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- Redação
- 01 Mai 2021
- 11:20h
Apesar da preocupação, o presidente da entidade, Zé Cocá, afirmou que os gestores não são contrários à luta dos profissionais | Foto: Reprodução
A possibilidade de pagamento de um piso salarial nacional para os profissionais da área da enfermagem pode comprometer ainda mais as finanças dos municípios baianos. O Projeto de Lei 2.564/2020 já está em tramitação no Senado Federal. Por causa disso, a União dos Municípios da Bahia (UPB) produziu uma carta aberta que foi encaminhada aos senadores e deputados federais da Bahia solicitando o apoio em razão do enorme impacto financeiro para os municípios brasileiros.
O presidente da UPB, Zé Cocá, esclarece que os prefeitos e prefeitas não são contrários à luta e as conquistas dos profissionais de enfermagem. “Nós entendemos a necessidade de fazer a remuneração mais justa desses profissionais, principalmente neste período de pandemia. Porém a fixação do piso salarial para as categorias geraria um grave problema financeiro para os municípios, que já não dispõem de receita compatível com as despesas”, destacou.
Cocá ressaltou ainda que a UPB se antecipou em mobilizar a bancada federal da Bahia diante da reação dos prefeitos. “Nós encaminhamos uma carta para os senadores e deputados da Bahia solicitando apoio, pois os municípios não tem como arcar com um piso sem a contrapartida financeira. Agora vamos lutar junto com a CNM e as associações de todo Brasil”, afirmou.
Em visita a UPB, o prefeito de Xique-Xique, Reinaldo Braga ressaltou sua preocupação com o piso salarial da saúde, especificamente da enfermagem. “Tem que vir acompanhado de uma contrapartida financeira do Governo Federal. Não adianta se criar um piso sem a contrapartida financeira. No ponto de vista da categoria é justo e necessário, os salários estão defasados, mas precisa ter a compreensão do Governo Federal. De que adianta da obrigação sem da a fonte de receita”, disse.
- Sertão Hoje
- 29 Abr 2021
- 11:09h
6 carros fumacê para realização de pulverização em ultrabaixo foram enviados pela Sesab, após solicitação da Secretaria Municipal de Saúde. (Fotos: Divulgação)
Após solicitação da Secretaria Municipal de Saúde de Guanambi, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) enviou 6 carros fumacê para realização de pulverização em ultrabaixo volume na cidade e nos distritos. Na aplicação, a Secretaria anunciou que será utilizada um novo tipo de inseticida, que é menos agressivo e tem aroma mais agradável. Serão 4 ciclos de aplicação em toda cidade e distritos. “A chefe do departamento de Vigilância Epidemiológica, Eugênia Cotrim, orienta a população para que abra as portas e janelas das residências, quando o carro estiver realizando aplicação. “Seguimos atentos e tomando as providências necessárias para o controle do mosquito Aedes Aegypti em nossa cidade”, comemora a Secretária de Saúde, Drª Roberta Mota. Segundo a pasta, a solicitação foi realizada após o uso de todas as medidas de combate ao mosquito Aedes Aegypt, entre os quais, o bloqueio com máquina costal motorizada e a falta de resultados satisfatórios, foi solicitada a liberação dos veículos. Desde janeiro de 2021, 74.548 imóveis foram visitados e desse total, foi encontrado o foco do mosquito Aedes aegypti em 1.800 lugares, 86% dentro das residências. O mosquito Aedes Aegypti não é apenas o vetor da Dengue, mas também de outras doenças. Em Guanambi foram confirmados em abril, 134 casos de dengue, 71 de Chikungunya e 8 de Zika. Os casos foram registrados em todos os bairros, mas os de maiores incidências são os bairros São Francisco, Novo Horizonte, Alto Caiçara, Alvorada, Paraíso e Vomitamel.
- Redação
- 22 Abr 2021
- 09:21h
Não havia tempo hábil para uma nova licitação, portanto não restou outra opção a não ser adotar medida de requisição administrativa das ambulâncias' | Foto: Reprodução
Sob o Decreto Estadual n. 20.328/2021, o governador Rui Costa determinou que a Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) requisitasse administrativamente nove ambulâncias que estavam na concessionária Eurovia, em Salvador. Em 2020, o governo do Estado comprou as ambulâncias, e, no início deste ano, convocou o vencedor da licitação para entrega dos veículos, mas a empresa vencedora da concorrência pública decidiu aumentar o preço dos veículos e se recusou a fazer a entrega pelo preço previamente definido. Para atender às demandas dos pacientes do SUS em cidades do interior da Bahia, o governador Rui Costa decidiu tomar os veículos. ‘Não havia tempo hábil para promover uma nova licitação, portanto não restou outra opção a não ser adotar medida constitucional de requisição administrativa das ambulâncias, consoante art 5º, XXV, da CF/88’, diz a Procuradoria-Geral do Estado da Bahia. O decreto foi assinado pelo governador Rui Costa na segunda-feira (19). ‘As ambulâncias requisitadas serão devolvidas após o uso necessário, e, se houver danos pelo uso, o proprietário será indenizado’, continua a PGE. Os carros estavam na Eurovia Veículos S/A já para adaptação e posterior comercialização para outros clientes.
- Redação
- 15 Mar 2021
- 16:56h
(Foto: Metrópoles)
Cogitada para assumir o Ministério da Saúde em lugar de Eduardo Pazuello, a médica cardiologista Ludhmila Hajjar relatou, nesta segunda-feira (15), em entrevista a CNN Brasil, ter sofrido ameaças de morte. Ela ainda relatou ter tido seu número de celular divulgado em diversos grupos de Whatsapp, além de perseguição dentro de um hotel onde estava hospedada em Brasília. “Eram três pessoas que diziam ter o número do meu quarto e que eu já estaria aguardando. Diziam ser parte da minha equipe. Repito, eu não temo. Só me assusto em saber que esse tipo de gente está atrapalhando a sociedade brasileira”, revelou a médica durante a entrevista. Em reunião com o presidente Jair Bolsonaro, Hajjar recusou o convite. Em entrevistas posteriores, a médica fez uma série de crítica ao modo de condução da pandemia no país. A médica defende o isolamento social, a vacinação em massa da população e é crítica do chamado "tratamento precoce", que usa medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19, pautas que são o oposto das defendidas por Bolsonaro. Com a recusa da médica, outros nomes, tem sido lembrado. Dentre eles o cardiologista Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e o deputado federal Luiz Antonio Teixeira Jr. (PP-RJ), que é conhecido como "Dr. Luizinho".
- Informações do G1/BA
- 13 Mar 2021
- 10:55h
Instituído programa de apoio a universidades públicas para revalidação de diplomas de Medicina expedidos no exterior — Foto: Adriana Oliveira/TV Bahia
O governo da Bahia publicou neste sábado (13) um decreto que cria um programa de apoio às universidades públicas, para revalidação de diplomas de graduação em Medicina expedidos por instituições estrangeiras de ensino superior.
De acordo com o decreto, o programa foi criado para a expansão do atendimento médico em meio à pandemia da Covid-19, "com especial atenção ao fenômeno conhecido como 'terceira onda'".
Além disso, o documento afirma que o governo federal estabeleceu a meta de 2.5 médicos por mil habitantes no ano de 2020, mas que estudo realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) aponta que, na Bahia, a proporção é de 1.35 médicos por mil habitantes, sendo que há concentração de profissionais em Salvador (4.16 médicos por mil habitantes), em detrimento dos municípios do interior (0.68 médicos por mil habitantes). Nas cidades com até 50 mil habitantes, a concentração de médicos é ainda menor: 0,25 médicos por mil habitantes.
A adesão ao programa é facultativa às universidades e poderá ser feito em qualquer momento, enquanto o decreto durar.
As universidades que aderirem ao programa adotarão procedimento interno de revalidação, observada a legislação vigente. Além disso, ainda segundo o decreto, os procedimentos internos de revalidação deverão contar com programa de adaptação formativa que permita a integração teórico-prática e atenda aos seguintes parâmetros:
As instituições que se cadastrarem no programa receberão apoio da Secretaria da Saúde do EStado da Bahia (Sesab), com pagamento de bolsas.
O decreto ainda determina que as despesas necessárias à implantação do programa serão pagas com recursos da dotação orçamentária da Secretaria de Educação (SEC) e da Sesab.
- Nuno Krause
- 13 Mar 2021
- 08:17h
Foto: Polícia Civil / Divulgação
Modulator seletivo de receptor de androgênio - ou simplesmente "SARM", da sigla em inglês - é um produto criado por indústrias na década de 1990 com o objetivo de "imitar" a testosterona, porém apenas com ação na parte muscular. A ideia era aumentar a massa magra sem gerar efeito colateral. Essas substâncias foram vendidas livremente durante bom tempo, porém, no dia 22 de janeiro de 2021, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização desse tipo de composto. A portaria foi publicada em 23 de fevereiro no Diário Oficial da União. "Viu-se que as substâncias não tinham efeito somente no músculo, mas também efeito sistêmico, no fígado, aumentando colesterol. E até na medula, podendo levar à trombose. O produto, com o tempo, inibe a produção própria de testosterona do ser humano, e provoca dependência. Além de ter associação com alguns tipos de câncer", explica a endocrinologista Jessy Gomes.
Entretanto, alguns sites e locais permanecem oferecendo esses produtos, o que representa um perigo para os consumidores.
Segundo ela, essa substâncias já eram proibidas para atletas profissionais de alto rendimento. Porém, atletas amadores, principalmente de fisiculturismo e academia, são os que mais buscam esse tipo de esteroide anabolizante. "No caso das mulheres, é ainda pior, porque pode gerar queda de cabelo, aumento de clitóris...".
Os principais produtos, antes adquiridos em mercados, sites e lojas de suplementos, são o "ligandrol" e o "ostarini", segundo a especialista, mas existiam ainda outros menos conhecidos. "Outro perigo de comprar isso é que você pode estar comprando, numa mesma cápsula, uma coisa adulterada, com substâncias que podem provocar danos", explica Gomes. Além disso, o desempenho sexual pode ter melhora significativa no começo, porém aos poucos a pessoa vai perdendo a libido.
TRATAMENTO
Inicalmente, é preciso entender que a dependência dessas substâncias pode vir de duas formas: psicológica ou orgânica. Esta última ocorre quando o usuário deixa de produzir testosterona. A indicação, neste caso, é procurar um especialista imediatamente para tentar reverter a situação e diminuir riscos e complicações. Muitas vezes, pode ser irreversível.
"Tem como a gente acolher. A primeira coisa é que não queremos taxar, nem julgar, como especialista médico. Temos obrigação de atender e tratar de maneira que ele abandone o uso e que alivie os sintomas", lembra a doutora Jessy.
Uma das "vantagens" da criação dessa substância, de acordo com a especialista, é que ela é feita em forma de comprimido. "A testosterona, normalmente, é injetável. Ainda tinha um risco de haver compartilhamento de agulha, ou seringa. Então o surgimento dessas substâncias em comprimido foi a 'melhor coisa' para essas pessoas. Oral, duas vezes ao dia, o usuário vai aumentando, vai vendo benefício e cria a bola de neve", lamenta.
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- Redação
- 18 Fev 2021
- 15:13h
Publicação no Diário Oficial da União foi assinada pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello | Foto: Reprodução
Psiquiatra defensor das terapias com eletrochoque, Bernardon Ribeiro foi nomeado para o cargo de coordenador-geral de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas, da Secretaria de Atenção Primária à Saúde. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (18), assinada pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Em uma entrevista feita ao Canal da Psiquiatria, em 2013, o médico chegou a dizer que o tratamento com eletroterapia havia virado o seu mantra. “A eletroconvulsoterapia é um tratamento utilizado na medicina desde 1938, ele persiste justamente por ser muito bom. Tem uma resposta na ordem de 90%, o paciente tem algum benefício em 9 a cada 10 casos tratados”. De acordo com ele, o procedimento deve ser realizado em casos mais graves. “São justamente em casos mais graves que não tem nenhuma resposta a nenhum medicamento em geral em mais de três, quatro, cinco tentativas combinadas ou não”, disse. As informações são da Folha de S.Paulo.
(Foto: Divulgação)
Nos próximos dias o Governo do Estado irá assumir a direção da Unidade de Pronto Atendimento 24 Horas, em Vitória da Conquista. Atualmente a UPA é comandada por uma empresa terceirizada.A notícia foi confirmada pelo secretário estadual de saúde, Fábio Vilas Boas.
- Professor Cristiano Caveião
- 08 Fev 2021
- 12:15h
(Imagem Ilustrativa)
O Alzheimer é uma doença progressiva que ocasiona a destruição da memória e de outras funções mentais importantes. Ocorre a degeneração e morte das células.
Trata-se de uma doença com evolução, aos poucos ocorre a perda de algumas funções cerebrais que estão relacionadas com a memória, habilidades linguísticas e de pensamento. Até mesmo a capacidade do autocuidado. Comumente, sua progressão pode ocorrer entre oito a 12 anos.
É crônica e não possui cura, contudo podem ser utilizados medicamentos para tratar os sintomas, como a agressividade. Além disso, o Alzheimer pode evoluir para outra condição, como a demência. É mais comum na população idosa, contudo pessoas mais jovens também podem ter a doença, neste caso é chamado de Alzheimer precoce.
Os seus sintomas são separados em quatro fases, pois cada uma apresenta quadros clínicos diferentes.
A primeira fase, de forma geral, também é quando se apresentam os primeiros sintomas do Alzheimer. O paciente pode demonstrar comprometimento da memória; dificuldade de aprendizado; perder-se em locais familiares; dificuldade para a tomada de decisões; perda de interesse nas atividades que antes eram prazerosas; alterações de humor; alterações da personalidade e mudanças nas habilidades visuais e espaciais.
Já na segunda fase apresenta dificuldade na fala; não consegue mais morar sozinho; presença de alucinações; pode perder-se dentro de casa; repete com frequência as mesmas perguntas; pode tornar-se agressivo; problemas de coordenação motora, que geram dificuldade para realizar tarefas simples e agitação constante.
Na terceira fase pode apresentar incontinência urinária e fecal; dificuldade para alimentação e deglutição; comportamento inapropriado em público; resistência para realização das atividades diárias e deficiência motora.
A quarta fase chamada de fase terminal, pode apresentar mutismo; não reconhecer os familiares, amigos ou objetos; restrição de leito pela dificuldade de movimento e presença de infecções constantes.
O Alzheimer ainda não tem cura, contudo existem alguns tratamentos que são eficazes e podem prolongar a vida e o bem-estar do paciente. Existem estudos com resultados promissores que apresentaram sucesso na reversão da doença em testes com animais.
Existem algumas atitudes que podemos seguir para ajudar a evitar o aparecimento da doença no futuro. É necessário melhorar os hábitos alimentares; praticar atividade física; estimular o cérebro com atividades; evitar exposição ao alumínio, tabaco, álcool, obesidade, diabetes, hipertensão, são fatores que podem ser controlados e consequentemente auxiliar no não aparecimento ou o retardo do aparecimento da doença.
- máquinacohn&wolfe
- 03 Fev 2021
- 10:34h
(Foto: Divulgação)
O câncer é um conjunto de doenças multifatoriais que têm como fator comum o crescimento incontrolável de vários tipos diferentes de células. No Brasil, de acordo com estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), mais de 625 mil novos casos de câncer devem ser registrados entre os anos de 2020 e 2022. Por ano, a doença provoca o óbito de mais de 9,6 milhões de pessoas no mundo, e pode estar associada a fatores hereditários ou, em 90% dos casos, a fatores externos. Neste último caso, a adoção de hábitos saudáveis, como parar de fumar, fazer uso do protetor solar e investir em atividades físicas e uma alimentação balanceada, pode colaborar para a prevenção ao câncer. Segundo dados da União Internacional de Controle do Câncer (UICC), um terço dos casos da doença pode ser curado se detectado precocemente e tratado adequadamente. Para conscientizar e alertar sobre o tema, especialistas da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo estão à disposição para entrevistas.
- Redação
- 02 Fev 2021
- 10:39h
(Foto: Reprodução)
O Ministério da Saúde passou um mês, de 24 de dezembro a 26 de janeiro, sem atualizar o boletim epidemiológico sobre doenças como dengue, chikungunya e zika. Isso ocorre no período em que essas doenças alcançam seus picos de contaminação, que vai de janeiro a abril. A observação é da coluna Painel, da Folha de S. Paulo, que pontua que os boletins costumam ser publicados semanal ou quinzenalmente em épocas de sazonalidade. Eles mostram detalhes sobre os casos notificados em cada região do país e servem de base para o planejamento de políticas públicas para contenção das doenças. Após a publicação questionar o governo, um novo boletim foi publicado, na noite desta segunda-feira (1º).
- Fernanda M. Cercal Eduardo | Thayse Zerger G. Dias
- 01 Fev 2021
- 14:14h
(Foto: Divulgação)
A Fibromialgia comumente conhecida como uma patologia de dor generalizada, é conceituada pela Sociedade Brasileira de Reumatologia como “uma condição que se caracteriza por dor muscular generalizada, crônica (dura mais que três meses), mas que não apresenta evidência de inflamação nos locais de dor”. Esse conceito demonstra a dificuldade de diagnóstico, visto que não existem, atualmente, marcadores laboratoriais que confirmem a doença.
Os diagnósticos são feitos a partir do conjunto de sinais e sintomas que caracterizam a síndrome, conforme critérios do Colégio Americano de Reumatologia (ACR). Em torno de 2,5% da população mundial experimenta situações de dores inespecíficas que iniciam lentamente de forma localizada e vão se espalhando pelo corpo, perdurando por meses, classificando-se dessa forma como dor crônica.
A Fibromialgia no Brasil já representa um problema de saúde pública com custos econômicos elevados e impacto social tão grande quanto. Do ponto de vista biopsicossocial relacionam-se à esta síndrome, déficits tanto funcionais quanto emocionais gerando desgaste e comprometimento nas atividades de vida diária, lazer, convívio e trabalho desses pacientes.
Um diagnóstico preciso e um acompanhamento multidisciplinar da condição de saúde faz total diferença nos resultados que beneficiam os pacientes em todos os aspectos de suas vidas.
A Nutrição, Fisioterapia, Psicologia dentre outras profissões da saúde, fazem parte do atendimento especializado, a fim de ajustar as condições fisiológicas do organismo, lidando de maneira concomitante com as dificuldades apresentadas e também em relação aos anseios do portador da síndrome.
Tanto o aspecto nutricional quanto o aspecto físico, assim como o psicológico/emocional constituem os pilares de equilíbrio do corpo humano. Dessa forma, o tratamento da Fibromialgia atualmente, deve ser pensado como um trabalho em conjunto, visando o equilíbrio dinâmico entre o organismo e o ambiente que o cerca, considerando todas as atividades exercidas pelo paciente em sociedade e também a forma que este indivíduo encara esta realidade, a fim de atingir o objetivo principal que é melhorar o aspecto de saúde como um todo, considerando todas as fases do ciclo vital.
O tratamento não é simples, e só há de obter resultados partindo da colaboração entre paciente e profissionais envolvidos, mas também, o auxílio da família é muito importante, ao se obter entendimento da síndrome e aspectos a serem trabalhados, aspectos esses que pouco a pouco evidenciam melhoras cotidianas.
Muitos estudos sobre o tema têm surgido nos últimos anos e, por meio de pesquisas da comunidade científica já é possível perceber que é o conjunto de ações que proporciona os melhores resultados. Trabalhar com suplementação, atividades físicas, terapias manuais, analgesias, psicoterapia, métodos para alívio de estresse e melhora do sono é essencial para o sucesso no tratamento.
Ainda não podemos falar em cura, mas o prognóstico é bom e melhora a cada dia, ao surgimento das evidências de tratamento que, com comprometimento entre os pares, tem grande efetividade no controle dos sintomas. Seguindo um tratamento adequado e bem conduzido por uma equipe multiprofissional, os sintomas tendem a melhorar, resgatando a capacidade funcional e o convívio social saudável.
O papel do Fisioterapeuta nesse sentido, é conduzir terapias físicas de suporte, como eletroterapia para analgesia, massoterapia e outras terapias manuais relaxantes e analgésicas, orientação e prescrição de exercícios e atividades físicas personalizadas além da orientação terapêutica no nível primário de atenção em saúde. Os objetivos traçados por este profissional devem ser realistas, comuns e complementares a outros objetivos da equipe multiprofissional e do seu paciente.
Outro recurso que vem sendo adicionado às terapias físicas é a hidroterapia, obtendo ótimos resultados pelos seus efeitos fisiológicos globais ao organismo. Metodologias de exercícios como Pilates e Yoga têm evidenciado progressos.
Fibromialgia dói mais quando não está sendo administrada. Fibromialgia tem jeito sim!
- Nuno Krause
- 30 Jan 2021
- 07:44h
(Foto: Divulgação)
Em números absolutos, o Nordeste é a região que possui mais casos de hanseníase no Brasil. Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), 43% dos infectados no país na última década moravam em algum estado nordestino. A Bahia é o quinto estado no ranking do país, com 24.393 registros da doença, enquanto Maranhão, Mato Grosso, Pará e Pernambuco ocupam as quatro primeiras posições.
A hanseníase, antigamente conhecida como "lepra", é causada por uma bactéria que acomete a pele e os nervos periféricos. Entre os sintomas, de acordo com a médica e coordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD, Sandra Durães, estão manchas na pele - que podem ser brancas, rosas ou vermelhas -, caroços, áreas vermelhas elevadas, alteração da sensibilidade, dormência, formigamento e diminuição da sensibilidade e/ou da força muscular de pés e mãos. "Além disso, os pacientes podem apresentar perda dos pelos da sobrancelha, sensação de nariz entupido", revela a especialista.
De acordo com Araci Pontes, assessora do Departamento de Hanseníase da SBD, o fator social e o alto índice populacional do Nordeste são preponderantes para a maior incidência. "A hanseníase tem uma prevalência maior na classes mais desfavorecidas, porque é uma doença que se transmite pelas vias aéreas. Aglomerados de pessoas com condições de moradia não satisfatória, com muitas pessoas morando juntas em condições precárias, favorecem a transmissão da doença. Em termo de número de casos, o Nordeste tem um número grande também porque tem uma população maior. Proporcionalmente, você vê que o segundo estado mais endêmico está no Mato Grosso", afirma.
O preconceito também vigora entre pacientes da doença, que por vezes demoram para procurar ajuda médica com medo de serem julgados pela sociedade. "As pessoas muitas vezes evitam, têm medo do diagnóstico porque acham que podem ser segregados da família, do trabalho. Ficam escondendo as manchas e não procuram profissional por receio desse estigma. A gente está tentando trabalhar esses conceitos no janeiro roxo", revela. O Janeiro Roxo foi instituído em 2016 pelo Ministério da Saúde, com objetivo de alertar sobre a prevenção da doença. O último dia de janeiro (31) é o Dia Mundial do Combate à Hanseníase.
Apenas 10% da população mundial é suscetível a desenvolver o problema. Ou seja, 90% pode ter contato com o vírus e não terá nenhum sintoma. Entre esses que podem desenvolver, há dois tipos, explica Sandra Durães.
"Temos aqueles que apresentam poucas lesões na pele, nos nervos periféricos e pequena carga bacilar e não são contagiosos. Esse pacientes são ditos paucibacilares. Em seu oposto, temos pacientes que apresentam grande carga bacilar. Grande número de lesões cutâneas. O tratamento desses pacientes é diferente. O primeiro tipo precisa tomar antibiótico por seis meses. O segundo, por doze meses", conta.
Em ambos os casos, o tratamento precoce é fundamental para reverter o quadro. "Após uma semana do início do tratamento, por mais que a pessoa tenha uma quantidade grande de bacilos, ela já não vai mais transmitir. Por isso que não isola mais a pessoa, não está mais transmitindo. Transmitiu antes de ser tratado. Não é preciso esperar o final do tratamento para conviver normalmente", explica Araci Pontes.
A hanseníase dificilmente é fatal, porém pode gerar sequelas eternas, como cegueira, fraqueza nas mãos e nos pés, dificuldade para se locomover e fazer outras atividades comuns do cotidiano.
Na Bahia, segundo números apurados pela SBD no Sinan/MS, em 2010 os casos novos diagnosticados com algum tipo de deformidade (Grau 2) e com diminuição ou perda da sensibilidade nos olhos, mãos ou pés (Grau 1) representavam 22% do total. Os últimos dados nacionais disponíveis, referentes a 2019, mostram que essa proporção não apresentou melhora, com a manutenção do índice na mesma faixa (22%).
Atrás do Nordeste no número de casos absolutos da hanseníase, estão Centro-Oeste, com 19,5%, seguido do Norte (19%) e Sudeste (15%). Somente 3,5% dos novos pacientes identificados nos últimos dez anos estão no Sul do Brasil.
- Jade Coelho
- 26 Jan 2021
- 07:26h
A Bahia contabiliza 11 casos do superfungo fatal 'Candida auris', resistente a medicamentos e responsável por graves infecções hospitalares. A situação está sendo tratada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como surto. O órgão alerta que a Candida auris é um fungo emergente que representa uma “grave ameaça à saúde global”.
“Pode causar infecções invasivas, que são associadas à alta mortalidade, pode ser multirresistente e levar à ocorrência de surtos nos serviços de saúde”, informou. Além disso, a Anvisa alerta que as infecções com Candida auris são invasivas e podem ser fatais. “Com base em relatos com número limitado de pacientes, 30% a 60% dos pacientes com infecções de corrente sanguínea por C. auris evoluíram para o óbito”, adverte.
Após a identificação do primeiro caso, em dezembro de 2020 o órgão emitiu, em 8 de dezembro de 2020, um alerta e uma investigação foi instaurada. As verificações para identificar a origem e extensão do surto foram conduzidas pela Secretaria da Saúde do estado (Sesab) e do município de Salvador (SMS) e identificaram novas ocorrências.
Diante da confirmação do caso da Bahia, o primeiro do Brasil, a agência publicou em 21 de dezembro uma atualização na nota técnica que tratava de orientações para identificação, prevenção e controle de infecções por Candida auris nas unidades de saúde.
INVESTIGAÇÃO
O foco da investigação estava em identificar o fungo e controlar o surto. De acordo com a Anvisa, assim que a agência foi notificada foi instituída uma força-tarefa nacional com representantes de diversas instituições, principalmente da Bahia. Essa força-tarefa realizou reuniões e discussões para alinhamento das ações e definição de como a situação seria conduzida.
Ao BN, a Sesab informou que a investigação ocorreu através de visita in loco na unidade hospitalar. Além da equipe da pasta estadual, também foi acionado o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) Salvador.
Três grupos de trabalho foram formados para a averiguação. O primeiro era responsável por analisar a pesquisa em prontuário. O segundo avaliar a assistência farmacêutica e informações sobre o produto para saúde (cateter). Enquanto ao terceiro coube avaliar todos os processos da unidade hospitalar relacionados a controle de infecção.
“Foram realizadas coletas de material para análise laboratorial, recomendado pela vigilância, de todos os contatos do caso índice internados e dos ambientes em que esse paciente circulou pelas alas hospitalares”, informou a Sesab.
A pasta ainda afirmou que investigação permitiu o isolamento dos pacientes e uma série de recomendações da Anvisa para a desinfecção hospitalar para impedir a proliferação do fungo. Isso porque ele pode permanecer no ambiente por longos períodos, de semanas a meses. E também apresenta resistência a diversos desinfetantes, entre os quais os que são à base de quartenário de amônio.
MONITORAMENTO
A etapa atual é a de acompanhamento e monitoramento. O objetivo agora é garantir o cumprimento das recomendações de desinfecção realizadas pelo hospital para evitar a ocorrência de novos casos, apontou a Sesab.
Em relação aos processos de trabalho, a Secretaria da Saúde informou que a conclusão foi de que o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) “adota as medidas preventivas de infecção hospitalar propostas pela Anvisa, que dispõe de protocolos e oferece treinamentos para implementação destes”.
“Além disso, observou-se que as medidas recomendadas de precaução e isolamento estão sendo aplicadas neste momento”, frisou a pasta.
Quanto ao futuro, a Sesab garantiu que manterá a vigilância ativa, “realizando as culturas de vigilância de forma periódica para análise da contenção do Fungo a nível hospitalar”. Assim como a Anvisa, que respondeu ao questionamento do Bahia Notícias garantindo que “continua monitorando esse surto e acompanhando as informações notificadas pelo hospital no formulário nacional específico”.
“Como as ações de prevenção e controle de infecções são descentralizadas, a Anvisa está em contato constante com o Núcleo estadual de controle de infecção hospitalar (NECIH) da Bahia, que por sua vez, está realizando o acompanhamento local desse surto”, informou em nota.
CASO INICIAL
O primeiro caso do superfungo foi identificado em uma amostra da ponta de um cateter de um paciente internado em UTI adulto de um hospital da Bahia. Na época a Anvisa informou que a presença do fungo foi confirmada pela técnica Maldi-Tof no Laboratório Central de Saúde Pública Profº Gonçalo Moniz (Lacen-BA) e no Laboratório do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP).
No alerta emitido pela agência foi destacado o fato de que a Candida apresenta resistência a vários medicamentos antifúngicos comumente utilizados para tratar infecções deste tipo. Algumas cepas deste superfungo são resistentes a todas as três principais classes de fármacos antifúngicos (polienos, azóis e equinocandinas).
Na ocasião a Anvisa também ressaltou que a identificação do fungo requer métodos laboratoriais específicos. Além disso a agência sanitária chamou a atenção para a propensão em causar surtos em decorrência da dificuldade de identificação oportuna pelos métodos laboratoriais rotineiros e da eliminação do ambiente contaminado, já que uma das características dele é a possibilidade de se manter nos ambientes e superfícies por longos períodos, de semanas a meses, além da resistência a desinfetantes.
A identificação do primeiro caso da Candida auris mobilizou o governo baiano, o hospital privado em que o fungo foi identificado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Ministério da Saúde e a Universidade de São Paulo (USP). Todos este entes trabalharam em colaboração para esclarecer a situação e tomar as medidas cabíveis necessárias para afastar a ameaça à saúde pública.
TRANSMISSIBILIDADE
A Anvisa chama a atenção para a transmissibilidade e o alto nível de resistência aos antifúngicos. De acordo com a agência, essas são características que diferenciam o Candida auris de outras espécies de Candida.
“O modo preciso de transmissão dentro do ambiente de saúde ainda não é conhecido”, diz a agência, apesar de destacar que evidências iniciais sugerem que o ambiente pode ser o principal reservatório do fungo, e levar à disseminação por meio de superfícies, contato direto com os pacientes e equipamentos contaminados. A lista inclui estetoscópios, termômetro e aparelhos de aferição da pressão arterial.
A nota técnica da Anvisa ainda ressalta a alta transmissibilidade da Candida auris. “A persistência e a propagação do fungo, apesar de todas as medidas de prevenção de infecção, indicam uma resiliência às condições ambientais e persistência no ambiente, alta transmissibilidade e capacidade de colonizar rapidamente a pele do paciente e o ambiente próximo a ele”, diz. O texto ainda acrescenta que os pacientes podem permanecer com o fungo e assintomáticos por um período de três a cinco meses.
“C. auris está associada a episódios de surtos em serviços de saúde que resultam em aumento imediato de custos, não apenas financeiros, mas especialmente aqueles relacionados com a morbidade e a mortalidade de pacientes”, completa a nota.
No mês da campanha, Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) destaca relevância do tema e importância dos cuidados, especialmente no contexto da pandemia | Divulgação
Janeiro é o mês dedicado à conscientização a respeito da saúde mental, cada vez mais reconhecida como uma prioridade global de saúde e desenvolvimento econômico. Para chamar a atenção sobre o tema e reforçar a importância dos cuidados, em especial no contexto vivido em decorrência da pandemia do novo Coronavírus, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) destaca informações relevantes.
De acordo com estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-americana da Saúde (OPAS), o Brasil é o país mais ansioso do mundo (9,3%) e o segundo maior das Américas em depressão (5,8%). A saúde mental representa mais de 1/3 da incapacidade total no mundo, com transtornos depressivos e ansiosos como maiores causas – os quais respondem, respectivamente, pela 5ª e 6ª causas de anos de vida vividos com incapacidade no Brasil. Ainda segundo a OPAS, entre 35% e 50% das pessoas com transtornos mentais em países de alta renda não recebem tratamento adequado e, nos países de baixa e média renda, o percentual é ainda maior, ficando entre 76% e 85%.
A saúde mental também causa reflexos no desenvolvimento econômico, sendo a segunda causa de afastamento laboral, gerando ainda grande estigma pessoal de incapacidade – especialmente com o advento da pandemia do novo Coronavírus. Pesquisa da UERJ (veja mais informações aqui) demonstrou que casos de depressão dobraram no período de quarentena e que ocorrências de ansiedade e estresse tiveram aumento de 80%, causadas pelas incertezas com o novo Coronavírus e as mudanças impostas pelo isolamento social.
Esses dados demonstram a relevância de se ampliar o debate e as estratégias para enfrentamento desse panorama, sendo também um desafio para a saúde suplementar. No Brasil, em 2019, os beneficiários de planos de saúde realizaram cerca de 29 milhões de procedimentos relacionados ao cuidado em saúde mental - um crescimento de aproximadamente 167% em relação ao número realizado em 2011.
A ansiedade e depressão provocadas pela pandemia foram tema de discussão no I Simpósio Virtual ANS, realizado em setembro, quando houve um amplo debate e troca de experiências de operadoras de planos de saúde e de contratantes empresariais sobre a integração dessa linha de cuidado na gestão de saúde corporativa. Na ocasião, a ANS apresentou um painel sobre a importância do cuidado em saúde mental para a promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças (reveja aqui), a evolução do número de iniciativas em saúde mental nos programas de Promoprev e abordagens em saúde mental na Atenção Primária (relembre aqui).
Através de parceria e sob coordenação do SESI, a Agência também está desenvolvendo uma pesquisa quantitativa junto a empresas contratantes de planos de saúde para abordar, dentre outros temas, as ações para cuidados com a saúde mental dos trabalhadores da indústria durante e no pós-pandemia.
Saúde mental na pandemia
Em contexto de pandemia, é recorrente o aumento de sofrimento psíquico na população, principalmente em quem já tinha fatores preexistentes. É esperado que o frequente estado de alerta, preocupação, solidão e sentimento de falta de controle frente às incertezas do momento, aumente o estresse e sofrimento psíquico. Além disso, as medidas de isolamento social, embora baseadas em evidências científicas e essenciais para a proteção da saúde da população, podem impactar a saúde mental daqueles que as experienciam. Devido ao período de distanciamento social, quarentena ou isolamento, a redução de estímulos, perda de renda pela impossibilidade de trabalhar e alterações significativas na rotina geram forte impacto na vida das pessoas.
Os fatores que influenciam o impacto psicossocial estão relacionados à magnitude da epidemia e ao grau de vulnerabilidade em que a pessoa se encontra no momento. Entretanto, é importante destacar que nem todos os problemas psicológicos e sociais apresentados poderão ser qualificados como doenças. A maioria será classificada como reações normais diante de uma situação anormal. Reações comuns diante deste contexto englobam sentimento de impotência e desamparo perante os acontecimentos, solidão, irritabilidade, angústia, tristeza, raiva.
É importando ainda considerar que, tendo em vista a instabilidade dos cenários em decorrência da pandemia, o volume de informações e as mudanças constantes experimentadas, é esperado que as pessoas apresentem queda na capacidade de concentração, bem como sensação de letargia, o que muitas vezes leva à diminuição do interesse para realizar atividades cotidianas. Adicionalmente, o medo de ser acometido por uma doença potencialmente fatal, cuja causa e progressão ainda são pouco conhecidas, afeta o bem-estar psicológico das pessoas. Em certa medida, quando experienciadas de maneira leve, essas reações podem atuar como fatores de proteção, pois levam a comportamentos mais cautelosos no que diz respeito à exposição aos riscos de contágio.
Em caso de sofrimento intenso, a procura por ajuda especializada é primordial. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, estima-se que entre um terço e metade da população exposta a uma epidemia pode vir a sofrer alguma manifestação psicopatológica, caso não seja feita nenhuma intervenção de cuidado específico para as reações e sintomas manifestados (veja aqui). A rápida mudança nos modos de vida habituais pode contribuir para o desencadeamento de reações e sintomas de estresse, ansiedade e depressão. Observa-se também, maior probabilidade de ocorrência de distúrbios do sono, abuso de substâncias psicoativas e ideação suicida, bem como agravamento de transtornos mentais preexistentes.
Além disso, a experiência de confinamento tende a trazer consequências e implicações para as relações interpessoais. As restrições a deslocamentos, a suspensão de atividades em escolas, locais de trabalho ou de convívio comunitário intensificam o contato entre as pessoas residentes no mesmo domicílio. Em alguns casos, essa condição amplifica a exposição a situações de violência, principalmente para pessoas que ficam expostas à presença de agressor no domicílio.
Por todas essas razões, é fundamental que as pessoas que vivem com condições de saúde mental tenham acesso contínuo ao tratamento durante a pandemia. Segundo a OMS, mudanças nas abordagens da prestação de assistência à saúde mental (telessaúde) e apoio psicossocial estão mostrando sinais de sucesso em alguns países. O atendimento remoto apresenta vantagens para a oferta de suporte psicossocial durante a Covid-19, uma vez que corrobora com as recomendações de distanciamento social, quarentena e/ou isolamento domiciliar. Dessa forma é possível evitar a circulação desnecessária e, ao mesmo tempo, garantir atendimento psicossocial e/ou psicoterápico de qualidade.
Cuidados e recomendações
A Fiocruz lançou uma série de cartilhas com recomendações para o enfrentamento dos desafios à saúde mental e atenção psicossocial no contexto da pandemia. Nas publicações, destinadas a grupos específicos como trabalhadores dos serviços de saúde, gestores, psicólogos hospitalares, crianças, cuidadores de idosos, são descritas, por exemplo, reações comportamentais mais frequentes, danos psicológicos oriundos do confinamento e apresentam dicas sobre o uso de medicamentos e consumo excessivo de informações. Confira aqui algumas recomendações:
• Reconheça e acolha seus receios e medos, procurando pessoas de confiança para conversar;
• Retome estratégias e ferramentas de cuidado que tenha usado em momentos de crise ou sofrimento e ações que trouxeram sensação de maior estabilidade emocional;
• Invista em exercícios e ações que auxiliem na redução do nível de estresse agudo (meditação, leitura, exercícios de respiração, habilidades manuais);
• Se você estiver trabalhando durante a epidemia, fique atento a suas necessidades básicas, garantindo pausas sistemáticas durante o trabalho (se possível em um local calmo e relaxante) e entre os turnos.
• Invista e estimule ações compartilhadas de cuidado, evocando a sensação de pertencimento social (como as ações solidárias e de cuidado familiar e comunitário)
• Mantenha ativa a rede socioafetiva, estabelecendo contato, mesmo que virtual, com familiares, amigos e colegas;
• Evite o uso do cigarro, álcool ou outras drogas para lidar com as emoções;
• Busque um profissional de saúde quando as estratégias utilizadas não estiverem sendo suficientes para sua estabilização emocional;
• Busque fontes confiáveis de informação e reduza o tempo que passa assistindo ou ouvindo coberturas midiáticas.
Por que Janeiro Branco?
A campanha foi criada em 2014 por um grupo de psicólogos de Uberlândia (MG), em alusão às tradicionais comemorações das festas de fim de ano, quando as pessoas costumam realizar balanços das ações individuais e planejar, para o próximo ciclo de 12 meses, novas resoluções e metas. De acordo com os idealizadores, de maneira simbólica, o primeiro mês do ano é reservado como uma “página em branco” para que novas práticas sejam reescritas, objetivando o bem estar da saúde mental.
Quando se fala em saúde mental, muitos relacionam à ausência de doenças, como ansiedade e depressão, por exemplo. Entretanto, a OMS conceitua saúde como um completo estado de bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doenças ou demais enfermidades. Saiba mais sobre a campanha aqui e acompanhe as redes sociais da ANS.
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