BUSCA PELA CATEGORIA "Saúde"
- Karoll Trindade
- 07 Jan 2020
- 21:42h
Foto:(Renato Santos)
Decidi publicar um texto da psicóloga Karoll Trindade, que como profissional atua em Brumado, cidade do interior da Bahia, mais precisamente na região sudoeste, onde reside e tem ministrado palestras em escolas, universidade e igrejas, sempre exaltando a necessidade da busca pela saúde mental. Algumas perguntas deixo para sua reflexão antes de continuar a leitura.
Você sofre de depressão, ansiedade ou outro transtorno psicológico qualquer? Qual a diferença que faria em sua vida se você conseguisse dominar sua mente a ponto de poder conduzir a sua vida sem os sofrimentos causados por sentimento de culpa, crenças limitantes e doenças psicossomáticas?
Certo de que esse texto pode ajudar você a uma vida melhor, recomendo a sua leitura.
Karoll Trindade
“Luxo hoje é ostentar saúde mental.” Ultimamente ouvimos com frequência esta frase, mas qual a causa dela está cada vez mais presente no dia a dia. Quando falamos em luxo, logo vem à cabeça carros, casas, bens materiais, as pessoas estão se tornam cada vez mais competitivas, valorizando e intensificando o que é palpável, esquecendo assim o que de fato é raro e valioso.
Estamos vivendo a geração mais vulnerável dos últimos tempos. E a causa dessa vulnerabilidade é essa ostentação “invertida”, é muito bom ter bens materiais, mas a busca incansável destes bens nos faz esquecer de buscar o que deveria ser prioridade, como o luxo tão raro da saúde mental. Observando os ambientes profissionais encontramos colaboradores em uma busca constante e desenfreada para ser e ter o melhor, enquanto no âmbito familiar encontramos lares vazios de amor, acolhimento e aconchego, cheios de críticas, amarguras e negatividades que somando com outras questões geram conflitos emocionais.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo: 18,6 milhões de brasileiros (9,3% da população) são ansiosas. A ansiedade é a segunda doença mais comum, depois da depressão. Sofremos uma epidemia de doenças mentais. Tempos difíceis.
Com essa realidade, o que devemos ostentar? o que de fato é um luxo? O que vale mais?
Devemos nos manter saudáveis emocionalmente, ‘ostentar’ o que de fato é necessário, cuidar e valorizar aquilo que não tem preço. Nossa saúde mental vale mais do que os bens materiais que almejamos conquistar.
Não devemos atropelar as coisas em busca do resultado final, sem saúde mental não conseguiremos ir adiante. Reflita sobre isso, valorize sua saúde mental, procure ajuda profissional e ostente saúde mental.
- Bahia Notícias
- 04 Jan 2020
- 12:05h
(Foto: Reprodução)
No período de 30 de dezembro de 2018 a 10 de dezembro de 2019 a Bahia registrou 10.191 casos prováveis de Chikungunya. O número, se comparado com o mesmo período de 2018, foram notificados 4.354 casos prováveis, o que representa um crescimento de 134%. De acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) um total de 212 municípios notificaram casos suspeitos da doença durante o ano. Os dados mais atualizados da pasta, de 10 dezembro, foram contabilizados oito óbitos por Chikungunya. Desses, dois foram na cidade de Feira de Santana (confirmados por critério laboratorial), dois em Candeias (um confirmado por critério laboratorial e um confirmado por critério clínico epidemiológico), três em Madre de Deus (confirmados por critério laboratorial) e um em Salvador (confirmado por critério laboratorial).A Sesab ainda destacou que quatro mortes permanecem sob investigação: dois em Candeias, um em Salvador e um em Madre de Deus.
- Bahia Notícias
- 04 Jan 2020
- 09:08h
(Foto: Reprodução)
O número de casos suspeitos de de Zika até 10 de dezembro de 2019 na Bahia cresceu 119,9%, de acordo com o balanço mais recente da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). o estado também registrou aumento significativo nos casos de dengue e chikungunya (veja aqui e aqui).A pasta recebeu notificações de 3.160 casos prováveis de Zika no estado. No mesmo período de 2018, foram notificados 1.437 ocorrências prováveis. O boletim ainda indica que 186 municípios realizaram notificação para o agravo e existe um óbito em investigação por Zika, no município de Terra Nova.
- Bahia Notícias
- 03 Jan 2020
- 11:06h
(Foto: Reprodução)
O número de casos confirmados de sarampo em 2019 na Bahia chegou a 48 na segunda semana de dezembro. Porém, o número final pode ser ainda maior. O boletim epidemiológico mais atualizado da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) é do dia 14 de dezembro e indica que, até a data, foram notificados 752 casos "que atendem aos critérios de definição de caso suspeito de sarampo". Do número total, além dos 48 confirmados (6,4%) e dos 448 que foram descartados (59,6%), outros 256 (34,%) permanecem sob investigação. Foram confirmados casos de sarampo em 16 municípios da Bahia. Em três deles a Sesab descartou o status de surto ativo após o controle da doença: Cairu, no baixo sul do estado, Jacobina, no centro norte, e Ribeira do Pombal, no semiárido. A Secretaria de Saúde ressaltou que os outros 13 municípios com surto ativo vêm intensificando ações de controle para interrupção das cadeias epidemiológicas. Para isso, as cidades vêm adotando estratégias de vacinação a depender de cada situação e intensificando a busca ativa de casos novos nas áreas de risco e nas unidades de saúde da rede pública e privada. As crianças menores de um ano de idade representam a faixa etária de maior risco para o sarampo, porém o maior número de casos (11) está entre 20 a 29 anos de idade. De acordo com a distribuição por sexo, 62% são homens e 33% mulheres. O sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus, que pode ser fatal. Sua transmissão ocorre quando o doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas. A única maneira de evitar o sarampo é através da vacinação. O Ministério da Saúde informa que revisa periodicamente os critérios de indicação da vacina. Para isso leva em conta as características clínicas da doença, idade, ter adoecido por sarampo durante a vida, ocorrência de surtos, além de outros aspectos epidemiológicos. Em 2018 o Brasil perdeu a certificação de país livre do sarampo, conferido pela Organização Panamericana de Saúde (OPAS), após registrar casos da doença. O certificado havia sido obtido em 2016. Para perdê-lo, é preciso haver transmissão sustentada, ou seja, a ocorrência de um mesmo surto por mais de 12 meses (lembre aqui e aqui).
RANKING DAS NOTIFICAÇÕES
Quanto aos casos notificados na Bahia, Salvador lidera a lista dos municípios baianos com 234 registros. Ao olhar para o interior, Feira de Santana é a cidade com maior número ao somar 53. Em seguida aparecem Santo Amaro (30), Camaçari (24), Presidente Tancredo Neves (22), Ribeira do Pombal (11), Gandu e Ipiaú (10), Maracás (9), Jacobina (8), Ituberá (7), Camacan (6), Irará (5), Cairu (4), Andorinha (3) e Palmeiras (2).Ao considerar os casos confirmados, Santo Amaro se destaca com 17 casos, seguida por Gandu com 6. Os demais municípios contabilizam entre um e três casos confirmados.
(Foto: Reprodução)
No começo de um novo ano, várias pessoas adotam resoluções para ter um estilo de vida mais saudável. Muitas acham que fazer dieta ou se inscrever numa academia é mais fácil quando amigos e familiares adotam a mesma resolução. Mas nem todas as decisões que afetam a nossa saúde são conscientes e intencionais, já que tendemos a copiar o comportamento de amigos, colegas e parentes que admiramos. Infelizmente, também imitamos os hábitos ruins para a nossa saúde, como fumar ou comer demais. Esse fenômeno ajuda a explicar por que condições não contagiosas, como doenças do coração, derrames e câncer, parecem se espalhar de uma pessoa a outra como uma infecção. Seus amigos podem te engordar? Pessoas que valorizamos e com quem estamos em constante contato formam nossa rede social. O Estudo Cardíaco de Framingham (Farmingham Heart Research), liderado por pesquisadores de universidades como Harvard e Cambridge, analisa o poder desses contatos sociais desde os anos 40, ao acompanhar três gerações de moradores de Framingham, em Massachusetts, nos Estados Unidos. A pesquisa indica que temos mais chance de nos tornarmos obesos se alguém de nosso círculo íntimo for obeso. Conforme o estudo, uma pessoa é 57% mais propensa a se tornar obesa se tiver como amigo ou amiga uma pessoa muito acima do peso. No caso de ter uma irmã ou irmão obeso, o percentual é de 40%. E uma pessoa que tem parceiro obeso tem chance 37% maior de ficar acima do peso.
(Foto: Reprodução)
A geladeira da casa de Hector Fernandez está sempre trancada. A porta da cozinha também. Assim como a despensa e o armário de remédios. Qualquer lugar que contenha alguma coisa remotamente comestível fica fechado com chaves, que ficam escondidas sob o travesseiro de Hector à noite. Não é que ele seja paranoico com ladrões. É porque seu filho tem uma condição genética incurável: a síndrome de Prader-Willi. A condição, batizada em homenagem aos dois pesquisadores que a descobriram, em 1956, faz com que uma pessoa tenha uma fome insaciável. Hector diz que, se não for supervisionado, Christian, de 18 anos, pode, de fato, comer até morrer. "Ele já comeu comida de cachorro da tigela, do lixo, esvaziou um tubo inteiro de pasta de dente na boca. Para ele, é tudo comida...", diz ele, sendo interrompido por Christian, que diz estar com fome. Hector dá a ele uma única fatia de abacaxi, pré-cortada para garantir que ele não consuma mais açúcar do que é necessário pela manhã.
(Foto: Reprodução/TV Diário)
O Brasil aprovou o registro de 474 agrotóxicos em 2019, maior número documentado pelo Ministério da Agricultura, que divulga esses dados desde 2005. É um volume 5,5% maior do que o de 2018, quando foram liberados 449 pesticidas — um recorde até então. Os registros vêm crescendo no país desde 2016. Do total de 2019, 26 dos pesticidas são inéditos (5,4%) e 448 são genéricos (94,5%), ou seja, são "cópias" de princípios ativos inéditos — que podem ser feitas quando caem as patentes — ou produtos finais baseados em ingredientes já existentes no mercado. A última leva de liberações do ano foi publicada na última sexta-feira (27), no "Diário Oficial da União", com 36 agrotóxicos, todos genéricos. Até novembro, o total estava em 439, mas um registro divulgado durante o ano acabou suspenso por erro, totalizando os 474 em dezembro. De todos os produtos liberados ao longo do ano, 40 são biológicos (8,4%). Pela legislação brasileira, tanto esses produtos, utilizados na agricultura orgânica, quanto os químicos, aplicados na produção convencional, são considerados agrotóxicos.
(Foto: Reprodução)
O câncer de próstata é uma das formas mais comuns de câncer entre homens, com cerca de 1,2 milhões de novos casos ao ano, segundo a Associação Espanhola contra o Câncer. Ainda assim, o procedimento utilizado para diagnosticá-lo é pouco preciso. "Tradicionalmente, usamos um teste de sangue para identificar níveis elevados de um antígeno específico da próstata (PSA, na sigla em inglês) e então fazemos uma biópsia. Isso quer dizer que tiramos um tecido da próstata para examiná-lo no microscópio", explica à BBC Mark Emberton, professor de oncologia intervencionista da University College London (UCL). "Mas os níveis de PSA não são um indicador confiável do câncer de próstata: cerca de 75% dos homens que obtêm um resultado positivo não têm o câncer, enquanto que (o teste) não detecta a doença em cerca de 15% dos homens que a têm." Hoje em dia, adiciona o especialista, "diagnosticamos tumores que são inofensivos, o que leva a exames e operações desnecessárias, e ignoramos cânceres que são prejudiciais, deixando que a enfermidade se multiplique e se espalhe pelo corpo sem controle". Atualmente, Emberton faz parte do projeto ReIMAGINE liderado pela UCL, com pesquisadores do Imperial College e do King's College de Londres, além de médicos do hospital da UCL. A equipe está analisando se as imagens por ressonância magnética podem servir para fazer um diagnóstico efetivo de câncer de próstata em homens, da mesma forma que as mamografias são utilizadas para detectar o câncer de mama em mulheres. "Esperamos que, usando a ressonância magnética, possamos mudar a forma com que se diagnostica e se trata o câncer de próstata", diz Emberton. "Sabemos, por pesquisas internacionais, que a ressonância pode reduzir notavelmente e de forma segura o número de pacientes que precisam de uma biópsia invasiva." "Esses estudos fizeram com que, recentemente, as recomendações de saúde oficiais mudassem. Agora, sugere-se que a ressonância seja o primeiro teste para os homens que tenham suspeita do câncer de próstata e sejam encaminhados ao hospital pelo clínico-geral".
- Metropoles
- 27 Dez 2019
- 08:00h
(Foto: Reprodução)
Em setembro, cientistas brasileiros identificaram um novo protozoário, uma mutação dos micro-organismos da família Crithidia, que seria responsável por uma doença muito parecida à leishmaniose visceral. Ainda não se sabe muito sobre o protozoário, que deve receber o nome de Cridia sergipensis, mas especialistas estão preocupados com a gravidade da infecção causada por ele. O maior foco do parasita é, por enquanto, em Sergipe. O estado tem a mais alta taxa de mortalidade por leishmaniose do país. Casos suspeitos desde 2011 estão sendo analisados pelos cientistas e 150 amostras do Hospital Universitário (HU) de Aracaju serão revistas. Até agora, 58 já foram analisadas e a presença do protozoário foi identificada, sozinho ou acompanhado da Leishmania infantum, em 34 delas – destes, pelo menos dois pacientes morreram. “É certo que a gente tem notado um aumento na gravidade, de mortalidade, mas a gente não sabe qual a participação desse parasita nisso. A gente só sabe que ele existe e está contaminando pessoas. O resto estamos pesquisando, ciência só pode cravar com provas”, afirma Roque Almeida, imunologista e chefe do Laboratório de Biologia Molecular do HU, em entrevista ao Uol. Três pessoas estão sendo tratadas atualmente com suspeita da infecção pelo parasita, todas em estado grave. “Um caso é de uma criança que tratou, mas teve recidiva e está abarrotada de parasita na medula. A gente não vê essas coisas com frequência, e nos preocupa porque começamos a ter casos graves”, explica o pesquisador. A infecção pelo novo parasita não tem sintomas claros e específicos e, por isso, ainda pode ser confundida com a leishmaniose. O Cridia sergipensis é, possivelmente, uma mutação do protozoário Crithidia faticulada, que é da mesma família do Leishmania infantum, responsável pela leishmaniose, e do Tryopanosoma cruzi, da Doença de Chagas, e não transmite a doença para o ser humano, apenas insetos e plantas.
(Foto: Reprodução)
O Brasil registrou 13.489 casos confirmados de sarampo no ano de 2019, conforme os dados mais atualizados do Ministério da Saúde. Eles se referem aos casos notificados até 23 de novembro. Os estados de São Paulo e Paraná lideram em número de casos notificados no período mais recente de circulação do vírus, de 1º de setembro a 23 de novembro. Até essa mesma data, foram registradas 15 mortes pela doença em todo o país. Foram notificados em todo o Brasil 57.5619 casos suspeitos de sarampo em 2019, mas os confirmados correspondem a 23,4% desse total. Mais de 32% desses casos permanecem sob investigação. O país teve dois surtos diferentes, um no início do ano concentrado na região Norte, e outro mais para o fim do ano, e mais difuso. Considerando o último período analisado pelo Ministério, 17 unidades da federação identificaram o vírus do sarampo em circulação. Do total de casos confirmados no último período de circulação do vírus, 75,8% estão em 147 municípios de São Paulo, a maioria na região metropolitana da cidade. No estado de São Paulo, houve 12.296 casos confirmados, sendo 2.702 nos últimos 90 dias. Dos 173 municípios com casos de sarampo, 45 (25,6%) não atingiram a meta de vacinação de 95% do público alvo. Já o Paraná registrou 429 casos confirmados, sendo 405 nos últimos 90 dias. Dos 19 municípios com casos de sarampo, 6 (31,5%) não atingiram a meta de vacinação de 95%.
(Foto: Ilustrativa)
"Já tentamos de tudo. Compramos fone de ouvido. Colocamos músicas para disfarçar o barulho. Infelizmente, todas as tentativas frustradas. O barulho dos fogos deixa meu filho autista extremamente agitado e com muito medo. É perturbador vê-lo naquele estado e não ter condições de fazer nada, apenas chorar escondido". O relato é da diarista Zuleica Marques, de 36 anos, mãe do Samuel, de 11 anos. Ambos moram no Jardim Vitória, em Suzano. Samuel é autista. Ele faz tratamento no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) infantojuvenil "Entrelaços", localizado no município. Na unidade é acompanhado por uma equipe multidisciplinar. O diagnóstico comprovado de autismo veio há dois anos, mas a suspeita da doença o acompanhava desde os dois anos de idade. "O Samuel é uma criança tranquila, sociável e muito carinhosa, porém, quando ouve o barulho dos fogos ele se transforma", contou Zuleica. "E este comportamento não ocorre com outros barulhos, como um escapamento de caminhão ou um som alto. É o estampido dos fogos de artifício que o faz ficar com medo. Chega a sair gritando e querendo se esconder", descreveu a mãe do garoto. Samuel é uma das muitas crianças autistas que poderão ser beneficiadas com o projeto de lei do vereador suzanense Lisandro Frederico (PSD), que proíbe fogos de artifício com barulho na cidade. Uma audiência pública para discutir a proposta foi realizada na Câmara. Assim como Zuleica, a Comissão do Bem Estar Animal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Suzano, a Associação da Melhor Idade, e o Centro de Atenção Psicossocial - CAPS infantojuvenil "Entrelaços" já manifestarem apoio à iniciativa. "É pensando no Samuel, na família dele e nas muitas outras crianças que sofrem com autismo, que apresentamos este projeto", afirmou Lisandro.
(Foto: Reprodução)
Há seis anos, a advogada Ana Paula Crispim Cavalheiro, de 44 anos, e o marido, o comerciante Fernando Coelho Cavalheiro, de 49 anos, notaram algumas mudanças no comportamento da filha mais nova, Caroline, hoje com 11 anos. "Ela estava sempre cansada, perdendo peso, não conseguia segurar o xixi e bebia bastante água", recorda a mãe. Por sugestão de uma amiga, representante de um laboratório que comercializa aparelhos medidores de glicose (glicosímetros), utilizou um para verificar o nível de açúcar no sangue da filha. "Deu 372 mg/dl, quando o normal é menos de 100 mg/dl. Na mesma hora corremos para o hospital, e lá veio a comprovação: ela estava com diabetes tipo 1", relata Ana Paula, acrescentando que Caroline teve de ficar nove dias internada, cinco deles na UTI. A história de Pedro Henrique, de 9 anos, é bem parecida. Em 2016, seus pais também perceberam que ele estava fazendo muito xixi e tomando mais água do que o habitual. "Como era verão, não fiquei tão preocupada assim, achei que era por causa do calor. Fora que uma semana antes tínhamos ido ao pediatra e estava tudo bem", conta a mãe, a representante de vendas Erika Crapino Lopes, de 47 anos. O menino, então, começou a perder peso. "Foi aí que vimos que tinha, sim, alguma coisa errada. No hospital, quando mediram a glicemia, ela estava 415 mg/dl. Ele fez outros exames e o médico nos informou que o diagnóstico era diabetes tipo 1 e que precisaria de internação. Foram sete dias na UTI e mais três no quarto", complementa.
(Foto: Reprodução)
Durante 11 anos, o americano Doug Lindsay viveu 22 horas por dia preso a uma cama, acometido por uma doença misteriosa que nenhum médico conseguia diagnosticar e, muito menos, tratar.Os primeiros sintomas surgiram em 1999, quando ele tinha 21 anos de idade e se preparava para começar o último ano da faculdade de Biologia. Lindsay, que até então era um jovem saudável, começou a sentir palpitações, vertigem, cãibras e fadiga.Os médicos inicialmente achavam que se tratava de mononucleose e recomendaram que ele passasse as férias descansando. Mas ele não melhorava, e começou a suspeitar que seu quadro era mais grave e que sofria da mesma doença crônica que, por anos, afligiu sua família."Durante a maior parte da minha vida, minha mãe e minha tia sempre estiveram doentes", diz Lindsay à BBC News Brasil. "Elas sofriam de rigidez muscular, dores e fraqueza e tinham dificuldade para caminhar."Assim como a mãe e a tia, Lindsay passou por inúmeras consultas com diversos médicos, entre eles neurologistas, endocrinologistas e especialistas em medicina interna. Mas nenhum deles conseguia explicar seus sintomas. "Depois de alguns meses, ficou claro que eles não tinham respostas. E eu percebi que minha mãe e minha tia haviam passado a vida inteira indo a médicos e nunca tiveram respostas", lembra.Determinado a encontrar uma resposta, ele começou a pesquisar por conta própria. Depois de anos mergulhado em livros e artigos médicos e de inúmeros contatos com especialistas, Lindsay acabou não apenas chegando a um diagnóstico - descobriu que suas glândulas suprarrenais produziam adrenalina em excesso - como também desenvolvendo uma cirurgia para curar a própria doença.Hoje, ele dá palestras sobre sua experiência e atua como consultor médico para ajudar outros pacientes com enfermidades raras.
(Foto: Reprodução)
A partir de 2020, o Ministério da Saúde ampliará a oferta de vacinas contra febre amarela e gripe no Sistema Único de Saúde (SUS). Enquanto a vacina contra a febre amarela terá uma dose de reforço para crianças com quatro anos e será ofertada em todo o país, a vacina contra a Influenza passará a incluir a faixa etária de 55 a 59 anos. No que diz respeito à febre amarela, a vacinação contra a doença será ampliada de forma gradativa para 1.101 municípios dos estados do Nordeste que ainda não faziam parte da área de recomendação. O objetivo da mudança é fazer com que todo o território passe a contar com a vacina contra febre amarela na rotina dos serviços. Até o momento, a vacina era recomendada para quem vive ou visita as regiões Sul, Sudeste, Norte e Centro-Oeste. Já em relação à gripe, com o aumento da faixa etária de a partir de 60 para 55 anos, o público-alvo passará a representar aproximadamente 67,7 milhões de pessoas. Atualmente, a vacina contra a gripe é ofertada no SUS para idosos com 60 anos ou mais; crianças de 6 meses a 5 anos; gestantes e puérperas (período de 45 dias após o parto); trabalhadores da saúde; professores de escolas públicas e privadas; povos indígenas; pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais; forças de segurança e salvamento; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade; e funcionários do sistema prisional. As novas diretrizes sobre as Campanhas Nacionais de Vacinação foram enviadas pela pasta aos estados e aos municípios em novembro deste ano.
(Foto: Filipe Domingues/G1)
Um projeto liderado por uma cientista brasileira vai identificar as principais características genéticas dos brasileiros para prever doenças e antecipar tratamentos. Lançada nesta terça-feira (10), em São Paulo, a iniciativa "DNA do Brasil" quer mapear o genoma de 15 mil pessoas de 35 a 74 anos de idade e se tornar o maior levantamento do tipo já realizado no país. A ideia é que em cinco anos já se tenham os primeiros resultados. "O desafio é entender quais variações genéticas estão associadas a quais características das pessoas", disse a pesquisadora Lygia da Veiga Pereira, da Universidade de São Paulo (USP), na abertura do projeto. "Nós somos o resultado do nosso genoma mais o nosso estilo de vida. O genoma é a receita do nosso corpo." Além da geneticista, estão envolvidos na parceria o Ministério da Saúde, que oferecerá dados epidemiológicos da população brasileira por meio do projeto ELSA Brasil; e organizações privadas como a Dasa, empresa da área de saúde, que financiará e realizará o sequenciamento das primeiras 3 mil amostras; a Illumina, que vai fornecer os insumos; e a Google Cloud, que fará o armazenamento e proteção dos dados.