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O Banco de Olhos da Bahia realizou, no último final de semana, o II Curso de Atualização em Coleta de Amostra Sanguínea em Doadores de Córnea. Com o objetivo de evitar descartes de córneas doadas, por inadequabilidade da amostra para testagem sorológica, o curso teve módulo teórico realizado na Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba), e módulo prático realizado no Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IML). Foram capacitados 10 captadores dos municípios de Alagoinhas, Feira de Santana, Vitória da Conquista e Salvador, treinados pelo oftalmologista Jorge Paulo Araújo de Oliveira, do Banco de Olhos da Bahia.
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O consumo habitual de café poderia aumentar as possibilidades de sobreviver ao câncer de intestino e proteger os pacientes de reincidências, informa estudo divulgado pela publicação britânica Journal of the Clinical Oncology. Um grupo de cientistas descobriu que os pacientes que recebiam tratamento e que consumiam altas doses de café, quatro ou mais xícaras por dia, tinham cerca de 42% menos possibilidades de registrar reincidência da doença que aqueles que não consumiam a bebida. O estudo também mostrou como os pacientes que bebiam café tinham 33% menos possibilidades de morrer de câncer que os demais pacientes.
O médico Charles Fuchs, diretor do Centro de Câncer Gastrointestinal de Boston, nos Estados Unidos, afirmou ter comprovado que “os consumidores de café têm um risco menor de desenvolver câncer, além de que a sobrevivência e as possibilidades de cura aumentam consideravelmente”. Apesar dos resultados do estudo, Fuchs mostrou-se cauteloso com os potenciais benefícios do café como tratamento alternativo para os doentes de câncer de intestino. “Se bebe café habitualmente e está sendo tratado de câncer do intestino, não deixe de beber, mas se não é um consumidor habitual e se pergunta se deve começar, primeiro consulte o seu médico”, declarou o pesquisador. Ainda que seja a primeira vez que um estudo relaciona o consumo de café à redução do risco de reincidência de câncer, investigações prévias indicaram que a bebida poderia proteger contra vários tipos de tumores malignos, incluindo os melanomas, o câncer de fígado e o de próstata avançado.
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, em publicação no Diário Oficial da União desta quarta-feira (12), a suspensão em todo o território nacional da fabricação, distribuição, divulgação, comercialização e uso do medicamento Vasopril comprimido, 5 e 10 mg, fabricado pela empresa Biolab Sanus Farmacêutica Ltda. O produto é utilizado para tratamento de hipertensão. De acordo com o texto, os registros do medicamento foram cancelados pela Anvisa desde 2013.
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Um estudo realizado por cientistas do The Scripps Research Institute (TSRI), em San Diego, na Califórnia, parece ter encontrado uma nova arma no combate ao vício em nicotina. Chamada NicA2, a enzima bacteriana impede que a substância chegue ao cérebro, fazendo que com a sensação de prazer associada a hábitos de tabagismo diminua. O autor do estudo, o professor de química Kim Janda, membro do Instituto Skaggs de Biologia Química do TSRI, afirma que, apesar de estar em fase inicial, os resultados da pesquisa até agora são promissores. A enzima já demonstrou que tem as propriedades necessárias para servir como uma terapia anti-tabagista.
Ela também ofereceria uma alternativa para os fumantes que desejam abandonar o vício, já que estudos têm mostrado que as terapias atuais falham com cerca de 80% a 90% dos tabagistas. Segundo Janda, a bactéria age com uma espécie de Pac-Man, um dos mais famosos jogos de videogame da história, comendo a nicotina. Os pesquisadores testaram as qualidades terapêuticas da enzima. Primeiro, combinaram uma amostra de sangue com uma dose de nicotina equivalente à encontrada em um cigarro. Quando os cientistas adicionaram a enzima, o tempo que a nicotina permaneceu ativa no organismo humano caiu de duas a três horas para apenas 9 a 15 minutos. Uma dose mais elevada da enzima, com algumas modificações químicas, poderia reduzir a sobrevida da substância ainda mais e impedi-la de alcançar o cérebro. Agora, o próximo passo do estudo, segundo seu criador, será alterar a composição bacteriana da enzima, o que ajudará a diminuir os possíveis problemas imunológicos e elevar seu potencial terapêutico.
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- por Renata Farias
- 11 Ago 2015
- 14:49h
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O recente diagnóstico do jogador Neymar chama atenção para uma doença com a qual os homens, especialmente, precisam tomar cuidado: caxumba. Além do jogador do Barcelona, a enfermidade também atingiu parte da população brasileira nos últimos meses. Nas cidades do Rio de Janeiro e Belo Horizonte, foram registrados surtos de caxumba. No entanto, a população de Salvador não tem motivo para se assustar no momento. De acordo com o subcoordenador da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Enio Soares, o número de diagnósticos no município está dentro do esperado. Foram registrados 24 casos em 2014 e, até julho de 2015, são 11 casos. "Para ser considerado surto, depende da situação epidemiológica da doença. O surto é registrado quando há uma elevação inesperada de casos", explicou.
A doença gera uma preocupação maior na população masculina devido a possíveis complicações, como a inflamação dos testículos. "Aproximadamente de 20% a 30% dos homens com caxumba podem apresentar aumento da bolsa escrotal devido à inflamação. Isso pode levar à infertilidade", afirmou Soares. Segundo ele, não maiores complicações para as mulheres além do aumento das glândulas. Causada por um vírus da família dos Paramyxovirus, a caxumba atinge pessoas não vacinadas, principalmente aquelas com baixa imunidade. "Pacientes portadores de HIV, por exemplo, são mais suscetíveis à doença, assim como usuários de corticoides e gestantes. Em pessoas que tomaram a vacina há muito tempo, a resposta imunológica vai caindo. É preciso que a imunização seja atualizada", disse o subcoordenador. Sem tratamento específico, a enfermidade pode ser transmitida por contato com a saliva de infectados. Portanto, a imunização é a principal forma de cuidado.
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A 36ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite acontece em 417 municípios baianos a partir deste sábado (15). De acordo com determinação do Ministério da Saúde, devem ser vacinadas 95% das crianças que compõem o público alvo, ou seja, no mínimo 907.698 crianças de seis meses a menores de cinco anos devem ser imunizadas contra a poliomielite. No entanto, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) pretende vacinar, de forma indiscriminada, 955.417 crianças. O órgão informou que, para a multivacinação, a campanha deverá atualizar o esquema vacinal de acordo com o calendário básico de vacinação na caderneta de saúde das crianças menores de cinco anos. Este é o 26º ano sem casos da doença no país, que está livre do polivírus desde 1990. Segundo o Ministério da Saúde, até que aconteça a certificação mundial de erradicação desse agente infeccioso, todas as ações devem ser mantidas, portanto é muito importante a continuidade desse trabalho que visa evitar a reintrodução do vírus selvagem da poliomielite no país. A vacina estará disponível nos centros e postos municipais. (BN)
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O Ministério da Saúde autorizou, em publicação do Diário Oficial da União desta segunda-feira (10), repasse de R$ 1,6 milhão para ações emergenciais de controle e prevenção da dengue, chikungunia e zika vírus na Bahia. De acordo com o último boletim da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), publicado na última quinta-feira (6), foram registrados 53,5 mil casos suspeitos de dengue, 41,6 mil de zika vírus e 11,7 mil de chikungunya entre janeiro e o começo de agosto. As três doenças já compõem uma tríplice epidemia no estado. À Agência Brasil, a superintendente de Vigilância e Proteção à Saúde, Ita de Cácia, afirmou que o repasse de recursos foi em resposta a uma solicitação do governo do Estado, a partir da necessidade de melhorar as ações de enfrentamento à doença. Ao todo, foram solicitados ao Ministério da Saúde R$ 15 milhões para realizar ações que incluem compra de teste rápido para detecção da febre chikungunya e de material para o controle do Aedes aegypti, mosquito transmissor das três doenças.
Para Ita, entre as ações emergenciais necessárias está promover a capacitação de profissionais de controle de endemias e profissionais de saúde dos municípios para que casos graves sejam imediatamente identificados e tratados. "Esses recursos são necessários não só por conta da dengue, mas pelas outras duas epidemias que estão em curso. Se fossemos somar os casos das três, que são transmitidas pelo mesmo vetor, daria um número muito grande. Nós não conhecemos bem ainda como a chikungunya e a Zika vírus vão se comportar. Tanto que, em relação à zika, logo no início, achamos que seria uma virose mais branda. Foi quando começaram a aparecer os casos de complicações neurológicas", explicou a superintendente, referindo-se aos casos da Síndrome de Guillain-Barré que surgiram principalmente entre pessoas que tiveram antes sintomas de doenças causadas pelos vírus. Até o momento, a Sesab notificou 57 casos da síndrome.
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O Brasil deve atingir este ano a meta de controlar a hanseníase como um problema de saúde pública, afirmou a coordenadora do Programa Nacional de Eliminação da doença, Rosa Castália Soares. Ano passado, a meta nacional registrada no País foi de 1,27 casos a cada 10 mil habitantes. Embora a estatística geral esteja próxima do compromisso assumido pelo País, (menos de um caso a cada 10 mil habitantes) especialistas dizem que a doença não pode ser considerada controlada. "Alguns Estados apresentam um número muito significativo de casos, como Maranhão", disse o presidente da Associação Internacional de Hanseníase, o brasileiro Marcos Virmond. "Levará ainda cerca de 50 anos para que o problema esteja totalmente controlado no País", completou.
Ele cita dois fatores para a dificuldade no controle da doença: a falta de capacitação de profissionais e problemas econômicos. "É uma doença ligada à pobreza. Basta lembrar que, na Europa, os casos foram controlados mesmo antes da existência de um tratamento", completou. Caracterizada pelo aparecimento de manchas e falta de sensibilidade nas áreas afetadas, a hanseníase muitas vezes é confundida por profissionais de saúde com micoses ou, em casos mais avançados, com problemas reumáticos. "São poucos os dermatologistas que associam o sintoma à doença. Eles estão mais preocupados com botox."Professor da Universidade Federal do Pará, Cláudio Salgado, teme que o alcance da meta de um caso a cada 10 mil habitantes desmobilize as ações de prevenção e controle da doença em regiões que ainda necessitam de investimento e melhoria no atendimento. "Como falar que uma doença está controlada se ainda identificamos casos em crianças?". Rosa, no entanto, descarta o risco de desmobilização. "Houve uma melhoria significativa no atendimento, na capacidade de identificação de casos. Isso vai ser mantido", garantiu. Ela lembra que o Brasil assumiu o controle de Doenças Tropicais Negligenciadas que ainda são endêmicas até 2020. "São sete no País. O controle é feito em bloco", completou.
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (6), a suspensão da fabricação e distribuição dos produtos Critotec Criolipólise e Lipocavitaçao, Criotec Portátil, Criolipólise e Lipocavitação, Cavitec Lipocativição e Radiofrequência e Membrana para Criolipólise. A medida ainda proíbe a divulgação e comercialização dos produtos no site da empesa Lipotec. Anunciados como redutores de gordura, os produtos serão apreendidos e inutilizados. Segundo a Agência Brasil, clínicas de estética e sites femininos explicam na internet que a criolipólise é o "novo método de esculpir o corpo". A Anvisa afirmou que nenhum dos produtos tem o registro, documento que deve ser pedido pela agência reguladora e que é concedido ou não depois de análise sobre a eficácia e a segurança do produto. Procurado pela Agência Brasil, o sócio da empresa que importa o produto no Brasil e responsável pelo site, Ivan Latalisa de Sá, disse que o portal é apenas uma forma de a empresa fazer pesquisa de mercado. Segundo ele, o produto não é vendido no país. (Bahia Notícias).
- Uol Notícias
- 31 Jul 2015
- 19:05h
Pesquisador trabalha na produção de vacina contra o vírus ebola no Instituto The Jenner em Oxford, na Inglaterra
O mundo está pela primeira vez prestes a ser capaz de proteger os seres humanos contra o ebola, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (31), após dados de um teste na Guiné mostraram que uma vacina foi 100 por cento eficaz. Os resultados iniciais do estudo, que testou a vacina VSV-ZEBOV, da Merck e da NewLink Genetics, em cerca de 4.000 pessoas que estiveram em contato próximo com um caso de ebola confirmado, mostrou 100 por cento de proteção após dez dias. Os resultados foram descritos como "notáveis" e "virada no jogo" por especialistas em saúde. "Acreditamos que o mundo está prestes a ter uma vacina eficaz contra o ebola", disse a especialista em vacinas Marie Paule Kieny, da OMS, em uma entrevista à imprensa em Genebra. A vacina pode agora ser usada para ajudar a acabar com o pior surto de ebola já registrado até hoje, que matou mais de 11.200 pessoas na África Ocidental desde que foi detectado em dezembro de 2013.
A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse que os resultados, publicados online na revista médica The Lancet, são um "desdobramento extremamente promissor". "Esta vai ser uma virada de jogo", disse ela a jornalistas. "Vai mudar a gestão do atual surto de ebola e de futuros surtos." Esse e outros experimentos de imunização foram acelerados com enorme esforço internacional de pesquisadores para conseguirem testar terapias e vacinas enquanto o vírus ainda estava circulando com força. "Sabíamos que era uma corrida contra o tempo e que o experimento tinha de ser realizado sob as circunstâncias mais difíceis", diz John-Arne Röttingen, chefe da área de controle de doenças infecciosas no Instituto Norueguês de Saúde Pública e presidente do grupo de acompanhamento do experimento. A entidade beneficente Médicos sem Fronteiras (MSF), que vem liderando a luta contra o ebola na África Ocidental, está agora apelando para que a VSV-ZEBOV seja levada aos outros focos do surto, Libéria e Serra Leoa, onde a entidade diz que poderia quebrar cadeias de transmissão e proteger os trabalhadores de saúde na linha de frente do atendimento aos doentes. (Reportagem adicional de Tom Miles, em Genebra, e Ben Hirschler, em Londres)
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Até o fim de julho deste ano, a Bahia registrou 94.723 casos suspeitos de dengue, chikungunya e zika, conforme boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado nesta quarta-feira (29). O boletim aponta que deste montante, 50.896 das suspeitas são de dengue. As notificações de zika vem na sequência: foram 34.518 casos. Segundo informações do portal G1, a pasta ainda verificou 9.312 ocorrências de chikungunya. Das 417 cidades do estado, 371 apresentaram casos de dengue registrados pela Vigilância Epidemiológica. Lideram as ocorrências Itabuna (5.817), seguida de Ilhéus (5.106), Salvador (3.662), Luis Eduardo Magalhães (2.523), Feira de Santana (2.075), Jequié (1.963), Simões Filho (1.598), Arací (1.177), Serrinha (1.000) e Barra (953). Juntos, esses municípios concentram 50,84% dos casos. Dos casos confirmados na Bahia, 12 receberam sinal de alarme e 19 foram registrados como graves. Nove pessoas morreram da doença.
Em relação à chikungunya, as cidades com maior incidência da doença são: Feira de Santana, Riachão do Jacuípe, Baixa Grande, Ribeira do Pombal, Amélia Rodrigues, Valente, Camaçari, Salvador, Simões Filho, Capela do Alto Alegre, Ipirá, Nova Fátima e Pé de Serra. A Sesab também investiga casos em Cansanção, Gavião, Lauro de Freitas, Pintadas, Serrinha, Ichu, Retirolândia, Santaluz, Una, Banzaê, Cruz das Almas, Mata de São João e Ponto Novo. A zika ocorreu em 199 cidades, com destaque para Salvador (44,16%), Camaçarí (15,90%), Jequié (3,63%) e Porto Seguro (3,11%), com 82% dos casos. Segundo a Sesab, das 34.518 notificações da doença, a maioria dos casos foi observada em pessoas na faixa etária entre 20 e 39 anos. Até o dia 23 de julho ainda foram registrados 115 casos da Síndrome de Guillan-Barré, relacionada a pacientes de zika. Do total, 53 foram confirmadas, 24 foram descartadas e 32 ainda são investigados. (*Bahia Notícias).
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A vacina contra dengue desenvolvida pelo laboratório Sanofi Pasteur – cujos documentos para registro no Brasil já foram submetidos à Anvisa em março – é mais eficaz a partir dos 9 anos de idade. A conclusão é de uma análise combinada de dois grandes testes clínicos feitos pela empresa na Ásia e na América Latina. A partir dessa faixa etária, a vacina é capaz de proteger 66% dos indivíduos contra a dengue. Os resultados anteriores, que incluíam crianças mais novas, tinham demonstrado 56% de proteção (no estudo da Ásia) e 60,8% de proteção (no estudo da América Latina). Nesse grupo etário, a imunização também é bem mais eficaz para quem já foi infectado por um dos quatro sorotipos do vírus. Quem já pegou dengue tem uma proteção de 82%. Enquanto isso, quem nunca pegou a doença tem apenas 52% de proteção garantida. As novas conclusões foram publicadas nesta segunda-feira (27) na revista “The New England Journal of Medicine”.
O estudo também traz como novidade o acompanhamento dos participantes do estudo por um período maior de tempo. Um achado possivelmente negativo da análise foi que, entre as crianças menores de 9 anos, as que pegaram dengue no terceiro ano depois da vacinação tiveram maior risco de desenvolver casos graves da doença em comparação às que não tinham sido vacinadas. Segundo a médica Sheila Homsani, gerente do departamento médico da Sanofi Pasteur, esses resultados ainda são preliminares e corroboram a indicação de que a vacina seja recomendada somente a maiores de 9 anos. Um editorial sobre o estudo publicado na revista científica destacou que a vacina foi eficaz em reduzir as hospitalizações por dengue em até 80%. Porém, um ponto fraco seria o fato de ela não trazer uma boa proteção contra o sorotipo 2 da dengue (essa proteção variou de 35 a 50%). Além disso, o fato de que quem não tem histórico de infecções por dengue fica menos protegido. Até o momento, não existe nenhuma vacina contra dengue aprovada no mundo. A vacina da Sanofi Pasteur é a que está em fase mais adiantada. Segundo Sheila, depois de os documentos para registro terem sido submetidos à Anvisa em março, a expectativa é que a agência conclua a análise até o fim do ano. Mas existem outras iniciativas de desenvolvimento da imunização contra a dengue, inclusive por instituições brasileiras. O Instituto Butantan, em parceria com os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH), desenvolvem um desses projetos. Já a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está envolvida em dois projetos. A farmacêutica japonesa Takeda também está na corrida pelo desenvolvimento de uma vacina contra dengue.
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- Agência Brasil
- 28 Jul 2015
- 09:17h
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Em atenção ao Dia Mundial da Luta contra as Hepatites Virais, lembrado hoje (28), o Ministério da Saúde está convocando a população para fazer o teste da hepatite C e se vacinar contra as hepatites A e B. O teste pode ser feito nos postos da rede pública de saúde. A recomendação é feita especialmente para pessoas com mais de 40 anos. O Ministério da Saúde considera primordialmente esta faixa etária porque nas décadas de 80 e 90 havia mais uso de drogas injetáveis, transfusões de sangue e hemodiálise com menor controle e sexo desprotegido. Considerado pelo Ministério da Saúde como um grave problema de saúde pública, a hepatite é uma inflamação do fígado. Pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando aparecem podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
Contra as hepatites A e B existe imunização, a primeira para crianças entre um e dois anos e a segunda, em três doses, para quem tem até 49 anos. As duas vacinas podem ser tomadas durante todo o ano nos postos de vacinação do Sistema Único de Saúde. “São vacinas que já estão mudando a história dessas enfermidades. As próximas gerações muito provavelmente serão livres da hepatite A e da hepatite B. Mas para a hepatite C precisamos convocar todos aqueles com mais de 40 anos, que tiveram procedimentos cirúrgico, que receberam sangue, que fizeram qualquer tipo de procedimento antes de 1993 para que procurem o posto mais próximo para fazer a testagem da hepatite C”. Sem o teste, a pessoa que tem o vírus só vai sentir sintomas quando a doença estiver em estágio muito avançado. A transmissão da hepatite C, causado pelo vírus HCV, se dá pelo sangue contaminado, por relação sexual, de mãe para filho e em ambiente hospitalar. OMinistério da Saúde lançou ontem um novo protocolo para o tratamento da doença com 90% de cura. A estimativa é que 1,4 milhão de pessoas tenham a doença no Brasil mas apenas 120 mil são confirmados e 100 mil em tratamento, já que nem todos tem esta recomendação. Todos os anos surgem aproximadamente dez mil novos casos e três mil mortes associadas à hepatite C no país. A hepatite A é causada pelo vírus VHA e desde 2005 apresentou uma queda de 69% no número de casos. A doença se concentra em crianças entre cinco e seis anos e a maioria dos casos é benigna. O vírus é transmitido basicamente por ingestão de alimento ou água contaminada. Em 2014 foram registrados 6.363 casos, mas a doença não tem notificação obrigatória, então provavelmente este número é subnotificado. Em geral, o quadro de hepatite A se resolve espontaneamente em um ou dois meses. Em alguns casos, porém, pode demorar seis meses para o vírus ser eliminado totalmente do organismo. A hepatite B é causada pelo vírus HBV e é transmitida por sexo desprotegido, sangue contaminado e de mãe para filho, além disso ele pode ser contraído em ambiente hospitalar contaminado. São aproximadamente 17 mil novos casos por ano.O tratamento é todo oferecido na rede pública.
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O médico infectologista Kleber Luz, professor de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), lembra que, no caso do Zika Vírus, a transmissão não acontece somente através da picada do mosquito Aedes aegypti — ou Aedes albopictus, mais específico para a Zika e que já está no Brasil e em Salvador. O mosquito albopictus já existe em Salvador — foi identificado por pesquisadores no Vale do Canela. O inseto veio exportado para o Brasil em contêineres de navios, segundo o subsecretário da Saúde, Roberto Badaró. Segundo Luz, outro aspecto importante são as possibilidades de transmissão: perinatal (de mãe para filho), transfusão de sangue e via sexual. “Esses vírus acabam tendo essas possibilidades de transmissão, além, é claro, pelo mosquito do gênero Aedes”, explicou Luz, na apresentação aos 250 médicos, na quarta-feira (8), no Hospital Geral Roberto Santos. Outro aspecto observado sobre o Zika Vírus é o grau de eficiência.“O Zika está se mostrando altamente virulento. Pelo que a gente nota, é necessário uma quantidade pequena para o desenvolvimento do vírus”, disse o infectologista Fábio Amorim, do Hospital Couto Maia e da Clínica Cehon.
(Foto:Divulgação)
Uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada nesta segunda-feira (6) no Diário Oficial da União, suspende a distribuição, comercialização e uso do lote AX4144A2D (validade até setembro de 2016) do medicamento Amoxicilina 500 mg cápsulas, fabricado pela empresa Aurobindo Pharma Indústria Farmacêutica Ltda. De acordo com o texto, o próprio fabricante encaminhou à agência comunicado de recolhimento voluntário do produto em razão de desvio de qualidade por presença de corpo estranho em um blister (embalagem) lacrado do lote. A Aurobindo Pharma Indústria Farmacêutica Ltda. informou à Agência Brasil que já encaminhou uma carta a todos os clientes e estabelecimentos que receberam o lote, orientando sobre a devolução do medicamento.