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A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que casais que vivem em locais com o surto do zika vírus adiem uma gravidez. Para os estrangeiros ou mesmo moradores locais que apresentaram algum sintoma, a sugestão publicada pela entidade é de que esperem pelo menos seis meses para iniciar uma gravidez. Um primeiro alerta já havia sido publicado no final de maio pela entidade. Mas, desta vez, a OMS optou por fazer uma diferenciação maior entre estrangeiros que visitam locais com o surto e as mulheres vivendo em zonas com a presença do mosquito. "Nossa sugestão é de que pessoas em locais com surto adiem ou considerem adiar uma gravidez", disse Christian Lindmeier, porta-voz da OMS. Para a entidade, mulheres nesses países devem ter acesso a informação e medidas de prevenção, como preservativos. A recomendação deixa claro também que, por enquanto, não existe uma outra alternativa para se proteger e que, para a população em locais com a presença do mosquito, a melhor forma de evitar a má-formação é mesmo evitar uma gravidez. Alertando para o fato de que a transmissão sexual do vírus é mais importante que se imaginava, a OMS decidiu duplicar os prazos de espera para mulheres que queiram engravidar. Pela primeira vez, calendários são recomendados a diferentes grupos de risco e a entidade deixa claro que a proliferação do vírus em relações sexuais é "mais comum que previamente assumido". A orientação está sendo feita depois que novos estudos realizados pela entidade e cientistas apontaram que o vírus tem um período maior de permanência no sêmen, além do que se previa. Alguns estudos chegaram a indicar que a carga do vírus em um sêmen é 100 mil vezes maior que no sangue e ele pode permanecer ativo por 14 dias. Num do estudos, um homem que deixou as Ilhas Cook para o Reino Unido registrou a presença do zika vírus em seu sêmen 62 dias depois do início dos sintomas. No total, dez países já registraram essa transmissão, entre eles EUA, França, Itália e treze casos na Alemanha.
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Cientistas do Instituto de Psquiatria, Psicologia e Neurociência do King’s College de Londress (IoPPN), desenvolveram um exame de sangue que pode prever se pessoas com depressão irão reagir ou não a antidepressivos comuns. Com essas descobertas, os pesquisadores afirmam que esse pode ser o início de uma nova era de tratamentos personalizados, onde os médicos poderão encaminhar pacientes depressivos para tratamentos precoces com adequado uso de antidepressivos, possivelmente incluindo duas medicações, antes que os pacientes piorem. "Este estudo nos deixa um passo mais próximos de proporcionar um tratamento de depressão personalizado aos primeiros sinais", afirmou Annamaria Cattaneo, que liderou o trabalho do IoPPN. A depressão é uma das formas mais comuns de doença mental e afeta mais de 350 milhões de pessoas em todo o mundo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) listou a doença como a causa principal de invalidez no planeta. O tratamento para depressão normalmente envolve medicação ou psicoterapia, mas cerca de metade de todas as pessoas tratadas não melhora com antidepressivos de uso inicial, e aproximadamente um terço dos pacientes tem resistência a todos os medicamentos. De acordo com O Globo, até agora os médicos não tinham como estabelecer se alguém vai reagir bem ou não ao medicamento, ou se o paciente pode precisar de um plano de tratamento mais agressivo. Por isso, os pacientes são tratados com tentativas e através de experimentação de uma droga após a outra. O estudo, divulgado nesta terça-feira (7) no “International Journal of Neuropsychopharmacology" se concentrou em dois marcadores biológicos que medem a inflamação sanguínea. Estudos anteriores já haviam apontado a ligação entre níveis altos de inflamação e uma reação ruim a antidepressivos. Os pesquisadores mensuraram os dois marcadores, chamados de Fator de Inibição da Migração de Macrófagos (MIF) e interleucina (IL)-1β, em dois grupos de pacientes depressivos antes ou depois de eles tomarem uma variedade de antidepressivos comuns.
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O Ministério da Saúde divulgou nessa terça-feira (7) um novo boletim com números de microcefalia no País. Foram confirmados 1.551 casos da doença e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita. O documento reúne as informações encaminhadas semanalmente pelas secretarias estaduais de Saúde, referentes ao período que vai até 4 de junho. No total, foram notificados 7.830 casos suspeitos desde o início das investigações, em outubro de 2015, dos quais 3.017 permanecem em investigação. Outros 3.262 foram descartados por apresentarem exames normais, ou por apresentarem microcefalia e ou malformações confirmadas por causas não infecciosas, ou por não se enquadrarem na definição de caso. Segundo o Ministério da Saúde, do total de casos confirmados, 224 tiveram confirmação por critério laboratorial específico para o vírus Zika. A pasta ressalta que o dado não representa, adequadamente, a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. Para o ministério, houve infecção pelo Zika na maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de microcefalia. Os 1.551 casos confirmados em todo o Brasil ocorreram em 556 municípios de 25 unidades da Federação e no Distrito Federal. Não existe registro de confirmação apenas no estado do Acre. No mesmo período, foram registradas 310 mortes suspeitas de microcefalia. Destas, 69 foram confirmadas, 197 continuam em investigação e 44 foram descartadas.
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Boletim do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira (7) mostrou que o Brasil registrou 3.978 casos de influenza A (H1N1) entre janeiro e 30 de maio deste ano. Do total, 764 pacientes morreram devido à doença. No mesmo período de 2015, houve 19 registros da doença em todo o país, com duas mortes. Os estados com maior número de pessoas infectadas, segundo a Agência Brasil, foram Rio Grande do Sul, que registrou 495 casos; Paraná, 466; Goiás, 249; Mato Grosso do Sul, 143; Pará, 141; Rio de Janeiro, 119; Santa Catarina, 118; Espírito Santo, 105; e Distrito Federal, 101. De acordo com o boletim de maio da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), o estado registrou 61 casos de H1N1, com 13 mortes. A campanha de vacinação contra a gripe imunizou neste ano 47,6 milhões de pessoas que fazem parte dos grupos de maior risco de complicação pela doença, o que corresponde a 95,5% da meta do Ministério da Saúde. Oficialmente, a ação nacional terminou no dia 20 de maio, porém, o Ministério da Saúde recomendou a continuidade da vacinação aos estados que não atingiram a meta. Ficou a cargo dos estados e municípios, no entanto, avaliar se já tinham sido esgotadas todas as possibilidades de vacinação dos grupos-alvo.
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Pressionada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) convoca para a semana que vem uma reunião de emergência para lidar com o surto do vírus zika, na fase final de preparação para os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. A entidade, porém, não deve sugerir qualquer tipo de cancelamento do evento. Mas pode modificar as recomendações de viagem ao Brasil. "Haverá uma reunião de emergência sobre o zika na semana que vem", confirmou o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier. Segundo ele, as regras estabelecem que uma emergência precisa ser revista a cada três meses, o que obriga os cientistas a voltar a se reunir para lidar com a crise. A data exata, porém, ainda não foi divulgada. "O grupo vai revisar a situação a partir das evidências novas que surgiram e o resultado de novas pesquisas para avaliar se precisam adotar novas recomendações", disse. Pressionada, a OMS tem sido cobrada a dar uma resposta a cientistas e atletas que ameaçam não ir aos Jogos Olímpicos por conta da ameaça. Há uma semana, 150 pesquisadores emitiram um apelo para que o evento no Brasil seja cancelado ou adiado. Atletas como Pau Gasol, do basquete, indicaram que poderiam rever sua participação no evento. A OMS admite que as recomendações de viagens poderão ser revistas. Hoje, a entidade sugere que mulheres grávidas evitem locais com o surto de zika - associado a casos de microcefalia - e ainda traça uma série de recomendações para casais que estejam planejando ir ao Rio. Mas a OMS insiste que tomará eventuais novas decisões exclusivamente com base na ciência, e não em temores. "A melhor forma de lidar com emoções é falar de ciência e fazer recomendações com base nelas", disse Lindmeier. Numa carta a deputados americanos na semana passada, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, admitiu que o zika estava cada vez mais em seu radar. "Dada a preocupação internacional, decidi chamar uma nova reunião de emergência", escreveu a diretora em uma carta. Na semana passada, os organizadores do Rio-2016 apresentaram ao Comitê Olímpico Internacional (COI) dados mostrando que o número de casos de dengue na cidade sofre uma dura queda a partir de julho. A doença é transmitida pelo mesmo mosquito que serve como vetor do zika. Mas os brasileiros também prometeram uma limpeza diária dos locais do evento.
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Uma resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicada nesta segunda-feira (6/6) no Diário Oficial da União regulamenta a cobertura obrigatória e a utilização, por parte de operadoras de planos de saúde, de testes para diagnóstico de infecção pelo vírus Zika. Passam a fazer parte do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde – de cobertura obrigatória pelos planos – os seguintes testes: PCR (técnica que pesquisa no sangue do paciente a presença de material genético do vírus); IGM (técnica que detecta anticorpos produzidos na fase aguda da doença); IGG (técnica que indica se houve uma infecção mais antiga pelo vírus). A resolução entra em vigor 30 dias após sua publicação, ou seja, no começo de julho.

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A alergia ao leite, conhecida por APLV (Alergia à Proteína do Leite de Vaca), e a intolerância à lactose atingem muitas pessoas no mundo todo, inclusive crianças, e é muito comum confundir ambas as reações, mas há diferenças entre as manifestações. Aqueles que são alérgicos ao leite reagem negativamente às proteínas do leite, principalmente às do coalho (chamada caseína) e às do soro (denominadas alfa-lactoalbumina e beta-lactoglobulina). Segundo a nutricionista Lara Natacci, da DietNet, os principais sintomas de um alérgico são vômitos, cólicas, diarreia, dor abdominal, prisão de ventre e até sintomas mais intensos, como problemas cutâneos e respiratórios. Já os intolerantes à lactose têm dificuldade em digerir e absorver o açúcar do leite (lactose), devido à diminuição da produção ou ausência de lactase (enzima que digere a lactose) em seus organismos. As reações podem ser diarreia, cólicas, gases, distensão abdominal (barriga estufada) e podem ocorrer logo após a ingestão de um alimento que contenha lactose. De acordo com Lara, “a intolerância à lactose pode ser herdada ou desenvolvida ao longo da vida. Além disso, ela ocorre em diversos níveis, podendo durar a vida toda ou apenas um curto período”. Para a nutricionista, é fundamental que os alérgicos ao leite e intolerantes à lactose se certifiquem da composição do alimento, “A melhor maneira de se certificar que um alimento realmente não possui lactose e leite é observando atentamente o rótulo”.
Hoje em dia, muitos produtos oferecem opções lac free. E existem alimentos que, naturalmente, não possuem lactose e podem substituir aqueles que contêm essa substância.
Confira 5 alimentos zero lactose e sem leite, que podem ser boas alternativas:
Cacau em pó
O cacau em pó pode ser o substituto do chocolate nas suas próximas receitas por não ter a adição de leite em sua composição.
Creme vegetal
Feito à base de óleos vegetais, contém gorduras “boas”, que podem ser ótimas aliadas da saúde. Atente-se ao sabor manteiga, que possui traços de leite.
Bebidas à base de soja
Naturalmente sem lactose, as bebidas à base de soja são fonte de proteína de alta qualidade e contêm vitaminas e minerais. São boas opções para compor shakes e vitaminas nutritivas.
Maionese
Rica em gorduras boas, é composta principalmente de ovos e óleo, por isso, não possui lactose.
Picolé de limão
A base dos picolés de frutas é feita de água. Porém, é importante checar o rótulo do produto, para ter certeza de que não há traços de leite.
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Em mulheres grávidas é maior a probabilidade de complicações graves resultantes da gripe, especialmente a H1N1, como pneumonia, edema de pulmão, embolia pulmonar e insuficiência renal, o que põe em risco a saúde da mãe e do bebê. Para o bebê, na verdade, pouco se sabe sobre os efeitos do H1N1, e acredita-se que a contaminação do feto via placentária seja rara. A complicação mais frequente nesse caso está relacionada ao aborto, sofrimento fetal agudo e nascimento prematuro, em especial devido à febre materna e à má oxigenação fetal, devido às alterações respiratórias maternas decorrentes da gripe.
João Luis Ribas, professor da Escola Superior de Saúde, Meio Ambiente, Sustentabilidade e Humanidades da Uninter explica que o risco para a gestante se dá devido à série de alterações fisiológicas que acontecem durante a gravidez como, alterações no sistema imunológico que reduz as defesas em resposta aos antígenos fetais. Embora essa alteração ocorra para que o organismo tolere os antígenos paternos (portanto estranhos) apresentados pelo feto, torna a gestante mais suscetível a infecções. Além disso, a gestante sofre alterações cardíacas e respiratórias, com uma redução em sua capacidade pulmonar e aumento de líquidos circulantes. Isso faz com que ela favoreça a exacerbação de sintomas de uma contaminação por H1N1. “É muito importante que as gestantes tenham consciência desta série de riscos e que tomem a vacina”, salienta o profissional. A principal orientação às gestantes é que assim que identifiquem algum dos sintomas relacionados ao H1N1, procurem assistência médica imediatamente para evitar futuras complicações. Os principais sintomas são febre alta, dor de garganta, tosse, cansaço, dor de cabeça e pelo corpo. No entanto, sintomas como dificuldade de respirar ou falta de ar, catarro com sangue, dor ou pressão no peito, pele azulada, tontura e confusão mental, vômitos, redução dos movimentos do bebê e febre alta que não cede. Para Ribas, medidas simples podem reduzir e até mesmo impedir a contaminação pelo vírus H1N1, tais como: lavar as mãos frequentemente, usar álcool 70, evitar colocar as mãos no nariz, na boca e nos olhos, não beijar e nem cumprimentar, com as mãos, pessoas com sintomas de gripe, abrir e arejar diariamente os ambientes. A vacinação contra o vírus H1N1 restrita a grupos especiais terminou, em quase todos os estados brasileiros, e foi liberada para o restante da população. As pessoas consideradas de risco para a influenza que receberam a vacina em primeira mão foram os idosos com mais de 60 anos, crianças com idade entre 6 meses e menores de 5 anos, mulheres grávidas, mães com bebês de até 45 dias, trabalhadores da saúde, doenças crônicos e a população carcerária. Foi baixa, no entanto, a adesão das gestantes à vacina.
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Em cinco anos, o número de ações judiciais contra planos de saúde quintuplicou em São Paulo, segundo o estudo da FMUSP. Ao levantar todos os processos contra operadoras no Estado, os pesquisadores verificaram que o número de ações julgadas em segunda instância passou de 2.294, em 2010, para 11.480 em 2015, alta de 400%. A alta foi muito superior ao índice de crescimento de clientes de planos de saúde no Estado. No mesmo período, passou de 17,3 milhões para 18,3 milhões o número de beneficiários, avanço de 5%. Coordenador do estudo, o professor da FMUSP Mário Scheffer afirma que o excesso de processos contra planos mostra a fragilidade do sistema de saúde privado no respeito aos direitos do consumidor. "É um sinal de continuidade de práticas abusivas por parte das empresas." Para o especialista, deveria haver um diálogo maior entre a Agência Nacional de Saúde Suplementar e o Judiciário. "Seria importante aprimorar a atividade regulatória ao aproximá-la um pouco da interpretação da Justiça. Se a maioria das decisões dá ganho de causa para o consumidor, a ANS tem de estar atenta a isso", afirma. Sobre o excesso de ações, principalmente entre idosos, a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) diz que aguardará a publicação do estudo para entender a metodologia e diz que os beneficiários maiores de 59 anos fazem mais 40,1% de consultas, 76,8% de exames, 96,7% de internações e 110,1% de terapias do que as demais faixas etárias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

- Bahia Notícias
- 04 Jun 2016
- 18:04h
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Um artigo publicado no periódico científico New England Journal of Medicine relata o caso de uma francesa que teria contraído zika após realizar sexo oral em seu parceiro. Cientistas sugeriram que o zika vírus pode ser transmitido por sexo oral e até mesmo pelo beijo. O parceiro da francesa tinha acabado de voltar de uma temporada no Brasil e tinha apresentado sintomas da infecção enquanto ainda estava no país. O casal afirmou que antes dos sintomas aparecerem também na parceira, eles tiveram sete relações sexuais que envolveram sexo vaginal sem ejaculação e sexo oral com ejaculação. Ambos fizeram o teste para o zika após o aparecimento dos sintomas. Foram encontrados grandes quantidades do vírus no sêmen e na urina do homem, mas nada no sangue e na saliva. Na mulher detectou-se o zika na urina e na saliva, além de anticorpos para o vírus no sangue. O material vaginal não apresentou infecção.
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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou reajuste de até 13,57% para os planos de saúde médico-hospitalares individuais e familiares no período entre maio de 2016 e abril de 2017. O reajuste é praticamente igual ao autorizado em 2015 (de 13,57%) e só pode ser repassado pelas operadoras aos clientes a partir da data de aniversário dos contratos. A decisão será publicada no Diário Oficial da próxima segunda-feira, 6. O porcentual é válido para os planos de saúde contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98. Segundo a agência, o reajuste atingirá cerca de 8,3 milhões de beneficiários, o que significa 17% do total de 48,5 milhões de consumidores de planos de assistência médica no Brasil, conforme dados de abril deste ano.
A ANS informou que, em contratos cujo aniversário tenha ocorrido em maio ou nos primeiros dias de junho, será permitida cobrança retroativa. "Nesses casos, as mensalidades de julho e agosto (se o aniversário do contrato houver sido em maio) ou apenas de julho (se o aniversário for em junho) serão acrescidas dos valores referentes à cobrança retroativa", divulgou a agência. A metodologia usada pela ANS para calcular o índice máximo de reajuste anual dos planos individuais e familiares, estabelecida em 2001, considera a média dos porcentuais de reajuste aplicados pelas operadoras aos contratos de planos coletivos com mais de 30 beneficiários. O setor pedia reajuste de 17% a 20%, correspondente à variação de custos médicos nos últimos 12 meses Para a Proteste Associação de Consumidores, "os 13,57% vão pesar no orçamento por conta da crise financeira e desemprego em alta" A entidade registrou ainda que "o reajuste supera a inflação do período, que atingiu 11,09% nos últimos 12 meses". A Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) justificou o reajuste afirmando que "o índice de inflação médica é sempre superior ao índice oficial (IPCA)". "O reajuste é necessário para viabilizar a continuidade do atendimento por parte das operadoras, considerando a incorporação de novas tecnologias, o incremento de procedimentos determinados no rol da ANS, a maior demanda devido ao envelhecimento da população, a judicialização e demais desperdícios da saúde". O economista André Braz, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), disse que o porcentual é muito semelhante aos 13,55% de 2015. "Veio abaixo do que se previa. É até uma boa notícia, já que a inflação de 2014 (6,41%) orientou que os planos subissem 13,55%. Agora, com uma inflação de 10,67%, o reajuste foi da mesma magnitude", afirmou. A ANS também divulgou a lista de planos de saúde que terão a comercialização suspensa a partir do próximo dia 10, em função de reclamações relativas à cobertura assistencial, como negativa e demora no atendimento, feitas por clientes nos três primeiros meses de 2016. Oito operadoras terão que suspender temporariamente a comercialização de 35 planos de saúde. A suspensão é válida por pelo menos três meses, que podem ser estendidos pela ANS se as reclamações persistirem. Os planos de saúde suspensos possuem, juntos, 272 mil beneficiários. Os clientes continuam a ter a assistência regular a que têm direito, ficando protegidos com a medida, pois as operadoras terão que resolver os problemas assistenciais para que possam receber novos beneficiários.
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- Estadão Conteúdo
- 02 Jun 2016
- 18:04h
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Cientistas da Alemanha e da Holanda descreveram uma nova estratégia de vacinação contra o câncer capaz de atacar os tumores, colocando em ação mecanismos do sistema imunológico que normalmente são acionados contra infecções virais. O estudo, publicado na quarta-feira, 1º, na revista Nature, mostra que a vacina induziu o sistema imunológico a responder fortemente contra tumores em camundongos e em três pacientes humanos com melanoma avançado. Segundo os autores, a estratégia é um grande passo para o futuro desenvolvimento de uma vacina universal para tratamento imunoterápico de câncer. A vacina tem por base nanopartículas de RNA tumoral, isto é, os cientistas injetaram nos pacientes moléculas de RNA do tumor criadas em laboratório e envoltas em uma membrana de gordura. Depois de entrar nas células, as nanopartículas liberam o RNA tumoral, que funciona como um antígeno, ou seja, disparam o mecanismo que defende o corpo humano de invasões virais, redirecionando-o para identificar e atacar as células tumorais. As nanopartículas carregam o RNA tumoral diretamente para os glóbulos brancos que protegem o corpo de micróbios invasores, acionando as células T, que induzem células tumorais à autodestruição. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Para incentivar estudos que contribuam na prevenção, diagnóstico e tratamento de infecções causadas pelo vírus Zika e doenças correlacionadas, o Governo Federal lançou nesta quinta-feira (02/6) edital que prevê recursos R$ 65 milhões para pesquisas nesta área. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, participou do lançamento do edital em Brasília. O edital é uma parceria dos entre os ministérios da Saúde; Educação; e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Do montante total, R$ 20 milhões faz parte do orçamento do Ministério da Saúde, R$ 15 milhões do Ministério Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI) e R$ 30 milhões do Ministério da educação (MEC). O recurso faz parte das ações do Eixo de Desenvolvimento Tecnológico, Educação e Pesquisa do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes aegypti e à Microcefalia, lançado pelo Governo Federal em dezembro de 2015.
A expectativa é que esses estudos promovam a descoberta de novas tecnologias e insumos estratégicos com ênfase para o vírus Zika. “O nosso objetivo é encontrar tecnologias e mecanismos para combater o mosquito. É a nossa prioridade porque atacar o vetor é mais eficiente, porque senão vamos ter que produzir vacinas para cada doença nova que aparecer,” afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.
Inscrição - O pesquisador interessado em participar do edital deve encaminhar o projeto pelo site do CNPq (http://cnpq.br) juntamente com o Formulário de Propostas online, disponível na Plataforma Carlos Chagas. O projeto deve estar inserido dentro de uma das nove linhas temáticas de pesquisas relacionadas ao vírus Zika. São elas: desenvolvimento de novas tecnologias diagnósticas; desenvolvimento e avaliação de repelentes e de imunobiológicos; inovação em gestão de serviços em saúde; imunologia e virologia; epidemiologia e vigilância em saúde; estratégias para controle de vetores; desenvolvimento de tecnologias sociais e inovação em educação ambiental e sanitária, além de Fisiopatologia e clínica. Os estudos devem ser concluídos dentro do prazo de 48 meses. As propostas passarão por cinco etapas de análises por especialistas e consultores do Capes, CNPq e do Departamento de Ciência e Tecnologia e da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde. Os resultados e a contratação das pesquisas serão realizados no início do segundo semestre. Os projetos serão financiados dentro de três faixas de recursos: até R$ 500 mi, de R$ 500 mil até R$ 1,5 milhão e de R$ 1,5 milhão até R$ 2,5 milhões.
Olimpíadas – Durante o evento, o ministro da Saúde reafirmou que o Brasil está preparado para a realização dos Jogos Olímpicos na cidade do Rio de Janeiro em agosto de 2016. “Todas as medidas já foram tomadas. Não há nenhum risco maior para a propagação do vírus Zika nas olimpíadas,” assegurou Ricardo Barros. O vírus Zika está presente em 60 países do mundo, incluindo o Brasil, cuja população representa apenas 15% das pessoas expostas ao vírus. Além disso, o período em que serão realizadas as Olimpíadas no Brasil é considerado não endêmico para transmissão de doenças causadas pelo Aedes aegypti, como Zika, dengue e chikungunya. “A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, já confirmou que virá aos jogos Olímpico, isso é um simbolismo da segurança deste período de baixa a transmissão do Zika”, completou. Dentre as ações implementadas para garantir assistência à saúde no período dos jogos, está a contratação de 2.500 profissionais de saúde temporários, entre médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e outras áreas par reforçar o atendimento nos hospitais federais do estado e apoiar os 130 leitos de retaguarda que serão abertos na rede federal, além das 146 ambulâncias que estarão disponíveis para cobertura da população durante o período das competições.
Pesquisas – Até o momento, o Ministério da Saúde já se comprometeu com cerca de R$ 130 milhões para o desenvolvimento de vacinas, soros e estudos científicos para as doenças causadas pelo Aedes aegypti. Também foram liberados R$ 11,6 milhões para o desenvolvimento de vacina contra o vírus Zika pela Fiocruz. Do total, cerca de R$ 6 milhões (US$ 1,5 milhão) serão destinados para projetos de cooperação bilateral para pesquisas sobre o vírus Zika e microcefalia entre a Fiocruz e o National Institutes of Health (NIH). Os outros R$ 5,6 milhões serão para o desenvolvimento da vacina contra o vírus Zika. Outra pesquisa para a vacina contra Zika está em desenvolvimento pelo Instituto Evandro Chagas (IEC) em parceria com a Universidade Medical Branch do Texas, Estados Unidos. Os testes pré-clínicos (em primatas e camundongos) foram antecipados e serão realizados já em novembro deste ano. O estudo conta com o investimento de R$ 10 milhões. Para financiamento da terceira e última fase da pesquisa clínica da vacina contra a dengue do Instituto Butantan, o Ministério da Saúde investirá R$ 100 milhões nos próximos dois anos para o desenvolvimento do estudo. Também serão investidos por parte do Ministério da Saúde mais R$ 8,5 milhões no desenvolvimento de soro contra o vírus Zika.
Renezika - O ministério, também, lançou a Rede Nacional de Especialistas em Zika e doenças correlatas – Renezika, com o objetivo de formular e discutir as pesquisas e o desenvolvimento tecnológico no combate ao mosquito Aedes aegypti. A Renezika será formada por gestores da saúde, pesquisadores e representantes da sociedade civil, que ficarão responsáveis por formular e discutir ações e políticas para o enfrentamento ao Zika e às doenças relacionadas ao vírus. A expectativa é que os membros da Rede enriqueçam os debates e decisões para um melhor entendimento das doenças e aprimoramento da assistência às vítimas do Zika.

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O plenário do Senado aprovou hoje (31) medida provisória (MP) que permite a entrada forçada de agentes de combate a endemias a imóveis abandonados para combate do mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus da dengue, febre chikungunya e Zika. Já aprovada pela Câmara, a matéria segue, agora, para sanção presidencial. Pela proposta, fica autorizada a entrada de autoridades em imóveis públicos e privados considerados foco de mosquitos transmissores das doenças. Quando for necessário, o agente público poderá requerer auxílio à autoridade policial. A medida será aplicada nos casos de imóveis em situação de abandono, na ausência de pessoa que possa permitir o acesso após duas visitas comunicadas dentro do intervalo de dez dias e nos casos de recusa, negativa ou impedimento de acesso do profissional do imóvel.
O texto estabelece o sábado como dia de realização de atividades de limpeza dos imóveis, a necessidade de campanhas educativas, em especial às gestantes, de orientação à população. Também prevê a criação do Programa Nacional de Apoio ao Combate às Doenças Transmitidas pelo Aedes aegypti (Pronaedes). O programa visa a financiar projetos com recursos de doações dedutíveis do Imposto de Renda. A medida provisória prevê ainda concessão de Benefício de Prestação Continuada (BPC) temporário, por prazo máximo de três anos, à criança com microcefalia por doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. O benefício será concedido a famílias de baixa renda e depois do período da licença-maternidade, que passa a ser de 180 dias para as mães. A concessão vale para todas as seguradas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que casais que vivem em locais com o surto do vírus zika adiem ou pelo menos considerem adiar uma gravidez. Para os estrangeiros ou mesmo pessoais locais que apresentaram algum sintoma, a sugestão publicada nesta terça-feira, 31, pela entidade é de que esperem pelo menos seis meses para iniciar uma gravidez. Já para estrangeiros que visitam locais com surtos e que não têm sintomas, a recomendação pede pelo menos 2 meses de espera até que uma gravidez seja iniciada. A sugestão está sendo publicada depois que novos estudos realizados pela entidade e cientistas apontarem que o vírus tem um período maior de permanência no sêmen, além do que se previa. "Nossa sugestão é de que pessoas em locais com surto adiem ou considerem adiar uma gravidez", disse Christian Lindmeier, porta-voz da OMS. Para ele, mulheres nesses países devem ter acesso a informação e medidas de prevenção, como preservativos. Em casos de estrangeiros que visitam o Brasil e tenham sintomas como febre e conjuntivite, a sugestão é de que a espera seja de seis meses. "Isso é uma forma de garantir que o vírus deixe o corpo", apontou Lindmeier. Segundo ele, a sugestão anterior da OMS era de uma espera de apenas três meses. "Decidimos rever nossas recomendações, diante das novas informações que temos sobre o vírus" disse. Outra mudança se refere também a casais que tenham estado no Brasil, mesmo sem dar sinais de sintomas. "Essas pessoas devem esperar oito semanas ao voltar de locais afetados", indicou. Antes, a recomendação falava em quatro semanas.