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Organização Mundial de Saúde aprova primeira vacina contra malária

  • Bahia Notícias
  • 07 Out 2021
  • 12:15h

Foto: Pixabay/Free

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou, nesta quarta-feira (6), a primeira vacina contra malária, estreando uma ferramenta que poderá salvar a vida de dezenas de milhares de crianças na África por ano. 

A malária mata cerca de 500 mil pessoas por ano, quase todas na África subsaariana, entre elas 260 mil crianças com menos de 5 anos, segundo reportagem da Folha. 

A nova vacina, feita pelo laboratório GlaxoSmithKline, desperta o sistema imune da criança para conter o Plasmodium falciparum, o mais mortal dos cinco patógenos da malária e o predominante na África. A vacina não é apenas a primeira contra essa doença, é a primeira desenvolvida para qualquer doença parasitária.

Em testes clínicos, a vacina teve uma eficácia de aproximadamente 50% contra a malária severa no primeiro ano, mas caiu para perto de zero no quarto ano. E os testes não mediram o impacto da vacina para evitar mortes, o que levou alguns especialistas a questionar se é um investimento válido em países com inúmeros outros problemas intratáveis.

Mas a malária severa representa quase a metade das mortes pela doença, e é considerada "um indicador confiável de mortalidade", disse Mary Hamel, chefe do programa de implementação de vacinas contra malária da OMS. "Espero que vejamos esse impacto."

Um estudo de modelo no ano passado estimou que se a vacina fosse aplicada em países com maior incidência de malária poderia evitar 5,4 milhões de casos e 23 mil mortes por ano de crianças com menos de 5 anos.

E um teste recente da vacina em combinação com drogas preventivas dadas a crianças durante temporadas de alta transmissibilidade concluiu que a abordagem dupla foi muito mais eficaz para evitar a doença severa, a hospitalização e a morte do que os métodos em separado.

Ter uma vacina contra malária segura, moderadamente eficaz e pronta para distribuição é um "evento histórico", disse Pedro Alonso, diretor do programa global de malária da OMS.

Os parasitas são muito mais complexos que os vírus ou as bactérias, e a busca por uma vacina contra malária ocorria há cem anos, acrescentou ele. "É um salto enorme da perspectiva da ciência ter uma vacina de primeira geração contra um parasita humano", disse Alonso.

O parasita da malária é um inimigo especialmente insidioso porque pode atacar a mesma pessoa diversas vezes. Em muitas partes da África subsaariana, mesmo aquelas onde a maioria das pessoas dorme sob telas contra insetos tratadas com inseticida, as crianças têm em média seis episódios de malária por ano.

Proibido no Brasil, 'melzinho do amor' oferece riscos graves à saúde, diz Unicamp

  • Bahia Notícias
  • 01 Out 2021
  • 10:03h

Foto: Divulgação / CIATox

O chamado “melzinho do amor”, comercializado em festas por todo o país como uma espécie de estimulante sexual, contém fármacos utilizados para o tratamento de disfunção erétil. De acordo com o Laboratório de Toxicologia Analítica do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) da Unicamp, administrada de forma combinada, as substâncias podem causar efeitos colaterais graves, com risco de morte.

Vendidos em formato de sachê, o estimulante, proibido desde março no Brasil por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), diz conter apenas componentes naturais, como café, extrato de caviar, ginseng, maçã, gengibre, canela, mel da Malásia e Tongkat Ali (Eurycoma longifolia). Entretanto, ambos os fármacos usados para o tratamento de disfunção erétil, Sildenafila e Tadalafila, são de origem sintética.

No estudo, o CIATox analisou três amostras do “melzinho do amor” e chegou à conclusão que, devido à utilização da Sildenafila e da Tadalafila, o produto não é indicado especialmente para pessoas com cardiopatias e hipertensão. A utilização sem prescrição desses fármacos pode provocar efeitos indesejados graves, como uma ereção longa e dolorosa com risco de necrose do pênis.

Além disso, em caso de ingestão concomitante com álcool ou outros fármacos, há risco de intensificação de efeitos colaterais, como tontura, hipotensão arterial e dores de cabeça. Em pacientes cardiopatas, a Sildenafila e a Tadalafila podem acarretar hipotensão grave, potencialmente fatal.

OMS escolhe Fiocruz para produzir nova vacina contra Covid-19 ainda em teste

  • por Mônica Bergamo | Folhapress
  • 22 Set 2021
  • 12:34h

Foto: Divulgação / Fiocruz

A Fundação Oswaldo Cruz (?Fiocruz) foi selecionada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como centro da América Latina para o desenvolvimento e produção de uma vacina com tecnologia de RNA mensageiro em estágio pré-clínico.
O objetivo da iniciativa é ampliar o acesso às vacinas contra a Covid-19 na região.

A vacina candidata é baseada na tecnologia de RNA auto-replicativo (mesma usada nos imunizantes da Pfizer e da Moderna), e expressa não somente a proteína Spike, mas também a proteína N, para melhor resposta imunológica.

Essa tecnologia demanda menos necessidades produtivas, atingindo uma escala em termos de doses superior à de outras vacinas de mRNA. Isto permite que o seu custo seja inferior ao de outras vacinas semelhantes, possibilitando a ampliação ao seu acesso.

Uma vez desenvolvida, a vacina candidata passará pelo processo de pré-qualificação da OMS, que garante o cumprimento dos mais elevados padrões internacionais para garantir sua qualidade, segurança e eficácia.

A Fiocruz foi selecionada por meio do seu Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz). A escolha é resultado de uma chamada mundial lançada em abril deste ano. Cerca de trinta empresas e instituições científicas latino-americanas participaram.

“Esta será uma tecnologia que vem se somar à plataforma de adenovírus, utilizada na vacina Fiocruz/AstraZeneca para a Covid-19. O desenvolvimento de uma vacina da Fiocruz de mRNA é um passo fundamental para que o Brasil detenha o domínio tecnológico de duas plataformas fundamentais para o avanço no desenvolvimento de imunobiológicos", afirma a presidente da Fundação, Nísia Trindade Lima.

Além de fornecedora dessa vacina, a Fiocruz se comprometeu ainda a compartilhar seu conhecimento para a produção do imunizante com demais laboratórios da região, garantindo a eles a transferência de tecnologia para ampliar a capacidade produtiva regional.

Aplicativo vai facilitar cadastro de doadores de medula óssea no país

  • Agência Brasil
  • 19 Set 2021
  • 10:23h

Aplicativo possibilita a atualização de dados de usuários que já estão há mais tempo no registro | Foto: UOL

Coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) apresentou neste sábado (18), no Rio de Janeiro, um novo aplicativo que visa agilizar a atualização de dados de doadores e facilitar o pré-cadastro de pessoas interessadas na doação de órgãos. De acordo com informações publicadas na Agência Brasil, o APP está disponível para aparelhos com sistema iOS e Android.

A apresentação do aplicativo integrou as comemorações pelo Dia Mundial do Doador de Medula Óssea 2021 (WMDD, do nome em inglês), festejado no terceiro sábado de setembro, que este ano cai neste sábado (18). Ainda segundo a agência, desde janeiro a ferramenta já está em uso em caráter experimental para pré-cadastro de novos inscritos no Redome nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Ceará. Até agosto já foram contabilizados 13.021 downloads do aplicativo e dos 486 pré-cadastros efetuados, de fato, 129 pessoas se dirigiram a um hemocentro para finalizar a inscrição.

A coordenadora técnica do Redome, médica Danielli Oliveira, explicou que, para funcionar como pré-cadastro em nível nacional, os hemocentros estaduais têm que fazer o cadastro também usando os dados do aplicativo. “A gente está convocando os nossos hemocentros para que entrem no aplicativo. Ele não é obrigatório”, disse.

Ela explicou ainda que o aplicativo possibilita a atualização de dados de usuários que já estão há mais tempo no registro – a exemplo de mudanças de telefone ou endereço -, o que ajuda a tornar mais rápida a localização do doador compatível com o paciente.

“Para o pré-cadastro, depende do hemocentro do estado que está usando. O que qualquer doador já pode fazer no aplicativo é atualizar o seu cadastro. Isso é muito importante porque a gente tem sempre aquele desafio de atualização do cadastro para a localização do doador. E a gente sempre aproveita essa data do Dia Mundial do Doador para chamar a atenção para a necessidade de atualização do cadastro”, detalhou.

Pandemia causa queda de 27 milhões de procedimentos de saúde em 2020

  • Redação
  • 13 Set 2021
  • 11:37h

(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

A pandemia de Covid-19 provocou a queda de 27 milhões de procedimentos de saúde que não são de emergência em 2020, como exames e consultas. O dado está em levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM). As informações são da Agência Brasil.

Segundo o estudo, quando comparados os dados entre março e dezembro de 2020 (do início da pandemia até o fim do mesmo ano) com o mesmo período de 2019, a diferença foi de 26,9 milhões de procedimentos, sendo 16,6 milhões de exames de diagnóstico, 8,8 milhões de procedimentos clínicos, 1,2 milhões de pequenas cirurgias e 210 mil transplantes.

Os procedimentos considerados eletivos, que não são de urgência e emergência, tiveram impacto pelo direcionamento de boa parte da estrutura da rede de saúde para atender os pacientes com Covid-19.

Entre março e abril de 2020, com o avanço da primeira onda da pandemia, houve uma queda quase à metade do número de procedimentos, de 8,1 milhões para 4,8 milhões. Em abril, foram registrados 5 milhões de procedimentos e em maio, 5,6 milhões. Após recuperação, o ano terminou  com 8 milhões.

Conforme o levantamento do CFM, as áreas mais afetadas entre março e dezembro de 2020, em comparação com o mesmo período no ano anterior, foram as consultas e exames em citopatologia (-51%), neurologia (-40%), anatomopatologia (-39%), cardiologia (-38%), oftalmologia (-34%) e medicina clínica (-33%).

No período analisado, deixaram de ser realizados 2,8 milhões de cirurgias. Entre março e dezembro de 2020 foram realizados 4,6 milhões de procedimentos desse tipo, contra 7,5 milhões no mesmo período em 2019.

Quando considerados os números absolutos, os procedimentos que tiveram mais impacto foram os da área de oftalmologia (-6,2 milhões), seguidos por radiologia e diagnóstico de imagem (-5,3 milhões), médico-clínico (-2,8 milhões) e radioterapia (-2,5 milhões).

Por regiões, as mais afetadas foram a Nordeste (-31%), Sul (-29%), Sudeste (-27%) e Norte (-21%). Entre estados, as reduções mais intensas se deram em Alagoas (-47%), no Piauí (-45%), Amazonas (-38%), Espírito Santo (-36%), em Mato Grosso do Sul e Sergipe (-35%).

Sesab confirma 13 casos de doença que deixa ‘urina preta’ na Bahia este ano

  • Redação
  • 11 Set 2021
  • 15:26h

Secretaria da Saúde do Estado da Bahia investiga mais cinco casos da doença | Foto: Reprodução

A Secretária da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), registrou neste ano treze casos da doença de Haff, também conhecida como “doença da urina preta”. De acordo com as informações divulgadas pela Secretária, as notificações foram feitas nos municípios de Alagoinhas, Salvador, Maraú, Mata de São João, Camaçari e Simões Filho. 

A Sesab ainda informou que os 13 casos confirmados entre janeiro e setembro são de pacientes de 20 a 79 anos e que a faixa etária mais atingida é a de 34 a 49 anos, com sete casos. A faixa etária de 20-34 anos ficou em segundo lugar com cinco casos seguida por ‘idade ignorada’. Entre os casos, 66% dos acometidos foram do sexo masculino. 

A doença de Haff é uma síndrome que consiste em rabdomiólise (condição clínica definida por lesão muscular com liberação de conteúdo intracelular) sem explicação, e se caracteriza por ocorrência súbita de extrema rigidez muscular, mialgia difusa, dor torácica, dispneia, dormência, perda de força em todo o corpo e urina “cor de café”, associada à elevação sérica de creatinofosfoquinase (CPK). 

A doença não possui tratamento específico e está correlacionada a ingestão de crustáceos e principalmente de pescados. A Sesab recomenda que ao sentir dores musculares e apresentar urina escura após o consumo de peixes ou crustáceos, as pessoas procurem imediatamente uma unidade de saúde.

Em 2020 foram notificados 45 casos e confirmados 40, nos municípios de Salvador, Feira de Santana, Camaçari, Entre Rios, Dias D’Ávila e Candiba. Enquanto em 2019 não houve notificação de casos, em dezembro de 2016 e janeiro de 2017 foram registrados 71 casos, nos municípios de Salvador (66), Vera Cruz (1), Dias D’Ávila (1), Camaçari (1), Feira de Santana (1) e Alcobaça (1).

Os casos verificados nos anos de 2016 e 2017 resultaram em dois óbitos, sendo um em paciente de Salvador e outro de Vera Cruz, ambos com comorbidades.

Vaca Louca: Os brasileiros devem se preocupar ao comer carne?

  • Informações de O GLOBO
  • 05 Set 2021
  • 13:44h

(Foto: Reprodução)

A doença da vaca louca ficou mundialmente conhecida a partir da década de 1980, após um surto no Reino Unido. A enfermidade torna os animais perigosos, daí seu nome. O assunto voltou ao noticiário neste sábado, após o Ministério da Agricultura confirmar dois casos em frigoríficos no país, em Minas Gerais e Mato Grosso.

Nos dois casos, trata-se da "origem atípica" doença, ou seja, não ocorreu por causa de contaminação, que poderia afetar mais de um bovino por vez, mas por causa de uma mutação em um único animal.

Redução de rebanho:Hong Kong sacrificará 6 mil porcos após detecção da peste suína

Os países importadores e a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) já foram notificados. Em 20 anos de monitoramento da doença no Brasil, nunca foi identificado a forma mais tradicional, que é quando o animal é contaminado por causa de sua alimentação. Entenda a seguir os principais pontos da doença.

O que é a doença da vaca louca?
A doença é fatal e acomete bovinos adultos de idade mais avançada, provocando a degeneração do sistema nervoso. Como consequência, uma vaca que, a princípio, era calma e de fácil manejo, por exemplo, se torna agressiva. Daí vem o nome da doença.

Em 2019:Caso de vaca louca em MT leva Brasil a suspender exportações de carne bovina à China

Quando isso acontece, o príon mata os neurônios e no lugar ficam buracos brancos no cérebro, por isso o nome da doença de “espongiforme”, já que os buracos têm a forma semelhante a de uma esponja.

Como a vaca é contaminada?
Existem duas formas principais para o animal adquirir a doença. O primeiro caso é de forma atípica, quando a proteína príon sofre uma mutação, se tornando infeccioso. Quanto mais velho o animal, maior a probabilidade disto acontecer. Foi dessa forma que ocorreram os dos casos registrados no Brasil nesta semana.A segunda forma de o animal ficar doente é por contaminação.

Isso ocorre quando consome rações feitas com proteína animal contaminada, como por exemplo, farinha de carne e ossos de outras espécies. No Brasil, é proibido o uso deste tipo de ingrediente na fabricação de ração para bovinos. Não há indícios de que uma vaca transmita a doença para a outra diretamente.

Quais os principais sintomas no animal?A doença da vaca louca tem uma evolução longa, na qual o animal apresenta sintomas neurológicos, como nervosismo, apreensão, medo, ranger dos dentes, hipersensibilidade ao som, toque e luz, e dificuldade para andar.

Há tratamento?
Não existe um tratamento ou vacina para a vaca louca, por isso, a melhor saída é prevenir que o animal desenvolva a proteína infecciosa, usando apenas as rações autorizadas. Quando acometido pela doença, o gado pode morrer entre duas semanas e seis meses após o início dos sintomas.Quando um animal é diagnosticado com o mal, o produtor deve colocá-la para o abate e incinerar o corpo, a fim de evitar que se torne alimento para alguma espécie e espalhar a doença. O produtor também precisa avisar à vigilância sanitária.

Assim como nos animais, os humanos podem desenvolver o príon infeccioso naturalmente ou adquirir no consumo de carne infectada. Os casos em humanos têm como sintomas a perda de memória, perda de visão, depressão e insônia. Aproximadamente 90% dos indivíduos acometidos evoluem para óbito em um ano, de acordo com o governo federal.Não há indícios da transmissão entre humanos, segundo o Ministério da Saúde, exceto em caso de contato com o sangue do paciente.

Posso continuar comprando carne?
Sim. Segundo o Ministério da Agricultura, os casos registrados são atípicos e, portanto, não há uma contaminação geral e nem uma epidemia da doença.

Surtos no mundo

A crise começou no Reino Unido — ao menos 53 pessoas morreram entre 1992 e o ano 2000, época em que a moléstia começou a surgir em outros países da região, levando pânico aos europeus e receios de uma epidemia global.Centenas de animais foram sacrificados, e os exportadores de frango do Brasil foram beneficiados pela situação.

Em 2001, o Canadá registrou casos e, em 2003, foi a vez dos Estados Unidos de ter um surto e sacrificar rebanhos. No Brasil, o Paraná registrou um caso em 2010 e, por isso, uma série de países — incluindo Rússia, Japão, China e África do Sul — suspendeu a compra de carne brasileira

Ministério confirma casos de vaca louca em Mato Grosso e Minas Gerais

  • Agência Brasil
  • 05 Set 2021
  • 06:39h

Exportações de carne para a China foram suspensas | (Foto: Reprodução)

A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou hoje (4) a ocorrência de dois casos atípicos de encefalopatia espongiforme bovina, conhecida como o mal da vaca louca, em frigoríficos de Nova Canaã do Norte (MT) e de Belo Horizonte (MG). A confirmação foi feita nessa sexta-feira (3) pelo laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Alberta, no Canadá.

De acordo com a pasta, todas as ações sanitárias de mitigação de risco foram concluídas antes mesmo da emissão do resultado final pelo laboratório. “Portanto, não há risco para a saúde humana e animal”, destacou, em nota.

Os dois casos atípicos, um em cada estabelecimento, foram detectados durante a inspeção realizada antes do abate dos animais. “Trata-se de vacas de descarte que apresentavam idade avançada e que estavam em decúbito [deitadas] nos currais”, explicou.

Exportações suspensas

Conforme preveem as normas internacionais, o Brasil também notificou oficialmente a OIE da ocorrência. No caso da China, em cumprimento ao protocolo sanitário firmado entre o país e o Brasil, as exportações de carne bovina ficam suspensas temporariamente. A medida, que passa a valer a partir de hoje (4), ficará em vigor até que as autoridades chinesas concluam a avaliação das informações já repassadas sobre os casos.

O país asiático é o principal destino da carne brasileira, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). No mês de julho foram exportados 91.144 toneladas do produto, crescimento de 11,2% em relação ao mesmo mês de 2020, com alta de 19,1% nas receitas, somando US$ 525,5 milhões. No acumulado, de janeiro a julho de 2021, os embarques para a China já somam 490 mil toneladas e receitas de US$ 2,493 bilhões, crescimento de 8,6% e 13,8%, respectivamente, no comparativo com o mesmo período de 2020.

Classificação de risco

O Mapa esclareceu ainda que a OIE exclui a ocorrência de casos atípicos da vaca louca para efeitos do reconhecimento do status oficial de risco do país. “Desta forma, o Brasil mantém sua classificação como país de risco insignificante para a doença, não justificando qualquer impacto no comércio de animais e seus produtos e subprodutos”, completou.

Segundo o ministério, estes são o quarto e quinto casos atípicos da doença registrados em mais de 23 anos de vigilância do país. Eles ocorrem de maneira espontânea e esporádica e não estão relacionados à ingestão de alimentos contaminados. A pasta destacou que o Brasil nunca registrou a ocorrência de caso clássico do mal da vaca louca.

Diabéticos ficam sem insulina na Bahia após atraso do Ministério da Saúde

  • Jade Coelho
  • 01 Set 2021
  • 07:36h

(Foto: Divulgação)

Setembro começou e os pacientes portadores de Diabetes mellitus e dependentes de insulina do tipo glulisina na Bahia não têm certeza e nem previsão de recebimento das canetas com o hormônio.

Acontece que, assim como outros medicamentos, as canetas de insulina são enviadas pelo Ministério da Saúde para o estado, e ainda não há uma sinalização por parte da pasta federal para o abastecimento do medicamento neste mês.

Em julho os estoques de insulina na Bahia chegaram a ficar zerados. A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), que, na época, alertou sobre os constantes atrasos nas entregas do Ministério da Saúde (lembre aqui). Após a publicação da matéria, um lote de insulina chegou a Bahia, após o atraso na entrega da programação do 3° trimestre de 2021 (leia mais aqui).

A Sesab informou ao Bahia Notícias que em 19 de agosto chegaram 5.580 insulinas do tipo glulisina, completando um quantitativo para atender as pendências de julho e agosto. “Mas para o mês de setembro ainda nada nos foi enviado”, destacou a pasta estadual.

A secretaria ainda sinalizou que tem feito cobranças e enviado notificações ao Ministério da Saúde cobrando a regularização do fornecimento por meio de planejamento trimestral.

A questão dos atrasos nas entregas de fármacos não exclusiva da insulina. Na semana passada aumentou para 22 o número de medicamentos com estoque zerado ou em iminência de falta para pacientes da Bahia por falta de distribuição do Ministério da Saúde (saiba mais aqui). Um mês antes, pacientes baianos com HIV/Aids, meningite e anemia falciforme estavam com seus respectivos tratamentos ameaçados e alguns já prejudicados por falta de estoque de alguns medicamentos no estado. Na época eram 18 os fármacos nesta situação.

O problema vem sendo vivenciado na Bahia desde o início do ano. Em janeiro a Sesab notificou o Ministério da Saúde e o Ministério Público Federal (MPF) sobre o desabastecimento e apontou a falha e a insuficiência na entrega de medicamentos que fazem parte do Componente Especializado e Estratégico da Assistência Farmacêutica. 

Piso salarial para enfermagem chega a 1 milhão de apoios

  • Agência Senado
  • 30 Ago 2021
  • 14:39h

Foto: Pixabay

O projeto de lei que prevê um piso salarial para enfermeiros e técnicos e auxiliares de enfermagem da rede pública e privada, além de parteiras, chegou à marca de 1 milhão de apoios no Portal e-Cidadania, do Senado. Até as 8h desta segunda-feira (30), 1.000.941 pessoas haviam se manifestado favoráveis ao texto (PL 2.564/2020). A expectativa dos senadores é que a proposta possa ser inserida como prioridade na pauta de votações do Plenário.

Para a relatora da matéria, senadora Zenaide Maia (Pros-RN), é fundamental o reconhecimento desses profissionais que estão na linha de frente de combate à covid-19, inclusive agilizando o processo de vacinação em todo o país.

— Lutamos muito e o nosso desejo era aprovar esse projeto ainda no primeiro semestre, mas não foi possível, pois o PL não foi pautado. Espero sinceramente que na volta dos trabalhos esse projeto seja tratado como prioridade e entre na pauta de votações pela importância do trabalho dos profissionais de enfermagem que estão salvando vidas e arriscando a própria vida no dia a dia na linha de frente do combate ao covid  — disse à Agência Senado.

O autor da proposta, senador Fabiano Contarato (Rede-ES), acredita que o Congresso reúne condições para avançar em um acordo que viabilize a aprovação da matéria ainda este ano. Ele chegou a apresentar em Plenário, antes do recesso parlamentar, requerimento para votação da matéria em regime de urgência.

— Vamos entrar num consenso, da melhor forma possível, mas não vamos jogar esse PL 2.564 para as comissões. Vamos dar uma resposta altiva do Senado da República, reconhecendo o valor desses enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiros, que estão pagando com a própria vida para nos socorrerem — pediu ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, durante sessão Plenária no dia 13 de julho.

Segundo Contarato, o Brasil registra cerca de 2,4 milhões de profissionais atuando nessa área, com salário em torno de R$ 1,4 mil por 40 horas de trabalho por semana. Ele ainda advertiu que, durante a pandemia, 838 enfermeiros perderam a vida em razão da covid-19 e 57 mil foram contaminados pelo vírus.

O texto — que chegou a ser incluído na pauta no primeiro semestre, mas teve a votação adiada devido à falta de acordo para a votação — institui o piso salarial nacional para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiras. Pelo projeto, o piso para enfermeiros seria de R$ 7.315. As demais categorias teriam piso proporcional a esse valor: 70% (R$ 5.120) para os técnicos de enfermagem e 50% (R$ 3.657) para os auxiliares de enfermagem e as parteiras. Os valores são baseados numa jornada de 30 horas semanais e são válidos para União, estados, municípios, Distrito Federal e instituições de saúde privadas.

Impacto financeiro
Um dos maiores entraves para a votação da matéria é identificar de onde virão os recursos para que estados e municípios possam bancar o aumento salarial. Sem a contrapartida do governo federal, os gestores poderiam ter dificuldade para cobrir o piso.

Na avaliação de Contarato, o governo pode estudar alternativas para suprir essa demanda. Ele identificou que a reforma tributária (em tramitação na Câmara dos Deputados), assim como a instituição de tributos sobre aeronaves e embarcações, poderiam se tornar fontes de recursos para esse fim.

— Se nós instituíssemos o IPVA sobre aeronaves e embarcações, nós já teríamos receita corrente. Se nós fizermos uma reforma tributária correta, justa, solidária, a União vai ter R$ 63,5 bilhões por ano, os estados, R$ 86,2 bilhões por ano e os municípios, R$ 56,3 bilhões — disse o senador, durante sessão plenária.

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) calcula um impacto de mais de R$ 45 bilhões aos cofres dos municípios com o piso dos enfermeiros.

Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também integra o grupo de senadores que saiu em defesa da proposta. Em 12 de julho, ele esteve reunido em Macapá com representantes do movimento de enfermagem pela aprovação do piso salarial.

— A turma aqui já recebeu muita palma da janela, está na hora de receber o reconhecimento real. Então vamos continuar a mobilização para que a Mesa do Senado, o presidente Rodrigo Pacheco, o quanto antes, coloque esse projeto de lei. Que é um reconhecimento para tudo o que esses profissionais fizeram já nesse momento trágico que nós estamos vivendo no Brasil — disse, em vídeo publicado no Twitter após o encontro.

Se a Moda Pega: Vestido de 'capeta' prefeito de Jacobina inaugura unidade de saúde no município

  • Redação
  • 29 Ago 2021
  • 09:30h

Foto: Reprodução/Jacobina Notícias

O prefeito da cidade de Jacobina, no território Piemonte da Diamantina, Tiago Dias (PCdoB) escolheu um traje peculiar para inaugurar uma unidade de saúde no distrito Caatinga do Moura, naquela cidade. 

Ele utilizou pintura facial semelhante a utilizada pelo “Cãos”, tradicional grupo popular que participa da micareta local desde 1940. A entrega do equipamento ocorreu na noite de sexta-feira (27).

As caracterizações do prefeito já são conhecidas. Em outra inauguração semelhante, o gestor optou por uma traje de médico. Já na ocasião de sua posse, em janeiro deste 2021, ele apareceu montado em um boi e vestido com gibão de couro.

Dia do Combate ao Fumo: Pneumologista alerta para os malefícios da prática

  • Redação
  • 27 Ago 2021
  • 10:16h

Especialista revela algumas dicas que podem ajudar quem busca abandonar o cigarro |

Com a proximidade do dia 29 de agosto, em que é comemorado o Dia Nacional Contra o Fumo, se reforça a necessidade de conscientizar a população sobre os danos que o tabaco pode acarretar na vida e na saúde das pessoas. A pneumologista Dra. Larissa Voss alerta para os perigos que esse vício pode trazer a longo prazo.

De acordo com Voss, as substâncias presentes no tabaco são danosas para a saúde, principalmente a nicotina, que provoca o vício do fumo, e está presente em todos os tabacos, sendo uma substância psicoativa que produz a sensação de prazer induzindo ao abuso e dependência.

“O cigarro não tem nenhum componente que faz bem à saúde. Desde o seu papel, até a liberação das substâncias tóxicas, tudo traz prejuízo ao organismo. Não há níveis seguros de exposição ao tabaco, podemos considerar como os principais produtos derivados do tabaco, o cigarro, charuto, cachimbo, narguilé, cigarro de palha, dispositivos eletrônicos para fumar, entre outros”, afirmou.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo, sendo responsável por 63% dos óbitos relacionados às doenças crônicas não transmissíveis. Desse total, o tabagismo é responsável por 85% das mortes por doença pulmonar crônica (bronquite e enfisema), 30% por diversos tipos de câncer, como o de pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, 25% por doença coronariana e 25% por doenças cerebrovasculares, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Com esse quadro, a especialista alerta para as principais doenças ocasionadas pelo cigarro, a exemplo da rinite, bronquite, faringite. Ela alerta ainda, para o aumento da incidência de doenças pulmonares.

“O tabagismo é reconhecidamente uma doença crônica e um fator de risco para cerca de 50 doenças, dentre elas, o câncer, DPOC e doenças cardiovasculares, temos ainda o câncer de pulmão e enfisemas”, ressalta Dra. Larissa.

No Brasil, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), 200 mil mortes anuais são causadas pelo tabagismo e, atualmente, 11% da população brasileira com mais de 18 anos é fumante.

Para a Dra. Larissa, a preocupação quanto ao tabagismo também se estende ao fumante passiva, ou seja, aquelas pessoas não-fumantes que convivem com fumantes em ambientes fechados, ficando assim, expostos aos componentes tóxicos.

“É tão prejudicial quanto o fumante ativo. Ao inalar essa fumaça, ela pode absorver uma quantidade maior do que o próprio fumante. Em alguns casos, dependendo do contato, o fumante passivo absorve 2/3 da carga que está sendo exalada”, afirma.

Dicas

Para tanto, a pneumologista lista diversas dicas, que podem ajudar quem busca abandonar o cigarro. Entre as recomendações, está a orientação para modificar a rotina, além da indicação de realizações regulares de exercícios.
“É recomendável procurar ler, caminhar e praticar atividades que distraiam a mente, modificar a rotina o máximo possível, fazer exercícios regularmente. Além disso, caso não consiga parar sozinho, é recomendado procurar ajuda de especialistas”, orienta Dra. Larissa Voss.

Benefícios

Por sua vez, a especialista também lista diversos benefícios de interromper o uso de cigarros. Segundo ela, a partir das primeiras 24 horas sem fumar, já é possível observar melhoras, inclusive, uma melhor respiração.

“Em 3 dias, a frequência e a pressão cardíacas já se normalizam, em 1 mês, a coloração da pele melhora e o paladar voltam ao normal, aumentando o apetite”, destaca.

Clínicas de diálise marcam para quinta-feira protesto contra reajuste de 46% na tabela dos SUS

  • Redação
  • 25 Ago 2021
  • 14:15h

No Dia D da Diálise, às 14h, unidades apagarão as luzes apagarão as luzes por alguns minutos | Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

Em ato simbólico, as clínicas que realizam o tratamento de diálise aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Brasil apagarão suas luzes por alguns minutos às 14h de quinta-feira (26). A ação, que marca o Dia D da Diálise, com a campanha #adialisenaopodeparar, reivindica um tratamento de qualidade e acesso para os mais de 144 mil doentes renais crônicos do país.

O movimento reivindica reajuste imediato de 46% na tabela SUS, totalizando R$ 285,45, para garantir a qualidade assistencial desses pacientes e a sobrevivência das clínicas conveniadas ao SUS.

Ainda como parte da programação do Dia D da Diálise, também na quinta será promovida, às 18h, a live “O que você quer saber sobre diálise?”, como forma de esclarecer dúvidas do público em geral sobre a doença renal.

Os convidados serão o Dr. André Pimentel: Diretor técnico da ABCDT, Dra. Maria Goretti: Diretora do Departamento de Nefrologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN); Raquel Carreiro, especializada em nutrição para pacientes renais crônicos; Graziele da Silva Ferreira, membro da diretoria nacional da Associação Brasileira de Enfermagem em Nefrologia (Soben).

Em 2021, o ‘Dia D’ da Diálise é realizado pela Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) com o apoio da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), Associação Brasileira de Enfermagem em Nefrologia (SOBEN), Federação Nacional de Associações de Pacientes Renais e Transplantados do Brasil (FENAPAR) e Aliança Brasileira de Apoio à Saúde Renal (Abrasrenal).

Déficit histórico

O último reajuste do Ministério da Saúde aconteceu em 2017, quando o reembolso da sessão de hemodiálise passou de R$ 179,03 para R$ 194,20, com aumento de 8,47%. Porém, este valor, que à época já era insuficiente e muito abaixo da inflação, hoje é insustentável, obrigando as clínicas a arcar com a diferença de 46% em cada sessão. Em 2016, a própria equipe técnica do Ministério da Saúde já havia calculado o custo da sessão da diálise em R$ 219. A partir de cálculos de atualização dos custos, o valor mínimo que está sendo defendido junto ao MS é de R$ 285,45.

“Frente a este quadro de desequilíbrio financeiro, as clínicas vêm perdendo sua capacidade de investimento em qualidade, segurança, expansão e até da manutenção de suas atividades. Com aumento significativo de custos e a grande defasagem no valor do reembolso, a maioria das prestadoras de serviço ao SUS precisa recorrer a empréstimos ou não consegue sustentar o tratamento, sendo real o risco de desinvestimento no setor”, explica Marcos Alexandre Vieira, presidente da ABCDT.

Risco de colapso na diálise

O retrato da diálise no Brasil é uma tragédia anunciada. A situação dos serviços prestados pelas clínicas privadas que atendem ao SUS está precária e caminhando rapidamente para um colapso no setor. Muitas clínicas alertam para o risco iminente de fechamento total da unidade ou encerramento de contrato para atendimento aos pacientes SUS.

Somente nos últimos meses de maio e junho, as clínicas CRD Anil (RJ), CDR Cascadura (RJ), Hemodialise do Hospital São Lucas (MG) tiveram que encerrar suas operações. Além dessas, outros centros de diálise nas cidades de Vitória de Santo Antão (PE), Rosário do Sul (RS), Santana do Livramento (RS) e Distrito Federal já noticiaram o cenário crítico em que se encontram.

Outro sinal de alerta é com relação à grave crise da diálise peritoneal. Este tratamento permite que o paciente possa realizar o tratamento em sua residência, sendo uma alternativa imprescindível em países de dimensão continental como o Brasil, em que apenas 7% dos municípios possuem clínicas de diálise.

Com reajuste de apenas 6% nos últimos 15 anos, a diálise peritoneal está sendo inviabilizada no país. A correção da Tabela SUS para esta modalidade é essencial, sendo necessário reconhecer o custo do frete para viabilizar, principalmente, o atendimento nas regiões Norte e Nordeste, que já se encontram em desassistência.

Doença Renal Crônica e a Covid-19

A doença renal crônica (DRC) é uma das principais causas de morte no Brasil, com 40 mil novos casos de pessoas com alguma disfunção renal ao ano. De acordo com levantamento da SBN, um em cada quatro pacientes que fazem tratamento da diálise e contraem a Covid-19 morre.

Atualmente, o país soma mais de 140 mil pacientes em tratamento renal crônico, sendo 85% com a terapia financiada através do SUS. No Brasil, 820 estabelecimentos prestam o serviço de diálise, sendo 710 unidades clínicas privadas.

Com o crescente aumento de pacientes renais e com as clínicas em situação de insolvência e sem capacidade de expansão, torna-se crítica a continuidade de atendimento aos pacientes em diálise, bem como o acesso da população às alternativas de tratamento, resultando em filas de espera e ocupação de leitos hospitalares para realização de diálise.

Mais três pessoas são diagnosticadas com a ‘doença da urina preta’ na Bahia; uma está na UTI

  • Redação
  • 22 Ago 2021
  • 09:25h

Doença de Haff tem associação com o consumo de um peixe conhecido como 'olho de boi'; causa extrema dor torácica e rigidez muscular | Foto: Reprodução

Três pessoas foram diagnosticadas com a Doença de Haff, conhecida como “doença da urina preta”, em Alagoinhas, cidade que fica a cerca de 100 quilômetros de Salvador. Segundo informações da Vigilância Epidemiológica, as notificações foram feitas na quinta-feira (19).

Dos três pacientes, um homem está internado na UTI do Hospital São Rafael, em Salvador, com estado de saúde estável; outro segue na enfermaria da mesma unidade, enquanto uma mulher já teve alta.

Segundo as notificações recebidas pela Vigilância Epidemiológica, as três pessoas começaram a apresentar os sintomas após consumir um peixe badejo.

A doença de Haff se caracteriza por ocorrência de extrema dor e rigidez muscular, dor torácica, além de falta de ar, dormência e perda de força em todo o corpo, podendo causar falência renal. Pessoas com a doença apresentam urina na cor de café, causada pela elevação da enzima CPK, associada à ingestão de pescados.

No final do ano de 2020, outros casos tinham sido notificados no estado.

Profissionais de enfermagem realizam ato em Brasília pelo piso salarial e jornada de 30h

  • Redação
  • 17 Ago 2021
  • 17:12h

(Foto: Divulgação)

Profissionais da Enfermagem de todo o país se mobilizaram em Brasília nesta terça-feira (17), na 2ª Marcha da Enfermagem Brasileira. O objetivo é pressionar o Congresso Nacional para a votação e aprovação do Projeto de Lei 2564/2020, que estabelece o piso salarial nacional para a categoria, fixado para jornada de 30h semanais.

O Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA) esteve presente com representantes. Entre eles, o presidente interino da entidade, Holmes Filho, esteve presente na Marcha. “Esta foi mais uma importante mobilização nacional da categoria com foco na aprovação deste projeto de Lei que visa dar mais dignidade salarial e jornada justa para os profissionais da Enfermagem. Estamos firmes nesta luta por entender que estes profissionais precisam deste piso salarial nacional, atrelado a uma jornada semanal máxima de 30 horas, para que possam ter dignidade”, defendeu.

O gestor destacou a atuação da categoria durante a crise sanitária da Covid-19, “muitas vezes enfrentando jornadas exaustivas de trabalho e com salários muito baixos”. “Portanto precisamos sensibilizar o Congresso Nacional para a aprovação do PL 2564 com celeridade”, destacou.

A 1ª Marcha ocorreu em maio, no Dia Internacional da Enfermagem, na Esplanada dos Ministérios. O Dia Nacional da Saúde, no último dia 5 de agosto, também foi marcado por um ato que reuniu profissionais da Enfermagem em Brasília.