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Foto: ESO/M. Kornmesser
Dois cientistas do Centro de Astrofísica de Harvard acreditam que o ‘Oumuamua’, objeto interestelar descoberto no ano passado no Havaí, pode ter sido enviado à Terra por alienígenas. Eles levantaram a hipótese em artigo publicado na quinta-feira (1), quando tentavam explicar a aceleração do objeto. Os astrofísicos admitiram a possibilidade de que a rota do Oumuamua tenha sido direcionada, e não aleatória. “Pode ser uma sonda totalmente operacional enviada intencionalmente para as proximidades da Terra por uma civilização alienígena”, dizem. A possibilidade da sonda direcionada por extraterrestres explica uma discrepância na frequência com que o objeto é visto, explica Renato Vicente, físico e vice-presidente do Instituto Principia, em São Paulo. “O fato de a gente ter visto o objeto significa que a produção deles é muito mais frequente do que a gente achava que era. Ao longo do período de tempo que estamos observando, que é curto, a produção deveria ser, no mínimo, 100 vezes maior para conseguirmos ver um. Isso pode significar três coisas: a primeira é que a teoria de produção deles que nós usamos, baseada no nosso sistema solar, está errada. A segunda é que demos muita sorte de ver um. A terceira possibilidade é que é um objeto artificial, produzido por alienígenas, o que é compatível”, diz. Vicente faz, no entanto, algumas ressalvas. “A explicação do objeto artificial parece fácil, mas não é. Envolve uma história anterior. Para ter uma civilização capaz disso, é preciso assumir que existe essa evolução numa sociedade, com a capacidade de fazer viagens interestelares. E a gente tenta assumir a menor quantidade de coisas possível”, lembra. Na pesquisa, os astrofísicos de Harvard discutiram a possibilidade de que a pressão da radiação solar poderia estar por trás da aceleração do Oumuamua. Se esse for o caso, então o objeto “representa uma nova classe de material interestelar fino, ou produzido naturalmente, ou de origem artificial”, afirmam Abraham Loeb e Shmuel Bialy, autores do estudo. Segundo eles, o Oumuamua tem um formato de panqueca. “Considerando uma origem artificial, uma possibilidade é de que o ‘Oumuamua’ seja uma vela solar, flutuando no espaço interestelar como detrito de um equipamento tecnológico avançado", explicam os pesquisadores. A tecnologia de vela solar pode ser utilizada para transporte de cargas entre planetas ou entre estrelas, conforme afirmam os cientistas. No primeiro caso, lançamentos dinâmicos vindos de um sistema planetário poderiam resultar em detritos de equipamentos que não estão mais em operação. Isso, dizem os pesquisadores, poderia explicar várias anomalias do ‘Oumuamua’, como a geometria pouco comum. "Velas solares com dimensões parecidas já foram construídas pela nossa civilização, incluindo o projeto Ikaros [no Japão], e a Iniciativa Starshot”, lembram. A vela solar é o que faria o objeto continuar acelerando em sua trajetória mesmo depois de passar pelo Sol, explica Renato Vicente. “O objeto vem de fora do Sistema Solar. É como se fosse passar direto pelo Sol, mas o efeito gravitacional faz com que faça uma trajetória em volta do Sol. Conforme se aproxima do Sol, ele dá uma acelerada conforme perde massa no sentido oposto. O problema é que, quando está indo embora dessa trajetória, começa a perder massa no mesmo sentido, então você espera que ele desacelere. Em vez disso, acelera. A gente não conhece nenhum mecanismo natural que faça isso. Um mecanismo artificial é a vela”, diz. Segundo a CNN, vários telescópios focaram no objeto por três noites para determinar o que ele era antes que se perdesse de vista. “Nós tivemos muita sorte de que o nosso telescópio de levantamento do céu estava olhando para o lugar certo na hora certa para capturar esse momento histórico”, afirmou o oficial da Nasa Lindley Johnson no ano passado.
- Agência Brasil
- 04 Nov 2018
- 19:09h
Marcello Camargo/Arquivo/Agência Brasil
Um estudo recente de três pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) evidenciou o desconhecimento de médicos heterossexuais quanto à homossexualidade. Visando identificar percepções equivocadas que podem prejudicar o atendimento de pacientes, Renata Corrêa-Ribeiro, Fabio Iglesias e Einstein Francisco Camargos questionaram 224 profissionais atuantes no Distrito Federal, a partir de um roteiro de perguntas formuladas por estudiosos norte-americanos. Ao final do experimento, constatou-se que os participantes acertaram, em média, apenas 11,8 dos itens (65,5% das 18 respostas dadas). Alguns deles atingiram somente dois acertos. O número de erros foi maior entre católicos e evangélicos, que indicaram 11,43 alternativas corretas, em média. A pontuação dos médicos que informaram ter outras religiões ou nenhuma foi de 12,42 acertos. Os participantes tinham, em média, 42 anos de idade, e eram majoritariamente mulheres (149 profissionais – 66,5%). À época da aplicação do questionário, a maioria (208 pessoas – 92,9%) exercia a atividade após concluir a residência médica. Os autores do artigo, intitulado O que médicos sabem sobre a homossexualidade? e publicado no início do ano, destacam que a sociedade médica tem alertado, há algum tempo, para comportamentos de profissionais da categoria que podem prejudicar o atendimento do segmento LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais). Com medo de serem hostilizadas, as pessoas pertencentes a esses grupos podem acabar deixando, por exemplo, de fazer consultas periódicas, tão importantes na detecção de doenças em estágio inicial.
Erros
A questão que apresentou o maior percentual de erro, ressaltaram os pesquisadores, foi a 14, que pedia para classificar a informação de que quase todas as culturas têm mostrado ampla intolerância contra os homossexuais, considerando como “doentes” ou “pecadores”. Nesse caso, 154 médicos (68,8%) erraram a pergunta e julgaram o item verdadeiro, 37 médicos (16,5%) indicaram-no como falso, acertando a questão, e 33 (14,7%) não souberam responder. Um total de 34,4% dos entrevistados não soube responder se a homossexualidade era doença (item 6), 4,9% responderam que sim. O item 10, que afirmava que uma pessoa se torna homossexual por conta própria, foi considerado verdadeiro por 32,1% dos médicos, e 13,8% não souberam responder. “Essa resposta revelou que quase metade dos médicos desconhecia os vários aspectos biopsicossociais relacionados à homossexualidade e a atribuía simplesmente a uma escolha feita pelo indivíduo", escreveu o grupo de cientistas.
- iBahia
- 04 Nov 2018
- 10:36h
Uma professora de 25 anos foi condenada a dois anos de prisão, nesta sexta-feira, num tribunal em Liverpool, na Inglaterra, por ter forjado um câncer e conseguido arrecadar quase R$ 100 mil, entre março e setembro deste anos, numa vaquinha virtual. Keera Brayford criou uma página falsa onde pedia doações para tratamentos alternativos. Além de alunos, parentes e amigos, até mesmo os pais dela caíram no golpe aplicado pela professora, que usava o dinheiro para pagar contas de cartão de crédito e comprar roupas pela internet. As informações são do "The Sun". No texto em que pedia as doações, a professora afirmou ter três tipos diferentes de tumores, todos inoperáveis. Para tornar a mentira ainda mais real, ela apresentava anotações falsas de médicos. Ao falar de sua doença inexistente, usava um tom de emoção que acabou por enganar centenas de pessoas. De acordo com o relato de Keera na página, o dinheiro angariado seria gasto em terapias alternativas que lhe dariam uma maior chance de sobreviência, uma vez que a quimeoterapia a deixava ainda mais doente. Comovidos, amigos da professora chegaram a organizar um salto de paraquedas patrocinado, arrecadando com o evento quase R$ 10 mil. O golpe de Keera acabou sendo descoberto por pessoas que trabalhavam com ela na escola The Sutton, no distrito de St. Helens, Condado de Merseyside, na Inglaterra. Funcionários do local desconfiaram que a professora estava usando computadores do trabalho para falsificar as anotações médicas. No tribunal, Keera insistiu na mentira sobre a doença. Mas, ao ver o laudo do Serviço Nacional de Saúde (National Health Service, NHS, em inglês), ela acabou admitindo a fraude, que o juiz classificou como "sofisticada".
(Foto: Reprodução)
O Brasil confirmou, até 29 de outubro, 2.564 casos de sarampo. De acordo com boletim divulgado nesta quarta-feira (31) pelo Ministério da Saúde, o país registrou 14 mortes relacionadas à doença - quatro em Roraima e oito no Amazonas. Atualmente, o Brasil enfrenta dois surtos de sarampo. No Amazonas, são 2.126 casos confirmados e 7.611 em investigação. Já em Roraima, são 345 casos confirmados e 50 em investigação. Há ainda alguns casos isolados e relacionados à importação identificados nos estados de São Paulo (3), Rio de Janeiro (19), Rio Grande do Sul (43), Rondônia (2), Pernambuco (4), Pará (17), Distrito Federal (1) e Sergipe (4).
(Foto: Estadão Conteúdo)
Mais de cinco milhões de brasileiros realizam neste domingo (4) a primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Neste ano, a prova que era feita em um final de semana, será aplicada em dois domingos, 4 e 11. Faltando poucos dias para a realização do exame que garante vagas em diversas instituições de ensino superior do país, a tensão acompanha os alunos e alguns acabam deixando que ela interfira de maneira negativa no processo. Terminado o ensino médio, a entrada no ensino superior é desejada por grande parte dos estudantes. Em outros casos, muitos veem na graduação uma maneira de profissionalização para o mercado de trabalho. Independente da motivação, a aprovação é algo muito almejado e esse desejo torna o momento que antecede o exame ainda mais angustiante. De acordo com a psicóloga do Hapvida, Marta Érica Souza, a agonia nesse período pré-prova é reflexo do resultado que as pessoas mais próximas, os pais e amigos, esperam dos candidatos. “Os jovens costumam colocar suas esperanças nas avaliações e a sociedade cobra incessantemente que esse estudante sempre dê o seu melhor. Para que essa tensão não se agrave, é importante que o estudante esteja preparado, sinta-se confiante e receba apoio daqueles que estão à sua volta. Sem tais cuidados temos uma grande chance do agravamento dos fatores como ansiedade, tensão e, em alguns casos, a depressão. Durante as provas é aconselhável levar "petiscos" para a distração da mente, é uma saída positiva. Segundo Marta, um doce ou um salgado pode ser ingerido quando alguma resposta difícil for resolvida ou ainda quando chegar um certo nível de cansaço. “Pôr um perfume de Jasmim ou Camomila em um local específico da roupa ou mão também auxilia bastante para que em caso de crises a pessoa possa se sentir ambientalizada”, finalizou. Na véspera do exame, é aconselhável que o estudante durma bem, procure distrair-se com amigos ou familiares, se alimentar de forma leve e revisar apenas os pontos essenciais, além de se programar para a avaliação. Outro ponto levantado por Marta é a respiração diafragmática, que poderá ser utilizada em caso de ansiedade ou esquecimento repentino no dia da prova.
- Bahia Notícias
- 03 Nov 2018
- 13:40h
Os registros de nascimento cresceram 2,6% entre 2016 e 2017, ano em que o Brasil ganhou 2,87 milhões de bebês. Os dados integram parte da pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2017, divulgado nesta quarta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O que os números indicam é que as notificações relativas aos totais de nascimento de crianças aumentaram, se aproximando mais da realidade; que os brasileiros estão casando menos e permanecendo casados cada vez por menos tempo; e que o número de divórcios é cada vez maior”, afirmou a coordenadora da pesquisa, Klivia Oliveira, em entrevista à Agência Brasil. Ela acrescentou que o estudo demográfico mostra “a nova realidade do país, refletindo todas essas mudanças da sociedade: as mulheres tendo cada vez menos filhos e mais tarde, em geral depois dos 30 anos, além de alterações significavas no que diz respeito à inversão das faixas etárias de registros de óbitos, o que retrata, por um lado, o envelhecimento da população, e por outro, a redução das taxas de mortalidade infantil”. O estudo reúne dados sobre o número de brasileiros nascidos vivos, de casamentos, óbitos e óbitos fetais remetidos anualmente ao IBGE por cartórios de registro civil e pelas varas de família, foros, varas cíveis e tabelionatos de notas de todo o país.
- Bahia Notícias
- 25 Out 2018
- 17:01h
Foto: Shutterstock
Com a proximidade da definição das eleições presidenciais, no próximo domingo (28), um número maior de brasileiros passou a buscar apoio de psicanalistas e psicólogos. De acordo com profissionais, o mal-estar relacionado ao clima agressivo do período eleitoral chegou aos consultórios.Em entrevista à AFP, o psicanalista Admar Horn, integrante da Sociedade Brasileira de Psicanálise (SBP), afirmou que 80% dos pacientes têm expressado sofrimento relacionado às eleições. "Meus pacientes sentem uma angústia crescente porque estão diante do desconhecido", acrescentou. Entre os principais motivos desse sentimento, estão um "ambiente perigoso" e "um medo terrível de um retorno a um regime de extrema direita". Da mesma forma, o psicólogo Antonio Alberto Rito contou que os novos pacientes o procuram "com angústia e mundo medo". "Em quase 20 anos de profissão, é a primeira vez que vivencio isto", contou. Para ele, há um "clima de polarização, de negação do outro, de raiva muito forte" entre os pacientes. "Uma paciente chegou a me dizer que se eu não votasse no Bolsonaro, não viria nunca mais". Há relatos de sintomas como alterações do estado de ânimo, insônia, pesadelos e crises de bulimia. Há ainda casos específico, como um aumento de fobias entre membros da comunidade LGBT. "Pessoas que tinham encontrado o seu lugar na sociedade, mas que começam a sentir muito medo de sair na rua, de ser agredidas", relatou o psicanalista Fernando Rocha, também membro da SBP. "Quase todos os meus pacientes estão muito preocupados com o que pode acontecer com eles, estão angustiados e às vezes, deprimidos", completou.
Foto: Reprodução/TV Bahia
Mais de 100 moradores do bairro de Patamares, em Salvador, já foram diagnosticados com a doença misteriosa que causa coceira e deixa a pele avermelhada. Há 5 dias, eram mais de 70. O número foi atualizado nesta quarta-feira (24), durante coletiva realizada pelas Secretarias de Saúde do Município (SMS) e do Estado (Sesab), que investigam os casos em conjunto. Conforme os órgãos, ainda não há a quantidade exata de vítimas, mas todas apresentam os mesmos sintomas. O problema, segundo as investigações, dura de 5 a 6 dias. As vítimas não apresentam febre, nem diarreia. Elas têm vermelhidão e coceira acompanhada de bolhas na pele. Segundo as secretarias, outros 17 casos registrados em cidades vizinhas, como Camaçari e Lauro de Freitas, na região metropolitana, estão sob análise, mas não têm a mesma característica dos ocorridos em Patamares. De acordo com os órgãos, um protocolo será encaminhado para as unidades de saúde, com orientações de exames que devem ser solicitados e de que forma que devem ser notificados. Além disso, um formulário que traz perguntas sobre a rotina dos últimos dias e sintomas também tem sido usado com pacientes. Ainda conforme as secretarias, as armadilhas colocadas em Patamares, com o intuito de capturar mosquitos, ou outros possíveis vetores da doença, não colheram nenhum inseto. Os órgãos ainda investigam se a doença pode ser causada por ácaros ou pulgas. Zyka, dengue e chikungunya estão descartadas. Os primeiros casos foram registrados em um condomínio do bairro de Patamares, na capital. A psicóloga Patrícia Correia, que mora no local, disse que, em junho, o filho de 11 anos teve os primeiros sintomas: coceira no corpo e caroços bem avermelhados em várias partes do corpo. O caso, segundo ela, foi tratado inicialmente com uma possível alergia e melhorou, mas, nas útimas semanas, o menino voltou a apresentar o problema. Patrícia disse ter tomado um susto depois que descobriu que não era só o filho dela que estava com os sintomas dentro do condomínio. "Pessoas relatavam no grupo que estava na quadra. Crianças tiveram, o professor teve e muitas pessoas que jogaram vôlei do outro condomínio aqui do lado também tiveram", afirmou Patrícia, em entrevista à TV Bahia, há 5 dias. Adultos, idosos e até bebês do local estão com o mesmo problema. Os moradores do condomínio acreditam que mais de 30 pessoas tiveram esse problema. Eles chegaram a esse cálculo com base em fotografias e informações compartilhadas através de grupos de aplicativos de celular. "Nas fotos que eu vi, eu vi pessoas em estado bem grave, parecendo até queimaduras, bolhas. Muito sério mesmo", disse Patrícia.
Foto: Divulgação
Segundo dados do Ministério da Saúde, a TPM, ou tensão pré-menstrual, é a “vilã” na vida de 70% das mulheres brasileiras em idade reprodutiva. Para se ter uma ideia, são mais de 200 sintomas físicos e emocionais que podem acometer as mulheres nesse período, tais como: cólicas, insônia, irritabilidade, inchaço, dor de cabeça e é claro, a compulsão alimentar. As mulheres que sofrem com tudo isso sabem o quanto o chocolate traz efeitos positivos. A fim de desenvolver um chocolate que realmente alivia os sintomas da TPM, a nutricionista e pesquisadora Aline Quissak realizou um estudo com 355 mulheres, na faixa etária entre 24 e 43 anos para chegar a receita que originaria o primeiro chocolate “anti-TPM” do Brasil. Conhecida por aliar alimentação e ciência, a nutricionista tem um acervo de mais de 400 receitas terapêuticas com resultados cientificamente comprovados, sendo o chocolate “anti-TPM” uma delas. “Em meio a uma pesquisa sobre estresse e ansiedade, chamada Mood and Food, fui analisando o efeito do chocolate 70% nos sintomas da TPM”, afirmou a nutricionista. No entanto, segundo ela, o chocolate sozinho não melhora significativamente os principais sintomas da TPM. “Foi então que comecei a estudar os hormônios femininos e relacioná-los aos nutrientes de outros alimentos, como o morango, a linhaça, o mel e algumas outras ervas medicinais. Elas separadas também tinham um efeito cientificamente relevante. Mas quando resolvi unir tudo isso em um chocolate, os resultados nos hormônios femininos, na oscilação de humor, choros, irritabilidade, apetite aumentado, vontade exagerada de doces, foram surpreendentes”, explica a especialista. Segundo Aline, a diferença deste chocolate para os demais está na sinergia dos alimentos, já que ele reúne um chocolate premium (alto teor de cacau, manteiga de cacau, sem uso de parafinas, gorduras hidrogenadas, corantes ou conservantes), com compostos bioativos e vitaminas específicas, além de uma proporção entre morango, o óleo de linhaça e o cacau, para ter o efeito no equilíbrio dos hormônios femininos. Se consumido como recomendado, 2 bombons por dia durante o período que antecede a TPM, ele melhora sintomas como a irritabilidade, choro, apetite, controla a compulsão alimentar e ainda ajuda no foco e na concentração, além de diminuir a ansiedade. “Costumo dizer que esse chocolate além de ser bem-vindo às mulheres que sofrem com a TPM, é bem-vindo a todo o ambiente em que estamos inseridos. Ele traz benefícios gerais quando consumido sem exageros”, avalia. O chocolate está aguardando a regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Mas a previsão é de que ele chegue ao mercado brasileiro no primeiro semestre de 2019. “A Anvisa possui uma regulamentação específica para os chamados alimentos com ‘alegação de propriedade funcional’, ou seja, aqueles alimentos que possam ter um efeito benéfico na saúde. Todas as pesquisas para garantir a segurança à saúde, comprovar que não há nenhum risco e que ainda tem um efeito medicinal na TPM já foram feitas. Agora, há apenas a espera da formalização da documentação para que ele possa estar disponível para a comercialização”, finaliza.
- Brumado Urgente
- 16 Out 2018
- 18:38h
Foto: Laércio de Morais I Brumado Urgente
Nesta segunda-feira (15), durante a rotina de inspeção foi constatado, por meio de um laudo de condenação, que um animal, fêmea, oriundo de Dom Basílio, o qual teve a confirmação de tuberculose bovina, que pode, caso haja o consumo da carne e do leite do animal contaminado, ser transmitido para os humanos. Em contato com o médico veterinário do órgão, Clemente Fernandes Alves, ele voltou a alertar que a falta de vacinação por parte dos pecuaristas da região pode provocar várias doenças em seus rebanhos, o que coloca a vida dos consumidores em risco. “A inspeção sanitária é uma das maiores ferramentas que temos para evitar que carnes condenadas cheguem à mesa dos consumidores de Brumado e região, então estamos intensificando cada vez mais esse tipo de ação, pois os riscos de contaminação pela falta da vacinação correta dos animais é ainda um grande desafio para a ADAB”, destacou o veterinário. Que ainda observou que “todo o cuidado é pouco, pois além do consumo da carne clandestina e de outros derivados como leite e queijos de origem duvidosa, temos os rebanhos que não foram corretamente vacinados que podem transmitir doenças graves para a população” e finalizou apelando que “então fica o nosso alerta constante, ao terem dúvida sobre a procedência desses produtos não efetuem a compra, pois assim fazendo estará se garantindo a vida”. Ainda segundo outros casos desse tipo já foram constatados em Dom Basílio e Livramento de Nossa Senhora, o que pode até fazer com que uma força-tarefa da ADAB venha a fazer uma inspeção mais abrangente nesses locais.
O aumento do número de cesarianas realizadas no mundo preocupa a Organização Mundial da Saúde, que divulgou nesta quinta-feira (10) um guia para profisisonais da saúde para reduzir os números de procedimentos desnecessários realizados. De acordo com o documento, as taxas de cesarianas realizadas têm aumentado constantemente, mas sem benefícios significativos para a saúde da mulher ou do bebê. A organização ressalta no documento que a cesariana é efetiva para salvar a vida de mãe e bebê, mas somente quando é indicada por razões médicas. Enquanto muitas mulheres que necessitam de cesarianas ainda não têm acesso à cesariana, particularmente em locais com poucos recursos, muitas outras passam pelo procedimento desnecessariamente, por razões que não podem ser justificadas clinicamente. Segundo a OMS, a cesárea está associada a riscos de curto e longo prazo que podem se estender por muitos anos além do parto e afetar a saúde da mulher, da criança e de futuras gestações. Esses riscos são maiores em mulheres com acesso limitado a cuidados obstétricos abrangentes. "As cesarianas também são dispendiosas, e altas taxas de cesáreas desnecessárias podem, portanto, afastar recursos de outros serviços essenciais de saúde, particularmente em sistemas de saúde sobrecarregados e fracos", diz o documento. No documento, a OMS mostra dados recentes de 150 países. Atualmente, 18,6% de todos os nascimentos ocorrem por cesariana, variando de 1,4% para 56,4%. Ainda de acordo com a OMS, por quase 30 anos, a comunidade científica internacional considerou a taxa ideal para cesariana seção entre 10% e 15%.
Foto: Camila Oliveira/TV Bahia
A campanha de vacinação contra a poliomielite e o sarampo foi prorrogada até sexta-feira (21) na Bahia. De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), a decisão foi tomada na manhã desta segunda-feira (17) e tem como objetivo alcançar a meta de 95% de vacinados no estado. Até agora, 92,57% do público-alvo foi imunizado. De acordo com Ramon Saavedra, coordenador do programa Estadual de Imunização, a orientação é de que os municípios que ainda não atingiram a meta deem continuidade à vacinação, conforme orientações técnicas já estabelecidas. São 131 municípios que ainda não conseguiram atingir a meta vacinal. Na Bahia, até o momento, 785.585 crianças foram imunizadas contra a poliomielite e, 786.274 foram vacinadas contra o sarampo. A meta, tanto para polio como para sarampo, na Bahia, é de 849.361 para cada vacina. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador, até a última quinta-feira (14), 78% do público-alvo havia sido imunizado na capital baiana. Ou seja, cerca de 29 mil crianças ainda faltavam ser vacinadas.
Vacina tríplice viral protege contra caxumba, rubéola e sarampo — Foto: Cristine Rochol/PMPA
Um homem natural de Manaus (AM) foi diagnosticado com sarampo na Bahia. O paciente, de 38 anos, foi internado em Ilhéus, no sul do estado, após apresentar sintomas da doença, em agosto. Em seguida, o caso passou a ser investigado. O laudo que confirmou que o rapaz foi infectado pela doença saiu nesta sexta-feira (14), segundo informações da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab). O homem, que não teve o nome divulgado, veio para Bahia a trabalho. Conforme a Sesab, ele já chegou ao estado doente. O paciente foi atendido e medicado na Unidade do Pronto Atendimento (Upa) Zona Sul, em Ilhéus, e já teve alta. De acordo com o chefe de Setor da Vigilância à Saúde de Ilhéus, Gleidson Santana, o homem foi liberado após ter melhora no estado de saúde e não apresenta mais risco de transmissão da doença. No entanto, enquanto o caso era investigado, mais de 400 pessoas que tiveram contato com o paciente foram vacinadas para evitar contaminação, segundo Gleidson Santana. De acordo com a Sesab, não há casos de pessoas infectadas pelo vírus do sarampo no estado desde 1999. Já último registro de sarampo importado que se tinha até então era o de uma criança francesa que esteve em Porto Seguro, extremo sul da Bahia, já infectada pela doença. A situação ocorreu em 2011.
Foto : Reprodução/TV Bahia
Um bebê de dois meses, que tem uma síndrome rara, está internado no Hospital Esaú Matos, em Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia, e aguarda vaga de tranferência para uma unidade médica da capital. A criança tem dificuldades para respirar e precisa passar por uma cirurgia. O pequeno Ytalo Davy não chegou a sair do hospital, desde que nasceu. A família busca a tranferência da criança desde o dia 28 de agosto. Os pais de Ytalo já procuraram a Defensoria Pública e a prefeitura, mas ainda não obtiveram retorno sobre a vaga. Por meio de nota, o Hospital Esaú Matos informou que a vaga que o bebê precisa é em um hospital especializado em neurocirurgia pediátrica. A reportagem da TV Bahia procurou a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), mas não obteve resposta. O casal mora no município de Tanhaçu, a cerca de 134 km de Vitória da Conquista. O casal deixou tudo na cidade para cuidar do filho. O problema do bebê foi descoberto no sexto mês de gestação, como explica a lavradora Edna Ferreira. "Quando eu fiz a [ultrasson] morfológica, o médico disse que ele teria uma hidrocefalia. Aí me encaminhou para o Esaú, para continuar fazendo as ultrassons aqui e para ganhar [neném] aqui, porque era uma gravidez de alto risco", disse a mãe da criança. De acordo com o médico residente em Pediatria, Rodrigo Jorge, os sintomas da síndrome que a criança tem pode levar à paradas respiratórias. "O bebê sofre de uma síndrome e ela causa a compressão da área do cérebro que é responsável pela respiração, que no caso do bebê está levando a episódios de pausas respiratórias. Essas pausas têm caráter progressivo que podem levar à apneia e, possivelmente, à parada respiratória", explicou. Até a publicação desta reportagem, a criança ainda não havia sido transferida para um hospital de Salvador.
Imagine só a seguinte situação: você quer tomar uma vacina contra a gripe. Mas em vez de procurar o posto de saúde mais próximo, ou mesmo aquela clínica particular que vai cobrar um valor considerável pelo procedimento, você faz uma compra on-line, recebe a dose e uma seringa com microagulha pelo correio e aplica em si mesmo o produto. Simples? Sim. Impossível? Na verdade, não. Pelo menos é isso que querem mostrar cientistas da área de imunologia. Um grupo de 14 pesquisadores de universidades americanas, canadenses e israelenses publicou nesta quarta-feira (12) um artigo no periódico científico "Science Advances" explicando a tecnologia – que, no estudo, foi feita para uma cepa letal de gripe, mas que na vida prática poderia ser aplicada a outros tipos de vacinas. Os pesquisadores criaram um medicamento para injeção intradérmica – ou seja, na pele, entre a derme e a epiderme –, o que facilita muito o esquema self-service: essa aplicação é fácil e pode ser feita mesmo que a pessoa não tenha nenhum conhecimento médico. A maioria das vacinas hoje é aplicada com injeção subcutânea, que atinge camadas mais profundas do tecido e, por isso, só pode ser administrada por alguém com conhecimento médico. As vacinas contra a gripe, por exemplo, são aplicadas no músculo deltoide, que recobre o ombro. Para adultos, usa-se uma agulha que pode chegar a 3,8 centímetros de comprimento. O método desenvolvido pela equipe atingiu bons resultados tanto em furões - usados para verificar a eficácia dos medicamentos – quanto em humanos, mesmo quando foi testada uma das variedades mais nocivas do vírus da gripe. O procedimento, conforme explica o artigo, é todo feito sem o auxílio de um profissional. Pelo mecanismo, o aplicador utiliza uma microagulha que, a partir da pele, pode penetrar nos tecidos profundos ou vasos sanguíneos.O artigo ainda lembra que, mais do que mutirões para aplicar vacinas, um grande desafio enfrentando em períodos críticos, de pandemias, é justamente a produção e a distribuição das vacinas - e a autoaplicação facilitaria a disseminação dos agentes imunológicos na população.