BUSCA PELA CATEGORIA "Saúde"

Contaminação do zika vírus pelo sexo é investigada pela OMS

  • 29 Jan 2016
  • 07:01h

(Foto: Reprodução)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) investiga a possibilidade de que o zika vírus esteja sendo transmitido em relações sexuais. Em uma declaração emitida ontem em Genebra, a entidade ressaltou que novas pesquisas estão sendo feitas para determinar a dimensão do risco. "Zika foi isolado no sêmen humano e há um caso de possível transmissão sexual pessoa a pessoa descrito", indicou a OMS. "Entretanto, mais evidências são necessárias para confirmar se o contato sexual é um meio de transmissão do vírus", afirmou a entidade. Outra opção que é estudada pela OMS é a transmissão por sangue. "Zika pode ser transmitido por sangue, mas esse é um mecanismo pouco frequente." O principal temor da OMS ainda reside na possível ligação entre a infecção e a microcefalia, disse a diretora-geral, Margaret Chan. "Os indícios são preocupantes", apontou, alertando ainda que sintomas neurológicos também têm sido registrados. "Pesquisas estão sendo feitas neste momento para tirar mais evidências sobre essa transmissão e entender melhor como o vírus afeta os bebês." Apesar disso, a OMS insiste que não há indícios de transmissão pelo leite materno e apela para que as mães continuem amamentando. No que se refere às grávidas, a entidade em Genebra pede que as mulheres sejam "cuidadosas" e visitem os médicos antes de viajar para regiões afetadas. Mas não faz nenhum tipo de recomendação sobre adiar gravidez. A recomendação oficial é combater o mosquito e usar repelente e roupas longas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Casal se inspira em índios e cria repelente natural aprovado pela Anvisa

  • 28 Jan 2016
  • 20:01h

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A vida harmônica dos índios com os mosquitos na selva serviu de inspiração para um casal de pesquisadores pernambucanos, que desenvolveram um repelente natural contra o temido mosquito Aedes aegypti. O produto recebeu, em 2015, a autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) como protetor eficiente e já está próximo de chegar a prateleiras de redes farmacêuticas. O produto usa plantas como alecrim, cravo, citronela e andiroba e é fruto de pesquisa do dermatologista Djalma Marques e da engenheira química Fátima Fonseca. Naturalista, Marques conta que, quando voltou ao Recife, em 2005, foram morar em uma região cercada por natureza, e começaram a enfrentar problemas. "Sentimos a necessidade da pesquisa pois vivíamos em área de muito mosquito, muita muriçoca. Os guris andavam dentro do mato e voltavam sempre picados. Como a gente não usa produto químico sintético, começou a tentar uma forma de fazer uma proteção natural testando uns óleos", afirma. Os dois criaram então uma empresa para pesquisar produtos naturais sem uso de nada sintético. Quatro anos depois de pesquisas informais, veio então o passo fundamental para a criação do repelente Biorepely: o financiamento do projeto pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.

 

Ajuda dos índios

O dermatologista relata que para chegar à fórmula do repelente contou com informações de índios que viviam à margem de rios e conviviam harmonicamente com os mosquitos. Fomos buscar com os índios o que tinham para viver lá, e, para nossa surpresa, soubemos que eles usam vários tipos de óleos. Perguntamos como eles aprenderam, e disseram que viam os próprios animais utilizar, pois roçam suas peles em árvores que têm óleo

Djalma Marques, dermatologista

Em paralelo, o casal pesquisou quais eram os microrganismos existentes na pele das pessoas que vivem no Brasil. Da pesquisa até a aprovação da Anvisa como repelente contra o mosquito Aedes aegypti foram seis anos, até o ano passado. "O repelente tem eficácia de duração de quatro horas. Um dos grandes segredos é que ele é um hidratante da pele. A pessoa pode usar quantas vezes quiser", afirma.

Grande procura

No final de 2015, com o surgimento das informações da microcefalia causada pelo zika vírus, os pedidos explodiram, e a empresa dos pesquisadores não deu conta: os 2.000 que existiam em estoque foram vendidos. O produto custa, na internet, cerca de R$ 40. O professor explica que, assim que tiverem matéria-prima, a produção será feita em grande escala. "Já tem rede de farmácia do Sul procurando."

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Ações contra Aedes precisam ir além dos locais de competição, dizem especialistas

  • 28 Jan 2016
  • 15:00h

(Foto: Reprodução)

A intensificação das medidas de combate ao Aedes aegypti anunciada pela prefeitura do Rio poderá até diminuir o número de pessoas infectadas pelos vírus da dengue, chikungunya e zika durante os Jogos Olímpicos, mas será insuficiente para impedir que visitantes sejam infectados e levem esses vírus para seus países de origem. Essa é a opinião de especialistas em infectologia ouvidos pela reportagem. De acordo com os médicos, uma ação bem-sucedida contra o mosquito requer recursos, empenho, amplitude e continuidade, fatores difíceis de convergir em pouco tempo. "Quando conseguimos eliminar o mosquito, nos anos 60, foi por causa de um trabalho que já vinha sendo feito havia décadas. Não é em sete meses, pensando apenas em um evento, que vamos resolver o problema. Mas é claro que essas medidas são melhores do que não fazer nada", opina Celso Granato, professor de infectologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). 

"Essas ações só terão algum efeito se forem feitas em uma área maior, e não só nos locais dos Jogos. O ideal seria que se cobrisse a maior área possível, mas acho difícil ter recursos humanos e financeiros para isso", diz ele. Para Edimilson Migowski, professor de infectologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), para ter eficiência a ação precisa ser feita "com competência" e ir além dos locais de competição. "O Aedes costuma viver em ambientes urbanos e prefere espaços fechados, onde há pessoas, como residências. É importante vistoriar instalações olímpicas e pontos turísticos, mas o mais importante seria combater criadouros nos locais de hospedagem dos turistas, como hotéis e albergues", diz.

Inverno

Segundo os infectologistas, o fato de os Jogos Olímpicos ocorrerem durante o inverno não garante que o Rio estará livre da circulação dos vírus transmitidos pelo Aedes. "Em um país tropical como o Brasil a circulação dessas doenças pode até diminuir nos meses mais frios, mas não para, porque não temos temperaturas muito baixas como no Hemisfério Norte. A transmissão continua no inverno, principalmente em Estados mais quentes, como o Rio e os do Nordeste", diz Granato. O especialista afirma que são altas as chances de a Olimpíada aumentar a disseminação do zika vírus pelo mundo. "Muitos turistas 'virgens ao vírus' virão para cá, serão contaminados e, quando voltarem aos seus países, poderão introduzir o vírus no local. No caso do Hemisfério Norte, há ainda o fato de agosto ser período quente. Seria um ciclo fechado. No sul da Europa e dos Estados Unidos já temos a presença do Aedes. Não acho difícil que haja surtos de zika nesses locais", afirma ele. Migowski ressalta que o que dificulta ainda mais o controle da circulação do zika vírus no mundo é o fato de a maioria das pessoas contaminadas não apresentar sintomas. "Cerca de 80% dos infectados não vão nem saber que tiveram a doença, o que impossibilitaria uma vigilância maior das autoridades sanitárias de cada país."

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Juiz goiano defende direito ao aborto em casos de microcefalia com risco de morte do feto

  • 28 Jan 2016
  • 14:01h

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O juiz Jesseir Coelho de Alcântara, titular da 1ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida de Goiânia, acredita que a interrupção da gravidez em casos de microcefalia com previsão médica de morte do bebê é "válida". "Se houver pedido por alguma gestante nesse caso de gravidez com microcefalia e zika, com comprovação médica de que esse bebê não vai nascer com vida, aí sim a gente autoriza o aborto", afirmou em entrevista à BBC Brasil. Alcântara já permitiu interrupção de gestações em casos de síndromes de Edwards e de Body-Stalk, anomalias que inviabilizariam a sobrevida do bebê fora do útero. "A anencefalia e a microcefalia severa, com morte no nascimento, são casos similares", avalia. Para o juiz, se a lei permite o aborto é permitido por lei em casos de fetos anencefálicos (mal que impede o desenvolvimento cerebral do feto), também se justifica em "gestações em que o feto comprovadamente nascerá sem vida", devido à microcefalia. Ele afirma que, para que tomar a decisão, são necessários três laudos médicos, mais parecer favorável do Ministério Público. No Código Penal, são previstas duas formas legais de aborto: em casos de risco de vida para a mãe ou em gestações resultantes de estupro. Em 2012, o STF admitiu uma terceira hipótese e a interrupção de gestações de fetos anencéfalos deixou de ser crime.

Grávidas com passagem para países com zika poderão cancelar voo

  • 28 Jan 2016
  • 12:04h

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Grávidas com passagem aérea comprada das companhiasTAM (brasileira) e LAN (chilena) para países da América Latina que tenham registrado casos de infecção pelo zika vírus poderão antecipar seu retorno ou cancelar a viagem sem custos adicionais. Em comunicado divulgado nesta terça-feira (26), o Grupo Latam, que reúne as duas empresas, oferece alternativas para gestantes com viagens internacionais para os seguintes países: Brasil, Colômbia, El Salvador, Guatemala, Guiana Francesa, Haiti, Honduras, Martinica, México, Panamá, Paraguai, Puerto Rico, Suriname e Venezuela. As passageiras grávidas que já chegaram a esses países poderão adiantar o retorno (sujeito à disponibilidade de assentos), sem cobranças adicionais. Já as gestantes com voos programados poderão alterar o destino do voo (sujeito ao pagamento de possíveis diferenças de tarifas) ou solicitar o reembolso do bilhete gratuitamente. Para usufruir dessas facilidades, a passageira deverá apresentar declaração médica mencionando o número de semanas de gestação. Os benefícios também serão concedidos aos acompanhantes que estejam viajando com a grávida no mesmo voo. O zika vírus está associado à microcefalia em bebês recém-nascidos, além de outras enfermidades. Autoridades de saúde dos Estados Unidos já recomendaram que gestantes evitem viajar ao Brasil e a países que tenham registrado casos do vírus.

Bebês com microcefalia receberão salário mínimo mensalmente

  • 27 Jan 2016
  • 14:13h

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O governo deve anunciar nos próximos dias uma medida que busca proteger famílias pobres com crianças portadoras de microcefalia. Os bebês terão direito a receber um salário mínimo por mês, desde que a família comprove renda mensal de até R$ 220 por pessoa. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a lista de municípios onde foram registrados casos da má-formação já foi repassada pelo Ministério da Saúde para que o Ministério do Desenvolvimento Social cruze os dados com o cadastro de benefícios sociais do governo. O recurso oferecido às crianças com microcefalia faz parte do Benefício de Proteção Continuada (BPC), que garante um salário mínimo mensal a idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência que não tenham como se sustentar e não podem ser sustentadas pela família. Sem incluir os casos do problema que pode estar ligado ao Zika vírus, o orçamento do BPC estima pagamento de R$ 48,3 bilhões neste ano. Com dados até 16 de janeiro, o último boletim do Ministério da Saúde registra 3.893 casos suspeitos de microcefalia no país. Para solicitar o benefício, é necessário agendar uma perícia no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Brasil e EUA planejam vacina contra zika; OMS teme proliferação do vírus

  • 26 Jan 2016
  • 20:02h

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O Brasil e os Estados Unidos planejam o desenvolvimento e a produção de uma vacina contra o Zika vírus. De acordo com o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Jarbas Barbosa, os dois governos devem costurar um acordo nesta semana, em Genebra. A iniciativa ocorre no momento em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) emite um alerta de que a doença deve se espalhar pela maior parte do continente americano (leia aqui). "Para esse desenvolvimento de uma vacina, poderemos estabelecer uma rede de cooperação com os Institutos Nacionais de Saúde americanos (NIH, sigla em inglês)", declarou Barbosa, que está na Suíça para reuniões na OMS. Segundo ele, a entidade americana reúne centros que já trabalham com o Brasil na vacina da dengue em desenvolvimento pelo Instituto Butantã de São Paulo. 

"Vamos ter uma conversa aqui em Genebra com os americanos exatamente para isso", revelou. Barbosa, porém, aponta que a aliança não estará fechada à participação exclusiva do Brasil e dos Estados Unidos. "Outros países poderão se unir. É uma preocupação global", disse. Ao jornal, a vice-diretora-geral da OMS, Marie Paule Kieny, apontou que os trabalhos "começam a ser feitos". Ela ressalta, porém, que a comunidade médica não pode esperar que um produto esteja no mercado em menos de um ano. "Enquanto isso, a medida que temos de adotar é a de fortalecer o combate ao vetor (o mosquito Aedes aegypti)", disse. A proliferação dos casos para 21 países também levou a OMS a convocar uma reunião especial em Genebra para quinta-feira. Será quando a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) vai apresentar as últimas informações e dados sobre a realidade da doença e o Brasil também deve se pronunciar no encontro. O novo cenário já fez a OMS assumir para si o combate à doença. No comando, Marie Paule disse que, neste momento, faz "um mapeamento de quem está fazendo o que na luta contra a doença".

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Número de casos suspeitos de microcefalia na Bahia sobe para 533

  • 26 Jan 2016
  • 15:21h

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O número de casos notificados de microcefalia na Bahia subiu para 533, de acordo com boletim da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). Os dados são de outubro de 2015 até a última segunda-feira (25). Até o dia 18 de janeiro, eram 496 casos suspeitos da doença no estado. É considerado microcefalia o nascimento de bebês com perímetro cefálico menor ou igual a 32 centímetros. Na Bahia, 93 municípios registram casos suspeitos.Salvador tem o maior número de incidência (309), correspondendo a 58% do total de casos. O maior número de mortes relacionadas à doença também é na capital baiana, onde três crianças já morreram. Foram notificados mais sete óbitos nos municípios de Camaçari (1), Itabuna (1), Olindina (1),  São Sebastião do Passé (1), Tanhaçu (1), Itapetinga (1) e Campo Formoso (1).A Sesab corrigiu o número de óbitos que constava no boletim divulgado no último dia 12. Segundo a pasta, as mortes anunciadas em Alagoinhas e Crisópolis, na verdade, correspondiam a registros em Salvador e São Sebastião de Passé. A Sesab informou as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika vírus, que é associado a casos de microcefalia. O governo diz que diversas ações de pesquisa e desenvolvimento tecnológico estão em curso para combater o mosquito, dentre elas, destaque para o teste rápido para dengue e chikungunya. A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) fará aquisição de 200 mil testes rápidos para que seja possível identificar os casos de dengue e chikungunya e, por exclusão e exames clínicos, diagnosticar a zika, visto que até o momento não há teste em escala comercial.

Agência da ONU sugere uso de tecnologia nuclear para combate ao Zika no Brasil

  • 26 Jan 2016
  • 07:02h

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Usar a radiação nuclear para eliminar ou reduzir a população do mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírus Zika, será um dos temas centrais que o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica da Organização das Nações Unidas (AIEA), Yukiya Amano, apresentará a vários países em viagem pelas Américas que começa na segunda-feira (25). "A tecnologia para a esterilização de insetos é muito eficaz na redução ou erradicação da população de mosquitos e outros portadores de doenças", explicou Amano. Segundo a Agência Brasil, o diplomata japonês recordou que a agência da ONU para energia atômica, que zela pelo uso pacífico da tecnologia nuclear, tem muita experiência nesta técnica para o controle de pragas. 

Amano destacou também que a organização tem capacidade para reagir com rapidez a crises deste tipo e deu como exemplo o surto de ebola na África em 2014. Na época, a agência enviou em poucas semanas uma missão aos países africanos afetados. Com o uso de tecnologia nuclear, o tempo necessário para diagnosticar o ebola nesses países foi reduzido de quatro dias para quatro horas. A esterilização nuclear de insetos já teve êxito contra a mosca tse-tse, na África, que transmite a chamada "doença do sono" em humanos e afeta também o gado. O diretor da agência da ONU lembrou, no entanto, que a entidade ainda trabalha na aplicação desta técnica sobre os mosquitos transmissores de outras doenças, como o Zika, e advertiu que o problema "não será resolvido da noite para o dia". Além disso, será necessário combinar a esterilização dos mosquitos com outras técnicas e medidas, como p uso de produtos químicos, armadilhas e redes, destacou Amano. Além do Panamá, ele irá à Costa Rica, El Salvador, Nicarágua, Guatemala e o México, com uma intensa agenda de contatos de alto nível.

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Turma da Mônica e Bombeiros lançam gibi com manual para evitar acidentes na praia

  • 25 Jan 2016
  • 20:03h

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Pensando nos perigos que as crianças podem enfrentar na água, Maurício de Sousa lançou, em parceria com bombeiros e ministério de saúde, uma revista especial com dicas de segurança nas praias. Os quadrinhos contam a história de uma viagem da turma ao litoral. Eles conhecem, então, o guarda-vidas Paulo, que alerta os personagens sobre aspectos que nem sempre são percebidos pelas crianças: placas de sinalização que informam locais perigosos, ataques de águas-vivas e correntes de retorno - que podem ocasionalmente levar a afogamentos.  O ministério da Saúde data que acidentes são responsáveis, todo ano, pela hospitalização de 122 mil crianças na rede pública de saúde e morte de, pelo menos, 4,5 mil. No total, 1,5 milhão de exemplares foram direcionados para distribuição gratuita em parias e locais de acesso, como pedágios por exemplo.

Saúde destina recursos para custeio de cirurgias eletivas em 18 municípios baianos

  • 25 Jan 2016
  • 17:03h

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O Ministério da Saúde determinou, em portaria publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (25), o remanejamento de recursos financeiros destinados ao custeio da execução dos procedimentos cirúrgicos eletivos na Bahia. A decisão considera estratégia para ampliação do acesso aos procedimentos no Sistema Único de Saúde (SUS), redefinida em julho de 2015. Estão incluídos na portaria os municípios de Alagoinhas, Candeias, Cansanção, Feira de Santana, Gandu, Irecê, Jequié, Lauro de Freitas, Madre de Deus, Muritiba, Paramirim, Santa Luz, Santo Antônio de Jesus, São Felix, São Sebastião do Passé, Vitória da Conquista, Iaçu e Itaberaba. A portaria ressalta ainda que o remanejamento não acarretará impacto financeiro para o ministério.

Meta de ir a todas as casas brasileiras para combate ao Aedes aegypti é adiada

  • 25 Jan 2016
  • 12:24h

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Diante da constatação de que não conseguiria cumprir a meta de visitar todas as casas brasileiras até o fim de janeiro, em busca de criadouros do mosquito Aedes aegypti, o governo decidiu adiar o prazo. Agentes de saúde e militares das Forças Armadas terão até o fim de fevereiro para cumprir o compromisso, assumido no fim de 2015 e considerado crucial para tentar evitar que o país enfrente no verão uma tríplice epidemia de dengue, chikungunya e zika. As ações também tentam conter o avanço da microcefalia. Uma das hipóteses dos pesquisadores e do próprio Ministério da Saúde é de que o aumento é causado pela infecção do zika da mãe para o bebê, ainda no período de gestação. O anúncio da prorrogação ocorreu um dia depois de uma reunião de emergência, convocada pela presidente Dilma Rousseff para discutir as ações de combate ao vetor. Descontente com o trabalho, ela cobrou da equipe reforço nas atividades. "Não foi uma reunião de emergência, muito menos de bronca", desconversou o secretário executivo substituto do Ministério da Saúde, Neilton Oliveira. "Mas de acompanhamento", completou. Ainda assim, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, iniciou ontem, no município do Crato, no Ceará, uma caravana de mobilização que deverá se estender pelo Nordeste. De 1º a 22 de janeiro, equipes conseguiram fazer 7,4 milhões de visitas no país para a eliminação de criadouros - o equivalente a 15,2% da marca que havia sido fixada pelo governo. O atraso é atribuído às dificuldades de se implementar nos Estados salas para controle das ações. Mesmo em ritmo lento, a realidade encontrada pelas equipes é bastante preocupante. Os índices de infestação nos locais visitados é de 3% (225 mil residências), marca tradicionalmente classificada como "situação de alerta" para surtos. A meta do governo é reduzir os índices de infestação para menos de 1%.

Que métodos funcionam contra Aedes? Veja diferença entre repelentes

  • 24 Jan 2016
  • 15:01h

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Ainda há muita dúvida sobre como se proteger individualmente das picadas do Aedes aegypti, vetor de dengue, zika e chikungunya. A grande variedade de repelentes disponíveis no mercado – só no Brasil, existem 122 com registro na Anvisa – faz a população se questionar se todos teriam a mesma eficácia contra o mosquito. Mesmo os especialistas e os órgãos reguladores divergem em suas recomendações. Este mês, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária pediu que a população denuncie repelentes que tenham falhado ou provocado efeitos adversos. Outras práticas disseminadas no país contra o Aedes, como o uso de vitaminas do complexo B, também geram confusão entre o público leigo. Veja perguntas e respostas sobre essas práticas:

 

QUAIS SÃO OS REPELENTES APROVADOS NO BRASIL?
Há 122 produtos registrados na Anvisa como repelentes para a pele. Eles têm quatro substâncias ativas:

- DEET (também conhecido como N,N-dimetil-meta-toluamida ou N,N-dimetil-3-metilbenzamida)

- IR3535 (também conhecido como etil butilacetilaminopropionato ou EBAAP)

- Icaridina (também conhecido como hidroxietil isobutil-piperidina carboxilato ou picaridina)

- Plantas do gênero Cymbopogon (citronela)

lista completa dos repelentes aprovados pela Anvisa pode ser acessada aqui.

TODOS TÊM O MESMO PODER CONTRA O AEDES?
Segundo a Anvisa, “todos os produtos registrados tiveram sua eficácia comprovada para ação em mosquitos da espécie Aedes aegypti”. É importante observar que o efeito de cada produto tem duração diferente e que as instruções de uso contidas no rótulo devem ser seguidas. Porém, a eficácia dos repelentes pode variar de mosquito para mosquito. Segundo a infectologista Nancy Bellei, coordenadora do Comitê Científico de Virologia Clínica da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), estudos realizados até o momento sugerem que a alternativa mais eficaz contra o Aedes sejam os repelentes a base de icaridina com concetração de 25%. No caso do DEET, por exemplo, os principais estudos de eficácia foram feitos com mosquitos Anopheles (vetor da malária) e Culex (o pernilongo comum) e mostram que repelentes a base de DEET com concentração de 15% são eficazes por 5 horas, em média. “Os estudos não foram feitos com Aedes e se referem a uma concentração maior que 15%. No Brasil, a maior parte dos repelentes a base de DEET tem concentração em torno de 10%, portanto não garantiriam essa proteção”, diz Nancy. A especialista cita ainda um estudo publicado em 2013 na revista científica “Plos One” que indica que o Aedes aegypti desenvolve um tipo de tolerância ao DEET quando exposto ao repelente por um período prolongado.

O QUE RECOMENDA A OMS?
Contra o Aedes aegypti, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda os repelentes à base de DEET, IR3535 e icaridina.

O QUE RECOMENDAM OS EUA?
Os Centros de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA (CDC) recomendam o uso de repelentes a base de DEET, IR3535 e icaridina, além de alguns produtos feitos com óleo de eucalipto-limão e para-mentano-diol.  

ÓLEO DE CITRONELA FUNCIONA?
Além de não ser recomendado pela OMS para combater o Aedes aegypti, há estudos que indicam que o óleo de citronela não tem eficácia contra o mosquito. Uma pesquisa publicada em outrubro de 2015 na revista “Journal of Insect Science” comparou o desempenho de produtos à base de citronela e outros ingredientes naturais contra aqueles à base de DEET. O resultado foi que produtos contendo citronela não tiveram nenhum efeito repelente significativo.

VITAMINA B AFASTA MOSQUITOS?
Não há nenhuma base científica que justifique o consumo de vitaminas do complexo B para afastar mosquitos, segundo a infectologista Nancy Bellei. Há, pelo contrário, estudos que comprovam que o uso desse recurso não tem qualquer efeito repelente.

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Caso raro: Bebê nasce com dois dentes e surpreende médicos

  • 24 Jan 2016
  • 11:01h

(Foto: Reprodução)

O nascimento de um bebê chamou a atenção de diversos moradores do município de Marilândia, no Espírito Santo. Rafaela de Oliveira Alanda nasceu com dois dentes, o que surpreendeu os médicos. Segundo os profissionais, o caso é raro. No entanto, a mãe da menina, Maria Luci Rodrigues, contou que não se surpreendeu, já que ela mesma também nasceu com dois dentes. "As pessoas olham, algumas têm medo, outras acham uma gracinha e tem as que ficam surpresas, as reações são diversas no início", contou em entrevista ao G1. O médico responsável pelo parto afetou que os dentes não afetam o desenvolvimento da criança, mas lembrou que o caso acontece em um em cada 3 mil bebês. "Precisamos ver se o dente pode gerar alguma consequência, como atrapalhar na amamentação, no ganho de peso e, consequentemente, no desenvolvimento da criança, caso não aconteça ele pode permanecer normalmente na boca. Em alguns casos nasce este dente antes do próprio dente de leite. Em relação aos outros que irão nascer, eles não atrapalham a formação", disse o pediatra Rafael Teixeira.

Saiba por que o Aedes aegypti é tão eficaz para transmitir doenças

  • 23 Jan 2016
  • 19:02h

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Primeiro foi a febre amarela, que matou milhares de brasileiros em epidemias no passado. Depois foi a dengue, que só em 2015 afetou mais de 1,5 milhão de pessoas no país. Recentemente, duas outras doenças se uniram à lista: chikungunya e zika. Todas são transmitidas pelo mesmo vetor: o Aedes aegypti. Mas por que esse mosquito se tornou uma ameaça tão grande? Por que ele é tão eficiente como transmissor de doenças? Segundo especialistas, parte disso tem a ver com o próprio processo evolutivo, no qual os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela se adaptaram bem ao organismo do Aedes aegypti e vice-versa. Essa espécie de mosquito se tornou muito suscetível a eles, ou seja, seu organismo oferece as condições adequadas para que eles se instalem.

 

“É o que chamamos de coevolução de vírus e mosquito. Eles vão se adaptando um ao outro. O inseto infectado tem que ter condições as apropriadas. Depende do número de partículas virais, se ele tem o receptor certo, se se multiplica bem, se o sistema imune dele combate um vírus, mas não outro etc.”, enumera Margareth Capurro, professora do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de São Paulo (USP). Mas há outros fatores que tornam o Aedes aegypti mais perigoso, disseminado e difícil de ser erradicado. Veja sete deles.

1- Convivência com o homem
O Aedes aegypti se acostumou a viver perto do homem. Ele se prolifera em áreas urbanas, especialmente naquelas com grande densidade populacional, ou seja, muita gente vivendo em pouco espaço. Também são insetos domiciliados, que preferem viver em ambientes internos, como o interior de casas e outras construções. Com isso, convivem ainda mais de perto com os seres humanos, ao mesmo tempo em que ficam protegidos das condições climáticas, o que favorece sua sobrevivência.

2- Apetite por sangue humano

O Aedes aegypti tem preferência pelo sangue de mamíferos, especialmente o de seres humanos. Mesmo na presença de outros animais, é o homem que ele vai preferir picar. “É a chamada antropofilia. Pode ter um monte de gatos e um ser humano em um ambiente, por exemplo. Ele vai picar o ser humano”, diz Marcos Takashi Obara, epidemiologista da Universidade de Brasília (UnB). Somente a fêmea do mosquito se alimenta de sangue, porque precisa dele para amadurecer seus ovos. Uma vez infectada, ela carrega o vírus para o resto da vida e pode transmiti-lo para várias pessoas. Aliás, é o que ela costuma fazer, inclusive em um curto espaço de tempo: após sugar o sangue de uma pessoa, ela pode picar outras pessoas no mesmo ambiente até ficar satisfeita. É por isso que é comum que várias pessoas da mesma família contraiam dengue, por exemplo, explica Margareth Capurro, da USP. “O Aedes é um mosquito que se assusta facilmente. Se alguém mexe, ele pode sair fora, mas se ele não estiver satisfeito, ele vai voltar e picar outras pessoas até encher o trato digestivo. Se estiver contaminado, vai infectar mais gente”, explica.

3- Picada indolor
O Aedes aegypti tem um anestésico na saliva, o que dificulta que a pessoa perceba quando está sendo picada. “No início, geralmente, você não percebe. Depois, quando você mata o inseto e ele explode, cheio de sangue, você vê que ele já picou”, afirma Margareth Capurro, da USP.

4- Alimentação de dia e à noite

Diferentemente de outros mosquitos, que só picam durante o dia ou durante a noite, oAedes aegypti pode se alimentar nos dois períodos. Na verdade, ele tem hábitos diurnos, mas com a presença de luz artificial, pode picar à noite também.

5- Variabilidade genética
Uma pesquisa recente do Instituto Butantan mostrou que o Aedes aegypti possui patrimônio genético muito rico e variável. Isso significa que eles têm um grande potencial para evoluir rapidamente e adaptar-se às adversidades.

6- Múltiplos ovos
Cada fêmea de Aedes é capaz de botar até 100 ovos de uma vez, e ela faz isso a cada cinco dias – o tempo de vida médio de um mosquito é em torno de 40 dias em laboratório e 20 na natureza. Outro agravante é que os ovos são distribuídos por diversos criadouros, o que aumenta a chance de sobrevivência e ajuda na dispersão da espécie. Além disso, a fêmea contaminada tem a capacidade de transmitir os vírus aos ovos, ou seja, os mosquitos já nascem infectados. Isso multiplica as chances de propagação.

7- Múltiplos criadouros

A grande quantidade de criadouros é outro fator que favorece a propagação do Aedes. De caixas d’água a vasos de plantas, de pneus a tampinhas de garrafa, qualquer lugar com água parada pode servir para a fêmea botar os ovos. Por isso, é tão importante eliminar ou fechar o acesso a esses recipientes. Marcos Takashi Obara, da UnB, lembra que a industrialização des centros urbanos aumentou ao longo dos últimos anos. “Hoje tem muito mais objetos de plástico, garrafas PET. Muitos desses materiais têm como destino as ruas, rodovias, terrenos baldios.” Mas nem a falta de água consegue barrar a reprodução do mosquito. Os ovos do Aedestêm a capacidade de sobreviver em recipientes secos por até um ano. Eles ficam adormecidos e basta terem contato com um pouco de água para eclodir. Então, não basta evitar de deixar água parada dos recipientes. Recomenda-se também limpar bem suas paredes. De acordo com o Centro para a Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, se forem eliminadas todas as larvas, pupas e adultos de um lugar, a população do mosquito pode se recuperar em apenas duas semanas, graças aos ovos. Assim que eles têm contato com água, continuam a se desenvolver.

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