam 233.610 doses (32%); e nas gestantes, foram dadas 29.157 doses (30,20%).
- Por Gabriel Lopes/Bahia Notícias
- 06 Jun 2025
- 14:12h
Imagem meramente ilustrativa | Foto: Divulgação / Oldendorff
Na Semana do Meio Ambiente, dados obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) junto ao Comando da Marinha do Brasil revelam que a Bahia foi palco de, pelo menos, dois episódios de poluição causados por embarcações nos últimos anos. Os registros integram a planilha elaborada com base na Norma da Autoridade Marítima para Prevenção da Poluição por Embarcações e Plataformas (Norman-401), e referem-se ao período de 2019 a 2024.
O primeiro incidente, datado de 21 de março de 2021, envolveu a embarcação Iberian Bulker, de bandeira das Ilhas Marshall. O vazamento ocorreu próximo à Baía de Todos-os-Santos, com um derramamento estimado em 50 litros de óleo do tipo VLSFO (óleo combustível com baixo teor de enxofre).
O responsável identificado foi a empresa Oldendorff Carriers GmbH & Co., que recebeu auto de infração nº 281P2023004137. A infração foi encerrada após o pagamento de multa no valor de R$ 14.062,50. Segundo a Marinha, o impacto ambiental foi classificado como nível 1, o mais brando da escala.
Já o segundo caso ocorreu em 19 de novembro de 2023, com a embarcação Torm Voyager, de bandeira da Dinamarca. O incidente, registrado na costa do extremo sul da Bahia, envolveu o vazamento de aproximadamente 6,3 metros cúbicos de xileno, uma substância altamente tóxica.
Foto:Bahia Notícia
O infrator foi identificado como Torm Shipping India Pvt. Ltd., e o impacto ambiental foi classificado como nível 4, correspondente à categoria “grave” na escala usada pela Marinha. Neste caso, o auto de infração nº 293P2025000794 segue com o processo aguardando andamento no sistema Sisauto, e a multa ainda não foi fixada.
As causas dos vazamentos foram categorizadas pela autoridade marítima: no caso do Iberian Bulker, a origem foi registrada como "abastecimento (bunkering) / transferência de óleo / resíduo (código 8)", enquanto o caso do Torm Voyager foi atribuído a “carregamento / descarregando (código 1)".
Os dados fazem parte de uma base nacional estruturada por distritos navais, com nove planilhas organizadas segundo as jurisdições regionais da Marinha. A Bahia está sob responsabilidade do 2º Distrito Naval, cuja sede está localizada em Salvador.
O sistema Sisauto é a ferramenta institucional de Auto de Infração que acompanha e gerencia as infrações aplicadas.
As informações foram encaminhadas para a Fiquem Sabendo, organização especializada em transparência públicas, em 16 de maio de 2025. A divulgação ocorre em meio a discussões sobre o fortalecimento de políticas públicas voltadas à preservação ambiental nas zonas costeiras brasileiras.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 06 Jun 2025
- 12:09h
Foto: Reprodução Redes Sociais
Apresentada desde o início do ano como uma das saídas para melhorar a gestão federal nesta reta final do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a reforma ministerial empacou nas últimas semanas, e poucas trocas aconteceram nos últimos meses no primeiro escalão do governo. Para complicar a situação, faltam apenas dez meses para a desincompatibilização dos ministros que desejam disputar as eleições de 2026, o que dificulta a atração de nomes para ingressar na Esplanada dos Ministérios.
Além de não conseguir efetuar medidas com que contava para melhorar a relação com os partidos que dão sustentação ao governo no Congresso Nacional, o presidente Lula deve enfrentar, no ano que vem, uma saída em massa de ministros que vão disputar algum cargo nas eleições de outubro.
Há uma perspectiva de que mais de 20 ministros dos atuais 38 se desincompatibilizem para disputar algum cargo nas próximas eleições. E diante do impacto que será para o governo essa saída em massa de ministros, há a perspectiva de que o presidente Lula faça novas mudanças optando por nomes que permaneçam no governo até o final de 2026.
Um desses nomes seria o do deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP), cotado para entrar na Secretaria-Geral da Presidência no lugar do atual titular, Márcio Macêdo. Boulos já deu declarações de que, se ingressar no governo, não pretende disputar as eleições.
Entre os atuais ministros, há a avaliação que não sairão de seus postos para disputar as eleições os seguintes nomes:
Camilo Santana (Educação), Wolney Queiroz (Previdência Social), Márcia Lopes (Mulheres), Esther Dweck (Gestão e Inovação), General Amaro (Gabinete de Segurança Institucional), Jorge Messias (Advocacia Geral da União), José Múcio (Defesa), Frederico Siqueira Filho (Comunicações), Sidônio Palmeira (Secom), Macaé Evaristo (Direitos Humanos), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Ricardo Lewandowski (Justiça), Vinícius de Carvalho (CGU), Marina Silva (Meio Ambiente) e Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social).
Caso os demais ocupantes de cargos de ministros confirmem suas candidaturas, todos deverão deixar seus cargos até o início de abril do próximo ano. Esse é o prazo previsto pela Justiça Eleitoral para respeitar o prazo de desincompatibilização, que exige o afastamento de ocupantes de cargos do Executivo ao menos seis meses antes do pleito.
Entre os ministros que poderiam sair do governo para se candidatar estão os seguintes nomes:
Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais); Alexandre Padilha (Saúde); Alexandre Silveira (Minas e Energia); André de Paula (Pesca e Aquicultura); André Fufuca (Esportes); Anielle Franco (Igualdade Racial); Carlos Fávaro (Agricultura); Celso Sabino (Turismo); Fernando Haddad (Fazenda); Geraldo Alckmin (Indústria e Comércio); Jader Filho (Cidades); Luciana Santos (Ciência e Tecnologia); Luiz Marinho (Trabalho); Márcio França (Empreendedorismo); Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário); Renan Filho (Transportes), Rui Costa (Casa Civil); Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos); Simone Tebet (Planejamento); Sônia Guajajara (Povos Indígenas); Waldez Góes (Integração).
Levantamento realizado pelo Bahia Notícias sobre as pesquisas eleitorais divulgadas em 25 estados (Roraima e Santa Catarina ainda não tiveram sondagens para 2026) revela que ministros do governo Lula já aparecem em boa situação em eventuais candidaturas aos governos estaduais ou ao Senado. Não há pesquisas para a Câmara dos Deputados ou assembleias legislativas.
Veja abaixo algumas das pesquisas divulgadas recentemente e como os ministros aparecem em disputas para as quais tiveram seus nomes testados pelos institutos. Em alguns estados há mais de um cenário para Senado ou governo.
Região Nordeste
Alagoas
Governo
Renan Filho (MDB) - 43,5% (Ministro dos Transportes)
JHC - 43% (PL)
(Instituto Falpe)
Bahia
Senado
Rui Costa (PT) - 43,8% (Ministro da Casa Civil)
Jaques Wagner (PT) - 34%
(Paraná Pesquisas)
Maranhão
Senado
Carlos Brandão (PSB) – 43,2%
Weverton Rocha (PDT) – 41,1%
Eliziane Gama (PSD) – 18,5%
Pedro Lucas (União Brasil) – 12,8%
André Fufuca (PP) – 12,1% (Ministro dos Esportes)
(Paraná Pesquisas)
Pernambuco
Senado
Humberto Costa (PT): 31%
Anderson Ferreira (PL): 21%
Silvio Costa Filho (Republicanos): 15% (Ministro dos Portos e Aeroportos)
(Real Time Big Data)
Região Centro-Oeste
Mato Grosso
Governo
Janaína Riva (MDB) - 21,9%
Wellington Fagundes (PL) - 19,4%
Otaviano Pivetta (Republicanos) - 16,9%
Jayme Campos (União Brasil) - 11,8%
Carlos Fávaro (PSD) - 4,3% (Ministro da Agricultura)
Senado
Mauro Mendes (União Brasil) - 60,8%
Janaína Riva (MDB) - 29,2%
Pedro Taques - 18,3%
Jayme Campos (União Brasil) - 15,1%
José Medeiros (PL) - 13%
Carlos Fávaro (PSD) - 11,2% (Ministro da Agricultura)
(Paraná Pesquisas)
Mato Grosso do Sul
Senado
Reinaldo Azambuja (PSDB) - 38,3%
Simone Tebet (MDB) - 29,2% (Ministra do Planejamento)
Região Sudeste
Minas Gerais
Senado
Romeu Zema (Novo) - 52,7%
Rodrigo Pacheco (PSD) - 24,3%
Carlos Viana (Podemos) - 18,9%
Newton Cardoso Jr. - 12%
Eros Biondini (PL) - 11,2%
Alexandre Silveira (PSD) - 9,2% (Ministro das Minas e Energia)
(Paraná Pesquisas)
Rio de Janeiro
Senado
Flávio Bolsonaro (PL) – 39,8%
Benedita da Silva (PT) – 27,2%
Clarissa Garotinho (União) – 18,4%
Alessandro Molon (PSB) – 15,1%
Anielle Franco (PT) – 14,5% (Ministra da Igualdade Racial)
(Paraná Pesquisas)
São Paulo
Senado
Primeiro cenário
Eduardo Bolsonaro (PL) - 36,5%
Fernando Haddad (PT) - 32,3% (Ministro da Fazenda)
(Paraná Pesquisas)
Segundo cenário
Eduardo Bolsonaro (PL) - 36,5%
Geraldo Alckmin (PSB) - 34,6% (Vice-Presidente)
Capitão Derrite (PL) - 23,6%
Ricardo Salles (Novo) - 14,4%
Luiz Marinho (PT) - 11,8% (Ministro do Trabalho)
(Paraná Pesquisas)
Governo
Primeiro cenário
Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 42,1%
Geraldo Alckmin (PSB) - 21,1%
Erika Hilton (PSOL) - 9,4%
Alexandre Padilha (PT) - 5,5% (Ministro da Saúde)
(Paraná Pesquisas)
Segundo cenário
Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 46,5%
Márcio França (PSB) - 11,9% (Ministro do Empreendedorismo)
Erika Hilton (Psol) - 9,7%
Alexandre Padilha (PT) - 7,1% (Ministro da Saúde)
Região Sul
Paraná
Senado
Ratinho Junior (PSD) - 62,3%
Roberto Requião (PDT) - 26,8%
Beto Richa (PSDB) - 25,2%
Filipe Barros (PL) - 19,8%
Gleisi Hoffmann (PT) - 16,3% (Ministra das Relações Institucionais)
(Paraná Pesquisas)
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- Bahia Notícias
- 06 Jun 2025
- 10:07h
Foto: Lula Marques/ EBC
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta sexta-feira (6) o recurso apresentado pela defesa da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) contra a decisão que a condenou a dez anos de prisão. A parlamentar foi responsabilizada por envolvimento na invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023.
O julgamento será realizado em ambiente virtual, com início às 11h e encerramento às 23h59. Participam da análise os ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Cristiano Zanin.
Além do recurso de Zambelli, também será apreciada a apelação do hacker Walter Delgatti Neto, condenado a 8 anos e 3 meses de prisão no mesmo processo. Segundo as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público, a invasão ao sistema do CNJ foi executada por Delgatti a mando da deputada.
A sessão acontece em meio à repercussão da fuga de Zambelli do Brasil. A deputada deixou o país no início da semana, após ter sua prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes. Zambelli desembarcou em Roma na manhã de quinta-feira (4), depois de passar pelos Estados Unidos. Ela possui cidadania italiana e, segundo interlocutores, deve permanecer na Itália por tempo indeterminado.
A decisão da Primeira Turma poderá consolidar o cumprimento da pena imposta à parlamentar. Caso o recurso seja rejeitado, a prisão preventiva de Zambelli poderá ser convertida em prisão definitiva, sem necessidade de autorização da Câmara dos Deputados, já que a medida passaria a ter caráter de execução penal.
A Procuradoria-Geral da República já se manifestou no processo, afirmando que o objetivo da prisão não é antecipar a pena, mas assegurar a aplicação da lei diante da tentativa da parlamentar de se esquivar do cumprimento da decisão judicial.
Com a manutenção da condenação, também poderá ser decretada a perda automática do mandato de Zambelli, além de facilitar um eventual pedido de extradição. A deputada ainda não se manifestou publicamente sobre o julgamento.
- Por Folhapress via Bahia Notícias
- 06 Jun 2025
- 08:20h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Atraso no aluguel de agências, falta de pagamento de terceirizados e dificuldades no atendimento do plano de saúde dos funcionários estão entre os problemas denunciados pelo Sintect-SP (Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo, Grande São Paulo e zona postal de Sorocaba) como reflexo da crise financeira dos Correios.
"Estamos diante de um colapso financeiro e operacional", diz Douglas Melo, diretor da entidade.
O sindicato afirma que houve paralisação de motoristas terceirizados por falta de pagamento às transportadoras, responsáveis pela distribuição de cargas em regiões como a zona sul de São Paulo, afetando centros logísticos como os de Jaguaré, Santo Amaro, Guarulhos, Cajamar. No Rio de Janeiro, o complexo Benfica também teria sido prejudicado, segundo o representante.
"São toneladas de encomendas paradas, sem previsão de entrega. Não é só São Paulo que está com problemas. A empresa perdeu o controle", diz o diretor. Ele aponta relatos de suspensão no abastecimento da frota própria dos Correios por inadimplência em postos de combustíveis.
À Folha de S.Paulo os Correios afirmam que "a prestação dos serviços de transporte ocorre dentro da normalidade". "A empresa está em contato com os parceiros logísticos e trabalha para resolver pontualmente eventuais pendências, assegurando a continuidade das operações", diz.
Os Correios afirmam, por meio de nota, que estão realizando ajustes para a melhoria da malha operacional. "Com foco na continuidade e qualidade dos serviços, a estatal está adotando uma série de ações corretivas e contingenciais para garantir a regularização dos prazos e minimizar impactos nas entregas. Além disso, a empresa está ampliando sua capacidade de distribuição, com operações extras aos fins de semana, e monitoramento diário e dedicado da evolução das entregas."
Desde 30 de maio, a estatal, que já lidava com sobrecarga de trabalho, segundo o sindicato, assumiu mais uma atribuição: atender aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
As agências dos Correios são a única opção de atendimento presencial para pedir restituição de descontos indevidos de associações e sindicatos, já que o INSS, diante dos escândalos das fraudes, não criou um canal presencial em suas agências. A consulta e o pedido de devolução são feitos também pelo site ou aplicativo Meu INSS ou por telefone, na Central 135.
Mais de 300 mil beneficiários do INSS em todo o país já foram atendidos pelos Correios até esta terça-feira (3).
Com um prejuízo de R$ 2,59 bilhões no ano passado, os Correios têm um plano para cortar despesas em R$ 1,5 bilhão em 2025, que inclui PDV (Programa de Desligamento Voluntário), incentivo à redução da jornada com diminuição de pagamento e suspensão temporária de férias, entre outras medidas.
Mas o sindicato pede o oposto: a contratação dos 3.500 concursados aprovados em seleção realizada em dezembro de 2024. "O concurso foi homologado e ninguém foi chamado. Essa mão de obra seria essencial para desafogar as unidades", diz Melo.
Segundo a estatal, até o momento, o PDV 2024 teve 1.176 empregados desligados e 2.716 ainda inscritos, totalizando 3.892 adesões em todo o Brasil. "Considerando um universo de aproximadamente 85 mil empregados dos Correios no país, esse número representa cerca de 4,6% do quadro nacional. Em São Paulo, onde há em torno de 23 mil empregados, o total de adesões ao PDV em nível nacional corresponde a aproximadamente 17% do efetivo do estado", afirma a empresa.
Em meio à pressão sobre as contas da estatal, a Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios) e seus sindicatos filiados -incluindo o Sintect-SP- protocolaram junto à direção dos Correios a pauta de reivindicações de sua campanha salarial. A primeira reunião de negociação deve ocorrer até 24 de junho.
"A Findect entende que os trabalhadores e trabalhadoras não são responsáveis por esse colapso administrativo e financeiro, e reafirma: não aceitaremos que a conta da crise recaia sobre quem move a empresa todos os dias", disse a entidade, por comunicado.
Uma das medidas dos Correios contestadas pelo Sintect é o plano de fechar ou fundir agências para reduzir custos. Um dos alvos seria o complexo Palma, na zona oeste de São Paulo.
O sindicato afirma que ao menos duas unidades paulistas estão em situação crítica por falta de pagamento de aluguel: Campo Limpo, na capital paulista, que teria ordem judicial de despejo, e Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, onde a agência teria sido despejada e o centro de distribuição, que assumiu a operação, também corre risco de ser removido, ainda segundo a entidade. Questionada sobre esse ponto, a estatal não respondeu.
Entre 2023 e 2025, foram fechadas 120 agências dos Correios, segundo a empresa. À Folha de S.Paulo os Correios afirmam se tratar de "medidas de otimização de custos com locação de imóveis" para um "plano mais amplo de sustentabilidade e eficiência operacional dos Correios". Dos imóveis ocupados por agências dos Correios, 65% são alugados.
"A ação contempla o encerramento de unidades instaladas em imóveis alugados e localizadas em áreas com sombreamento -ou seja, regiões onde há sobreposição de cobertura por outras agências próximas. Essa reestruturação é realizada com base em critérios técnicos e operacionais, e não implicará prejuízo à população nem impactará as metas de universalização postal", diz a estatal.
Douglas Melo diz que os funcionários também enfrentam problemas com o plano de saúde, que estaria praticamente suspenso no Brasil inteiro. "O trabalhador paga sua parte, mas a empresa não repassa os valores. Fui com meu filho ao médico e precisei recorrer ao SUS [Sistema Único de Saúde], porque não há hospital credenciado atendendo", afirma.
À Folha de S.Paulo, os Correios negam falhas. "As disposições da Resolução Normativa ANS [Agência Nacional de Saúde Suplementar] nº 566/2022 estão sendo observadas e, portanto, está mantida a garantia de atendimento dos beneficiários da Postal Saúde", disse a estatal.
Segundo os Correios, a central de atendimento do plano de saúde direciona os beneficiários ao prestador "que atenderá o serviço ou procedimento demandado especificamente, na hipótese de qualquer indisponibilidade na rede".
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- Por Ana Pompeu | Folhapress
- 05 Jun 2025
- 16:20h
Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quarta-feira (4) a instauração de um novo inquérito contra a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), para apuração de suposta coação no curso do processo no qual ela foi condenada e obstrução de investigação de infração penal sobre organização criminosa.
"As diversas entrevistas da ré, em 3/6/2025, indicam que a sua fuga do território nacional se reveste, além da tentativa de impedir a aplicação da lei penal, também, na reiteração das condutas criminosas de atentar contra as instituições, por meio de desinformação para descredibilizar das instituições democráticas brasileiras e de interferir no andamento de processos judiciais em trâmite nesta corte", diz o relator.
Na mesma decisão, ele determinou à Polícia Federal que, em dez dias, faça a oitiva da parlamentar, além de monitorar e preservar conteúdo postado nas redes sociais dela ou de pessoas ligadas a ela, que tenha, segundo o ministro, pertinência com a investigação.
Como a parlamentar saiu do Brasil, o ministro autorizou que o depoimento seja feito por escrito.
"Em virtude de encontrar-se fora do território nacional, defiro a possibilidade de que os esclarecimentos sejam dados por escrito e que a mesmo seja notificada, inclusive, por seus endereços eletrônicos", disse.
Moraes também determinou ao Banco Central para que informe, detalhadamente, os valores e os remetentes de movimentações feitas por Pix para Zambelli nos últimos 30 dias.
Pouco antes da decisão, o ministro também pediu ao presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin, a convocação de sessão virtual extraordinária para julgar na sexta (6) os recursos da deputada.
Ela foi condenada por unanimidade pelo colegiado a dez anos de prisão sob acusação de comandar invasão aos sistemas institucionais do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Também nesta quarta, Moraes determinou a prisão preventiva da parlamentar. O relator ainda incluiu na lista de perfis a serem bloqueados uma conta fake com o sobrenome da parlamentar e duas contas associadas a familiares da parlamentar.
O relator ainda comunicou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre a decisão da prisão.
"Encaminho a Vossa Excelência os termos da decisão proferida nos autos em referência, cuja cópia segue anexa, para ciência e adoção das providências cabíveis, especialmente, para fins do cumprimento do item 2.2.", afirmou Moraes no ofício endereçado a Motta.
O item 2.2 da decisão prevê o bloqueio dos vencimentos da deputada e quaisquer outras verbas, inclusive destinadas ao gabinete da parlamentar.
- Por Thiago Tolentino/Bahia Notícias
- 05 Jun 2025
- 14:53h
Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Prestes a estrear no comando da Seleção Brasileira, o técnico Carlo Ancelotti preferiu adotar um tom otimista diante das recentes críticas que rondam o ambiente da equipe, principalmente após as falas polêmicas do zagueiro Danilo, convocado para os próximos compromissos pelas Eliminatórias. Durante entrevista coletiva concedida na última quarta-feira (4), o italiano evitou polêmicas sobre a situação administrativa da CBF e destacou a estrutura que encontrou desde sua chegada ao Brasil.
"Desde que cheguei, percebi que a estrutura é bem organizada. Temos tudo o que precisamos para fazer um bom trabalho. Conto com total autonomia por parte do presidente. Parece que temos todas as ferramentas para ir bem", afirmou o treinador, que faz sua primeira partida no cargo nesta quinta-feira (5), contra o Equador, pela 15ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.
O tom sereno do treinador surgiu justamente em meio a um "clima de instabilidade", escancarado pelo próprio capitão da Seleção, o zagueiro Danilo, do Flamengo. Na última terça (4), em entrevista ao canal RomarioTV, do ex-atacante Romário, o defensor fez duras críticas à situação da equipe desde a última Copa do Mundo.
"Se você olhar para a seleção hoje, é uma bagunça. Administrativamente, estamos entregues, não sei a quem. Ninguém sabe o que vai acontecer. Acho difícil falar isso, ainda mais sendo capitão da seleção, mas, do jeito que está, não vejo o Brasil como favorito para a Copa do Mundo", disparou.
Apesar do tom considerado pessimista em algumas discussões, Danilo também demonstrou esperança de que o cenário possa mudar, especialmente com a chegada de Ancelotti. Para ele, a experiência e o currículo do italiano podem ser determinantes na reconstrução da seleção.
"Ele pode recuperar o respeito que a seleção perdeu nos últimos tempos. Seja nas dinâmicas de jogo, nas relações com arbitragem, adversários, e até externamente, na questão administrativa. Ele tem história, títulos e respeito suficientes para isso", completou.
Ciente do peso que carrega, Ancelotti reforçou que a prioridade é recolocar o Brasil no protagonismo do futebol mundial. "É normal que a torcida não esteja feliz com os últimos resultados, mas temos que seguir em frente, com vontade e esperança. Todos queremos que o Brasil seja protagonista na próxima Copa do Mundo", finalizou.
Dentro de campo, o Brasil ocupa atualmente a quarta colocação das Eliminatórias, somando 21 pontos, com uma campanha de seis vitórias, três empates e cinco derrotas. A última partida foi marcada pela dura goleada sofrida por 4 a 1 diante da Argentina, no Monumental de Nuñez. Uma vitória diante dos equatorianos pode fazer a Seleção assumir a vice-colocação da tabela, desde que o Uruguai não vença sua partida na rodada.