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Pesquisadores da Ohio State University, nos Estados Unidos, identificaram o gene capaz de acelerar o processo de cicatrização de lesões e feridas. A proteína MG53 tem, entre suas funções, a de corrigir o dano celular e tecidual que ocorre em atividades cotidianas. "Todos os animais carregam essa proteína, que é quase idêntica neles, não importa em qual espécie", explicaram os autores do estudo, apresentado na quarta-feira (2), na 60ª Reunião Anual de BIophysical Society, nos Estados Unidos. De acordo com o Correio Braziliense, os autores também identificaram que o gene viaja por todo o sangue e auxilia na correção de lesões no corpo inteiro, como pele e pulmões, sem causar cicatrizes. O MG53 atua como regulador da migração das células que atuam no processo de cura das feridas, os fibroblastos, permitindo que elas ajam até não comprometerem a integridade do órgão. "Uma cicatriz enorme na pele pode parecer ruim, mas imagine que você tenha um ataque cardíaco e uma cicatriz no coração. Isso poderia ser letal", ilustrou Jianjie Ma, fisiologista na Universidade de Ohio e coautor do trabalho. Além das funções, os cientistas perceberam ainda que o MG53 atua com a proteína TGF-beta, também envolvida no processo de cura de feridas, mas com ação maisrápida no corpo, o que pode causar cicatrizes. Conforme mosotrou o experimento, se a quantidade de TGF-beta no sangue for maior do que a de MG53, as chances de formação de cicatrizes são maiores. Uma das alternativas terapêuticas que surgiram a partir desse resultado é inibir a TGF-beta e aumentar a ação do MG53, para potencializar a ação da proteína que age sem deixar marcas.
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirma que novos casos de transmissão sexual do vírus zika estão sendo examinados, na Argentina e na Nova Zelândia. Os dois novos incidentes se somam a três outros países onde a transmissão por relações sexuais já teria sido constatada: França, Itália e Estados Unidos. Em seu informe semanal, publicado nesta quinta-feira, 10, a OMS faz um novo balanço do surto de zika pelo mundo. Mas reforça o alerta que havia feito no início da semana ao apontar que a picada do mosquito Aedes aegypti pode não ser a única forma de transmissão. Segundo a diretora da OMS, Margaret Chan, essa forma de contágio poderia ser "mais comum do que se pensava originalmente". Nesta quinta-feira, o novo informe da agência de Saúde da ONU confirma a tendência. "Informes sobre possível transmissão sexual do vírus zika na Argentina e Nova Zelândia estão sob investigação, somando-se a informes anteriores da França, Itália e EUA", indicou a OMS. Como medida de prevenção, a entidade sugeriu que mulheres grávidas não viagem para locais com surtos de zika. Mas também recomendou aos parceiros sexuais dessas mulheres que, se visitarem os locais afetados, usem preservativos ao retornar para seus locais de origem na relação com as mulheres grávidas. A suspeita da OMS é de que, se o vírus sobrevive poucos dias no sangue, ele poderia ter uma vida mais longa no sêmen, saliva ou na urina. Em um dos testes realizados, ele foi encontrado 19 dias depois da infecção. Entre 2007 e 2016, a OMS indica que a transmissão do zika foi "documentada em um total de 55 países e territórios". No atual surto, que começou em 2015, foram 41 países afetados. Um novo caso foi registrado na Nova Caledônia. Mas a investigação ainda não determinou se é um caso autóctone ou importado. A OMS indica que 6.158 casos de microcefalia ou má formação no sistema nervoso central foram registrados entre outubro de 2015 e 5 de março de 2016, incluindo 157 mortes. "Essa taxa se contrasta com a média anual de 163 casos de microcefalia", disse. A taxa nos 15 Estados com casos confirmados de zika é de 2,8 casos para cada 10 mil nascimentos. Nos locais sem o surto, a taxa cai para apenas 0,6 casos por 10 mil nascimentos. Dos 6158 casos, investigações foram concluídas em 1927 casos e 745 foram confirmados com zika. Do total de 157 mortes, 37 foram casos confirmados de casos de microcefalia ligado ao vírus. Hoje, a OMS já indica que o zika tem uma "forte possibilidade" de ser o responsável pelos casos de microcefalia e indica que casos similares estão sob investigação na Colômbia.
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Criada pelo "National Institutes of Health's National Cholesterol Education Program", nos Estados Unidos, a dieta Therapeutic Lifestyle Changes (TLC) visa a diminuição do LDL, mais conhecido como mau colesterol, em seis semanas. O objetivo do TLC, Mudanças Terapêuticas no Estilo de Vida, em tradução livre, é diminuir em até 8% o colesterol ruim do organismo. O programa é rico em frutas, legumes, grãos integrais, laticínios com pouca ou sem gordura, peixe e aves sem pele. Enquanto alimentos como carnes vermelhas, laticínios integrais e frituras devem ser evitados. Assim como em outros casos, a dieta TLC deve ser acompanhada por um nutricionista, que poderá ajudar no cálculo da necessidade energética de cada paciente, montando o cardápio adequado a cada perfil. De acordo com a revista Exame, o cálculo leva em conta se o paciente pretende apenas controlar o colesterol ou também perder peso.
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O lancheiro Robson Souza Pureza, de Terezópolis, no Rio de Janeiro, foi visitar os parentes em Salvador junto com a mulher, Raquel Silva de Andrade. No momento da viagem, em junho de 2015, a cidade estava passando por um surto de zika vírus, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Robson adoeceu, mas os sintomas persistiram por apenas poucos dias de maneira quase branda. Raquel também teve indisposições enquanto estava na cidade. De volta a Terezópolis, ela apresentou sinais de estar infectada pelo zika vírus, como coceiras no corpo e, quando foi ao médico tentar esclarecer, descobriu, de surpresa, estar grávida de dois meses. Naquele momento, o zika vírus não estava associado como causador de microcefalia, e Raquel seguiu despreocupada com a gestação. Em uma ultrassonografia morfológica, no quinto mês de gravidez, uma alteração foi detectada no bebê. “Nós nos perguntávamos o que seria aquilo”, conta Robson. “Fizemos outra ultrassonografia morfológica e tornamos a ver o problema." “Quando apareceu uma calcificação no cérebro, o médico disse que a cabeça dele não estava compatível com o tamanho da gestação”, explica. “Pelo tempo de gravidez, a cabeça devia estar um pouco maior”. Pelas características da alteração, o médico que acompanhava Raquel pensou se tratar de sequelas de toxoplasmose, já conhecido como causador da malformação. O exame para detecção foi pedido e veio negativo para essa doença e também para o citomegalovírus, que também provoca microcefalia.
Um mês depois, conta Robson, eles começaram a ver notícias de que o zika vírus poderia estar causando o aumento de casos de microcefalia. “Depois que veio à tona na televisão e jornais que foi cair a ficha que ela podia ter sido causada pelo zika”. Em um momento difícil de saúde pública do Rio de Janeiro, com muitas greves, Robson e Raquel tiveram de pagar todos os exames para identificar o problema no bebê. “E a gravidez dela foi de alto risco”. Com a dificuldade de fazer o acompanhamento em Terezópolis, eles tiveram de se locomover até a capitalpara ter acesso aos médicos. Pedro Emanuel nasceu em 12 de fevereiro, com 49 centímetros, 3,347 kg e 31,5cm de perímetro cefálico. Ficou uma semana internado na UTI neonatal. O amor pelo bebê é nítido. “Para nós, ele é uma criança normal, apesar de a medicina não achar. Nós o amamos muito, com certeza”, declara o pai. Robson conta que Pedro Emanuel toma um remédio para evitar convulsões, e uma vitamina. Um dos braços do bebê ainda não responde aos movimentos normais para a idade. Dentro de três semanas, no entanto, eles devem começar o tratamento multidisciplinar no Rio de Janeiro. "Cremos que Deus dá a cruz que podemos carregar, então nessa dificuldade estamos fazendo o nosso melhor. Ele é observado por nós 24h por dia, qualquer chorinho já estamos em cima para ver a reação", conta o pai.
“Luto pelo filho ideal e construção de vínculo com o filho real”
Neuropsicóloga e especialista em cuidados com crianças com deficiência, Débora Moss explica que toda mãe sonha com um bebê perfeito. “Quando o filho não tem nenhuma deficiência, é muito mais fácil o ajuste à rotina do bebê do que se imaginava com o que está na frente”, conta. Há casos de mães de bebês com microcefalia com dificuldade para se adaptar à nova vida. “Quando o bebê nasce com alguma deficiência, acontece um processo de luto. É abrir mão do filho que se sonhava, que se tinha expectativa”, explica Débora, que também é mestre em psicologia do desenvolvimento pela Universidade de São Paulo (USP). “É um luto pelo filho ideal e a construção desse vínculo com o filho real. Isso acontece com qualquer mãe." O acompanhamento psicológico é necessário para muitas mães que passam por essa situação. “Há a fase de negação, exatamente como as etapas do luto. Fase da raiva, depois um processo de aceitação e até mesmo de resiliência”, detalha a neuropsicóloga. Segundo Débora, o ideal é fazer psicoterapia em grupo, já que dessa forma o psicólogo pode fazer um acolhimento de todas as angústias das mães, e há também a troca de experiência entre elas. “Há mães que já passaram por uma fase e outras que estão vivendo aquela ainda, então há a troca de experiências”. Ouvir e acolher os sentimentos de culpa, de revolta e de dificuldade de fazer vínculo com o bebê evita a superproteção ao bebê, que pode ser nociva para seu desenvolvimento. “É normal ter sentimentos de ‘amo e odeio’, ‘não aceito e aceito’, ‘amo do jeito que é e não amo do jeito que é’. Há muitos sentimentos assim e, muitas vezes para se proteger disso, a mãe cria uma superproteção que gera angústia para elas e prejudica o bebê." Uma das dificuldades enfrentadas pelas mães de bebês com microcefalia é que, muitas vezes, a forma em que eles se desenvolvem é diferente das fases esperadas para um bebê sem microcefalia. “Um filho sem deficiência, muitas vezes dá sinais claros para a mãe nessa comunicação. Ele passa a falar em algum momento, consegue se comunicar”, explica Débora. “Quando o bebê tem microcefalia, dependendo do grau ele tem mais dificuldades, às vezes a forma de se comunicar é não verbal, e muitas vezes não é rápida”, diz ela, ressaltando que cada bebê tem seu tempo. “É uma criança que não tem nenhuma referência”, diz a psicóloga, explicando que, quando o bebê não tem microcefalia, se espera que ele aja de algumas formas em determinadas fases da vida. “Não é algo que a mãe vê no primo ou sobrinho, que, quando tem alguma dúvida sobre o desenvolvimento da criança, vai na comadre, na vizinha ou na internet”, diz. No caso da microcefalia, explica a psicóloga, o bebê é único. O acompanhamento psicológico para a família que cuida do bebê é importante para estabelecer um bom vínculo e livrar a mãe de qualquer tipo de culpa ou dificuldades. Além disso, o seguimento com uma equipe multidisciplinar é fundamental. “É um trabalho com a criança e com a família. Ela vai ser avaliada para ver o que precisa naquele momento de vida dela. Conforme vai crescendo, outras demandas vão surgindo”, completa.
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Uma nova ajuda para as pessoas que querem largar o vício no cigarro surgiu. Nesta sexta-feira (11), um grupo de pesquisadores norte-americanos divulgou que desenvolveu uma vacina para eliminar o efeito da nicotina no corpo. O remédio treina o organismo a atacar as moléculas dessa substância antes que ela chegue ao cérebro. Sem o efeito prazeroso do cigarro, o fumante consegue largar o vício mais rapidamente. Essa versão da vacina tem 60% de eficiência, se comparada às anteriores que possuiam o mesmo objetivo.
Testes
A equipe liderada pelo químico Nicholas Jacob testou em ratos um mecanismo diferente, treinando o sistema imunológico a atacar a nicotina. Ele perceberam que, com níveis corretos de proteínas transportadoras e moléculas de nicotina, os animais desenvolvem uma resposta imunológica eficiente. E ainda deixaram os ratos um pouco nauseados ao receber uma dose extra de nicotina. Os estudiosos ainda vão testar se o medicamento provoca o mesmo efeito em seres humanos.
Perigo
Dez mil pessoas morrem por dia em decorrência do consumo de cigarro em todo o mundo, totalizando cerca de seis milhões de pessoas por ano. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgados em maio do ano passado, o tabaco é a principal causa de morte, seguida pelo álcool e pela inalação indireta do fumo, que atinge indivíduos que convivem com fumantes. Apesar dos números alarmantes, Salvador é a capital brasileira com o menor índice de fumantes. De acordo com informações do Ministério da Saúde, 5,2% da população adulta declara fazer uso do cigarro.
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Ianka Mikaelle Barbosa, de 18 anos, com sua filha Sophia, de 18 dias, que nasceu com microcefalia (Foto: Reuters/Ricardo Moraes)
Ianka Barbosa estava grávida havia 7 meses quando descobriu que seu bebê tinha microcefalia, uma malformação craniana. Antes mesmo de o bebê nascer, o pai da criança já tinha ido embora. Ianka, de 18 anos, atribui o rompimento à doença, que os médicos acreditam ter ligação com o vírus da zika, que ela contraiu durante a gestação. "Acho que, para ele, é minha culpa o bebê ter microcefalia", disse ela embalando Sophia, de duas semanas, na casa de tijolos expostos onde agora mora com seus pais na Paraíba, no nordeste do país. "Quando eu mais precisava de ajuda, ele me largou". A casa, que fica de frente para um córrego poluído à beira de uma vizinhança pobre, agora abriga nove pessoas. Só o pai de Ianka tem emprego, trabalhando ocasionalmente em construções. Seu ex-companheiro, Thersio, diz que não vê Sophia, mas evita falar sobre a microcefalia e culpa os pais de Ianka pela separação. "Eu deixei ela escolher, você é mulher dos seus pais ou é minha... e ela escolheu os pais."
Mães solteiras são comuns no Brasil, onde alguns estudos mostram que até 1 de cada 3 crianças de famílias pobres crescem sem o pai biológico, mas os médicos na linha de frente do surto de Zika se dizem preocupados com o número de mães de bebês com microcefalia que estão sendo abandonadas. Em um país no qual o sistema de saúde está sobrecarregado, o aborto é proibido e o vírus afeta mais os mais pobres, um pai ausente é mais um fardo para mães lutando para criar uma criança que pode nunca andar ou falar. Em uma clínica especializada em microcefalia de Campina Grande, na Paraíba, a psicóloga Jacqueline Loureiro ajuda mães a lidar com o estresse e o trauma. Das 41 mulheres que ela aconselha, somente 10 recebem apoio financeiro ou emocional adequado de seus companheiros, disse. "No começo, muitas das mulheres dizem que têm um companheiro, mas à medida que você as conhece percebe que o pai nunca está por perto e que o bebê e a mãe na prática foram abandonados", afirmou. Até a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarar o aumento de casos de microcefalia e outros problemas neurológicos possivelmente associados ao vírus da zika uma emergência de saúde pública mundial no dia 1º de fevereiro havia pouco interesse na malformação e nenhuma informação sobre o ônus sobre os pais. Mas estudos sobre crianças com outras necessidades especiais mostram que a doença aumenta substancialmente a chance de separação de casais. A secretária da Saúde de Campina Grande, Luzia Pinto, disse à Reuters que a cidade planeja fornecer moradia para as mães e as crianças com microcefalia por meio de um programa habitacional do governo para auxiliar o enfrentamento da crise. Ela também garantiu que uma psicóloga foi contratada na clínica para dar apoio às mães
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Uma combinação de dois medicamentos pode diminuir muito ou eliminar alguns tipos de câncer de mama em apenas 11 dias, de acordo com médicos britânicos. Eles dizem que a descoberta “surpreendente”, apresentada na Conferência Europeia de Câncer de Mama, pode significar que algumas mulheres não irão precisar de quimioterapia. As drogas, testadas em 257 mulheres, atacam uma fraqueza específica encontrada em 1 a cada 10 casos de câncer. Segundo especialistas, a descoberta é um passo importante para cuidados sob medida para o câncer. Os médicos que coordenaram os testes não esperavam - nem sequer pretendiam - alcançar resultados tão significativos. Eles estavam pesquisando como as drogas mudavam o câncer na breve janela entre o diagnóstico de um tumor e a operação para removê-lo.
Mas no momento da operação, não havia mais sinais de câncer em algumas pacientes. Judith Bliss, do Instituto de Pesquisa do Câncer de Londres, disse que o impacto da descoberta seria “dramático”. “Ficamos especialmente surpresos com essas descobertas já que foi um teste de curto prazo. Ficou claro que alguns tiveram uma resposta completa. É muito intrigante, é muito rápido”, disse à BBC.
Tipo de câncer
As drogas usadas foram lapatinib e trastuzumab, essa última mais conhecida como Herceptin. As duas têm como alvo a HER2, proteína que acelera o crescimento de alguns cânceres de mama em mulheres. O Herceptin age na superfície de células cangerígenas, enquanto o lapatinib consegue penetrar dentro da célula para ‘desligar’ a HER2. O estudo, que também ocorreu em hospitais do NHS (o SUS britânico) em Manchester, deu o tratamento a mulheres com tumores medindo entre 1 e 3 cm. Em menos de duas semanas de tratamento, o câncer desapareceu completamente em 11% dos casos, e em outros 17% ele ficou menor que 5mm. Atualmente, quem tem câncer de mama HER2 positivo tem mais chances de reincidência. “Teríamos que ter certeza de que não estamos dando um passo atrás e aumentando o risco de reincidência”, acrescentou Bliss. “Esperamos que esse teste particularmente impressionante com essa combinação sirva para darmos um passo além em direção a uma era com mais tratamentos personalizados para câncer de mama HER2 positivo”, disse Delyth Morga, presidente-executiva da Breast Cancer Now. “Uma resposta tão rápida ao tratamento pode dar ao médicos, em breve, uma capacidade sem precedentes de identificar mulheres que respondam tão bem (ao tratamento) que nem precisem de quimioterapia". Hoje, acredita-se que o que chamamos de “câncer de mama” seriam dez doenças diferentes, cada uma com causa, expectativa de vida e tratamento necessário diversos. Conseguir combinar as fraquezas específicas de cada tumor com drogas que as ataquem é considerado o futuro do tratamento do câncer. Os cânceres de mama, em particular os tumores HER2 positivos, estão na linha de frente desta revolução no tratamento. Arnie Purushotham, do Cancer Research UK, que financiou o estudo, disse: “Esses resultados são muito promissores se se sustentarem em longo prazo, e podem ser o primeiro passo em achar uma nova forma de tratar este tipo de câncer.”
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A 'pílula do câncer', aprovoada pela Câmara dos Deputados nesta semana, pode colocar em risco população, sistema de regulação sanitária e a reputação da indústria farmacêutica no país. A observação é do presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Jarbas Barbosa. "A autorização do uso de remédios tem de ser precedida por pesquisa para comprovar sua eficácia e segurança. Não podemos encurar caminho apenas recorrendo ao lobby no Congresso", disse. Barbosa ressaltou que a fosfoetanolamina sintética não tem registro na Anvisa, nem nunca foi alvo de pesquisas para que suas eficácia e segurança fossem comprovadas. "Ele preencheria precondições para estudo prioritário: é produto inovador, desenvolvido no Brasil e destinado a uma doença de grande impacto para saúde pública. Estaríamos abertos a essa análise, mas ela nunca foi requisitada", acrescentou. O projeto segue para o Senado e a expectativa da Anvisa é, junto com o Ministério da Saúde, conseguir convencer senadores a impedir a aprovação da proposta.
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Na Bahia, desde outubro de 2015 até o dia 5 de março de 2016, foram notificados 863 casos suspeitos de microcefalia com perímetro cefálico menor ou igual a 32 centímetros. Os casos suspeitos foram notificados em 144 municípios, e Salvador continua com o maior número, são 406. A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep), informou que 254 casos suspeitos já foram investigados com a realização de exames de imagem, sendo que, desses, 156 foram confirmados. Foram notificados 23 óbitos, nos seguintes municípios: Alagoinhas (1); Barro Preto (1); Camaçari (3); Cravolândia (1); Campo Formoso (1); Crisópolis (1); Itabuna (1); Itapetinga (1); Olindina (1); Salvador (7); Tanhaçu (1); Senhor do Bonfim (1); Esplanada (1); Feira de Santana (1); Presidente Tancredo Neves (1). Em relação ao último boletim, a Secretaria de Saúde de Eunápolis retificou a notificação de óbito cuja causa, inicialmente, teria sido microcefalia e não foi. A Secretaria da Saúde de Cruz das Almas também retificou o local de residência do óbito para Camaçari.
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Uma nova regra da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pode dispensar a receita médica para medicamentos tarja vermelha. Desta forma, tais substâncias serão vendidas como OTCs - over the counter, ou "em cima do balcão", são aqueles para dor em geral, relaxamento muscular, gripes e resfriados, entre outros. À Folha, o presidene da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip), Jonas Marques, afirmou que a resolução, se aprovada, pode aumentar o número de OTCs vendidos. Além de acelerar a entrada de novos medicamentos sem prescrição no mercado, já que a legislação prevê a aprovação do princípio ativo - então, não seria necessário que as fabricantes entrassem com um pedido diferente. Para o professor titular da Unifesp e presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, Antonio Carlos Lopes, o crescimento do mercado de OTCs é reflexo do sistema de saúde oferecido, por não haver médicos para atender a todos. "Se o médico receitou, a pessoa pode usar. Mas é fundamental se consultar de tempos em tempos para garantir que os medicamentos sem prescrição que são usados regularmente podem ser ingeridos sem risco", recomendou. A indústria, por outro lado, avalia como um "autocuidado" do paciente, que conhece seu próprio corpo e é capaz de tomar decisões, como a escolha de um analgésico para dor de cabeça. "A classe médica se incomoda com a divulgação de informações sobre remédios para o consumidor, e nós seguimos as regras da Anvisa de que o tom tem que ser muito mais explicativo do que vendedor", opinou Cesar Bentim, diretor da unidade de medicamentos isentos de prescrição do Aché Laboratórios. De acordo com a publicação, os riscos à saúde são baixos, mas são mais minimizados ainda quando são tomados alguns cuidados: ler a bula, tomar o medicamento enquanto houver sintoma e nunca tomar dois remédios com o mesmo princípio ativo. Se os sintomas piorarem e houver surgimento de dores agudas ou de efeitos colaterais, o uso deve ser interrompido.
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Entre 2005 e meados de 2014, mais de 100 mil casos de sífilis foram registrados entre gestantes no Brasil. Ao longo do ano de 2013, a taxa de detecção da doença em mulheres grávidas era de 7,4 infecções para cada mil nascidos vivos, com um total de 21.382 casos. Já em 2014, apenas nos primeiros seis meses, dados preliminares apontam um total de 28.226 infecções, o que resultaria em uma taxa de detecção de cerca de 9,7 casos em gestantes para cada mil nascidos vivos. Dados relacionados especificamente à sífilis congênita (transmitida pela mãe ao bebê) revelam que, entre 1998 e junho de 2014, mais de 104 mil crianças menores de 1 ano foram infectadas pela doença. Em 2013, foram notificados 13.704 casos, com uma taxa de incidência de 4,7 para cada mil nascidos vivos. Já no primeiro semestre de 2014, dados preliminares apontam um total de 16.266 infecções, o que resultaria em uma taxa de detecção de 5,6 casos para cada mil nascidos vivos. Para 2016, o governo trabalha com a projeção de que as notificações de sífilis em gestantes cheguem a quase 42 mil casos no país, enquanto as infecções por sífilis congênita devem superar 22 mil casos entre menores de 1 ano. O cálculo foi feito com base no aumento percentual registrado entre 2012 e 2013, de 25% e 18%, respectivamente.
Penicilina
Os dados fazem parte de uma nota informativa assinada pelo epidemiologista Fábio Mesquita, atual diretor do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. No documento, ao qual a Agência Brasil teve acesso, Mesquita trata da urgência para aquisição da penicilina cristalina, medicamento utilizado como tratamento padrão em casos de infecção por sífilis e de relevante impacto na saúde pública. O texto destaca que, desde 2014, o departamento busca uma solução para a situação de desabastecimento do remédio que ocorre em diversos municípios brasileiros. De acordo com a nota, um levantamento feito em janeiro deste ano revelou que 60% dos estados relataram desabastecimento de penicilina. A principal causa apontada para a dificuldade na aquisição é a falta de matéria-prima para a produção do medicamento. O documento relata diversas tentativas, por parte do governo brasileiro, de comprar o remédio e chega a citar casos de recusa de empresas em readequarem seus preços; pregões fracassados por incapacidade de produção da indústria farmacêutica; e recusas de empresas em assinar contratos com cláusulas de garantia de fornecimento. A única aquisição em andamento e com cronograma de entrega foi feita por meio de cooperação técnica junto à Organização Pan-Americana de Saúde e envolve 2 milhões de frascos para tratar sífilis em gestantes. A previsão inicial é que o medicamento comece a ser entregue este mês, mas o próprio departamento alerta que o produto precisa passar por certificação em um centro de referência na Bélgica e que haverá possível atraso. A nova previsão seria abril ou maio deste ano.
Sexo e camisinha
Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador da Sociedade Brasileira de Infectologia, Hélio Arthur Bacha, acredita que parte do aumento de casos de sífilis no país estaria relacionada à melhoria no registro das infecções e, consequente, redução na subnotificação. Ele alerta, entretanto, que o padrão de comportamento sexual do brasileiro apresentou mudanças nos últimos anos, com mais pessoas se expondo a situações de risco. “Qualquer infectologista percebe isso em seu consultório. Temos um aumento de pessoas que fazem sexo sem prevenção”, disse. Para ele, o surgimento de antirretrovirais potentes, que permitem uma sobrevida maior e convivência com o vírus HIV, reduziu o temor da população em relação à Aids e a doenças sexualmente transmissíveis. “Há uma regra que diz que quem tem uma DST tem outras. Quem transmite HIV pode transmitir sífilis, gonorreia, hepatite B e outros”, completou. Diante do atual cenário, o especialista defende campanhas de prevenção que tenham como público-alvo populações com comportamento de risco, além de políticas que incluam, por exemplo, o fornecimento de penicilina profilática (tratamento preventivo oferecido em situações de exposição, sem a necessidade de diagnóstico para confirmação da doença). Para isso, seria necessário que o abastecimento do remédio fosse reestabelecido. “Uma parcela da nossa população tem práticas sexuais que nem sempre acontecem de maneira convencional. São pessoas que fazem sexo com múltiplos parceiros, que se expõem a práticas sexuais onde não há prevenção, que só chegam ao orgasmo por meio do sexo desprotegido ou que se relacionam com parceiros desconhecidos”, explicou. O infectologista destacou ainda a necessidade de treinar profissionais de saúde para identificar comportamentos de risco e melhorar a qualidade do atendimento e do monitoramento no pré-natal. “A sífilis não é uma doença que, uma vez adquirida, dá imunidade. Ela pode ser tratada e, seis meses depois, contraída novamente. Você pode pegar sífilis inúmeras vezes. O que mais leva à transmissão de mãe para filho, por exemplo, é a sífilis aguda na gestação. A mulher está grávida, se infecta durante a gestação, trata a doença e, três meses depois, pega de novo. Por isso, temos que identificar essa população e fazer um controle melhor.”
Ministério da Saúde
Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que fechou este mês a compra de 2,7 milhões de frascos de penicilina para abastecer emergencialmente os estados. A pasta garante que os primeiros lotes chegam ao Brasil ainda em março e reforça que o problema de desabastecimento é global e deve-se à falta da matéria prima, produzida apenas na China e na Índia. Sobre o aumento no número de casos, a nota destaca que a melhoria da vigilância resultou em maior número de casos notificados. Cita ainda uma melhoria de diagnóstico da doença, após o início da utilização de testes-rápidos. Em 2015, segundo o ministério, foram distribuídos 6,1 milhões de testes-rápidos para sífilis, contra 2,9 milhões em 2013 e 31,5 mil em 2011. “Uma mudança no comportamento sexual da população também ajuda a explicar o aumento de casos: de acordo com a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira, divulgada em janeiro de 2015, 45% da população sexualmente ativa do país não havia usado preservativo nas relações sexuais casuais nos últimos 12 meses. Esse percentual era 52% em 2004”, concluiu a pasta.
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Com objetivo de seguir recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde mudará o protocolo para notificações de microcefalia, estabelecendo parâmetros diferentes para meninos e meninas. De acordo com o site Bem Estar, meninas com circunferência craniana menor que 31,5 cm e meninos com medida menor do que 31,9 cm passarão a ser notificados como ocorrência da síndrome. No início do surto da doença no Brasil, todos os bebês com perímetro cefálico menor que 33 cm eram notificados como microcefalia. Depois, em dezembro de 2015, o ministério alterou esse parâmetro, que passou a ser de 32 cm, sempre desconsiderando o sexo das crianças. O Ministério da Saúde ainda não definiu quando a mudança entrará em vigor.
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Não sei você, mas uma das coisas que me deixou mais bravo nesse vai e vem - do que é ou não é saudável - foi com relação à gordura saturada. Primeiro, a indústria da dieta nos convenceu de que qualquer gordura é nociva e espalhou por aí que para ser saudável basta estampar a informação “0% de gordura” no rótulo. Além de não te contar que para diminuir os componentes gordurosos eles ampliam a quantidade de açúcar, isso acabou espalhando a má fama de um alimento que é benéfico para a nossa saúde: a carne. O que me deixou “p” de verdade foi que, com isso, condenamos um ritual que, com alguns ajustes, pode ser muito bom para o bem-estar. Por isso, amigo leitor, hoje é dia de absolver o churrasco.
Mas não qualquer churrasco.
Aqueles que são batizados com litros de bebidas alcóolicas, que inundam a grelha com embutidos de toda a sorte, que disponibilizam quilos de pão de alho e salgadinhos como companhia da picanha estes, obviamente continuam na berlinda. Mas existem estratégias simples que agregam qualidade nutricional a este evento, que costuma ser muito utilizado para celebrar festas e conquistas em família. Pedi então que Dr. Roberto Franco do Amaral Neto, médico-consultor da Jolivi, traçasse o caminho para um churrasco do bem. Ele apresentou 5 ajustes simples e infalíveis que hoje divido com vocês... Antes da receita, só reforço que não quero com isso ofender os vegetarianos e veganos que acompanham a Jolivi. Nós aqui respeitamos profundamente todas as pessoas que, por filosofia, consciência ou necessidade defendem as suas dietas com restrições. Mas Dr. Roberto avalia que a melhor maneira de ser médico é aquela que não demoniza nenhum alimento ou macronutriente. E por isso o conteúdo de hoje é para tentar trazer mais bem-estar para os amantes de churrasco (confesso que estou nessa turma) Aos caminhos do churrasco, com as respostas do nosso consultor:
1) Com qual carne eu vou?
Um churrasco saudável é aquele que equilibra a oferta de proteínas, gorduras e carboidratos. A proporção indicada é de 30 a 40% de carboidrato, sendo os maisindicados arroz integral, batata doce, abobora, cenoura, mandioca e mandioquinha (cozidas e não fritas), além das frutas in natura. Os outros 60% podem ser provenientes de gorduras e proteínas. Essa distribuição de dosagens dos macronutrientes ficou conhecida por meio de um programa alimentar chamado de Dieta da Zona (sem pensar besteira, por favor). As pesquisas mostram que este modelo alimentar é um dos mais eficientes para controlarmos a produção de um hormônio chamado insulina. Em doses elevadas, a insulina favorece o estoque de gordura no corpo, em forma de obesidade e barriga de chope, além de ser o primeiro passo para odiabetes. Dito isso, vamos agora falar da escolha da carne. Todas podem ser boas opções, incluindo a carne de porco. A carne de porco ficou estigmatizada, principalmente, pelas péssimas condições de criação dos suínos no passado. Isso causou inúmeros casos de teníase - uma larva típica do porco e que se aloja no intestino - podendo trazer complicações mais serias para a saúde. Hoje, com a maior profissionalização do segmento, o consumo é indicado da mesma forma que fazemos para a carne de vaca e frango. Mas é sempre bom procurar fornecedores que você conheça a procedência e a forma de criação dos animais. Voltando aos porcos, o lombo e o pernil - por exemplo - são carnes com pouca quantidade de gordura, ao contrário da costela e do toucinho, ou da panceta suína. Vamos às comparações para que você faça a escolha:
-- Em 100 g de lombo, há 5 g de gordura
-- Em 100g do miolo de alcatra, são 8 gramas de gordura
-- Em 100g de picanha, 17 g de gordura
-- Em 100 g de torresmos, 31,7g de gordura.
Estão vendo?
Por muito tempo escutamos falar que carne de porco é gordurosa. Mas, conforme a peça, ela pode ter menos gordura que a carne de vaca. Não que ter gordura seja um problema, mas apenas quero te mostrar que mitos alimentares existem, e nossa ideia aqui é também desvendá-los. Agora, falando sobre os bovinos. A gordura dos ruminantes é rica em CLA (ácido linolêico conjugado), uma substancia com potencial anticâncer e que diminui a formação de gordura corpórea. Bela notícia, não? As carnes que foram ligadas ao maior número de casos de câncer de intestino, conforme alerta da OMS (Organização Mundial da Saúde), e divulgadas de maneira errada, adotando-se a média tradicional, foram as defumadas, curadas ou processadas (linguiça, portanto = carta fora do baralho). Aliás, na minha opinião, na maioria das vezes a média não serve para nada. Vamos a um restaurante. Estamos ambos com fome. Pedimos 2 frangos. Eu como os 2 e você não come nenhum. Na média, cada um comeu um. Mas estou satisfeito e você continua com fome. Para finalizar este primeiro passo, a dica também é incluir peixes no seu churrasco. Salmão (de verdade), Abadejo e até a Sardinha são belas opções que aumentam o valor nutricional e proteico. A Sardinha - em especial - é a rainha dos churrascos dos portugueses. E cá entre nós, fica uma delícia na brasa, temperada apenas com um pouquinho de sal, pimenta do reino e azeite.
2) O quanto posso comer em um evento como esse?
(Pensando que, talvez, eu seja um homem na faixa dos 40 anos e com certo sobrepeso). A quantidade de comida é, sim, uma questão individual. Uma pessoa grande e forte comerá mais do que um magro e pequeno, óbvio. De uma forma prática, porém um pouco subjetiva, é que devemos comer para ficar saciados. Todo mundo sabe quando está passando do ponto e que aceitar “só mais um bifinho” seria um exagero. Então, respeite este sinal e pare antes. Ocorre também que, algumas pessoas que estão em situação de obesidade, podem ter mais dificuldade de perceber que estão saciados. Isso porque, em obesos, há resistência à leptina – que é o hormônio responsável por dar esta sensação de “estômago” cheio. Então, para este grupo, minha sugestão é ficar de olho no amigo magro. E tentar parar quando ele parar também. Para se saciar, vale também aumentar um pouco a ingestão de gordura da própria carne, tendo em vista que para o nosso corpo digerir a gordura demora um pouco mais.Já quando a gente come carboidrato, a digestão é “vapt-vupt” e por isso, em pouco tempo, estamos de novo com fome.Beber água antes de iniciar o churrasco também ajuda a ficar saciado maisrápido e não exagerar. Outra boa dica é: sente-se para comer e mastigue vagarosamente, o que também contribui para a saciedade.
3) O que beber em um churrasco saudável?
É assim. O uso exagerado de álcool é sempre nocivo. Faz mal para todas as partes do corpo. Se você só consegue se divertir na presença do álcool em grandes quantidades, talvez tenha passado do tempo de fazer uma reflexão se a bebida não se tornou uma muleta. Quando se decide beber, a dosagem é dois copos por ocasião. Só. Sem contar que o uso de grandes quantidades de álcool favorece a diminuição do açúcar do sangue e, consequente, acarreta mais fome e compulsão alimentar. Refrigerantes e sucos industrializados também não devem ser a opção, porque ambos apresentam excesso de frutose, um outro nome para o açúcar, que também atrapalha na sensação de saciedade e pode te levar ao exagero alimentar. Lembre-se sempre: Frutose = Açúcar Prefira, então, um suco de limão e ou suco de tomate – ambos naturais.
4) Quais seriam os acompanhamentos ideias para o churrasco amigo do coração?
Os acompanhamentos ideais são molhos a base de tomate fresco, cebola, azeite, pepino, farinha de mandioca, cebolinha, salsão e outros vegetais (um belo vinagrete e uma bela salada). Molhos prontos como barbecue, catchup, e tantos outros, apresentam um tipo de frutose industrializada (olha ela aí de novo), chamada de high fructose corn sirup (HFCS) – do inglês xarope de alta concentração de frutose, que são temíveis para sua saúde. Já as maioneses são ricas em óleos vegetais, especialmente o de soja, o que também não é legal. Outros acompanhamentos podem ser algumas frutas in natura e cereais. Abacaxi ou milho, por exemplo, na grelha são muito saborosos e podem perfeitamente substituir os pães e salgadinhos. Outros vegetais, tais como cebola e palmito, podem ser assados - de preferência longe da brasa - e regados com um pouco de azeite extra virgem. Mostarda e pimenta também podem ser usadas, por contribuírem para acelerar o nosso metabolismo. Procure as mostardas menos industrializadas. Aquelas em grãos são as mais recomendadas.
5) Qual é o ponto ideal da carne para favorecer a minha saúde?
Isso é muito interessante. Uma nova situação que vem se mostrando real em alguns estudos é a forma de preparo do churrasco. Grelhar a seco não é tão saudável quanto se pensava. Este método ganhou destaque porque, assim, conseguíamos eliminar gorduras das carnes. Como já sabemos, gorduras não são tão maléficas assim. Pois bem. Quanto maior a temperatura na hora do preparo, ou seja, quanto mais tempo a carne passa na churrasqueira, mais substâncias tóxicas ela produz. Este processo de preparo, que resulta em carnes tostadas e com aparência de queimadas, acabam sendo fontes de AGES (Advanced Glycation End Products) – do inglês “Produtos Finais com Glicação Avançada”. Isso promove, dentro do nosso corpo, um processo chamado de estresse oxidativo, fazendo com que as células tenham mais dificuldade de eliminar as substâncias que não são legais para o organismo, e podendo resultar em doenças como câncer, Alzheimer ou infarto. Os AGES também aumentam a inflamação do organismo. No periódico científico American Society for Nutrition, há a publicação de um estudo que aponta maior incidência de câncer no pâncreas em homens consumidores de carne bem passada. No Journal of Gerontology, os pesquisadores constataram que o consumo de produtos ricos em AGEs ampliam mesmo os índices de inflamação no organismo, sendo gatilho de problemas como diabetes, doenças cardiovasculares e doenças renais. Então, bife “sola de sapato” e fritura todo dia não dá né? A solução para isso é preparar o alimento no vapor, fervura ou ensopado. Embalar a carne ou o peixe com papel alumínio, ou em um plástico especial para cozimento, também pode fazer uma boa diferença na formação destes AGES. Carne marinada em líquidos ácidos, como o vinagre ou suco de limão, ajudam a proteger este processo. E só cuidado com o excesso de sal grosso. Sal marinho pode ser uma boa opção. E, no momento que a carne vai para a grelha, prepare-a longe da brasa, evitando assim a queima ou passando a carne muito do ponto. Espero que tenha gostado.
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(Foto: Divulgação)
O tratamento de obesidade ganhou um novo aliado nesta segunda-feira (29). A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o Saxenda, primeira droga contra a doença no país, desde 1998. O medicamento tem o mesmo princípio ativo do Victoza, aprovado no país em 2010 para controle da diabetes tipo 2, cujo efeito colateral era a redução de peso. O Saxenda deve chegar ao mercado no segundo semestre deste ano, a custar pelo menos R$ 400. De acordo com a Folha, o princípio do Victoza, a liraglutida, foi estudada especificamente para a obesidade e aprovada com este fim nos Estados Unidos, no Canadá e na Europa. A diferença é a dose maior. "Já havia pistas de que a liraglutida poderia ser eficaz na perda de peso, mas não sabíamos com se comportaria em não diabéticos", disse João Eduardo Salles, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia. O uso do Saxenda é indicado para adultos com Índice de Massa Corporal (IMC) de 30 ou mais, equivalente à obesidade, ou 27 ou mais, referente ao sobrepeso. A condição de uso é que haja pelo menos uma outra doença associada ao peso. "Não é para tratar uma pessoa que quer perder uns quilinhos para o verão. O uso da droga tem que ter indicação médica", acrescenta Bruno Halpern, coordenador do Centro de Controle de Peso do Hospital 9 de Julho. Por meio de nota, a Anvisa informou que o Saxenda foi aprovado para controle crônico de peso "em associação a uma dieta baixa em calorias e aumento de exercício físico", de modo que "a segurança do produto continuarpa sendo monitoroada com estudos pós-comercialização". O acompanhamento médico também é indicado, por causa dos possíveis efeitos colaterais, como distúrbios gastrointestinais, ligados à vesícula biliar e a pancreatite.
(Foto: Reprodução)
Em meio à epidemia do vírus Zika no país, a nova versão da Caderneta da Gestante, recém-lançada pelo Ministério da Saúde, traz informações sobre prevenção e proteção contra o mosquito Aedes aegypti. O documento é utilizado no acompanhamento do pré-natal por profissionais de saúde e por mulheres no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A nova caderneta inclui um cartão de acompanhamento do pré-natal para registrar consultas clínicas e odontológicas, resultados de exames e vacinas, além de orientações sobre como será o acompanhamento no pré-natal, informações sobre cuidados na gestação, sinais de trabalho de parto, fisiologia do parto humanizado e cuidados com o puerpério e amamentação. “A caderneta favorece a qualificação da atenção pré-natal à medida que os procedimentos e condutas clínicas são realizados e avaliados, sistemática e periodicamente, em todas as consultas, junto com possíveis diagnósticos, que são devidamente registrados no documento. Isso permite um fluxo melhor de informações entre os profissionais, serviços de saúde e um cuidado mais adequado à paciente”, informou o ministério. Ainda de acordo com a pasta, estão sendo investidos R$ 3,7 milhões para a impressão de 3.192.737 cadernetas e fichas perinatais, instrumento de registo do pré-natal que será anexado ao prontuário da gestante e que servirá como espelho da caderneta. A primeira versão da Caderneta da Gestante foi publicada em 2015. A estratégia do governo é apostar em uma linguagem simples e objetiva para dialogar com as mulheres durante a gestação, por meio de textos e figuras explicativas nas ações de educação em saúde.