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- Bahia Notícias
- 21 Ago 2025
- 08:12h
Foto: Shammiknr/Pixabay
O Continente Europeu registrou surto de doenças causadas por mosquitos nas últimas temporadas. O Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, sigla em inglês), emitiu alerta sobre a disseminação das enfermidades de uma forma mais longa e mais intensa, especialmente nos casos dos vírus do Nilo Ocidental e de chikungunya.
O ECDC revelou que o mosquito transmissor do vírus Chikungunya, o Aedes albopictus, foi identificado em 16 países da Europa e em 369 regiões do continente. Dez anos atrás, foram notificados episódios do tipo em apenas 114 regiões europeias.
Segundo a entidade, via Agência Brasil, questões climáticas e ambientais, a exemplo do aumento das temperaturas, verões mais longos, invernos mais amenos e alterações nos padrões de precipitação, estão influenciando o surto das doenças.
A diretora do ECDC, Pamela Rendi-Wagner explicou que a combinação desses fatores impacta na proliferação das doenças. De acordo com a especialista, este seria o novo normal desse problema de saúde.
“A Europa está entrando em uma nova fase — em que a transmissão mais longa, disseminada e intensa de doenças transmitidas por mosquitos está se tornando o novo normal”, afirmou Rendi-Wagner.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 20 Ago 2025
- 16:22h
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Em votação que demorou apenas alguns minutos no início da Ordem do Dia no plenário, na sessão desta terça-feira (19), foi aprovado, de forma simbólica, o requerimento de urgência para o projeto que cria regras para a proteção de crianças e adolescentes quanto ao uso de aplicativos, jogos, redes sociais e outros programas de computador. A proposta deve entrar na pauta na sessão desta quarta (20).
O PL 2628/2022, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), é conhecido como o “Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) digital”. O projeto foi aprovado no ano passado no Senado, e agora seguirá direto para a apreciação no plenário.
A rápida votação pegou a oposição de surpresa. No momento em que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) abriu a Ordem do Dia e colocou o requerimento em votação, o plenário estava vazio e poucos membros da oposição estavam presentes.
Depois da votação, alguns deputados de oposição protestaram contra o que chamaram de “atropelo” de Hugo Motta. Já o presidente da Câmara se defendeu afirmando que não tinha ninguém da oposição no plenário no momento da votação.
A oposição havia decidido, em reunião durante a tarde, que iria obstruir a votação do PL 2628/22. Sem conseguir obstruir o requerimento de urgência, a estratégia da oposição agora é tentar impedir a votação da proposta no plenário, na sessão deliberativa desta quarta.
O projeto que teve a urgência aprovada se aplica a produtos e serviços de tecnologia da informação acessíveis a crianças e adolescentes no País e fixa proteção prioritária com medidas de privacidade, proteção de dados e segurança. O texto da proposição exige que plataformas adotem, desde a concepção, a configuração padrão mais protetiva e veda uso de dados que violem direitos.
A proposição do senador Alessandro Vieira determina também controles parentais robustos. Ainda prevê limite de tempo de uso, bloqueio de perfis, controle de recomendações, restrição de geolocalização e aviso sobre rastreamento. As ferramentas devem ser acessíveis e fáceis de usar.
Já em relação à publicidade e nas redes sociais, o projeto proíbe o uso de perfilamento e de técnicas como análise emocional e realidade aumentada para direcionar anúncios a menores.
Há ainda presente no texto a determinação de que contas infantis estejam vinculadas às de responsáveis e que as plataformas aprimorem a verificação de idade. Serviços com conteúdo pornográfico devem impedir contas de crianças e adotar checagem confiável de idade.
- Bahia Notícias
- 20 Ago 2025
- 14:19h
Foto: Divulgação/ Polícia Civil
A Justiça de São Paulo negou o pedido de transferência feito pela defesa de Hytalo Santos e o marido, Israel Vicente, o Euro, para deixar o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, em São Paulo, e ir para a penitenciária de Tremembé, no interior do estado.
De acordo com o g1 São Paulo, a equipe jurídica dos influenciadores desejavam que o casal fossem transferidos para a prisão conhecida por receber presos envolvidos em casos famosos, como Suzane von Richthofen.
A determinação do juiz Helio Narvaez é que Hytalo e Israel sejam transferidos para uma prisão na Paraíba, e o magistrado pediu informações sobre a movimentação em cinco dias.
Hytalo e Israel foram presos pela polícia na sexta-feira (15) em Carapicuíba, na Grande São Paulo, em cumprimento a mandados de prisões preventivas decretados pela Justiça da Paraíba.
Durante a audiência de custódia realizada por videoconferência com um juiz do Fórum de Osasco, na Grande São Paulo, Hytalo afirmou não ter entendido o motivo da prisão dele.
"A gente tava aqui em São Paulo e aí a gente tava recebendo inúmeras... é, mais pela questão do que o povo tá falando na mídia, né? Porque a gente tá aqui sem nem entender porque tá aqui."
- Bahia Notícias
- 20 Ago 2025
- 12:15h
Foto: Ana Araújo/Ag. CNJ
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Roberto Barroso, defendeu o papel crucial da imprensa no combate à desinformação e alertou para os riscos da "tribalização da vida" alimentada pelas plataformas digitais. As declarações foram dadas durante o seminário "Liberdade de Imprensa e Poder Judiciário", realizado no auditório do CNJ, em Brasília, na terça-feira (19).
Barroso analisou que o cenário pós-revolução digital "democratizou o acesso à informação, ao conhecimento, ao espaço público, de uma maneira geral". No entanto, ele ponderou que uma das consequências foi a ampliação da circulação de informações sem filtro. "O que tem custado um preço elevado à democracia é a tribalização da vida", afirmou.
"Estamos vivendo em um mundo em que as pessoas já não convergem quanto aos fatos. Cada um tem a sua própria narrativa. As pessoas são expostas a opiniões divergentes. Da intolerância à violência, o passo é relativamente pequeno", lamentou Barroso. Para ele, a imprensa tem um papel decisivo na criação de "fatos comuns" sobre os quais a sociedade forma suas opiniões, mas "esse papel está sendo corroído". "Esse papel está sendo corroído. Perdemos, no mundo atual, a capacidade de viver sob um parâmetro mínimo civilizado, que é a busca pela verdade — a verdade possível, no plural, mas sempre com sinceridade e boa fé. A imprensa tradicional precisa reocupar seu espaço no debate público", defendeu.
Ao fazer uma retrospectiva sobre a atuação da imprensa no Brasil, sobretudo no período da Ditadura Militar (1964–1985), Barroso ressaltou o papel que o jornalismo desempenhou em sua trajetória pessoal. “Tenho uma relação muito profunda e imensa com o jornalismo. Passei a minha vida consumindo publicações de maneira geral. E ainda hoje, acordo de manhã e leio a primeira página de todos os principais jornais digitais. Despertei para a vida do Brasil com uma notícia de jornal, quando ocorreu a morte do jornalista Vladimir Herzog, em São Paulo”, pontuou.
Sobre a atuação do STF, Barroso declarou que a Corte tem "uma posição relativamente libertária em matéria de discussão e expressões artísticas, com exceção muito veemente em relação ao discurso de ódio, que é enquadrado na lei que proíbe o racismo". Ele explicou que, com base nesse entendimento, o Supremo criminalizou discursos de ódio contra grupos vulneráveis. "Mais recentemente, no voto antológico do ministro Celso de Mello, o STF criminalizou a homofobia, considerando igualmente criminalizáveis os discursos de ódio contra pessoas homossexuais ou transexuais", declarou.
O ministro também relembrou decisões emblemáticas do STF e as posturas adotadas em temas sensíveis. “O Supremo tem uma posição relativamente libertária em matéria de discussão e expressões artísticas, com exceção muito veemente em relação ao discurso de ódio, que é enquadrado na lei que proíbe o racismo”, disse.
- Por Gabriel Lopes/Bahia Notícias
- 20 Ago 2025
- 10:12h
Foto: Thuane Maria / GovBA
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) enviou um ofício para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) solicitando a retirada do Projeto de Lei nº 25.902/2025, que trata da alteração da estrutura remuneratória dos cargos de diversas carreiras da estrutura estadual. O texto havia sido enviado pelo gestor na última semana.
No documento, publicado pela Casa Legislativa nesta quarta-feira (20), Jerônimo não detalha ou justifica o pedido para a retirada.
Nesta terça, a AL-BA aprovou um requerimento de urgência para a tramitação do projeto. Segundo o governo, a proposta prevê ganhos salariais que variam entre 10,2% e 22,1%, sendo escalonadas de 2025 a 2026. As medidas vão gerar um impacto econômico para os cofres públicos estaduais de R$ 118,5 milhões até o fim deste ano, R$ 339,8 milhões em 2026, além de R$ 377,8 milhões no ano de 2027.
A matéria abrange profissionais da educação, cultura, comunicação, gestão pública, obras, fiscalização, procuradoria, IDEB e outras áreas.
- Bahia Notícias
- 20 Ago 2025
- 08:09h
Foto: Shealah Craighead / Casa Branca
O conflito diplomático entre Brasil e Estados Unidos, intensificado após declaração do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino sobre a aplicação da Lei Magnitsky, provocou forte impacto no mercado financeiro nesta terça-feira (19). Juntas, as instituições bancárias brasileiras perderam R$ 41,3 bilhões em valor de mercado, reflexo do temor de sanções norte-americanas a bancos que eventualmente não seguirem restrições impostas ao ministro Alexandre de Moraes.
As maiores quedas foram registradas pelo Banco do Brasil (-6,02%) e Santander (-4,87%), seguidos por BTG, Bradesco e Itaú, que recuaram mais de 3%. O movimento ocorreu um dia depois de Dino afirmar que qualquer aplicação de leis estrangeiras contra brasileiros depende de validação do STF.
A Justiça dos EUA incluiu Alexandre de Moraes na lista de sanções da Lei Magnitsky, que prevê congelamento de ativos e proíbe transações financeiras. Como parte significativa das operações bancárias utiliza o dólar e o sistema Swift, instituições com atuação internacional poderiam ser obrigadas a cumprir a medida.
Dirigentes do setor financeiro classificaram a situação como "geopolítica" e não apenas econômica. Um ex-presidente de banco com operações nos dois países afirmou que a manifestação de Dino aumenta a complexidade, pois amplia a incerteza sobre qual legislação deve prevalecer: a brasileira ou a norte-americana.
O Nubank foi uma das poucas instituições a comentar o tema. Em entrevista, a CEO no Brasil, Livia Chanes, afirmou que a fintech cumpre integralmente as legislações nacionais e internacionais, mas que, por ora, não há ação prática exigida em relação ao caso. Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Santander e BTG foram procurados, mas não se manifestaram. A Febraban também optou por não comentar.
Analistas de mercado alertam que bancos privados tendem a seguir a Magnitsky em algum momento, para evitar riscos maiores em suas operações externas. Hugo Queiroz, sócio da L4 Capital, citou como referência a multa de US$ 8,9 bilhões aplicada em 2014 ao BNP Paribas por descumprimento de sanções, afirmando que os papéis dos bancos brasileiros podem cair até 20% antes de se estabilizarem.
A situação é considerada mais delicada para o Banco do Brasil, que já acumula queda de 17,2% no ano. Por ter parte estatal, analistas avaliam que a instituição tende a sofrer maior pressão em meio ao conflito. “O mercado tende a penalizar ainda mais bancos públicos em contextos de incerteza regulatória”, afirmou João Sá, da Arton Advisors.
Eduardo Grübler, da AMW, avalia que investidores iniciaram uma liquidação para reequilibrar posições, intensificando a desvalorização. Para ele, a crise adiciona mais um elemento negativo ao já difícil cenário do BB.
A expectativa é que a instabilidade persista nos próximos dias, com tendência de fuga de capital estrangeiro e maior cautela de investidores. Ilan Arbetman, analista da Ativa, classificou o episódio como um “novo capítulo da tensão entre Brasil e Estados Unidos”, destacando a incerteza regulatória para o setor bancário.
Luis Miguel Santacreu, da Austin Rating, acrescentou que a ofensiva norte-americana contra o Pix pode ampliar os desafios. “O impacto direto sobre os bancos é pequeno, mas a retaliação pode crescer e dificultar ainda mais a atuação internacional das instituições”, disse.
- Por Victor Hernandes/Bahia Notícias
- 19 Ago 2025
- 18:04h
Foto: Imagem Ilustrativa. Fernando Frazão/Agência Brasil
A Bahia foi o estado mais beneficiado em termos absolutos por receber recursos para incremento do custeio da atenção primária provenientes da Portaria GM/MS nº 544/2023. A medida estabelece critérios para execução de emendas de relator, que foram reclassificadas como despesas discricionárias.
Conforme explicação do Ministério da Saúde, a Atenção Primária à Saúde é o primeiro nível de atenção em saúde em um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrange a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, a redução de danos e a manutenção da saúde com o objetivo de desenvolver uma atenção integral que impacte positivamente na situação de saúde das coletividades.
Com R$ 249,7 milhões recebidos, o estado liderou o recebimento de incrementos para o tipo de serviço, e ficou à frente de Alagoas (R$ 231,6 milhões) e Ceará (R$ 203,1 milhões).
O levantamento acessado pelo BN, mostra que as três unidades federativas do Nordeste, ficaram a frente de São Paulo, o estado mais populoso do Brasil e ocupou a quarta posição com R$ 170 milhões. Brasília registrou o menor valor ofertado em termos absolutos, com R$ 3,3 milhões.
O estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) trata da distribuição de verbas para o Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2019 e 2024, focando nas emendas parlamentares destinadas ao custeio de serviços de saúde. O documento trata do aumento dos limites de financiamento definidos pelo Ministério da Saúde e das disparidades nas transferências per capita para os diferentes entes federativos.
A pesquisa também examina as transferências para entidades privadas sem fins lucrativos e os gastos provenientes da reclassificação de emendas de relator após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
A publicação indicou ainda que a Bahia recebeu R$ 16,80 por habitante para atenção primária através desta portaria. Outra análise efetuada na pesquisa traz dados relacionados ao financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e emendas parlamentares.
Foi observado um aumento no limite total de incremento ao custeio para a Bahia, indo de R$ 3.465.844.500 em 2019 para R$ 7.888.952.419 em 2024. Já em termos per capita, o limite total de incremento ao custeio para a Bahia chegou a R$ 235,90 em 2019 e R$ 531,20 em 2024, uma variação de 125% no período.
No quesito de transferências de Incremento ao Custeio da Atenção Primária, nestes mesmos anos, os valores per capita pagos ao território baiano, para incremento ao custeio da atenção primária foram de R$ 48,10 em 2019 e R$ 72,10 em 2024, um aumento de 49,9%.
ATENÇÃO ESPECIALIZADA
As quantias per capita recebidas pela Bahia em incremento ao custeio da atenção especializada (com a soma de transferências municipais e estaduais), registraram um crescimento de 131%, ao subirem de R$ 27,50 em 2019 e R$ 63,60 em 2024. Na lista das cidades com maiores valores per capita recebido em incremento ao custeio dos tipos de serviços, aparecem São Félix, Itabuna e Firmino Alves.
O município da Recôncavo baiano foi o que mais recebeu, com R$ 702,90 por habitante. Já Itabuna obteve o maior limite de incremento total per capita em 2024, com R$ 1.104,00 por habitante, através de R$ 163,70 para Atenção Primária e R$ 940,30 para Atenção Especializada.
Já em Firmino Alves foi enviado R$ 293,40 por habitante em 2023 e 2024 para incremento ao custeio da atenção especializada através da Portaria GM/MS nº 544/2023. O município foi um dos que registrou o maior valor per capita.
Por meio da mesma portaria, foram recebidos R$ 230.706.895,1 em transferências municipais baianas e R$ 36.030.003,1 em transferências estaduais para incremento ao custeio da atenção especializada. R$ 18,00 (R$ 15,60 municipal e R$ 2,40 estadual) foi a quantia total per capita recebida pela Bahia para atenção especializada.
O serviço de saúde especializado é dividido em dois elementos (atenção secundária e terciária), que são, respectivamente, média e alta complexidade (ambulatorial e especializada hospitalar), segundo o Ministério da Saúde. A média complexidade, conforme a pasta, é formada por serviços especializados encontrados em hospitais e ambulatórios e envolve atendimento direcionado para áreas como pediatria, ortopedia, cardiologia, oncologia, neurologia, psiquiatria, ginecologia, oftalmologia entre outras especialidades médicas.
DESTINO DAS EMENDAS
No ano passado, cerca de 9,3% das emendas de incremento ao custeio da atenção especializada à Bahia foram destinadas para entidades privadas sem fins lucrativos. O documento ainda trouxe informações relacionadas às cidades que não cumpriram os limites anuais de incremento ao custeio da atenção especializada, com um valor total acima do limite de R$ 128.009.418,48.
Um total de 89 municípios da Bahia descumpriram esses limites no ano retrasado e um no ano passado, com um valor de R$ 400.000,00 acima.
- Por Bianca Andrade/Bahia Notícias
- 19 Ago 2025
- 16:40h
Foto: Twitch
O perfil do influenciador digital baiano Vinicius Oliveira Santos, conhecido como Boca de 09, de 17 anos, na plataforma Twitch, foi desativado após as últimas polêmicas envolvendo o adolescente.
De acordo com um informe divulgado pela própria plataforma, o canal está temporariamente indisponível devido a uma violação das Diretrizes da comunidade ou dos Termos de serviço da Twitch.
Nas últimas semanas, o baiano viralizou nas redes sociais ao realizar lives dirigindo sem ter CHN e idade necessária para conduzir carro e moto.
Em um dos últimos vídeos, Boca de 09 chegou a ser parado por uma viatura e a atitude dos policiais chamou a atenção dos internautas. Ao invés de conduzir o responsável pelo veículo para a delegacia e apreender Boca, um menor de idade dirigindo um carro, os agentes pararam para tirar foto. O adolescente seguiu com a viagem que fazia em um aplicativo de corrida.
Apesar de ser emancipado, a legislação não permite que Boca de 09 tire a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) antes de completar 18 anos.
O ato, que concede direitos civis a menores de idade, como a capacidade de realizar negócios, não dá direito a conduzir nenhum tipo de veículo.
Além do vídeo que viralizou no último final de semana, Boca de 09 já tinha feito outras lives dirigindo, como o registro no qual foi acusado de racismo religioso ao se recusar levar uma passageira que havia deixado um terreiro de candomblé. Outra gravação que gerou polêmica foi quando o baiano foi parado por policiais ao tentar fazer entregas em delivery.
- Bahia Notícias
- 19 Ago 2025
- 14:56h
Foto: Ricardo Stuckert/PR
A versão final do projeto de lei de regulação das big techs, elaborada pelo governo Lula, prevê mudanças significativas nas regras de funcionamento das plataformas digitais no Brasil. O texto adota critérios semelhantes aos definidos pelo STF em junho, mas amplia o alcance ao estabelecer novas formas de responsabilidade e fiscalização.
A proposta cria um regime administrativo para responsabilizar plataformas por descumprimentos relacionados a crimes como exploração sexual de crianças, terrorismo, induzimento ao suicídio e automutilação. Nesses casos, as empresas deverão adotar mecanismos de detecção e remoção imediata de conteúdos ilícitos. O descumprimento pode resultar em sanções que vão de advertência a multa de até 10% do faturamento do grupo econômico no Brasil, além de suspensão temporária ou indeterminada do serviço por ordem judicial.
O texto, no entanto, ressalva que não haverá punição por falhas isoladas. A responsabilização só ocorre diante de descumprimento reiterado, e empresas poderão se isentar de penalidades se demonstrarem esforços adequados para mitigar riscos.
A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) será reforçada e transformada em Agência Nacional de Proteção de Dados e Serviços Digitais, com mais atribuições e a criação de um conselho específico para a área.
Um dos pontos mais sensíveis do projeto é a previsão de responsabilidade civil objetiva das plataformas em casos de danos gerados por conteúdos impulsionados ou pagos, independentemente de culpa ou notificação prévia. Essa medida vai além da decisão do STF, que rejeitou a responsabilização objetiva.
O projeto também impõe novas regras à publicidade digital, exigindo que a compra e venda de anúncios voltados ao mercado nacional sejam faturadas no Brasil e obedeçam à legislação brasileira. A medida busca evitar que empresas transfiram a cobrança para países com menor tributação. Além disso, estabelece regras de transparência sobre identidade de anunciantes, público-alvo e critérios de segmentação.
Outro ponto polêmico é a ampliação da responsabilidade das plataformas em casos de fraudes e publicidade enganosa. As empresas terão de agir em até 24 horas após notificação de autoridades de defesa do consumidor ou de fiscalização de produtos, sob pena de responsabilização.
No campo da proteção infantil, a proposta retoma dispositivos do PL 2628, em discussão na Câmara, como exigência de supervisão parental para contas de adolescentes menores de 16 anos, verificação de idade, possibilidade de desativar sistemas de recomendação personalizados e proibição de publicidade direcionada a crianças. Diferente de versões anteriores, o texto não proíbe menores de 12 anos de terem contas em redes sociais.
Apesar de pronto, o governo deve enviar o projeto ao Congresso apenas na próxima semana, para evitar coincidência com a votação do chamado “ECA digital” (PL 2628), prevista para quarta-feira (20). A proposta deve enfrentar forte resistência das big techs, sobretudo em relação à responsabilidade objetiva e às novas regras sobre publicidade.
- Bahia Notícias
- 19 Ago 2025
- 12:12h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
A adolescente Kamylinha, influenciadora digital da "Turma do Hytalo", teve o vídeo que fez em defesa de Hytalo Santos removido do Instagram na tarde da última segunda-feira (18).
Na gravação, a jovem afirma que vê Hytalo como uma figura paterna e não acredita que ele seja um criminoso. O influenciador paraibano está sendo acusado de tráfico humano e exploração infantil pelos conteúdos criados para as redes sociais.
O conteúdo, que havia sido postado no perfil da mãe da adolescente, foi removido pela própria plataforma poucas horas depois da postagem.
O perfil de Kamylinha foi suspenso no dia 7 de agosto por ordem judicial do Ministério da Fazenda, pelo uso indevido de crianças e adolescentes para promover os sorteios.
Confira na íntegra o discurso de Kamylinha no vídeo que foi removido das redes sociais:
“Eu vim aqui falar para vocês toda a verdade. Eu sou da cidade de Cajazeiras, interior da Paraíba. Sou filha única, vim de uma família muito humilde. Minha mãe era doméstica, trabalhava na casa de outras pessoas para poder me sustentar. Sofri muito na infância. Tive um pai, na verdade, nem posso chamar de pai, né? Tive um genitor agressivo, que batia na minha mãe, batia em mim. Quando o abrigo chegava em casa, ele colocava a cabeça da minha mãe… e eu, para impedir isso, para ter minha mãe aqui hoje, tive que entrar na frente de tudo.
Já vi minha mãe levando cusparada na cara dele. E hoje ele vem na internet dizer que nunca apoiou nada, que eu não devia ter seguido minha carreira, que não devia ter corrido atrás dos meus sonhos… Mas só quem passa, sabe. Na infância, eu me machucava, tomava remédio, tinha crises. Fui acompanhada por psicólogo e nada disso resolvia. Até que conheci Hytalo, dançando na praça do Leblon. E, como ele já falou em várias entrevistas, que fui o refúgio dele, ele também foi o meu.
Ele me apresentou Deus, disse que eu não precisava mais me machucar, porque agora eu tinha ele. Tinha o amor de pai. A Kamylinha que vocês conhecem tem um passado. Tem uma história por trás, tem sentimento. E eu vejo tudo isso acontecendo, as pessoas só querendo julgar, julgar, julgar… e ninguém querendo entender o real motivo da história.”
- Bahia Notícias
- 19 Ago 2025
- 10:25h
Foto: Twitter/ Portal LeoDias
O juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, juiz da 2ª Vara da Comarca de Bayeux, na Paraíba, responsável pelo caso do influenciador Hytalo Santos, determinou a transferência do blogueiro e do marido dele, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, de São Paulo para o estado nordestino.
De acordo com o g1 São Paulo, o magistrado não fixou um prazo para a transferência, pediu celeridade no caso "pois o delegado designado para o caso tem 10 dias para concluir o inquérito de réus presos". Os custos da transferência ficam a cargo do Estado da Paraíba.
Na última segunda (18), Hytalo e Israel foram transferidos da cadeia pública de Carapicuíba, na Grande São Paulo, para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na Zona Oeste da capital, e foram filmados chorando ao deixar o local.
O blogueiro e o companheiro foram presos na sexta-feira (15), em Carapicuíba, sob a acusação de tráfico humano e exploração infantil em conteúdos produzidos para as redes sociais.
CASO HYTALO SANTOS
O influenciador digital Hytalo Santos, de 28 anos, foi denunciado pelo youtuber Felca em um vídeo com mais de 40 minutos, que critica a adultização de crianças em conteúdos para a internet. Hytalo é conhecido nas redes sociais por compartilhar sua rotina luxuosa ao lado de jovens considerados como “filhos”, e acumulava mais de 17 milhões de seguidores no Instagram, até ter a conta desativada por determinação judicial.
O Ministério Público da Paraíba pediu em uma ação civil pública o bloqueio do acesso de Hytalo às redes, além da proibição do contato de Hytalo com menores de idade citados no processo. Outra solicitação feita foi a desmonetização dos conteúdos já publicados por Hytalo na web, desta forma, o influenciador não consegue retorno financeiro através desses vídeos.
Na última quarta (13), a Polícia Militar da Paraíba cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa do blogueiro e encontrou o imóvel vazio. A defesa do influenciador decidiu deixar o caso.
Hytalo também foi denunciado por ex-funcionários, por danos morais, jornada excessiva e falta de comprovação de vínculo empregatício. Já no condomínio onde vivia, um ex-funcionário afirmou que a relação de Hytalo com os outros condôminos era conturbada e durante a estadia dele no local, foram encontradas 'drogas, bebidas e preservativos no chão'.
- Por Idiana Tomazelli | Folhapress
- 18 Ago 2025
- 18:30h
Foto: Instagram/Bahia Notícias
O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse neste domingo (17) que governadores de direita agem como ratos e oportunistas enquanto tentam herdar o espólio político de seu pai, que está inelegível e cumpre prisão domiciliar.
A publicação, feita na rede social X (antigo Twitter), foi compartilhada por outro filho do ex-presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos —de onde tem insuflado as sanções aplicadas ao Brasil pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
"A verdade é dura: todos vocês se comportam como ratos, sacrificam o povo pelo poder e não são em nada diferentes dos petistas que dizem combater. Limitam-se a gritar 'fora PT', mas não entregam liderança, não representam o coração do povo. Querem apenas herdar o espólio de Bolsonaro, se encostando nele de forma vergonhosa e patética", disse Carlos.
A postagem foi feita um dia depois de o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), lançar sua pré-candidatura à Presidência da República.
Apoiador de Bolsonaro nas eleições de 2022, Zema é um dos que tentam preencher o espaço deixado pela inelegibilidade do ex-presidente, que é réu no processo sobre uma trama golpista engendrada no fim de seu governo.
Também tentam se credenciar como potencial sucessor de Bolsonaro como liderança da direita no Brasil os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), e do Paraná, Ratinho Jr. (PSD).
Carlos afirmou que, enquanto seu pai está preso e doente e muitos de seus apoiadores estão presos ou são alvos da Justiça, os governadores —a quem ele se refere como "tais 'direitistas"— silenciam.
"Estão preocupados apenas com seus projetos pessoais e com o que o mercado manda", afirmou o vereador.
"Isso é desumano, sujo, oportunista e canalha. Não existe outra forma de qualificar tais atitudes. Fingem que vão resolver algo, falam em indulto para os perseguidos da falsa 'trama golpista', mas depois se escondem atrás da 'prudência e sofisticação técnica', lavam as mãos e seguem seus governos como se nada tivesse acontecido. Alegam ter feito sua parte, mas não passam de cúmplices covardes", acrescentou.
Carlos ainda disse que as ações dos governadores demonstram "uma falta de caráter indescritível".
No evento de lançamento de sua pré-candidatura, Zema não descartou a possibilidade de compor com outros partidos se Bolsonaro pedir.
"Eu já participei de duas campanhas, em 2018 e em 2022, e sempre falo que, no decorrer da campanha, ajustes feitos pelos partidos políticos sempre são possíveis", declarou ao ser questionado se abriria mão de sair à Presidência caso Bolsonaro pedisse. "Vejo com naturalidade essas mudanças na política. Vai depender muito das conversas entre os partidos."
O governador mineiro ainda elogiou Tarcísio, visto por muitos na política como o favorito a ser o presidenciável apoiado por Bolsonaro, e afirmou que eventual candidatura do titular do Palácio dos Bandeirantes não seria obstáculo à sua permanência na disputa.
- Bahia Notícias
- 18 Ago 2025
- 16:22h
Foto: CIPRv Brumado
Um casal foi preso na tarde de sábado (16), na região conhecida como Pradoso, em Vitória da Conquista, suspeito de tráfico de drogas.
A Companhia Independente de Polícia Rodoviária (CIPRv) Brumado, realizava ações de patrulhamento e abordagens aos veículos, quando surpreenderam um homem e uma mulher em um carro que continha 10 sacolas com skunk, variante da maconha.
De acordo com a SSP, o casal relatou que o entorpecente dentro do veículo somava cerca de 5kg.
Todo material recolhido foi apresentado no Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep) de Vitória da Conquista, para onde o casal foi levado e a ocorrência foi registrada.
- Por Rogério Gentile | Folhapress
- 18 Ago 2025
- 10:16h
Foto: Reprodução / In
Ameaças de demissão, promessas de folga e até mesmo distribuição de pernil. Levantamento feito pela Folha na Justiça do Trabalho mostra que empresas de vários estados brasileiros já foram condenadas por ajudar Jair Bolsonaro (PL) na eleição de 2022, tentando influenciar e manipular o voto de seus funcionários e colaboradores.
Com raízes no voto de cabresto imposto pelos coronéis na República Velha (1889-1930), o chamado assédio eleitoral motivou, na última eleição presidencial, uma série de ações judiciais. A reportagem teve acesso a 30 julgamentos recentes, em primeira ou segunda instância, nos quais empresas foram consideradas culpadas por condutas que alternam promessas de benefícios com pressão, intimidação e coação.
Declarado inelegível pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) até 2030 e atualmente em prisão domiciliar, Bolsonaro ainda será julgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) sob a acusação de tentativa de golpe de Estado no final de seu governo para tentar evitar a posse do presidente Lula (PT).
Em Minas Gerais, a Agronelli Ltda. foi punida por ter, de acordo com o desembargador Marcelo Pertence, buscado "influenciar e manipular o direito de escolha política dos empregados".
Segundo o processo, a empresa colou adesivos com o nome de Bolsonaro nas mesas e computadores dos funcionários e promoveu palestras sobre o então presidente. Um diretor ainda falou que, se o PT vencesse a eleição, a empresa seria prejudicada e os funcionários, demitidos.
Condenada a pagar R$ 10 mil a uma ex-funcionária, a Agronelli recorreu. Declarou à Justiça que "nunca coagiu, intimidou ou influenciou o voto dos seus colaboradores" e que jamais obrigou seus funcionários a colocarem adesivos de Bolsonaro em seus veículos ou locais de trabalho.
Na Radiodoc (SP), um representante da empresa, de acordo com a ação judicial, disse que os funcionários "sofreriam as consequências" se não votassem em Bolsonaro.
A empresa chegou a prometer uma folga para quem participasse de evento da campanha de Bolsonaro. Condenada em duas instâncias, a empresa negou "veementemente" os fatos relatados à Justiça.
Na Sada Bioenergia e Agricultura (MG), um motorista com 12 anos de empresa foi demitido aos 64 anos por ter se recusado a usar um adesivo de Bolsonaro. Ele afirmou ao encarregado que distribuía o material de campanha que era eleitor de Lula.
"O respeito à formação de convicção política de forma autônoma e livre é condição essencial à democracia", afirmou o desembargador Marco Aurélio de Carvalho ao condenar a Sada. Ela disse à Justiça que a dispensa já estava prevista para ocorrer e que não houve assédio.
No Paraná, a Transben Transportes foi condenada por, de acordo com a juíza Camila de Almeida, ter encaminhado um vídeo aos funcionários pedindo, de forma expressa, para que votassem em Bolsonaro.
"Se o Lula ganhar vai ter desemprego. A nossa empresa vai sofrer bastante", afirmou o representante. Na gravação, ele disse ainda que o motorista que fosse votar em Bolsonaro receberia um "auxílio" para poder retornar para suas cidades no dia da eleição. Na defesa apresentada à Justiça, a empresa disse que "sempre respeitou a preferência política dos seus empregados".
Já no Espírito Santo, a Febracis foi condenada a pagar uma indenização de R$ 10 mil por tentar coagir uma auxiliar administrativa a votar em Bolsonaro. A pressão, de acordo com o processo, foi aumentando com a aproximação do segundo turno. A empresa dizia que a eleição era uma "guerra espiritual". Bolsonaro seria o enviado de Deus e Lula, o Diabo.
"O comportamento habitual da superiora hierárquica não pode ser considerado tolerável em um ambiente corporativo", afirmou na decisão o desembargador Soares Heringer. A empresa disse à Justiça que "jamais exerceu qualquer tipo de perseguição política e ideológica em face de seus empregados".
O Frigorífico Serradão, de Betim (MG), segundo uma ação aberta por um magarefe (profissional que faz o abate de animais), distribuiu camisetas amarelas para os trabalhadores com menção ao slogan de Bolsonaro e prometeu conceder uma peça de pernil a quem comprovasse ter votado no então presidente.
"Os vídeos [anexados ao processo] demonstram claramente a realização da reunião nas dependências da empresa, e a uniformização amarela dos empregados, todos vestidos em nítido apoio a um determinado candidato imposto pela empresa", afirmou o juiz Augusto Alvarenga na sentença.
O Serradão, ao se defender, disse que não obrigou nenhum trabalhador a usar a camiseta amarela e que jamais ofereceu qualquer vantagem para quem votasse em Bolsonaro.
Eneida Desiree Salgado, professora de direito constitucional e eleitoral da Universidade Federal do Paraná, que tem trabalhos sobre a questão do assédio eleitoral, diz que, em cidades pequenas, para cargos como vereador e deputado, é comum que as empresas verifiquem o mapa de votação para saber se, na zona eleitoral do seu funcionário, houve voto no candidato indicado.
"Assim como o voto de cabresto no contexto do fenômeno do coronelismo da Primeira República, o que está em jogo não é apenas a liberdade de um voto. Com a existência do assédio eleitoral, toda a lisura do sistema é posta em risco", afirma.
Um relatório do Ministério Público do Trabalho apontou o recebimento de 3.145 denúncias de assédio eleitoral na disputa de 2022, número que representa apenas a ponta de um iceberg, uma vez que, diante do medo de perder seus empregos, muitos assediados preferem manter o silêncio.
Uma pesquisa feita pelo Datafolha em 2022 registrou que 4% dos eleitores disseram já ter sofrido assédio eleitoral.
O MPT assinou à época da eleição 560 termos de ajuste de conduta com empresas e abriu 105 ações civis públicas. Uma delas foi movida contra a SLC Agrícola S.A, do Piauí, que foi condenada em segunda instância a pagar R$ 100 mil em danos morais coletivos por ter imposto uma escala atípica para dificultar o voto dos trabalhadores no segundo turno. Lula havia obtido mais de 74% dos votos no estado no primeiro turno.
De acordo com a sentença, 34 funcionários foram chamados para trabalhar em uma fazenda, distante dos locais de votação, contra apenas dois nos domingos anteriores. Além disso, a empresa não ofereceu transporte para que eles pudessem se deslocar a tempo de votar. O desembargador Marco Caminha disse na decisão que a empresa "obstou o exercício do voto por parte dos empregados".
A SLC disse à Justiça que não cometeu qualquer ato ilícito e que não tentou cercear o direito de voto. "A escala de trabalho no dia da eleição decorreu da necessidade operacional gerada pelo início do plantio da soja", afirmou.
O mesmo argumento de que "jamais violou a liberdade de seus trabalhadores" foi dado pela empresa Fomentas (MT) em ação na qual foi condenada a pagar uma indenização de R$ 50 mil.
No processo há uma fotografia na qual funcionários seguram uma faixa com a frase: "Fomentas apoia Bolsonaro", bem como mensagens de WhatsApp em que o líder de uma das equipes disse que reuniu funcionários e exibiu vídeos de Lula "falando sobre aborto e sobre defender bandidos e drogas".
A empresa disse à Justiça que, na citada reunião, "não houve pedido de voto". Já a fotografia foi feita por "livre e espontânea vontade", afirmou.
- Por Gabriel Lopes/Bahia Notícias
- 18 Ago 2025
- 08:03h
Foto: Divulgação
A Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), formalizou o segundo termo aditivo ao contrato para as obras de requalificação do Complexo do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador, com a empresa Sian Engenharia Ltda.
Segundo o resumo publicado no último sábado (16), o ajuste altera a meta física do contrato original, com acréscimos qualitativos de 9,70% e supressões de 4,72%, de acordo com os cálculos anexados em um processo administrativo.
O termo estabelece um aporte adicional de R$ 7,4 milhões ao valor global do contrato.
RELEMBRE O CASO
A Sala Principal do TCA está fechada desde janeiro de 2023, quando um incêndio atingiu o local. O caso assustou as pessoas que passavam pela região do Campo Grande, em Salvador, e as chamas foram vistas na cobertura do teatro.
Com aporte de R$ 260 milhões, a previsão de conclusão das obras é para o primeiro semestre de 2026. Segundo o último balanço divulgado pela Secretaria de Cultura da Bahia (Secult) em maio, o TCA está com 25% das obras de requalificação concluídas e com previsão de chegar a 70% até o final de 2025.
Além da Sala Principal e do Foyer, as intervenções têm o objetivo de modernizar o Jardim Suspenso, ampliar as estruturas do Centro Técnico e melhorar as dependências dos corpos artísticos residentes, que são a Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) e o Balé Teatro Castro Alves (BTCA).