BUSCA POR "2"
- Por Idiana Tomazelli | Folhapress
- 05 Out 2026
- 12:18h
Foto: José Cruz/Agencia Brasil
Estabilizar a dívida pública requer um ajuste nas contas de ao menos R$ 250 bilhões nos próximos quatro anos, avaliam economistas ouvidos pela reportagem. Esse é o ponto de partida do desafio que o presidente eleito precisará enfrentar nos próximos quatro anos.
A depender da credibilidade do plano, do empenho pessoal do chefe do Executivo e até dos juros no mercado internacional, o esforço necessário pode ser maior, chegando a R$ 400 bilhões em algumas simulações.
O governo Lula (PT) prevê um déficit de R$ 67,3 bilhões neste ano, ou 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Isso significa que a dívida bruta do governo geral, que bateu um recorde em cinco anos e está em 82,9% do PIB, vai subir ainda mais. Ela reúne débitos de União, estados e municípios e é um importante indicador de solvência do país.
Para os especialistas, o saldo das contas precisaria, idealmente, subir a 2% ou 2,5% do PIB até 2030, sem recorrer a subterfúgios ou descontos -ou seja, um resultado efetivo. O superávit poderia ser alcançado com expansão mais contida dos gastos públicos e ações pelo lado das receitas.
Mas os próprios economistas são céticos quanto à viabilidade de um ajuste dessa envergadura, dada a resistência da classe política a medidas consideradas impopulares, como a desvinculação de benefícios sociais do salário mínimo e a flexibilização dos pisos de Saúde e Educação.
Os temas são tão sensíveis que as equipes tanto de Lula como do senador Flávio Bolsonaro (PL) se esquivaram de detalhar seus planos durante a campanha, embora ambos tenham reconhecido a necessidade de reequilibrar as contas.
O atual governo prevê como meta um superávit de 1,5% do PIB em 2030. Mesmo esse resultado demandaria um ajuste próximo dos R$ 300 bilhões até o fim da década, segundo estimativas informais feitas por auxiliares do presidente que defendem algum aperto nos gastos.
Nas contas do Santander, chegar a esse resultado significaria um esforço próximo de R$ 250 bilhões.
Ter uma arrecadação superior às despesas (que resulta no superávit) cria uma poupança que ajuda o governo a pagar a conta de juros. Esse é um dos fatores que tornam a trajetória da dívida mais sustentável. Outros são a expansão mais forte do PIB e a inflação.
Por outro lado, um saldo pior das contas e o aumento da taxa de juros contribuem para a piora do indicador.
O economista Carlos Kawall, ex-secretário do Tesouro Nacional e sócio-fundador da Oriz Partners, alerta para uma "situação mais complicada" do país, uma vez que o juro real no mundo está mais elevado. Isso trava a redução das taxas no Brasil e mantém mais caro o custo de financiamento.
Segundo ele, estabilizar a dívida brasileira com um juro real (acima da inflação) de 4% por ano já demandaria um superávit de 1,9% do PIB. Se esse custo sobe a 5%, o esforço passa a ser de 2,7% do PIB.
Para Kawall, diante do cenário mais adverso, o presidente eleito deveria sinalizar compromisso firme com reformas que desacelerem a alta das despesas a 1% acima da inflação. Hoje, o arcabouço fiscal criado pela equipe de Lula permite expansão real de até 2,5% ao ano.
O ex-secretário ressalta, porém, que é necessário priorizar as mudanças concretas nas políticas públicas. "O erro seria sairmos da eleição com uma rediscussão da regra. É uma maneira de querer continuar esse jogo do 'me engana que eu gosto'."
O economista-chefe para Brasil no Banco Barclays, Roberto Secemski, estima que o ajuste necessário para estabilizar a dívida seja da ordem de R$ 350 bilhões. Mas ele reconhece que pouca gente espera que tal resultado seja alcançado rapidamente. Ainda assim, ele diz ser crucial que o presidente eleito deixe clara a direção a ser seguida.
"Ainda que não vá alcançar um ajuste dessa monta em seis meses ou um ano, talvez nem mesmo em dois anos, é importante que as medidas sejam ambiciosas o suficiente para perseverar nessa direção. Na ausência disso, a construção da credibilidade vai ficar afetada", afirma.
Para ele, o plano pode combinar medidas para conter despesas e elevar receitas, desde que sejam estruturais e duradouras, sem depender de ações pontuais, que valem num só ano.
"Uma vez estabelecidas essas credenciais, os preços dos ativos tendem a reagir bem mais rápido do que as variáveis econômicas, e isso sozinho já alivia o custo total do esforço fiscal, porque o juro imposto à dívida pública declina", afirma Secemski.
O economista Italo Franca, do Santander, avalia que será prioritário adotar medidas pelo lado das despesas. "Não estamos falando de corte, mas sim de redução do ritmo de crescimento", afirma. Desde 2022, a expansão média dos gastos está em 5,3% ao ano acima da inflação, bem acima do desempenho da atividade econômica.
Em suas estimativas, um superávit mínimo para estabilizar a dívida ficaria entre 1,5% e 2% do PIB, mas isso também vai depender da qualidade do ajuste. Se o governo eleito concentrar esforços em medidas de fôlego curto, sem mudanças estruturais, essa fragilidade pode cobrar um preço maior.
A economista Zeina Latif, sócia da Gibraltar Consulting, avalia que alcançar superávit de 2% a 2,5% do PIB é improvável no próximo mandato, mas acredita na possibilidade de se alcançar um saldo positivo de 1% no primeiro ano da gestão. Segundo ela, o diagnóstico do que é necessário já existe, mas tudo vai depender do envolvimento do chefe do Executivo na aprovação das medidas.
Para a economista, as administrações de Jair Bolsonaro (PL), pai do senador que agora concorre à Presidência, e de Lula provaram que a equipe econômica não consegue, sozinha, garantir a execução de um plano de ajuste.
"Não havia no governo Bolsonaro uma convicção da importância da disciplina fiscal. Ele chegou a dizer 'eu demito quem voltar a falar em desvincular salário mínimo'. Tem um aprendizado no mercado em relação a isso, de entender que não basta ter o ministro da Fazenda. Tem que ter um compromisso do presidente e capacidade política para isso", avalia.
É por isso que, segundo ela, Lula teria um déficit de credibilidade maior do que Flávio. Embora destaque em discursos o superávit alcançado em suas gestões anteriores, o petista disse, a menos de um mês das eleições, que "é preciso parar com essa babaquice de fazer superávit, de ter controle fiscal".
Por outro lado, Zeina diz que Flávio também tem "perfil populista" e, em sua atuação no Congresso, não defendeu disciplina fiscal de forma consistente.
"O desafio é muito grande, para quem quer que seja, em demonstrar capacidade de avançar no Congresso nessa situação, com o Executivo enfraquecido. As emendas parlamentares, que eram para ser moeda de barganha, inflaram e perderam esse papel", afirma.
O economista José Roberto Afonso, professor do IDP e um dos formuladores da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), ressalta a necessidade de Executivo e Congresso "dosarem o ajuste", para que seja consistente com o cenário e com as demais políticas. Segundo ele, não há política fiscal autônoma e independente do que se passa no restante da economia e na sociedade.
"Ajuste eficiente sempre combina medidas e depende muito mais do sucesso da gestão do que de leis, promessas e propostas genéricas", diz.
Afonso compara a formulação dessas medidas e a gestão das contas a um voo. "Ninguém entra no avião quando quer, nem decola e muito menos pousa como e onde quer. Sim, é possível programar o tempo de voo. Não há como garantir que será cumprido porque não há como assegurar que condições climáticas serão sempre as mesmas."
Segundo ele, como num voo, a gestão da política fiscal depende de uma série de tarefas e variáveis combinadas. "É preciso muita competência e, sobretudo, responsabilidade. Esta tem faltado muito em que não tem formação em finanças públicas e muito menos experiência na administração pública para propor metas de resultado fiscal, de gastos ou de dívida, ignorando seus diferentes impactos", critica.
- Bahia Notícias
- 05 Out 2026
- 08:43h
Foto: Divulgação / COB
Após a medida provisória que acabou com a operação das bets no Brasil, o esporte olímpico e paralímpico também terá de lidar com a perda de uma fonte importante de recursos. Durante a preparação para os Jogos de Los Angeles-2028, a estimativa é de que o setor deixe de receber cerca de R$ 2,623 bilhões até 2027. A informação é da jornalista Carol Knoploch, do jornal O Globo, veículada no último domingo (4).
De acordo com as informações, a conta considera aproximadamente R$ 497 milhões que deixariam de ser repassados entre outubro e dezembro de 2026, além de outros R$ 2,1 bilhões estimados para 2027. O cálculo ainda não inclui valores de contratos diretos entre empresas de apostas e confederações.
A interrupção dos repasses ocorre após a edição da medida provisória que determinou o fim das operações das bets no país. Segundo o governo, a iniciativa tem como objetivo proteger as famílias brasileiras diante do aumento do endividamento associado às apostas.
No Comitê Olímpico do Brasil (COB), a mudança já provoca uma revisão do planejamento financeiro. O presidente da entidade, Marco La Porta, afirma que o comitê recebeu aproximadamente R$ 200 milhões das bets entre 2025 e setembro de 2026 e ainda esperava mais R$ 25 milhões até o fim deste ano.
Para 2027, a previsão era de uma receita entre R$ 125 milhões e R$ 130 milhões. O valor representa cerca de 20% de um orçamento anual de aproximadamente R$ 600 milhões.
La Porta afirma que a preparação do Time Brasil para Los Angeles será preservada, mas outras áreas deverão sofrer cortes ou depender do fundo de reserva do COB. Projetos como a ampliação dos Jogos da Juventude também podem ser adiados.
"Nosso maior impacto será no ano que vem porque não terá arrecadação. Ou seja, são R$ 125 milhões a menos a dois anos dos Jogos Olímpicos, e claro isso terá consequências", afirmou o dirigente ao O Globo.
O diretor de Esporte do COB, Jorge Bichara, também admite que ainda não é possível garantir a manutenção de todas as iniciativas previstas para o próximo ciclo.
"Recebi a orientação de que a preparação para Los Angeles segue sendo nossa prioridade. Mas, se conseguiremos atender todas as frentes que tínhamos proposto, não sei dizer ainda", declarou.
A perda não ficará restrita ao COB. Modalidades que receberam recursos diretamente das apostas também precisarão reorganizar seus planejamentos. A Confederação Brasileira de Basquete (CBB), por exemplo, recebeu R$ 13 milhões em 2025 e aproximadamente R$ 6 milhões em 2026. Para o CEO da entidade, André Alvez, o fim dessa fonte de receita representa um impacto relevante para uma modalidade diretamente relacionada ao mercado de apostas.
"A NBA impulsiona muito (as apostas), e a temporada começa em outubro. Projetávamos um fim de ano melhor e 2027 melhor ainda", lamentou.
No tênis de mesa, a Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) recebeu aproximadamente R$ 5 milhões desde abril de 2025. O dinheiro estava previsto para projetos de alto rendimento e formação de atletas, mas ainda não havia sido utilizado enquanto a entidade aguardava regras para aplicação dos recursos.
O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) também terá uma redução significativa de receitas. A entidade recebeu R$ 57,4 milhões das bets em 2025 e outros R$ 54,1 milhões até setembro de 2026. Para 2027, a projeção era de aproximadamente R$ 82,1 milhões em recursos provenientes das apostas. Esse valor agora entra na lista de receitas que precisarão ser compensadas.
O Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) estima uma perda de aproximadamente R$ 50 milhões. O presidente Paulo Maciel criticou a ausência de um período de transição para que as entidades pudessem adaptar seus planejamentos.
“Acho que tudo isso foi um desserviço. Justamente na hora em que os clubes estavam se organizando para grandes eventos, como Olimpíada, fazendo contratações, programando cursos, etc. Essa verba fará falta no futuro”, afirmou.
COMO FUNCIONAVAM OS REPASSES ?
A Lei nº 14.790/2023 estabelecia que 36% da arrecadação das apostas tivesse destinação relacionada ao esporte. O dinheiro era distribuído entre diferentes órgãos e entidades.
Do total, 22,20% eram destinados ao Ministério do Esporte; 2,20% ao COB; 1,30% ao CPB; e 0,70% ao CBC. Também havia percentuais para entidades do esporte escolar e universitário, clubes paralímpicos, esporte master e secretarias estaduais de esporte.
O COB adotou uma estratégia própria diante da insegurança jurídica em torno da regulamentação. Em vez de utilizar imediatamente os recursos das bets, a entidade direcionou o dinheiro para seu fundo de reserva técnica e ampliou os repasses às confederações por meio da Lei Agnelo Piva, abastecida pelas Loterias Federais.
Em 2026, o COB programou R$ 285 milhões para projetos das confederações. A intenção, segundo La Porta, é manter esse volume no próximo ano, mas sem aumentá-lo.
“Não devemos diminuir o repasse, mas também não vamos aumentar. Cortaremos no COB. Sei da dificuldade das confederações pequenas”, afirmou.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 01 Out 2026
- 16:20h
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil, Agência Senado e redes sociais
Pesquisa Futura/100% Cidades, divulgada nesta quarta-feira (30), revela um cenário em que os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) aparecem à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos cenários de disputa em segundo turno.
A melhor posição foi registrada pelo candidato Flávio Bolsonaro. O senador do PL aparece nos cenários de segundo turno com 49% das intenções de voto, contra 43,5% do presidente Lula.
Já o candidato Ronaldo Caiado (PSD) tem 45,6% de intenções de voto em um eventual segundo turno contra Lula. Na disputa contra Caiado, Lula registrou 42,4% neste cenário, o que significa um empate técnico dentro da margem de erro.
Contra o escritor Augusto Cury, o presidente Lula também sofre derrota no segundo turno, apesar de haver empate técnico. De acordo com a pesquisa, Cury acumula 45,1% das intenções de voto, enquanto o líder petista tem 42%.
No embate contra o candidato Romeu Zema (Novo) em um possível segundo turno, Lula está na frente, mas também em situação de empate técnico. Neste confronto, o petista soma 45,1% das intenções de voto, ante 42,2% do ex-governador de Minas Gerais.
Lula também lidera o cenário contra Renan Santos: o presidente tem 44,6% das intenções de voto, contra 40,7% do candidato do partido Missão.
A Futura/100% Cidades entrevistou 2.000 eleitores entre os dias 25 e 29 de setembro, por meio de entrevista telefônica. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pela Futura e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-01122/2026.
- Por Lucas Vieira/Bahia Notícias
- 01 Out 2026
- 12:25h
Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os candidatos petistas à Presidência ampliaram a votação na Bahia do primeiro para o segundo turno em todas as eleições desde 2002, quando Lula venceu pela primeira vez a disputa pelo cargo. Segundo o levantamento feito pelo Bahia Notícias, o crescimento ocorreu em todas as seis eleições realizadas no período, embora em diferentes proporções.
Em 2002, Lula recebeu 2.899.280 votos no primeiro turno e saltou para 3.710.900 no segundo, um aumento de 811.620 votos. Naquele ano, o petista venceu a eleição nacional contra José Serra (PSDB) com 61,27% dos votos. Na disputa pelo Governo da Bahia, o representante da direita, Paulo Souto (PFL), venceu o petista Jaques Wagner no primeiro turno. Souto obteve 2.871.025 votos (53,69%), contra 2.057.022 (38,47%) de Wagner.
Em 2006, Lula foi reeleito com 60,83% dos votos no segundo turno, superando seu atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSDB), que obteve 39,17%. Na Bahia, o petista passou de 4.293.200 votos no primeiro turno para 5.188.314 no segundo, um salto de 895.114 votos.
Na disputa pelo Governo da Bahia, o PT também saiu vencedor. Jaques Wagner alcançou 3.242.336 votos (52,89%) e superou Paulo Souto no primeiro turno, que ficou com 2.638.215 (43,03%).
Indicada por Lula, Dilma Rousseff também venceu a eleição presidencial de 2010, com 56,05% dos votos no segundo turno, contra 43,95% de José Serra. Na Bahia, a petista teve 4.188.099 votos no primeiro turno e 4.737.079 no segundo, resultando em um crescimento de 548.980 votos.
Na disputa pelo Governo da Bahia, o “Galego” Jaques Wagner foi reeleito no primeiro turno, com 63,83%, contra 16,09% de Paulo Souto (DEM).
Em 2014, Dilma Rousseff foi reeleita com 51,64%, vencendo Aécio Neves (PSDB), que teve 48,36% no segundo turno. Na Bahia, a petista ganhou 767.010 votos de um turno para o outro, passando de 4.292.850 para 5.059.860. Na disputa estadual, Rui Costa (PT) garantiu 54,53% dos votos e superou Paulo Souto, que ficou com 37,39% no primeiro turno, sendo eleito governador.
As eleições de 2018 representaram o maior ganho de um candidato petista de um turno para o outro na Bahia. Fernando Haddad recebeu 1.042.946 votos a mais, passando de 4.441.955 no primeiro turno para 5.484.901 no segundo. Mesmo com o crescimento na Bahia, aquela foi a única eleição do século XXI em que o PT perdeu a Presidência da República.
Jair Bolsonaro (PL) alcançou 55,13% dos votos válidos no segundo turno, contra 44,87% de Fernando Haddad. Na corrida pelo Governo da Bahia, Rui foi reeleito no primeiro turno com 75,50% dos votos, contra 22,26% de José Ronaldo (DEM).
O menor crescimento ocorreu em 2022, com o próprio Lula, que ganhou 224.734 votos entre os dois turnos. Ainda assim, a eleição registrou os maiores números do PT na Bahia nos dois turnos, com 5.873.081 e 6.097.815 votos, respectivamente.
Naquele ano, Lula conquistou 50,90% dos votos válidos e superou Jair Bolsonaro, que teve 49,10%. A eleição também foi a única do período a ser decidida em segundo turno para o Governo da Bahia no período. Na disputa estadual, Jerônimo Rodrigues (PT) superou ACM Neto (União), com 52,79% contra 47,21%, respectivamente.
Foto: Ricardo Stuckert
Agora, Lula disputa seu quarto mandato à Presidência da República, com o primeiro turno marcado para o próximo domingo (4). As principais pesquisas eleitorais divulgadas até o momento apontam o presidente à frente de Flávio Bolsonaro (PL), mas indicam também um provável segundo turno.
- Bahia Notícias
- 01 Out 2026
- 08:00h
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
O Brasil tem 1,6 milhão de eleitores de 16 e 17 anos cadastrados para as eleições de 2026, cerca de 500 mil a menos do que em 2022, quando o número chegou a 2,1 milhões. A redução é de 22,8%, enquanto o eleitorado brasileiro, no total, continuou crescendo.
A queda entre os adolescentes supera a redução da população nessa faixa etária. Segundo projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de brasileiros de 16 e 17 anos diminuiu 5,6% desde 2022.
Considerando apenas os eleitores registrados no Brasil, a proporção também caiu. Em 2022, havia aproximadamente 34 jovens com título para cada 100 habitantes de 16 e 17 anos. Em 2026, são cerca de 28.
NÚMERO HAVIA CRESCIDO EM 2022
Em 2018, o eleitorado de 16 e 17 anos era de aproximadamente 1,4 milhão. Quatro anos depois, o número ultrapassou 2,1 milhões, crescimento de 51,1%.
A eleição de 2022 foi acompanhada por campanhas de incentivo ao alistamento eleitoral, ações nas redes sociais e pela Semana do Jovem Eleitor. Na época, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atribuiu parte do aumento às iniciativas de mobilização.
Para 2026, o TSE voltou a promover ações voltadas ao público jovem, inclusive em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O número de eleitores de 16 e 17 anos, no entanto, voltou a cair.
VOTO É FACULTATIVO
O voto é facultativo para adolescentes de 16 e 17 anos. Por isso, o alistamento eleitoral depende da decisão do próprio jovem e de fatores como mobilização, ambiente familiar e escolar e percepção sobre a importância da participação eleitoral.
Uma pesquisa Datafolha realizada em agosto apontou que 48% dos eleitores de 16 a 24 anos afirmaram que votariam caso o voto não fosse obrigatório. Entre os eleitores com 60 anos ou mais, o índice foi de 61%. No conjunto do eleitorado, 56% disseram que iriam às urnas mesmo sem obrigatoriedade.
Apesar da redução no número de adolescentes com título, a participação desse grupo nas eleições de 2022 foi superior à dos eleitores com 70 anos ou mais. No primeiro turno daquele ano, 82,9% dos eleitores de 16 e 17 anos compareceram às urnas, contra 41,1% dos eleitores com 70 anos ou mais.
ELEITORADO MAIS VELHO CRESCE
Desde 2022, o número de eleitores com 70 anos ou mais aumentou em aproximadamente 2,4 milhões, chegando a 17,3 milhões em 2026.
A participação desse grupo no eleitorado também cresceu. Em 2010, os eleitores com 70 anos ou mais representavam 6,9% do cadastro eleitoral. Atualmente, correspondem a 10,9%.
Apesar da maior taxa de comparecimento entre os adolescentes em 2022, o tamanho do eleitorado mais velho fez com que o número absoluto de votantes fosse maior. Naquele primeiro turno, 6,13 milhões de eleitores com 70 anos ou mais compareceram às urnas, ante 1,75 milhão de jovens de 16 e 17 anos.
- Bahia Notícias
- 29 Set 2026
- 12:31h
Foto: Gil Ferreira / Agência CNJ
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou nesta segunda-feira (28) o cancelamento de R$ 2 bilhões em precatórios emitidos de forma irregular contra o governo federal.
A medida foi tomada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Benedito Gonçalves, e atendeu ao pedido de suspensão apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU).
Segundo a Agência Brasil, os valores estavam depositados em conta judicial desde 2023 e foram expedidos antes do trânsito em julgado da fase de execução, modalidade que já foi considerada ilegal pelo CNJ.
O corregedor decidiu estender os efeitos da decisão que, na semana passada, também cancelou precatórios avaliados em R$ 4,7 bilhões. Os títulos foram comprados pelo Banco Master.
O caso dos precatórios bilionários do Master veio à tona após uma reportagem do Portal Metrópoles revelar a existência de um contrato de R$ 427 milhões entre o banco e i escritório da advogada Camilla Ramos, esposa do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).
O valor seria pago em caso de sucesso nas causas referentes ao setor sucroalcooleiro.
Após a divulgação do caso, o escritório Queiroga, Vieira, Queiroz e Ramos declarou que possui contrato formal com o Master para atuar nos processos que envolvem precatórios, mas não recebeu qualquer pagamento "a título de pró-labore ou de êxito".
- Brumado Urgente
- 29 Set 2026
- 08:00h
Foto: Divulgação
A tradicional Corrida Ecológica Brumado a Rio de Contas chegou à sua 27ª edição reafirmando a força do ciclismo na região. Realizada no último domingo, a competição reuniu centenas de atletas em um percurso marcado por resistência, superação e pelas desafiadoras subidas da Serra das Almas.
Conhecida como a “Queridinha da Bahia”, a Corrida Ecológica mais uma vez movimentou as estradas entre Brumado e Rio de Contas, reunindo ciclistas de diferentes cidades, idades e categorias. Ao longo do trajeto, os competidores enfrentaram um dos percursos mais tradicionais e exigentes do calendário regional de ciclismo.
Mais do que a disputa por posições, a prova voltou a proporcionar momentos de integração entre atletas que compartilham a paixão pelo ciclismo. A combinação entre esporte, natureza e desafio é uma das características que ajudaram a consolidar o evento ao longo de quase três décadas de história.
Para a organização, o sucesso da 27ª edição está diretamente relacionado à participação dos atletas, que encararam o percurso com determinação e espírito esportivo. O envolvimento dos competidores, vindos de diferentes localidades, reforça a importância que a Corrida Ecológica conquistou no cenário esportivo regional.
Outro fator fundamental para a realização do evento foi a participação dos patrocinadores, empresas, marcas e parceiros institucionais. O apoio recebido possibilitou a estrutura necessária para mais uma edição da competição e demonstra o envolvimento da iniciativa privada e de parceiros com ações de incentivo ao esporte.
Segundo a organização, essa parceria representa também um estímulo à prática esportiva, à promoção da saúde e à valorização da consciência ambiental, princípios que acompanham a trajetória da Corrida Ecológica Brumado a Rio de Contas.
Com a conclusão da prova, os atletas já podem consultar os resultados completos, tempos e classificação oficial no site da Corrida Ecológica, em corridaecologica.com.br.
A organização também informou que, nos próximos dias, serão disponibilizadas nas redes sociais as galerias oficiais de fotografias da 27ª edição, registrando diferentes momentos da competição, desde a largada até os desafios enfrentados pelos ciclistas durante a subida da serra.
Encerrada mais uma edição, a Corrida Ecológica Brumado a Rio de Contas mantém viva uma história construída ao longo de 27 edições, reunindo esporte, resistência, integração e contato com a natureza em um dos eventos mais tradicionais do ciclismo da região.
- Bahia Notícias
- 25 Set 2026
- 16:25h
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil
As florestas brasileiras renderam ao país uma produção econômica avaliada em R$ 47,9 bilhões em 2025. Esse é o maior valor já alcançado no Brasil e representa alta de 6,7% em relação ao ano anterior.
Os dados se referem a florestas naturais ou plantadas e fazem parte da pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, divulgada nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O instituto leva em consideração a silvicultura, quando a produção é retirada de áreas plantadas, e do extrativismo, que se refere à área verde originalmente natural.
As cifras são em valores correntes ao ano da pesquisa, ou seja, não levam em conta a inflação do período até hoje.
SIVICULTURA DISPARA
A silvicultura saltou 8,6% de 2024 para 2025, atingindo R$ 41 bilhões. A extração vegetal caminhou no sentido contrário e recuou 3,1%, ficando em R$ 6,9 bilhões.
No fim da década de 1990, a silvicultura e o extrativismo se alternavam como principais motores da produção florestal. Mas, desde então, a produção de áreas plantadas disparou, chegando a 85,6% em 2025, restando apenas 14,4% à extração vegetal.
O IBGE destaca que, desde 2019, o valor econômico da silvicultura cresceu 165%. A explicação, segundo o instituto, são avanços tecnológicos.
Em 2025, as florestas plantadas somaram 10,4 milhões de hectares (104 mil km²). Isso equivale praticamente ao tamanho de Pernambuco (98 mil km²).
EUCALIPTO E CELULOSE
Dessa área, 78,6 % são de eucalipto, árvore de crescimento rápido (em torno de sete a oito anos) utilizada principalmente na indústria de celulose, matéria-prima fundamental para a fabricação do papel.
A produtividade da silvicultura brasileira faz com que o país seja o maior produtor e exportador mundial de celulose, posição ocupada desde 2022, quando superou o Canadá.
O IBGE informa que o destaque global do país é impulsionado também por condições climáticas e pelo solo favoráveis ao crescimento rápido de florestas, além de “investimentos em práticas sustentáveis, que o tornam altamente competitivo no mercado internacional”.
Em 2025, o Brasil produziu 22,2 milhões de toneladas de celulose, 12,7% mais que no ano anterior.
CHINA INFLUENCIA O PREÇO
Em termos de valores, foram US$ 10,2 bilhões, recuo de 3,9% em um ano. Por ser uma commodity (matéria-prima negociada com preços internacionais), o valor da celulose depende diretamente do mercado mundial.
O IBGE justifica que os preços caíram por causa do “excesso de oferta global, pela desaceleração do consumo chinês e consequente aumento dos estoques, e por questões cambiais, como a valorização do real”.
A celulose foi o oitavo produto mais exportado pelo Brasil em 2025. O topo da lista é ocupado, na ordem, pelo petróleo, soja e minério de ferro.
TRÊS LAGOAS
O levantamento aponta que 4.889 municípios registraram produção florestal no ano passado. O de maior destaque é Três Lagoas, cidade de 145 mil pessoas no leste de Mato Grosso do Sul.
No ano passado, a produção florestal chegou a R$ 1,8 bilhão, mais que triplicou (+216,3%) em relação a 2024. Na cidade, há fábricas das produtoras de celulose Suzano (maior empresa mundial do setor) e Eldorado.
Em termos estaduais, Minas Gerais tem o maior protagonismo, com valor da produção da silvicultura chegando a R$ 9,2 bilhões em 2025, ou 22,5% do total nacional. Minas é o maior produtor de carvão vegetal do país, com 84,6% do volume nacional.
ALIMENTÍCIOS
A pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura identificou que produtos alimentícios somaram R$ 2,2 bilhões em valor de produção.
Metade desse montante coube ao açaí (251 mil toneladas), sendo dois terços dessa produção (66,7%) no Pará.
A erva-mate ostentou a vice-liderança entre os produtos não madeireiros, com R$ 562,3 milhões. De todo o mate extraído no país, 88,4% vieram do Paraná.
- Por Gabriela Cecchin e Cristiane Gercina | Folhapress
- 25 Set 2026
- 14:20h
Foto: Reprodução / Agência Brasil
O TST (Tribunal Superior do Trabalho) deve julgar na terça-feira (29), às 14h30, o dissídio coletivo dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal, que estão em greve desde o dia 10 de setembro.
A convocação foi anunciada nesta quinta-feira (24) pelo presidente do tribunal, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, antes da sessão da SDC (Seção Especializada em Dissídios Coletivos) que julgou a situação da greve dos Correios.
"Eu já estou fazendo a convocação para terça-feira, às 14h30, para o julgamento do dissídio da Caixa Econômica Federal, de relatoria agora do ministro Maurício Godinho Delgado. Fiquem todos cientes", afirmou Vieira de Mello Filho.
A Caixa acionou o TST com pedido de dissídio coletivo após uma tentativa de acordo com os empregados, intermediada pelo MPT (Ministério Público do Trabalho), terminar sem consenso na quarta-feira (23).
Em nota, o banco afirmou que, diante do impasse nas negociações, decidiu levar a questão ao tribunal "buscando uma solução institucional que assegure segurança jurídica e previsibilidade para todas as partes envolvidas".
O processo tramita em segredo de Justiça.
O QUE A CAIXA OFERECE AOS BANCÁRIOS?
O banco público ampliou de 6,5% para 9% o teto de participação sobre a folha de pagamento no custeio do Saúde Caixa a partir de 2027, mantidos o pacto intergeracional e o convênio no acordo coletivo de trabalho. Não haveria cobrança diferenciada por faixa etária.
Não haverá reajuste nas mensalidades em 2026 e a Caixa assumirá o déficit do plano. A partir de 2027, a contribuição do titular passa a ser de 3,7% da remuneração-base dos funcionários e a de dependente direto, de R$ 560.
Para dependente indireto que for filho de 21 a 24 anos, a mensalidade será de R$ 660. Para filhos de 24 a 27 anos e pais/mães remanescentes, a mensalidade será de R$ 900. O limite do grupo familiar (titular e dependentes diretos) será de 9%.
Na comparação entre as propostas apresentadas pelo banco, a Caixa reduziu de R$ 150 para R$ 120 a cobrança de consulta em pronto atendimento e manteve a isenção de coparticipação para atendimentos por telemedicina. Além disso, garantiria o reajuste de 4,6% já pago para os demais bancários do país, que representa 0,6% acima da inflação do período.
Nos cálculos dos empregados da Caixa, no entanto, o valor a ser pago pelo plano de saúde ainda é o ideal, porque faria com que o reajuste real em seus salários fosse zerado ao custear o convênio. Na prática, não receberiam nada.
COMO É O PLANO DE SAÚDE HOJE?
Segundo os bancários, pelas regras atuais, o funcionário da Caixa contribui com 3,5% da remuneração-base para ter o plano de saúde. Além disso, a cada consulta em pronto-atendimento, seja sua ou de seus dependentes, são cobrados, R$ 75. Pela proposta da Caixa, haveria reajuste de 60%.
Cada dependente direto tem mensalidade de R$ 480, e a soma das mensalidades do titular e dos dependentes diretos está limitada a 7% da remuneração-base do titular. Na proposta submetida às assembleias, a mensalidade de cada dependente direto teria aumento de 16,7%, além da elevação do limite máximo de comprometimento da remuneração do grupo familiar.
Os funcionários dizem considerar que houve avanço entre uma proposta e outra, mas as perdas na comparação com o convênio atual teriam grande impacto nas famílias, por isso rejeitaram o que foi oferecido e aguardam as negociações.
COMO PAGAR CONTAS E BOLETOS?
As contas bancárias não podem deixar de ser pagas, mesmo com a greve dos funcionários e com as agências fechadas. Isso porque a Caixa mantém todos os canais online funcionando, além dos caixas eletrônicos.
Quem busca atendimento nas agências encontra portas fechadas, com cartazes feitos pelos sindicatos de servidores explicando sobre a greve e dando alternativas de atendimento. Há ainda trabalhadores terceirizados que podem orientar os clientes.
ONDE PAGAR E CONSEGUIR ATENDIMENTO
- Caixas eletrônicos
- Aplicativo da Caixa
- Site da Caixa
- WhatsApp Caixa, no 0800-1040104
- Caixa Tem
- Aplicativo Cartões Caixa
- Aplicativo Habitação Caixa
- Aplicativo FGTS
- Lotéricas
-Correspondentes Caixa Aqui
- Aplicativo DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre)
- Alô Caixa, nos números 4004-0104 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-1040104 (demais localidades)
- Rede Banco24Horas
Na nota, a Caixa diz ainda que desde o início da negociação coletiva "manteve diálogo permanente com os empregados e as entidades representativas, buscando construir uma solução equilibrada e sustentável para todas as partes", mas não foi possível chegar a consenso.
O banco também destacou a quantidade de reuniões. Apenas para chegar ao dissídio da categoria bancária como um todo, que inclui bancos privados, foram 54 rodadas de negociação, que resultaram no reajuste de 4,6%, acima da inflação do período.
"Ao longo do processo, foram realizadas inúmeras rodadas de negociação, nas quais o banco apresentou propostas distintas, incorporando avanços e acolhendo diversas demandas apresentadas pelas representações dos empregados."
O banco público afirma ainda que "permanece comprometido com a busca de soluções que preservem os interesses dos empregados, da instituição, dos clientes e da sociedade brasileira".
- Por Mauricio Leiro / Paulo Dourado/Bahia Notícias
- 23 Set 2026
- 10:25h
Fotos: Reprodução / Câmara dos Deputados
Na Bahia, 12 candidatos às eleições de 4 de outubro declararam algum tipo de veículo aquático, seja lancha, jet ski ou uma porcentagem de uma embarcação, segundo levantamento feito pelo Bahia Notícias por meio do DivulgaCand. O estado tem 1.224 candidatos ao todo.
Do total de 12, seis são candidatos a deputado federal, sendo 5 deles concorrendo à reeleição.
Quem lidera com a lancha mais cara é o deputado federal Antônio Brito, único do PSD entre os candidatos com veículo aquático. Ele declarou uma lancha, sem modelo especificado, avaliada em R$ 465 mil. Em segundo lugar está o deputado Cláudio Cajado, com uma lancha Intermarine avaliada em R$ 298,5 mil. O terceiro colocado é o deputado federal e presidente estadual do PDT, Félix Mendonça Jr., com uma lancha avaliada em R$ 203,2 mil, comprada em 2020.
A quarta colocada entre os federais é Ariane Carla, com uma lancha sem modelo especificado avaliada em R$ 150 mil. A quinta é a deputada Roberta Roma, que declarou 25% de uma lancha avaliada em R$ 92.500. Fecha a lista Elmar Nascimento, único federal com um jet ski, modelo Yamaha FX SVHO do ano 2014/2015, avaliado em R$ 49.500.
Entre os deputados estaduais, nenhum candidato com veículo aquático concorre diretamente à reeleição. O Avante concentra 3 dos 6 nomes estaduais levantados pelo DivulgaCand. Lidera a lista o ex-deputado estadual pelo Avante Pablo Barrozo, que declarou 16,67% de uma embarcação Intermarine 43, modelo 2010, avaliada em R$ 192.000,00.
O segundo colocado é Alessandro Biulo, o único candidato do PSB, com um veículo aquático na lista, dono de uma moto aquática avaliada em R$ 70 mil. O terceiro é Tancredo Isidório, também do Avante, com um jet ski avaliado em R$ 57.500. O quarto é o candidato a deputado estadual pelo Republicanos Reberty da Terra de Israel, com uma lancha avaliada em R$ 50 mil.
O único candidato do União entre os estaduais, Harley Xavier, declarou um barco de alumínio de 5,5 metros, com motor de popa de 15 HP, avaliado em R$ 30 mil. Fecha a lista Marden de Madre, também do Avante, com uma lancha de fibra avaliada em R$ 10 mil.
- Bahia Notícias
- 22 Set 2026
- 14:55h
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
Os gastos do Poder Judiciário bateram recorde em 2025 e totalizaram R$ 164,6 bilhões, atingindo o maior valor desde 2009, início da série histórica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A cifra foi puxada principalmente pela alta nas despesas com pessoal, que registraram um aumento de 9% em relação ao ano anterior. Os dados constam no relatório Justiça em Números, divulgado pelo CNJ com estatísticas referentes ao ano de 2025.
No último ano, os supersalários figuraram como um dos principais fatores de desgaste da imagem do Judiciário, somados ao envolvimento de magistrados de cortes superiores no caso do Banco Master. Segundo pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira, 38% da população afirma não confiar no Poder Judiciário, enquanto 43% declaram confiar pouco e 17% dizem confiar muito.
Os dados de 2025 indicam que a arrecadação da Justiça no ano foi de R$ 68,2 bilhões, o equivalente a 41% do total gasto no período. O resultado representa uma queda de 8,9% na comparação com o ano anterior. A receita do órgão é composta por valores angariados com processos judiciais ou extrajudiciais, emolumentos cobrados por serviços cartorários e impostos de inventário (pagos no momento da transferência de bens de falecidos para herdeiros).
Em termos macroeconômicos, o custo total do Judiciário representou 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país no ano passado, além de corresponder a 2,7% de todos os gastos somados da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios.
- Brumado Urgente
- 22 Set 2026
- 07:53h
Foto: Divulgação/PMB
A educação de Brumado ganha destaque no cenário estadual. O estudante Gustavo Levi Ribeiro Silva Mirante, aluno do 4º ano da Escola Municipal em Tempo Integral Suzana Maria Guimarães, está entre os três finalistas do Concurso Cultural Jovem Jornalista 2026, promovido pelo Programa A Tarde Educação.
Gustavo disputa a categoria Tirinhas, voltada para estudantes do Ensino Fundamental I, com o trabalho “Meu lugar no mundo”. A produção foi desenvolvida sob a orientação da professora Suze da Silva Aguiar Alves e garantiu à dupla uma vaga na etapa final da competição.
A classificação ganha ainda mais relevância diante da participação registrada nesta edição. O concurso recebeu mais de mil inscrições de estudantes de diferentes municípios da Bahia, reunindo produções de várias etapas da educação básica.
Para chegar aos finalistas, os trabalhos passaram pela avaliação de uma banca formada por 11 profissionais da área de comunicação, responsável por selecionar as três melhores duplas — estudante e professor orientador — em cada uma das quatro categorias da competição.
O concurso é dividido nas modalidades Tirinhas, destinada ao Ensino Fundamental I; Videorreportagem, para o Ensino Fundamental II; Artigo de Opinião, direcionado ao Ensino Médio; e, Crônica, para estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Agora, a expectativa fica voltada para a cerimônia de premiação, que acontece no dia 30 de setembro de 2026, no Teatro SESC Casa do Comércio, em Salvador. No evento, serão conhecidos os primeiros colocados de cada categoria.
As três melhores duplas de cada modalidade receberão premiações que incluem iPhone 17, notebook e caixa de som JBL, além de hospedagem em resort all inclusive para os professores orientadores.
A presença de Gustavo entre os finalistas leva o nome de Brumado à etapa decisiva do concurso e evidencia o trabalho desenvolvido pela rede municipal de educação, que estará representada em Salvador pelo estudante e por sua professora orientadora.
- Brumado Urgente
- 17 Set 2026
- 15:08h
Foto: Divulgação
Alecarlos Neves Pires, idealizador e coordenador do tradicional evento ciclístico, reuniu-se com o Major PM Thomas Santana Costa, comandante da Companhia Independente de Policiamento Rodoviário (CIPRv - Brumado), para traçar o plano estratégico de policiamento e fiscalização das rodovias que compõem o percurso da prova.
O encontro focou em blindar os quase 80 km da rodovia BA-148, trajeto que conecta os municípios de Brumado, Livramento de Nossa Senhora e Rio de Contas. Com a realização da histórica 27ª edição agendada para o dia 27 de setembro de 2026, a reunião alinhou ações cruciais para que competidores e motoristas compartilhem as vias de forma pacífica e segura.
Planejamento tático na BA-148 e Serra das Almas
Durante a reunião de trabalho, foram mapeados os pontos mais críticos da rota desportiva. O plano logístico desenhado entre Alecarlos Pires e o Major PM Thomas abordou fatores fundamentais de viabilidade:
- Sinalização reforçada: Monitoramento rígido da velocidade dos veículos nos trechos de maior aglomeração de atletas.
-Escolta ativa: Presença de viaturas e motociclistas batedores da CIPRv ao longo de todo o pelotão.
-Atenção especial na Serra das Almas: Operação dedicada para os 9 quilômetros finais de subida íngreme, onde o cansaço dos ciclistas e a geografia da pista exigem cuidado redobrado dos condutores.
O Major PM Thomas Santana Costa — que possui ampla especialização em policiamento de grandes eventos e gestão de tráfego rodoviário — reiterou o compromisso total da corporação em manter a ordem pública e assegurar que o fluxo da BA-148 permaneça controlado durante toda a manhã da competição.
Tradição aliada à proteção esportiva
Alecarlos Neves Pires comemorou a abertura e o suporte recebido pelo comando da CIPRv. O organizador destacou que o sucesso das edições anteriores sempre dependeu do alinhamento preventivo com a Polícia Militar."
A Corrida Ecológica é um patrimônio do ciclismo baiano. Trazer atletas amadores e profissionais de todo o Brasil exige responsabilidade extrema. Com o apoio logístico e tático do Major Thomas e sua equipe, temos a certeza de entregar um evento impecável e seguro para todos", afirmou Alecarlos.
- Bahia Notícias
- 17 Set 2026
- 10:25h
Foto: Divulgação / Polícia Civil da Bahia
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta quinta-feira (17), a Operação Valor Venal, que investiga um esquema suspeito de manipular dados de imóveis para reduzir ilegalmente o IPTU e provocar prejuízos aos cofres públicos em Salvador. Segundo informações da polícia, os dados cadastrais dos imóveis eram alterados para reduzir em até 90% o valor venal das propriedades.
Durante a operação, são cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, além de medidas de afastamento de cargo público e de constrição patrimonial. Por determinação judicial, bens e valores de até R$ 20 milhões são alvo de bloqueio, com o objetivo de assegurar o ressarcimento do prejuízo causado.
As investigações foram iniciadas em fevereiro deste ano, quando um contribuinte formalizou uma denúncia junto ao órgão público municipal. Foi verificado que o esquema envolvia principalmente imóveis de médio e grande porte situados em bairros nobres de Salvador, além de grandes empreendimentos comerciais.
As apurações apontaram que os envolvidos inseriam informações falsas no Cadastro Imobiliário da Secretaria Municipal da Fazenda (SEFAZ), alterando parâmetros como ano de construção, natureza da ocupação e fator de alteração do valor venal. As modificações eram utilizadas para reduzir ilegalmente a base de cálculo do tributo.
Até o momento, foram identificadas quase 700 inscrições imobiliárias pertencentes a pessoas físicas e jurídicas beneficiadas pelo esquema. As apurações apontam reduções de até 90% no valor venal dos imóveis, com consequente diminuição do IPTU e prejuízo aos cofres públicos.
A Operação Valor Venal é realizada pelo Núcleo Especializado no Combate aos Crimes Econômicos e Contra a Ordem Tributária (NECCOT), unidade vinculada ao Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO-LD).
- Por Bia Jesus/Bahia Notícias
- 16 Set 2026
- 16:00h
Foto: Letícia Martins / EC Bahia
A campanha histórica do Bahia no Campeonato Brasileiro Feminino ganhou mais um capítulo nesta segunda-feira (15). A partida contra o Corinthians, disputada na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, reuniu 5.811 torcedores e estabeleceu o maior público da história das Mulheres de Aço.
A marca também representa o maior público registrado em uma partida do Campeonato Brasileiro Feminino na temporada de 2026. Dos presentes no estádio, 5.758 foram pagantes e 53 não pagantes.
Segundo o borderô da partida, o público pagante foi formado por 2.333 torcedores que adquiriram ingressos, 327 convidados corporativos e 3.098 sócios. A renda bruta chegou a R$ 102.857.
Dentro de campo, o Corinthians venceu por 1 a 0, com gol de Jhonson na primeira etapa, e abriu vantagem na semifinal do Brasileirão Feminino. Bahia e Corinthians voltam a se enfrentar na próxima segunda-feira (21), às 21h30, na Neo Química Arena, em São Paulo.
Para avançar diretamente à final, as Mulheres de Aço precisam vencer por dois gols de diferença. Um triunfo baiano por um gol leva a decisão da vaga para os pênaltis.