BUSCA PELA CATEGORIA "Saúde"

Sintomas de Alzheimer podem ser reduzidos com transfusão de sangue jovem

  • 22 Dez 2015
  • 19:04h

(Foto: Reprodução)

Pesquisadores da Escola de Medicina de Stanford, nos Estados Unidos, descobriram que sangue novo pode reduzir o efeito do Alzheimer em pacientes com estado médio e moderado da doença. Foram realizados, segundo o jornal O Globo, anos de experiências em animais, com a infusão de sangue jovens em ratos mais velhos. Aspectos como memória, aprendizado e tenacidade física mostraram melhora, assim como a saúde de diversos órgãos. Até mesmo uma aparência mais jovem foi percebida. Ainda assim, o líder do estudo, Tony Wyss-Coray, alertou para o caráter ainda experimental do procedimento. As primeiras pessoas que fizeram parte do estudo receberam a infusão em 2014, por transfusão de sangue doado por voluntários com idade menor ou igual a 30 anos. "Quando a equipe responsável pelo experimento injetou o sangue humano nos roedores, viu efeitos impressionantes", contou Wyss-Coray. No entanto, o pesquisador aconselha que pacientes evitem clínicas que oferecem tratamento similar. Ainda é desconhecido o motivo que torna o sangue novo revitalizante.

Casos de microcefalia no Brasil sobem de 2.401 para 2.782 em uma semana

  • 22 Dez 2015
  • 14:43h

(Foto: Reprodução)

O número de casos de microcefalia no Brasil subiu para 2.782 casos, ante as 2.401 notificações registradas na semana passada. Neste grupo, incluem também os casos em que a relação com o vírus Zika não foi comprovada. O Ministério da Saúde decidiu não divulgar os números dos casos confirmados para o Zika. Na semana passada, no entanto, a pasta já havia confirmado que o problema foi decorrente da contaminação pelo vírus em 134 bebês. Até agora, 40 óbitos foram decorrentes da má formação. O diretor do departamento de vigilância de doenças transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, confirma que, embora haja outras causas de microcefalia, a maioria dos casos atualmente é decorrente do Zika. "Nesse momento, com a grande elevação de casos que tivemos, a esmagadora maioria é relacionada ao vírus". A situação mais alarmante continua se concentrando nos Estados no Nordeste. A pior situação é em Pernambuco, com 1.031 casos registrados. Na Bahia, houve redução de notificações por causa de um erro de registro, mas o Estado é o que registra o segundo maior número, com 271 casos. Em seguida estão Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Anvisa interdita lote de medicamento indicado para hipertensão

  • 21 Dez 2015
  • 20:02h

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição cautelar do Lote n° L627883 do medicamento Captopril 25mg comprimidos, em todo o território nacional. A medida foi publicada em uma resolução no Diário Oficial da União desta segunda-feira (21). A resolução tem validade de 90 dias. O medicamento é indicado para hipertensão, insuficiência cardíaca congestiva, infarto do miocárdio e nefropatia diabética. De acordo com a assessoria de comunicação da Anvisa, um dos componentes do medicamento estava fora do padrão. A agência explica que a interdição é preventiva e que, enquanto durar, a empresa pode pedir a realização de contraprova para que o resultado seja verificado. Conforme o texto da resolução, laudo emitido pela Fundação Ezequiel Dias, de Minas Gerais, reportou “resultado insatisfatório de teor e limite de dissulfeto de captopril”. Procurada pela Agência Brasil, a empresa EMS, fabricante do medicamento, disse que solicitou a análise de contraprova e que “aguarda a convocação da Vigilância Sanitária de Minas Gerais e Funed para a realização desta análise”. A nota diz ainda que a empresa está à disposição dos consumidores que tenham alguma dúvida. “A empresa ressalta que mantém os mais rigorosos padrões de qualidade de seus medicamentos e está à disposição dos consumidores que tiverem eventuais dúvidas por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), pelos telefones 0800-191914 / 0800-191222, de segunda a sexta-feira das 9h às 17h”, diz a nota.

Conselho recomenda redução de remédios a crianças com problema de aprendizagem

  • 20 Dez 2015
  • 15:02h

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O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) publicou resolução, nesta sexta-feira (18) em que recomenda o fim da prescrição excessiva de medicamentos para crianças e adolescentes que enfrentam problemas de aprendizagem, comportamento ou disciplina. A decisão se deu após a análise de pesquisa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), que apontou aumento, no Brasil, de 775% no consumo de metilfenidato (Ritalina), entre 2003 e 2012. O documento estabelece que os jovens tenham o direito de acesso a outras alternativas, que não o uso de medicamento. O alerta é de que a indicação do metilfenidato pode ser o caminho "mais fácil", mas nem sempre o que está em questão é um problema de saúde. "É preciso ter a análise de uma equipe multidisciplinar para de fato ter um diagnóstico preciso de que não se trata de um problema social, cultural, de adaptação ou integração", afirma o presidente do Conanda, Rodrigo Torres. Há também uma preocupação com o fato de, com a banalização do remédio, pessoas saudáveis buscarem se automedicar para, simplesmente, aumentarem o rendimento em alguma tarefa intelectual, como a produtividade no trabalho ou o tempo de estudos para um concurso. O metilfenidato é utilizado no tratamento de crianças e adolescentes com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O Instituto de Medicina Social da Uerj mostra que o País só "perde" para os Estados Unidos, sendo o segundo mercado mundial no consumo do fármaco - só em 2010, foram 2 milhões de caixas vendidas. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 2013 esse número aumentou para 2,6 milhões.

92 mil animais foram vacinados contra a raiva este ano

  • 19 Dez 2015
  • 18:01h

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A campanha de vacinação antirrábica, promovida pela Secretaria Municipal da Saúde de Salvador, atendeu 92 mil animais, segundo balanço divulgado na sexta-feira (19). A ação para imunizar os animais da cidade contra a raiva, cujo vírus causador da doença pode também ser transmitido ao indivíduo por meio da saliva do gato ou do cão infectado, durou 23 dias, entre 20 de novembro e 12 de dezembro. Apesar de já ter sido encerrada, as vacinas estão disponíveis nas 97 unidades de saúde municipais, de segunda à sexta, entre às 8 e às 17 horas. Segundo a assessoria de comunicação da pasta, este ano foram detectados casos de de raiva silvestre em dois morcegos na capital. A recomendação é qus os responsáveis pelos animais de estimação fiquem em alerta, já que o risco de contaminação é ainda maior. “As duas ocorrências registradas mostram que o vírus está circulando entre as espécies de morcego no município. Por isso a vacinação em cães e gatos é ainda mais importante neste período”, destacou o coordenador do Programa de Combata à Raiva do município, Aroldo Carneiro. Desde 2004, Salvador não registra casos de raiva humana, caracterizada como uma encefalite progressiva e aguda; seu índice de letalidade é de 100%. 

Procuradoria quer proibir vacina contra o HPV em todo o País

  • 18 Dez 2015
  • 14:17h

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O Ministério Público Federal em Minas Gerais ajuizou ação civil pública pedindo que a Justiça Federal proíba a rede pública de Saúde de aplicar a vacina contra o HPV em todo o território nacional. A ação também pede a nulidade de todos os atos normativos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que autorizaram a importação, produção, distribuição e comercialização da vacina no País. A ação foi distribuída para a 2ª Vara Federal de Uberlândia. Segundo a ação civil pública, não existe comprovação de que a vacina seja eficaz contra o câncer de colo de útero, além de não haver estudos apontando seus efeitos colaterais. Além da proibição da vacina, a Procuradoria da República pede a suspensão de qualquer campanha de vacinação, inclusive por meio de propaganda em veículos de comunicação. O Ministério Público Federal requereu também que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) seja condenada a publicar resolução tornando a aplicação da vacina proibida em todo e qualquer estabelecimento de saúde, público e particular. "O fundamento do pedido está no fato de que não foram realizados estudos que comprovem a eficácia ou apontem os efeitos colaterais da vacina, incluída no calendário anual de imunizações da população brasileira há cerca de dois anos", diz nota publica no site da Procuradoria na última quinta-feira (17). O HPV é causador do câncer de colo de útero, terceiro tumor que mais mata mulheres no Brasil. A cada ano, 15 mil novos casos da doença são identificados e 5 mil mulheres morrem. Para que seja efetiva, a vacina deve ser administrada em três doses, sendo a segunda e a terceira aplicadas seis meses e cinco anos depois da primeira.

Em reunião para ajuda a municípios, Rui questiona dados de microcefalia

  • 18 Dez 2015
  • 09:28h

Rui Costa se reuniu com prefeitos no auditório da Seagri, em Salvador (Foto: Henrique Mendes / G1)

Em reunião com prefeitos do interior da Bahia para definir articulação estratégica de combate ao Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da dengue, Chikungunya e Zika Vírus, o governador Rui Costa afirmou, na manhã desta quinta-feira (17), que os dados sobre microcefalia no estado divulgados pelo Ministério da Saúde estão equivocados. O órgão federal disse que estão sendo investigados 316 casos da doença relacionados ao Zika Vírus na Bahia. Já o governador atesta que o número é de 180. "Houve um erro do Ministério, porque o Ministério mudou a forma de cálculo. Ele considerava perímetro encefálico menor ou igual a 33 cm [como indicativo de microcefalia]. Ele reduziu, ao meu ver corretamente, para igual ou menor a 32 cm. Só que no anúncio dessa semana ele manteve no cadastro quem tava com 33 cm ou mais do que 32 cm. Portanto, ele deveria ter retirado", disse. Rui Costa ainda afirmou que em 60 dos 316 casos registrados pelo Ministério, não há informações "sequer sobre tamanho do perímetro encefálico".

 

O secretário de Saúde do estado, Fábio Vilas Boas, atesta que são 180 notificações no estado. Até agora, entretanto, não divulga nenhuma confirmação da doença. "Só passaremos a usar o termo confirmado a partir da realização de exames de imagem que confirmem a presença de malformação cerebral", declarou. Procurado pelo G1, o Ministério da Saúde informou que repassou os números divulgados pela própria Secretaria de Saúde da Bahia. O órgão acredita que tenha recebido os números brutos e ressalta que a própria unidade estadual deve corrigir os dados na próxima atualização dos casos de microcefalia no país. Para ajudar os municípios a identificar ou refutar os casos notificados, o governador da Bahia prometeu durante o encontro oferecer exames gratuitos de ultrassonografia e tomografia às prefeituras que comprovem não ter condições de oferecer os procedimentos. "Depois das notificações, nós queremos comprovar ou não eventuais prejuízos à saúde dos bebês nascidos porque o perímetro encefálico é apenas um indicador de que essa criança pode ter ou não problemas. O que vai confirmar é o exame complementar da ultrassonografia e tomografia. Isso queremos fazer em uma semana com os municípios", afirmou. Nesse sentido, o secretário de Saúde do estado, Fábio Vilas Boas, reiterou. "O estado vai oferecer [os exames] para todo município que declarar que não tem condição de oferecer. O encontro do governador com os prefeitos ocorreu no auditório da Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. Rui Costa disse que foram convidados 126 prefeitos. No local, estiveram 55, além de 2 vice-prefeitos e 91 secretários de Saúde. Conforme o secretário de Saúde do estado, Fábio Vilas Boas, a reunião foi construída para definir uma articulação entre governo e prefeituras em três grandes eixos de atuação: mobilização e combate ao Aedes aegypti; estruturação da rede de atendimento às vitimas de doenças provocadas ou oriundas deste vetor; desenvolvimento de tecnologias e pesquisas que auxiliem na luta contra o mosquito.

Novo critério
No dia 4 de dezembro, o Ministério da Saúde informou que iria mudar os critérios que classificam uma criança como tendo microcefalia. A mudança passou a valer em todo o país na segunda-feira (7), quando foi fechado o texto de um novo protocolo a ser adotado por cada governo local. Até então, a pasta considerava que bebês com circunferência da cabeça igual ou menor a 33 cm tinham a malformação. O novo parâmetro passa a apontar microcefalia em crianças com cabeça medindo 32 cm ou menos de circunferência. Na prática, menos bebês vão ser considerados como suspeitos de apresentar a malformação. O diretor do ministério Cláudio Maierovitch afirmou que não há estimativa de quantos casos notificados deixam de ser considerados com suspeita de microcefalia com base nas novas medidas. “É uma proporção razoável.”

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Governo negocia distribuição de repelentes para grávidas

  • 17 Dez 2015
  • 13:33h

(Foto: Reprodução)

A distribuição de repelentes para gestantes, como forma de se evitar a infecção por zika e, em consequência, a microcefalia nos bebês, deverá ser discutida nesta quinta-feira, 17, na Casa Civil. Representantes do setor produtivo devem apresentar dados sobre qual seria a capacidade de atender à demanda atual, quanto tempo seria necessário para ajustar a produção e, sobretudo, qual seria o preço de um eventual fornecimento para a população. Considerada como uma estratégia "quebra galho" pelo próprio diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, a entrega do repelente seria feita somente para gestantes atendidas pela rede pública de saúde.

 

Além dessa medida, o governo recomenda que mulheres se esforcem para adotar outras proteções: o uso de roupas de manga comprida, sapatos, mosquiteiros e telas nas janelas das casas. "Tomem os cuidados devidos, porque a coisa não é brincadeira", afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Castro, em uma audiência realizada ontem na Câmara dos Deputados. Especialistas também têm recomendado cuidado com "repelentes caseiros". Como destaca Mário Sérgio Ribeiro, superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Saúde do Estado do Rio, não há comprovação científica de sua eficácia.

'Aedes'

Maierovitch tem afirmado que o essencial para o combate à epidemia é eliminar os criadouros do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Na quarta-feira, Castro afirmou ter havido "contemporização" no combate ao mosquito ao longo dos anos. "Não estou culpando ninguém, mas ficamos na loteria." Uma das medidas que serão adotadas é a adição de larvicidas na água entregue à população no semiárido do País, por meio de carros-pipa. Uma das possibilidades é a de que o produto seja adicionado diretamente nos caminhões. "Essa é uma medida segura. A água já iria protegida", afirmou o coordenador do Programa de Combate à Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho. Várias regiões do Nordeste sofreram com a falta de larvicida nos últimos meses, em razão do atraso na entrega do produto - comprado por licitação. De acordo com ministério, essa situação já foi regularizada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Microcefalia não tem relação com vacina de rubéola; veja boatos

  • 16 Dez 2015
  • 19:03h

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Boatos que circulam nas redes sociais e no WhatsApp têm espalhado informações equivocadas sobre o zika vírus e sobre a microcefalia no Brasil. No final de novembro, oMinistério da Saúde confirmou a existência de uma relação entre infecções pelo recém-chegado zika vírus e o aumento de casos de microcefalia no país. Veja quais são esses boatos e entenda por que essas informações são falsas:

Vacina de rubéola
Um dos boatos mais difundidos na internet sobre microcefalia é o de que a doença estaria sendo causada por um lote vencido de vacina contra rubéola que teria sido aplicado em gestantes no Nordeste. Em primeiro lugar, a vacina contra rubéola é contraindicada a gestantes. “A vacina de rubéola nunca é usada na gravidez, por isso não tem como ter uma associação como essa”, diz o médico Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

 

A indicação da vacina contra rubéola – que aparece na forma de tríplice viral (que também protege contra caxumba e sarampo) ou quádrupla viral (que, além dessas doenças, protege contra catapora) – é para crianças, que tomam a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Adolescentes e adultos não-vacinados também devem tomar duas doses. Em segundo lugar, as vacinas oferecidas pelos serviços públicos de saúde são seguras. “A utilização de vacinas ou medicamentos vencidos é crime. Qualquer serviço de saúde que acondicione produtos vencidos recebe autuações muito graves. Não faz nenhum sentido que órgãos públicos utilizem vacinas vencidas, isso não existe”, esclarece Kfouri. Por último, mesmo o uso de uma vacina vencida não teria a capacidade de provocar danos neurológicos. “Teoricamente, o que acontece com o passar do tempo, tanto com vacinas malconservadas quanto com vacinas vencidas é que elas perdem a capacidade de desenvolver proteção contra doenças”, diz o especialista. A difusão do boato fez o Ministério da Saúde divulgar uma nota de esclarecimento sobre o assunto: “O Ministério da Saúde esclarece que todas as vacinas ofertadas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) são seguras e não há nenhuma evidência de que possam causar microcefalia. As vacinas são fundamentais para proteger o bebê contra doenças graves. Nenhuma das vacinas administradas durante a gestação contém vírus ou outros agentes vivos.”

Danos neurológicos a crianças e idosos
Outro boato, este divulgado principalmente por mensagens de WhatsApp, diz que o zika provoca danos neurológicos em crianças de até 7 anos e em idosos. A informação também é falsa foi desmentida por especialistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Ministério da Saúde. “Não existe nenhuma evidência científica que possa correlacionar o vírus zika com o comprometimento nervoso em crianças menores de 7 anos e em idosos”, afirmou o vice-presidente de Pesquisa e Laboratórios de Referência da Fiocruz, Rodrigo Stabeli.

Mosquitos transgênicos
Há também o boato que afirma que o zika vírus se espalhou no Brasil depois da soltura de mosquitos transgênicos no país, que teriam passado a transmitir zika e chikungunya. Assim como os outros boatos, essa história também não faz sentido. Mosquitos Aedes aegypti geneticamente modificados ou com bactéria que previne a transmissão de doenças têm sido soltos em vários pontos do Brasil dentro de projetos de pesquisa. Mas, ao contrário de espalhar novas doenças, eles atuam justamente para combater os vírus transmitidos pelos mosquitos. No caso dos mosquitos transgênicos, eles são modificados geneticamente para morrerem antes da fase adulta, reduzindo a população total de mosquitos na região onde são soltos. Já os mosquitos com a bactéria Wolbachia tornam-se incapazes de transmitir a dengue e outros vírus.

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Casos de microcefalia chegam a 2.400 notificações; gestantes vão receber repelentes

  • 16 Dez 2015
  • 07:01h

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Um novo boletim epidemiológico sobre os casos de microcefalia foi divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (15). Até a última sexta-feira (12), foram registrados 2.401 casos notificados de microcefalia e 29 óbitos em 549 municípios. Os dados foram divulgados em uma entrevista coletiva em Brasília. Segundo o ministério, do número total de casos notificados, 134 casos já foram confirmados e 102 casos foram descartados. Em relação aos óbitos, foram confirmados um óbitos e descartados dois. Continuam em investigação 26 óbitos. Já na Bahia, segundo a Secretaria estadual da Saúde (Sesab) divulgou nesta segunda-feira (14), foram notificados 180 casos suspeitos de microcefalia com perímetro cefálico menor ou igual a 32 centímetros. Os casos ocorreram em 42 municípios, tendo Salvador registrado 97 casos, o equivalente a 53,8% do total de notificações.

 

A coletiva foi conduzida pelo diretor de vigilância das doenças transmissíveis do ministério, Claudio Maierovitch. De acordo com o médico, o protocolo lançado na semana passada para os estados e municípios vai dar um novo panorama sobre os casos de microcefalia. “A partir do protocolo clínico da semana passada, os casos suspeitos podem ser confirmados ou descartados”, explicou. No entanto, ainda pode haver uma demora para que o protocolo seja colocado em prática. “Demora algum tempo pra que estados e municípios façam a capacitação para que os profissionais usem o protocolo. Mas todas as crianças vão ser classificadas”, garantiu o diretor. Em todo país, são 18 laboratórios capazes de fazer as análises para a identificação do vírus. Cinco são de referências, e os outros 13 são laboratórios centrais dos estados que receberam capacitação. Segundo Maierovitch, repelentes vão ser distribuídos entre as gestantes para ajudar na prevenção contra o aedes aegypti. “Estamos trabalhando com a Anvisa para saber como programaremos a distribuição dos repelentes p/ gestantes. Repelente serve para proteger individualmente as pessoas enquanto não se consegue conter a proliferação dos mosquitos”, disse. O diretor recomendou ainda que as pessoas que forem viajar nessa época de festas devem fazer uma busca em casa para que não haja locais propícios para a proliferação dos mosquitos. “ É importante que se faça uma verificação minuciosa, nas coberturas, ou e em qualquer lugar que possa servir de criadouro.

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Microcefalia: casos de surdez e cegueira são registrados

  • 15 Dez 2015
  • 13:04h

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Já há registros de cegueira congênita, malformação do globo ocular e surdez congênita em bebês que nasceram com microcefalia em decorrência do zika vírus, transmitido pelo Aedes aegypti. A informação foi divulgada ontem, quando o Ministério da Saúde (MS) anunciou o protocolo para orientar profissionais de saúde na assistência de mães e tratamento de recém-nascidos em casos suspeitos da doença que causa a malformação do cérebro do bebê. Apenas na Bahia, são 180 notificações —  o estado é o terceiro em número de casos no país, depois de Pernambuco (804) e Paraíba (316).  Segundo as orientação do MS, crianças com microcefalia deverão ser encaminhadas para atendimento e estimulação precoce durante os primeiros três anos de vida. “O objetivo é reduzir os danos das malformações. Essas crianças tenderão a ter um desenvolvimento ainda mais retardado que as outras crianças. Qualquer criança com surdez congênita terá dificuldades adicionais”, explicou o secretário de Atenção à Saúde do MS, Alberto Beltrame.  De acordo com a pasta, o atendimento nessa faixa etária deverá envolver médicos, fonoaudiólogo e fisioterapeuta, e ocorrerá em centros de reabilitação, como as Apaes, ambulatórios nas maternidades e unidades básicas de saúde. Não estão previstas verbas extras para esses serviços. Alguns dos bebês com suspeita de microcefalia têm apresentado lesões oculares ou cegueira. Outros têm tido problemas auditivos. Diante disso, o ministério anunciou que 737 maternidades serão equipadas para oferecer exame que verifica danos à audição dos bebês.

'Infelicidade'
A medida integra o protocolo elaborado pelo MS diante da proliferação de casos no país — são 1.761. As ações incluem o registro de todas as gestantes com sintomas do zika vírus, o aumento de testes de gravidez e a coleta de sangue da placenta após o parto. Famílias que tiverem bebês com suspeita de microcefalia devem receber apoio psicológico, disse o secretário, que chamou os casos de microcefalia de “infelicidade”. Ele orientou as grávidas com sintomas de zika, como manchas vermelhas no corpo, a procurarem imediatamente um serviço de saúde. Todos os casos deverão ser registrados na caderneta da gestante. Ainda segundo Beltrame, profissionais de saúde devem fazer busca ativa de grávidas para que elas iniciem o pré-natal. Mulheres que tiverem detectado, por meio de exames, alguma alteração no feto devem ter prioridade no atendimento para o parto. A gestação de um bebê com microcefalia não é considerada de risco e o parto pode ser normal. A identificação da microcefalia continuará levando em conta a medida da cabeça de 32 cm no caso de bebês não prematuros. A medição deve ser feita logo após o parto e repetida em até 48 horas. O ministério afirma que o ultrassom pode ser feito já no primeiro trimestre da gestação. A tomografia somente será feita em casos específicos. O protocolo orienta que sejam coletadas amostras de placenta e sangue do cordão umbilical, placenta, líquido da medula do bebê e sangue da mãe para investigar a origem dos casos e possível ligação com o zika. Segundo o secretário, mães que tiveram sintomas do vírus durante ou após a gravidez não devem parar de amamentar os bebês.

Críticas
Para o presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia da Bahia, Carlos Lino, o protocolo é uma ação acertada, porém tardia. “Não adianta colocar no papel que é necessário fazer uma ecografia transfontanela nos bebês e não criar condições para que isso aconteça. Em Salvador, os hospitais que oferecem esse serviço na rede pública são o Roberto Santos e a Maternidade Climério de Oliveira, e ambos estão sobrecarregados”, disse. Lino questionou a demora do governo em adotar medidas de enfrentamento, tanto para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti - transmissor do zika, dengue e chikungunya - como nas ações de assistência aos casos de microcefalia. “Pernambuco lançou o protocolo há meses e já criou 16 centros de atendimento, enquanto o governo federal está lançando o protocolo agora”, afirmou.

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Vacina contra dengue será testada em 13 cidades e deve ser distribuída até 2017

  • 12 Dez 2015
  • 19:04h

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A vacina contra a dengue do Instituto Butantã, que teve a última fase para testes em humanos liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) (saiba aqui) será testada em 13 cidades, incluindo Recife, Manaus, Belo Horizonte e Porto Alegre. São Paulo será o primeiro município a ter as doses. Segundo o instituto, 17 mil voluntários, em todo o país, participarão do processo e a estimativa é de que a vacina esteja até 2017 na rede pública. A dose será única e capaz de proteger contra os quatro tipos de dengue. O primeiro passo agora será o recrutamento dos participantes, que serão acompanhados em 14 centros de pesquisa. Os trabalhos nas unidades não começarão ao mesmo tempo, e os voluntários serão monitorados durante cinco anos. Na capital, os estudos vão ser realizados na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. "Pelos dados que temos da fase 2, o nível de anticorpos está elevado, o que nos faz pensar que (a eficácia) é muito grande. O tempo (de duração do teste) vai depender de quanto vamos demorar para recrutar, mas muita gente quer participar", explicou Jorge Kalil, diretor do Instituto Butantã. Segundo ele, cartazes com explicações sobre o teste serão colocados nos centros de pesquisa. Pontos avermelhados no corpo e dor de cabeça estão entre os sintomas que podem aparecer em pacientes. Embora a vacina seja produzida com o vírus da dengue enfraquecido, os voluntários não correm o risco de ter a doença.

Vacina MenB é importante e está disponível apenas nas clinicas particulares

  • 11 Dez 2015
  • 19:04h

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Em maio de 2015, uma nova vacina foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil. A substância foi desenvolvida para imunizar o organismo contra a meningite bacteriana causadas por meningococos do patógeno do sorotipo B. Mas ela está disponível apenas nas clinicas particulares e que custa em média R$600 a R$800 a dose. A meningite é uma inflamação na membrana que envolve o cérebro e a medula espinhal. Cerca de 20% dos casos da doença é do tipo B e os sintomas são bastante semelhantes ao do tipo C, o mais comum. "O indivíduo afetado tende a desenvolver confusão mental, irritabilidade, febre, cefaleia, vômitos e letargia, além de abaulamento de fontanela em bebês", explica Luana Santiago, pediatra do Hapvida Saúde. Em crianças maiores de 1 ano, outro sintoma comum é rigidez de nuca.

 

Segundo a médica, o diagnóstico geralmente é feito pela anamnese e exame físico, porém, em alguns casos, podem ser necessários exames de imagem, como radiografias e tomografias, além de culturas sanguíneas. "O tratamento depende da etiologia da meningite e, sendo bacteriana, é feito antimicrobianos injetáveis em ambiente hospitalar", ressalta. Apesar de nova, a 'MenB' permite prevenir contra 81% dos meningococos B que circulam no Brasil, de acordo com informações do Ministério da Saúde. Ela é indicada a partir de 2 meses de idade e está licenciada para indivíduos até 50 anos de idade. Vale ressaltar que a vacina contra a meningite B não deve ser incluída no calendário de imunizações da rede pública porque, segundo o órgão federal, são, em média, apenas 150 casos desse tipo da doença, por ano, no país.
 

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Não faltará dinheiro para o combate ao Aedes aegypti, garante secretário de Saúde

  • 10 Dez 2015
  • 16:55h

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O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas Boas, afirmou que o governo federal garantiu a todos os secretários do Brasil que, mesmo com o contingenciamento de gastos, não faltará verba para o combate do Aedes aegypti – mosquito vetor de doenças como dengue, chikungunya, zika e associado ao aumento de casos de microcefalia. “É uma preocupação nacional a redução de recursos do ministério da Saúde. Entretanto, a presidente garantiu que para o combate do Aedes, não vai faltar recursos”, afirmou, durante a inauguração do Centro de Operações de Emergências em Saúde (veja aqui). Ainda de acordo com Vilas Boas, o governo tem trabalhado no combate ao mosquito em três frentes de trabalho: combate ao vetor, assistência às pessoas infectadas e educação e pesquisa. “Temos uma série de ações para cada um deles”, afirmou. Ainda de acordo com o chefe da Saúde, o centro “o centro vai ser responsável por centralizar as informações para o governo do estado e do ministério”. “Ele vai ser responsável por congregar especialistas da medicina em diversas áreas e continuar construindo o processo de passo-a-passo dessa nova doença que está se instalando em nosso país”, apontou, ao afirmar que o governo já fez a distribuição de larvicidas para toda a região do estado. “Os municípios que por ventura não receberam, devem se dirigir aos núcleos regionais de saúde para buscar a sua quantia”, pediu Fábio

Ministério da Saúde distribuirá repelente para gestantes de todo o país

  • 10 Dez 2015
  • 13:04h

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O ministro da Saúde, Marcelo Castro, anunciou nesta quarta-feira (9) que o governo federal distribuirá repelente para as gestantes de todo o país como uma das ações de combate ao surto de microcefalia associado ao zika vírus. A medida foi definida na terça em reunião do ministro com todos os governadores, em Brasília. "Vamos fazer uma parceria com o laboratório do Exército, que já produz repelente para os militares", disse Castro. De acordo com o ministro, embora as ações federais contra o surto de microcefalia e zika sejam prioritárias para o Nordeste, região mais afetada, as grávidas de todos os estados do país receberão o produto de forma gratuita. Castro não informou quando a distribuição será iniciada, mas disse que o laboratório do Exército trabalhará em sua capacidade máxima de produção para iniciar a oferta dos repelentes o mais rápido possível.