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- Por Folhapress
- 31 Dez 2025
- 08:37h
Foto: Reprodução / Jornal de Brasília
O dólar encerrou o último pregão do ano em queda acumulada de 11,19% em 2025, a R$ 5,487, o maior recuo desde 2016, quando a moeda americana perdeu 17,8%. No dia, em sessão marcada pela liquidez reduzida nos mercados internacionais, a divisa dos Estados Unidos caiu 1,50%.
Já o Ibovespa fechou o ano em alta de 33,7%, a 161.125 pontos, e subiu 0,39% nesta terça-feira.
O forte fluxo de recursos estrangeiros para o mercados emergentes, incluindo o Brasil, deu impulso à valorização da moeda brasileira e ao Ibovespa.
Esse movimento de dinheiro de fora foi impulsionado pelo fato de o Federal Reserve (o banco central americano) ter reduzido a taxa de juros dos EUA da banda de 4,25% a 4,5% ao ano para 3,5% a 3,75% ao ano.
Além disso, os receios em torno da política econômica protecionista do presidente dos EUA, Donald Trump, também estimularam os estrangeiros a aumentar o apetite ao risco representado por emergentes.
Durante o pregão desta terça, os agentes avaliaram a ata da última reunião de política monetária de dezembro do Federal Reserve.
O documento mostrou que o Fed concordou em cortar a taxa básica de juros somente depois de um debate com muitas nuances sobre os riscos que a economia norte-americana enfrenta no momento.
Até mesmo alguns dos que apoiaram o corte de juros reconheceram que "a decisão foi finamente equilibrada ou que eles poderiam ter apoiado a manutenção do intervalo da taxa básica inalterado", dados os diferentes riscos enfrentados pela economia dos EUA.
O mercado também repercutiu os dados do mercado de trabalho doméstico. A taxa de desemprego do Brasil caiu a 5,2% no trimestre até novembro, após marcar 5,6% nos três meses encerrados em agosto, que servem de base de comparação, apontam dados divulgados nesta terça (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado renova a mínima da série histórica iniciada em 2012. Até então, a menor taxa havia sido de 5,4% até outubro deste ano.
Foram divulgados também dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que mostraram que o Brasil criou mais vagas de trabalho formal do que o esperado por economistas em novembro. O país abriu 85.864 empregos com carteira assinada.
Nesta segunda (29), o Tesouro Nacional informou que o governo central registrou um déficit primário de R$ 20,172 bilhões em novembro. Economistas projetavam um rombo menor, de R$ 13,5 bilhões, segundo pesquisa da Reuters.
Após a divulgação do relatório, o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, disse que o resultado primário deste ano deve ficar "mais próximo do centro da meta do que do piso".
Também na segunda, a pesquisa Focus mostrou que analistas consultados pelo Banco Central voltaram a reduzir marginalmente suas expectativas para a inflação neste ano e no próximo.
Os economistas reduziram a estimativa para o IPCA em 2025 a 4,32%, de 4,33% estimados há uma semana, no que foi o sétimo corte consecutivo da projeção. Para 2026, a expectativa teve a sexta queda consecutiva, para uma mediana de 4,05%, de 4,06% na semana anterior.
- Por Leonardo Vieceli | Folhapress via Bahia Notícias
- 30 Dez 2025
- 11:05h
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
A taxa de desemprego do Brasil caiu a 5,2% no trimestre até novembro, após marcar 5,6% nos três meses encerrados em agosto, que servem de base de comparação, apontam dados divulgados nesta terça (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado renova a mínima da série histórica iniciada em 2012. Até então, a menor taxa havia sido de 5,4% no trimestre até outubro deste ano. O IBGE, contudo, evita a comparação direta entre intervalos com meses repetidos, como é o caso dos finalizados em outubro e novembro.
A marca de 5,2% veio abaixo da mediana das projeções do mercado financeiro, que era de 5,4%, conforme a agência Bloomberg.
Os dados divulgados pelo IBGE integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), que investiga tanto o mercado de trabalho formal quanto o informal.
No trimestre encerrado em novembro, o IBGE encontrou 5,6 milhões de pessoas em busca de trabalho, o menor número de desempregados já registrado na série.
Ao longo da Pnad, o maior contingente de desocupados ocorreu no trimestre encerrado em março de 2021, na pandemia de Covid-19. À época, esse indicador chegou a quase 15 milhões de pessoas.
A menor desocupação da série histórica foi acompanhada por um novo recorde no número de pessoas ocupadas com algum tipo de trabalho no país: 103,2 milhões.
Com isso, o nível de ocupação, isto é, a proporção de pessoas com 14 anos ou mais de idade que estavam trabalhando, renovou o maior percentual da série: 59%.
Em nota, Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, disse que "a manutenção do contingente de trabalhadores em elevado patamar ao longo de 2025 tem assegurado a redução da pressão por busca de trabalho, reduzindo consideravelmente a taxa de desocupação".
Os indicadores de emprego e renda vêm em uma trajetória de recuperação no país. Segundo analistas, o movimento refletiu uma combinação de fatores.
O desempenho aquecido da economia em meio a medidas de estímulo do governo federal, as mudanças demográficas e os impactos da tecnologia na geração de vagas são questões apontadas para explicar o desemprego baixo.
A retomada do mercado de trabalho, porém, não eliminou questões como a informalidade considerada elevada no país. Economistas destacam que ainda há um contingente grande de empregos vistos como mais precarizados.
- Bahia Notícias
- 30 Dez 2025
- 08:17h
Foto: Reprodução / Prefeitura de Porto Seguro
Quatro destinos da Bahia aparecem entre os 10 mais vendidos de 2025 no ranking da Azul Viagens, operadora de turismo da companhia aérea Azul. O levantamento aponta a preferência do público por praias paradisíacas e cidades históricas, com o Nordeste consolidado como a região mais procurada do país.
Entre os baianos, Porto Seguro ocupa a terceira posição, ficando atrás apenas de Maceió, que lidera o ranking, e de Recife e Porto de Galinhas, que dividem o segundo lugar. Conhecida pelas praias de águas cristalinas e pelo ambiente acolhedor, a cidade, localizada no sul da Bahia, aparece à frente de destinos como Orlando, nos Estados Unidos, além de Natal (RN) e Fortaleza (CE).
Salvador também se destaca na lista, figurando como o sétimo destino mais vendido em 2025. Já Ilhéus e Itacaré, na Costa do Cacau, dividem a décima colocação e completam o ranking.
De acordo com Giulliana Mesquita, head da Azul Viagens, os dados reforçam a força de destinos já consolidados. “Mesmo sem grandes mudanças em relação aos anos anteriores, o que vemos é a força de rotas já consolidadas, que continuam apresentando percentuais consistentes de crescimento. Isso confirma a relevância estratégica dessas operações e reforça nosso compromisso em conectar pessoas aos destinos que mais encantam o Brasil e o mundo”, afirmou.
Confira o ranking dos destinos mais vendidos pela Azul em 2025:
1. Maceió
2. Recife + Porto de Galinhas
3. Porto Seguro
4. Orlando (EUA)
5. Natal
6. Fortaleza + Jericoacoara
7. Salvador
8. João Pessoa
9. Porto Alegre + Serra Gaúcha
10. Ilhéus + Itacaré
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- Bahia Notícias
- 26 Dez 2025
- 08:24h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Ministério da Saúde anunciou a ampliação em 99% no número de profissionais do Programa Mais Médicos, durante os últimos três anos. Neste período, a quantidade de profissionais em atuação subiu de 13,7 mil para 27,3 mil.
Segundo a pasta, esse fortalecimento permitiu ao Sistema Único de Saúde (SUS) ampliar a cobertura e qualificar a assistência na Atenção Primária à Saúde, contribuindo para a redução de agravos à saúde e de internações evitáveis em 4,5 mil municípios brasileiros.
De acordo com o órgão, nesses territórios, 60% dos médicos que atuam em municípios de alta vulnerabilidade fazem parte do programa.O ministério comunicou ainda que a ampliação do programa vai influenciar diretamente no acesso equitativo ao cuidado em saúde para cerca de 67 milhões de brasileiros.
Entre 2022 e 2025, o número de atendimentos na Atenção Primária — porta de entrada do SUS — aumentou em 30%, passando de 23,9 milhões para mais de 31 milhões de atendimentos anuais. Esse crescimento foi impulsionado, sobretudo, pelo aumento dos atendimentos realizados por médicos que integram as atuais 60,4 mil equipes de Saúde da Família e de Atenção Primária.
- Bahia Notícias
- 24 Dez 2025
- 14:22h
Foto: Reprodução / Flamengo TV / YouTube
O Flamengo divulgou nesta terça-feira (23) o balanço financeiro referente à temporada de 2025 e informou ter alcançado uma receita total de R$ 2,071 bilhões, valor inédito no futebol brasileiro. Os dados foram apresentados pelo presidente Luiz Eduardo Baptista durante reunião com associados.
De acordo com o clube, o resultado ficou acima do previsto no orçamento aprovado para o ano. A projeção inicial apontava uma arrecadação de R$ 1,6 bilhão, o que representa um aumento superior a R$ 500 milhões em relação ao planejamento original. A diretoria atribui a diferença, principalmente, ao desempenho esportivo ao longo da temporada.
O Flamengo conquistou o Campeonato Brasileiro, a Libertadores e disputou o Mundial de Clubes, cuja premiação superou R$ 150 milhões. Esses resultados impactaram diretamente as receitas com premiações e direitos vinculados às competições.
Foto: Divulgação / Bahia Notícias
Outro fator relevante foi a negociação de atletas. O clube informou ter arrecadado mais de R$ 500 milhões com vendas de jogadores ao longo de 2025, estabelecendo um novo recorde interno nesse quesito.
Com base nos números apresentados, o caixa livre do Flamengo ao fim da temporada atingiu R$ 218 milhões. A expectativa inicial era encerrar o ano com R$ 161 milhões disponíveis, valor que acabou superado após o fechamento do exercício.
A situação da dívida também foi detalhada. Segundo o balanço, o passivo foi reduzido de R$ 346 milhões para R$ 96 milhões em 2025. A projeção da diretoria é encerrar a temporada de 2026 com uma dívida estimada em R$ 41 milhões.
Para o próximo ano, o Flamengo trabalha com uma previsão de receita de R$ 1,8 bilhão. O orçamento foi elaborado sem considerar possíveis valores adicionais provenientes de premiações, reajustes contratuais, negociações acima da meta ou recursos relacionados à Libra. Ainda assim, a avaliação interna é de que a arrecadação possa novamente ultrapassar a marca de R$ 2 bilhões.
A estimativa de vendas de atletas para 2026 é de R$ 256 milhões, aproximadamente metade do valor obtido com transferências em 2025. A diretoria entende que o cenário financeiro permite planejamento esportivo e administrativo para a próxima temporada.
- Bahia Notícias
- 18 Dez 2025
- 10:21h
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O deputado federal da Bahia José Rocha (União) foi acusado de direcionar um recurso de R$ 152 milhões do orçamento secreto sozinho. A quantia que deveria ser repartida entre parlamentares da comissão de Integração Nacional da Câmara, onde o parlamentar era presidente na época.
Segundo a colunista Andreza Matais, do Metrópoles, o parlamentar não cumpriu um acordo que teria feito com lideranças do grupo e indicou recursos para 84 cidades baianas em que tem base eleitoral.Segundo a publicação, somente 34 cidades não eram do estado.
Conforme documentos acessados pela coluna, ele teria utilizado do posto e beneficiado seu reduto em uma quantia total de R$ 88 milhões. Os outros deputados só foram descobrir o ato, ao perceberem que suas emendas não estavam sendo repassadas. Na ocasião, o ministério revelou seguir a lista do deputado.
A coluna informou que a ação foi identificada pela assessora parlamentar Mariângela Fialek, conhecida como Tuca. Ela era responsável por organizar as planilhas de emendas. O deputado ainda conseguiu direcionar R$ 53 milhões, quantia totalmente superior dos seus colegas que, em média, indicaram em 2024 R$ 11 milhões de orçamento secreto. Ele conseguiu reverter a situação, mesmo após um pedido do deputado federal Arthur Lira, que tentou barrar a movimentação feita por Rocha.
José Rocha respondeu e questionou a integridade dos documentos que indicaram a denúncia e negou que tenha usado o seu cargo de Presidente da Comissão de Integração para destinar emendas a seu favor. Ele assegurou que a tentativa de envio de R$ 152 milhões seria uma “invenção de quem tem culpa no cartório”.
Rocha negou responsabilidade e disse que “não tinha competência” para distribuir as emendas da comissão somente para a Bahia, porque “todas elas eram comandadas pelo presidente da Casa, Arthur Lira”. A denúncia chega no momento em que o deputado se tornou o principal denunciante da investigação do Supremo Tribunal Federal (STF), que mira a destinação irregular de emendas parlamentares no Congresso.
- Bahia Notícias
- 13 Dez 2025
- 12:41h
Foto: Agência Brasil/Arquivo
O volume de serviços prestados na Bahia seguiu em alta (0,6%) na passagem de setembro para outubro de 2025, na série com ajuste sazonal (que retira do cálculo o efeito de eventos/datas recorrentes como Carnaval, Páscoa etc.).
Segundo IBGE, este foi o segundo resultado positivo consecutivo, após 5 meses entre quedas e estabilidade nos serviços baianos nessa comparação. Também foi superior ao nacional (0,3%), embora apenas o 12º melhor índice entre as 27 unidades da Federação. Entre setembro e outubro, o setor de serviços mostrou avanços em 15 dos 27 estados, liderados por Acre (10,0%), Piauí (7,3%) e Mato Grosso do Sul (6,3%).
Por outro lado, Tocantins (-5,7%), Distrito Federal (-3,9%) e Mato Grosso (-3,3%) apresentaram as piores retrações no comparativo com o mês anterior. Já frente ao mesmo mês (outubro) de 2024, o volume dos serviços baianos voltou a cair (-2,8%), retornando a sequência de resultados negativos, após ter registrado variação positiva em setembro (que havia sido de 0,3%).
O desempenho, ficou bem abaixo do nacional (2,2%) e foi o 4º recuo mais intenso entre os estados, acima apenas dos registrados em Tocantins (-8,4%), Amazonas (-5,2%) e Rio Grande do Sul (-3,7%). Nessa comparação, o volume dos serviços cresceu em 17 das 27 unidades da Federação, lideradas por Rondônia (16,5%), Distrito Federal (7,8%) e Mato Grosso do Sul (5,6%).
Os serviços baianos sustentam resultados negativos tanto no acumulado no ano de 2025 (-1,1%) quanto nos 12 meses encerrados em outubro (-0,9%). Nos dois casos, os índices estão abaixo dos verificados no Brasil como um todo (2,8% em ambos os acumulados), sendo ainda os 4ºs menores dentre os estados.
COMPARAÇÃO COM 2024
O recuo do volume de serviços prestados na Bahia em outubro de 2025, na comparação com o mesmo mês de 2024 (-2,8%), foi concentrado em duas das cinco atividades investigadas pelo IBGE: transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-6,9%) e serviços prestados às famílias (-4,9%).
Os transportes, atividade com o maior peso na composição do setor de serviços na Bahia, tiveram a queda mais profunda e deram a principal contribuição para a retração geral no mês. O segmento retomou a sequência de resultados negativos, iniciada em dezembro de 2024, depois de ter registrado alta em setembro (1,7%), e apresenta o pior resultado no acumulado em 2025 (-3,3%).
Já os serviços prestados às famílias tiveram o quinto recuo consecutivo(-4,7%) e sustentam o segundo pior resultado no ano (-1,4%). Por outro lado, os serviços de informação e comunicação (2,5%), com o segundo maior aumento entre as atividades, foram os que mais ajudaram a segurar a queda geral do setor de serviços baiano em outubro. O segmento teve um segundo resultado positivo consecutivo, mas ainda apresenta recuo no acumulado em 2025 (-0,3%).
Os outros serviços tiveram o maior aumento no volume prestado (10,1%) e também foram importantes para evitar uma retração maior do setor como um todo no estado, em outubro. A atividade cresce há 14 meses seguidos (desde setembro de 2024) e tem o melhor resultado no acumulado em 2025 (9,4%).
- Bahia Notícias
- 12 Dez 2025
- 10:31h
Foto: Mateus Pereira / GOVBA
O Brasil deve enfrentar um novo cenário no campo em 2026. Após safra recorde de grãos em 2025, o IBGE divulgou um segundo prognóstico para o próximo ciclo agrícola, prevendo queda de 4,7% na produção baiana. O recuo deve ser impulsionado principalmente pela redução no rendimento da soja e pela baixa rentabilidade do algodão, dois pilares da produção nacional.
Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), analisado pela SEI e divulgado nesta quinta-feira (11), a Bahia deve encerrar 2025 com 12,8 milhões de toneladas de cereais, oleaginosas e leguminosas. O resultado representa crescimento de 12,8% frente a 2024 e consolida o estado como uma das principais forças agrícolas do país. O desempenho é sustentado pelo avanço da área plantada, que chegou a 3,65 milhões de hectares, e pelo aumento do rendimento médio, agora em 3,52 t/ha, alta de 9,8%.
SOJA
A soja, carro-chefe da produção baiana, deve fechar 2025 com 8,61 milhões de toneladas, alta de 14,3%. O rendimento de 4 t/ha impulsiona o resultado. Para 2026, porém, o cenário muda. O IBGE aponta queda de 5,7% na produção, reflexo do baixo ritmo de expansão da área plantada, causado pelos preços desestimulantes da commodity no mercado internacional.
ALGODÃO
Outro destaque negativo no prognóstico de 2026 é o algodão, que deve recuar 17,5%. O setor enfrenta custo de produção elevado e preços pouco atrativos, reduzindo margens de lucro.
Ainda assim, em 2025 a Bahia mantém posição de destaque. São 1,79 milhão de toneladas, o que consolida o estado como maior produtor do Nordeste e segundo maior do Brasil, atrás do Mato Grosso.
MILHO E FEIJÃO
O milho deve encerrar 2025 com 2,74 milhões de toneladas (+18,2%). A primeira safra cresceu 24,6%, enquanto a segunda deve avançar 5,3% Para 2026, o prognóstico mostra queda na 2ª safra (-11,5%), mas crescimento na 1ª safra (+8,1%). No feijão, a safra 2025 deve somar 187 mil toneladas (-15,8%). O IBGE prevê para 2026 recuo na 2ª safra (-14,9%), mas forte alta na 1ª (+35,3%).
Ainda segundo a SEI, o café colheu 262 mil toneladas (+5,1%); arábica cai 14,6% e canéfora sobe 19,3%. A cana-de-açúcar obteve 6,24 milhões de toneladas (+12,6%). O cacau chegou a 119 mil toneladas (+7%). Na fruticultura, banana (+4,8%), laranja (+0,3%) e uva (+84,4%). No caso da mandioca foram 907 mil toneladas (+14,7%), e o tomate expressou queda expressiva de 48,4%.
PROJEÇÃO DA CONAB
Enquanto o IBGE projeta queda na produção, a Conab [Companhia Nacional de Abastecimento] indica tendência oposta. O terceiro levantamento para a safra 2025/2026 estima 14,6 milhões de toneladas, alta de 4,4%. O crescimento é impulsionado pela expansão da área plantada em 181 mil hectares (+4,6%), totalizando 4,1 milhões de ha. O destaque é a soja, que deve expandir 201 mil ha.
A Conab prevê aumento de 9,4% na área de soja, totalizando 2,34 milhões de ha, com produção estimada em 9,25 milhões de toneladas (+4,5%). Mesmo com o avanço, a produtividade deve cair 4,5%. Algodão, milho, feijão e sorgo também avançam.
O primeiro deve bater 2,05 milhões de toneladas (+2,5%). O segundo 2,87 milhões de toneladas (+2,2%), com forte peso da 1ª e 3ª safra. Já o feijão pode chegar a 347 mil toneladas (+19,4%), favorecido pelas chuvas no oeste baiano, e o sorgo 798 mil toneladas (+2,1%).
- Por Nathalia Garcia | Folhapress
- 11 Dez 2025
- 16:15h
Foto: Rafa Neddermeyer / EBC
O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central manteve nesta quarta-feira (10), em decisão unânime, a taxa básica de juros fixada em 15% ao ano pela quarta reunião seguida, fechando 2025 com a Selic no nível mais alto em quase duas décadas.
Apesar da desaceleração do PIB (Produto Interno Bruto) e da pressão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela queda dos juros, o colegiado do BC optou por uma postura mais conservadora e empurrou os cortes da Selic para 2026, ano eleitoral.
No comunicado, o comitê não sinalizou os próximos passos e manteve a indefinição sobre o início de queda de juros à frente. Reforçou que o cenário atual segue marcado por elevada incerteza, o que exige "cautela" na condução da política de juros, e enfatizou que continuará "vigilante".
"O comitê avalia que a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta", afirmou. Até o encontro anterior, em novembro, o colegiado avaliava a estratégia como "suficiente". Com a mudança de linguagem, voltou a mostrar confiança no processo em curso.
No mercado financeiro, era unânime a expectativa de que os juros ficariam inalterados no último encontro deste ano. Levantamento feito pela Bloomberg mostrava que a manutenção em 15% ao ano era a projeção de todas as instituições consultadas.
A decisão do Copom confirmou o aumento da diferença entre os juros dos Estados Unidos e do Brasil. Mais cedo, o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 3,5% e 3,75% ao ano. Agora, o diferencial está em 11,25 pontos percentuais, levando em conta o limite superior do índice americano.
No Brasil, a Selic ficou estacionada ao longo de todo o segundo semestre depois de um ciclo de alta de juros que durou de setembro de 2024 a junho. Ao longo do processo, a taxa básica acumulou elevação de 4,5 pontos percentuais, de 10,5% a 15% ao ano, atingindo o patamar mais alto desde julho de 2006.
A manutenção dos juros consolida a estratégia do colegiado de deixar a Selic em um patamar alto o suficiente para moderar o crescimento da economia e, consequentemente, controlar a inflação, visto que uma demanda mais contida tende a reduzir a pressão sobre os preços.
Os dados observados nos últimos meses sinalizam que a atividade econômica vem perdendo fôlego. Na última quinta (4), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou que o PIB do Brasil avançou 0,1% no terceiro trimestre deste ano na comparação com os três meses anteriores. O setor de serviços ficou praticamente estável no período.
Na avaliação do comitê, os indicadores seguem apresentado o comportamento esperado, com "trajetória de moderação no crescimento da atividade econômica, como observado na última divulgação do PIB".
O mercado de trabalho, contudo, continua dando sinais de dinamismo, observou o Copom. A taxa de desemprego do Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em outubro -menor nível da série histórica iniciada em 2012.
Desde o encontro anterior, em novembro, a trajetória da inflação tem se mostrado mais favorável. No mês passado, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) desacelerou a 4,46% no acumulado em 12 meses e voltou a ficar abaixo do teto da meta perseguida pelo Banco Central, o que não acontecia desde setembro de 2024.
No cenário de referência do Copom, a projeção de inflação recuou de 4,6% para 4,4% para este ano, dentro do limite superior da meta, e caiu de 3,6% para 3,5% para 2026. Para o segundo trimestre de 2027, a estimativa se aproximou do centro do alvo, de 3,3% para 3,2%.
A meta central é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. No modelo de avaliação contínua, o objetivo é considerado descumprido quando a inflação acumulada permanece por seis meses seguidos fora da margem, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto). O primeiro estouro do IPCA no novo formato ocorreu em junho.
Devido aos efeitos defasados da política de juros sobre a economia, o Copom tem hoje a inflação do segundo trimestre de 2027 na mira. As expectativas para a inflação no médio prazo, entretanto, seguem distantes do centro da meta, o que é motivo de desconforto para os membros do BC. Segundo o último boletim Focus, os analistas projetam que o IPCA termine 2026 em 4,16% e feche 2027 em 3,8%.
Ao analisar a conjuntura econômica, o colegiado repetiu que as expectativas de inflação continuam distantes da meta e que as projeções seguem elevadas. Além disso, mostrou preocupação com a força da atividade econômica e com a pressão exercida pelo mercado de trabalho sobre os preços.
"Para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas [longe do alvo], exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista [capaz de retrair a economia] por período bastante prolongado", disse.
No cenário internacional, a nova fase de negociações sobre o tarifaço imposto por Donald Trump diminuiu a tensão entre Brasil e Estados Unidos. No último dia 20, os americanos retiraram a sobretaxa de 40% sobre produtos importantes da pauta exportadora brasileira, como carne e café.
Embora o ambiente externo esteja mais favorável, o Copom repetiu que continua atento aos impactos das tarifas comerciais, bem como da política fiscal doméstica, sobre os ativos financeiros, como o dólar. "Reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza", acrescentou. Essa foi a única menção no comunicado à trajetória das contas públicas do país.
O comitê não fez alterações no balanço de riscos para inflação. Entre os fatores que puxariam os preços para cima, destacou a chance de a inflação de serviços se mostrar mais perseverante em função de um hiato do produto mais positivo -quando a economia opera acima do seu potencial e sujeita a pressões inflacionárias.
Indicou também a possibilidade de as expectativas de inflação seguirem distantes da meta por período mais prolongado e os possíveis impactos provocados por políticas econômicas dentro e fora do Brasil, como um câmbio depreciado de forma persistente.
Entre os motivos que afetariam os preços para baixo, repetiu a chance de a atividade econômica doméstica perder força de forma mais acentuada e de a desaceleração global ser mais forte devido a um choque de comércio. Além disso, mencionou a possível queda nos preços das commodities, o que traria alívio para a inflação.
O Copom volta a se reunir nos dias 27 e 28 de janeiro de 2026, no primeiro dos oito encontros previstos para o ano que vem.
- Por Idiana Tomazelli | Folhapress
- 09 Dez 2025
- 14:40h
Por Idiana Tomazelli | Folhapress
Um dos principais desafios do plano de reestruturação dos Correios, a despesa com pessoal consome quase dois terços dos gastos correntes da companhia e deve alcançar R$ 15,1 bilhões este ano, inflada por benefícios mais generosos do que os garantidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
Os incentivos extras, que incluem gratificação maior nas férias e hora tripla aos finais de semana e feriados, estão previstos no ACT (acordo coletivo de trabalho) firmado no ano passado com as duas federações que representam os empregados. Algumas cláusulas foram incorporadas mais recentemente, quando a empresa já enfrentava graves dificuldades financeiras.
Para especialistas, o acordo mais favorável aos funcionários dos Correios não configura uma irregularidade, mas pode colocar a empresa em situação de desvantagem competitiva perante concorrentes privados.
Embora sejam empregados públicos, os funcionários dos Correios são regidos pela CLT, diferentemente dos servidores da administração direta, como por exemplo pessoas que integram carreiras nos ministérios.
Segundo dados da estatal, a despesa com pessoal alcançou R$ 14,5 bilhões no ano passado, o equivalente a 62,8% dos gastos correntes da empresa (que consideram os custos de operação, excluindo investimentos). Em 2025, a proporção deve alcançar 65,8%, com uma despesa total de R$ 15,1 bilhões (até junho, já foram realizados R$ 9,45 bilhões). Enquanto isso, as receitas correntes minguaram a R$ 21,5 bilhões no ano passado, queda real de 6,6% em relação a 2023.
Algumas estatais federais têm gastos com pessoal maiores que os Correios em valores absolutos, mas os dados não são diretamente comparáveis porque cada uma tem seu próprio acordo coletivo e atua em um segmento distinto da economia. As atividades desempenhadas por um carteiro, por exemplo, são diferentes daquelas exercidas por um engenheiro da Petrobras, com reflexos na remuneração.
O comando dos Correios tem a intenção de rediscutir algumas cláusulas, mas deve enfrentar resistências das entidades sindicais. O plano de reestruturação ainda terá como meta o desligamento de 10 mil funcionários no ano que vem e outros 5.000 em 2027 por meio do PDV (programa de demissão voluntária), com economia potencial de R$ 1,4 bilhão ao ano.
Pelo acordo 2024/2025, empregados dos Correios têm direito a gratificação de 70% sobre as férias, enquanto a Constituição assegura o adicional de um terço, ou cerca de 33%. Eles também têm hora tripla em domingos e feriados (200% do salário-hora, ou dois dias de folga como compensação), ao passo que o habitual é 100% ou uma folga. Além disso, os funcionários têm direito à marcação de ponto por exceção, ou seja, ganham hora extra quando excedem a jornada, mas não há compensação quando vão embora mais cedo.
Há ainda outros benefícios, como pagamento do vale-refeição de R$ 50,93 por dia mesmo em períodos de férias ou afastamentos, auxílio de R$ 1.030,58 para quem tem dependentes com alguma deficiência e a possibilidade de se manter em licença-saúde por até 90 dias enquanto recorre de decisão do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que tenha declarado o empregado apto ao trabalho.
No último ciclo de negociação trabalhista, quando a empresa já acumulava um prejuízo bilionário, a empresa aceitou adicionar cláusulas como licença remunerada de até dois dias por mês para mulheres com sintomas graves associados ao período menstrual. Um projeto de lei com essa medida chegou a ser aprovado na Câmara dos Deputados, mas ainda depende de aval do Senado para virar lei.
O acordo mais recente também ampliou o descanso especial para a amamentação, de duas para três horas (de um total de oito horas de trabalho). Foi concedido ainda um reajuste salarial de 4,11% aos funcionários.
A categoria é encorajada a se organizar em entidades habitacionais para buscar moradia no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida, e seus dirigentes são liberados, sem desconto no salário, para cumprirem tarefas relacionadas a esse fim. Até o ano passado, a liberação era de um dirigente por entidade, mas o número foi ampliado para dois representantes no último acordo.
A Folha enviou 20 perguntas aos Correios pedindo dados detalhados sobre quantas pessoas usufruem de cada cláusula do acordo e a despesa associada. Em resposta, a empresa enviou uma nota de quatro parágrafos, na qual indicou um portal onde estariam as informações sobre as despesas. Nele, a reportagem localizou apenas valores agregados, sem o detalhamento solicitado.
A estatal disse ainda que as negociações do novo ACT estão em curso e se manifestou "contra qualquer prática que denote a precarização do trabalho". "Ao contrário, [os Correios] atuam para reconhecer e valorizar seus empregados, reforçando seu compromisso com relações de trabalho dignas, justas e sustentáveis", disse.
A companhia afirmou também que o último acordo foi "validado pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais". O órgão é vinculado ao Ministério da Gestão e Inovação (MGI).
Em meio ao impasse para destravar o socorro de R$ 20 bilhões aos Correios, integrantes da equipe econômica já se queixaram da postura do MGI, uma vez que a pasta autorizou reajustes, ampliação de benefícios e permitiu a realização de um novo concurso público num momento em que a companhia já estava com o caixa debilitado.
Na avaliação de um técnico, o órgão falhou no monitoramento e poderia ter feito um controle mais rígido das despesas da companhia —no limite, até barrar a assinatura do acordo e o lançamento do concurso.
Procurado, o MGI disse, em nota, que a Lei das Estatais veda a interferência do acionista na gestão das empresas e que suas manifestações têm o objetivo de orientar.
"A CGPar [comissão interministerial de governança das estatais] define diretrizes gerais para todas as empresas estatais, cabendo aos seus administradores, no exercício de seus deveres e responsabilidades, a negociação com os trabalhadores, tendo os parâmetros como teto e considerando a situação econômico-financeira e as circunstâncias negociais específicas de cada empresa", disse. O ministério também afirmou que o concurso é uma decisão que cabe apenas à estatal.
A Folha apurou, no entanto, que, em 2023, o MGI se manifestou contra a cláusula que prevê a hora tripla em finais de semana e feriados. Mesmo assim, ela foi adotada pela empresa.
O professor José Pastore, da FEA-USP e especialista em mercado de trabalho, ressaltou que não há nenhuma restrição legal à oferta de benefícios mais generosos do que prevê a CLT, embora isso tenha um impacto financeiro.
"A reforma trabalhista veio com esse espírito, o que é negociado prevalece sobre o legislado. Normalmente cada empresa sabe o tamanho do seu bolso", afirmou.
O secretário-geral da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos), Emerson Marinho, disse que cláusulas como o vale-refeição durante as férias buscam preservar a renda da categoria, que teve uma remuneração média de R$ 6.337 em 2024, segundo dados do MGI. A empresa tinha 83,8 mil funcionários.
Ele ainda rejeitou o argumento de que a crise atual da empresa possa ter relação com as despesas de pessoal e atribuiu a situação à perda de receitas. "Isso não é culpa dos trabalhadores", disse. Segundo Marinho, a categoria não vai abrir mão da reposição da inflação, o que pode custar cerca de R$ 500 milhões ao ano, calcula a federação.
Para Fernando Vernalha, advogado especialista em infraestrutura, o acordo trabalhista dos Correios é uma prova da "ineficiência estrutural" da empresa. "Gera perda de competitividade. Olhando para os padrões de mercado, parecem benefícios muito superiores ao que usualmente se pratica no mercado", disse.
Para ele, dificilmente o plano de reestruturação será capaz de resolver o problema. "Claro que enxugar a estrutura ajuda, mas isso não vai resolver todos os problemas e tornar os Correios uma empresa competitiva", afirmou.
VEJA ALGUNS DOS BENEFÍCIOS PREVISTOS NO ACORDO COLETIVO DOS CORREIOS
- Gratificação de 70% sobre as férias;
- Licença remunerada de até dois dias por mês para mulheres que comprovarem sintomas graves associados ao fluxo menstrual;
- Ponto por exceção: empregado marca quando faz hora extra, mas pode sair mais cedo (quando não há mais entrega a fazer, por exemplo) sem necessidade de compensação;
- Hora extra tripla em dia de descanso semanal remunerado ou feriado, com pagamento de 200% do valor da hora ou concessão de dois dias de folga;
- Vale-refeição de R$ 50,93 por dia de trabalho, pago inclusive nas férias e durante afastamento por motivos de saúde ou licença-maternidade e paternidade;
- Auxílio para dependentes com deficiência, no valor de R$ 1.030,58, com possibilidade de reembolso acima desse valor quando houver manifestação favorável do serviço médico dos Correios;
- Reembolso creche ou babá de até R$ 714,72 ao mês, inclusive durante o período da licença-maternidade, sem vedação à contratação de familiares da funcionária ou do cônjuge;
- Possibilidade de licença-saúde de até 90 dias enquanto empregado recorre de decisão do INSS que o considerou apto a retornar ao trabalho;
- Empregado eleito para conselhos dos Correios, da Postal Saúde (plano de saúde) e Postalis (fundo de pensão) têm cinco dias de liberação do trabalho antes de cada reunião, sem desconto no salário;
- Empregado dirigente de entidade que articula projetos de habitação para trabalhadores dos Correios pode ser liberado, sem desconto no salário, para tratar de assuntos relacionados ao tema.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 04 Dez 2025
- 08:47h
Foto: Arquivo Agência Brasil
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro ficou praticamente estável no terceiro trimestre de 2025, registrando um pequeno crescimento de 0,1%. Quando comparado, entretanto, ao mesmo período do ano anterior, o PIB cresceu 1,8% neste terceiro trimestre.
A composição do resultado do PIB teve uma influência positiva a partir de maior crescimento da Agropecuária (0,4%) e da Indústria (0,8%). Já o percentual verificado para o setor de Serviços, que tem maior peso na economia, ficou praticamente estável (0,1%), ajudando a taxa geral a ficar nos mesmos 0,1%.
Esses foram alguns dos resultados do Sistema de Contas Nacionais, divulgado na manhã desta quinta-feira (4) pelo IBGE.
O percentual apurado ficou levemente abaixo do esperado. A expectativa em pesquisa do mercado financeiro era de crescimento de 0,2% na comparação com o trimestre anterior.
O estudo do IBGE mostra que, em valores correntes, o PIB brasileiro no terceiro trimestre chegou a R$ 3,2 trilhões. O Valor Adicionado dos três grandes segmentos da economia foi de R$ 176,2 bilhões para a Agropecuária, R$ 682,2 bilhões para a Indústria e R$ 1,9 trilhão para os Serviços.
Pelo lado das despesas, o Consumo das Famílias (0,1%) ficou praticamente estável e o Consumo do Governo cresceu 1,3%. Já a Formação Bruta de Capital Fixo subiu 0,9% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
O avanço de 1,8% apurado na comparação com o mesmo período do ano anterior se deve principalmente à Agropecuária, que cresceu 10,1% em relação a 2024. Esse crescimento foi puxado por aumentos acima de 10% na produção de três culturas com safras significativas no terceiro trimestre: milho (23,5%), laranja (13,5%) e algodão (10,6%).
Na mesma comparação, a Indústria cresceu 1,7%, puxada pela alta de 11,9% nas Indústrias extrativas, com a maior extração de petróleo e gás. A Construção também cresceu (2,0%).
Por outro lado, houve quedas nas Indústrias de transformação (-0,6%) e em Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,0%).
O setor de Serviços (1,3%) avançou frente ao mesmo período de 2024. Os principais resultados positivos vieram de Informação e comunicação (5,3%), Transporte, armazenagem e correio (4,2%) e Atividades imobiliárias (2,0%).
Foto: Divulgação
Nesta sexta-feira (5 de dezembro), às 19h, o Teatro do CETIB será palco da apresentação de Dança Teatral do projeto Varal de Memórias, iniciativa que reúne arte, território e afeto em uma narrativa construída a partir de vivências.
O Varal de Memórias, com apoio da Prefeitura Municipal de Brumado, através da Secretaria de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo (contemplado na PNAB Ciclo 1), nasceu a partir do Encontro de Lavadeiras e Donas de Casa de Samambaia, em Brumado (BA). A ação serviu como fonte de pesquisa artística para a criação das coreografias e da narrativa do espetáculo. O encontro foi dividido em dois momentos: pela manhã, entrevistas e vivências com mulheres da comunidade; pela tarde, uma grande roda que reuniu mais de 100 participantes de Samambaia e região. Além de promover arte no campo, a iniciativa movimentou a economia criativa local.
O projeto também marcou presença no VIII SELL – Seminário de Estudos Linguísticos e Literários da UNEB (Campus Brumado), onde apresentou um relato de experiência no Grupo de Trabalho “Direito à Cidade e as Artes”, destacando a força simbólica e social do Encontro de Lavadeiras.
Agora, o projeto chega ao seu momento mais esperado: a apresentação final, que reunirá dança, atuação, exibição de documentários, exposições artísticas e o desejo de despertar a arte no público.
A equipe do Varal de Memórias é composta pelos dançarinos Roberto Lima, Kay, Yas Souza e Jorlan Wendler; pela atriz Marília Marta; pela produção formada por Hiago Novais, Lu Gomes e Carla Natalice; e pela intérprete de Libras Daiane Quelle.
Idealizado pelo artista brumadense Will Martins, o projeto entrelaça dança e teatro para apresentar histórias que merecem um lugar especial no “varal da arte”. Will atua como professor de teatro no município há seis anos, é formado em Economia pela UESB e está concluindo a Licenciatura em Dança pela UFBA. Com passagem por grupos como o Teatrizzer, ele também integra a turma de dança do projeto Identid'arte.
A entrada é gratuita, e o público está convidado a participar e prestigiar essa celebração das memórias e da arte brumadense.
Informações: 77 99862-4889 Will Martins
- Bahia Notícias
- 29 Nov 2025
- 08:47h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
O filme 'O Agente Secreto', aposta do Brasil no Oscar de 2026, entrou para a lista da icônica revista francesa Cahiers du Cinéma, que elege o Top 10 melhores filmes de 2025.
A produção de Kleber Mendonça Filho, que traz Wagner Moura como protagonista, ocupa a 4ª colocação no ranking feito pelos especialistas.
- Eureka — Lisandro Alonso
- Horizon: An American Saga – Chapter 3 — Kevin Costner
- Voyages en Italie — Sophie Letourneur
- O Agente Secreto — Kleber Mendonça Filho
- Megalopolis — Francis Ford Coppola
- Kinds of Kindness — Yorgos Lanthimos
- Emilia Pérez — Jacques Audiard
- Nosferatu — Robert Eggers
- The Brutalist — Brady Corbet
- The End — Joshua Oppenheimer
O filme estreou nesta semana em Nova York, com distribuição da Neon, e recebeu 99% de aprovação no Rotten Tomatoes, um dos principais agregadores de críticas da internet.
Em sua terceira semana em cartaz, o longa superou a marca de 750 mil espectadores no Brasil. De acordo com o Comscore, a produção já faturou R$ 18,7 milhões desde a estreia, sendo a maior bilheteria de 2025.
- Bahia Notícias
- 27 Nov 2025
- 08:44h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Um devastador incêndio de grandes proporções em um complexo residencial de arranha-céus no distrito de Tai Po, em Hong Kong, resultou na morte de 55 pessoas e deixou pelo menos 72 feridos, conforme o último balanço das autoridades locais. O fogo, que se tornou o mais letal na cidade em três décadas, irrompeu na quarta-feira (26) e continua sendo combatido pelo segundo dia consecutivo.
A situação é crítica, com cerca de 300 pessoas ainda desaparecidas, muitas delas presas nas torres em chamas, segundo o Corpo de Bombeiros. Até o momento, 51 vítimas foram confirmadas no local e outras quatro morreram após serem levadas ao hospital. Entre os mortos, está um bombeiro que atuava no resgate, informou a rede britânica BBC.
A causa exata do incêndio está sob investigação, mas a polícia acredita que a rápida propagação das chamas foi facilitada por telas de construção verdes e andaimes de bambu que estavam sendo usados em obras de reforma no complexo. As autoridades indicaram que as telas não atendiam aos padrões de segurança contra incêndio.
Três homens ligados à construtora Prestige Construction & Engineering Company, responsável pelas reformas, foram presos sob suspeita de homicídio culposo (quando não há intenção de matar).
"Temos motivos para acreditar que os responsáveis ??da empresa foram extremamente negligentes, o que levou a este acidente e fez com que o incêndio se alastrasse descontroladamente, resultando em um grande número de vítimas", declarou Eileen Chung, superintendente da polícia de Hong Kong.
Nesta quinta-feira (27), a polícia realizou buscas no escritório da construtora, apreendendo caixas de documentos como provas, de acordo com a Associated Press (AP News).
O chamado de emergência foi recebido às 3h51 (horário de Brasília). Centenas de agentes do Corpo de Bombeiros foram mobilizados, e o alerta de incêndio foi elevado ao nível 5, o mais alto da escala. Quatro dos oito blocos do complexo foram apagados, três estão sob controle, e um não foi atingido.
Os trabalhos de resgate são dificultados pelas condições extremas. Um porta-voz dos bombeiros expressou "muita preocupação" com a temperatura excessivamente alta dentro dos prédios, que impede a entrada das equipes de salvamento. Os feridos resgatados sofreram queimaduras graves e lesões por inalação.
O complexo atingido possui cerca de dois mil apartamentos distribuídos em oito torres de mais de 30 andares cada, e abriga aproximadamente 4,6 mil moradores.
O incêndio mais recente reaviva o debate sobre segurança em obras e construções em Hong Kong. O uso de andaimes de bambu, embora tradicional, é alvo de preocupação; a estrutura esteve envolvida em 22 mortes de trabalhadores entre 2019 e 2024 e em pelo menos três outros incêndios neste ano, segundo uma associação de vítimas de acidentes industriais.
O último grande incêndio na cidade havia ocorrido em 1996, matando 41 pessoas e resultando em mudanças nas normas de segurança contra incêndios em arranha-céus. Devido à tragédia, uma seção inteira da rodovia Tai Po foi fechada, e linhas de ônibus foram desviadas, com a polícia isolando os quarteirões vizinhos por segurança.
- Por Alex Sabino | Folhapress
- 26 Nov 2025
- 16:27h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
Objeto central no debate político brasileiro desde a prisão de Jair Bolsonaro, a tornozeleira eletrônica é um artigo restrito. Cinco empresas disputam o setor no país com dispositivos que não são vendidos por seus fabricantes, são apenas alugados.
A quantidade de tornozeleiras eletrônicas cresceu 20 vezes no Brasil entre 2016 e 2024, estimam empresas do setor. No ano passado, estavam em uso cerca de 122 mil unidades. O crescimento, segundo participantes da indústria, deve continuar.
"Nos próximos cinco anos, este número vai dobrar", diz Sávio Bloomfield, presidente da Spacecom, fabricante nacional e líder no mercado. O motivo é a tendência da Justiça de adotar regimes menos severos do que a prisão.
A Spacecom, com sede em Curitiba, domina 80% do mercado no Brasil, mas o equipamento usado por Bolsonaro era da UE Brasil Tecnologia. É a companhia que tem contrato com o governo do Distrito Federal.
Procurada pela reportagem, a UE Brasil não quis se manifestar sobre o tema ou passar informações. A alegação é que se trata de área sigilosa por lidar com assuntos de segurança pública.
As principais concorrentes são as fabricantes brasileiras Geocontrol, a Synergye e a britânica Buddi, que disputam contratos com governos estaduais e secretarias de segurança pública para fornecimento do equipamento, que são os clientes deste setor.
As tornozeleiras, dependendo do tipo de tecnologia que empregam, são alugadas por cerca de R$ 250 mensais por preso, o que pode representar uma economia para os cofres públicos.
Dados da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) mostram que o custo médio de cada preso no sistema carcerário varia entre R$ 1.100 e R$ 4.300, de acordo com o estado. Se considerada a média de R$ 2.331, cada detento custa ao poder público, por ano, R$ 28 mil.
Este total significa que o detento em regime fechado é R$ 25 mil mais caro que o aluguel anual da tornozeleira (R$ 3.000).
MONITORAMENTO
Em geral, as fabricantes de tornozeleiras oferecem mais do que as tornozeleiras em si ao poder público.
"É um acordo de prestação de serviço. Não se trata de apenas fazer a locação. Depende do que deseja cada estado no processo de licitação. É definida a quantidade de tornozeleiras, o valor, se teremos de colocar uma central de monitoramento ou isso ficará a cargo do estado, a quantidade de técnicos de campo. Tudo varia", afirma
Algumas tornozeleiras enviam sinais de localização uma central, por exemplo. As mais modernas enviam os dados uma vez a cada minuto.
O sistema é composto por transmissor GPS, modem de comunicação e uma central que funciona 24 horas por dia. Caso alguma anormalidade aconteça, o aparelho manda um aviso e o centro de monitoramento inicia os protocolos de emergência. Isso inclui acionar a polícia e o magistrado encarregado do caso.
A carcaça é feita de um plástico resistente, como poliuretano. A pulseira é de fibra sintética ou uma borracha resistente. Deve ser durável e à prova d'água. Na parte interna, tem sensores, dispositivo GPS e bateria. A trava de segurança pode ser de aço ou plástico reforçado, com sensores para alertar em caso de rompimento.
Todos os estados brasileiros têm contratos com empresas privadas para fornecimento de tornozeleiras eletrônicas.
Algumas empresas importam a parte eletrônica, que pode vir dos Estados Unidos, do Reino Unido ou da China. A Spacecom afirma trabalhar com tecnologia 100% nacional. O valor de fabricação de cada unidade depende da tecnologia, mas pode variar de R$ 2.000 a R$ 4.500.
"O futuro é a miniaturização ainda mais significativa do equipamento, com maior autonomia de bateria. As de hoje duram 48 horas", completa Bloomfield.
Os próximos modelos devem também aperfeiçoar sistemas antifraudes. Hoje, eles detectam se houve corte na fita de proteção, percebem calor excessivo (como no caso da solda usada por Bolsonaro), umidade, movimentos bruscos, impacto e se houve tentativa de cobri-lo com algum material para interromper o sinal.
Não carregar a bateria também é considerado uma infração do benefício concedido pela Justiça.
Os acordos para fornecimentos de tornozeleiras representaram, no ano passado, cerca de R$ 30,5 milhões de faturamento para as empresas. Mas a receita total é maior, já que serviços, como o monitoramento, a manutenção e o uso de pessoal para cuidar dos equipamentos, não estão incluídos neste montante.
Dentro do mercado de sistemas de monitoramento eletrônico no Brasil, as tornozeleiras são 0,21% do total. Com a inclusão de câmeras, monitores e demais sistemas biométricos, o mercado movimentou cerca de R$ 14 bilhões em 2024, segundo representantes do setor.
As tornozeleiras ganharam notoriedade durante a Operação Lava Jato. A doleira Nelma Kodama, primeira mulher presa no contexto do escândalo, conhecida como "dama do mercado", acumulou seguidores nas redes sociais ao postar fotos usando acessórios de luxo que combinavam com a tornozeleira.
Na época, fabricantes do setor receberam sondagens de grandes empresas envolvidas no escândalo interessadas em comprar tornozeleiras eletrônicas, que seriam doadas à Polícia Federal, de acordo com participantes do mercado. A vantagem seria que os equipamentos estariam disponíveis caso seus executivos fossem condenados por corrupção, o que poderia evitar a prisão deles.
"O mercado de tornozeleiras é um dos que mais vai se beneficiar da política de diminuir a população carcerária no país", constata Sávio Bloomfield.