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- Bahia Notícias
- 05 Ago 2025
- 14:28h
Foto: Record TV
O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, será transferido para uma cela coletiva no Presídio Bangu 3 após passar por audiência de custódia na última segunda-feira (4). As informações são da Agência Brasil.
A decisão pela transferência aconteceu após a avaliação do perfil do detento, seguindo os protocolos do sistema prisional.
“O mandado de prisão está dentro do prazo de validade e a decisão que gerou sua expedição não foi revogada, por decisão recursal. Sendo regulares o ato prisional e o mandado de prisão no caso concreto e não havendo requerimentos de mérito não há nada a prover”, escreveu a juíza da Central de Custódia, Laura Noal Garcia, que presidiu a audiência de hoje.
De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), a galeria para onde irá Oruam abriga os presos do Comando Vermelho.
Oruam está preso desde o dia 22 de julho, quando decidiu se entregar à Polícia Civil após agentes cumprirem um mandado de prisão contra um adolescente que estaria na casa do artista.
Além da suposta associação ao Comando Vermelho, da acusação de tráfico, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal, no último dia 30 de julho, a Justiça do Rio aceitou a denúncia do Ministério Público fluminense e tornou Oruam réu por tentativa de homicídio qualificada ao arremessar pedras em um policial.
- Bahia Notícias
- 05 Ago 2025
- 12:23h
Foto: Antonio Augusto / STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) mantém a previsão de começar, em setembro, o julgamento da ação penal sobre a suposta tentativa de golpe em 2022, mesmo após a decisão que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. O processo está na fase de alegações finais, última etapa antes de ser levado ao plenário da Primeira Turma, responsável pela análise do caso. As informações são do O Globo.
Fontes do STF e da Procuradoria-Geral da República (PGR) ouvidas reservadamente indicam que o julgamento do chamado "núcleo crucial" da trama deve ocorrer no início de setembro, caso não haja imprevistos. Magistrados afirmam que eventuais crises políticas não interferirão no andamento do processo, embora o tema da soberania nacional possa ser mencionado nos votos.
Ministros já abordaram a questão em decisões anteriores. Flávio Dino, ao votar sobre medidas cautelares contra Bolsonaro, citou supostas articulações do ex-presidente com autoridades dos EUA para pressionar o Judiciário brasileiro:
“A coação assume uma forma inédita: o ‘sequestro’ da economia de uma Nação, ameaçando empresas e empregos, visando exigir que o Supremo Tribunal Federal pague o ‘resgate’, arquivando um processo judicial”, escreveu. Dino classificou o caso como "absolutamente esdrúxulo" e afirmou que "é explícito que se cuida de intolerável estratégia de retaliação política, que afronta a soberania nacional".
Já o ministro Luiz Fux destacou em seu voto: "Os juízes devem obediência unicamente à Constituição e às leis de seu país. [...] Na seara jurídica, os fundamentos da República Federativa do Brasil e suas normas constitucionais devem ser permanentes".
O relator do caso, Alexandre de Moraes, deve solicitar a inclusão do processo na pauta da Primeira Turma, sob presidência de Cristiano Zanin, que definirá a data do julgamento. A análise pode se estender por mais de uma sessão devido à complexidade do caso.
Nas etapas anteriores, ministros já sinalizaram divergências. Fux, por exemplo, questionou a competência da Primeira Turma para julgar o caso, defendendo que o plenário do STF seria o foro adequado. Recentemente, ele também votou contra restrições como o uso de tornozeleira eletrônica por Bolsonaro, ficando em minoria (4 a 1).
Interrogatórios de militares e ex-assessores de Bolsonaro trouxeram revelações significativas. O general da reserva Mário Fernandes admitiu ser o autor do documento apelidado de "Plano Punhal Verde e Amarelo", que, segundo a PF, previa cenários para assassinato do presidente Lula, do vice Alckmin e do ministro Moraes.
"Esse arquivo digital [...] é um estudo de situação. [...] Não foi compartilhado com ninguém", afirmou. Ele disse ter impresso e depois rasgado o material.
Já o tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, réu no "núcleo 3", admitiu ter elaborado um plano para prender ministros do STF quando atuava na inteligência do Exército.
Com a fase de interrogatórios concluída, Moraes deve abrir prazo para alegações finais da PGR e da defesa. A expectativa é que a maior parte das análises sobre os cinco núcleos e os 33 acusados seja finalizada até o fim do ano.
- Bahia Notícias
- 05 Ago 2025
- 10:22h
Foto: Raul Baretta/Santos FC
A boa fase de Neymar no Santos voltou a levantar o debate sobre seu retorno à Seleção Brasileira. Após marcar dois gols na vitória por 3 a 1 sobre o Juventude, na noite da última segunda-feira (3), pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, o camisa 10 afirmou estar pronto para vestir novamente a camisa verde e amarela.
O atacante, que completou seu quinto jogo consecutivo atuando os 90 minutos — algo que não acontecia desde 2022 —, foi observado de perto por membros da comissão técnica da Seleção, enviados por Carlo Ancelotti ao estádio. Questionado sobre a possibilidade de voltar à equipe nacional, Neymar foi direto:
"Meu futebol todo mundo conhece. Independentemente de qualquer coisa, estou à disposição. Sou um atleta, me sinto [bem] e depende só deles", disse ao SporTV.
Neymar não entra em campo pela Seleção desde outubro de 2023, quando sofreu uma grave lesão na derrota por 2 a 0 para o Uruguai, pelas Eliminatórias Sul-Americanas. Recuperado, o jogador agora se coloca como opção para os próximos compromissos do Brasil.
Segundo o jornal Estadão, Ancelotti considera convocar o craque para os últimos jogos das Eliminatórias: contra o Chile, no dia 4 de setembro, e diante da Bolívia, no dia 9. O treinador italiano, que sempre demonstrou interesse em contar com o camisa 10 na Copa do Mundo de 2026, aguardava apenas seu retorno pleno à forma física.
Com o resultado no MorumBIS, o Santos chegou aos 18 pontos e subiu para a 15ª colocação na tabela. O próximo desafio será contra o Cruzeiro, neste domingo (10), às 18h30, no Mineirão.
- Por Julia Chaib | Folhapress
- 05 Ago 2025
- 08:19h
Foto: Reprodução / YouTube
O governo Donald Trump informou que condena a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e que responsabilizará aqueles que ajudarem o magistrado.
O posicionamento foi feito por meio de post no X (ex-twitter) na página do Escritório para o Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado, que trata da diplomacia americana.
"O ministro Moraes, agora sancionado pelos EUA como violador de direitos humanos, continua usando as instituições brasileiras para silenciar a oposição e ameaçar a democracia. Impor ainda mais restrições à capacidade de Jair Bolsonaro se defender publicamente não é um serviço público. Deixem Bolsonaro falar!", diz a mensagem.
"Os Estados Unidos condenam a ordem de Moraes que impõe prisão domiciliar a Bolsonaro e responsabilizarão todos aqueles que auxiliarem ou colaborarem com condutas sancionadas", continua o texto.
- Bahia Notícias
- 04 Ago 2025
- 18:10h
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O número de casos de vírus sincicial respiratório (VSR) e de Influenza A registrou queda na maioria dos estados do Brasil. Os dados foram divulgados pelo boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da última sexta-feira (1º).
O estudo mostrou, no entanto, um crescimento na quantidade de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças pequenas associados ao vírus sincicial respiratório (VSR) nos estados do Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte, além de uma retomada do crescimento no Rio Grande do Sul.
Segundo a Agência Brasil, no cenário nacional, os casos associados ao VSR e à influenza A estão caindo na maior parte do país. Os casos de SRAG apresentaram também um sinal de queda nas tendências de curto e de longo prazo. Isso mostra a queda que tem ocorrido nas hospitalizações por influenza A e VSR na maior parte do território nacional. Na comparação com a Covid-19, os casos graves seguem em baixo nível.
Na lista de capitais, somente 2 das 27 capitais registraram nível de SRAG em alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas: Campo Grande (MS) e Vitoria (ES).
- Bahia Notícias
- 04 Ago 2025
- 16:49h
Foto: Reprodução / Bahia Notícias
O goleiro brasileiro de 27 anos, Jeferson Merli morreu afogado no último sábado (2), em Portugal. O Gupo Desportivo Caldelas, clube que o atleta atuava, confirmou a informação no domingo (3).
O defensor nasceu em Vista Alegre do Alto, em São Paulo. De acordo com a imprensa local, Merli estava de férias em Terras de Bouro, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, em uma praia artificial. O lugar que fica ao norte de Portugal foi onde o goleiro de afogou.
No futebol brasileiro, Jeferson atuou apenas no União, do Mato Grosso do Sul, em 2019. Depois da passagem, o goleiro foi contratado pelo Safor, da Espanha, e ainda jogou pelo Condor, Águias da Graça, Lage, Terras de Bouro e Caldelas, de Portugal.
Confira a seguir a nota de falecimento do jogador publicado pelo Caldelas:
"É com enorme tristeza e profundo pesar que recebemos a notícia do falecimento do nosso guarda-redes Jeferson Merli.
O Jeferson, que recentemente tinha renovado com o nosso clube, deixa-nos não só a sua dedicação dentro de campo, mas também a amizade, o profissionalismo e o espírito de união que sempre o caracterizaram.
Neste momento de dor, o GD Caldelas manifesta a sua solidariedade e endereça as mais sentidas condolências à família, aos amigos e a todos aqueles que tiveram o privilégio de com ele conviver.
O nosso clube jamais esquecerá a sua entrega e a marca que deixou em todos nós.
Descansa em paz, Jeferson.
- Por Bruno Lucca | Folhapress
- 04 Ago 2025
- 14:39h
Foto: Tânia Rego / BEC
A lei que proíbe o uso de celular em escolas brasileiras transformou a rotina de estudantes e professores em seu primeiro semestre de vigor, segundo relatos de educadores e governantes. Há maior interação entre colegas e melhora na atenção em sala de aula. Persiste, porém, a confusão na hora do uso do aparelho para fins pedagógicos.
Em 13 de janeiro, o presidente Lula (PT) sancionou a norma vetando o uso do dispositivo em unidades de ensino de todo país. A medida, válida para todas as etapas da educação básica, foi absorvida pelos estados. Alguns resolveram ser mais flexíveis; outros, mais duros.
A lei nacional não especifica como os celulares devem ser guardados pelos alunos durante o período escolar. Diz somente que o uso deve ser proibido em todos os espaços. Em São Paulo, maior rede de ensino do país, a regra é mais explícita. A legislação paulista, sancionada ainda em dezembro, diz que os aparelhos devem ser guardados sem que os estudantes tenham acesso a eles, em caixas ou em outros locais.
Para Renato Feder, secretário de Educação do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), a aplicação da política tem sido um sucesso. "Essa lei é uma das melhores notícias dos últimos tempos."
Feder afirma ter visitado mais de cem escolas neste ano e ouvido relatos muito satisfatórios. Segundo ele, toda a comunidade, de alunos a gestores, percebeu que o ambiente melhorou, ficou mais alegre, mais vivo, com o resgate de jogos e brincadeiras antes desdenhadas.
Colégios particulares do estado têm a mesma percepção. "Antes da promulgação da lei, havia restrição ao uso de celular nas aulas, mas muitos alunos desrespeitavam as regras colocadas pela escola", diz Estela Zanini, diretora de convivência do colégio Bandeirantes, um dos mais tradicionais da cidade de São Paulo.
A lei federal mudou isso, afirma, e "tem contribuído para um ambiente mais focado e menos disperso, favorecendo o processo de aprendizagem".
Os alunos, diz ela, estão mais atentos e engajados nas atividades propostas. Professores relatam haver menos interrupções, mais tempo efetivo de ensino e maior facilidade na assimilação do conteúdo, tendendo a refletir positivamente nos resultados.
A leitura é a mesma feita por Murilo Nogueira, diretor administrativo da Fundação Bradesco, responsável por uma rede de 40 escolas em todo o país. A instituição, inclusive, foi uma das pioneiras nesse movimento, banindo celulares ainda no final de 2023. "O objetivo sempre foi criar um ambiente mais humano, seguro e focado na aprendizagem. Desde então, foi possível observar avanços significativos."
Além de São Paulo, outros governos celebram a melhora da convivência entre estudantes e dizem realizar investimentos em infraestrutura para ampliar a oferta de atividades coletivas. São os casos de Bahia e Rio de Janeiro, por exemplo.
No estado nordestino, a gestão Jerônimo Rodrigues (PT) oferece em suas escolas de ensino médio aulas de artes, programação e até grupos de terapia que podem ser acessados pelos alunos em seus horários vagos.
Lá, diferentemente de São Paulo, os alunos podem carregar seus aparelhos pela escola, mas afirmaram à reportagem desligá-los em sala de aula. Durante o intervalo, porém, ainda há muitas telas ligadas e olhos vidrados nelas.
O governo fluminense afirma investir na requalificação dos espaços físicos das escolas, com destaque para reformas estruturais e a construção de quadras poliesportivas, visando ampliar os espaços de convivência e fomentar a socialização.
"Acreditamos que o combate à hiperconectividade entre os jovens passa não apenas pela regulação, mas principalmente pela oferta de alternativas pedagógicas e espaços coletivos de qualidade", diz a secretária de educação de Cláudio Castro (PL), Roberta Barreto.
Resistência e dificuldades
Redes de ensino e escolas ainda enfrentam alguns problemas. Em Pernambuco, por exemplo, o governo tem registrado casos de estudantes que se recusam a parar de usar o aparelho.
Cada episódio é tratado com muito cuidado e escuta, diz Adriana Amorim, gestora de políticas de formação e acompanhamento pedagógico da gestão Raquel Lyra (PSD).
Isso também ocorreu em São Paulo, principalmente no início da norma. Porém, o secretário Feder afirma que a situação tem melhorado. De fevereiro a junho, as ocorrências envolvendo celular nas escolas --ou seja, o uso inadequado-- diminuíram 70%, segundo ele.
Há ainda outro gargalo: o uso do aparelho para fins pedagógicos. Professores relatam que, ao liberar a função, os alunos aproveitam para fazer outras coisas, como navegar nas redes sociais, assistir a vídeos e trocar mensagens. Assim, eles se distraem.
Fernando Cassio, professor da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo) e membro do comitê diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, diz que toda implementação de política pública passa por dificuldades, principalmente de convencimento.
Segundo o especialista, a dependência das telas não atinge apenas crianças e jovens, mas também seus pais, que se acostumaram a usar o celular para o controle dos filhos.
Quando privados do contato virtual, os adultos podem ficar tão ansiosos quanto os menores, diz Cássio. É quando a escola deve agir e, com diálogo, convencer os pais de que os pequenos estarão seguros e bem cuidados no período escolar.
Essa foi a principal dificuldade de Vanessa Oliveira, 35. Mãe de Richard, 8, ela tinha o costume de enviar mensagens ao caçula todas as manhãs, enquanto ele estava em aula numa escola estadual de São Paulo. Tem sido difícil largar a rotina, mas ela diz ter entendido ser por um bom motivo. "Sem distrações, ele vai ser um estudante mais preparado."
A Repu (Rede Escola Pública e Universidade), que reúne pesquisadores de universidades paulistas, aponta que a chamada plataformização do ensino é mais um dificultador.
Num estudo publicado em junho, a organização criticou a política do governo paulista sobre o tema. A gestão Tarcísio gastou no ano passado ao menos R$ 471 milhões com a manutenção e ampliação do número de ferramentas digitais para uso em sala de aula. Foram estabelecidas penalidades aos educadores que não as utilizam.
Das 31 plataformas adotadas, 14 são de conteúdo didático e devem ser usadas pelos alunos para fazer redação, exercícios de matemática e até mesmo ler livros. "Isso induz os alunos a aumentarem o tempo de tela. Ainda que o celular não seja o objeto em que esse tempo será consumido, isso vai ocorrer por meio de tablets ou computadores. Parece um desvio da finalidade da lei", diz Fernando Cássio.
Sobre as plataformas, a gestão Tarcísio vem afirmando que a integração dos recursos digitais à rotina pedagógica "com intencionalidade, planejamento e acompanhamento constante tende a apresentar melhores níveis de engajamento e avanços no processo de ensino-aprendizagem ao longo do tempo".
- Bahia Notícias
- 04 Ago 2025
- 12:37h
Foto: Reprodução / Youtube
Durante manifestação realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, fez críticas à ausência de políticos que se colocam como possíveis alternativas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Sem citar nomes, Malafaia questionou a falta de presença desses nomes no ato deste domingo (3) e reforçou seu apoio ao ex-mandatário.
“Não vou deixar passar nada aqui hoje. Cadê aqueles que dizem ser a opção no lugar de Bolsonaro? Cadê eles? Onde é que eles estão? Era para estar aqui, minha gente. Sabe o que fica provado? Até aqui, Bolsonaro é insubstituível”, declarou o pastor.
Em tom crítico, Malafaia ainda sugeriu que a ausência de políticos no evento estaria ligada ao receio de enfrentar o Supremo Tribunal Federal (STF). “Vão enganar trouxa, e eu não sou trouxa. Estão com medo do STF, né? Por isso não chegaram até aqui, né? Arranjaram desculpa, né? Por isso, minha gente, que em 2026 é Bolsonaro”, completou.
O ato reuniu apoiadores do ex-presidente e teve entre as pautas críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Jair Bolsonaro, no entanto, não compareceu por estar cumprindo medidas restritivas impostas pela Justiça, que o impedem de sair de casa aos finais de semana. O ex-presidente está inelegível até 2030, após condenações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também não participou do evento. Segundo sua assessoria, ele se submeteu a um procedimento médico para tratar a tireoide, considerado não invasivo e de rápida recuperação.
- Bahia Notícias
- 04 Ago 2025
- 10:36h
Foto: Reprodução / TV Record
O programa Domingo Espetacular, da TV Record, exibiu uma entrevista exclusiva conduzida pelo jornalista Roberto Cabrini com Juliana Garcia dos Santos, promotora de vendas agredida brutalmente pelo então namorado, o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral.
O caso ganhou repercussão nacional após câmeras de segurança flagrarem o momento em que Juliana foi atacada com 61 socos em apenas 36 segundos dentro de um elevador, em um condomínio residencial.
A reportagem foi realizada em Natal, onde Juliana se recupera dos ferimentos. Por questões de segurança e preservação, ela optou por não mostrar completamente o rosto. Em seu depoimento, a vítima relatou os impactos físicos e emocionais da agressão.
“O pior é quando eu me olho no espelho, quando eu não consigo enxergar a pessoa que eu sou, a mulher vaidosa que eu sou, a minha vida que foi tirada”, afirmou.
Juliana também revelou que o relacionamento era marcado por comportamentos abusivos. “Uma relação tóxica e abusiva”, descreveu.
Ao ser questionada por Cabrini sobre o motivo da agressividade contínua do agressor, ela respondeu: “Porque ele queria me matar e eu não estava morta. Não existe nenhuma dúvida de que o que aconteceu foi uma tentativa de feminicídio.”
Ela ainda explicou por que permaneceu dentro do elevador mesmo durante a agressão. “Eu não me senti segura para sair de dentro do elevador, porque era o único lugar que, caso algo acontecesse, eu seria vista”, relatou.
- Bahia Notícias
- 04 Ago 2025
- 08:32h
Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
O senador Marcos do Val (Podemos-ES) foi recebido por agentes da Polícia Federal ao desembarcar em Brasília na manhã desta segunda-feira (4) e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o parlamentar desrespeitar uma decisão judicial e viajar para os Estados Unidos utilizando o passaporte diplomático.
Investigado por ataques nas redes sociais contra policiais federais que atuam no inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado, Do Val teve o passaporte comum apreendido em agosto de 2024. No entanto, viajou no dia 23 de julho deste ano com o passaporte diplomático, que ainda estava em sua posse.
A defesa do senador havia solicitado autorização para a viagem, que incluiria a esposa, a filha e a enteada, com destino a Orlando (EUA). O pedido foi negado por Moraes em 16 de julho, sob a justificativa de que não havia razões para rever as medidas cautelares já impostas. Contudo, a intimação sobre a decisão só foi recebida oficialmente no dia 24, quando o parlamentar já estava fora do país.
A ida aos EUA resultou em novas sanções contra Do Val. Além da instalação da tornozeleira eletrônica, o ministro determinou o bloqueio das contas bancárias e cartões de crédito do senador e de sua filha. Segundo a defesa, não houve descumprimento deliberado, já que, à época da viagem, não havia proibição expressa de saída do país, apenas a ordem de apreensão do passaporte.
Em nota, o parlamentar negou ter desrespeitado o STF e alegou que seu passaporte diplomático estava válido e sem restrições. Ele também afirmou que a viagem foi comunicada à Polícia Federal, ao Supremo e ao Senado.
Durante o período fora do país, Do Val fez uma live nas redes sociais, direto dos Estados Unidos, em que minimizou o episódio. “Vim passar férias com minha filha durante o recesso parlamentar”, disse o senador, afirmando ainda que foi tietado durante o voo.
As investigações contra o senador seguem em sigilo no Supremo Tribunal Federal.
- Bahia Notícias
- 03 Ago 2025
- 12:45h
Foto: Reprodução Redes Sociais
O ator Maurício Silveira, que atuou em tramas da Globo e da Record, morreu neste sábado (2), aos 48 anos. O artista estava em coma induzido após tratar uma infecção decorrente de uma cirurgia de retirada de um tumor no intestino. Na última sexta-feira (1º), ele havia tido uma piora no estado de saúde.
Familiares e amigos de Mauricio deram a notícia pelas redes sociais.
"É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Maurício da Silveira Ferreira", diz parte do comunicado.
Na sequência, a publicação informava que o velório vai ocorrer neste domingo (3) na Capela 6 do Cemitério Jardim da Saudade Sulacap, no Rio de Janeiro, das 9h às 11h.
Mauricio Silveira já participou de novelas Globo como "Cobras & Lagartos" (2006), "Faça Sua História" (2008) e "Insensato Coração" (2011), além de produções da Record, como "Balacobaco" (2012) e "Reis" (2022).
A notícia sobre a internação e o problema de saúde de Silveira foi comunicado após o ator Theo Becker, 48, relatar os primeiros sintomas do amigo em um vídeo postado no Instagram no dia 26 de julho.
- Por Marianna Holanda | Folhapress
- 03 Ago 2025
- 10:44h
Foto: Reprodução Metrópoles
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) querem que a empolgação da base de apoiadores com as sanções do governo Donald Trump ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), sirva para impulsionar os atos marcados para este domingo (3) por todo o país.
Sob o slogan de "Reaja, Brasil", as manifestações devem acontecer em diferentes cidades simultaneamente, marcando uma diferença para a estratégia que vinha sendo adotada nesses protestos desde que Bolsonaro retornou ao Brasil em 2023.
A ideia é tornar mais acessíveis as manifestações e que parlamentares possam ter protagonismo em seus redutos. Reservadamente, organizadores temem que os atos sejam esvaziados. Primeiro, identificam cansaço da base, que, aos poucos, tem participado menos de mobilizações nas ruas. Segundo, não haverá o principal chamariz: a presença de Jair Bolsonaro.
Bolsonaro está de tornozeleira eletrônica, proibido de sair de casa em Brasília aos finais de semana. Esta é uma das medidas cautelares impostas por Moraes a ele, no âmbito das investigações que apuram a atuação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. O ex-presidente tampouco poderá gravar um vídeo ou discursar.
Além disso, outros nomes de peso estarão ausentes no ato da avenida Paulista, considerado o principal: o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) marcou um procedimento médico para a mesma data, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro manterá agenda no Pará, segundo a coluna da Mônica Bergamo. Segundo relatos, ela comparecerá à manifestação em Belém.
Diante deste cenário, alguns parlamentares que não são de São Paulo mudaram a rota para a Paulista. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), estarão no carro de som, organizado pelo pastor Silas Malafaia.
Conhecido por forte presença nas redes sociais, Nikolas gravou um vídeo convidando as pessoas para a manifestação, direcionado a quem talvez não compareça. "Só vale quando tem multidões e multidões? Jesus apenas com 12 [apóstolos] mudou a história dele. Você só vai se simplesmente for e resolver?", questionou.
"Se você não for, como se fosse bala de prata tudo na vida, simplesmente não vamos conseguir. Não estamos numa corrida de 100 metros, estamos numa maratona", completou.
Bolsonaristas querem um calendário de manifestações, visto como a única reação possível de apoio ao ex-presidente, que será julgado pela trama golpista no STF provavelmente no mês que vem.
As principais demandas são "anistia ampla, geral e irrestrita", por meio do projeto de lei que está na Câmara dos Deputados, e impeachment de Moraes, via Senado —duas pautas hoje consideradas improváveis de prosperar no Congresso.
Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-PB), devem entrar na mira dos discursos nos carros de som e na plateia.
Além disso, bolsonaristas também vão pedir "fora, Lula" nos atos, levando adiante o argumento de que é o presidente o culpado pelas tarifas do aliado Donald Trump a produtos brasileiros.
A aplicação de sanções financeiras ao ministro do STF, na chamada Lei Magnitsky, animou bolsonaristas, que vinham sofrendo desgastes pelo tarifaço do aliado Trump. Inicialmente, o governo americano afirmou que a tarifa seria de 50% em todos os produtos brasileiros, mas recuou e deixou mais de 700 produtos de fora nesta semana.
A sanção a Moraes era a maior demanda do bolsonarismo neste ano, e o principal objetivo de Eduardo Bolsonaro junto a autoridades do governo Trump. Ele disse que o sentimento era de "missão cumprida", após o anúncio.
Eduardo se licenciou do cargo de deputado federal em março, sob o temor de apreensão do seu passaporte pelo STF, quando ainda não era investigado.
Hoje Eduardo e Bolsonaro estão proibidos de se comunicar. O parlamentar, que foi considerado um dos principais nomes para eventual sucessão do pai em 2026, diz que só voltará ao Brasil quando —e se— Moraes for afastado.
Ele tem defendido em entrevistas que apoiadores participem das manifestações no próximo dia 3, como uma forma de ampliar a pressão nacional.
Eduardo também já indicou, ao comemorar a aplicação da sanção a Moraes, que outras autoridades brasileiras podem ter o mesmo destino. Em vídeo, afirmou que tem "várias batalhas adiante" e que a vitória "não é o fim de nada".
- Bahia Notícias
- 03 Ago 2025
- 08:41h
Foto: Reprodução / Instagram
Entidade máxima do futebol mundial, a Fifa ainda avalia mudanças para a Copa do Mundo de 2026. A competição prevista para acontecer em Estados Unidos, Canadá e México poderá mudar a distribuição de partidas por conta de entraves consulares e logísticos do território norte-americano.
A medida foi cogitada após as crescentes dificuldades na obtenção de visto para a entrada nos EUA. O fato se intensificou por conta de políticas migratórias mais rígidas implementadas pelo presidente do país, Donald Trump.
Além disso, o tempo de espera na aprovação de vistos pode ultrapassar 300 dias, o que representa risco na presença de delegações, torcedores e jornalistas.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que o planejamento segue conforme o cronograma, mas nos bastidores, os organizadores já apontaram o Canadá como alternativa estratégica caso a situação persista.
Outro fator também pautado de maneira interna na entidade, são as paralisações por conta de tempestades com trovões, situação comum no verão norte-americano. Durante a Copa do Mundo de Clubes, esse desafio levantou alerta na Fifa.
- Por Maeli Prado | Folhapress
- 02 Ago 2025
- 14:30h
Foto: Reprodução / EBC
A tarifa de 50% dos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros inviabilizará 75% das exportações da indústria brasileira da música para o mercado americano, segundo estimativa da Anafima (Associação Nacional da Indústria da Música).
De acordo com a entidade, a medida terá impacto principalmente sobre os segmentos em que há maior volume de vendas para os EUA, que são alto-falantes e equipamentos de áudio.
"O mercado americano representa um dos principais polos de consumo dos nossos produtos, e esse aumento tarifário compromete seriamente a competitividade da indústria nacional", disse Daniel Neves, presidente da entidade.
A avaliação da associação é que as tarifas impostas pelos EUA causarão prejuízo duplo, já que a sobretaxa sobre produtos chineses poderá causar desvio de instrumentos musicais da China para o Brasil.
"Além de afetar nossas exportações, o tarifaço abre espaço para uma invasão ainda maior de produtos chineses no Brasil, num movimento de efeito rebote extremamente prejudicial à indústria local", afirmou Neves.
Representantes da associação se reúnem nesta sexta-feira (1º) com o consulado dos Estados Unidos em São Paulo para tentar reverter a taxa sobre o setor.
"É essencial que entendam o peso que essa decisão terá para o nosso setor, que já enfrenta uma concorrência desleal e crescente dos produtos chineses", disse o presidente da Anafima.
A previsão, segundo ele, é que o segmento de áudio terá uma queda de 10% no número de postos de trabalho. "A indústria nacional da música corre o risco de ser desvalorizada internacionalmente", declarou. "Precisamos de uma resposta coordenada e urgente."
- Bahia Notícias
- 02 Ago 2025
- 12:26h
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou, nesta sexta-feira (1), que responsabilizará o grupo que ele avalia ser os "traidores da pátria" e "pseudopatriotas por negociações com autoridades internacionais e ataques virtuais contra magistrados e seus familiares. As declarações foram feitas na abertura do ano judiciário.
“Estamos verificando diversas condutas dolosas e conscientes de uma verdadeira organização criminosa que, de forma jamais anteriormente vista em nosso país, age de maneira covarde e traiçoeira, com a finalidade de tentar submeter o funcionamento deste Supremo Tribunal Federal ao crivo de um Estado estrangeiro. Age, repito, de maneira covarde e traiçoeira. Covarde, porque esses brasileiros pseudopatriotas encontram-se foragidos e escondidos. Fora do território nacional”, afirmou o ministro.
O ministro diz que vai buscar os autores das ameaças contra ele e demais integrantes do STF para responsabilizá-los.
“Dia após dia, esses brasileiros traidores da pátria continuam a incentivar, instigar, auxiliar a prática de atividades e atos hostis ao Brasil. […] Como bem disse o ministro Gilmar Mendes, será responsabilizada, será integralmente responsabilizada. Na mais característica criminosa dessa verdadeira organização miliciana, ao fazerem as postagens, dizem: ‘ainda há tempo, ainda há tempo’ caso você aceite a torpe coação. Acham que estão lidando com pessoas da laia deles. Acham que estão lidando também com milicianos, mas não estão. Estão lidando com ministros da Suprema Corte brasileira. Enganam-se", informou Moraes.