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Guerra em Gaza completa dois anos com melhor chance para paz até aqui

  • Por Renan Marra e Victor Lacombe | Folhapress
  • 07 Out 2025
  • 14:18h

Foto: Unicef/Dar Al Mussawir

Apesar das acusações de genocídio, de dezenas de milhares de mortes e de uma crise humanitária sem precedentes, a guerra na Faixa de Gaza completa dois anos nesta terça-feira (7) com o quadro mais promissor para a implementação de uma trégua duradoura desde o início do conflito, em outubro de 2023.
 

Pressionados por Donald Trump e por países árabes e muçulmanos, representantes de Israel e do grupo terrorista Hamas iniciaram nesta segunda-feira (6), no Egito, uma nova tentativa para discutir os detalhes do plano de paz proposto pelos Estados Unidos. O texto prevê, entre outros pontos, a libertação dos reféns ainda mantidos sob o poder da facção e a retirada gradual das tropas israelenses do território palestino.
 

Após meses de impasse e sem perspectivas de cessar-fogo, diplomatas afirmam que a exaustão militar, o colapso das condições de vida e a crescente pressão internacional criaram um ambiente em que a paz voltou a ser uma possibilidade real.
 

"Sim, Israel está [diplomaticamente] mais isolado hoje", afirma à Folha a coronel da reserva Pnina Baruch, israelense que fez parte de equipes de negociação com palestinos. "Mas, se houver um acordo e a guerra terminar, isso pode mudar."
 

Baruch, que também integra o Instituto de Estudos de Segurança Nacional, da Universidade de Tel Aviv, diz que o distanciamento internacional é resultado de um processo que mistura uma campanha de deslegitimação de Israel, a ascensão de um discurso simplificador nas redes sociais e uma gestão política que falhou em explicar essa complexidade ao mundo. "Há uma tendência de enxergar tudo em preto e branco, vítima e agressor, bons e maus."
 

Ao mesmo tempo, ela diz que o governo do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, o mais à direita da história do país, agrava a situação ao adotar durante o conflito uma retórica "combativa e racista", nas palavras dela. "Temos ministros que falam em ‘apagar Gaza’ e ‘expulsar palestinos’. Isso dá munição a quem nos acusa de genocídio", diz.
 

Baruch se refere, sobretudo, aos ministros extremistas Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, que sustentam a coalizão de Netanyahu e que, ao longo do conflito, manifestaram-se várias vezes de forma contrária ao fim da guerra. Em relação à proposta de Trump, eles afirmaram que aceitar o plano seria como assinar um acordo de rendição e reconhecer a derrota de Israel no campo de batalha.
 

Netanyahu, por sua vez, equilibra-se entre a ameaça de colapso de sua coalizão e os protestos diários que exigem o fim dos ataques em Gaza e a assinatura de um acordo para a libertação dos reféns.
 

As denúncias de genocídio também se intensificaram, impulsionadas pela conclusão de uma comissão de inquérito das Nações Unidas que apontou o crime em Gaza. O governo israelense rejeitou o relatório, chamando as informações de "falsas e politizadas".
 

Para analistas, o contexto internacional ajuda a explicar o novo impulso por uma trégua. O isolamento de Tel Aviv, diz Ralph Wilde, professor de direito internacional do University College London, reflete uma mudança gradual na disposição de governos ocidentais em tolerar o que ele descreve como um padrão persistente de ilegalidades.
 

Para o professor, muitos países apenas agora começam a reconhecer a extensão dessas violações. "O que vemos é uma reação tardia e parcial. Há uma preocupação crescente com o bloqueio de Gaza e com a violência dos colonos na Cisjordânia."
 

Endossar o plano de Trump, nesse contexto, é um passo na direção certa, afirma Baruch, a militar da reserva israelense. O Hamas aceitou na sexta-feira (3) partes da proposta e, no mesmo dia, o gabinete de Netanyahu afirmou que "Israel está preparado" para a implementação imediata da primeira fase de um eventual acordo.
 

Várias questões, no entanto, continuam sem solução, incluindo se o Hamas aceitará se desarmar, uma das principais exigências de Israel.
 

Não à toa, o biólogo e ativista palestino Mazin Qumsiyeh, da Universidade de Belém, na Cisjordânia, manifesta ceticismo sobre a eficácia do plano, que ainda prevê a criação de um governo tecnocrático palestino. "É um plano de farsantes. Trump é um criminoso de guerra, e Netanyahu quer transformar Gaza em negócio imobiliário."
 

Para ele, a paz só será possível com o que chama de "descolonização real". "Você não pode acabar com uma guerra enquanto um sistema racista permanece no poder", diz. Ele rejeita também a solução de dois Estados, defendida há décadas pela ONU. "Essa ideia é uma miragem. Não quero um Estado palestino fictício; quero que o mundo boicote Israel, como fez com o apartheid na África do Sul."
 

A guerra começou após o mega-ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, quando terroristas invadiram o sul de Israel, mataram cerca de 1.200 pessoas e sequestraram mais de 250. Desde então, a ofensiva israelense devastou Gaza, provocando uma catástrofe humanitária. Segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas, mais de 67 mil palestinos morreram, e a maioria da população vive hoje em abrigos improvisados, sem acesso regular a água potável, energia ou medicamentos.

Crânio humano é encontrado dentro de lixeira na região do Comércio, em Salvador

  • Bahia Notícias
  • 07 Out 2025
  • 12:20h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

Um crânio humano foi encontrado por pedestres na manhã desta segunda-feira (6) dentro de uma lixeira na Rua Riachuelo, região do Comércio, em Salvador, em um ponto conhecido como Praça da Mãozinha.

 

De acordo com testemunhas, a ossada teria sido deixada no local poucas horas antes da descoberta. O achado mobilizou equipes do Departamento de Polícia Técnica (DPT), que realizaram a perícia e recolheram o material para análise.

 

O perito criminal Montenegro informou que se trata de “uma peça de crânio humano, com partes ausentes, como a arcada dentária inferior”, e destacou que, até o momento, não há indícios de crime violento. Segundo ele, “aparentemente, é um descarte aleatório”, mas o caso seguirá sob investigação.

 

O material foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames periciais que poderão auxiliar na identificação da vítima e na determinação da origem da ossada.

Polícia investiga incêndio na casa de juíza que bloqueou ação de Trump na Carolina do Sul

  • Por Folhapress
  • 07 Out 2025
  • 10:13h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

A polícia da Carolina do Sul investiga um incêndio que atingiu a casa de praia de uma juíza estadual e de um ex-senador democrata em Edisto, no sábado (4). A casa pertence à juíza Diane Goodstein e ao marido, Arnold Goodstein.

Um porta-voz da Divisão de Polícia da Carolina do Sul disse à NBC News que investiga o caso e, até o momento, não há evidências de incêndio criminoso.

Os investigadores pediram também que não sejam compartilhadas informações não verificadas.

Goodstein e familiares pularam de janelas da casa para escapar do fogo e receberam atendimento em um hospital.

Políticos democratas lembraram que Goodstein emitiu recentemente uma decisão temporária bloqueando a tentativa do governo Trump de apreender registros de votação estaduais.

O deputado democrata Daniel Goldman, de Nova York, afirmou no domingo (5) que Donald Trump e seus apoiadores estavam "divulgando informações falsas e ameaçando juízes que decidem contra Trump, incluindo o juiz Goodstein". Ele culpa a extrema direita pelo incêndio.

O vice-chefe de gabinete de Trump, Stephen Miller, disse que Goldman espalha "mentiras desprezíveis".

Jovem que diz ter sido adotado por Leonardo e Poliana na Bahia desabafa: "Minha mãe está chateada com a forma que foi falado"

  • Bahia Notícias
  • 07 Out 2025
  • 08:12h

Foto: Instagram/Bahia Notícias

Um homem identificado como João Dias, afirma ser o adolescente adotado e devolvido pelo cantor Leonardo e sua esposa, Poliana Rocha, há 17 anos, em Ilhéus, na Bahia.

Após a repercussão da revelação feita por Poliana em um programa da RedeTV!, o rapaz apareceu nas redes sociais e afirmou que descobriu a história do casal por terceiros.

Segundo João, a mãe ficou chateada com a forma que tudo foi contada pela mulher de Leonardo.

"Meu nome é João, o que a Poliana fala na entrevista dela. Sei que tem muita gente querendo saber onde está essa pessoa, quem é, e sou eu. Quero me pronunciar logo, só que tem muita gente mandando mensagem no meu perfil (...) Já chegou no ouvido da minha família, da minha mãe, ela está um pouco chateada com a forma que foi falado. Eles não querem aparecer, então vou me pronunciar porque a história é minha. Logo vou contar da forma certa", disse ele.

Para comprovar a história, João mostrou uma foto ao lado do casal na fazenda que pertence a Leonardo, em Goiás.

"Tem gente dizendo que a foto que postei com o cantor Leonardo é montagem. Eu estou com a foto física aqui, que foi tirada lá em Goiânia na fazenda Talismã. Veio umas fotos no envelope que me foi enviado, mas quando chegou nas minhas mãos já tinha sido aberto, e só recebi essa foto", explicou.

Segundo Poliana, o garoto foi devolvido porque não fazia nada em casa, nem mesmo brincar com Zé Felipe.

"O menino começou a me chamar de mainha… E aquilo foi me incomodando, sabe? E acho que o Zé Felipe começou a ficar um pouco enciumado com o menino. Só que, em vez de brincar com o Zé Felipe, ele fica todo dia deitado no sofá. Sombra e água fresca. Ele ficou em casa um mês e meio. Ele não tava mais jogando bola com o Zé. Eu falei: ‘Gente, eu preciso devolver esse menino. Como vou fazer?’."

A esposa de Leonardo disse que após a devolução do adolescente, nunca mais entrou em contato com a família.

"Comprei passagem, coloquei ele no voo, comprei roupa e encaminhei ele pra voltar pra Bahia. E fiquei um ano pagando pensão pra ele. Não tive contato com a mãe."

 

Bahia tem oito novos cursos de medicina aprovados em menos de dois anos, revela USP

  • Por Cláudia Collucci | Folhapress
  • 06 Out 2025
  • 18:20h

Foto ilustrativa: Fabio Rodrigues / Agência Brasil

Em menos de dois anos, o MEC (Ministério da Educação) aprovou a abertura de 77 novos cursos de medicina no país, que, juntos, passaram a ofertar 4.412 vagas de graduação, mostra estudo inédito da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). A Bahia com o Pará e São Paulo lideram em número de novos cursos, oito para cada um. Em seguida, aparecem Ceará e Maranhão, com sete novos cursos cada.

 

No mesmo período, 20 cursos de medicina já em funcionamento foram autorizados pelo MEC a aumentar o número de vagas, somando outras 1.049, o que totaliza 5.461 vagas de janeiro de 2024 a setembro deste ano.
 

Com isso, o Brasil atingiu neste ano a marca de 494 cursos de medicina, 80% deles privados, com um total de 50.974 vagas de graduação. É o segundo país do mundo com maior número de escolas médicas, só perdendo para a Índia (cerca de 600), país com mais de 1,4 bilhão de habitantes -o Brasil tem 213 milhões, segundo o IBGE.
 

Os dados foram solicitados ao MEC por meio da LAI (Lei de Acesso a Informação) pelo grupo de pesquisa Demografia Médica no Brasil, da FMUSP, que há 15 anos acompanha a oferta de médicos e de cursos de medicina. Parte deles não estava na base pública oficial do MEC (cadastro e-MEC).
 

Além dos cursos já autorizados, há outros 150 processos com novos pedidos de abertura ainda em análise pelo MEC. Setenta e cinco processos que pediam a abertura dos cursos foram indeferidos.
 

"Causou-nos muito espanto tanto a quantidade de novos cursos quanto a autorização de mais vagas nos cursos antigos. Não há justificativa técnica ou evidências que justifiquem essa expansão", afirma Mario Scheffer, professor do departamento de saúde preventiva na USP e coordenador do grupo de pesquisa.
 

Segundo ele, um estudo anterior mostrou que nenhum país do mundo passou por uma expansão de vagas tão acelerada na última década como o Brasil.
 

A partir do programa Mais Médicos, o número de vagas dobrou, passando de 23 mil, em 2014, para mais de 50 mil neste ano. Com o atual número, a projeção é que em 2030 o país tenha 1,2 milhão de médicos -5,3 por mil habitantes, quase o dobro da taxa atual, de 2,98 por mil.
 

Questionado, o MEC informou em nota que desde 2013, em razão da Lei dos Mais Médicos, a autorização de novos cursos de medicina é condicionada à aprovação em chamamento público, em que são definidos, junto com o Ministério da Saúde, quais são os municípios aptos para receber novos cursos, com base na necessidade social e capacidade de instalação.
 

Diz ainda que, mesmo com a moratória instituída em 2018, houve grande expansão no período de 2017 a 2022, com a criação de mais de 20 mil novas vagas. De 2023 a 2025, segundo o MEC, a abertura de cursos em instituições privadas deu-se pelo "estrito cumprimento de decisões judiciais".
 

"É um crescimento irracional, absurdo e inaceitável, que ocorre de maneira desordenada, com condições precárias de formação. Não há campo de ensino prático adequado", afirma César Eduardo Fernandes, presidente da AMB (Associação Médica Brasileira).
 

Ele diz que o aumento de escolas privadas sem condições mínimas tem levado à formação de médicos de segunda categoria que hoje estariam alocados na atenção básica de saúde e nos pronto-atendimentos. Estabelecimentos privados de ensino superior que oferecem cursos de medicina refutam essas críticas.
 

Tanto a AMB quanto o CFM (Conselho Federal de Medicina) defendem que médicos recém-formados devam ser aprovados em exame de proficiência antes de começar a atender. Pesquisa Datafolha mostra que 96% dos brasileiros apoiam a medida. Um projeto de lei para criação de um Exame Nacional de Proficiência em Medicina está em tramitação no Senado desde 2024.
 

O MEC afirma que para assegurar a qualidade da formação médica atua em várias frentes, entre elas a criação do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), que será aplicado anualmente, a partir deste ano.
 

"Haverá supervisão estratégica nos cursos de medicina que tiverem baixo desempenho, visitas de avaliação in loco nas instituições de ensino em 2026 e atualização das diretrizes curriculares nacionais de medicina", diz a pasta.
 

Entre as medidas cautelares estão impedimento de ampliação de vagas, suspensão de novos contratos do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), suspensão da participação do curso no Prouni (Programa Universidade para Todos), redução de vagas para ingresso e suspensão de ingresso de novos estudantes.
 

"É verdade que, com as novas diretrizes os cursos, passam a ter mais obrigações e os alunos também serão avaliados no quarto ano, antes do internato. Isso é muito importante, mas ainda não sabemos se haverá de fato fiscalização e fechamento de vagas em cursos mal avaliados", diz Scheffer.
 

Segundo o estudo da USP, a região Nordeste concentra 29 dos novos cursos autorizados pelo MEC, 37,7% do total. Em seguida, vem o Sudeste, com 19 (24,7%); Norte, com 13, (16,9%); Sul, com 12 (15,6%) e Centro-Oeste, com 4 (5,2%).

 

Um dado que chama a atenção são os municípios fora das capitais que receberam autorização para a abertura de mais de um curso de medicina. Por exemplo, Vitória da Conquista e Luís Eduardo Magalhães, no interior da Bahia, ganharam dois cursos cada.
 

Sobral e Tianguá, no Ceará, também tiveram autorização para abrir dois cursos cada um. O mesmo ocorreu com Cariacica e São Mateus, no Espírito Santo, e Ariquemes, em Rondônia.
 

Segundo Mario Scheffer, como não há evidências que justifiquem esse tipo de expansão de vagas privadas, a suspeita recai para lobbies diversos, como pressões de prefeitos e parlamentares e de grupos privados de ensino e de hospitais.
 

"Há uma conjunção de lobbies nesse mercado de educação médica. Esses cursos que parecem avulsos são incorporados imediatamente por grandes grupos. Viraram a galinha dos ovos de ouro." O preço médio das mensalidades nas escolas médicas é de R$ 10,2 mil, com variação de R$ 5,1 mil a R$ 15,7 mil.
 

O MEC informa que não recebe pedidos de autorização de curso de medicina fora do chamamento público, exceto nos casos decorrentes de determinação judicial.

Anvisa autoriza compra emergencial de 2.600 frascos de Fomepizol contra intoxicação por metanol

  • Bahia Notícias
  • 06 Out 2025
  • 16:20h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu, neste domingo (5), autorização para a importação excepcional de 2.600 frascos de Fomepizol, um medicamento injetável essencial para o tratamento de pessoas com intoxicação por metanol. O metanol é uma substância frequentemente associada ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas ou falsificadas.

 

A medida emergencial foi solicitada pelo Ministério da Saúde e será coordenada pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Do total autorizado, 2.500 frascos serão adquiridos pelo Ministério da Saúde, e os 100 frascos restantes serão doados pelo fabricante. O prazo de entrega do medicamento ainda será negociado

 

O Fomepizol, que não possui registro no Brasil, é uma das principais opções de tratamento. A importação foi autorizada rapidamente com base na RDC 203/2017, que permite a entrada de produtos sem registro em caráter de excepcionalidade para situações de vigilância sanitária.

16% das crianças de até 6 anos já teriam sofrido racismo, segundo percepção de responsáveis, indica Datafolha

  • Por Lucas Lacerda | Folhapress
  • 06 Out 2025
  • 14:43h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Uma em cada seis crianças com até seis anos de idade (16%) já teria sido vítima de racismo no Brasil, de acordo com a percepção dos responsáveis por elas. Mais da metade dos casos (54%) teria ocorrido na creche ou na pré-escola.
 

Apesar disso, 22% da população acha que é raro que este público esteja exposto ao problema, e outros 10% afirmam que não há vítimas nessa faixa etária porque a sociedade brasileira praticamente não é racista.
 

É o que mostram dados de uma pesquisa Datafolha encomendada pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, organização que trabalha no segmento da primeira infância no país. A pesquisa ouviu um total 2.206 pessoas em entrevistas presenciais realizadas em abril de 2025, sendo 822 responsáveis por cuidar de crianças de 0 a 6 anos. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para total da amostra e de 3 pontos percentuais para amostra de responsáveis.
 

O instituto perguntou aos responsáveis "a criança já foi tratada de forma diferente de outras crianças por causa de sua cor da pele, tipo de cabelo e outras características físicas?".
 

O levantamento faz parte de um estudo sobre a primeira infância no país, organizado pela fundação, e mostra como o racismo contra bebês e crianças é percebido. Entre os 132 responsáveis que relataram ter testemunhado situações que consideram racismo contra as crianças, o local mais frequente da ocorrência foi o ambiente escolar (54%) Em seguida estão espaços públicos como ruas, praças ou parques, indicado por 42% desse público, seguido pelo bairro ou vizinhança (20%).
 

Os relatos são mais frequentes entre os responsáveis pretos ou pardos (19%), ante a parcela de brancos (10%).
 

Já para a pergunta sobre a exposição de crianças na primeira infância ao racismo, a diferença de escolaridade tem impacto significativo. Com nível superior, são 74% os que concordam com a afirmação de que "O racismo é algo comum e mesmo crianças na primeira infância são vítimas de racismo", proporção que cai para 53% entre aqueles com ensino fundamental.
 

A discriminação na fase de 0 a 6 anos de idade compromete o desenvolvimento das crianças e poderá ter efeitos no futuro dessas vidas, segundo a CEO da fundação, Mariana Luz.
 

Isso porque até 90% da formação do cérebro ocorre nesse período, com competências que serão exigidas pelo resto da vida. E um dos elementos básicos para uma boa formação é a proteção, que tem como opostos abusos e violências, como o racismo.
 

"Então se essa criança, uma criança pequena, sofre racismo na sala de um colega num período no qual ela está formando a sua identidade, constituindo a sua autoestima, que ela precisa das experiências para se desenvolver plenamente, isso vai minar esse processo, isso vai gerar traumas e esse estresse tóxico vai impedir que ela se desenvolva nessa máxima potência."
 

Segundo a diretora-executiva da Oxfam Brasil, Viviana Santiago, a criança que sofre discriminação passa a viver em alerta, gastando energia que seria direcionada ao desenvolvimento e aprendizado para tentar antecipar e se proteger de ataques.
 

"Imagine esse gasto de pensar que vão falar do cabelo, do nariz, que não vão querer brincar."
 

Entre os impactos também estão a rejeição da própria imagem, a tentativa de apagar a identidade racial e a propensão do desenvolvimento de doenças.
 

A creche e a pré-escola, assim, não podem ser vistas como alheias aos ambientes escolares dos mais velhos, porque o racismo também ocorre e precisa ser combatido nesses espaços. É o que diz a coordenadora-executiva da Ação Educativa, Edneia Gonçalves.
 

Toda a comunidade escolar, diz ela, precisa ser chamada a resolver os casos de racismo, com protocolos que precisam estar ou serem inseridos no projeto político-pedagógico de cada unidade. "Esses procedimentos da escola é que vão determinar como você vai acolher a vítima, como vai educar o racista e como vai mobilizar a comunidade escolar e fazer a autoavaliação nessa escola."
 

Grande parte do desafio está em como aplicar a lei 10.639, que estabelece o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana na educação básica e que já completou duas décadas ainda vista como esforço particular de alguns professores. Para Edneia, a questão é promover uma educação de qualidade, com repertório para que as crianças possam aprender e também construir e valorizar suas próprias identidades.
 

Para Viviana, da Oxfam Brasil, ainda faltam mecanismos de acompanhamento para verificar a aplicação da lei. A especialista destaca que é preciso educar toda a comunidade. "É pensar como é que as famílias continuam educando as crianças brancas para a reprodução do racismo. A gente olha a criança negra, mas eu me preocuparia com a criança branca."

Brasil investiga 209 casos suspeitos de intoxicação por metanol; 16 já foram confirmados

  • Bahia Notícias
  • 06 Out 2025
  • 12:39h

Foto: João Valério/Governo do Estado de SP

O Ministério da Saúde informou neste domingo (5) que o Brasil tem 209 casos em investigação de intoxicação por metanol após ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas. Outros 16 casos foram confirmados, sendo 14 em São Paulo e 2 no Paraná.

 

Os dados, consolidados pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde Nacional (CIEVS), indicam que o estado de São Paulo concentra a maioria das notificações, com 14 confirmações e 178 casos ainda sob apuração.

 

Ao todo, 13 estados notificaram suspeitas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná, Rondônia, São Paulo, Piauí, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraíba e Ceará. Os casos registrados na Bahia e no Espírito Santo foram descartados. O Ceará teve o primeiro caso suspeito confirmado neste fim de semana.

 

Até o momento, o país contabiliza 15 mortes possivelmente relacionadas ao metanol, sendo duas confirmadas em São Paulo e 13 ainda em investigação, sete em São Paulo, três em Pernambuco, uma no Mato Grosso do Sul, uma na Paraíba e uma no Ceará.

 

Para reforçar o tratamento dos pacientes, o Ministério da Saúde iniciou a distribuição de etanol farmacêutico, antídoto usado em casos de intoxicação por metanol. Nesta primeira remessa, foram encaminhadas 580 ampolas a cinco estados: 240 para Pernambuco; 100 para Paraná; 90 para Bahia; 90 para o Distrito Federal; 60 para Mato Grosso do Sul.

 

O antídoto faz parte do lote de 4,3 mil ampolas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), fornecidas por hospitais universitários federais em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

 

A intoxicação por metanol é considerada uma emergência médica grave, podendo causar cegueira e morte. Os principais sintomas incluem visão turva, perda de visão, náuseas, vômitos, dores abdominais e sudorese.

 

O Ministério da Saúde recomenda que pessoas que apresentem sintomas ou que tenham consumido bebidas de origem duvidosa procurem imediatamente atendimento médico e entrem em contato com o Disque-Intoxicação Anvisa: 0800 722 6001 e Centro de Controle de Intoxicações de SP (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800 771 373

EUA sob Trump desaceleram, e 'caça' a imigrantes distorce taxa de desemprego

  • Por Fernando Canzian | Folhapress
  • 06 Out 2025
  • 10:35h

Foto: CNN

A economia norte-americana perdeu ímpeto sob o presidente Donald Trump, mas o emprego ainda mostra alguma resiliência devido a uma disrupção na oferta de mão de obra dos imigrantes.
 

Após crescer 2,8% em 2024, o PIB (Produto Interno Bruto) do país deve desacelerar para 1,8% neste ano, segundo previsões de mercado e de órgãos internacionais. Em dezembro, antes da posse do republicano e da imposição de tarifas, havia expectativa de crescimento de até 3%.
 

A perda de ritmo na maior economia do mundo -US$ 29,2 trilhões (US$ 2,2 trilhões no Brasil)- ocorre em meio a pressões inflacionárias persistentes, sobretudo no gigantesco setor de serviços, que representa quase 80% do PIB.
 

Em agosto, enquanto a inflação geral anual foi de 2,9%, ela rondava 3,6% nos serviços (exceto energia) e 3,2% no setor de alimentos. A meta perseguida pelo Fed, o banco central americano, é 2% ao ano.
 

A questão central hoje não é quando a inflação cairá, mas se ela voltará a subir antes que o crescimento desacelere decisivamente. Isso pode colocar em xeque a intenção do Fed de seguir baixando os juros até 2026. Em setembro, a taxa foi reduzida em 0,25 ponto, para uma banda entre 4% e 4,25% anuais -mas Trump pressiona o Fed para que acelere os cortes.
 

As duas políticas mais agressivas do republicano neste início de mandato -tarifas e perseguição a imigrantes- estão diretamente relacionadas ao quadro de incerteza.
 

Para Kenneth Rogoff, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, muitas empresas estão diminuindo margens de lucro para absorver o impacto das tarifas, mas isso teria um limite.
 

"Com o tempo, todos começarão a repassar custos, que aparecerão nos preços. Isso provavelmente elevará a inflação para 3,5% ou 4% no final deste ano. Há um debate sobre o quanto o Fed deveria se incomodar: por um lado, [o impacto] seria temporário e eles não deveriam se importar; por outro, estão preocupados com sua credibilidade após permitirem a grande inflação pós-pandemia", diz.
 

Professor em Harvard, o economista afirma que o Fed poderá optar por apenas mais um corte nos juros neste ano "por razões políticas". Ele diz que a economia terá de desacelerar para conter os preços, mas não vê chance de recessão nos próximos meses.
 

Enquanto o choque tarifário encarece produtos e matérias-primas importados, o combate à imigração reduz a oferta de mão de obra, distorcendo o mercado de trabalho.
 

Segundo o Fed regional de São Francisco, os EUA terão saldo positivo líquido entre entradas e saídas de apenas 1 milhão de imigrantes neste ano -1,6 milhão e 2,6 milhões a menos que em 2024 e 2023, respectivamente. Entre 2022 e 2024, os imigrantes contribuíram com mais da metade do total de novos trabalhadores.
 

A diminuição dessa oferta de trabalho, segundo o IIF (Instituto de Finanças Internacionais, que reúne 400 instituições financeiras), cria a ilusão de que o mercado laboral está aquecido, mas o que falta são pessoas para preencher vagas.
 

Isso ocorre principalmente em estados dependentes de imigrantes, como Califórnia, Texas, Flórida e Nova York. Neles, a taxa de desemprego está menor que em estados menos dependentes da imigração. Enquanto o aumento salarial diminui em nível nacional, há aceleração nas regiões dependentes de imigrantes.
 

Para Marcello Estevão, diretor-gerente do IIF, essa fragmentação implica que o Fed precisa interpretar os agregados nacionais com cautela, pois a taxa de desemprego geral (4,3% em agosto) pode indicar um mercado de trabalho mais frágil do que se supõe.
 

"O ponto é que há fraqueza suficiente no emprego e no crescimento deste ano, que vai impor disciplina na formação de preços. O choque das tarifas pode até ser limitado sobre a inflação, mas ainda assim obrigará o Fed a uma calibragem paulatina [no corte de juros]", diz. O IIF prevê crescimento entre 1,4% e 1,5% neste ano, metade da evolução do ano passado.
 

José Júlio Senna, ex-diretor do Banco Central e pesquisador do Ibre-FGV, concorda que a inflação segue pressionada, o que poderá atrapalhar o plano do Fed de cortar juros. Ele põe em dúvida, porém, a dimensão da desaceleração.
 

Senna afirma que um dos principais indicadores observados pelo banco central dos EUA são as Vendas Finais para Compradores Domésticos, que destaca gastos e investimentos de residentes e empresas, deduzindo a variação de estoques privados.
 

Após desaceleração entre janeiro e março frente às incertezas com a chegada de Trump, o indicador subiu 2,9% anualizados no segundo trimestre, próximo à média de 3% observada em 2023 e 2024 -quando a inflação fechou em 3,4% e 2,9%, respectivamente.
 

"Por enquanto, a desaceleração não é significativa, e o Fed precisará manter a preocupação com os preços", diz.
 

Apesar dos ventos contrários de curto prazo, a economia dos EUA continua ostentando vantagens estruturais. Neste ano, o trabalhador americano médio deve gerar cerca de US$ 171 mil em produção, em comparação com US$ 120 mil na zona do euro e US$ 96 mil no Japão (considerando a paridade de poder de compra).
 

Apesar da expectativa de crescimento menor, o mercado de ações também segue batendo recordes, mas pode haver distorção pelo peso e valorização das empresas de tecnologia. Hoje, as sete maiores companhias do ramo nos EUA valem juntas mais do que as bolsas de valores de Reino Unido, Canadá, Alemanha e Japão combinadas.

Sindicato da PRF na Bahia defende acusada de injúria racial contra PM em Feira de Santana

  • Bahia Notícias
  • 06 Out 2025
  • 08:12h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado da Bahia (SINPRF-BA) divulgou nota oficial neste domingo (5) a respeito do caso em que um capitão da Polícia Militar acusa uma policial rodoviária federal de injúria racial. O caso ocorreu durante um campeonato esportivo juvenil neste domingo (5) em Feira de Santana e envolveu a policial rodoviária Michele Alencar, de 44 anos, presa na ocasião.

 

Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, em nota, o SINPRF-BA afirmou que acompanha o caso desde o início e que segue oferecendo apoio jurídico e institucional à servidora. A entidade destacou que todas as medidas estão sendo tomadas com base nos princípios da presunção de inocência, do devido processo legal e da ampla defesa.

 

Conforme o sindicato, os elementos já colhidos indicam que a policial “jamais proferiu qualquer palavra ou atitude de cunho racista”. O texto afirma ainda que Michele Alencar e familiares “foram vítimas de agressões físicas e verbais”, fato que teria sido comprovado por exame de corpo de delito e registrado em vídeos.

 

A nota também chama atenção para que o relato do policial militar seria confirmado por pessoas que, de acordo com o sindicato, participaram das supostas agressões contra a servidora. O SINPRF-BA defende uma apuração “criteriosa, imparcial e isenta” dos fatos.

 

A entidade criticou ainda a postura do policial militar envolvido no caso, afirmando que sua função seria garantir a segurança e evitar conflitos, mas que houve “excessos e atitudes que contribuíram para o agravamento da situação”.

 

No final da nota, o sindicato declarou que “repudia toda e qualquer forma de discriminação, mas igualmente rechaça qualquer tentativa de inverter a condição de vítima e antecipar julgamentos sem a devida análise técnica e probatória”, diz o comunicado.

Britânico The Guardian destaca 'Vale Tudo' como fenômeno que divide opiniões no Brasil

  • Por Vitor Moreno | Folhapress
  • 05 Out 2025
  • 14:26h

Foto: Reprodução / Globo

O remake da novela "Vale Tudo", exibida na faixa das 21h da Globo, é uma das recomendações da semana da newsletter The Guide, do jornal britânico The Guardian. A publicação pediu que correspondentes internacionais relatassem que programas eram mais falados nos países em que eles moram.
 

A produção brasileira foi a escolha do brasileiro Tiago Rogero, que é correspondente do Guardian na América do Sul. "A nova versão -lançada em um momento de profunda polarização política- perdeu muito do foco político original, mas tem obtido forte audiência e provocado acalorados debates online", afirma ele.
 

A publicação chama a atenção para o fato de que a nova versão da novela, que está na reta final, tem dividido opiniões por aqui. "Enquanto muitos espectadores apreciam a releitura, com clipes viralizando nas redes sociais, também houve críticas às mudanças no enredo original e à reprodução de estereótipos frequentemente associados às mulheres negras em relação a uma das protagonistas", diz o texto.
 

O jornal britânico conta ainda que não é surpresa que uma novela brasileira seja o programa mais assistido do país. Ele diz que, mesmo que a TV brasileira tenha sofrido o impacto da chegada do streaming e agora compita com k-dramas e produções turcas, o reinado do formato ainda existe.
 

O texto também contextualiza a importância da trama original, escrita por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères. Ele explica que "Vale Tudo" é considerada uma das novelas mais importantes do gênero e fala do sucesso da exibição original, entre 1988 e 1989. "O Brasil ainda se recuperava da brutal ditadura militar de duas décadas, e girava em torno da questão: 'Vale a pena ser honesto no Brasil?'."
 

Além da novela brasileira, são citados na newsletter os seguintes programas: Big Brother Naija, da Nigéria, Anpan, do Japão, Smile Jamaica, da Jamaica, e International Fryderyk Chopin Piano Competition, da Polônia.

Segunda edição do CNU, maior concurso do país, ocorre neste domingo, com reforço na segurança

  • Por Cristiane Gercina / Júlia Galvão | Folhapress
  • 05 Out 2025
  • 12:20h

Foto: © Marcos Santos/USP Imagens

A segunda edição do CNU (Concurso Nacional Unificado), maior seleção do país, ocorre neste domingo (5), com segurança reforçada para garantir que não haja falhas na aplicação como no ano passado, evitando erros e judicialização.
 

O "Enem dos Concursos" se consolida como a nova forma de contratar servidores públicos e, embora menor do que a edição de 2024, ainda impressiona pelos números. São 761,5 mil inscritos que concorrem a 3.652 vagas em 32 órgãos públicos.
 

Os exames ocorrem em 228 municípios, incluindo as 27 capitais e o Distrito Federal, e envolvem um contingente de 85 mil trabalhadores.
 

Neste ano, há diferenças não só no tamanho --em 2024, foram 2,1 milhões de participantes e 210 mil
 

trabalhadores--, mas também na prova. Uma das principais novidades é a prova identificada de forma individual por candidato, com código de barras exclusivo.
 

Os candidatos não terão acesso ao tipo de prova que estão fazendo até que o gabarito oficial seja divulgado, o que impede o mapeamento prévio dos cadernos. Essas medidas, aliada à coleta de dados biométricos com duas digitais e ao exame grafológico, dificulta tentativas de fraude e falsidade ideológica, afirma à Folha Alexandre Retamal, coordenador logístico do CNU.
 

Diferentemente do que ocorreu no ano passado, o caderno de questões poderá ser levado para casa, mas só para quem esperar até uma hora antes do final do exame. Também foram instalados detectores de metal e de ponto eletrônico em todas as escolas.
 

"Quanto mais a gente aprimora os mecanismos e os protocolos de segurança, mais as organizações criminosas ficam com receio de querer cometer um crime", diz Retamal.
 

Segundo ele, responsável pela logística do CNU, as mudanças na segurança foram baseadas nos aprendizados da edição anterior e implementadas em parceria com diversos órgãos de segurança, como Ministério da Justiça, Abin (Agência Brasileiro de Inteligência), PF (Polícia Federal) e polícias dos estados.
 

"Tudo isso está gerando uma massa crítica de competência, de responsabilidade, de experiência, que está tornando cada vez mais difícil a atuação de organizações criminosas e tornando cada vez mais seguro [o CNU] para que os candidatos cheguem lá e façam o seu melhor na prova."
 

HORÁRIO DAS PROVAS
 

O exame começa às 13h, com abertura de portões às 11h30 e fechamento às 12h30 em ponto, conforme o horário de Brasília. A prova começa às 13h e tem duração de cinco horas para cargos de nível superior, terminando às 18h, e 3 horas e meia para nível médio.
 

Apenas os aprovados na prova objetiva seguirão para a etapa discursiva, marcada para 7 de dezembro. Para levar o caderno de questões para casa, é preciso ficar até a última hora. Há regras de segurança com o objetivo de evitar falhas e vazamentos.
 

A ministra Esther Dweck, do MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos), destaca dois pontos de atenção: que é ler a folha de rosto da prova e conferir o endereço da escola onde fará o exame, conforme o que está escrito no cartão do candidato.
 

O MGI ainda atualizou, neste sábado, o cartão de inscrição com a sala onde cada candidato realizará a prova. A orientação é que ele seja acessado novamente para que os inscritos tenham as informações completas, mas quem chegar ao local do exame apenas com o código recebido anteriormente "conseguirá encontrar a sala sem dificuldades".
 

LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO E RECOLHIMENTO DAS PROVAS
 

As provas chegam aos locais de aplicação na madrugada deste domingo, sob forte esquema de segurança, com a participação das polícias locais. Elas ficaram escoltadas durante todo o tempo que estiveram no galpão da organizadora, que é a FGV (Fundação Getulio Vargas), e também foram escoltadas pela PF e PRF durante o transporte.
 

A logística reversa começa ainda no domingo. Ao final do exame, todas as provas são devolvidas ao ponto-sede no município e, depois, voltam para o galpão da FGV. Em todas as etapas, seguem sendo escoltadas e com segurança durante 24 horas.
 

 

O QUE LEVAR E O QUE NÃO LEVAR
 

Os candidatos precisam levar caneta preta ou azul de tubo transparente e documento oficial com foto. Se for documento digital, só serão aceitos os que estiverem em sites que sejam acessados com o cadastro do portal Gov.br.
 

É permitido levar água e alimentos de consumo rápido, desde que em embalagens transparentes e sem rótulo. É proibido estar com alimentos em embalagens que não sejam transparentes e bebidas em recipientes que não permitam ver o que tem dentro.
 

Os celulares e demais itens eletrônicos serão recolhidos no local da prova, colocados em um saco lacrado e devolvidos apenas ao final do exame. É necessário ficar aos menos duas horas na sala de prova.
 

DEMAIS ORIENTAÇÕES
 

Quem deixar de seguir as orientações da folha de rosto poderá ser desclassificado. O governo quer evitar o que ocorreu no CNU 1, no qual muitos candidatos não marcaram o tipo de prova no cartão de respostas e foram eliminados, conforme previa o edital.
 

Retamal dá mais uma dica, que é ter calma. "As pessoas perguntam muito: 'você pode levar garrafa d'água?' falam para não esquecer de levar documento, de levar caneta transparente, tudo isso é importante. Mas o mais importante para os candidatos é ir com calma. Vá o mais cedo possível, conheça o lugar, chegue lá com calma e obedeça as instruções dos fiscais."
 


 

Veja o calendário do CNU 2
 

- Aplicação das provas objetivas - 5/10/2025
 

- Divulgação preliminar dos gabaritos das provas objetivas - 6/10/2025
 

- Prazo para interposição de eventuais recursos quanto às questões formuladas e/ou aos gabaritos divulgados - 7 e 8/10/2025
 

- Disponibilização da imagem do cartão de respostas - 12/11/2025
 

- Divulgação das notas finais das provas objetivas e convocação para as pessoas candidatas para a realização da prova discursiva - 12/11/2025
 

- Obtenção impressa do Cartão de Confirmação de Inscrição para realização da prova discursiva no endereço eletrônico https://conhecimento.fgv.br/cpnu2. - 1/12/2025
 

- Aplicação da prova discursiva - 7/12/2025
 

- Divulgação da Nota Preliminar da Discursiva e disponibilização do espelho de correção. - 23/01/2026
 

- Interposição de eventuais pedidos de revisão das notas da prova discursiva - 26/01 e 27/01/2026
 

- Divulgação do resultado dos pedidos de revisão das notas da Prova Discursiva e do Resultado Definitivo da prova discursiva. - 18/02/2026
 

- Divulgação do resultado dos pedidos de revisão das notas dos títulos e do resultado definitivo dos procedimentos para as pessoas candidatas negras, indígenas e quilombolas e para as pessoas com deficiência - 18/02/2026
 

- Previsão de divulgação das listas com as classificações das pessoas candidatas, em vagas imediatas e lista de espera, após a realização das fases 1 a 4 20/02/2026
 

- 1ª Convocação para confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas 20/02/2026
 

- Período para a 1ª confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas 21/02 a 23/02/2026
 

- Previsão de divulgação das listas com as classificações das pessoas candidatas, em vagas imediatas e lista de espera, após o resultado da 1ª confirmação de interesse 27/02/2026
 

- 2ª Convocação para confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas - 27/02/2026
 

- Período para a 2ª confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas - 28/02 a 02/03/2026
 

- Previsão de divulgação das listas com as classificações das pessoas candidatas, em vagas imediatas e lista de espera, após o resultado da 2ª confirmação de interesse - 6/03/2026
 

- 3ª Convocação para confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas - 6/03/2026
 

- Período para a 3ª confirmação de interesse das pessoas candidatas classificadas - 7/03 a 9/03/2026
 

- Previsão de divulgação das listas com as classificações das pessoas candidatas, em vagas imediatas e lista de espera, após o resultado da 3ª confirmação de interesse - 16/03/2026
 

- Início das convocações para nomeação, e, quando couber, para o procedimento de Investigação Social e Funcional, a realização da Defesa de Memorial e Prova Oral e o Curso ou Programa de Formação

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Moro diz que STF deixa de 'corrigir injustiça' ao mantê-lo réu por calúnia

  • Por Tiago Minervino | Folhapress
  • 05 Out 2025
  • 10:18h

Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

O senador Sergio Moro (União-PR) afirmou que a 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) deixou de "corrigir injustiça" ao decidir mantê-lo réu em ação por calúnia contra o ministro Gilmar Mendes.
 

Moro classificou a denúncia contra ele como "absolutamente inepta, contrária ao Direito, aos fatos e ao bom senso". Por meio de nota, o senador ressaltou que sua fala em relação a Gilmar foi proferida em um contexto de "piada em brincadeira de cadeia em festa junina".
 

O senador disse que o STF "perdeu oportunidade de corrigir os rumos da (in)Justiça". Entretanto, também destacou que está "confiante na improcedência [da ação] no curso do processo".
 

"Quem tem a consciência tranquila perante a lei, a verdade e justiça de Deus, nada tem a temer", declarou Moro.
 

ENTENDA O CASO
 

Maioria da 1º Turma do STF manteve moro réu pela acusação de caluniar Mendes. Os ministros Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes apresentaram seus votos ontem e hoje foi Flávio Dino quem decidiu que a ação criminal deve continuar. São cinco votos no total, e o julgamento ocorre no plenário virtual.
 

Moro questionava a decisão do STF que o transformou em réu. A relatora do caso é a ministra Cármen Lúcia, que votou para rejeitar os recursos apresentados pela defesa do senador. Moraes e Dino acompanharam a relatora.
 

Ainda faltam votar outros dois ministros da Turma. Os ministros Luiz Fux e Cristiano Zanin têm até o final da próxima quinta-feira (10) para apresentarem seus votos. Com o recurso rejeitado pela Turma, a ação penal contra ele continua e o senador pode ser condenado ao final do processo.
 

Moro pode sofrer também a perda do mandato. O Código Penal prevê a perda do cargo em caso de pena privativa de liberdade por tempo superior a quatro anos.
 

A denúncia foi recebida em junho de 2024 por unanimidade na Turma. O senador foi denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República), após um vídeo viralizar nas redes em que ele aparece em uma festa junina falando em "comprar um habeas corpus" de Gilmar. A defesa do senador alega que ele não teve intenção de ofender o ministro e que os fatos apontados no vídeo teriam sido editados e não configurariam crime.
 

"O exame da petição recursal é suficiente para constatar não se pretender provocar o esclarecimento de ponto obscuro, omisso ou contraditório ou corrigir erro material, mas somente modificar o conteúdo do julgado, para fazer prevalecer a tese do embargante", escreveu Cármen Lúcia, ministra do STF, em voto que rejeitou recurso apresentado por Sergio Moro.

Lula afirma que investimentos da COP30 serão permanentes e beneficiarão o povo de Belém

  • Bahia Notícias
  • 05 Out 2025
  • 08:15h

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, na ultima sexta-feira (3), que as obras realizadas para a COP30 pertencem ao povo de Belém e “ninguém tira mais”. A fala ocorreu durante visita às intervenções integradas para a realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que acontecerá na capital paraense em 2026.

 

Lula vistoriou o Parque da Cidade, local que sediará parte dos eventos da conferência, e afirmou que as melhorias trarão benefícios duradouros. Segundo ele, “não tem obra só para a COP”, já que as intervenções em infraestrutura e urbanismo permanecerão como legado para a população.

 

Durante a visita, o presidente também destacou os impactos positivos na mobilidade urbana e no turismo.

 

“Quando os canais estiverem bem tratados e as ruas bonitas, vai vir turista. Melhorar a qualidade de vida do povo de Belém significa aumentar as chances de atrair mais visitantes para o estado e para a cidade”, afirmou.

Medicamento genérico do rivotril tem lote recolhido após farmacêutica encontrar falta de eficácia

  • Bahia Notícias
  • 03 Out 2025
  • 18:17h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

Um lote do medicamento clonazepam teve recolhimento voluntário nesta quarta-feira (1º). A informação foi comunicada pelo laboratório Teuto. A substância é o genérico do rivotril, utilizado para diferentes condições neurológicas e psiquiátricas. 

 

A empresa informou que o lote recolhido é o 3591454 do clonazepam 2,5 mg/ml, solução oral, de 20 ml. Segundo O GLOBO, a medida ocorreu “após ser constatado comprometimento da eficácia terapêutica, resultando na ausência do efeito esperado”.

 

“O recolhimento será iniciado de forma preventiva por meio da comunicação direta às autoridades de Vigilância Sanitária e a toda rede de distribuição do produto, seguindo as premissas da normativa de recolhimento estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, disse a entidade por meio de nota.

 

O laboratório explicou ainda que pacientes que utilizam as unidades do lote podem estar sem tratamento adequado. Foi indicado a interrupção do uso desses produtos para consumidores que tinham adquirido o produto.  

 

Outras duas versões do rivotril se encontram em falta nas farmácias do país: a em gotas 2,5 mg/mL e o comprimido sublingual 0,25 mg. 

 

Segundo a reportagem, a Blanver, farmacêutica responsável pelo registro do remédio no Brasil, apontou que a previsão é que o abastecimento do em gotas seja regularizado ainda neste ano, e o sublingual durante o primeiro semestre de 2026.