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Saúde libera R$ 804 mil a cidades baianas habilitadas para Assistência Farmacêutica

  • Bahia Notícias
  • 08 Abr 2016
  • 14:45h

O Ministério da Saúde aprovou nesta sexta-feira (8) o repasse de recursos financeiros para custeio referente ao primeiro ciclo de monitoramento de 2016 de municípios habilitados no Programa Nacional de Qualificação da Assistência Farmacêutica. De acordo com portaria publicada no Diário Oficial da União, a pasta irá transferir aproximadamente R$ 6,3 bilhões para 1.056 municípios em todo o Brasil. Na Bahia, 134 municípios (clique aqui e veja a lista) receberão o montante de R$ 6 mil, totalizando R$ 804 mil.

Campanha de vacinação contra gripe começa 30 de abril na BA, diz Sesab

  • 06 Abr 2016
  • 07:02h

(Foto: Reprodução)

A campanha de vacinação contra a gripe na Bahia ocorrerá no período de 30 de abril a 20 de maio, informou, nesta segunda-feira (4), a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). Segundo o órgão, até o momento não há previsão para antecipação da data de início da campanha, pois as vacinas fornecidas pelo Ministério da Saúde ainda não chegaram a Salvador. Somente nesse ano, a Bahia registrou 10 casos da doença com duas mortes. Em todo país, o número de mortes já chega a 71, segundo o Ministério da Saúde. A campanha é voltada para crianças de seis meses a menores de 5 anos, idosos (a partir de 60 anos), trabalhadores da área da saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, presos e funcionários do sistema prisional. Enquanto não chega a data de início da vacinação na rede pública, os pacientes encontram dificuldade para encontrar na rede particular doses de trivalente e tetravalente, que imunizam contra a gripe H1N1. Além disso, o remédio usado para tratar a gripe e casos suspeitos também está em falta nas farmácias.

Os preços médios das vacinas são R$ 90 da trivalente e R$ 130 a tetravalente. A tetravalente é uma vacina que oferece maior proteção, inclusive contra a Influenza B, que é outro tipo de gripe. Nas distribuidoras também está difícil conseguir as vacinas. "Nossos estoques acabaram zerando, mas estamos aguardando chegada da vacina ainda essa semana entre quarta e quinta-feira", destaca Katia Bulhões, enfermeira de um centro de vacinação particular da capital baiana. Tharita Teixeira, gerente técnica de outro centro de vacinação particular diz que a situação não é diferente. "Nesse momento, a gente não tem vacina para vender. A partir de amanhã a gente vai fazer agendamento com pagamento prévio. Então o paciente já deixa a sua dose reservada e, quando a vacina chegar, a gente entre em contato e ele vem para que a gente possa fazer a administração", destaca.

Medicamentos
Outra preocupação é para quem já está com a doença. O único medicamento indicado para tratar o vírus, o Tamiflu, não está sendo encontrado nas farmácias. O remédio custa mais de R$ 200. De acordo com o Sindicato das Farmácias do Estado da Bahia, é um medicamento muito específico, que vende pouco e por isso é mais difícil de ser encontrado. O infectologista Clausílson Bastos diz que os pacientes devem tomar o Tamiflu nos primeiros dias da doença ou o remédio não faz o mesmo efeito. "No momento em que a doença se desenvolve, se evolui, a situação fica mais grave e o medicamento surte menos efeito", destaca. Os sintomas da gripe H1N1 são semelhantes aos causados pelos vírus de outras gripes. No entanto, requer cuidados especiais por parte da pessoa que apresentar febre alta, acima de 38º, 39º, dor muscular, dor de cabeça, de garganta e nas articulações, irritação nos olhos, tosse, coriza, cansaço e inapetência. Em alguns casos, também podem ocorrer vômitos e diarreia. Nesses casos, o indicado é procurar um médico.

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Para combate ao Aedes aegypti, número de agentes de endemias é ampliado em 44%

  • 05 Abr 2016
  • 12:48h

(Foto: Reprodução)

O Ministério da Saúde alterou nesta segunda-feira (4) os critérios para a contratação de agentes de combate a endemias em todos os municípios brasileiros. De acordo com portaria publicada no Diário Oficial da União, o número de profissionais que podem ser integrados às prefeituras com incentivo de custeio do governo federal foi ampliado em 44%. "A nova estratégia visa à ampliação das equipes e ao fortalecimento do enfrentamento ao Aedes aegypti", destacou o ministério. Segundo a Agência Brasil, com o novo limite de agentes que podem ser empregados pelas prefeituras por meio da Assistência Financeira Complementar, a capacidade de contratação dos profissionais passa de 62.154 para 89.708 em todo o país. O auxílio financeiro será pago mensalmente pelo ministério aos municípios que comprometerem acima de 50% do piso fixo de vigilância em saúde com o pagamento dos agentes inscritos no Sistema Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde. A portaria estabelece que os agentes de combate a endemia alcancem 800 imóveis mensalmente, sob regime de 40 horas semanais, além de ter vínculo direto com órgão ou entidade da administração direta, autarquia ou fundação. O número mínimo de profissionais será por critério populacional – cidades com até 5 mil habitantes devem ter, pelo menos, dois deles; entre 5 mil e 10 mil habitantes, três; de 10 a 20 mil habitantes, quatro; e, a partir de 20 mil habitantes, cinco. Outra mudança é necessidade de instituir um supervisor para cada grupo de dez agentes. A previsão é que cada agente receba R$ 1.014 mensais pelo trabalho. 

Erros de diagnóstico podem levar a maior registro de casos de dengue

  • 04 Abr 2016
  • 20:02h

(Foto: Reprodução)

O crescimento dos indicadores de dengue neste ano pode ter como causa não apenas o maior vigor na transmissão da doença, mas um erro de diagnóstico. Diante da tríplice epidemia enfrentada pelo país, com vários estados apresentando simultaneamente infecções por dengue, zika e chikungunya, não está descartada a hipótese de que as duas últimas, que chegaram mais recentemente ao país, estejam sendo relatadas como casos de dengue. Boletim divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que, em 21 dias, o número de casos de dengue duplicou. Até o dia 27 de fevereiro, haviam sido identificados 396.582 pacientes com suspeita da infecção. No dia 6, eram 170.103 registros. A explosão surpreendeu especialistas. Os números de 2016 são ainda maiores do que os registrados ano passado, quando a epidemia atingiu seu recorde. Essa tendência de aumento em dois anos seguidos nunca havia sido notada. Desde que o vírus da dengue foi identificado, na década de 1980, não se vê uma epidemia de grandes proporções em anos subsequentes. "Depois de um ano de grande número de casos, tradicionalmente há uma retração nos dados", observa o diretor de Vigilância em Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch. Outro fator que chama a atenção é o vírus circulante. 

A dengue apresenta quatro subtipos de vírus. "Dificilmente temos duas epidemias seguidas, causadas pelo mesmo sorotipo", diz o diretor. Os dados apontam que, até agora, a epidemia de 2016 é provocada sobretudo pelo subtipo 1, o mesmo de 2015. Esses dois fatos associados sugerem a possibilidade de que casos relatados de dengue sejam de zika. "No caso da chikungunya, a diferenciação é mais fácil, porque há também um comprometimento das articulações, com fortes dores, que podem tornar-se crônicas", comenta o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho. O mesmo não ocorre com zika e dengue. Além de compartilhar o vetor, o Aedes aegypti, as infecções provocam sintomas que, de forma geral, são semelhantes. Um dos artifícios usados para diferenciação era levar em consideração a circulação do vírus em determinada região. Essa ferramenta, no entanto, caiu por terra, uma vez que, em pouco tempo, a zika se espalhou pelo território nacional.

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Sesab vai investir R$ 80 milhões em serviços de diagnóstico por imagem em 2016

  • 04 Abr 2016
  • 17:04h

(Foto: Divulgação)

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) vai investir R$ 80 milhões em serviços de diagnóstico por imagem em onze unidades de saúde do estado ao longo deste ano em obras e equipamentos de radiologia, incluindo tomografia computadorizada e ressonância magnética. Nesta segunda-feira (4), o governador Rui Costa e o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, inauguram o novo Serviço de Diagnostico por Imagem do Centro Estadual de Oncologia (Cican). Os investimentos fazem parte de um projeto de reestruturação dos serviços de diagnóstico por imagem que vem sendo conduzido pela Secretaria da Saúde, através do regime de Parceria Público Privada (PPP). O novo parque de imagem do CICAN vai disponibilizar, tomografia computadorizada, raios X e mamografia digital e estereotaxia de mama.

H1N1: saiba mais sobre vacina, prevenção, sintoma e tratamento

  • 03 Abr 2016
  • 18:02h

Campanha nacional de vacinação nos hospitais públicos começa em 30 de abril (Foto: Reprodução/TV Tribuna)

O vírus H1N1 já matou 46 pessoas no país em 2016, mais do que no ano passado inteiro, quando foram registradas 36 mortes pela infecção. A chegada antecipada do vírus e a severidade dos casos têm chamado a atenção dos médicos e provocado uma corrida às clínicas de vacinação. Veja perguntas e respostas sobre o H1N1 e outros vírus da gripe:

É comum haver tantos casos graves e mortes por gripe nesta época do ano?
Não. Houve uma antecipação da temporada de gripe no Brasil. “O esperado para seria ter o pico de casos no mês de julho. O que está acontecendo neste momento é uma antecipação de circulação do H1N1”, diz a pediatra Lucia Bricks, diretora médica de Influenza na América Latina da Sanofi Pasteur.

Especialistas discutem várias hipóteses que podem explicar a antecipação da chegada do vírus, que vão desde fatores climáticos até o aumento de viagens internacionais que podem ter trazido o H1N1 que circulava no hemisfério norte. Também chama a atenção dos médicos a grande proporção de casos graves e mortes em adultos. Em geral, complicações costumam ser mais comuns em idosos, gestantes, crianças pequenas e outros grupos de risco. Até 19 de março, o país já tinha registrado 305 casos e 46 mortes por H1N1, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde.  Mais da metade dos casos graves e mortes registradas este ano foram na faixa etária de 40 a 60 anos.

Já é possivel se vacinar este ano?
As clínicas particulares já têm disponível os primeiros lotes da vacina trivalente contra influenza de 2016, que protege contra H1N1, H3N2 (ambos vírus da Influenza A) e uma cepa da Influenza B. A vacina trivalente pode ser usada a partir dos 6 meses de idade. Já a vacina tetravalente ou quadrivalente – que além de proteger contra o H1N1, o H3N2 e a Influenza B também protege contra uma segunda cepa da Influenza B – ainda está começando a ser distribuída. A vacina tetravalente pode ser usada a partir dos 3 anos de idade.

Como será a vacinação na rede pública?
A campanha nacional de vacinação contra gripe está marcada para começar no dia 30 de abril e vai até o dia 20 de maio. Alguns estados, como São Paulo, podem antecipar a vacinação pelo SUS devido ao aumento precoce de casos da infecção. O Ministério da Saúde anunciou que começaria a enviar as doses aos estados a partir desta sexta-feira (1º). Na rede pública, a vacinação contra influenza é destinada a alguns grupos prioritários: crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, idosos, profissionais da saúde, povos indígenas e pessoas portadoras de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade.

A vacina muda todo ano?
Sim. Todo ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz uma previsão de quais serão os vírus Influenza que devem circular no inverno do hemisfério norte e do hemisfério sul com base em amostras de pacientes coletadas em centros sentinela distribuídos em todo o mundo. As vacinas são desenvolvidas com base nessa informação, que costuma ser divulgada pela OMS em setembro no caso do hemisfério sul. O processo de desenvolvimento da vacina é complexo e leva, em média, 6 meses. A vacina de 2016 tem o mesmo vírus H1N1 que a de 2015. As cepas do H3N2 e do Influenza B, porém, são diferentes em relação ao ano passado.

Quem tomou a vacina no ano passado está protegido este ano?
Não. Mesmo para o vírus H1N1, que permanece o mesmo do ano passado, a quantidade de anticorpos diminui ao longo dos meses, reduzindo o grau de proteção. Em relação ao vírus H3N2 e ao Influenza B, não há proteção nenhuma, já que os vírus mudaram.

Quais são os vírus Influenza circulando este ano?
No estado de São Paulo, cerca de 60% da circulação deste ano corresponde ao vírus Influenza A/H1N1 e 40% aos vírus Influenza B, segundo informações divulgadas no Simpósio Internacional de Atualização em Influenza, evento organizado pela Faculdade de Medicina da USP em São Paulo. Os casos mais graves têm sido associados principalmente ao H1N1.

Além da vacina, quais são as medidas preventivas contra a gripe?
Lavar as mãos com frequência e manter os ambientes ventilados continuam sendo medidas de prevenção importantes contra qualquer tipo de gripe. No vídeo, o infectologista Caio Rosenthal dá dicas de como se prevenir contra a influenza:

Quais são os sintomas do H1N1?
A gripe - tanto a H1N1 quanto a H3N2 ou a Influenza B - tem como sintomas febre alta e súbita, tosse, dor de garganta, dor no corpo, dor nas articulações e dor de cabeça. No caso do H1N1, um sintoma que chama a atenção é a falta de ar e o cansaço excessivo. É importante distinguir a gripe do resfriado comum, que é muito mais leve, com sintomas menos graves como coriza, mal estar, dor de cabeça e febre baixa.

Como é o tratamento do H1N1?
O tratamento deve envolver boa hidratação, repouso e uso do antiviral específico, prescrito pelo médico. Um deles é o Oseltamivir (mais conhecido pela marca Tamiflu), distribuído pela rede pública para hospitais e unidades básicas de saúde.  Trata-se de um antiviral específico contra o vírus Influenza, indicado para pessoas com maior risco de desenvolver complicações. É importante que o paciente consiga tomar a medicação nas primeiras 48 horas do início dos sintomas, para que a eficácia seja maior. O tratamento também pode envolver o uso de analgésicos para aliviar os sintomas.

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Dengue aumenta 52,6% nos primeiros 2 meses do ano; mortes chegam a 51

  • 03 Abr 2016
  • 12:02h

Aedes aegypti, mosquito transmissor de zika, dengue, chikungunya e febre amarela, é visto sobre pele humana em laboratório (Foto: Luis Robayo/AFP)

O número de casos de dengue no Brasil este ano já é 52,3% maior do que o do mesmo período de 2015, ano que teve a maior epidemia de dengue da história do país. Nas primeiras oito semanas do ano, houve 396.582 casos prováveis de dengue, segundo o novo boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde. No mesmo período de 2015, tinham sido 259.827 casos. Do total de casos, 56,2% são da região Sudeste, 18% do Nordeste, 13,2% do Centro-Oeste, 8% do Sul e 4,9% do Norte. Apesar do aumento do número de casos, o número de mortes por dengue teve uma redução em relação ao ao passado.

 De acordo com o boletim, houve 51 mortes confirmadas por dengue nos primeiros dois meses do ano, contra 197 óbitos pela doença no mesmo período de 2015. O boletim destacou como municípios com grande incidência de dengue em relação ao tamanho da cidade os municípios de Campanário (MG), que teve 11.304,6 casos por 100 mil habitantes, Coronel Fabriciano (MG), com 3.460 casos por 100 mil habitantes, Ribeirão Preto (SP), com 1.335,2 por 100 mil habitantes e Belo Horizonte (MG), com  1.273,9 por 100 mil habitantes. 

Chikungunya
O país registrou também 3.748 casos de chikungunya até a oitava semana epidemiológica, dos quais 284 tiveram confirmação com exames laboratoriais. Os casos foram registrados em 18 unidades da federação.

Zika
O Ministério da Saúde não tem divulgado o número total de casos de infecção pelo vírus zika no país. Mas, nesta terça-feira, um boletim do Ministério da Saúde confirmou que ovírus já tem circulação autóctone em todos os estados do país.

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Fumar durante a gravidez altera o DNA do feto, diz estudo

  • 02 Abr 2016
  • 20:02h

(Foto: Reprodução)

A gestante que fuma durante a gestação corre o risco de modificar o DNA do seu filho. A conclusão é de um estudo publicado pela revista "The American Journal of Human Genetics", o que poderia explicar seu vínculo com determinadas complicações na saúde dos bebês. Em um questionário, as mães tiveram que responder se fumaram frequentemente, ocasionalmente ou nada durante a gravidez. Em seguida, uma equipe internacional de pesquisadores analisou o DNA de 6.685 recém-nascidos e o comparou com o consumo de tabaco de suas mães, em um dos estudos mais completos já realizados sobre este tema. Os cientistas, que conseguiram mostras do DNA dos bebês através do sangue do cordão umbilical, identificaram nos filhos das mães fumantes com frequência 6.073 pontos onde o DNA tinha sido modificado se comparado aos bebês de mães não fumantes. Além disso, determinaram que essa coleção de genes está relacionada ao desenvolvimento dos pulmões e do sistema nervoso, com cânceres vinculados ao tabagismo e com defeitos de nascimento, como o lábio leporino. Em uma análise separada, muitas dessas alterações do DNA estavam presentes em crianças mais velhas cujas mães fumaram durante a gravidez. Agora, os cientistas irão analisar o material genético para para compreender melhor como as remodelações químicas do DNA podem influir no desenvolvimento da criança e em futuras doenças. 
 

Ministério da Saúde reforça orçamento da Bahia em 1,8 milhão

  • 02 Abr 2016
  • 09:35h

(Foto: Reprodução)

A Bahia receberá do Ministério da Saúde um incremento no orçamento no valor de R$ 1,8 milhão. O dinheiro será destinado à Irmandade da Santa Casa de Misericórdia e ao Hospital Gonçalves Martins, instituições privadas sem fins lucrativos, que passam a atender 100% de seus serviços de saúde ambulatoriais e hospitalares exclusivamente por meio do SUS, no município de Nazaré. Já para a cidade de Poções, será destinado o valor de R$ 489,4 mil para a Sociedade Beneficente e Amparo Social de Poções e Hospital São Lucas, para a mesma finalidade. A verba pode ser usada para ampliar o acesso da população usuária do SUS aos serviços de média e alta complexidade, como consultas, exames, diagnósticos, tratamentos clínicos, cirúrgicos, oncológicos, reabilitações, acompanhamentos pré e pós-operatórios, UTI, transplantes, tratamento de doenças raras e obesidade, ortopedia, neurologia, saúde mental, queimados e cardiovascular.

Cientistas descobrem estrutura do Zika: 'aumenta muito aquilo que se compreende'

  • 01 Abr 2016
  • 19:04h

(Foto: Reprodução)

Estudo divulgado nesta quinta-feira (31) revelou a estrutura do vírus Zika, um avanço que os pesquisadores da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, acreditam ser crucial para o desenvolvimento de tratamentos e vacinas contra a doença. Publicada no site da revista Science, a pesquisa conclui que a estrutura do Zika é muito semelhante à de outros flavivírus, a família de vírus que inclui a dengue, a febre-amarela ou a febre do Vale do Nilo. Apesar das semelhanças, em particular com a dengue, o Zika parece ter uma estrutura ligeiramente diferente em uma área que, na dengue, facilita a ligação aos anticorpos e aos receptores do hospedeiro. Segundo a Agência Brasil, o autor da pesquisa, Richard Kuhn acredita que quaisquer regiões do Zika que sejam únicas no vírus têm o potencial de explicar diferenças na forma como o vírus é transmitido e como se manifesta enquanto doença. "A estrutura do vírus fornece um mapa que mostra potenciais regiões do vírus que poderão ser alvo de um eventual tratamento, usadas para criar vacinas eficazes ou para melhorar a nossa capacidade de diagnosticar e distinguir a infeção por Zika de outros vírus relacionados", afirmou. Para o também diretor do departamento de Ciências Biológicas da Universidade de Purdue, "determinar a estrutura aumenta muito aquilo que se compreende do Zika, um vírus de que tão pouco se sabe, e ilumina as áreas mais promissoras para se investigar a forma a combater a infeção".

Estudo mostra que Zika pode usar proteína para acessar células neurais

  • 31 Mar 2016
  • 20:03h

(Foto: Reprodução)

Estudo publicado pela revista norte-americana Cell Press identificou a possibilidade de o vírus Zika acessar células-tronco neurais por meio de uma proteína. A pesquisa mostra que danos no receptor AXL têm relação direta com sintomas associados à infecção em fetos, mas não confirma a correlação entre o Zika e a microcefalia. Foram analisadas células presentes no cérebro de camundongos e furões e também em organoides derivados de células-tronco humanas. Todos os modelos, segundo o estudo, mostraram a expressão do receptor AXL em células gliais radiais, um tipo de célula-tronco neural que dá origem a outras células, como os neurônios. Boletim divulgado esta semana pelo Ministério da Saúde informa que, desde outubro de 2015, 944 bebês nasceram com microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivas de infecção congênita. Do total de 944 confirmados, apenas 130 tiveram exame laboratorial positivo para o Zika. Ainda segundo levantamento, 4.291 casos estão em investigação. Do total de 6.776 casos notificados de bebês com suspeita de terem a malformação, 1.541 foram descartados por apresentarem exames normais ou por apresentarem microcefalia e/ou alterações no sistema nervoso central por causas não infeciosas. A maioria dos casos foi registrada no Nordeste, (5.315), que responde por 78% do total registrado, sendo Pernambuco o estado com o maior número de casos em investigação (1.207). A microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos além do Zika, como sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes viral.

Para evitar reações alérgicas, rótulos de alimentos terão que informar lactose e caseína

  • 31 Mar 2016
  • 18:00h

(Foto: Reprodução)

Fabricantes de alimentos precisam indicar a presença de lactose e caseína (açúcar e proteína presentes no leite) na embalagem de seus produtos. É o que decidiram nesta quarta-feira (30) os parlamentares da Câmara dos Deputados, em plenário. Como o projeto original sofreu alterações, o texto será reencaminhado para análise no Senado. Caso seja validada, a medida começa a valer apenas a partir de 2019. O texto original tinha origem na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, onde tramitou em caráter terminativo, em 2014, e contemplava apenas a lactose. A inclusão da caseína foi proposta pelo deputado Alberto Fraga (DEM-DF), que avaliou que este também é um elemento alergênico. A principal justificativas do projeto é evitar problemas de saúde causados pela ingestão dessas substâncias. Uma das preocupações seria a elevada ocorrência de casos de intolerância à lactose no Brasil. Hoje, o deputado Ságuas Moraes (PT-MT), que é pediatra, disse que a intolerância à lactose e à caseína tem se desenvolvido mesmo em crianças e que a informação no rótulo é importante. Atualmente, esse tipo de exigência já existe para o glúten, uma proteína presente na aveia, trigo, cevada, malte e centeio. Na matéria aprovada nesta quarta, também fica estabelecida a proibição do uso de gordura vegetal hidrogenada, conhecido como gordura trans, na composição de alimentos destinados a consumo humano, nacionais ou importados. Essa proibição não alcança alimentos de origem animal que contenham esse tipo de gordura. Entre os malefícios associados à gordura trans estão o aumento do colesterol LDL no sangue.

Famílias de crianças com microcefalia podem solicitar desconto na conta de energia

  • 31 Mar 2016
  • 07:03h

(Foto: Reprodução)

Famílias com crianças portadoras de microcefalia podem obter o cadastro na Tarifa Social de Energia Elétrica, de acordo com a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba). De acordo com a empresa, para ter acesso ao benefício que concede descontos de até 65% na conta, os interessados precisam estar cadastrados junto ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), na categoria Benefício da Prestação Continuada (BPC) - voltada para pessoas com deficiência. Após o cadastro, é necessário apresentar o número do benefício à Coelba através de uma das agências de atendimento ou site da empresa (clique aqui). O desconto será concedido às crianças cadastradas nas agências do INSS na capital e interior. Além de apresentar o número do BPC do beneficiário na categoria 87, o responsável deverá, também, ter em mãos o CPF, documento de identificação com foto e uma conta de energia do local onde mora a família, para efetivar a solicitação do desconto. Não é necessário ser o titular da conta. O desconto da Tarifa Social é instituído pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), e adotado em todas as concessionárias de energia elétrica do país.

Campanha de vacinação contra HPV começa no dia 3 de abril

  • 30 Mar 2016
  • 18:01h

(Foto: Reprodução)

O Ministério da Saúde inicia no dia 3 de abril uma mobilização para incentivar a imunização contra o HPV de meninas na faixa etária entre 9 e 13 anos. A meta deste ano é vacinar pelo menos 80% das garotas que fazem parte do público-alvo da campanha, formado por um total de 1,7 milhão de meninas. A vacina protege contra quatro subtipos do vírus (6, 11, 16 e 18) e tem 98% de eficácia.  A imunização é feita em duas doses injetáveis – a primeira, de preferência, nos meses de março ou abril e a segunda, seis meses após a primeira.  A proteção, segundo o Ministério, só é garantida se todas as doses forem aplicadas. Assim, A orientação é que meninas de 10 a 13 anos, que ainda não receberam a dose ou que não completaram o esquema vacinal, também sejam imunizadas durante a campanha de mobilização. A campanha de vacinação contra o HPV seguirá até o dia 15 de abril. A dose, entretanto, pode ser encontrada nos postos de saúde durante todo o ano. Durante a campanha, além dos postos de saúde, as meninas poderão ser vacinadas em algumas escolas públicas e privadas de todo o país. O vírus HPV é atualmente muito disseminado e transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas. A estimativa, segundo o Ministério da Saúde, é que o país registre este ano 16 mil novos casos de câncer de colo de útero e cerca de 5,4 mil mortes provocadas pela doença em 2016.

Empresas e países fazem 'corrida' contra o zika

  • 30 Mar 2016
  • 07:00h

(Foto: Reprodução)

Quase 70 anos depois de ter sido identificado na África, o vírus zika mobiliza de forma inédita a comunidade internacional em busca de uma solução. Esquecido por décadas, o vírus apenas passou a ser alvo de atenção depois dos casos de microcefalia no Brasil e diante da constatação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que até 4 milhões de pessoas poderiam ser afetadas apenas nas Américas em 2016. Uma corrida foi lançada em institutos de pesquisa e em multinacionais em busca de novos produtos. Se durante anos os incentivos econômicos eram inexistentes para produzir alguma resposta, hoje as empresas sabem que quem chegar primeiro será amplamente recompensado por um mercado ávido por qualquer novidade no combate ao zika ou ao mosquito Aedes aegypti. Documentos internos da OMS obtidos pela reportagem revelam a dimensão da corrida. No total, 96 companhias e institutos têm se lançado na busca por soluções para o vírus zika - 31 instrumentos de diagnósticos têm sido pesquisados, além de 27 vacinas, 8 produtos de terapia e 10 novos instrumentos de controle do vetor. Levantamento da OMS mostra que a participação de países emergentes tem sido importante, ainda que limitada à busca por novas formas de controlar o mosquito. A pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos estão concentrados nos países ricos. Das 27 iniciativas de desenvolver uma vacina, apenas quatro estão em países em desenvolvimento. 

Com um custo que pode chegar a até US$ 500 milhões, a pesquisa nesse campo tem ocorrido principalmente nos Estados Unidos. Governos europeus também já indicam que estão dispostos a investir. O comissário de Pesquisas da Comissão Europeia, Carlos Moedas, destinou € 10 milhões para o projeto, além de € 1,5 milhão do Reino Unido."Se a relação entre a microcefalia e o vírus for provada, o dinheiro poderia ser usado para combater o zika e desenvolver novos produtos", disse. Laboratórios, porém, estão enfrentando um grande problema: a falta de amostras para pesquisa, o que leva a suspeitas da existência de um mercado paralelo. "Há uma penúria de amostras", disse à reportagem Marie Paul Kieny, vice-diretora da OMS. Em fevereiro, o Conselho de Pesquisas Médicas da Índia pediu amostras para a OMS, indicando que estava com pesquisas avançadas para desenvolver um diagnóstico rápido. Precisava, porém, do material. Em Cingapura, o Instituto de Bioinformática também se queixa do problema. "Ter acesso às amostras e a informações é hoje o grande desafio", diz Sebastian Maurer-Stroh, diretor do centro, que também tenta desenvolver novos produtos. Marie Kieny, da OMS, diz não acreditar em contrabando. Mas fontes de alto escalão de duas instituições diferentes de pesquisas na América do Sul indicaram, na condição de anonimato, que a lei brasileira que impede que amostras do vírus zika sejam compartilhadas no exterior já estaria criando uma rede de contrabando, permitindo que amostras sejam levadas do País para outros centros de pesquisas pelo mundo. Pelas regras, o Brasil impede qualquer tipo de envio de amostras de vírus para o exterior e o compartilhamento acontece apenas em casos específicos, com acordos preestabelecidos. O País, por exemplo, chegou a mandar amostras para a OMS. Além disso, o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos enviou uma equipe para o Brasil e levou quatro amostras, todas testadas. Para o presidente do Instituto Butantã, Jorge Kalil, o Brasil está disposto a colaborar. Mas sempre que puder ter um acordo claro de como o País vai ter uma participação nos lucros das futuras pesquisas no exterior. "Precisamos estar protegidos para evitar que, depois de colaborar, tenhamos de comprar o produto no futuro daquela entidade que usou nossas amostras", afirmou Kalil. "Precisamos fazer acordos de colaboração, e não apenas mandar amostras", disse. Não seria a primeira vez que um país emergente acabaria tendo de comprar um remédio fabricado com base em material que forneceu. Há dez anos, a Indonésia abriu uma queixa formal ao se deparar com o fato de que estava sendo obrigada a comprar uma vacina de uma empresa que havia usado justamente suas amostras para chegar ao resultado. A ação dos asiáticos levou a OMS a formular uma nova regra para o compartilhamento de dados. Margaret Chan, diretora-geral da OMS, já saiu em defesa do governo brasileiro. "O Brasil está disposto a compartilhar amostras com entidades, com a participação da OMS", diz. Enquanto uma solução não chega, os pesquisadores já começam a diversificar a busca pelas amostras. O próximo destino da ofensiva é a Colômbia, onde a OMS observa com cuidado para avaliar se existe uma explosão de casos de microcefalia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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