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Outubro Rosa: a saúde da mulher além dos exames ginecológicos

  • Fernanda Sene
  • 14 Out 2020
  • 18:44h

Prevenção e diagnóstico precoce são essenciais para obter sucesso no tratamento e reduzir o número de mortes | Foto: Divulgação

Câncer é um diagnóstico difícil de digerir, uma palavra difícil de ser dita, e muitas pessoas evitam até pronunciá-la. É uma doença silenciosa, e que afeta milhares de pessoas no mundo, considerada uma epidemia global, infelizmente tende a aumentar nos próximos anos.  Atualmente, 7,6 milhões de pessoas morrem em decorrência da doença a cada ano; deste valor, 4 milhões têm entre 30 e 69 anos.

No Dia Mundial do Câncer (4 de fevereiro), o INCA (Instituto Nacional de Câncer) lançou a publicação “Estimativa 2020: Incidência de Câncer do Brasil”, criada para alertar, e conscientizar sobre a importância da disseminação de informações de qualidade e desenvolver estratégia para lidar com a doença. A previsão para 2025 é assustadora e preocupante: a estimativa é de 6 milhões de mortes prematuras por ano, sendo que 1,5 milhão de óbitos poderiam ser evitados com medidas adequadas. Segundo a publicação, os cânceres mais incidentes no Brasil são os de pele não melanoma, mama, próstata, cólon e reto, pulmão e estômago.

A pesquisa realizada pela IARC (Agência Internacional de Pesquisa em Câncer) mostra que o câncer de mama é um dos três tipos de câncer com maior incidência, junto com o de pulmão e o colorretal, e é o que mais acomete as mulheres em 154 países dos 185 analisados.  Segundo o INCA, representa a primeira causa de mortes por câncer em mulheres brasileiras, e as regiões que apresentam as maiores taxas de mortalidade são o Sul e Sudeste, que tiveram 15,56 e 14,56 óbitos/100 mil mulheres em 2015. O estudo aponta que uma a cada quatro mulheres que têm um caso diagnosticado tem câncer de mama, representando 24,2% do total.

“A melhor maneira de conter a doença é investir em prevenção, acompanhamento e rastreamento para que o câncer seja descoberto cada vez mais precocemente. Todas mulheres devem realizar um check-up ginecológico todos os anos. Se houver casos de câncer na família, esse cuidado deve ser intensificado. Casos descobertos logo no início têm mais chances de serem tratados. É importante assumir as rédeas, ter atitudes para valorizar a saúde e a vida, como, por exemplo, ter uma alimentação saudável, manter o peso corporal, praticar atividade física regularmente, não ingerir bebida alcoólica e não fumar, são ações que ajudam a reduzir 28% o risco de desenvolver câncer de mama.”, alerta Alberto Guimarães, ginecologista e consultor de saúde da MetaLife Pilates.

A combinação de dieta e peso corporal saudáveis, juntamente com os níveis recomendados de atividade física, pode reduzir significativamente o risco de desenvolver câncer. O peso corporal excessivo é responsável por uma grande proporção dos casos de câncer, entre eles esôfago, rim, endométrio, mama, cólon e reto

O sedentarismo é responsável por uma proporção significativa dos casos de câncer de cólon – aproximadamente 15% no Brasil. Os dados são alarmantes: anualmente, são cerca de 600 mil novos casos, e o câncer é a segunda causa de morte entre a população brasileira, atingindo mais de 25 mil pessoas. A estimativa é que, “até os 75 anos de idade, um em cada cinco brasileiros desenvolva algum tipo de câncer”, alerta o Atlas do Câncer, publicação que teve sua primeira versão traduzida para o português em parceria com o Hospital de Amor (Barretos), instituição de prestígio internacional na área da saúde.

A educadora física Adriana Cardoso, 50 anos, ativa, adepta de alimentação saudável, sempre teve uma vida regrada. Durante um check-up anual de rotina, em outubro de 2019, foi surpreendida com o diagnóstico de câncer de mama.

“Ao realizar os exames de rotina ultrassom e mamografia, foi identificado uma calcificação atípica. O ginecologista, então, solicitou uma mamotomia (biopsia), que confirmou o resultado da mamografia. Ao procurar o mastologista, recomendou-me realizar uma cirurgia.

Foi retirado um fragmento da mama (menor que um quadrante), e uma parte do material retirado foi avaliada na sala de cirurgia e a outra parte foi enviada para o laboratório. Quinze dias após o procedimento, foi detectado um carcinoma in sito grau 2 (o tipo mais comum de câncer entre as mulheres).

Não é fácil receber este tipo de diagnóstico, assusta, preocupa, é como se o tempo parasse por alguns minutos.  Recuperada do susto, decidi partir para a parte prática, não sou mulher de ficar parada, esperando a vida acontecer, gosto de ação e solução.

Com esse resultado, era preciso retirar mais uma parte da mama e ficaria com uma diferença grande. Minha decisão foi retirar toda a mama e realizar a reconstrução no mesmo dia. Então, veio a pandemia e mudou todos os planos. A cirurgia foi adiada. Neste período, para inibir a evolução do câncer, fiz hormônio terapia, tratamento que vai durar cinco anos para evitar que a doença afete a outro mama.”

O caso da educadora física mostra a importância do diagnóstico precoce e a importância de ter uma vida saudável com exercícios e alimentação balanceada. A atividade física melhora a imunidade, aperfeiçoa as funções do corpo, tornando a recuperação mais rápida. Adriana não precisou realizar quimioterapia ou radioterapia. Prevenção é a palavra-chave para o tratamento do câncer ou de qualquer outro tipo de doença.

Nunca é tarde para sair do sedentarismo e iniciar a vida fitness. O Pilates é uma excelente opção para dar os primeiros passos no mundo da atividade física. A modalidade trabalha a parte física e mental, ajuda a amenizar sintomas de ansiedade, ensina a controlar a respiração, é uma maneira eficaz de reabilitação, aumenta a resistência física, corrige problemas posturais, tonifica a musculatura, potencializa a flexibilidade, promove menos atrito nas articulações, melhora a respiração e proporciona noites de sono melhores.

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Com mais de 93 mil exames e consultas em 2020, Planserv lança apoio ao Outubro Rosa

  • Redação
  • 09 Out 2020
  • 17:16h

Foto: Divulgação / Planserv

Com 27.694 mamografias convencionais bilaterais, 46.023 ultrassons de mamas bilaterais e 19.909 consultas na especialidade Mastologia realizadas até setembro de 2020, o Planserv divulgou apoio à campanha "Outubro Rosa". Iniciado na década de 90 nos Estados Unidos (EUA), o movimento alerta para a conscientização das mulheres e da sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. "A prevenção é o caminho mais adequado para prognósticos positivos, uma vez que quanto mais cedo acontecer o diagnóstico, as chances de recuperação são maiores", diz Socorro Brito, coordenadora-geral do Planserv. O plano ainda reforça a importância de efetuar consultas direcionadas à saúde da mulher, bem como a realização da mamografia. Estimula, ainda, que desenvolvam o hábito preventivo do toque e façam o auto exame. A Assistência conta com prestadores habilitados para realizar os exames de imagem para diagnóstico, além de unidades para tratamento do câncer. No Brasil, a primeira iniciativa, que partiu de um grupo de mulheres em 2002, foi marcada pela iluminação rosa do Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo. Anos mais tarde, entidades relacionadas ao câncer de mama iluminaram de rosa monumentos e prédios em diversas cidades.

 

Aos poucos, o Brasil foi ganhando a simbólica cor em todas as capitais e o mês de outubro tornou-se símbolo da luta pela prevenção e tratamento do câncer de mama.

OMS chama atenção para uso de ar-condicionado e recomenda ventilação natural

  • Redação
  • 22 Set 2020
  • 19:37h

(Foto: Reprodução)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçou a recomendação para que as pessoas mantenham ventiladas as casas e ambientes de trabalho durante a pandemia da Covid-19. A entidade ainda ressaltou que os melhores métodos são aqueles já conhecidos e naturais, como abertura das janelas. Representantes da OMS participaram de uma transmissão ao vivo nas redes sociais nesta  terça-feira (22). Na ocasião, a diretora do Departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, María Neira, destacou que a entidade “continua a recomendar a ventilação natural como o método mais eficaz para renovar o ar nos espaços. Na atual pandemia, ainda é necessário "criar um ambiente mais saudável", e não só em relação ao novo coronavírus, mas também a outras infecções, frisou a María. O alerta caiu também sobre os aparelhos de ar-condicionado. A OMS sugere o uso de ventiladores mecânicos no lugar do ar-condicionados.  Sobre estes aparelhos e outros mecanismos de circulação de ar, o especialista da OMS Luca Fontana acresentou que o uso em locais frequentados por membros da mesma família não acarreta problemas, mas podem favorecer a circulação de patógenos se uma pessoa infectada os visitar, traz a reportagem do Estadão.

Bahia tem metade dos casos de chikungunya do Brasil; registros no estado cresceram 300%

  • Jade Coelho
  • 22 Set 2020
  • 07:35h

(Foto: Reprodução)

Paralela à crise sanitária do novo coronavírus, a Bahia vive uma epidemia de Zika e Chikungunya que tem afetado pacientes de forma um pouco mais silenciosa. O estado concentra 49,6% dos casos prováveis notificados ao Ministério da Saúde até o mês de agosto de cada uma das duas doenças.  Até o fim de maio as ocorrências de chikungunya no estado representavam 39,1% dos registrados em todo o país (lembre lendo reportagem sobre o tema). O boletim mais recente do Ministério mostra crescimento nos registros, e que agora a Bahia tem metade dos casos prováveis nesse ano.  Tanto chikungunya quanto zika são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Os sintomas são parecidos e incluem febre, dores intensas nas articulações, pele e olhos avermelhados, dores pelo corpo, dor de cabeça, náuseas e vômitos, coceira pelo corpo e até conjuntivite sem secreção. Sobre a chikungunya, o Ministério da Saúde informa que até a terceira semana de agosto foram notificados 66.788 casos prováveis (taxa de incidência de 31,8 casos por 100 mil habitantes) no país. As regiões Nordeste e Sudeste apresentam as maiores taxas de incidência. Além da Bahia, chama a atenção o Espírito Santo, que concentra 19,8% do total. Em comparação com o ano passado, a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) identificou crescimento de 318,7% nos casos prováveis de chikungunya. No total, 296 municípios realizaram notificação para a doença, e pelo menos 110 apresentaram incidência maior que 100 casos/100 mil habitantes. A zika teve um número menor de notificações. O Ministério da Saúde informa que foram 5.959 até o início de agosto, e metade aconteceu na Bahia.  De acordo com a Sesab, até 15 de setembro foram notificados 4.006 casos prováveis de Zika no estado. No mesmo período de 2019, foram 2.762, o que representa um aumento de 45%.  Os casos de zika estão espalhados por 168 cidades baianas. Pedrão, no centro-norte baiano, tem a maior incidência: 612,5 casos para cada 100 mil habitantes. 

Estudante brasileira que cursava Medicina em Buenos Aires morre ao cair em poço de elevador

  • Redação
  • 09 Set 2020
  • 09:26h

(Foto: Reprodução Redes Sociais)

Uma estudante brasileira de 22 anos morreu em Bueno Aires, na Argentina, onde morava e cursava medicina. Segundo a família, Ana Karolina Lara Ferreira Fernandez caiu no poço de um elevador quando estava no prédio de amigos. Parentes e amigos iniciaram uma campanha nas redes sociais para arrecadar dinheiro e trazer o corpo para ser sepultado em Chapadão do Céu, no sudoeste de Goiás, onde a família vive.

Ana Karolina morreu na última sexta-feira (4). De acordo com a empresária Silvana Lara Ferreira, mãe da jovem, a família ainda tem poucas informações confirmadas do que aconteceu.

A jovem se mudou para o país vizinho há quatro anos para fazer faculdade de medicina, que era seu grande sonho. A família era natural de São Paulo, mas se mudou quando Ana tinha 6 anos para a cidade goiana. Lá ela viveu até os 18, quando foi para a Argentina.

Silvana contou que está providenciando documentos para enviar ao país vizinho e conseguir a liberação do corpo, o que ainda não tem previsão de acontecer. Ela disse que está recebendo apoio logístico tanto do Itamaraty quando do Governo de Goiás.

“Não sabemos ainda [quando ocorrerá a liberação do corpo]. Com a pandemia tudo se torna mais difícil”, afirmou.

O desejo dela é sepultar a filha em Chapadão do Céu. Para isso, ela disse que precisa juntar o montante de 5 mil dólares – na cotação desta terça-feira (8), R$ 26,8 mil.

Por isso, duas frentes de doação foram criadas: amigos da cidade goiana criaram uma “vaquinha” online, já colegas dela da Argentina postaram contas bancárias para depósitos com o fim de ajudar no traslado.

Pela primeira vez no século, Brasil não atinge meta para vacinas infantis

  • Natália Cancian | Folhapress
  • 08 Set 2020
  • 16:23h

(Foto: Reprodução)

Pela primeira vez em quase 20 anos, o Brasil não atingiu a meta para nenhuma das principais vacinas indicadas a crianças de até um ano, apontam dados de 2019 do Programa Nacional de Imunizações, analisados pela reportagem. A situação ocorre em um contexto de cinco anos de queda nas coberturas vacinais, com redução de até 27% para alguns imunizantes.

Para complicar, em meio a pandemia do novo coronavírus, equipes de saúde dizem ver atrasos na busca pela vacinação também neste ano, o que indica a possibilidade de haver nova queda histórica.

Em geral, a meta de vacinação de bebês e crianças costuma variar entre 90% (para vacinas contra tuberculose e rotavírus) e 95% (as demais). Abaixo desse valor, há forte risco de retorno de doenças eliminadas, como ocorreu com o sarampo, ou aumento na transmissão daquelas que até então eram controladas.

Em 2019, porém, nenhuma vacina atingiu a meta entre o grupo de bebês e crianças até um ano completo -- em 2018, mesmo em queda, 3 das 9 principais indicadas a esse grupo atingiram o patamar ideal. Em outros momentos, o Brasil também chegou a ter até sete vacinas com cobertura dentro do ideal, com as demais próximas desse cenário.

Os números de 2019, assim, trazem um novo alerta a um país reconhecido por ter um dos maiores e mais bem-sucedidos programas de imunização do mundo. O maior índice de cobertura na vacinação de rotina (91,6%) foi registrado para a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, o que pode estar ligado ao aumento nas informações sobre a doença. O menor (69%) foi registrado para a pentavalente, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, entre outras, e alvo de desabastecimento no último ano.

Na prática, os dados de 2019 mostram que 8 das 9 vacinas indicadas a crianças de até um ano tiveram queda na adesão. Em alguns casos, como as vacinas contra poliomielite e tuberculose, a cobertura vacinal já chega ao menor índice em pelo menos 23 anos. Em outros, como a pentavalente, a cobertura é a menor desde que houve a incorporação completa no SUS.

A cada ano, secretarias de saúde costumam ter até o final de abril para registrar no sistema dados de vacinação do ano anterior. Neste ano, com a pandemia, o prazo foi adiado para 31 de julho.

Os primeiros sinais de queda começaram a ser registrados em 2015 e se agravaram em 2017, quando apenas uma vacina atingiu a meta.

No ano seguinte, a situação continuou grave, mas algumas vacinas tiveram leve recuperação, o que levou equipes do Ministério da Saúde a considerar possível uma reversão na tendência. A queda, porém, se manteve em 2019, no primeiro ano da gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Análise feita pela reportagem nos dados do PNI evidenciam parte desse impacto. De 2014 a 2019, a cobertura das principais vacinas para bebês teve queda de 7% (pneumocócica) a 27% (pentavalente).

Apesar dos primeiros alertas terem ocorrido há anos, ainda não há explicação do que leva à queda. Pesquisas que estavam sendo aplicadas desde o último ano tiveram que ser adiadas na pandemia.

Especialistas, porém, apontam fatores como a falsa sensação de segurança, mudança no mercado de trabalho, problemas na organização da rede e até o próprio sucesso do programa, com aumento no número de vacinas ofertadas, o que exige ir mais aos postos. Outro fator que teria pesado foi o desabastecimento, como houve com a pentavalente por problemas na compra no mercado internacional, e a BCG, dada em maternidades.

"Não é que a população não quer, é que faltou", diz Isabella Ballalai, da Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações), que aponta mais motivos para a BCG. "Alguns municípios passaram a evitar abrir um frasco [que tem dez doses] à toa para otimizar. Mas se não faz a vacinação na maternidade, a cobertura cai. E se chega no posto e ouve que é pra voltar dali a dois dias, não volta".

A situação também pode ter interferido em outras vacinas com intervalos próximos, afirma José Cássio de Moraes, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de SP, que cita ainda o impacto do ajuste fiscal na saúde, o aumento na informalidade e dificuldades na notificação por municípios.

Apontados como fator para uma queda na vacinação também no restante do mundo, movimentos antivacina ainda são vistos como fracos no Brasil. Declarações recentes do presidente Jair Bolsonaro de que ninguém é obrigado a se vacinar contra Covid, no entanto, levantam polêmica pelo potencial antivacinação. "É uma frase muito usada por movimentos antivacina. E é inadequada, porque a proteção da vacina não é só para uma pessoa, mas para a sociedade", diz Moraes.

Equipes de saúde avaliam que o temor do coronavírus pode ter levado famílias a evitar os postos. Em abril, a vacinação de rotina também chegou a ser suspensa temporariamente em alguns estados.

Na tentativa de retomar os índices, o Ministério da Saúde prepara uma campanha de multivacinação em outubro.

Para especialistas, no entanto, a adesão deve ser estimulada já, sobretudo em estados que planejam retomar as aulas nas próximas semanas. "Não dá para a criança voltar para a escola sem estar vacinada. Esses números deixam a gente vulnerável a um surto de pólio", afirma Ballalai. "A situação é catastrófica".

Questionado pela reportagem, o Ministério da Saúde diz que tem ampliado campanhas de conscientização e atribui a queda em 2019 à continuidade da redução anterior. Também cita fatores, "tais como a falsa sensação de segurança causada pela diminuição ou ausência de doenças imunopreveníveis; o desconhecimento da importância da vacinação por parte da população mais jovem e as falsas notícias veiculadas especialmente nas redes sociais sobre o malefício que as vacinas podem provocar à saúde". A pasta frisa que a vacinação segue normalmente na pandemia, respeitando as orientações de segurança.

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Metade dos leitos de UTI de hospital em Itabuna é desativada após problema com oxigênio

  • Redação
  • 23 Ago 2020
  • 08:24h

Dez dos 20 leitos de UTI para tratar pacientes com coronavírus foram desativados após problema em sistema de oxigênio | Foto: Ascom Sesab

Metade dos leitos de UTI destinados ao tratamento de pacientes com Covid-19 do Hospital de Base de Itabuna tiveram que ser desativados após problema na usina de oxigênio, nesta sexta-feira (21). A direção do hospital alegou que a media foi tomada por segurança. Ainda de acordo com o centro hospitalar, uma empresa especializada foi chamada para identificar e resolver o problema, mas ainda não há previsão para o retorno da oferta total dos leitos. O município de Itabuna possui 41 leitos de UTI exclusivos para o tratamento do coronavírus. No entanto, neste sábado (22), apenas dois deles, que são pediátricos, estão disponíveis. A prefeitura informou que a assistência a pacientes com coronavírus está sob controle e que, havendo necessidade, pacientes seriam transferidos para outras unidades hospitalares no sul do estado, através do serviço de regulação oferecido pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab).

Projeto de Lei aprovado pelo Senado pode tirar R$ 242 bilhões da saúde e educação

  • Redação
  • 15 Ago 2020
  • 08:21h

A proposta pede que seja retirado recursos do Fundo Social do Pré-Sal para expandir a rede de gasodutos do País | Foto: Reprodução

Um projeto de lei aprovado pelo Senado na última quinta-feira (13), pode tirar cerca de R$ 242 bilhões destinados a saúde e educação nos próximos 20 anos, caso ele não seja vetado pelo presidente Jair Bolsonaro. A proposta que tramitou na Câmara com uma regra diferente da que foi aprovada pelo Senado, pede que seja retirado recursos do Fundo Social do Pré-Sal para expandir a rede de gasodutos do País e para despesas correntes de Estados e municípios. De acordo com o jornal ‘Estadão’, a perda é referente ao período entre 2020 e 2040, quando o Fundo Social deve arrecadar R$ 500 bilhões com a comercialização do óleo a que a União tem direito. O prejuízo para as áreas se dá nos R$ 97 bilhões que passam a ser direcionados para o Brasduto e R$ 145 bilhões para os fundos de participação de Estados (FPE) e municípios (FPM), que podem ser usados livremente pelos governadores e prefeitos para bancar qualquer tipo de despesa. Antes de ir para o Senado, os deputados impuseram uma regra para o Projeto de Lei, segundo a qual Estados e municípios deveriam usar o dinheiro que abasteceria FPE e FPM em saúde e educação, porém o que foi aprovado na quinta-feira propõe uma nova divisão do dinheiro. A ideia é que ele seja distribuído da seguinte forma: 50% para o Fundo Social; 20% para o Fundo de Expansão dos Gasodutos de Transporte e de Escoamento da Produção (Brasduto); e 30% para o Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Anvisa publica guia com novos critérios para triagem de doadores de sangue

  • Agência Brasil
  • 11 Ago 2020
  • 18:35h

Atualização da norma elimina a restrição de doação de sangue por homens que tiveram relações sexuais com outros homens | Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou um guia com novos critérios para a triagem clínica e epidemiológica de candidatos a doação de sangue. Em vigor desde o dia 7 de agosto, o material atualiza as orientações aos serviços de hemoterapia.

A norma elimina, por exemplo, a restrição de doação de sangue por homens que tiveram relações sexuais com outros homens e/ou com parceiras sexuais destes nos últimos 12 meses antes do procedimento.

“Além de formalizar novas recomendações para o setor, o guia será um instrumento para coleta de contribuições da sociedade sobre a proposta de inclusão dos novos critérios. Para isso, foi disponibilizado um formulário para o envio de sugestões”, informou a Anvisa.

O prazo da consulta será de 180 dias, contados a partir desta segunda-feira (10), ou seja, até 5 de fevereiro de 2021.

Mudanças

O fim da restrição de doação de sangue por homens que tiveram relações sexuais com outros homens e/ou com suas parceiras sexuais atende a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou a medida inconstitucional.

Recomendações

Além da inclusão de novos critérios a serem aplicados, o guia traz sugestões de requisitos que possam ser avaliados na história da pessoa candidata à doação, independentemente dos grupos populacionais que represente, buscando a triagem de indivíduos de baixo risco na população geral para a doação de sangue.

Propostos na forma de recomendações, os critérios, segundo a agência, foram pactuados com especialistas da Rede Nacional de Serviços de Hematologia e Hemoterapia e já vêm sendo aplicados desde a formalização da decisão do STF, em junho deste ano.

Informe

A Anvisa também coordena a elaboração de um informativo destinado à sociedade sobre a doação e a transfusão de sangue mais seguras, com participação de especialistas e de representantes da comunidade LGBTI+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, intersexo e outras orientações sexuais e grupos).

“O objetivo é esclarecer e reforçar informações importantes para a pessoa que queira doar sangue”, informou a agência.

Pesquisa americana constata que mulheres que fumam maconha gozam mais e melhor

  • Bahia Notícias
  • 07 Ago 2020
  • 06:10h

Foto: Ilustrativa/Reprodução/Pixabay

Um estudo da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, identificou que mulheres que fumam maconha regularmente relatam ter orgasmos maiores e melhores. Essas mulheres também possuem um nível mais alto de excitação e satisfação sexual.

A pesquisa contou com participação de 452 mulheres que responderam um questionário distribuído em alguns estabelecimentos que comercializam maconha. No país a erva é legalizada em alguns estados e pode ser comercializada em lojas.

O estudo foi conduzido por cientistas do departamento de urologia de Stanford. As voluntárias responderam a um "Índice de Função Sexual Feminina". O questionário tinha como objetivo permitir a avaliação da atividade sexual nas quatro semanas anteriores. O inquérito possui seis categorias: desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação e dor. Quanto maior a pontuação no teste, melhor a satisfação sexual.

Os resultados obtidos no estudo indicam que as mulheres que utilizam a maconha tendem a possuir uma pontuação mais alta que as outras.

"Nossos resultados demonstram que o aumento da frequência do uso de cannabis está associado à melhoria da função sexual e ao aumento da satisfação, orgasmo e desejo sexual", escreveram os autores do estudo.

Planos de saúde perdem mais de 280 mil clientes, e SUS pode ficar sobrecarregado

  • 05 Ago 2020
  • 17:58h

(Foto: Reprodução)

Os planos de saúde perderam mais de 280 mil clientes no Brasil entre os meses de abril e maio. Se a tendência de debandada na saúde suplementar continuar, o Sistema Único de Saúde (SUS), única opção para a qual essas pessoas podem recorrer, pode ficar sobrecarregado.  A queda no número de beneficiários dos planos é um fenômeno agravado pela pandemia do novo coronavírus, que culminou na perda de emprego ou na queda brusca nos rendimentos das pessoas. De acordo com o jornal O Globo, caso os dados de junho sigam os de maio e mais 200 mil usuários fiquem sem plano, esse terá sido o pior trimestre da História do país, de acordo com José Cechin, superintendente executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). “De fato, estamos numa crise. Isso vem acontecendo de forma importante desde abril e acelerou em maio: 216 mil a menos em um mês só é uma variação importante. Ainda não temos os dados de junho, mas também deve haver perda de beneficiários, porque não houve retomada”, afirma Cechin. Dados apontam que, em maio, dos 37,8 milhões de usuários de planos coletivos (80,7% do total), 83% eram beneficiários de coletivos empresariais e 16,4%, coletivos por adesão formados por sindicatos e entidades de classe, por exemplo. O restante são planos individuais. Para o superintendente do IESS, no caso de procedimentos mais simples, a migração para o SUS não deve ser total, já que parte da população tende a buscar clínicas populares ou consultas particulares como forma de agilizar o tratamento.  Isso, entretanto, não é solução para atendimentos de emergência, cirurgias ou exames mais complexos: “Com a saída em massa dos planos, a maioria vai mesmo ter que ir para a fila do SUS e buscar atendimento em UPA”.

Em eleição realizada nesta quarta-feira (22), prefeito Eduardo Vasconcelos é reeleito presidente do Consórcio de Saúde de Brumado e Região

  • Ascom | PMB
  • 22 Jul 2020
  • 16:08h

O prefeito Eduardo Vasconcelos foi reeleito presidente do Consórcio Regional de Saúde de Brumado (Foto: Ascom | PMB)

Aconteceu na manhã desta quarta-feira (22) a eleição para a escolha do presidente do Consórcio Regional de Saúde de Brumado que compreende 21 municípios da região. Realizada de forma virtual devido à pandemia, o processo contou com a presença do coordenador dos consórcios de saúde na Bahia. Todos os prefeitos foram muito conscientes em seus posicionamentos e, por unanimidade, o prefeito Eduardo Vasconcelos foi reeleito presidente do referido consórcio, tendo como vice, o prefeito Roberval Galego, do município de Dom Basílio. Na oportunidade foi confirmado a continuidade das obras da Policlínica de Brumado, as quais estão em ritmo intenso e devem ser finalizadas até o final do ano, podendo a unidade regional já entrar em funcionamento nos primeiros meses de 2021. O grande trabalho e o alto índice de resolutividade da saúde em Brumado foi fundamental para a recondução de Eduardo Vasconcelos que vem promovendo ao longo dos últimos anos uma grande transformação do setor.

E agora, qual é o plano futuro para o setor de saúde depois da pandemia?

  • Ivana Maria Saes Busato
  • 17 Jul 2020
  • 17:44h

(Foto: Reprodução)

A Covid-19 impulsionou algumas mudanças no setor de saúde como reorganização da assistência, atualização de protocolos, cuidados com a força de trabalho, imagem da empresa. Os setores, privado e público, unem forças e conhecimentos para “sobreviver”, mas e depois que a pandemia passar, como deverão organizar-se? Ainda irá funcionar de forma passiva no estado, a espera do paciente? Gestores públicos na luta com o distanciamento social e as medidas restritivas da sociedade, o setor de saúde esmagado pela demanda que já era insuportável, e agora está acrescida das novas demandas da pandemia.

Muitos estão focados nas estratégias para o enfrentamento neste momento. Mas, temos que nos preocupar com o futuro também e fazer um planejamento estratégico de médio e longo prazo. Então, como organizar o setor após pandemia? Quais os aprendizados devemos incorporar na rotina de nossos serviços?

Primeiro devemos entender que a forma como as pessoas irão “consumir” saúde será diferente, quais os critérios de escolha dos serviços pelo cliente?

Como diz o médico psiquiatra, Antônio Quinto Neto, em seu blog sobre Qualidade e Segurança Assistencial “atender toda a população através dos modelos tradicionais de cuidado exige uma quantidade infinita de recursos. A medicina digital –  promessa da Quarta Revolução Industrial – surge como base para que as ferramentas da inteligência artificial e outros recursos informacionais transformem os cuidados de saúde e proporcionem a incomparável oportunidade de acesso a todos em suas próprias casas”.

O atender tradicional, restrito às paredes dos serviços de saúde, exigirão mudanças na biossegurança, nos processos de trabalho, investimento na estrutura física, espaçamento dos atendimentos, a lógica da produção em escala não fará mais sentindo, por tudo isto, manter as estruturas custará mais caro.

Como podemos alterar a dialética do antes da Covid-19? Quando os serviços ficam na espera dos clientes, na busca por suas necessidades sentidas, com transferência total da responsabilidade pela procura para o paciente.

Em todos os setores que prestam serviços, a lógica mudou, em plena pandemia vemos que o futuro chegou mais cedo e de um jeito trágico.

A Associação Nacional de Hospitais Privados (ANHP) aponta que o “desafio agora é aproveitar a oportunidade para tornar o exercício da medicina, através da utilização de metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados, uma realidade no Brasil quando a pandemia passar. Para isso, será preciso se adequar para oferecer serviços seguros e de qualidade para um grande número de pessoas”.   

O setor de saúde deverá se reinventar, assim como vários setores da economia que fazem prestação de serviços, haverá necessidade de mudanças estruturais de forma radical no investimento em pesquisa, tecnologia, qualificação e oferta de serviços de saúde.  

Autora: Ivana Maria Saes Busato é doutora em Odontologia, coordenadora dos Cursos de Tecnologia em Gestão Hospitalar e Gestão de Saúde Pública do Centro Universitário Internacional Uninter.

Novo tipo do vírus da Zika circula no Brasil; Fiocruz-BA prevê possibilidade de epidemia

  • Redação
  • 25 Jun 2020
  • 09:10h

Pesquisadores identificaram uma nova linhagem do vírus da zika em circulação pelo Brasil. A constatação foi feita por profissionais da Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs), da Fiocruz Bahia Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) A descoberta foi feita a partir de uma  ferramenta que monitora as sequências genéticas do vírus. Conforme reportagem do G1, os pesquisadores detectaram, pela primeira vez no país, um tipo africano dele, com potencial de originar uma nova epidemia.Um dos líderes do estudo, Artur Queiroz, destaca dois dados que indicam que a linhagem circulou pelo Brasil em 2019. O primeiro é o fato de que ela foi encontrada em dois estados distantes entre si, no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro. E o segundo é que os hospedeiros que “abrigavam” os vírus eram diferentes: um mosquito “primo” do Aedes aegypt, chamado Aedes albopictus, e uma espécie de macaco. A descoberta foi publicada no início de junho, no periódico “International Journal of Infectious Diseases”.

Bolsonaro sinaliza que pode demorar para indicar novo ministro da Saúde

  • Redação
  • 18 Mai 2020
  • 07:31h

À aliados, o presidente disse, no final de semana, que o general Eduardo Pazuello pode permanecer como interino até o fim da pandemia | Foto: Reprodução

Presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) sinalizou a aliados durante o final de semana que deve demorar a indicar o novo ministro da Saúde, depois do pedido de demissão do oncologista Nelson Teich, na última sexta-feira (15). Com isso, deve permanecer no cargo por mais tempo, interinamente, o general Eduardo Pazuello, que comanda a pasta em meio à crise sanitária provocada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Bolsonaro revelou ainda que, caso não tenha plena confiança sobre sua próxima escolha, Pazuello pode administrar o ministério até o fim da pandemia.