BUSCA PELA CATEGORIA "Saúde"
- Jade Coelho
- 09 Jan 2021
- 09:48h
(Foto: Reprodução)
A cobertura vacinal da Bahia em 2020 foi a mais baixa dos últimos 10 anos entre pelo menos 8 dos 9 imunizantes básicos do Programa Nacional de Imunização (PNI). Com ansiedade e atenções da população voltadas para a vacina da Covid-19, a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) destaca a importância da adesão à vacinação de rotina.
Vânia Rebouças, coordenadora do Programa Estadual de Imunização, sinaliza que a Bahia acompanha a tendência nacional, que já vinha registrando queda na adesão vacinal desde 2016. O fato é que em 2020, com a pandemia da Covid-19, a situação foi agravada. "É bem paradoxal essa história em relação a nossa cobertura. Enquanto a humanidade anseia pela vacina da Covid-19 para controlar a pandemia, a gente vivencia baixas coberturas vacinais que são importantes para controle e eliminação das doenças”, analisou.
A meta de vacinação é de 90% a 95% do público alvo para os imunizantes de rotina. No PNI, elogiado em todo o mundo, estão as vacinas BCG, Rotavírus, Meningocócica C, Pneumocócica 10v, Poliomielite, DTP+HIB+HB (Pentavalente), Hepatite A e Tríplice viral.
Os dados da Sesab ainda não estão completamente fechados, mas de acordo com os índices informados pelas prefeituras baianas até 18 de dezembro de 2020 a média alcançada nas salas de imunização do estado foi de 65%. Em apenas em uma das nove vacinas a Bahia ficou acima de 70%.
Na BCG o índice foi de 65,3%; Rotavírus 66,2%; Meningocócica 68,1%; Pentavalente 63,4%; Pneumocócica 65,3%; Poliomielite 65,2%; Febre Amarela 58,1%; Hepatite A 64,59%; e Tríplice viral 74,4%.
O obstáculo para 2021 agora é conscientizar a população para que os índices voltem ao patamar ideal. Entre as consequências de redução dos vacinados está o aumento dos chamados “bolsões suscetíveis”. O termo técnico diz respeito ao acúmulo de pessoas sem a devida proteção, e no caso do vírus ser introduzido na localidade, rapidamente eclode um surto ou epidemia.
“A gente costuma brincar que as vacinas são vítimas do seu próprio sucesso. As pessoas não buscam vacina por acharem, de maneira equivocada, que não estamos correndo risco, quando a gente sabe que os vírus continuam circulando e que por isso é importante manter as vacinas em dia”, comentou Vânia.
Em Salvador a chefe do setor de Imunização da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Doiane Lemos, reconhece que em 2020 a vacina de rotina não foi priorizada, e que a adesão não foi suficiente.
Diante dos índices, a SMS adotou estratégias para facilitar o acesso da população através da busca ativa. “Em 2020 não tivemos a nosso favor a possibilidade de ir na escolas, faculdades, então a opção eram fábricas, empresas, estações de transbordo, os lugares onde as pessoas estavam”, exemplificou Doiane.
A estratégia adotada na capital é bem avaliada pela Sesab e serve de exemplo para outros municípios.
“A gente acredita que a vacina tem que ir até o indivíduo. Tivemos êxito em vacinação extra muro, alguns movimentos são necessários para essa busca de faltosos”, comentou a coordenadora do Programa Estadual de Imunização.
Vânia explica que a pasta estadual já tinha e agora está reforçando as ações de um plano estratégico para melhorar a cobertura vacinal. “Esse ano nós divulgamos um plano pra trabalhar ações estratégicas, vamos continuar ao longo dos próximos três anos com linhas de atuação que vão corrigir e melhorar a cobertura”, disse ao citar que o plano inclui a educação permanente em saúde, reforço da comunicação, e também a parceria com outros órgãos.
- Bruno Luiz / Jade Coelho
- 29 Dez 2020
- 08:35h
(Foto: Reprodução)
Pacientes baianos com HIV/Aids, transplantados, com tuberculose, doença falciforme, oncológicos, e com outras doenças que precisam de cuidados contínuos estão sob risco de terem seus tratamentos interrompidos, e consequentemente prejudicados, pela falta de medicamentos. Se tratam de fármacos que devem ser fornecidos pela União e que estão com a entrega atrasada.
A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) notificou o Ministério da Saúde e o Ministério Público Federal (MPF) sobre o desabastecimento e apontou a falha e a insuficiência na entrega de medicamentos que fazem parte do Componente Especializado e Estratégico da Assistência Farmacêutica.
O diário do MPF desta terça-feira (22) trouxe a informação de instauração de Inquérito Civil diante da provocação do Secretário Estadual de Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, para apurar supostas irregularidades no fornecimento de medicamentos por parte da pasta federal. E essa não é a primeira vez que uma situação deste tipo toma este rumo. A Procuradoria Geral do Estado (PGE) também já tem uma ação em curso pela desassistência do Ministério em relação ao fornecimento de remédios à Bahia.
O Bahia Notícias teve acesso à lista de medicamentos com descontinuidade de entrega por parte do Ministério. São cerca de 40 fármacos. Alguns apresentam situação mais graves, em que a pendência em relação à quantidade aprovada é de 100%. É o caso do Pramipexol 1 mg que trata o Parkinson; Levetiracetam 250 mg e 750 mg para Epilepsia; e a Teriflunomida 14 mg para Esclerose múltipla.
Os pacientes com HIV/Aids são os mais afetados. São sete os medicamentos em risco iminente ou que já registram falta na Bahia.
A Sesab informou ao BN que a última comunicação nesse sentido feita ao Ministério da Saúde ocorreu no dia 14 de dezembro.
A lista de doenças cujos medicamentos estão com a entrega pendente é grande e inclui artrite reumatóide; Guillain-Barré; psoríase; diabetes; acromegalia; amiloidose heredofamiliar neuropática; fibrose cística; oncologia; imunossupressor para transplantado; doença renal; alzheimer; trombose venosa; hanseníase; tuberculose; toxoplasmose; meningite; e tracoma.
O Ministério da Saúde foi questionado pelo BN sobre o atraso na entrega de medicamentos e a justificativa para o fato, mas até a publicação desta reportagem não retornou o contato.
- Ludmilla Souza
- 13 Dez 2020
- 14:26h
Doenças vasculares aumentam em 30% no clima quente | Foto: Reprodução/Seconar Service
Vem chegando o verão e com ele um calor no coração, mas também nas pernas, nos braços e em todo o sistema circulatório. Mãos e pés inchados, pernas cansadas e pesadas, piora de varizes e o surgimento de problemas linfáticos são alguns sintomas físicos que merecem mais atenção no clima quente que terá início no dia 21 de dezembro, e se extende até 20 de março de 2021. De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), durante o verão, existe um aumento de 30% das doenças vasculares.
O corpo humano trabalha intensamente para combater as altas temperaturas. A circulação cutânea (na pele) é uma das principais responsáveis pela regulação da temperatura do organismo. Durante esse processo, ocorre a dilatação dos vasos sanguíneos da pele e, consequentemente, acarreta a piora de sintomas em pessoas com varizes e doenças linfáticas.
As mulheres são as que mais sofrem com problemas vasculares no verão, explica o cirurgião vascular e presidente da SBACV- Regional Rio Grande do Norte, Gutenberg do Amaral Gurgel. “Nas mulheres, os hormônios femininos podem acarretar maior exacerbação dos sintomas das doenças vasculares. Uma das maiores queixas nessa estação é o inchaço nas pernas. O calor causa a dilatação dos vasos sanguíneos, e faz com que o fluído escape e se acumule no tecido extravascular, isso é chamado de edema. Edema é apenas outra palavra para inchaço”, explica.
Dentre os fatores que mais causam complicações vasculares no verão estão a desidratação e a preexistência de doenças associadas à obesidade e ao sobrepeso, como o diabetes e a hipertensão. O especialista orienta que, sempre que possível, seja feito o autoexame para identificar possíveis problemas:
- Redação
- 09 Dez 2020
- 17:44h
(Foto: Reprodução)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta, nessa terça-feira (07), sobre uma investigação do primeiro caso positivo no país de Candida auris, fungo resistente a medicamentos que representa uma séria ameaça à saúde pública em virtude da taxa de letalidade próxima a 60%.
O fungo foi detectado na última sexta-feira, dia 04, no cateter de um paciente internado em um hospital privado da capital baiana. Foram realizadas duas contraprovas, sendo uma no Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA) e outra na Universidade de São Paulo (USP), testando positivo em ambas ocasiões. De acordo com o alerta da Anvisa, o fungo apresenta resistência a vários medicamentos antifúngicos comumente utilizados para tratar infecções por Candida. Ele pode causar infecção em corrente sanguínea e outras infecções invasivas, sendo fatal, sobretudo, em pacientes com comorbidades. Também há uma propensão em causar surtos em decorrência da dificuldade de identificação oportuna pelos métodos laboratoriais rotineiros e de sua eliminação do ambiente contaminado.
Segundo a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), a identificação desse fungo requer métodos laboratoriais específicos uma vez que a Candida auris pode ser facilmente confundida com outras espécies de leveduras, tais como Candida haemulonii e Saccharomyces cerevisiae. Além disso, pode permanecer viável por longos períodos no ambiente (semanas ou meses) e apresenta resistência a diversos desinfetantes, entre os quais, os que são à base de quartenário de amônio. O fungo foi identificado pela primeira vez em 2009 no canal auditivo de uma paciente no Japão. Desde então, houve casos identificados em países como Índia, África do Sul, Venezuela, Colômbia, Estados Unidos, Israel, Paquistão, Quênia, Kuwait, Reino Unido e Espanha.
- Informações do G1/BA
- 09 Dez 2020
- 15:17h
Mais cinco casos estão em investigação e outro paciente que apresentou sintomas da Doença de Haff teve diagnóstico descartado. Contaminação pela doença está ligada ao consumo de pescado. | Foto: Reprodução
O número de casos de Haff, também conhecida como “doença da urina preta”, subiu para 30 na Bahia. De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), esse dado corresponde a notificações feitas até o dia 27 de novembro. Outros cinco estão em investigação.
Outros casos da doença já tinham sido registrados no estado baiano em 2016 e 2017. No entanto, eles voltaram a ser registrados no mês de agosto, ainda segundo a Sesab. Depois disso, novos casos foram sendo comunicados e até o dia 13 do último mês, eram 13 casos confirmados.
A secretaria detalhou que além dos 30 casos já confirmados e dos cinco que estão em investigação, um outro paciente, que também apresentou sintomas característicos da doença teve diagnóstico descartado. Os sintomas não foram divulgados.
A contaminação pela doença está ligada ao consumo de pescado. Em novembro, o G1 conversou com um especialista, o biólogo e diretor do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Franciso Kelmo, que disse que ainda não há elementos que descrevam a toxina desses animais.
Dos 30 casos registrados até agora, 53% ocorrências foram em homens e 47% em mulheres. A faixa etária com maior percentual de contaminação vai de 20 a 59 anos: 83,34%. Salvador e Camaçari foram as cidades com maiores infecções
O que é da Doença de Haff?
A Doença de Haff é uma síndrome de rabdomiólise (ruptura de células musculares) sem explicação, e se caracteriza por ocorrência súbita de extrema dor e rigidez muscular, dor torácica, falta de ar, dormência e perda de força em todo o corpo, além da urina cor de café, associada a elevação sérica de da enzima CPK, associada a ingestão de pescados.
É uma doença que pode evoluir rapidamente para insuficiência renal, levando à morte caso não seja tratada. Os primeiros registros da doença eram associados a ingestão de peixes de água doce.
No entanto, os casos mais recentes apareceram casos após o consumo de dois tipos de peixe de água do mar: o badejo e o olho de boi. Os primeiros casos de doença de Haff foram descritos pela primeira vez em 1924, na Rússia e na Suécia.
Orientações gerais para população
- Aos primeiros sintomas, busque uma unidade de saúde imediatamente e identifique outros indivíduos que possam ter consumido do mesmo peixe ou crustáceo para captação de possíveis novos casos da doença.
Orientações gerais aos profissionais de saúde
- Observar a cor da urina (escura) como sinal de alerta e o desenvolvimento de rabdomiólise, pois neste caso, o paciente deve ser rapidamente hidratado durante 48 a 72 horas;
- Evitar o uso de anti-inflamatórios;
- Na ocorrência de casos suspeitos, recomenda-se exame para dosagem de creatinofosfoquinase (CPK), TGO e monitorização da função renal.
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- Redação
- 08 Dez 2020
- 17:33h
Foto: Ilustrativa/Elói Corrêa/GOVABA
O superfungo fatal, resistente a medicamentos e responsável por infecções hospitalares, 'Candida auris', foi identificado em uma Unidade de Tratamento Intensivo em um hospital baiano. Após ser reportado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), um alerta foi emitido nesta segunda-feira (7).
De acordo com nota divulgada pela Anvisa, uma investigação foi instaurada para averiguar a possibilidade do primeiro caso positivo no país da Candida auris.
A agência destaca que a Candida auris é um fungo resistente a medicamentos e que se tornou um dos mais temidos do mundo.
O fungo foi identificado em amostra de ponta de cateter de um paciente internado em UTI adulto em uma unidade hospitalar da Bahia. O hospital não foi divulgado. De acordo com a Anvisa, a presença do fungo foi confirmada pela técnica Maldi-Tof no Laboratório Central de Saúde Pública Profº Gonçalo Moniz (Lacen-BA) e no Laboratório do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP).
A Candida auris é um fungo emergente que representa uma séria ameaça à saúde pública, destaca a Anvisa.
A agência descreve que o fungo apresenta resistência a vários medicamentos antifúngicos comumente utilizados para tratar infecções por Candida. Algumas cepas de C. auris são resistentes a todas as três principais classes de fármacos antifúngicos (polienos, azóis e equinocandinas).
Além disso, a Candida auris pode causar infecção em corrente sanguínea e outras infecções invasivas, podendo ser fatal, principalmente em pacientes com comorbidades.
A Anvisa também ressalta que a identificação do fungo requer métodos laboratoriais específicos.
Ele pode permanecer no ambiente por longos períodos, de semanas a meses. E também apresenta resistência a diversos desinfetantes, entre os quais, os que são à base de quartenário de amônio.
A agência sanitária chama a atenção para a propensão em causar surtos em decorrência da dificuldade de identificação oportuna pelos métodos laboratoriais rotineiros e da eliminação do ambiente contaminado.
Diante disso, a Anvisa reforça a necessidade de atenção em todos os serviços de saúde do país. E também de intensificação das medidas gerais de prevenção e controle de infecções relacionadas à assistência à saúde.
- Redação
- 08 Dez 2020
- 09:13h
(Foto: Reprodução)
Os casos da doença de Haff na Bahia dispararam desde o mês de novembro. Ao todo, já foram registrados 36 casos em 2020, sendo 30 somente em novembro. Em boletim emitido pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), as cidades com maior número de casos foram Salvador (12) e Camaçari (11). Os 30 casos informaram para a Sesab que o aparecimento dos sintomas ocorreu após a ingestão de peixe e mais 80% relataram ter consumido o peixe conhecido como "olho de boi".
Segundo o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS/SESAB), o início das notificações ocorreu em agosto, quando o órgão recebeu 3 casos com sintomas compatíveis com a doença. Em novembro o órgão emitiu um alerta epidemiológico com recomendações de condutas e orientações para as equipes de saúde da rede pública e privada, para que os profissionais da saúde possam identificar a ocorrência de novos casos e investigar.
Além de Salvador e Camaçari, as cidades que registrarm casos foram: Entre Rios com 3 casos, Dias D'Ávila com 2, Candiba e Feira de Santana com 1 caso cada. Entre os infectados, 53% são do sexo masculino e 47% do feminino. Na faixa etária, as pessoas que mais se infectaram estão entre 50 a 59 anos, 20 a 29 anos e 40 a 49 anos.
Dos infectados, 30 apresentaram sintomas típicos da doença, entre eles, CPK elevado (uma enzima que atua principalmente nos tecidos musculares, no cérebro e no coração, sendo solicitada a sua dosagem para investigar possíveis danos a esses órgãos). Outros sintomas foram: dor muscular, urina escura (cor de café) e dor em membros superiores e inferiores.
QUE DOENÇA É ESSA?
A doença de Haff é uma síndrome que consiste de rabdomiólise (lesão muscular com liberação) sem explicação e se caracteriza por ocorrência rápida de extrema rigidez muscular. Pode surgir dor muscular, dor no tórax, falta de ar, dormência, perda de força em todo corpo e urina com cor de café. Além da elevação da enzima CPK e é muito comum após inferir crustáceos e principalmente alguns peixes.
(Foto: Reprodução)
A luta contra o mosquito da dengue continua! Na próxima segunda-feira, 7 de dezembro, vai acontecer o Dia D de Combate ao Aedes Aegypti na sede do Núcleo Regional de Saúde, de 8h30 às 14h.
O Centro de Controle de Endemias do município, em conjunto com o Núcleo, fará uma exposição de maquetes que simulam situações adequadas e inadequadas em residências que podem evitar ou contribuir para o surgimento de criadouros do mosquito. Além disso, serão dadas orientações de educação em saúde e demonstrar diversas ações realizadas pela Secretaria Municipal de Saúde e parceiros no combate ao mosquito que transmite a Dengue, Zika e Chikungunya.
Na oportunidade, também será feita uma monção de reconhecimento ao trabalho que os Agentes de Controle de Endemias têm desempenhado com muito afinco e dedicação em toda zona urbana e rural. E eles também estarão em campo realizando visitas às residências para avaliar e fazer ações de controle vetorial do mosquito.
Neste ano, por conta da pandemia do Novo Coronavírus, o Dia D de Combate à Dengue está sendo realizado de forma pontual e restrita para evitar o risco de contaminação. O evento será aberto ao público, mas terá limite de entrada para evitar aglomerações no local. É indispensável o uso da máscara.
De acordo com dados, foram notificados o total de 6.692 casos suspeitos de dengue. Destes, 4.017 apresentaram resultados positivos para a doença. Outros 2.110 casos foram descartados, 496 apresentaram resultados inconclusivos e 67 pacientes ainda aguardam por resultado laboratorial. Desde o início do ano, foram confirmados dois óbitos causados pela dengue.
Para a Zika, foram confirmados 48 casos, do total de 1.025 notificações. Neste período, 239 foram descartadas e 26 esperam resultados. Já os casos de Chikungunya atingiram o número de 853 notificações, com 72 confirmados, 360 aguardando resultados e 421 descartados.
- Agência Brasil
- 04 Dez 2020
- 11:29h
(Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil)
No próximo domingo (6), 15.498 médicos formados fora do Brasil farão a primeira etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) 2020. As provas serão aplicadas em 13 capitais: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

Locais de prova
Para saber o local da prova, é necessário conferir o Cartão de Confirmação da Inscrição. Entre outras informações, o documento, que pode ser acessado na Página do Participante, contém número de inscrição, data, hora e local do exame. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do Revalida, a prova teórica é dividida em duas partes aplicadas no mesmo dia. Pela manhã, devem ser resolvidos 100 itens objetivos. Na parte da tarde, os participantes precisam responder a cinco questões discursivas.
Portões
A abertura dos portões ocorrerá das 7h às 7h45 (manhã) e às 14h30 às 15h15 (tarde). As provas terão início às 8h (manhã) e às 15h30 (tarde). O término será às 13h (manhã) e 19h30 (tarde).
Segunda etapa
Somente os aprovados na primeira etapa poderão participar da segunda etapa. Uma novidade desta edição é que se o médico formado no exterior for reprovado na segunda etapa, poderá se reinscrever diretamente nessa fase, nas duas edições consecutivas. Em edições anteriores, era necessário fazer todo o processo desde o início. Cronograma, diretrizes e procedimentos da segunda etapa serão publicados posteriormente, em edital próprio.
Revalida
O Revalida tem o objetivo de aferir a aquisição de conhecimentos, habilidades e competências requeridos para o exercício profissional, adequados aos princípios e necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS), em nível equivalente ao exigido dos médicos formados no país. A revalidação do diploma é responsabilidade das universidades públicas que aderirem ao Revalida.
Cronograma
Prova teórica: 6 de dezembro
Divulgação dos gabaritos: 8 de dezembro;
Recurso dos gabaritos: 8 a 14 de dezembro;
Resultado da prova escrita: 8 de fevereiro.
- Redação
- 02 Dez 2020
- 17:53h
Informações de pessoas que possuem plano de saúde também ficaram disponíveis para consulta | Foto: Reprodução
s dados pessoais de mais de 200 milhões de brasileiros ficaram expostos de forma indevida após uma possível falha no sistema de notificações da Covid-19. O caso é investigado pelo Ministério da Saúde, que já informou que o problema foi corrigido. Segundo informações do jornal O Estado de São Paulo, por causa da falha, informações como nome, endereço, telefone e CPF de todas as pessoas cadastradas no Sistema Único de Saúde (SUS) ou que tenham um plano de saúde ficaram disponíveis para consulta. Até mesmo os dados de pessoas como o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), também ficaram expostos. Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que os protocolos de segurança e proteção de dados, que já existem, são avaliados e aprimorados constantemente para evitar este tipo de situação.
- Aurélio Nunes
- 01 Dez 2020
- 13:23h
Hospital da Chapada: Sesab descredencia entidade e médicos suspendem demissão coletiva | Foto: Sesab/divulgação
A Secretária de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) descredenciou a organização social (OS) Associação de Proteção à Maternidade e à Infância da gestão do Hospital Regional da Chapada Diamantina (APMI). A mesma OS já havia sido descredenciada da gestão do Hospital de Juazeiro, após ser alvo de uma operação da Polícia Federal por fraudes na aquisição de medicamentos e equipamentos.
A informação foi obtida pelo bahia.ba junto aos médicos e funcionários do HCDR que participaram de uma reunião com a subsecretária de saúde do Estado, Tereza Paim, na sexta-feira (27), no auditório da unidade hospitalar.
“A Sesab pediu um prazo de 10 a 15 dias para regularizar os pagamentos em atraso dos médicos, que não recebem desde agosto, e demais funcionários, que ainda não receberam os salários de outubro”, declarou um dos médicos, que pediu para não ser identificado. Ele integra o grupo de 11 plantonistas das UTIs Geral e Covid que protocolaram ofícios comunicando o desligamento de suas funções a partir deste mês. “A Sesab pediu para continuarmos e nós decidimos que o pedido de demissão coletivo está suspenso.”
Para o movimento, que atualmente já conta com 18 médicos do HRCD, o objetivo principal foi alcançado, que era a mudança da gestão, que, além de atrasar salários, é criticada por falta de medicamentos na farmácia hospitalar, lentidão na reposição de equipamentos danificados e de não repor os profissionais afastados por Covid-19, gerando escalas de plantão de até 5 dias consecutivos.
O vínculo dos médicos com o hospital é feito mediante contrato de prestação de serviço de pessoa jurídica à OS gestora. Já os funcionários são contratados com registro em carteira de trabalho.
Ainda segundo os médicos e funcionários ouvidos pelo bahia.ba, a Sesab prometeu arcar com os custos trabalhistas da rescisão contratual de todos eles utilizando repasses à APMI dos meses de outubro e novembro que foram retidos após constatação de irregularidades na prestação dos serviços. Até que uma nova empresa assuma a gestão, um grupo de três interventores nomeados pelo órgão ficará responsável pela administração do hospital.
Em nota, a Sesab limitou-se a informar que “está em processo de rescisão contratual com a empresa gestora do Hospital da Chapada.”
No entanto, o órgão publicou no Diário Oficial de sábado (28) um chamamento público para “contratação emergencial de organização social gestão, operacionalização e execução das ações e serviços de saúde do Hospital da Chapada Diamantina”. A sessão de acolhimento das propostas está marcada para as 14h30 desta terça-feira (1), na sede da Sesab, em Salvador.
“Do jeito que estava não dava pra continuar. Foi uma vitória não só dos médicos e dos funcionários, mas de todos moradores da Chapada que precisam e merecem receber um atendimento digno”, declarou um funcionário.
Por Aurélio Nunes, especial para o bahia.ba
- Mauricio Leiro / Jade Coelho
- 13 Nov 2020
- 09:33h
(Foto: Reprodução)
O registro de pelo menos 12 casos da Doença de Haff desde agosto deste ano na Bahia acendeu um alerta na Secretaria da Saúde do estado (Sesab). A doença causa rigidez muscular súbita, dor muscular, torácica, dificuldade para respirar, dormência e perda de força no corpo e deixa a urina escura. A doença pode evoluir com insuficiência renal e, se não tratada, levar a morte.
Entre os sintomas ainda está a elevação sérica de creatinofosfoquinase (CPK), uma enzima que atua principalmente nos tecidos musculares, no cérebro e no coração. A doença de Haff está associada a ingestão de crustáceos e pescados e já é conhecida pelos baianos.
Pode haver quem não se lembre, mas há quatro anos Salvador registrou um surto da doença de Haff. Na época ela ainda não era chamada dessa forma, e antes de ser identificada era conhecida e estampada no noticiário como "doença misteriosa que causa urina preta" (lembre o fato aqui, aqui, aqui e também aqui). No período, um alerta epidemiológico chegou a ser emitido orientando buscas ativa e retrospectiva de casos.
Na semana passada, em 3 de novembro, a Sesab emitiu um alerta direcionado a profissionais de saúde do estado para a ocorrência de casos de Haff. Uma nota técnica com informações sobre a doença, sintomas, possíveis causas e os casos já registrados foi publicada no site da pasta.
CASOS REGISTRADOS
O documento traz a informação de que três casos de Haff foram diagnosticados em Entre Rios no mês de agosto desse ano. Os casos do município localizado no Litoral Norte baiano aconteceram entre integrantes de uma mesma família após a ingestão de um peixe conhecido como "olho de boi". Na ocasião, cinco pessoas comeram o pescado. Aproximadamente sete horas depois o primeiro paciente manifestou os sintomas. Se tratava de uma pessoa de 53 anos, que apresentou fortes dores no corpo, tontura, náuseas e fraqueza. O paciente foi levado ao hospital do municipio, onde foi submetido aos primeiros atendimentos. De acordo com a nota, posteriormente mais dois membros da família apresentaram os mesmos sintomas.
A Secretaria da Saúde registra casos também na capital baiana. Em Salvador, nos meses de setembro e outubro. duas unidades hospitalares notificaram a ocorrência de casos da doença de Haff, informou a pasta. A cidade soma 6 ocorrências. Desses, três casos foram hospitalizados e realizaram exames laboratoriais que apresentaram elevação de CPK.
Na noite desta quinta-feira (12) a secretaria confirmou mais três casos em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, também relacionados ao consumo de pescado.
A secretaria esclarece que as principais manifestações clínicas dos pacientes se caracterizaram por início súbito de fortes dores em região cervical, seguido por dores musculares intensas nos braços, dorso, coxa e panturrilhas e urina turva e escura, com cor semelhante a café. Nenhum dos pacientes apresentou febre, sintomas respiratórios ou gastrintestinais e todos fizeram ingestão de peixe em menos de 24 horas.
ALERTA EPIDEMIOLÓGICO
Sob o entendimento de que a doença de Haff é rara e com base nas evidências do surgimento de casos e aumento das notificações, o Centro de Informações e Estratégias em Vigilância em Saúde (Cievs) da Bahia e de Salvador emitiram de forma conjunta um alerta epidemiológico com recomendações de condutas e orientações para as equipes de saude da rede pública e privada, para que os profissionais da saúde possam identificar a ocorrência de novos casos e investigar.
Entre as orientações está a de que os profissionais de saúde realizem exame para dosagem de creatinofosfoquinase (CPK) e TGO para observação de alterações dos valores normais nos exames; que observem a cor da urina e em caso de ser escura entendam como sinal de alerta, pois neste caso o paciente deve ser rapidamente hidratado durante 48 ou 72 horas.
Segundo a Sesab, a doença não possui tratamento específico, mas não é indicado o uso de antiinflamatórios.
A pasta destaca ainda que os profissionais de saúde devem orientar a população a buscar uma unidade de saúde no caso de aparecimento dos sintomas; e ainda identificar outros indivíduos que possam ter consumido do mesmo peixe ou crustáceo para captação de possíveis novos casos da doença.
- Redação
- 28 Out 2020
- 11:13h
Medida autoriza a equipe econômica do governo a preparar um modelo de privatizações para as unidades básicas | Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil
Um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, que foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) de terça-feira (27), autoriza a equipe econômica a preparar um modelo de privatizações para as unidades básicas do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o portal IG, o decreto inclui a “porta de entrada” do SUS, que são as unidades básicas de saúde, na mira do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República, que visa concessões e privatizações do governo. Ainda segundo o portal, na prática, o decreto, além de abrir caminho para a privatização do SUS, prevê estudos “de parcerias com a iniciativa privada para a construção, modernização e operação de unidades básicas de saúde”. O objetivo central do programa de concessões e privatizações do governo é “encontrar soluções para a quantidade significativa de unidades básicas de saúde inconclusas ou que não estão em operação no país”.
- Com informações da Agência Brasil.
- 27 Out 2020
- 07:59h
(Foto: Reprodução)
Com a Campanha Nacional de Vacinação chegando ao fim no dia 30 de outubro, somente 35% das crianças (4 milhões) foram imunizadas contra a poliomielite.
Segundo informações do Ministério da Saúde, ainda falta vacinar 7,3 milhões de pessoas. O público-alvo estimado é de 11,2 milhões das crianças de 1 a menores de 5 anos.
O estado que mais vacinou as crianças até agora foi o Amapá (62,59%), seguido do estado da Paraíba (50,11%). Rondônia foi o estado que menos vacinou, tendo atendido apenas 11,76% do público-alvo.
A recomendação aos estados que não atingirem a meta é continuar com a vacinação de rotina, oferecida durante todo o ano nos mais de 40 mil postos de saúde distribuídos pelo país.
A campanha nacional ocorre junto com a campanha de multivacinação, que visa atualizar a situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Nesta última são ofertadas todas as vacinas do calendário nacional de vacinação.
- Redação
- 22 Out 2020
- 07:35h
(Foto: Divulgação)
O Hospital do Câncer em Caetité será entregue em novembro deste ano. O anúncio foi feito pelo governador Rui Costa, em transmissão pelas redes sociais, nesta terça-feira (20). A unidade, que está com mais de 90% das obras concluídas, irá beneficiar moradores de 48 municípios do sudoeste baiano.
Com 80 leitos, sendo 10 de terapia intensiva (UTI), o hospital está sendo erguido por meio de um convênio assinado entre o Governo do Estado e a Prefeitura, com aporte estadual superior a R$ 2,8 milhões nas obras e R$ 10 milhões em equipamentos. A unidade estará estruturada para ofertar consultas e exames para acompanhamento, diagnóstico e tratamento.
Além do tratamento cirúrgico, o hospital terá à disposição dos pacientes o serviço de quimioterapia. Também está assegurado o atendimento de urgência e emergência oncológica dos pacientes cadastrados, bem como a oferta de hemoterapia (unidade transfusional). O hospital disponibilizará ainda exames de imagem, mamografia, tomografia computadorizada, além de exames de ultrassom, laboratoriais e de anatomia patológica.
Rastreamento
Na transmissão, o secretário da saúde (Sesab), Fábio Vilas Boas, destacou que a Bahia é campeã em rastreamento do câncer de mama em todo o Brasil. “Temos o mais amplo programa de combate ao câncer de mama e de colo de útero do país. Nós criamos as carretas móveis que ficam rodando nas regiões pelo interior do estado, de forma associada com as policlínicas regionais. O Hospital da Mulher, em Salvador, vai ser a primeira unidade de alta complexidade em oncologia dedicada exclusivamente ao câncer da mulher”.