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Geraldo Júnior muda autodeclaração para branca após se registrar como pardo na eleição de 2022

  • Bahia Notícias
  • 04 Ago 2026
  • 12:35h

Foto: Feijão Almeida/Governo da Bahia

O vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior (MDB), alterou sua autodeclaração de cor de parda para branca entre a eleição de 2022 e a candidatura à reeleição deste ano. Em ambos os pleitos, ele concorre a vice na chapa encabeçada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), que busca um novo mandato.

 

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Geraldo Júnior havia se declarado pardo em 2022. Na candidatura de 2026, passou a se declarar branco. Nas eleições estaduais, é a primeira vez que essa mudança aparece, mas ela não é inédita em sua trajetória: em 2024, ao disputar a Prefeitura de Salvador, ele já havia se registrado como branco.

 

O tema da autodeclaração de cor, aliás, entrou na disputa poucos dias antes. No último sábado (2), o ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado Rui Costa (PT), aliado de Geraldo Júnior, criticou mudanças desse tipo ao mirar a oposição, sem citar nomes.

 

"Quem era negro ficou branco. Quem era branco ficou negro. Eles brincam com esse valor do ser humano", disse Rui.

 

O registro no TSE também mostra variação no patrimônio declarado pelo emedebista ao longo dos pleitos. Em 2022, ele informou bens no valor de R$ 143.523,59. Na eleição municipal de 2024, o patrimônio mais que dobrou, chegando a R$ 471.523,97. Já na candidatura de 2026, o valor declarado caiu para R$ 196.152,04.

Prefeitura baiana abre concurso com 236 vagas e salários de até R$ 3 mil

  • Bahia Notícias
  • 03 Ago 2026
  • 08:21h

Foto: Reprodução / Achei Sudoeste

A prefeitura de Conceição do Almeida, no Recôncavo baiano, publicou edital de concurso público com 236 vagas imediatas, além da formação de cadastro reserva. As oportunidades contemplam candidatos com níveis fundamental incompleto e completo, médio, técnico e superior.

 

Os salários variam de R$ 1,6 mil a R$ 3 mil, a depender do cargo, informou o Achei Sudoeste. As inscrições serão abertas às 13h do dia 10 de agosto e poderão ser realizadas até 10 de setembro, exclusivamente pela internet. As taxas de participação variam entre R$ 43 e R$ 78, conforme a função escolhida.

 

Candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e doadores de medula óssea poderão solicitar isenção da taxa de inscrição, desde que atendam aos critérios estabelecidos no edital.

 

Entre as funções com maior número de oportunidades estão auxiliar de serviços gerais, professor e técnico em enfermagem. Também há vagas para profissionais como agrônomo, farmacêutico, fisioterapeuta, nutricionista, odontólogo e psicólogo, entre outros cargos.

 

Ainda segundo informações, todos os candidatos serão submetidos a prova objetiva, prevista para os dias 21 e 22 de novembro, de acordo com o cargo disputado. Para determinadas funções, o processo seletivo também terá prova de produção escrita, prova prática e avaliação de títulos.

 

O concurso público terá validade de dois anos a partir da homologação do resultado final. O prazo poderá ser prorrogado uma única vez por igual período.

Governo Lula prorrogará Desenrola Brasil 2.0 em meio a melhora na avaliação de governo

  • Por Guilherme Pimenta I Folhapress
  • 29 Jul 2026
  • 16:17h

Foto: Divulgação

O governo Lula vai renovar o programa de renegociação de dívidas Desenrola Brasil 2.0 por pelo menos mais 30 dias.

 

Uma das apostas do governo para alavancar a popularidade do presidente no ano eleitoral, o programa tem data de encerramento no dia 3 de agosto. A informação foi divulgada pelo O Globo e confirmada pela Folha.
 

Segundo um integrante da equipe econômica, a renovação deve ser, inicialmente, por 30 dias, mas o prazo pode ser ampliado. Pesquisa Quaest divulgada em julho mostrou que o programa tem auxiliado na melhora da aprovação do presidente.
 

Na ocasião, 55% dos entrevistados afirmaram que o programa era positivo. Em maio, o número estava em 50%.
 

O último balanço do Ministério da Fazenda aponta que até o dia 23 foram renegociados R$ 22 bilhões em dívidas, com 3,6 milhões de operações.
 

O Desenrola 2.0 tem como alvo os trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos por mês. Para renegociar as dívidas, é preciso ter débitos em atraso até 31 de janeiro de 2026, com pendências entre 90 dias e dois anos.
 

São aceitas para negociações as modalidades de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

Toy Story 5" ultrapassa US$ 1 bilhão e é o maior sucesso de bilheteria de 2026

  • Bahia Notícias
  • 27 Jul 2026
  • 12:12h

Foto: Reprodução

 

"Toy Story 5" ultrapassou a marca de US$ 1,02 bilhão em bilheteria mundial e se tornou o filme de maior arrecadação de 2026. O novo capítulo da franquia da Pixar alcançou o resultado poucas semanas após a estreia, superando "Michael" e "Super Mario Galaxy: O Filme" no ranking anual, e passou a integrar o seleto grupo de produções que ultrapassaram a marca do bilhão de dólares nos cinemas ao redor do mundo.

 

A animação chegou a esse patamar após seis fins de semana em cartaz, somando cerca de US$ 448,5 milhões em bilheteria nos Estados Unidos e Canadá e US$ 573,5 milhões nos mercados internacionais. O resultado consolida mais um sucesso para a Disney, que tem no filme um dos principais responsáveis por sua arrecadação global em 2026.

 

O desempenho reforça a força comercial da franquia iniciada em 1995. Desde o lançamento do primeiro filme, "Toy Story" se tornou uma das marcas mais importantes da Pixar, acumulando bilhões de dólares em bilheteria ao longo de suas cinco produções, além de sucesso em produtos licenciados e parques temáticos. Com esse resultado, a franquia passa a ter três filmes que superaram a casa do bilhão de dólares, "Toy Story 3", "Toy Story 4" e agora "Toy Story 5".

 

O quinto filme reúne novamente personagens como Woody, Buzz Lightyear, Jessie e os demais brinquedos, apresentando uma nova aventura para o grupo. A produção chegou aos cinemas cercada de expectativa e teve forte desempenho desde o fim de semana de estreia, mantendo a liderança das bilheterias em diversos mercados internacionais. Segundo analistas do setor, o longa deve encerrar sua trajetória nos cinemas entre US$ 1,1 bilhão e US$ 1,2 bilhão em arrecadação mundial.

 

Pesquisa Datafolha indica que Lula lidera com 40% contra 32% de Flávio Bolsonaro

  • Bahia Notícias
  • 25 Jul 2026
  • 18:35h

Fotos: Reprodução / Lula Marques / Agência Brasil

O presidente Lula (PT) lidera a corrida eleitoral com 48% das intenções de voto no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que registra 43%, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (24) pelo jornal Folha de S. Paulo. No primeiro turno, o petista marca 40%, ante 32% do senador pelo Rio de Janeiro.

 

O levantamento, registrado sob o código BR-01166/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ouviu 2.004 eleitores em 139 municípios entre quinta-feira (22) e sexta-feira (23). O resultado indica estabilidade em relação a junho e aponta baixo impacto nas intenções de voto das crises acumuladas na campanha do pré-candidato do PL.

 

Em votos válidos, critério utilizado no dia da eleição que exclui brancos e nulos, Lula totaliza 45% e Flávio, 36%. O instituto pondera que os 8% de brancos, nulos e nenhum registrados agora tendem a cair conforme o pleito se aproxima, o que exige cautela na leitura do dado.

 

EM NÚMEROS
O grupo de candidatos abaixo dos dois líderes está concentrado dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. As intenções de voto do primeiro turno para esse conjunto são:

  • Ronaldo Caiado (PSD): 4%;
  • Romeu Zema (Novo): 3%;
  • Renan Santos (Missão): 3%;
  • Augusto Cury (Avante): 2%;
  • Samara Martins (UP): 1%;
  • Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%;
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 1%.
  • Heitor Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram. Outros 3% se declararam indecisos.

 

Em confrontos diretos de segundo turno testados pelo Datafolha, Lula venceria Caiado por 47% a 40% e Zema por 48% a 40%. O quadro permanece estável em relação a junho.

CRISE E REJEIÇÃO
A consolidação de Flávio como principal adversário de Lula aparece também na pesquisa espontânea; 17% dos entrevistados citaram o senador como favorito, contra 30% que mencionaram o presidente. A má notícia para o pré-candidato do PL é que esse quadro não se alterou desde maio.

 

A estabilidade persiste, apesar de um mês marcado por turbulências na campanha de Flávio. A mais recente envolveu a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que divulgou, cerca de um mês atrás, um vídeo em que acusava o enteado de tê-la tratado mal e considerado dispensável. Ela deixou a chefia do PL Mulher e colocou em xeque sua candidatura a senadora pelo Distrito Federal.

 

A retratação de Flávio chegou nesta sexta-feira (23), e Michelle respondeu com um vídeo aceitando as desculpas. O efeito prático para a campanha, no entanto, ainda é incerto. O isolamento acumulado dificultou a montagem da chapa do senador, com aliados potenciais se recusando a integrá-la.

 

Entre as mulheres, que compõem 52% da amostra do Datafolha, 50% declaram preferência por Lula num eventual segundo turno, ante 40% que escolhem Flávio. A rejeição geral ao senador chega a 48% dos eleitores, um ponto acima dos 46% que rejeitam o petista. Os demais candidatos registram rejeição inferior a 13%.

 

Também pesaram no período a relação de Flávio com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e a abertura de investigação sobre recursos que Vorcaro destinou ao financiamento do filme "Dark Horse", produção sobre Jair Bolsonaro, preso por golpe de Estado. Além da foto do sicário, que abriu novas críticas à sua campanha. 

 

A volta das tarifas de Donald Trump contra o Brasil, prática associada ao clã Bolsonaro, também figurou no intervalo entre as duas pesquisas. Na aplicação anterior das medidas punitivas, a família trabalhou ativamente por elas; Lula respondeu com uma campanha pela soberania nacional que está sendo retomada como eixo da eleição.

 

Os pesquisadores foram a campo no dia seguinte ao discurso de Flávio a diplomatas estrangeiros, em que o senador divulgou informações falsas sobre as urnas eletrônicas, replicando conduta que rendeu ao pai a inelegibilidade antes da prisão.

 

Do ponto de vista socioeconômico, o petista mantém vantagem entre nordestinos (55% do grupo, que representa 28% da população), eleitores com menor escolaridade (51% entre os 30% da amostra nessa faixa), os mais pobres (47% entre os 50% entrevistados nessa faixa de renda) e católicos (46% entre os 49% que se declaram assim).

 

Flávio performa melhor na classe média, que ganha entre 2 e 5 salários mínimos (38% entre os 34% desse grupo), entre sulistas (41% dos 15% da amostra dessa região) e entre evangélicos (47% dos 25% que se identificam com essa denominação). A candidatura de Flávio Bolsonaro deve ser formalmente confirmada em convenção do PL neste domingo (25).

Polícia da Bahia alcançou 70 chefes do tráfico durante operações em 2026

  • Bahia Notícias
  • 24 Jul 2026
  • 10:14h

Foto ilustrativa: Alberto Maraux

Setenta líderes de facções foram alcançados pela Polícia da Bahia, em 2026, com ações integradas de inteligência. Os últimos faccionados que exerciam a liderança de grupos criminosos foram encontrados nas cidades de Salgueiro (Pernambuco) e São Félix (BA).

 

A dupla foi localizada após operações deflagradas pelas Polícias Civil e Militar, além da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia.

 

Em 2026, líderes de facções foram capturados na capital baiana, em cidades da Região Metropolitana de Salvador e do interior da Bahia, em outros estados da federação e também fora do Brasil.

 

Em ações com a Polícia Federal, a Interpol e a Polícia Boliviana, seis lideranças foram capturadas na cidade de Santa Cruz de La Sierra.

 

A SSP explicou que informações sobre integrantes de facções podem ser enviadas, com total sigilo, através do telefone 181 (Disque Denúncia da SSP). O anonimato é garantido por lei e a ligação é gratuita.

 

RELEMBRE CASOS 
O chefe do tráfico do BDM no Recôncavo Baiano, o traficante Lucas Eduardo Passos Apolônio, também conhecido como "Alfa", foi morto durante uma operação conjunta das Polícias Civil e Militar no município de São Félix, também no Recôncavo Baiano. O criminoso possuía cinco mandados de prisão e era investigado por participação direta em pelo menos seis assassinatos na região de São Félix.

 

As equipes de agentes policiais foram recebidas a tiros por Alfa e outros homens armados durante incursões na localidade do Varre Estrada. O batalhão confrontou a ofensiva criminosa, iniciando uma troca de tiros no local. O líder de facção e um outro traficante, apelidado de “Juquinha de Cachoeira”, acabaram feridos. Os homens chegaram a ser socorridos, mas não resistiram. 

 

Com a dupla foram apreendidas pistolas, carregadores, munições, colete balístico, faca e celulares. Os outros  integrantes que, segundo a Polícia Civil, fazem parte da facção criminosa "Bonde do Maluco", acabaram escapando por uma região de mata e estão sendo procurados. 

 

Já na última terça-feira, um chefe do tráfico de drogas que atuava no interior da Bahia foi preso. O criminoso foi capturado durante operação das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia e Pernambuco, além da PM-BA (CIPE CHAPADA) e PMPE (ASI/8°BPM). 

 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o traficante atuava na cidade de Itatim, no Recôncavo Sul da Bahia. O criminoso seria autor de pelo menos oito homicídios no estado. Ele foi encontrado no município pernambucano de Salgueiro.

 

Ele utilizava uma motocicleta, quando foi cercado pelas equipes da Bahia e de Pernambuco. Além do veículo, os policiais apreenderam uma pistola, dois carregadores, munições, porções de drogas e uma balança. 

 

No mês de maio, um traficante do Engenho Velho de Brotas, preso na Rodoviária de Salvador, foi localizado e capturado por policiais militares, na área de embarque do equipamento. Imagens obtidas pelo Bahia Notícias, mostram o momento da prisão do homem, próximo ao espaço de embarque, onde ficam alguns bancos de espera de ônibus intermunicipais. 

 

Conforme informações obtidas pelo BN, o homem detido foi identificado como Adicleson Passos dos Santos, apelidado com o nome de “Gigante”. Ele é membro de uma facção da região e teria parceria com uma outro grupo criminoso do Rio de Janeiro. 

 

Passos possuía mandado de prisão e tinha envolvimento com mortes violentas. Investigações apontam que ele atuava coordenando “bondes” (grupos de criminosos formados para realizar ataques contra rivais), além de incentivar adolescentes a confrontar com as Forças Policiais.

 

O criminoso tinha como primeiro destino a cidade de Capim Grosso e depois seguiria para a capital carioca em um carro.

Área queimada no Brasil cai 58% em 2025, um ano após incêndios históricos

  • Por Jéssica Maes | Folhapress
  • 21 Jul 2026
  • 08:11h

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um ano após os incêndios que se espalharam pelo Brasil e levaram a um patamar histórico, a área atingida pelo fogo em 2025 caiu 58%, para 127 mil km². Em 2024, quando meses de seca e queimadas irregulares arrasaram o país, foram 302 mil km².

 

Os dados são da segunda edição do Relatório Anual do Fogo no Brasil, lançado pela rede de pesquisadores MapBiomas na noite desta segunda-feira (20).
 

Mesmo com a melhora, o patamar ainda é alto. O total queimado em 2025 equivale à quase metade da área do estado de São Paulo (248 mil km²) ou à soma das áreas de Santa Catarina (95 mil km²) e Rio Grande do Norte (52 mil km²).
 

Os números foram puxados por uma redução expressiva nos incêndios florestais da amazônia, que chegou ao menor índice da série histórica da plataforma, iniciada em 1985. No último ano, o bioma perdeu 31,4 mil km² para as chamas, ante 158,2 mil km² registrados no período anterior.
 

Ane Alencar, diretora de Ciências do Ipam (Instituto de Pesquisa da Amazônia) e coordenadora do MapBiomas Fogo, diz que a queda expressiva na região se deveu a uma soma de fatores.
 

"A questão climática importa muito. O período chuvoso atrasou de 2024 para 2025 e foi até abril, maio, em grande parte da região. Em algumas regiões, a chuva nem parou completamente. Isso foi importante para segurar o processo de queima", afirma ela.
 

A pesquisadora também cita a redução nos índices de desmatamento como outro ponto importante, já que diminuem as fontes de ignição. "Isso é muito mais visível num ano um pouco mais úmido. Em anos mais secos, às vezes você pode reduzir o desmatamento, mas, se está tudo seco, tudo inflamável, o fogo mesmo assim pode se propagar e queimar uma área muito grande."
 

Por fim, ela acrescenta à lista protocolos de controle, prevenção e controle de queimadas estabelecidos após 2024, operações de fiscalização e a pressão do STF (Supremo Tribunal Federal) para que os estados se planejassem.
 

O cerrado respondeu por 69% da área queimada em 2025, e a amazônia, por 25%. Em seguida vêm caatinga (4%), mata atlântica (2%), pantanal (1%) e pampa (0,1%).
 

Na análise das últimas quatro décadas, mais da metade (52%) das áreas com recorrência do fogo voltam a queimar em até quatro anos. A amazônia concentra os retornos mais curtos: 31,6% da área queimada volta a arder em até dois anos.
 

A pesquisadora Vera Arruda, que também atua no Ipam e integra o MapBiomas Fogo, destaca que o fogo se comporta de forma distinta nas diferentes regiões mais atingidas.
 

"A amazônia é um bioma mais florestal, que não é historicamente adaptado ao fogo e os incêndios florestais têm aumentado no bioma", diz. "Isso traz degradação para a floresta, deixa as áreas mais suscetíveis a novos incêndios."
 

O cerrado, por outro lado, historicamente evoluiu com o fogo de origem natural, proveniente de raios que ocorrem durante a estação chuvosa. "Porém, o que observamos hoje é que as fontes de ignição são majoritariamente de origem humana. Isso tem alterado o regime do fogo no cerrado, com áreas sendo queimadas cada vez mais frequentemente e também áreas queimadas mais extensas", afirma Arruda.
 

Outro bioma que tem o fogo em seu regime natural é o pantanal --que, ainda que seja o segundo bioma que menos queimou em números absolutos, foi o mais atingido pelo fogo proporcionalmente, com 69% de sua área queimada.
 

Em regiões onde a vegetação nativa é adaptada ou até dependente do fogo, caso ele ocorra no período e na intensidade adequados, o fenômeno não será danoso, e sim benéfico. Mas, quando as condições são mais severas ou recorrentes, nem mesmo as plantas resistentes às chamas conseguem sobreviver.
 

"Nos últimos anos, temos tido períodos de seca muito mais severos e isso acaba acarretando um fogo que, quando não é iniciado de forma natural, tem uma intensidade maior", diz Alencar.
 

Ela ressalta, ainda, que é possível observar pela série histórica o impacto da seca e do calor trazidos pelo El Niño na dinâmica do fogo no Brasil.
 

"Quando começa o El Niño, normalmente temos uma área queimada grande, mas o ano seguinte é o que tem o maior impacto na área queimada", diz ela, acrescentando que a preparação para o fenômeno é essencial para não repetir o quadro de 2023-2024.
 

"A inflamabilidade da paisagem é um dos elementos importantes para que o fogo aconteça e propague. Outro elemento importante é quem bota o fogo. Então, temos que ter atenção à questão da inflamabilidade, mas também controlar muito o uso do fogo para que a gente não chegue a ter números tão altos -neste ano, sim, mas principalmente no ano que vem."
 

Historicamente, pouco mais de dois terços do fogo (71,5%, na média de 1985 a 2025) no Brasil atingem áreas de vegetação nativa. O restante (28,5%) se espalha por áreas antropizadas, principalmente pastagens e lavouras.
 

Em 2025, porém, o percentual de florestas, campos, savanas e áreas pantanosas atingidas chegou a 79%, totalizando 100 mil km². A maior parte da queima de vegetação nativa, 74,6 mil km², se deu no cerrado --86% de tudo que queimou no bioma.

Exportações do Brasil para UE crescem US$ 2 bi após acordo com Mercosul entrar em vigor

  • Por Guilherme Pimenta e Nathalia Garcia | Folhapress
  • 20 Jul 2026
  • 18:22h

Foto: Reprodução / Agência Senado

As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) em maio e junho, os dois primeiros meses de vigência provisória do acordo comercial entre o Mercosul e o bloco europeu, segundo levantamento da ApexBrasil antecipado à reportagem. A alta foi 26% em relação ao mesmo período de 2025.

 

No acumulado do primeiro semestre, as vendas do Brasil à UE somaram US$ 26,9 bilhões (R$ 137 bilhões), alta de US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões), ou 12,8%, ante igual período do ano passado.
 

O presidente da agência, Laudemir André Müller, evita atribuir esse avanço exclusivamente ao acordo UE-Mercosul, mas afirma que há "muitos indícios" de que a redução tarifária já começou a influenciar o fluxo comercial entre o Brasil e os países europeus.
 

Para ele, seria "muita coincidência" que US$ 2 bilhões dos US$ 3 bilhões de crescimento registrados no semestre tenham ocorrido justamente nos meses de maio e junho.
 

O acordo começou a ser aplicado provisoriamente em 1º de maio, com a eliminação ou redução imediata de tarifas para milhares de produtos. Para a validação definitiva, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Tribunal de Justiça da Europa, bem como pelo Parlamento Europeu.
 

A expectativa do governo brasileiro e do setor privado é que a abertura comercial amplie a competitividade dos exportadores e estimule a diversificação de parceiros diante de um cenário de maior instabilidade no comércio internacional, provocado pelo governo de Donald Trump.
 

O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros reforça, na avaliação da ApexBrasil, a importância de ampliar o acesso a outros mercados. No primeiro semestre, as exportações brasileiras para os EUA totalizaram US$ 17,4 bilhões, queda de 13% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho contrasta com o aumento das exportações para outros parceiros relevantes.
 

Müller afirma que a estratégia adotada desde o início das tensões comerciais foi incentivar as empresas a diversificar destinos de exportação, tendo a União Europeia como um dos principais focos. Segundo ele, os Estados Unidos "continuam sendo importantes", mas o cenário geopolítico exige reduzir a dependência de um único mercado e ampliar a presença brasileira na Europa, na Ásia e na Índia.
 

De acordo com o presidente, 72% das 2.400 empresas acompanhadas pela ApexBrasil passaram a exportar para pelo menos um novo mercado desde o início das turbulências comerciais.
 

Para Müller, o acordo reduz uma desvantagem histórica do Brasil diante de concorrentes que já tinham preferências tarifárias com a União Europeia. "Sem nenhum acordo com a Europa, você acaba tendo uma dificuldade. [...] A gente passa a fazer parte de um clube diferente", afirma.
 

Além do maior valor vendido para a UE, a pauta exportadora do Brasil para o bloco europeu se tornou mais diversa no fim do primeiro semestre. A lista dos itens com maior crescimento reúne bens industriais, químicos, siderúrgicos e máquinas, sugerindo que a redução de tarifas pode beneficiar segmentos de maior valor agregado, tradicionalmente apontados como potenciais ganhadores do acordo.
 

Na comparação do primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2025, os produtos que registraram maior crescimento das exportações para a União Europeia foram mel, com alta de 246,7%, partes de turborreatores (+141,9%) e óleo essencial de laranja (+110,1%). Também avançaram as vendas de manga (+36,5%), extrato de café (+36%) e partes para motores a diesel (+19,1%).
 

Um estudo elaborado pela ApexBrasil, obtido pela reportagem, mapeou oportunidades abertas pelo acordo para todo o país. Em um recorte que concentra somente as principais potencialidades, São Paulo soma 127 oportunidades comerciais para produtos do estado entrarem no mercado europeu, o segundo maior número do país, atrás apenas de Santa Catarina, com 167.
 

A agência classifica como "oportunidade" um produto que já possui produção e exportação consolidadas no estado para algum mercado internacional e que, com a redução das tarifas prevista no acordo, passa a ter potencial de ampliar as vendas para o bloco europeu.
 

O levantamento também mostra que São Paulo reúne a maior base de empresas já inseridas no mercado europeu, com cerca de 4.000 exportadoras. Além disso, a maior parte das oportunidades identificadas para o estado está na indústria de transformação: 96 são para produtos industriais e 31 para o agronegócio.
 

Segundo a ApexBrasil, o resultado reflete tanto o perfil da economia paulista quanto o desenho do acordo, que prevê uma abertura tarifária mais rápida para bens industriais do que para produtos agropecuários.
 

Para que um produto fosse incluído no levantamento, o estado precisava exportá-lo para algum mercado, ainda que não para a UE. Segundo a agência, a metodologia foi conservadora para evitar sugerir oportunidades em setores que ainda não possuem capacidade produtiva ou exportadora consolidada.
 

A partir desses critérios, os maiores potenciais de expansão de vendas para UE estão concentrados no Sul do país. Atrás de Santa Catarina, aparecem Paraná (76) e Rio Grande do Sul (74). Os três estados também figuram entre aqueles com maior número de empresas que já exportam para o bloco europeu, indicando uma base produtiva mais preparada para aproveitar imediatamente a redução das tarifas.
 

No Nordeste, o cenário é mais heterogêneo. Bahia, com 67 oportunidades, Ceará (69) e Pernambuco (53) aparecem com potencial relevante, impulsionados por setores industriais e agroindustriais específicos. Já Maranhão (13), Piauí (7) e Alagoas (13) registram um número significativamente menor de oportunidades, refletindo uma pauta exportadora menos diversificada.

Exportações do Brasil para UE crescem US$ 2 bi após acordo com Mercosul entrar em vigor

  • Por Guilherme Pimenta e Nathalia Garcia | Folhapress
  • 20 Jul 2026
  • 08:23h

Foto: Tânia Rego / Agência Brasil

As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) em maio e junho, os dois primeiros meses do acordo comercial entre Mercosul e o bloco europeu que entrou em vigor de forma provisória, segundo levantamento da ApexBrasil antecipado à Folha. A alta foi 26% em relação ao mesmo período de 2025.
 

No acumulado do primeiro semestre, as vendas do Brasil à UE somaram US$ 26,9 bilhões (R$ 137 bilhões), alta de US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões), ou 12,8%, em relação ao mesmo período de 2025.
 

O presidente da agência, Laudemir André Müller, evita atribuir esse avanço exclusivamente ao acordo UE-Mercosul, mas afirma que há "muitos indícios" de que a redução tarifária já começou a influenciar o fluxo comercial entre o Brasil e os países europeus.
 

Para ele, seria "muita coincidência" que US$ 2 bilhões dos US$ 3 bilhões de crescimento registrados no semestre tenham ocorrido justamente nos meses de maio e junho.
 

O acordo começou a ser aplicado provisoriamente em 1º de maio, com a eliminação ou redução imediata de tarifas para milhares de produtos. Para a validação definitiva, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Tribunal de Justiça da Europa, bem como pelo Parlamento Europeu.
 

A expectativa do governo brasileiro e do setor privado é que a abertura comercial amplie a competitividade dos exportadores e estimule a diversificação de parceiros diante de um cenário de maior instabilidade no comércio internacional, provocado pelo governo de Donald Trump.
 

O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros reforça, na avaliação da ApexBrasil, a importância de ampliar o acesso a outros mercados. No primeiro semestre, as exportações brasileiras para os EUA totalizaram US$ 17,4 bilhões, queda de 13% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho contrasta com o aumento das exportações para outros parceiros relevantes.
 


 

Müller afirma que a estratégia adotada desde o início das tensões comerciais foi incentivar as empresas a diversificar destinos de exportação, tendo a União Europeia como um dos principais focos. Segundo ele, os Estados Unidos "continuam sendo importantes", mas o cenário geopolítico exige reduzir a dependência de um único mercado e ampliar a presença brasileira na Europa, na Ásia e na Índia.
 

De acordo com o presidente, 72% das 2.400 empresas acompanhadas pela ApexBrasil passaram a exportar para pelo menos um novo mercado desde o início das turbulências comerciais.
 

Para Müller, o acordo reduz uma desvantagem histórica do Brasil diante de concorrentes que já tinham preferências tarifárias com a União Europeia. "Sem nenhum acordo com a Europa, você acaba tendo uma dificuldade. [...] A gente passa a fazer parte de um clube diferente", afirma.
 

Além do maior valor vendido para a UE, a pauta exportadora do Brasil para o bloco europeu se tornou mais diversa no fim do primeiro semestre. A lista dos itens com maior crescimento reúne bens industriais, químicos, siderúrgicos e máquinas, sugerindo que a redução de tarifas pode beneficiar segmentos de maior valor agregado, tradicionalmente apontados como potenciais ganhadores do acordo.
 


 

Na comparação do primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2025, os produtos que registraram maior crescimento das exportações para a União Europeia foram mel, com alta de 246,7%, partes de turborreatores (+141,9%) e óleo essencial de laranja (+110,1%). Também avançaram as vendas de manga (+36,5%), extrato de café (+36%) e partes para motores a diesel (+19,1%).
 

Um estudo elaborado pela ApexBrasil, obtido pela Folha, mapeou oportunidades abertas pelo acordo para todo o país. Em um recorte que concentra somente as principais potencialidades, São Paulo soma 127 oportunidades comerciais para produtos do estado entrarem no mercado europeu, o segundo maior número do país, atrás apenas de Santa Catarina, com 167.
 

A agência classifica como "oportunidade" um produto que já possui produção e exportação consolidadas no estado para algum mercado internacional e que, com a redução das tarifas prevista no acordo, passa a ter potencial de ampliar as vendas para o bloco europeu.

 O acordo começou a ser aplicado provisoriamente em 1º de maio, com a eliminação ou redução imediata de tarifas para milhares de produtos. Para a validação definitiva, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Tribunal de Justiça da Europa, bem como pelo Parlamento Europeu.

 

A expectativa do governo brasileiro e do setor privado é que a abertura comercial amplie a competitividade dos exportadores e estimule a diversificação de parceiros diante de um cenário de maior instabilidade no comércio internacional, provocado pelo governo de Donald Trump.
 

O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros reforça, na avaliação da ApexBrasil, a importância de ampliar o acesso a outros mercados. No primeiro semestre, as exportações brasileiras para os EUA totalizaram US$ 17,4 bilhões, queda de 13% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho contrasta com o aumento das exportações para outros parceiros relevantes.
 

Müller afirma que a estratégia adotada desde o início das tensões comerciais foi incentivar as empresas a diversificar destinos de exportação, tendo a União Europeia como um dos principais focos. Segundo ele, os Estados Unidos "continuam sendo importantes", mas o cenário geopolítico exige reduzir a dependência de um único mercado e ampliar a presença brasileira na Europa, na Ásia e na Índia.

 

De acordo com o presidente, 72% das 2.400 empresas acompanhadas pela ApexBrasil passaram a exportar para pelo menos um novo mercado desde o início das turbulências comerciais.
 

Para Müller, o acordo reduz uma desvantagem histórica do Brasil diante de concorrentes que já tinham preferências tarifárias com a União Europeia. "Sem nenhum acordo com a Europa, você acaba tendo uma dificuldade. [...] A gente passa a fazer parte de um clube diferente", afirma.
 

Além do maior valor vendido para a UE, a pauta exportadora do Brasil para o bloco europeu se tornou mais diversa no fim do primeiro semestre. A lista dos itens com maior crescimento reúne bens industriais, químicos, siderúrgicos e máquinas, sugerindo que a redução de tarifas pode beneficiar segmentos de maior valor agregado, tradicionalmente apontados como potenciais ganhadores do acordo.
 

Na comparação do primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2025, os produtos que registraram maior crescimento das exportações para a União Europeia foram mel, com alta de 246,7%, partes de turborreatores (+141,9%) e óleo essencial de laranja (+110,1%). Também avançaram as vendas de manga (+36,5%), extrato de café (+36%) e partes para motores a diesel (+19,1%).

 

Um estudo elaborado pela ApexBrasil, obtido pela Folha, mapeou oportunidades abertas pelo acordo para todo o país. Em um recorte que concentra somente as principais potencialidades, São Paulo soma 127 oportunidades comerciais para produtos do estado entrarem no mercado europeu, o segundo maior número do país, atrás apenas de Santa Catarina, com 167.
 

A agência classifica como "oportunidade" um produto que já possui produção e exportação consolidadas no estado para algum mercado internacional e que, com a redução das tarifas prevista no acordo, passa a ter potencial de ampliar as vendas para o bloco europeu.
 

O levantamento também mostra que São Paulo reúne a maior base de empresas já inseridas no mercado europeu, com cerca de 4.000 exportadoras. Além disso, a maior parte das oportunidades identificadas para o estado está na indústria de transformação: 96 são para produtos industriais e 31 para o agronegócio.
 

Segundo a ApexBrasil, o resultado reflete tanto o perfil da economia paulista quanto o desenho do acordo, que prevê uma abertura tarifária mais rápida para bens industriais do que para produtos agropecuários.
 

Para que um produto fosse incluído no levantamento, o estado precisava exportá-lo para algum mercado, ainda que não para a UE. Segundo a agência, a metodologia foi conservadora para evitar sugerir oportunidades em setores que ainda não possuem capacidade produtiva ou exportadora consolidada.
 

A partir desses critérios, os maiores potenciais de expansão de vendas para UE estão concentrados no Sul do país. Atrás de Santa Catarina, aparecem Paraná (76) e Rio Grande do Sul (74). Os três estados também figuram entre aqueles com maior número de empresas que já exportam para o bloco europeu, indicando uma base produtiva mais preparada para aproveitar imediatamente a redução das tarifas.
 

No Nordeste, o cenário é mais heterogêneo. Bahia, com 67 oportunidades, Ceará (69) e Pernambuco (53) aparecem com potencial relevante, impulsionados por setores industriais e agroindustriais específicos. Já Maranhão (13), Piauí (7) e Alagoas (13) registram um número significativamente menor de oportunidades, refletindo uma pauta exportadora menos diversificada.

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Trump diz que China interferiu na eleição de 2020 dos EUA em discurso repleto de teorias da conspiração

  • Por Isabella Menon e Gabriel Barnabé | Folhapress
  • 17 Jul 2026
  • 08:50h

Foto: Joyce N. Boghosian / The Official White House

A poucos meses das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, consideradas cruciais para a capacidade de Donald Trump de manter a sua agenda no Congresso, o presidente fez um discurso à nação na noite desta quinta-feira (16) repleto de teorias da conspiração em que ataca o sistema eleitoral do país e, sem apresentar provas, acusa a China de ter interferido no pleito de 2020, quando ele foi derrotado pelo democrata Joe Biden.

 

Trump acusou Pequim pelo que chamou de "a maior violação de dados eleitorais da história" e afirmou que o país teria obtido, de forma ilegal, informações de cerca de 220 milhões de eleitores americanos. O republicano também pediu que o FBI abra uma investigação sobre o caso.
 

"Os EUA estão de volta e indo muito bem, mas ainda temos desafios que precisam ser resolvidos porque nenhum país pode ser correto sem eleições justas", disse ele. Sem apresentar quaiquer evidências, voltou a dizer que o sistema eleitoral americano é vulnerável e que pode ser "fraudado e roubado".
 

O presidente afirmou que suas declarações estão respaldadas em documentos que foram divulgados no site da Casa Branca durante a exibição do pronunciamento.
 

A página reúne arquivos que, segundo a Casa Branca, tratam de "áreas-chave da integridade eleitoral" nos EUA. O material está dividido em quatro temas: supostas vulnerabilidades dos sistemas de votação, exploração de dados eleitorais pela China, uma investigação sobre registros de eleitores no estado de Michigan e a presença de "não cidadãos" americanos em cadastros eleitorais.
 

Na seção dedicada aos sistemas de votação, o governo diz publicar documentos que revelariam "uma ameaça cibernética direcionada ao próprio cerne da democracia americana". Nem os textos publicados nem o discurso de Trump, porém, apresentam evidências de que votos tenham sido alterados ou manipulados em eleições nos EUA.
 

Em paralelo, o material sustenta que a eleição presidencial de 2020 na Venezuela foi fraudada. Já na área dedicada à China, o governo afirma que o país obteve de forma ilegal informações de milhões de eleitores americanos.
 

O site classifica o episódio de um "pesadelo sem precedentes para a segurança eleitoral". A pasta sobre o tema reúne 22 documentos, entre eles trocas de emails e relatórios da CIA contendo informações sensíveis, além de diversos trechos e nomes ocultados.
 

Trump afirmou que pretende adotar medidas para reforçar a segurança das eleições de meio de mandato, marcadas para novembro. Segundo ele, o governo federal ajudará autoridades locais a fortalecer seus sistemas eleitorais.
 

A promessa, entretanto, contrasta com ações recentes de seu próprio governo. Nos últimos meses, o governo esvaziou a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura, órgão federal responsável por auxiliar os estados na proteção de suas eleições contra ataques cibernéticos e tentativas de interferência.
 

O governo Trump também desmontou, na prática, a Comissão de Assistência Eleitoral, órgão independente e bipartidário que atuava como braço federal de apoio à organização das eleições --cuja condução cabe aos estados, conforme estabelece a Constituição americana. O presidente demitiu os três últimos integrantes da comissão, eliminando a capacidade operacional do órgão.
 

Trump aproveitou o pronunciamento para renovar a pressão sobre o Congresso em favor da aprovação da Save America Act. Entre outras medidas, o projeto exige a apresentação de documento de identificação para votar e comprovação de cidadania americana para o registro eleitoral. Críticos da proposta dizem que restrições desse tipo podem dificultar a participação de minorias e outros grupos de eleitores no pleito.
 

Segundo o presidente, não haveria razão para que os parlamentares rejeitassem a proposta "a não ser que queiram roubar".
 

Trump afirmou que a divulgação das supostas irregularidades não tem como objetivo minar a confiança no sistema eleitoral, mas justamente fortalecê-la. Segundo ele, a iniciativa busca "conquistar essa confiança enfrentando as vulnerabilidades e corrigindo-as muito, muito rapidamente" --algo que, de acordo com o presidente, seu governo já estaria fazendo.
 

Em mais um momento de tom conspiratório, o republicano também disse que o regime chinês teria tentado identificar jornalistas americanos responsáveis por reportagens críticas à sua gestão e que teria oferecido dinheiro a esses profissionais para que publicassem ainda mais conteúdos negativos sobre ele.
 

"Eles não se importavam com o que seria dito", afirmou Trump. O presidente, no entanto, não apresentou evidências para sustentar as acusações nem especificou quais jornalistas ou veículos de comunicação estariam envolvidos.
 

"O governo chinês queria que o presidente dos EUA perdesse a eleição seguinte. E a razão pela qual queriam que eu perdesse era porque sabiam que eu conhecia seus métodos, impus bilhões e bilhões de dólares em tarifas contra eles e construí as Forças Armadas mais fortes do mundo", disse.
 

Trump ameaçou veículos de comunicação que optaram por não transmitir o discurso ao vivo. De acordo com a Reuters, redes como CNN, NBC e ABC não exibiram o pronunciamento em suas principais plataformas. Durante a fala, o republicano afirmou que as emissoras que se recusaram a transmitir seu discurso deveriam ter suas licenças revogadas.
 

O presidente também retomou temas frequentes de sua agenda política, fazendo críticas a políticas relacionadas à população trans e à imigração. Trump afirmou ainda que, antes de seu retorno à Casa Branca, os EUA eram alvo de piadas.
 

"Tínhamos a pior fronteira da história do mundo e agora temos a melhor", disse, em referência às políticas migratórias de seu governo. Também sem apresentar provas, disse nenhum imigrante em situação irregular entrou no país nos últimos meses.
 

Ao abordar a política externa, Trump afirmou que a Venezuela está trabalhando em conjunto com os EUA para fornecer "milhões e milhões" de barris de petróleo. Ele também mencionou a guerra envolvendo o Irã, conflito que prometeu encerrar, mas que continua em andamento. Segundo o presidente, porém, os EUA "estão vencendo".

Blaze gastou R$ 330 mi com anúncios em 2025 e tem Virginia como principal influenciadora no Brasil

  • Por Pedro S. Teixeira | Folhapress
  • 16 Jul 2026
  • 14:33h

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

O cassino online Blaze destinou R$ 330 milhões à propaganda de caça-níqueis digitais e apostas esportivas entre janeiro e novembro de 2025, mostra balancete da empresa obtido pela reportagem. O documento mostra pagamentos a empresas dos influenciadores Virginia Fonseca, Jon Vlogs e Renato Garcia —todos com milhões de seguidores na internet.

 

Blaze e Virginia são alvos de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por práticas abusivas e publicidade enganosa. O MPDFT estimou que a receita bruta da empresa fosse de R$ 600 milhões para calcular uma multa de R$ 120 milhões, mas o balanço da bet mostra um faturamento antes da dedução de impostos de R$ 1,9 bilhão, obtido a partir de depósitos na casa dos R$ 11 bilhões.
 

A Blaze é a sexta maior plataforma de apostas do Brasil, de acordo com levantamento feito pela consultoria H2 Gambling Capital. A companhia também esteve no alvo da CPI das Bets por causa de anúncios de caça-níqueis online como o Aviator e o Fortune Tiger, chamado popularmente de jogo do tigrinho.
 

A Blaze disse que ainda não foi intimada por causa da ação do MPDFT. "A empresa reitera que suas parcerias com influenciadores são pautadas pela estrita conformidade com a legislação e as regulamentações vigentes no país", afirmou a companhia em nota. A bet acrescenta que não comenta cláusulas contratuais nem valores por questões de confidencialidade comercial.
 

O balanço da empresa aponta que gastos com publicidade e programas de fidelidade (oferecimento de bônus e rodadas grátis) são os principais custos da plataforma. A Blaze desembolsou R$ 89 milhões em bônus, R$ 388 milhões em programas de fidelidade —enviados em newsletters e "textos-foguetes" aos jogadores cadastrados— e R$ 330 milhões com publicidade externa —o que inclui contratos com influenciadores, pagamentos para impulsionar publicações e peças publicitárias na mídia tradicional.
 

A acusação da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) é de que a empresa utiliza padrões enganosos e técnicas de gamificação para induzir consumidores vulneráveis ao risco. Os autos reúnem publicações de Virginia e peças de marketing interno distribuídas aos jogadores cadastrados, que os promotores obtiveram ao se infiltrarem nas plataformas de apostas.
 

O balancete também mostra obrigações contratuais de R$ 6,4 milhões da bet com uma das empresas de Virginia, a VF Digital, sediada em Goiânia. Segundo o documento, a Blaze já havia pago R$ 2,77 milhões à influenciadora e precisava quitar R$ 3,6 milhões.
 

O documento não detalha a relação contratual. A Prodecon pediu acesso aos contratos celebrados entre a casa de apostas e Virgínia, mas ainda não obteve a documentação. A assessoria da influenciadora pediu que a Folha formalizasse o pedido por email, mas não respondeu à mensagem enviada às 14h desta terça —o contato foi reforçado na tarde desta quarta (15).
 

Uma publicação feita por Virginia durante a Copa do Mundo 2026 foi o gatilho da ACP, disse à Folha o promotor Paulo Roberto Binicheski. A influenciadora compartilhou nos stories do Instagram uma aposta na vitória de Cabo Verde sobre a Argentina sem identificar de forma clara que se tratava de publicidade.
 

"Ela induziu as pessoas a apostarem em Cabo Verde, isso precisa respeitar um limite legal", afirmou Binicheski. "Independentemente do Ministério da Fazenda, as empresas precisam respeitar o Código de Defesa do Consumidor, um texto derivado diretamente da Constituição."
 

"A conduta da Blaze, em coautoria com Virginia Fonseca e demais agentes de seu ecossistema empresarial, não se limita a ilícitos pontuais, mas estrutura uma engenharia predatória de exploração de vulnerabilidades cognitivas em escala massiva", afirma um trecho da ação.
 

A Blaze também pagou R$ 952 mil de indenização por rescisão de contrato ao cantor Zé Felipe, filho do sertanejo Leonardo e ex-marido de Virginia, conforme os registros contábeis.
 

O balancete também mostra obrigações contratuais com o influenciador Jon Vlogs (R$ 2,8 milhões) e com o youtuber Renato Garcia (R$ 5,3 milhões). Este último mantém um canal em que promove sorteios de carros e motos esportivos. Contatados por meio de suas redes sociais na terça, eles não responderam.
 

A Prodecon pediu acesso ao contrato entre o jogador Neymar Jr. e a Blaze, celebrado em 2022 com o braço internacional da empresa. A assessoria do atleta disse que não comentaria por respeito a cláusulas de confidencialidade.
 

O balancete mostra ainda gastos na casa dos milhões de reais com instituições de pagamentos e provedores de internet.
 

O documento também aponta a destinação de R$ 320 milhões a impostos, R$ 171 milhões à alíquota social cobrada pela Fazenda e R$ 2,3 milhões à taxa de fiscalização da SPA (Secretaria de Prêmios e Apostas), subordinada ao ministério.
 

Descontando impostos e gastos para reter jogadores, a empresa declarou uma receita líquida de R$ 1,1 bilhão. Após cumprir obrigações com despesas operacionais e fornecedores, a Blaze teve uma margem de lucro de 33%, chegando a um resultado de R$ 361 milhões nos primeiros 11 meses do ano passado. Desse total, R$ 350 milhões foram enviados como dividendos para a sede da empresa no exterior.

 

RAIO-X - BLAZE

  • Criação: 2019
  • Receita bruta no Brasil: R$ 1,9 bilhão (janeiro a novembro de 2025)
  • Receita líquida no país: R$ 1,1 bilhão
  • Lucro: R$ 361 milhões
  • Depósitos dos jogadores: R$ 11 bilhões
  • Gasto com salários: R$ 8,6 milhões
  • Sede da matriz: Ilha de Man

EUA confirmam tarifas adicionais de até 25% sobre produtos brasileiros

  • Bahia Notícias
  • 16 Jul 2026
  • 10:33h

Foto: The Official White House

O governo dos Estados Unidos, por meio do Escritório do Representante de Comércio (USTR, na sigla em inglês), confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, nesta quarta-feira (15). Com uma extensa lista de itens isentos, a medida entra em vigor em 22 de julho.

 

A decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR que levou um ano. No processo, o governo de Donald Trump afirma que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria.

 

A lista final de taxas deixou de fora itens como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose, produtos considerados sensíveis para a economia americana, seja pelo potencial impacto sobre preços, seja pela ausência de produção doméstica suficiente.

 

Pelo lado do Brasil, boa parte dos produtos mais importantes da pauta exportadora não será taxado pela nova medida. Durante a investigação e audiências públicas sobre essa investigação e taxação, os governos brasileiro e americano realizaram análises e negociações, no entanto, encontraram impasses. 

 

Representantes brasileiros afirmam que três temas concentraram os principais impasses nas tratativas: o PIX, a ampliação do acesso do etanol americano ao mercado brasileiro e uma proposta de moratória de quatro anos para isentar plataformas digitais do pagamento de tributos e multas.  

 

Acontece que esses pontos seriam considerados sensíveis ao Brasil, que alega decisão política na aplicação das taxações. As autoridades americanas, por sua vez, negam que a represália esteja sendo usada com esse objetivo. 

 

O governo americano diz que busca apenas reverter práticas comerciais que prejudicam a competitividade dos EUA.

 

Com a confirmação das tarifas adicionais, veja a lista de produtos impactados: 

  • Etanol
  • Máquinas agrícolas
  • Vestuário
  • Máquinas elétricas
  • Calçados
  • Ferramentas de jardinagem
  • Equipamentos relacionados à mineração
  • Papel
  • Aço
  • Açúcar orgânico
  • Diversos produtos agrícolas
  • Produtos manufaturados em geral

 

Veja abaixo os principais itens na lista de isenções:

  • Carne bovina
  • Café
  • Laranjas e sucos de laranja
  • Petróleo bruto e gás natural
  • Aeronaves civis, motores e componentes aeroespaciais
  • Produtos farmacêuticos e ingredientes químicos para uso farmacêutico
  • Semicondutores e máquinas para sua fabricação
  • Peixes e crustáceos
  • Certos produtos de madeira tropical
  • Mel orgânico
  • Ferro-gusa
  • Castanhas
  • Celulose de madeira
  • Pastas químicas de madeira
  • Helicópteros
  • Motores aeronáuticos e componentes do setor aeronáutico
  • Alguns minérios
  • Determinados produtos metálicos considerados estratégicos para cadeias produtivas americanas

Policial baiana chega à final da Casa do Patrão; prêmio do reality da Record pode chegar a R$ 2 milhões

  • Bahia Notícias
  • 15 Jul 2026
  • 16:40h

Foto: Record TV

A Bahia terá representante na grande final do reality show 'Casa do Patrão'. O programa, que marcou a estreia do diretor Boninho na Record, chega a final nesta quinta-feira (16) e será disputado por Bianca Becker, Matheus Pantaneiro e pela capitã da PM-BA, Sheila Barbosa.

 

Natural de Salvador, Sheilla Barbosa, de 51 anos, entrou no programa como uma das grandes promessas da atração. Ativa nas redes sociais, Sheilla iniciou a participação no reality com cerca de 72 mil seguidores no Instagram, e atualmente marca 114 mil.

 

Do lado de fora do jogo, a policial é assessorada por um nome conhecido por quem acompanha os realities brasileiros, Fabiana Reggo, irmã de Mani Reggo, ex-namorada de Davi Brito.

 

"Sua presença na reta final representa não apenas uma disputa pelo prêmio milionário, mas também o reconhecimento de uma trajetória construída com dedicação à educação, à segurança pública e às causas sociais", afirmou a assessoria da PM.

 

O prêmio da atração depende diretamente do desempenho dos participantes ao longo da temporada, no entanto, o valor final é de R$ 2 milhões. A grande final será transmitida pela Record a partir das 22h30. Será possível assistir de forma simultânea pela Disney+.

Inep divulga primeira etapa do Revalida 2026 para médicos; saiba mais

  • Bahia Notícias
  • 13 Jul 2026
  • 19:23h

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou o resultado da primeira etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) 2026/1. 

 

A divulgação ocorreu após a apreciação dos recursos interpostos pelos candidatos que discordarem do resultado preliminar, conforme previsto em edital. Segundo a Agência Brasil, os resultados podem ser encontrados diretamente na página do participante do Sistema Revalida. 

 

O Inep também compartilhou o gabarito definitivo da prova objetiva. De acordo com a publicação, foi cobrado na aprovação na primeira etapa do Revalida 2026/1 que o participante alcançasse, no mínimo, 59 pontos, de um total de 100 possíveis na prova objetiva. 

 

Além disso, é necessário apresentar a documentação comprobatória de conclusão do curso de Medicina aprovada, conforme as regras estabelecidas no edital.O Revalida é a prova que verifica se médicos formados no exterior adquiriram os conhecimentos, habilidades e competências necessários para o exercício profissional no Brasil, adequados aos princípios e às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

O certame é composto por duas etapas de avaliação, sendo a teórica e a prática. A prova é efetuada pelos ministérios da Educação e da Saúde e serve para validar os diplomas de médicos brasileiros e estrangeiros formados no exterior que desejam atuar no Brasil. Essa revalidação de diplomas médicos é feita por instituições públicas de educação superior que aderiram ao Revalida.

Emendas de quase R$25 milhões de Valdemar Costa Neto estão em lista de investigação da PF

  • Bahia Notícias
  • 13 Jul 2026
  • 10:28h

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Dos R$ 119 milhões em emendas que, segundo a Polícia Federal (PF), foram indicadas pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, quase R$25 milhões foram enviados a Porto Seguro, município no Extremo Sul do estado, na semana anterior ao limite para envio de recursos federais antes das eleições municipais de 2024.

 

A legislação veda, com algumas exceções, a transferência de recursos da União a estados e municípios nos três meses que antecedem o pleito. Em 2024, o primeiro turno foi realizado no dia 6 de outubro. Com isso, a janela se fechou no dia 6 de julho.

 

Segundo uma reportagem do jornal O Globo, a Bahia registrou o segundo maior repasse entre os listados na investigação. O município baiano recebeu R$24,9 milhões no mesmo mês é gerida pelo prefeito Jânio Natal, do PL, disputou a reeleição em Porto Seguro três meses depois e venceu.

 

Segundo a investigação, as emendas eram indicadas por Valdemar, que não tem mandato como deputado federal, e registradas em nome de deputados "solicitantes" para ganhar aparência de legalidade. Dino determinou o bloqueio de R$119,2 milhões em bens do dirigente e a suspensão da execução de todas as despesas ligadas às emendas.

 

Em 2025, Valdemar Costa Neto voltou a demonstrar a proximidade com as lideranças do PL no Sul da Bahia ao comparecer a um evento do pré-candidato ao governo, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto e o prfeito Jânio Natal. 

Foto: Reprodução Instagram