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- Bahia Notícias
- 28 Set 2025
- 12:39h
Foto: The Oficial White House
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (27), em sua plataforma Truth Social, o envio de tropas para Portland, no estado de Oregon, para enfrentar o que chamou de “terrorismo doméstico”. Segundo ele, a cidade estaria “arrasada pela guerra” e a medida inclui proteção de instalações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), que estariam sob ataque de grupos como a Antifa.
Trump afirmou que a ação foi solicitada pela secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e repassada ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, responsável por mobilizar as forças militares.
“A pedido da secretária de Segurança Nacional, estou instruindo o secretário de Guerra a fornecer todas as tropas necessárias para proteger Portland e todas as nossas instalações do ICE contra ataques da Antifa e outros terroristas nacionais”, escreveu o republicano.
- Por Leonardo Vieceli / Folhapress
- 28 Set 2025
- 10:37h
Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
O Brasil segue com desempenho positivo na geração de empregos com carteira assinada em 2025, mas o ritmo de abertura de vagas mostra desaceleração em meio ao cenário de juros altos.
É o que aponta um levantamento das economistas Janaína Feijó e Helena Zahar, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), a partir de dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
De janeiro a julho, as contratações com carteira superaram em 1,3 milhão as demissões no Brasil. Embora continue positivo, o saldo é 10,4% menor do que o registrado em igual período de 2024 (1,5 milhão), segundo a análise.
As cinco grandes atividades investigadas também contrataram mais do que demitiram nos sete primeiros meses deste ano. Só uma, porém, teve um saldo de criação de vagas formais maior em 2025 do que em 2024.
Trata-se da agropecuária, que foi beneficiada pela supersafra deste ano. De janeiro a julho, o setor teve 109,2 mil contratações a mais do que demissões com carteira. O saldo positivo supera em 32,3% o verificado no mesmo período de 2024 (82,6 mil).
Enquanto isso, a geração de vagas foi 14,1% menor nos serviços na comparação de janeiro a julho deste ano com igual intervalo do ano passado. A abertura de postos com carteira também encolheu 13,5% na indústria, 11,7% na construção e 5,4% no comércio.
"O que a gente tem é uma desaceleração, e não uma destruição de postos de trabalho", afirma Janaína.
O emprego mostrou trajetória de recuperação nos últimos anos, mas os juros altos para conter a inflação levam a um processo de perda de ritmo da economia, que tende a esfriar a abertura de vagas com o passar dos meses, segundo a pesquisadora. A taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano.
"Acaba fazendo com que os agentes econômicos mudem as suas decisões de investimento no curto e no médio prazos", diz Janaína. "Então, muitas vezes os empresários que estavam esperando contratar ou expandir os negócios postergam essas decisões."
CONSTRUÇÃO TEM DESACELERAÇÃO MAIS PERSISTENTE
Com base nos dados do Novo Caged, a economista chama a atenção para o desempenho do emprego formal na construção.
De janeiro a julho deste ano, as contratações superaram as demissões em 177,3 mil no setor. Apesar de continuar positivo, o saldo de vagas foi 11,7% menor do que o registrado nos sete primeiros meses de 2024 (200,9 mil).
O número de 2025 é o mais baixo para o período desde 2020, ano inicial da pandemia. À época, o resultado havia sido negativo (-3.323), com mais demissões do que contratações.
O levantamento do FGV Ibre destaca que a construção foi a única atividade a apresentar desaceleração no saldo positivo não apenas frente a 2024, mas também em relação ao acumulado dos sete primeiros meses de 2023 (194,7 mil). O cenário é de uma perda de ritmo mais persistente, de acordo com Janaína.
"A construção tem apresentado, recorrentemente, uma dificuldade para conseguir mão de obra. Existe uma escassez."
Segundo a pesquisadora, o quadro pressiona os salários no setor, já que os empregadores passam a ofertar uma remuneração maior em busca de trabalhadores. Isso, contudo, não tem sido suficiente para resolver o gargalo, diz a economista.
Conforme Janaína, é possível que a recuperação do mercado de trabalho tenha levado mão de obra da construção para outros setores com oportunidades consideradas mais atrativas -em termos salariais ou de jornada, com menor exigência de esforço físico.
"Tem também a questão da taxa de juros, que encarece o financiamento imobiliário. Muitos indivíduos desistem de financiar imóveis, e as construtoras postergam os lançamentos", aponta.
A economista afirma que a criação total de vagas com carteira tende a seguir mostrando uma trajetória de desaceleração no Brasil.
Para a pesquisadora, além dos juros, outro fator que pode influenciar o cenário é o tarifaço dos Estados Unidos, em vigor desde agosto.
Há, contudo, diferenças setoriais. Enquanto atividades de comércio e serviços tendem a ser estimuladas pela demanda sazonal no fim de ano, a construção deve ficar mais parada, projeta Janaína.
"Nos últimos 15 dias de dezembro, não tem muita margem para a construção contratar. Pelo contrário, muitas contratações são postergadas para o início do ano. Então, pode ser que a gente continue a ver uma desaceleração mais expressiva no setor."
- Bahia Notícias
- 28 Set 2025
- 08:33h
Foto: Reprodução / Blog do Anderson
Uma família, composta por mãe e dois filhos, precisou de atendimento de três ambulâncias do SAMU na tarde deste sábado (27) em uma residência no Centro de Vitória da Conquista.
Segundo informações do Blog do Anderson, os três foram encaminhados às pressas para o Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC) após apresentarem mal-estar, possivelmente causado por envenenamento ou intoxicação.
Segundo informações do Blog do Anderson, o mal-estar teria ocorrido após o consumo de uma bebida láctea. A ocorrência foi registrada pela 77ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) e será investigada pela 1ª Delegacia Territorial para apurar a causa exata da intoxicação.
- Por Adrielly Souza | Folhapress
- 27 Set 2025
- 14:22h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Sean "Diddy" Combs, 54, tenta reduzir sua estadia atrás das grades. Preso desde setembro de 2024 no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, o artista e empresário lançou um curso de empreendedorismo que, segundo seus advogados, é a prova de que busca uma segunda chance.
Batizado de "Jogo Livre com Diddy", o projeto tem duração de seis semanas e foi oferecido a todos os internos da unidade -que abriga desde acusados de assassinato, como Luigi Mangione, até figuras conhecidas como Sam Bankman-Fried, ex-guru das criptomoedas.
A proposta, descrevem os advogados, é ensinar gestão de negócios, disciplina e desenvolvimento pessoal. O programa também se apoia na trajetória do rapper, que se tornou magnata da música.
De acordo com documentos entregues à Justiça, o curso foi bem avaliado pelo conselho prisional e recebeu depoimentos positivos de quem participou das aulas. Os advogados destacam que Combs foi reconhecido como tutor exemplar e obteve a nota máxima em sua avaliação.
Uma das tarefas, relatou a revista Rolling Stone, pedia que os presos escrevessem uma redação sobre as lições aprendidas a partir da jornada de Diddy.
Entre os módulos, estão títulos que soam como mantras corporativos: "Pessoas de sucesso fazem o que pessoas malsucedidas não fazem", "Just Do It" e "O tempo não espera por ninguém". O conteúdo mistura frases de efeito, conceitos de disciplinas e até técnicas motivacionais. "O curso teve um impacto substancial nos colegas", disseram os advogados em carta enviada ao juiz Arun Subramanian, responsável pelo caso.
A estratégia faz parte da tentativa da defesa de atenuar a sentença que será anunciada no próximo dia 3 de outubro. O rapper já foi considerado culpado em duas das cinco acusações que enfrentava, incluindo transporte para fins de prostituição.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 27 Set 2025
- 12:20h
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
O deputado Antonio Brito (PSD-BA), líder do PSD na Câmara, anunciou que deve ser votado na próxima o seu relatório à PEC 14/2021, que trata da aposentadoria especial e desprecarização dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. O parecer do deputado baiano deve ser votado no dia 1º de outubro na comissão especial criada para analisar a proposta.
Brito adiantou que deve incluir no seu relatório a previsão de idade mínima para a aposentadoria das carreiras dos agentes comunitários de saúde (ACS) e dos agentes de combate às endemias (ACE). O líder do PSD explicou que a PEC previa apenas aposentadoria especial com benefício integral e paritário para agentes que comprovarem 25 anos de atuação exclusiva em campo ou em unidades de saúde e vigilância epidemiológica.
Para ajustar o texto da Câmara ao projeto de lei complementar (PLP) 185/24, do Senado, que trata do mesmo tema, o deputado Antonio Brito disse que irá inserir no texto a idade mínima para aposentadoria desses profissionais. “Na PEC 14, colocamos apenas a contribuição de 25 anos. Mas no Senado tramita o PLP 185/24, que trata da idade mínima. Vamos adequar o relatório para seguir essa linha”, disse Brito.
A PEC relatada pelo deputado baiano prevê aposentadoria especial com benefício integral e paritário para agentes que comprovarem 25 anos de atuação exclusiva em campo ou em unidades de saúde e vigilância epidemiológica. Já o PLP 185/24 fixa idades mínimas: 52 anos para homens e 50 anos para mulheres, com ao menos 20 anos de exercício na função.
É esse ponto que será inserido por Antonio Brito no seu texto. Também deve ser previsto que quem tiver parte da carreira em outros cargos deve comprovar 15 anos como agente e mais dez anos em outra atividade.
“Quero dizer que os agentes comunitários de saúde terão, sim, a sua tão requerida, tão importante e justa aposentadoria especial. São 400 mil os agentes de saúde e de combate às endemias no Brasil, e eles terão justiça nesta Casa, com essa aposentadoria especial”, afirmou Antonio Brito.
Outros pontos da PEC relatada pelo líder do PSD:
- exige concurso público para novos agentes;
- obriga a efetivação de agentes contratados de forma precária, desde que tenham passado em seleção pública após 2006;
- cria o Sistema de Proteção Social e Valorização dos ACS e ACE, com participação da União, estados e municípios;
- prevê apoio financeiro da União para pagamento do piso salarial e qualificação profissional;
- impede gestores que não regularizarem a situação dos agentes de receber recursos federais para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Foto: Divulgação
A tradicional Corrida Ecológica Brumado – Rio de Contas chega à sua 26ª edição neste domingo, 28 de setembro de 2025. O evento reúne ciclistas de várias partes do Brasil em um percurso desafiador e cheio de emoção pelas estradas do sudoeste baiano.
Com categorias Cicloturismo, Speed e MTB, a prova promete mais uma vez marcar a história do ciclismo nacional, reforçando também sua mensagem de consciência ambiental e sustentabilidade.
As largadas acontecem a partir das 5h em Brumado em frente ao Brasil Atacarejo, com chegada em Rio de Contas.
Largada:
Av. Lindolfo Azevedo Brito, 1000 - Feliciano Pereira Santos, Brumado - BA
Horários:
5h: Cicloturismo
7h: Speed/MTB (Feminino e Veterano Masculino)
8h: Speed/MTB Masculino
Após as premiações, teremos o grande Show com Chris Pimenta.
Ainda dá tempo fazer sua inscrição.
Acesse www.corridaecologica.com.br
- Bahia Notícias
- 27 Set 2025
- 08:24h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
Os telespectadores de Alagoas passaram a contar com uma nova emissora retransmissora da TV Globo a partir da meia-noite deste sábado (27). Sem aviso prévio ao público, a Globo oficializou o fim da parceria com a TV Gazeta de Alagoas, dando início à afiliação com a TV Asa Branca. A mudança ocorreu após decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do Antagonista.
A TV Asa Branca, que estava no ar desde junho de 2024 com uma afiliação temporária ao canal Futura, interrompeu a programação educativa às 0h08 para exibir um comunicado sobre a nova fase. No texto, a emissora afirmou que passa a “escrever um dos capítulos mais importantes da história da televisão brasileira”. Em seguida, deu início à transmissão do "Jornal da Globo".
Contudo, a TV Gazeta, do conglomerado midiático do ex-presidente Fernando Collor de Mello, manteve a programação da Globo no ar, transmitindo as atrações de forma simultânea à nova afiliada. A Globo, por sua vez, declarou que a TV Asa Branca é sua única retransmissora autorizada no estado.
ENTENDA O CASO
O fim do contrato com a TV Gazeta segue decisão de Barroso, que na noite de sexta-feira (26) acatou pedido da Globo e suspendeu os efeitos de uma liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que obrigava a rede a manter o vínculo com a afiliada. Em sua decisão, o ministro destacou que a manutenção do vínculo com uma afiliada envolvida em crimes compromete a segurança jurídica no setor de radiodifusão. Barroso também ressaltou o impacto econômico da situação e afirmou que o contrato “não deve ser perpetuado por via judicial”.
A TV Gazeta é controlada por um grupo ligado a Collor, que cumpre prisão domiciliar por condenação por corrupção e lavagem de dinheiro.
- Bahia Notícias
- 26 Set 2025
- 16:20h
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A Bahia registrou um total de 212.944 aposentados e pensionistas que tiveram descontos feitos sem autorização em seus benefícios do INSS já receberam os valores de volta, de forma integral e com correção pela inflação (IPCA). Ao todo, mais de R$ 137,24 milhões já foram pagos aos beneficiários do INSS no estado que aderiram ao acordo proposto pelo Governo do Brasil e homologado pelo Supremo Tribunal Federal.
Até o dia 23 de setembro, na Bahia, 231.740 aposentados e pensionistas aderiram, e 91,89% deles já receberam.
No geral, foram garantidos a devolução de R$ 1,53 bilhão a aposentados e pensionistas que foram prejudicados. Um total de 2,46 milhões de beneficiários aderiram ao acordo de ressarcimento e já receberam os valores devidos, o que representa 74% dos 3,33 milhões de brasileiros que estão aptos a receber.
"Os dados mostram a eficiência dessa iniciativa do Governo de devolver cada centavo de forma rápida e segura para garantir a dignidade e os direitos dos nossos aposentados e pensionistas", destaca o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.
“O ressarcimento está chegando a aposentados e pensionistas em todas as regiões do país. Nosso compromisso é garantir que cada beneficiário receba de volta o que é seu, com respeito, segurança e transparência”, completa o presidente do INSS, Gilberto Waller.
- Bahia Notícias
- 26 Set 2025
- 14:42h
Foto: Geraldo Magela / Agência Senado
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que considera legítimo o debate sobre a redução das penas dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, mesmo após o PT ter fechado posição contra o Projeto de Lei da Dosimetria e a PEC da Blindagem.
Em entrevista ao Metrópoles nesta quinta-feira (25), Wagner declarou que respeita a posição da legenda, mas não vê a discussão “como uma afronta à democracia”.
“Não se trata de ceder ou não ceder. Trata-se de achar razoável ou não. Eu sempre digo que acho razoável porque, repare, é o Código Penal. No Código Penal está estabelecido o que é crime e possui pena para Golpe de Estado. Eu acho que o Congresso pode se debruçar sobre isso e dizer: está de menos, está demais, vamos aumentar ou reduzir. Eu não vejo nenhuma afronta nisso”, afirmou.
Segundo o senador, a revisão da dosimetria das penas é algo comum no processo legislativo. “O Código Penal é alterado o tempo todo”, acrescentou.
Wagner, no entanto, destacou que eventuais mudanças não devem beneficiar os mandantes dos atos contra a democracia.
“Nós vamos afrouxar um pouco a mão para o que eu chamo de massa de manobra, os ‘magrinhos’. E vamos concentrar o peso da punição naqueles que precisam ser mais severamente punidos. Quem financiou aquela baderna não fez pouca coisa. Depredaram o Palácio do Planalto. Aí não dá pra dizer que tudo bem, né?”, disse.
- Bahia Notícias
- 26 Set 2025
- 12:20h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, respondeu, nesta quinta-feira (25) as declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que disse que a taxa Selic "nem deveria estar em 15%". Segundo Galípolo, as declarações não foram vistas por ele de forma pejorativa e considera "um luxo" ter comentarios do ministro da Fazenda sobre política monetaria com grande "delicadeza, gentileza e educação".
"No caso específico das falas do meu amigo Fernando Haddad e estendo também ao querido Ceron, secretário do Tesouro, pessoalmente acho um luxo que tenhamos um ministro da Fazenda e um secretário do Tesouro fazendo comentários sobre política monetária com a delicadeza, gentileza e educação da forma que eles fizeram. É absolutamente legitimo que o ministro da Fazenda faça uma análise sobre o que o BC deveria fazer, assim como o mercado", declarou ele.
A taxa de juros atual é a maior desde julho de 2006 e o BC indicou que pretende manter assi por um periodo "bastante prolongado",
"O papel do BC é um pouco mais difícil do que de outras autarquias e secretarias, porque às vezes tem que desagradar um pouco. Nesse caso específico, mesmo com a Selic em 15%, praticamente se gabarita no livro-texto as condições de contorno para ter feito uma elevação 15% e manter a taxa de juros em uma condição contracionista", declarou ele.
O presidente do BC também falou sobre a minima histórica na taxa de desemprego, com renda na maxima histórica, assim como recordes em importações e viagens como termômetros de uma atividade aquecida.
"Se 5% não está em pleno emprego, não sei quando o Brasil esteve próximo do pleno emprego. É a taxa mais baixa da série histórica, com renda na máxima da série histórica. Com as viagens batendo recorde, de importações batendo recorde. Por onde você olhar, é difícil reunir condições de contorno, pela teoria econômica que você decidir se apoiar, que, em um cenário de inflação fora da meta e com o desemprego tão baixo, a reação da política monetária não deveria ser essa", disse ele.
- Por Leonardo Almeida/Bahia Notícias
- 26 Set 2025
- 10:36h
Foto: Arquivo / Agência Brasil
O estado da Bahia registrou 5.684 casos de crimes ambientais entre 2022 e março deste ano. Do acordo com levantamento da Fiquem Sabendo, agência especializada em jornalismo de dados, os crimes ambientais estiveram presentes em 395 de 417 municípios baianos durante o período, representando cerca de 94,7% das cidades do estado.
A capital baiana, Salvador, foi, de forma isolada, a região com mais delitos ambientais entre 2022 e 2025, registrando 368 casos. Em seguida aparece os municípios de Ilhéus (165), Formosa do Rio Preto (130) e Feira de Santana (114). Confira o top 10:
- SALVADOR: 368
- ILHÉUS: 165
- FORMOSA DO RIO PRETO: 130
- FEIRA DE SANTANA: 114
- VITÓRIA DA CONQUISTA: 113
- MUCURI: 103
- ENTRE RIOS: 103
- PORTO SEGURO: 91
- ALAGOINHAS: 88
- LUÍS EDUARDO MAGALHÃES: 88
- SÃO DESIDÉRIO: 87
- CAMAÇARI: 81
- JUAZEIRO: 72
- ITANAGRA: 71
- ESPLANADA: 67
Em todo o estado, foram contabilizados 23 diferentes tipos de crimes ambientais. O principal delito, representando 67,47% do total de casos, foi o incêndio, seja ele em florestas ou em outras localidades. Em termos numéricos, foram reportados 3.811 queimadas entre 2022 e 2025., foram reportados 3.811 queimadas entre 2022 e 2025.
Neste caso, o destaque de incêndios fica por Salvador, o qual registrou 339 casos durante o período. Um detalhe é que, no total, essa modalidade de crime ambiental foi reportada 378 municípios, conforme o levantamento da Fiquem Sabendo.
Além das queimadas, os delitos ambientais com números expressivos foram: desmatamento e destruição de florestas (695); caça e morte de animais da fauna (460); cortes de árvores (349); e extração de minerais em floresta (145).
Do total de crimes ambientais, 2.834 (49,85%) foram registrados na zona rural, enquanto 661 (11,62%) foram denunciados na região urbana. Outro destaque foram os delitos em via pública, que chegaram em 460 (8,1%) casos durante o período.
- Por Cézar Feitoza | Folhapress
- 26 Set 2025
- 08:29h
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
O ministro Luís Roberto Barroso deixa a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal) na segunda-feira (29) após ter comandado a corte durante a primeira condenação de um ex-presidente por golpe de Estado na história do país.
A decisão foi o auge de um período conflituoso entre o magistrado, o STF e o bolsonarismo. Antes mesmo de assumir o principal cargo do Poder Judiciário, o ministro já era alvo constante de Jair Bolsonaro (PL). E declarações dadas pelo magistrado antes de assumir o comando do tribunal incendiaram a relação entre os apoiadores do ex-presidente e a corte.
Barroso, que será sucedido por Edson Fachin, não participou do julgamento da trama golpista, mas esteve na sessão que definiu as penas dos acusados de formar o núcleo central. "Acredito que nós estejamos encerrando os ciclos do atraso na história brasileira, marcados pelo golpismo e pela quebra da legalidade constitucional", discursou após a condenação.
"Desejo, muito sinceramente, que estejamos virando uma página da vida brasileira. E que possamos reconstruir relações, pacificar o país e trabalharmos por uma agenda comum, verdadeiramente patriótica. Com as divergências naturais da democracia, mas sem intolerância, extremismo ou incivilidade", completou.
Indicado ao STF por Dilma Rousseff em 2013, Barroso assumiu a presidência do Supremo dez anos depois, com discurso em defesa da unidade nacional. "A democracia venceu e precisamos trabalhar pela pacificação do país", disse em sua posse.
Meses antes, duas declarações dele se tornaram munição do bolsonarismo para questionar a isenção do ministro. Numa delas, em Nova York, o magistrado reagiu a apoiadores do ex-presidente que hostilizavam os integrantes do tribunal.
"Perdeu, mané, não amola", respondeu Barroso. A frase, proferida menos de um mês depois da derrota eleitoral de Bolsonaro para Lula, virou um mantra do bolsonarismo e acabou pichada por uma manifestante na estátua A Justiça, em frente ao Supremo, durante os ataques de 8 de Janeiro.
Em outro momento, Barroso discursava no 59º Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), em julho de 2023, quando afirmou: "Nós derrotamos o bolsonarismo".
A declaração motivou um pedido de impeachment contra ele no Senado. De 2021 a julho deste ano, ele foi o segundo maior alvo de representações do tipo, atrás apenas de Moraes. O último apresentado por parlamentar é de autoria da deputada Caroline de Toni (PL-SC), com base também nessas declarações.
O ministro disse em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que a fala foi inoportuna.
"Foi uma frase infeliz. Primeiro que o 'nós' dava impressão de que foi o Supremo. Eu quis dizer que foi a sociedade brasileira. Isso foi logo depois da eleição. Segundo, nunca fui de fulanizar o debate, eu não gosto de fulanizar", disse. "Portanto, eu queria dizer o 'extremismo'."
O julgamento sobre a trama golpista levou o Supremo aos holofotes nos cenários interno e externo. O protagonismo natural do presidente do tribunal, porém, acabou ofuscado pela atuação do ministro Alexandre de Moraes -relator do processo e alvo preferencial do bolsonarismo.
Além disso, as ações penais sobre a tentativa de golpe ficaram restritas à Primeira Turma , o que reduziu as atenções e os temas sensíveis no plenário do tribunal.
Ainda assim, durante a gestão de Barroso, o Supremo sofreu dois dos mais marcantes ataques desde a redemocratização: um homem se explodiu em frente à sede do tribunal, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aplicou sanções contra ministros da corte.
Francisco Wanderley Luiz morreu ao se deitar em um explosivo em frente ao STF, numa tentativa de ataque ao tribunal, em novembro de 2024. Os ministros estavam no plenário da corte em sessão quando o homem se aproximou.
O atentado ocorreu num momento em que Barroso tentava reabrir o Supremo ao público, com a retirada das grades que restringiam o acesso ao tribunal.
Em fevereiro de 2024, Barroso fez um ato com os presidentes dos demais Poderes para a retirada dos gradis em torno do edifício-sede. Na ocasião, ele disse ser um "gesto simbólico de normalidade democrática e de confiança na volta da civilidade das pessoas".
A partir da tentativa de atentado, o ministro voltou a reforçar os protocolos de segurança.
Ele também precisou buscar conciliação no Supremo diante das sanções impostas pelo governo Trump contra os ministros do tribunal, que incluiu revogação de vistos de oito ministros, inclusive o próprio Barroso, e a aplicação da Lei Magnitsky a Alexandre de Moraes e sua esposa.
Foram do próprio Moraes, porém, as principais reações nesse caso. Ele que determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro e manteve interlocução próxima com banqueiros para entender o alcance das restrições impostas pelo governo americano.
Barroso é o ministro que tem relações mais próximas com os Estados Unidos. Morou e estudou no país, onde tem imóvel, e é professor colaborador da Harvard Kennedy School. Por causa das restrições, aconselhou um de seus filhos a voltar ao Brasil e deixar o cargo que ocupava na BTG Pactual em Miami.
Internamente, o ministro consolidou as boas relações com Gilmar Mendes, um antigo desafeto com quem protagonizou os embates mais famosos da história da corte. A reaproximação havia começado na presidência de Bolsonaro, com a pandemia e os ataques ao STF.
O decano se tornou um apoio inclusive nas negociações políticas, já que é conhecido por sua habilidade na articulação com diversos setores, enquanto Barroso não tinha entrada fácil em gabinetes da direita no Congresso.
Os rumores de que o ministro deve sair do Supremo após deixar a presidência seguem fortes, mas o próprio Barroso não nega a possibilidade.
Uma decisão sobre o assunto só deve ser tomada após o recesso do Judiciário, de dezembro a fevereiro.
- Por Leonardo Almeida/Bahia Notícias
- 25 Set 2025
- 16:25h
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
O secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré, anunciou que o presidente da França, Emmanuel Macron, virá para Salvador antes da COP30 que será realizada em Belém (PA), em novembro. Em primeira mão para o programa Linha de Frente, da Antena 1 Salvador 100.1, nesta quarta-feira (24), Sodré informou que o mandatário francês virá no dia 5 de novembro, em evento que deve ser realizado na Cidade Baixa.
Para a Antena 1, o secretário detalhou que os diálogos para o encontro foram iniciados após o diplomata francês, Olivier Poivre d'Arvor, visitar Salvador para conhecer o berçário de corais da Ilha de Itaparica. Após a visitação, Poivre informou que iria sugerir a Macron a possibilidade de vir a Salvador antes de partir para a COP30 em Belém.
“Isso foi uma construção nossa da Secretaria de Meio Ambiente, a gente recebeu o senhor Olivier Poivre d'Arvor, que é um assessor técnico especial do presidente Macron, ele veio para Salvador, nós fizemos uma visita com ele num berçário de corais na Iha de Itaparica. E nós estamos construindo em conjunto com o consulado francês, com a embaixada, governo federal, por conta dos 200 anos de relação, um fórum chamado Fórum Nosso Futuro. Vai ser dia 5 de novembro, um dia antes da abertura oficial da COP”, anunciou Sodré.
“Ele é um fórum focado em intercâmbio de jovens. Serão 100 jovens africanos, 100 jovens franceses, 100 jovens baianos. A gente vai fazer um evento, provavelmente, na Cidade Baixa, a gente ainda está definindo alguns detalhes, mas é até que o presidente Macron venha participe da abertura” completou o secretário.
- Bahia Notícias
- 25 Set 2025
- 12:40h
Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá viajar ao Amazonas em outubro para inaugurar a pavimentação da BR-319, rodovia que conecta Manaus (AM) a Porto Velho (RO). A visita está prevista para ocorrer cerca de um mês antes do início da COP30, em Belém (PA).
De acordo com lideranças do Partido dos Trabalhadores, já há preparativos para receber o presidente no estado para o lançamento oficial da obra.
A iniciativa é alvo de críticas de ambientalistas, que apontam riscos de aumento do desmatamento na região em razão da intervenção. O projeto também tem gerado embates políticos, incluindo manifestações contrárias de parlamentares direcionadas à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede).
- Por Gabriel Gama | Folhapress
- 25 Set 2025
- 10:20h
Foto: Reprodução / CNA / Wenderson Araujo / Trilux
A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) propôs a destinação de parte do financiamento climático internacional para o agronegócio. A posição consta no documento "Agropecuária Brasileira na COP30", divulgado nesta quarta-feira (24), com as demandas da entidade para a conferência da Organização das Nações Unidas que será realizada em novembro em Belém.
"Temos a convicção de que a agricultura tropical é, sem dúvida, a oportunidade que melhor se apresenta de custo-efetividade para projetos e ações que possam ser encaminhadas com recursos do financiamento climático", disse Muni Lourenço, presidente da comissão de meio ambiente da CNA, ao falar sobre a meta global de alcançar US$ 1,3 trilhão para conter as mudanças climáticas.
Marta Salomon, especialista sênior em políticas climáticas do Instituto Talanoa, criticou a exigência. "Esse dinheiro não é para produtores rurais brasileiros, é para financiar a adaptação e a redução das emissões de gases de efeito de estufa nos países mais pobres do mundo", disse.
Em 2024, as nações reunidas na COP29 concordaram em mobilizar US$ 300 bilhões anuais, com o objetivo de chegar a US$ 1,3 trilhão. Cabe à COP30 mostrar o caminho para alcançar esse montante.
"Se eles estão pedindo uma parcela da meta global de financiamento climático, é uma bobagem, porque não é assim que funciona", afirmou Salomon. "Tem muita gente na fila antes."
Nelson Ananias, coordenador de sustentabilidade da CNA, rebateu as críticas e afirmou que os repasses respeitariam o Acordo de Paris. "Esse dinheiro precisa chegar ao produtor rural, porque senão fica dentro de ministérios ou de ONGs que usam esse dinheiro para criar 'soluções' para o setor agropecuário", disse à reportagem.
Em nota divulgada à imprensa, a CNA declarou que "considera fundamental que o financiamento climático chegue diretamente aos produtores rurais, facilitando a implementação de tecnologias de baixo carbono e contribuindo para dar escala às ações de mitigação e adaptação".
O documento publicado nesta quarta diz que o agronegócio é um celeiro de soluções para a crise climática e foca na fragilidade diante do aquecimento global. Para a entidade, a transição justa "deve considerar o papel estratégico do setor agropecuário como fornecedor de alimentos e a vulnerabilidade na ocorrência de eventos climáticos".
O texto não menciona a contribuição para as emissões brasileiras. O Seeg (Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa) calcula que a agropecuária brasileira emitiu 631 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) em 2023 -a maior quantidade já registrada-, correspondente a 27,5% do total nacional naquele ano.
"Está na hora da agropecuária entrar como grande aliada no combate ao aquecimento global, cortando as emissões, inclusive por desmatamento", diz Salomon. "É um setor que pode se comportar de uma forma mais clara, e não só pedindo recursos para remediar uma situação em que contribui de forma tão forte."
João Martins da Silva Junior, presidente da CNA, afirmou em evento de lançamento do documento: "Todo dia sai filme de exploradores de ouro e contrabandistas de madeira, mas nunca sai alguma coisa provando que é um produtor rural que está destruindo a mata".
O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), da bancada ruralista, participou do encontro e disse que o agronegócio deve se impor nas discussões da cúpula em Belém. "A gente precisa sair na frente falando, porque senão, a conversa que vem de lá para cá, junto com órgãos governamentais, vai tomar conta e dominar o discurso da COP."
Marinho afirmou que a agricultura familiar carece de produtividade e criticou a demarcação de terras indígenas e áreas de proteção ambiental no Pará. Ele defendeu a isenção de impostos para tratores agrícolas e afirmou que já conversou com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, sobre a proposta.
"Não temos absolutamente nada do governo, senão o Ibama e o ICMBio prendendo, queimando, fazendo tanta coisa. Lá no Pará a gente se arrepia quando vê", disse, ao criticar a atuação dos institutos federais de fiscalização do uso de recursos naturais e conservação da biodiversidade.
A CNA também defendeu que a agropecuária seja reconhecida como capaz de gerar créditos de carbono, certificados de remuneração por redução ou remoção de uma tonelada de CO2e da atmosfera.
Salomon afirma que a demanda expressa uma contradição, pois o setor foi poupado de um limite anual de emissões na lei que estabeleceu o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa. "Como não tem teto de emissão, também não poderia se beneficiar dos créditos de carbono", diz.
Emendas ao texto garantiram que o setor possa gerar créditos. A legislação ainda precisa ser regulamentada.
O documento da CNA faz críticas à lei antidesmatamento da União Europeia, conhecida como EUDR. A entidade argumenta que não se deve legitimar "medidas comerciais unilaterais com justificativas climáticas, reconhecendo os impactos desproporcionais que tais instrumentos impõem aos países em desenvolvimento".
Salomon afirmou que a legislação seria eficiente para reduzir emissões e o desmate. "A agropecuária está cuidando do seu bolso ao não querer nenhuma restrição de mercado a produtos, mesmo aqueles produzidos em área de desmatamento", disse.
A CNA também colocou como prioridade o combate ao que chama de estigmatização dos agricultores da amazônia e pediu a criação de um mandato de agricultura tropical no Acordo de Paris.