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Lula diz a Kassab que centrão e oposição podem pagar preço ao atuar contra o país

  • Por Folhapress
  • 08 Ago 2025
  • 10:07h

Foto: Reprodução/Bahia Notícias

O presidente Lula (PT) afirmou em almoço com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, que parlamentares do centrão e da oposição erram ao inviabilizar a votação de pautas de interesse do governo e apoiarem sanções impostas pelo governo Donald Trump, sob pena de serem acusados de trabalhar contra o país.
 

Um dia depois de bolsonaristas obstruírem as votações no Congresso, ocupando até mesmo a cadeira do presidente da Câmara, Lula lembrou, segundo relatos obtidos pela Folha, que oposicionistas foram criticados por apoiarem as sanções econômicas impostas pelo governo Trump contra o Brasil.
 

A reportagem apurou que o petista citou na conversa pesquisas segundo as quais as ameaças de prejuízos econômicos têm recaído sobre a oposição.
 

O almoço ocorreu enquanto o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), de quem Kassab é secretário de Governo, estava em Brasília para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
 

Embora tenham representantes na Esplanada dos Ministérios, os partidos do centrão (União Brasil, MDB, PP, PSD e Republicanos) têm enfileirado derrotas no Congresso ao Palácio do Planalto, com núcleos de oposição aberta em alguns casos.
 

O PSD, por exemplo, lidera três pastas, mas tem dois pré-candidatos à Presidência para 2026 (os governadores Ratinho Junior, do Paraná, e Eduardo Leite, Rio Grande do Sul).
 

Além disso, Kassab teceu no início do ano críticas públicas ao governo petista e foi uma das lideranças que se solidarizaram com Bolsonaro após sua prisão domiciliar ser decretada.
 

Segundo a Folha apurou, Lula disse no almoço que a saída do Brasil para o tarifaço imposto pelos EUA aos produtos brasileiros é buscar novos parceiros comerciais. No encontro, ele teria elogiado o papel do PSD no Congresso.
 

Ao ser convidado para o encontro, Kassab ressaltou à ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) que o partido tem candidato à Presidência da República e que uma aliança com vistas a 2026 não deveria estar em pauta.
 

Em resposta, a ministra disse que Lula tem conhecimento da decisão do partido. Além dela, o almoço contou com a participação dos ministros do PSD e do líder do PSD na Câmara, Antonio Brito (BA). Também estavam presentes o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o presidente da CCJ (Comissão e Constituição e Justiça) da Casa, Otto Alencar (PSD-BA).
 

O encontro ocorreu num momento em que Lula tem se reunido com lideranças de partidos da base aliada numa tentativa de aproximação com as legendas. Nos últimos dias, ele esteve com ministros e lideranças do MDB e do União Brasil. No caso do União Brasil, o presidente também cobrou ministros da legenda sobre a falta de apoio do partido no Congresso e declarações do presidente e líderes do partido criticando o Executivo.
 

O PSD de Kassab ocupa os ministérios de Minas e Energia, com Alexandre Silveira, Agricultura, com Carlos Fávaro, e Pesca, com André de Paula.
 

VISITA DE TARCÍSIO A BOLSONARO
 

Enquanto o petista e Kassab almoçavam, Tarcísio estava em Brasília para visitar Bolsonaro.
 

O governador chegou por volta das 14h30, sem falar com a imprensa. Mais tarde, afirmou que o ex-presidente "está bem, está sereno".
 

Como mostrou a Folha de S.Paulo, a prisão domiciliar do padrinho político reanimou aliados de Tarcísio quanto à possibilidade de ele ser o candidato à sucessão do bolsonarismo à Presidência em 2026.
 

O movimento, por ora tímido, ocorre após semanas de desânimo com uma potencial candidatura.
 

O governador foi alvo de críticas, de diferentes lados do espectro político, por sua tentativa de atuar no tarifaço, por não se manifestar sobre sanções dos Estados Unidos contra Alexandre de Moraes, do STF, e por não ter feito qualquer gesto a respeito dos atos bolsonaristas no domingo (3).
 

Com a antecipação da já esperada prisão de Bolsonaro, na última segunda (4), pessoas próximas disseram ter havido um novo movimento de pressão para que Tarcísio se mantenha no rol de sucessores.
 

Tarcísio foi ministro da Infraestrutura no governo Bolsonaro e, na pasta, endossou a postura negacionista do então presidente sobre a Covid. Estava ao lado dele na live em que o ex-presidente riu ao comentar um suposto aumento de suicídios na pandemia.

Dependência de arrecadação sobre petróleo chega a 34,5% do orçamento nos estados

  • Por Eduardo Cucolo | Folhapress
  • 08 Ago 2025
  • 08:05h

Foto: Geraldo Falcão / Agência Petrobras

A arrecadação do setor de óleo e gás responde por cerca de 10% do orçamento da União e dos estados brasileiros, percentual que varia de 3,6% no Acre a 34,5% no Rio de Janeiro. Os cálculos são do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás) e têm como base dados de 2023, tanto para as despesas como para as receitas.
 

Entre os dez locais que mais dependem desses recursos, quatro estão no interior do país, e não no litoral, onde se desenvolve a maior parte das atividades de exploração de petróleo. São eles: Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais. Isso é explicado pelo ICMS sobre combustíveis, que representa de 12% a 20% do preço.
 

Desses estados, os três do Centro-Oeste, junto com o Amapá, são os que apresentam a maior participação da tributação sobre combustíveis na arrecadação do ICMS. São locais em que o consumo de diesel é muito elevado, por conta de atividades agrícolas ou, no caso do Amapá, do uso marítimo do mesmo combustível, segundo o IBP.
 

Dos R$ 325 bilhões arrecadados em 2023 junto ao setor em todos os níveis de governo, 36% se referem ao ICMS cobrado pelos estados. Os tributos federais, como Imposto de Renda e PIS/Cofins, respondem por 35%.
 

No valor restante estão ainda royalties e participações especiais cobradas sobre campos de alta produção, ambos recursos que vão para os caixas de União, estados e municípios como compensação pela exploração de recursos não renováveis. Entram também na conta o lucro óleo (partilha da produção do Pré-Sal destinada à União) e o bônus de assinatura dos contratos de exploração.
 

O presidente do IBP, Roberto Ardenghy, contesta dados que apontam que o setor se beneficia de isenções tributárias específicas.
 

Um levantamento do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos) apontou R$ 29 bilhões em benefícios para empresas do setor em 2023. Foram R$ 260 bilhões desde 2015, sendo quase metade para a Petrobras. Os dados se referem ao Repetro, regime aduaneiro que permite a importação de equipamentos para atividades de petróleo e gás natural.
 

"Não temos incentivos fiscais, temos um regime que apenas difere [adia] o pagamento do imposto para quando você começa a produzir. É o único regime que existe para o setor, mas é apenas um adiamento", afirma Ardenghy.
 

Segundo ele, a maioria dos países produtores de petróleo tem esse tipo de regime, que será mantido na reforma tributária.
 

Ele afirma que a tributação do setor no Brasil é elevada em relação a outros países. Pelo regime de concessão, estava na faixa de 45% a 50% do valor do barril produzido. Com o pré-sal, no regime de partilha, a carga pode chegar a 69%. "De cada três barris de petróleo produzidos, dois são destinados ao pagamento dos diversos tipos de impostos", afirma o executivo.
 

O IBP calcula que a carga do ICMS aumentou após 2023 por conta da queda na evasão fiscal provocada pela mudança na tributação dos combustíveis. A cobrança passou a ser monofásica, com o recolhimento dos tributos em uma única fase, na refinaria. A sonegação estimada em US$ 8 bilhões por ano, deve ser reduzida em 80%, pela projeção da entidade.
 

O levantamento mostra ainda que mais de 80% dos royalties pagos à União foram destinados às áreas de educação e saúde e ao Fundo Social do governo federal. Quase 90% das participações especiais sobre campos de alta produção foram para o mesmo fundo.
 

Embora a lei determine que recursos de royalties e participações especiais não sejam usados para despesas correntes, e sim em áreas como educação e infraestrutura, muitos municípios acabam burlando a norma.
 

O presidente do IBP afirma que o objetivo deveria ser preparar esses locais para superarem o momento em que aquela reserva de petróleo vai acabar. A Bacia de Campos, por exemplo, produz hoje 50% do pico verificado há cerca de dez anos, o que gera preocupações para municípios do Rio de Janeiro.
 

"É importante que aquele local tenha se precavido e se reinventado, mas nem todo mundo faz isso. Temos notícias de municípios gastando em festas de final do ano, micaretas e coisas assim, dizendo que é despesa com a educação", afirma Ardenghy.

Líder do PL diz que Antonio Brito deu aval do PSD em acordo com Motta para votar anistia e fim do foro privilegiado

  • Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
  • 07 Ago 2025
  • 18:57h

Foto: Reprodução Redes Sociais

Na noite desta quarta-feira (6), o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), anunciou que havia obtido um acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que fossem pautados na próxima semana dois projetos exigidos pelos partidos de oposição: a anistia dos presos e condenados pelos atos de janeiro de 2023 e o fim do foro privilegiado de autoridades. 

 

O anúncio do líder do PL se deu após a desobstrução da Mesa Diretora do plenário da Câmara, que vinha sendo ocupada pela oposição desde a última terça (5). Com a desobstrução, Hugo Motta abriu a sessão plenária e fez um discurso em que disse que há limites para protestos na Câmara, e que o respeito à Mesa Diretora é “inegociável”. 

 

Segundo Sóstenes Cavalcante, em reunião com Hugo Motta antes da desobstrução do plenário, a oposição teria conseguido com ele um acordo para que as duas pautas sejam discutidas na próxima semana. Sóstenes afirmou que sua iniciativa havia sido apoiada pelo líder do PSD, Antonio Brito (BA), e pelos vice-líderes do PP, Evair de Mello (ES), e do União Brasil, Rodrigo Valadares (SE). 

 

“Na próxima semana abriremos os trabalhos pautando a mudança do foro privilegiado e o projeto de anistia aos presos do 8 de janeiro. Tenho autorização para falar pelo líder Antonio Brito, do PSD, além dos líderes que estão aqui, Evair de Mello, do PP, Rodrigo (Valadares), do União, e as lideranças da Minoria”, afirmou Sóstenes. 

 

Pelo acordo, os líderes tentarão angariar apoio com outras lideranças em prol da aprovação da urgência para o projeto da anistia, e também para a apreciação do projeto de emenda constitucional do fim do foro privilegiado, que já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e em comissão especial e agora aguarda na Mesa Diretora para ser pautada. Se na próxima semana, na reunião de líderes, houver maioria a favor desta pauta, Hugo Motta disse que levará a voto no plenário. 

 

“É compromisso desses líderes que pautaremos essas matérias, começando tirando esse instrumento que lamentavelmente, em algum momento foi colocado para proteger os parlamentares, mas que se tornou um instrumento de chantagem de deputados e senadores, que é o foro privilegiado de autoridades. Então este foi o acordo”, afirmou o líder do PL. 

 

Ainda na noite desta quarta, entretanto, o líder do PT, Lindbergh Farias (PT-RJ), negou haver acordo entre a oposição e o presidente da Câmara dos Deputados para pautar a anistia e o fim do foro privilegiado. Segundo o líder petista, o presidente da Casa garantiu a ele que não fez acordo com a oposição para pautar a anistia.

 

“Não vamos votar a anistia. Isso está fora. Eles falam isso aqui porque estão tentando criar uma justificativa para a base deles, porque tiveram que recuar aqui”, disse Lindbergh.

Embaixada dos EUA ameaça aliados de Moraes: “Estão avisados”

  • Bahia Notícias
  • 07 Ago 2025
  • 16:44h

Foto: Bruno Peres / Agência Brasil

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil fez uma nova ameaça ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e seus “aliados” nesta nesta quinta-feira (7). Em uma publicação no X, ex-Twitter, a organização fez referência a uma publicação do subsecretário de Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Darren Beattie, que traz conteúdo semelhante.

"O ministro Moraes é o principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores. Suas flagrantes violações de direitos humanos resultaram em sanções pela Lei Magnitsky, determinadas pelo presidente Trump", escreveu Beattie, na noite desta quarta-feira (6).

Em seguida, a Embaixada acrescentou: "Os aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas estão avisados para não apoiar nem facilitar a conduta de Moraes. Estamos monitorando a situação de perto", escreveu em republicação.

Na última quarta-feira (30), o governo do presidente Donald Trump, nos Estados Unidos, sancionou o ministro Alexandre de Moraes com a Lei Magnitsky, utilizada para punir estrangeiros acusados de violações dos direitos humanos ou corrupção. 

Com a aplicação da Lei Magnitsky, o governo dos EUA diz que todos os eventuais bens de Alexandre de Moraes nos EUA estão bloqueados, assim como qualquer empresa que esteja ligada a ele. O ministro também não pode realizar transações com cidadãos e empresas dos EUA, a exemplo de cartões de crédito. 

No Brasil, o Supremo Tribunal Federal (STF) já divulgou, anteriormente, uma nota em apoio ao ministro da Corte Alexandre de Moraes. No texto, o STF destaca que todas as decisões tomadas pelo ministro na ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro "foram confirmadas pelo Colegiado competente".

Moraes autoriza visita de Tarcísio a Bolsonaro em prisão domiciliar

  • Por Cézar Feitoza | Folhapress
  • 07 Ago 2025
  • 14:32h

Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e outros políticos a visitarem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar.

A decisão foi tomada logo depois que os advogados de Bolsonaro concordaram com pedidos de visita feitos ao ex-presidente pelo governador paulista, a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), o deputado Luciano Zucco (PL-RS) e outros três nomes.

Bolsonaro, que está em prisão domiciliar desde segunda-feira (4), declarou "interesse em receber as visitas de todas as pessoas indicadas".

Tarcísio pediu na quarta-feira (6) ao STF para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro em sua prisão domiciliar.

No ofício enviado ao gabinete de Moraes, Tarcísio disse que estaria em Brasília nesta quinta-feira (7) e se comprometeu a seguir todas as determinações estabelecidas pelo Supremo no encontro com o ex-presidente.

"O peticionário é correligionário e amigo do ora recluso. Diante de tal circunstância —que, no mais, é de amplo conhecimento público—, o peticionário considera que existem razões político-institucionais e humanitárias que justificam a autorização de visita pessoal ao Senhor Jair Messias Bolsonaro", disse Tarcísio no documento.

Tarcísio participou pela manhã, em Brasília, de cerimônia de promoção de seus colegas de turma da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras) ao generalato.

Motta retoma presidência da Câmara de bolsonaristas após tentar por 6 minutos

  • Por Folhapress
  • 07 Ago 2025
  • 12:17h

Foto: Reprodução / YouTube

O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) conseguiu voltar à mesa da presidência da Câmara às 22h21 desta quarta-feira (6), após uma longa negociação com a oposição mediada por seu antecessor, Arthur Lira (PP-AL).
 

Motta saiu de seu gabinete, que fica ao lado do plenário, e demorou mais de seis minutos para atravessar o mar de deputados bolsonaristas que ocuparam a Mesa da Câmara desde terça-feira (5), por volta das 13h, em protesto contra a decretação da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
 

Ele chegou a andar de volta ao gabinete após chegar perto da cadeira e ela não ser cedida pelo deputado Marcel van Hattem (Novo-RS). Após muita conversa e empurra-empurra, ele foi praticamente arrastado de volta para a cadeira pelo deputado Isnaldo Bulhões Jr. (AL), líder da bancada do MDB, e abriu a sessão plenária.
 

O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou, após a sessão, que apesar de terem deixado a Mesa da Câmara, a oposição conseguiu um compromisso de que a anistia aos acusados de golpismo e o fim do foro privilegiado serão levados à votação. De acordo com deputados bolsonaristas, líderes de outros partidos concordaram em pautar a matéria.
 

Tanto Motta como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), passaram o dia em reunião com o PL e com os demais partidos na tentativa de um acordo para desocupação dos plenários de votações, mas até às 20h o entendimento não havia sido alcançado.
 

Os encontros foram realizados nas residências oficiais dos presidentes da Câmara e do Senado, no Lago Sul, região nobre de Brasília.
 

Motta anunciou que abriria a sessão de votação no plenário da Casa às 20h30, mas as negociações emperraram. Ele chegou a ameaçar os bolsonaristas de suspensão do mandato por seis meses, mas, ao final, adotou um tom conciliador, no sentido de "resgatar a respeitabilidade da Casa".
 

Quando conseguiu abrir a sessão, entre gritos de "anistia já" e "sem anistia", Motta discursou por cerca de dez minutos e, em seguida, encerrou a sessão.
 

O presidente afirmou que a sua presença na mesa era para garantir "a respeitabilidade desta mesa, que é inegociável" e para que "a Casa possa se fortalecer". "Sempre lutarei pelo livre exercício do mandato", emendou.
 

"Nós tivemos um somatório de acontecimentos recentes que nos trouxeram a esse sentimento de ebulição. É comum? Não? Estamos vivendo tempos normais? Também não. Mas é justamente nessa hora que nós não podemos negociar a nossa democracia e o sentimento maior dessa Casa, que é nossa capacidade de dialogar, fazermos os enfrentamentos necessários e deixarmos a maioria se estabelecer", disse.
 

Ao mencionar que o país vive uma crise institucional e até um possível conflito internacional, Motta disse que na Câmara "moram as construções dessas soluções para o nosso país, que tem que estar sempre em primeiro lugar". "E não deixarmos que projetos individuais possam estar à frente daquilo que é maior que todos nós, que é o nosso povo."
 

Ele evitou tomar lados na disputa, mas foi mais aplaudido pelos governistas do que pela oposição. "Não estou aqui para agradar nenhum dos polos, para ser conivente com nenhuma das agendas", disse.
 

Ele também afirmou que a oposição tem todo direito de se manifestar, mas que isso tem que ser feito obedecendo nosso regimento e nossa Constituição. "O que aconteceu nessa Casa não foi bom, não foi condizente com nossa história. [...] O que aconteceu ontem e hoje não pode ser maior do que o plenário", completou.
 

A abertura da sessão foi marcada por bate-boca, tensão, movimentação da polícia legislativa e dúvida sobre a utilização de força para a retomada da mesa. A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) chegou a levar sua filha de quatro meses para o plenário, e o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que o partido iria acionar o Conselho Tutelar.
 

Ao defenderem o fim do foro, a oposição e parte do centrão pretendem resgatar a prerrogativa do Legislativo de autorizar a abertura de inquérito contra parlamentares. A prática foi abandonada em 2001 devido ao desgaste pelo amplo histórico de impunidade de deputados e senadores suspeitos de irregularidades.
 

Até aquele ano era preciso autorização prévia do Poder Legislativo para que deputados federais e senadores fossem investigados e processados por crimes comuns pelo Supremo Tribunal Federal. Isso deixou de valer com a Emenda Constitucional 35.
 

Parlamentares da oposição ocuparam as mesas dos plenários da Câmara e Senado nesta terça-feira, impedindo a realização de sessões. Em esquema de revezamento, eles passaram a madrugada no local, que foi isolado pela polícia legislativa, com permissão de entrada apenas de parlamentares.
 

Além da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, e da volta da elegibilidade de Bolsonaro, a bancada do PL quer a aprovação pelo Senado do impeachment de Alexandre de Moraes e a aprovação de projetos que representam amarras à atuação do STF, principalmente em relação a investigação e processos contra parlamentares.

Oruam tem pedido de habeas corpus negado por desembargadora e segue preso no Rio de Janeiro

  • Bahia Notícias
  • 07 Ago 2025
  • 10:04h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

O cantor Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, teve o pedido de habeas corpus negado. A desembargadora Marcia Perrini Bodart, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, negou o pedido feito pela defesa do rapper, e manteve a prisão preventiva do artista, que é réu por tentativa de homicídio contra um delegado e um policial civil, além de associação com uma facção criminosa.

 

De acordo com a coluna de Ancelmo Gois, do jornal 'O Globo', os advogados do rapper solicitaram a substituição da prisão por medidas alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica, alegando que a prisão era ilegal e desnecessária.

 

No entanto, a desembargadora não viu ilegalidade na prisão, e destacou a conduta reiterada de Oruam, que postava vídeos em redes sociais desafiando as forças de segurança e exibindo ligações com uma facção.

 

A magistrada ainda concedeu um prazo de dez dias para que o Ministério Público e a juíza que decretou a prisão do artista se manifestem sobre o caso. 

 

Oruam foi preso no dia 31 de julho, e na última semana foi transferido para uma cela coletiva na Penitenciária Dr. Serrano Neves, onde divide espaço com outros oito detentos. O cantor foi preso sob alegação de ser associado ao Comando Vermelho, além de ameaça, dano ao patrimônio público, desacato e resistência. Somada, as penas podem ultrapassar 18 anos de prisão.

Com Selic a 15%, bancos privados adotam cautela na carteira de crédito de olho na inadimplência

  • Por Júlia Moura | Folhapress
  • 07 Ago 2025
  • 08:02h

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

A Selic a 15% e os sinais de desaceleração da atividade econômica levaram os bancos a reduzirem a exposição a risco no segundo trimestre deste ano. Com foco em empréstimos com garantia e clientes de alta renda, Bradesco, Itaú e Santander escaparam do aumento na inadimplência no período, visto na média do sistema financeiro nacional compilada pelo Banco Central.
 

Em balanços divulgados nesta semana, os três bancos divulgaram um crescimento anual no lucro líquido, que somou R$ 21,23 bilhões, e na rentabilidade.
 

"A grande dúvida que fica é como vai ser a economia no segundo semestre. Para os bancos, há dúvida na desaceleração da carteira de crédito até o fim do ano e potencial impacto na inadimplência", diz o Eduardo Rosman, o analista de finanças do BTG Pactual.
 

Dados do BC mostram que o crédito em atraso acima de 90 dias subiu de 3,28% em março para 3,55% em junho, igualando o patamar visto em maio de 2023, o maior desde 2017. Os três maiores bancos privados, porém, seguem com essa métrica sob controle.
 

Em comparação ao segundo trimestre de 2024, Bradesco, Itaú e Santander conseguiram reduzir o índice de atraso. Em relação ao início deste ano, ele permaneceu estável para os dois primeiros e reduziu 0,2 ponto percentual para o Santander.
 

No entanto, uma mudança contábil pode estar distorcendo os dados. A resolução 4.966 do CMN (Conselho Monetário Nacional), que passou a valer neste ano, permite que bancos carreguem créditos em atraso por prazos superiores a um ano, sem declará-los como perda, o que pode elevar a inadimplência da carteira como um todo, impactando o dado do BC.
 

Quando o banco classifica que não irá receber o empréstimo concedido, ele sai do cálculo de inadimplência, que é feito com base em valores a receber. O contrário também é válido, com bancos declarando perdas mais rápido e limpando o balanço.
 

Já a queda na inadimplência no Santander, segundo analistas, é fruto de uma redução na concessão de crédito do banco, que foi o mais cauteloso entre os três. Isso também o levou a crescer levemente abaixo do esperado.
 

"Os juros já estão em dois dígitos há três anos. O Brasil está acostumado com juros altos, mas empresas alavancadas estão se financiando a 20%, 25% ao ano, muito por conta da Selic em 15%. O fato de o Brasil estar com juros altos há mais tempo leva a desafios nos portfólios [de crédito]", disse Mario Leão, CEO do Santander, ao comentar o resultado do banco.
 

O executivo destacou que o cenário também eleva o risco para pequenas e médias empresas, além dos clientes de baixa renda.
 

"Aqui não é para tirar a baixa renda do nosso mapa, ao contrário, a gente precisa da baixa renda, mas da baixa renda certa. E a gente tem sido, portanto, mais seletivo [...] todo o foco de aceleração na pessoa física está voltado para alta renda", afirmou Mario Leão na teleconferência com analistas.
 

Para a Genial Investimentos, esse afunilamento deve atrasar a recuperação da rentabilidade do banco, que visa voltar a um ROAE (Retorno Sobre Patrimônio Médio, na sigla em inglês) de 20% -e atualmente está em 16,4%.
 

"Diante disso, a gestão adiou essa meta para 2027, reconhecendo que o ambiente macroeconômico mais restritivo e o ciclo de crédito mais seletivo devem atrasar a recuperação plena da rentabilidade", afirmam os analistas da Genial.
 

De olho neste cenário mais desafiador com a Selic em 15%, a matriz do Santander provisionou 467 milhões de euros (R$ 3 bilhões) para suportar possíveis deteriorações na sua unidade brasileira.
 

Para Rosman, do BTG, a resiliência da economia brasileira é mais importante para bancos em trajetória de recuperação, caso do Santander e do Bradesco.
 

Na sua expansão de carteira de crédito, o Bradesco tem priorizado os empréstimos com garantia. O CEO Marcelo Noronha destacou que o banco segue seu plano de reestruturação de longo prazo, mas "sem fazer nenhuma loucura de crescer carteira de crédito e ter soluço".
 

O aumento nos empréstimos quando a Selic estava baixa, durante a pandemia, acabou derrubando o resultado dos bancos em 2023 com a volta da Selic de dois dígitos, especialmente com a inadimplência de clientes de baixa renda.
 

"Os resultados operacionais do banco estão melhorando de forma rápida e sustentável, em nossa visão. O mais importante é que a capacidade de geração de receita do banco parece ter sido restaurada por meio de uma combinação de crescimento da carteira de crédito, gestão de spreads [diferenças entre juros pagos e cobrados], receitas de serviços e seguros", afirmam, analistas do Itaú BBA.
 

Com maior exposição à alta renda, o Itaú Unibanco foi menos afetado por essa deterioração e também apresenta maior resiliência no momento, avaliam analistas. A instituição tem o maior lucro, ROAE e carteira de crédito dentre os três e a menor inadimplência.
 

"O resultado do segundo trimestre representa nada mais do que a continuidade do bom momento do banco, com expansão de lucro e rentabilidade, resultado dos ganhos de eficiência e foco na qualidade da carteira que o Itaú vem conseguindo imprimir com consistência -praticamente sem deslizes ao longo dos últimos anos", diz Rafael Reis, analista do BB Investimentos.
 

O ponto negativo seria o alto investimento do banco em tecnologia e inovação. Porém, a aposta do mercado é que isso se traduza em custos menores no futuro.
 

Tanto Itaú como Bradesco não relataram ter sido impactados pela onda de recuperações no agronegócio, diferente do Santander e do Banco do Brasil. Este último tem a maior exposição ao setor e já registrou impactos nos três primeiros meses do ano.
 

Na semana passada, balancetes do BB relatados ao Banco Central indicaram um resultado abaixo do esperado nos meses de abril e maio, o que levou a uma queda de quase 7% nas ações da instituição. O resultado trimestral a estatal será divulgado no próximo dia 14 e a expectativa é que seja o pior do setor.

Detrans acusam governo Lula de inflar CNH gratuita em anúncios nas redes sociais

  • Por André Borges | Folhapress
  • 06 Ago 2025
  • 16:20h

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

A AND (Associação Nacional dos Departamentos de Trânsito), que representa os órgãos de trânsito dos estados e do Distrito Federal, acusou o governo Lula (PT) de inflar o alcance do programa CNH Social, que prevê a gratuidade da Carteira Nacional de Habilitação para pessoas de baixa renda, e cobrou esclarecimento em propagandas oficiais feitas nas redes sociais do Palácio do Planalto.
 

A reportagem teve acesso a um ofício enviado na segunda-feira (4) à Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência), no qual a entidade contesta uma série de informações que foram publicadas pelo governo federal em redes como o Instagram.
 

Procurada pela reportagem, a entidade afirmou que não vai se manifestar sobre o assunto. A Secom não respondeu aos questionamentos da reportagem até a publicação deste texto.
 

A principal queixa diz respeito à falta de regulamentação sobre a regra que prevê que todos os cidadãos inscritos no CadÚnico (Cadastro Único) terão direito à obtenção gratuita da CNH, com os custos cobertos por multas de trânsito arrecadadas por cada Detran do país. As publicações oficiais afirmam que a medida passaria a valer na terça-feira (12).
 

"Até o momento, não existe legislação federal que regulamente a concessão universal e automática da CNH gratuita a todos os inscritos no CadÚnico, tampouco há previsão legal de repasse direto e contínuo de valores oriundos de multas de trânsito com esse fim, em âmbito nacional", afirma a AND, em documento assinado por seu presidente, Givaldo Vieira da Silva.
 

Segundo a associação, também não há previsão legal que autorize o repasse direto e contínuo de valores arrecadados com multas de trânsito para custear o benefício em escala federal.
 

"O programa conhecido como ‘CNH Social’ é, na realidade, instituído e regulamentado por legislações estaduais, com critérios, limites e procedimentos próprios de cada unidade da federação. Trata-se de um benefício com número restrito de vagas, cuja concessão depende da disponibilidade orçamentária e das diretrizes definidas por cada Detran", afirma o ofício.
 

Na avaliação da entidade, "a forma genérica como as informações foram divulgadas pode induzir a população ao erro, criando uma expectativa que não condiz com a realidade legal e orçamentária vigente".
 

Por isso, argumenta que a divulgação federal "tende a provocar um aumento desordenado da demanda junto aos Detrans, gerando sobrecarga nos atendimentos, frustração dos cidadãos e impacto direto na rotina dos serviços prestados".
 

A associação pediu formalmente à Secom que faça "a revisão e a correção das publicações realizadas com a devida contextualização legal do tema, bem como a emissão de nota oficial que esclareça à população a natureza estadual do programa ‘CNH Social’ e seus critérios específicos de elegibilidade".
 

Em 27 de junho, o presidente Lula sancionou alteração no Código de Trânsito que autoriza a destinação de recursos arrecadados com multas para custear a habilitação de condutores de baixa renda. De autoria do deputado José Guimarães (PT-CE), o projeto foi aprovado pelo Congresso em maio. O texto da lei diz claramente que o candidato de baixa renda "será caracterizado pela sua inclusão" no CadÚnico.
 

O governo afirmou, em nota divulgada pela Agência Brasil, que, "para ter direito à CNH Social, a pessoa deve ter 18 anos ou mais; estar inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); e possuir renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (atualmente R$ 706,00 por integrante da família)".
 

Na publicação, o governo diz que o programa cobre todas as etapas da habilitação, incluindo exames médicos e psicológicos; aulas teóricas e práticas; taxas de prova (inclusive segunda tentativa, em caso de reprovação); e emissão da CNH.
 

"Embora a prioridade seja para a primeira habilitação nas categorias A (moto) e B (carro), estados podem estender a gratuidade a outras categorias como C, D ou E, conforme suas políticas locais", afirma o texto.
 

A nota do governo afirma, porém, que, "apesar da autorização legal, cabe aos órgãos executivos de trânsito dos estados e do Distrito Federal decidirem sobre a alocação dos recursos e regulamentarem o acesso ao programa". Por isso, diz o governo federal, "é fundamental acompanhar os editais e calendários divulgados pelos Detrans, que definirão os critérios de inscrição e seleção dos beneficiários".
 

A iniciativa da CHN Social não tem nenhuma relação com a proposta sugerida pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, que prevê o fim da obrigatoriedade de aulas e cursos em autoescola para que a pessoa faça o teste de habilitação.
 

O ministro afirmou ao C-Level Entrevista, videocast semanal da Folha de S.Paulo, que as aulas de formação de condutores podem passar a ser facultativas. Se a proposta for adiante, o candidato poderá aprender a dirigir de outras formas e precisará ser aprovado nos exames técnico e prático para obter a CNH, mas não terá que cumprir uma carga horária mínima nas autoescolas.
 

"O Brasil é um dos poucos países no mundo que obriga o sujeito a fazer um número de horas-aula para fazer uma prova", disse o ministro. "A autoescola vai permanecer, mas ao invés de ser obrigatória, ela pode ser facultativa."
 

Segundo o ministro, o custo para tirar a carteira no Brasil está entre R$ 3.000 a R$ 4.000, a depender do estado em que a pessoa faz o exame de habilitação. Pelos seus cálculos, o plano pode reduzir em mais de 80% esse custo.
 

A ideia causou ruídos dentro do próprio governo. Assim que o plano foi divulgado, a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) disse que a proposta de abolir a obrigatoriedade das autoescolas para obtenção da carteira de motorista é do ministro dos Transportes, Renan Filho, e exigirá discussão ampla no governo.
 

Na mesma toada, o ex-ministro da Secom, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), criticou a ideia de Renan. Para Pimenta, a medida poderia piorar a segurança no trânsito, em que mais de 30 mil pessoas morreram no ano passado.

Alexandre de Moraes autoriza visita de familiares a Bolsonaro

  • Bahia Notícias
  • 06 Ago 2025
  • 14:40h

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em nova decisão, autorizou que familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso domiciliar na segunda-feira (4), possam fazer visitas sem a necessidade de solicitação prévia a justiça.

Segundo a decisão, Bolsonaro pode receber a visita dos filhos, cunhadas, netas e netos sem a necessidade de autorização prévia. Na decisão que decretou a prisão domiciliar, Moraes havia afirmado que visitas a Bolsonaro dependeriam de autorização prévia do Supremo.

As informações são do g1.

Brasil e EUA iniciam negociações após tarifaço; Haddad propõe acordo envolvendo minerais críticos

  • Bahia Notícias
  • 06 Ago 2025
  • 12:32h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

Entraram em vigor nesta quarta-feira (6) as tarifas de 50% impostas pelo governo dos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras. A medida, assinada na semana passada pelo presidente Donald Trump, atinge 35,9% das mercadorias enviadas ao mercado norte-americano, o equivalente a cerca de 4% do total das exportações do Brasil. Cerca de 700 produtos brasileiros ficaram isentos da nova taxação.

 

Entre os itens impactados pelo aumento estão café, frutas e carnes. Por outro lado, produtos como suco e polpa de laranja, combustíveis, fertilizantes, minérios, aeronaves civis (incluindo motores e componentes), polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos.

 

O tarifaço imposto ao Brasil faz parte da nova política da Casa Branca, inaugurada por Donald Trump, de elevar as tarifas contra parceiros comerciais na tentativa de reverter à relativa perda de competitividade da economia americana para a China nas últimas décadas. 

 

Após a imposição de tarifas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, a Secretaria do Tesouro norte-americana entrou em contato com o Ministério da Fazenda para iniciar negociações. A movimentação ocorre paralelamente à sinalização do ex-presidente Donald Trump, que demonstrou disposição para dialogar diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Nesta semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sugeriu que minerais críticos e terras raras, insumos estratégicos para a indústria tecnológica, possam ser incluídos nas tratativas. Segundo ele, os EUA possuem carência desses recursos, o que abre espaço para possíveis acordos de cooperação com o Brasil. “Podemos fazer acordos de cooperação para produzir baterias mais eficientes”, afirmou Haddad em entrevista a uma emissora de televisão.

 

O setor cafeeiro também acompanha as negociações com expectativa. De acordo com Haddad, representantes da cadeia produtiva acreditam na possibilidade de exclusão do café da lista de produtos tarifados. No mesmo dia em que os EUA anunciaram o tarifaço, a China autorizou a exportação de café por 183 empresas brasileiras, ampliando a presença do país no mercado asiático.

Tarifaço: SEI projeta prejuízo de US$ 400 milhões para exportações baianas até o final de 2025

  • Por Gabriel Lopes/Bahia Notícias
  • 06 Ago 2025
  • 10:30h

Foto: Vosmar Rosa/MPOR

A medida do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que impôs novas tarifas a produtos estrangeiros, deve gerar um prejuízo estimado em aproximadamente US$ 400 milhões às exportações baianas até o fim de 2025. A avaliação é do economista Arthur Souza Cruz, da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), que coordena a área de Acompanhamento Conjuntural do órgão.

Segundo o especialista, 90% da pauta de exportações da Bahia para os EUA foi atingida pela nova política tarifária. Entre os itens afetados estão pneumáticos, petroquímicos, derivados de cacau, produtos químicos, frutas — com destaque para a manga —, café, pescado, minerais e calçados.

A declaração foi feita em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, programa da Antena 1 Salvador, 100.1 FM, na manhã desta quinta-feira (6).

“O único produto de peso que ficou fora da lista das exceções que não serão tarifados será a pasta química de madeira, a celulose. Os demais produtos, todos, tiveram taxação. Isso corresponde a 90% da pauta baiana para os Estados Unidos”, explicou Arthur Cruz.

O economista destaca que os Estados Unidos representam o terceiro maior destino das exportações da Bahia, respondendo por cerca de 8% do total comercializado pelo estado no exterior. Ainda assim, o impacto será significativo.

“90% dos 8% que vendemos para os EUA foram taxados. Os produtos mais impactados foram os pneumáticos fabricados por aqui e os petroquímicos”, detalhou.

Inicialmente, o impacto das tarifas foi estimado em US$ 640 milhões ao ano, mas com a exclusão de itens como celulose e de alguns derivados de petróleo, o prejuízo foi reavaliado.

“Quando foi anunciada a tarifa geral, que seria aplicada de forma genérica, o impacto foi avaliado em termos de US$ 640 milhões. Como ficaram de fora a celulose e os derivados de petróleo, a gente mitigou um pouco e o prejuízo gira em torno de 400 milhões de dólares ao ano. Uma perda de vendas para o mercado externo em um ano”, pontuou Cruz.

Moraes permite saídas temporárias de Daniel Silveira para tratamento médico

  • Por Victoria Bechara | Folhapress
  • 06 Ago 2025
  • 08:26h

Foto: Gustavo Moreno / STF

O ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou nesta terça-feira (5) saídas temporárias do ex-deputado Daniel Silveira do presídio para realizar um tratamento médico no joelho.
 

Moraes autorizou as saídas pelo período de 30 dias para atendimento em uma clínica em Petrópolis (RJ). O ministro afirmou que as saídas devem ser comunicadas previamente ao STF, consignando as datas e os horários do atendimento, e comprovadas no prazo máximo de 24 horas após a realização do procedimento.
 

Silveira passou por uma cirurgia no joelho em 26 de julho. No último fim de semana, a defesa protocolou pedidos urgentes no STF para que o político fosse transferido para um hospital.
 

Defesa alegou risco de infecção. Segundo os advogados, após um quadro febril, o médico responsável pela cirurgia "informou a necessidade urgente" de o paciente retornar ao hospital para exames complementares e de imagem.
 

Unidade prisional não teria estrutura física para realizar o tratamento. Após um pedido de Moraes, o diretor da Colônia Agrícola Marco Aurélio Vergas Tavares de Mattos, em Magé, afirmou que o local "não dispõe de estrutura física, equipamentos e equipe de saúde especializada para realizar o devido acompanhamento pós-operatório de cirurgia no joelho".
 

A PGR se manifestou a favor da concessão de saídas temporárias a Silveira. Mais cedo, o vice-procurador Hindenburgo Chateaubriand recomendou as saídas para que o ex-deputado realize o tratamento médico, já que a colônia penal não tem a estrutura necessária. Ele afirmou que a prisão domiciliar poderia ser uma alternativa caso haja "qualquer limitação de ordem material" ao estabelecimento prisional.
 

Silveira foi condenado pelo STF em 2022, em regime inicial fechado. A pena é de oito anos e nove meses de prisão por ameaça ao Estado democrático de Direito, após promover ataques aos ministros do STF e estimular os atos antidemocráticos.
 

Em 2021, ele foi para a cadeia depois de publicar um vídeo em que ameaçava a Suprema Corte. Ele progrediu para o regime semiaberto e recebeu liberdade condicional em 2024, mas foi preso novamente depois descumprir as condições. Na ocasião, Moraes afirmou que ele desobedeceu as medidas cautelares 227 vezes. Em um dos episódios, ele deu um passeio no shopping.

Após prisão domiciliar, aliados de Bolsonaro procuram ministros do STF

  • Bahia Notícias
  • 05 Ago 2025
  • 18:42h

Foto: Breno Carvalho

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) buscaram, na noite de segunda-feira (4) e nesta terça-feira (5), alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) após Alexandre de Moraes decretar a prisão domiciliar do ex-presidente

 

Segundo informações, bolsonaristas ouviram dos outros membros da Suprema Corte que Moraes não havia avisado os colegas antes de decretar a prisão. Entretanto, eles também pontuaram que, desde a ordem para o ex-presidente usar tornozeleira eletrônica, em 18 de julho, essa possibilidade estava no radar. 

 

Nas conversas, os aliados do ex-presidente informaram a necessidade de tentar construir um diálogo. Eles também ouviram, mais uma vez, queixas de ministros sobre a conduta de Eduardo Bolsonaro, que se encontra nos Estados Unidos em busca de sanções contra Moraes e anistia de seu pai.

 

Os aliados também ouviram que as ações de Eduardo são vistas como uma tentativa de intervenção no processo de Bolsonaro sobre tentativa de golpe de Estado. Os ministros também falaram que a corte não vai se submeter a pressões, mas admitiram que não se sentem confortáveis. 

Idosa de 70 anos é espancada após tentativa de assalto dentro da própria casa na Lapinha, em Salvador

  • Bahia Notícias
  • 05 Ago 2025
  • 16:20h

Foto: Reprodução / Alô Juca

Uma mulher de 70 anos foi assaltada e espancada por um suspeito na madrugada da segunda-feira (4). O caso ocorreu na casa da senhora, na Lapinha, em Salvador, onde o suspeito havia entrado para tentar roubar os pertences. 

Segundo informações, o suspeito fazia alguns trabalhos para a idosa antes do ocorrido. O suspeito também é suspeito de outros furtos no Centro da capital baiana. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia Especializada de Atendimento ao Idoso (DEATI). A Polícia Civil está investigando o caso. As informações são do Alô Juca.