BUSCA PELA CATEGORIA "Saúde"

Danos causados pelo álcool podem ser amenizados com prática de exercícios físicos

  • 11 Set 2016
  • 20:03h

(Foto: Reprodução)

A prática de exercícios físicos pode compensar danos à saúde causados pelo consumo de álcool. De acordo com dados de um estudo publicado no periódico British Journal of Sports Medicine, "a associação entre a ingestão de álcool e o risco de mortalidade foi moderada pelo exercício físico". Os pesquisadores analisaram respostas a questionários respondidos na Inglaterra e Escócia entre 1994 e 2006. Segundo o jornal O Globo, o consumo de álcool em níveis nocivos, mesmo no passado, foi associado a um aumento do risco de mortalidade. Pessoas sedentárias apresentam o aumento do risco de mortalidade em função da quantidade de álcool ingerida. Já no caso de fisicamente ativos, o risco diminui ou até desaparece, desde que o consumo seja esporádico e abaixo do limite recomendado. "Nossos resultados dão argumentos adicionais a favor da atividade física como meio para favorecer a saúde da população, ainda na presença de outros comportamentos menos saudáveis".

Para maior eficácia, seria necessária aplicação de 1ª dose da vacina contra dengue no inverno

  • Bahia Notícias
  • 11 Set 2016
  • 14:02h

(Foto: Reprodução)

A Bahia notificou, até agosto de 2016, 62.136 casos de dengue. O número é 15,4% maior do que o registrado no mesmo período de 2015, 53.842 casos. Uma das alternativas para contornar o problema seria a imunização com a primeira vacina para dengue, aprovada em dezembro de 2015 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) (clique aqui).  No entanto, infectologistas advertem que, para um melhor resultado no período de maior incidência da doença, seria necessária a aplicação da primeira dose no inverno. "Quando você aplica a primeira dose no inverno, a segunda dose vai ser no verão. A segunda dose deixa a pessoa mais preparada para o momento do surto, que é geralmente nessa época", explicou Sheila Homsami, diretora médica da Sanofi Pasteur, responsável pelo desenvolvimento da vacina. A imunização reduz em dois terços a possibilidade de contrair a doença e em 93% os casos graves. Sua eficácia sobe para 82% em caso de pessoas que já tiveram a doença, que são também as mais suscetíveis à evolução para um caso grave. "A gente não veria praticamente mais ninguém morrendo de febre hemorrágica da dengue, por exemplo. Isso seria bastante interessante do ponto de vista da saúde pública", avaliou em entrevista ao Bahia Notícias. 

De acordo com a profissional, foram 20 anos de pesquisa para desenvolvimento da vacina, que protege contra os quatro tipos de vírus da dengue. "A gente fez um acordo com uma companhia americana chamada Acambis, que ajudou a gente no processo de tecnologia de DNA recombinante", explicou a diretora médica. "Os estudos foram feitos em 15 países diferentes, com participação de 40 mil pessoas. A gente concluiu as últimas fases da pesquisa em 2014. Só nessa fase três, a gente envolveu 30 mil pessoas". Ministrada em três doses com intervalo de seis meses, a vacina é recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela Sociedade Brasileira de Imunologia para áreas em que a doença é endêmica. Até o momento, apenas o Paraná realizou imunização pública com a substância. De acordo com Sheila, o Governo Federal ainda não decidiu sobre a implementação da vacina, mas é provável que aconteça. Questionada sobre o tema, a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) informou que aguarda um posicionamento do Ministério da Saúde sobre a compra e aplicação do imunizante. Na rede particular, a vacina já está disponível por até R$ 138, segundo determinação da Anvisa (veja aqui).

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Sabonetes antibacterianos podem fazer mal à saúde

  • iBahia
  • 11 Set 2016
  • 11:01h

(Foto: Reprodução)

Aparentemente o sabonete antibacteriano é melhor do que o comum, porém, eles podem causar danos à saúde e ainda ao meio ambiente. É o que dizem os médicos. Uma decisão do FDA (órgão responsável pelo controle de alimentos e medicamentos nos EUA) proibiu a comercialização desses produtos, alegando que as fabricantes não conseguiram comprovar a segurança para uso diário e a prevenção de doenças. De acordo com o órgão, 19 substâncias — entre as quais triclosan, comum nas versões líquidas, e o triclocarban, presente na maior parte dos sabonetes em barra — podem trazer problemas ao sistema imunológico, retirando bactérias que são benéficas para o organismo. Além disso, estão associadas ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer. Para Alberto Chebabo, infectologista do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, os antibacterianos só devem ser usados em locais em que há risco maior de contaminação, como hospitais, ou em casos de pacientes que sofrem de infecções de pele. "Não há vantagem alguma no consumo pessoal e diário desse tipo de sabonete. Água e sabão comum são o suficiente. No máximo, há a recomendação do uso do álcool gel", afirma o médico. Em nota, a Anvisa informou que no Brasil, o triclosan tem o uso previsto para qualquer produto de higiene pessoal, cosmético ou perfume com a função de conservante numa concentração máxima de 0,3%. Já o o triclocarban com 0,2% de concentração máxima. Em outros produtos destinados a serem enxaguados, podem ter concentração de até 1,5%. A Protex, uma das principais fabricantes nacionais, informou que não utiliza o triclosan. Porém há em sua fórmula o triclocarban.
 

Especialistas acreditam em risco global

No Brasil existem 215 produtos notificados como sabonetes antissépticos que contém o triclosan e 110 com Triclocarban segundo dados da Anvisa. A doutora em dermatologia Jéssica de Assunção explica que a situação é mais grave do que parece: "Como essas substâncias são expelidas para o meio ambiente através do esgoto, a decisão é importante. Esses compostos podem viajar o mundo. Portanto, é um risco que está no âmbito global e não só pessoal", destaca a médica. Apesar da proibição, a FDA ressalta a importância de lavar as mãos com sabonete para prevenir doenças. Além disso, a decisão não inclui gel antisséptico, lenço umedecido nem produtos antibacterianos utilizados em hospitais e centros de saúde. A Anvisa disse ainda que tomou conhecimento dos recentes dados relacionados aos riscos decorrentes do uso destas substâncias em cosméticos e está estudando a necessidade de revisão da regulamentação brasileira.

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Saúde ainda é principal problema apontado por eleitores, diz Ibope

  • 07 Set 2016
  • 15:01h

(Foto: Reprodução)

Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (6) aponta em quais áreas a população de Salvadorenfrenta maiores problemas. Veja os números:

Saúde – 48%
Segurança Pública – 20%
Transporte coletivo – 9%
Geração de empregos – 6%
Educação - 4%

A Pesquisa foi encomendada pela TV Bahia. O Ibope ouviu 602 eleitores entre os dias 2 e 4 de setembro. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de quatro pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) sob o número 08025/2016.

Aprovação administração ACM Neto
A pesquisa também perguntou se o eleitor aprova ou desaprova como o prefeito ACM Neto (DEM) vem administrando a cidade de Salvador.

Aprovam – 84%
Desaprovam – 12%
Não sabem ou não responderam – 5%

Interesse do eleitor
Na pesquisa foi perguntado ainda qual o interesse do eleitor pelas eleições de outubro.

Muito interesse – 27%
Interesse médio – 23%
Pouco interesse – 20%
Nenhum interesse – 31%

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Vacina contra vício em cocaína é desenvolvida por cientistas brasileiros

  • Bahia Notícias
  • 06 Set 2016
  • 20:01h

(Foto: Reprodução)

Pesquisadores brasileiros anunciaram nesta segunda-feira (5) o desenvolvimento de uma vacina para eliminar a dependência de cocaína. De acordo com o grupo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o projeto já ocorre há mais de dois anos e está em fase de testes com animais. "Desenvolvemos uma molécula que estimula a produção de anticorpos contra a cocaína no sistema imunológico", afirmou o professor Angelo de Fátima, do departamento de Química Orgânica da UFMG, um dos responsáveis pelo estudo. Em entrevista ao G1, o acadêmico explicou que os anticorpos capturam a cocaína, impedindo que ela chegue ao cérebro. Dessa forma, os efeitos euforizantes da droga são reduzidos, o que levaria o usuário a perder interesse. De Fátima ressaltou que já existem pesquisas nos Estados Unidos com o mesmo objetivo, mas com moléculas diferentes. "Nossa molécula é distinta da americana. A nossa carece da parte proteica", explicou, sem revelar o nome da substância pela ausência de patente. Dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) apontam que o consumo de cocaína no Brasil é quatro vezes maior que a média mundial. A ideia inicial, segundo o pesquisador, é que a vacina seja utilizada por pacientes altamente motivados a se afastar das drogas, para prevenção do abuso de cocaína por crianças e adolescentes, ou contra o crack.

Mosquito comum não transmite zika, indica estudo da Fiocruz

  • 06 Set 2016
  • 15:13h

(Foto: Reprodução)

Um estudo feito por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) demonstrou que mosquitos Culex (pernilongo ou muriçoca, como são conhecidos popularmente) de quatro regiões do Rio de Janeiro não são capazes de transmitir o vírus da zika. Os ovos e larvas dos mosquitos foram coletados nos bairros de Copacabana, Jacarepaguá, Manguinhos e Triagem, de janeiro a março deste ano. Depois que os insetos se tornaram adultos, foram alimentados com sangue infectado por duas linhagens do zika encontradas na cidade do Rio de Janeiro e separados por gaiolas. Os grupos foram analisados aos 7, 14 e 21 dias após receber o vírus. As seguintes partes do corpo dos mosquitos foram analisadas: abdômen/tórax, cabeça e saliva. Para chegar ao resultado, as amostras coletadas das diferentes parte do corpo dos Culex passaram pela técnica RT-PCR, que é capaz de de detectar e quantificar o material genético do vírus, e pela análise em células Vero, recomendada para identificar se o zika está ativo e habil para causar infecção em vertebrados. Foram mais de mil amostras analisadas, referentes a 392 mosquitos. 

A participação dos mosquitos "comuns" na transmissão do vírus da zika é uma das hipóteses para a rápida transmissão no Brasil e no mundo. Os resultados foram publicados nesta terça-feira (6) na revista internacional “Plos Neglected Tropical Diseases”. Após toda a pesquisa, não foram encontradas partículas infectantes do vírus na saliva dos insetos que possam ser expelidas no momento da picada. A pesquisa também comparou a evolução do zika no organismo dos mosquitos Aedes e Cules. De acordo com o entomologista Ricardo Lourenço, chefe do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários e coordenador do estudo, apenas dois mosquitos Culex coletados apresentaram o vírus, com um nível de infecção milhares de vezes menor do que o encontrado nos mosquitos Aedes. Em maio deste ano, os mesmos pesquisadores publicaram uma outra pesquisa que confirmou o mosquito Aedes aegypti como o principal vetor da doença, além de encontrar indivíduos da espécia naturalmente infectados. O Instituto Pasteur de Paris é parceiro da pesquisa publicada nesta terça.

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Anvisa revoga interdição de lote de achocolatado que havia sido suspenso no país

  • 05 Set 2016
  • 20:03h

(Foto: Reprodução)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) irá suspender a interdição cautelar de um lote do achocolatado Itambezinho, da marca Itambé. O lote havia sido interditado para averiguar uma possível ligação entre o consumo do achocolatado e a morte de uma criança de 2 anos (entenda aqui). No entanto, um laudo emitido pela Polícia Judiciária Civil em conjunto com a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Mato Grosso, revelou uma adulteração no achocolatado, uma adição de inseticida (veja aqui). A decisão estava prevista para ser  publicada nesta segunda-feira (5) no Diário Oficial da União.

Cientistas criam vacina contra hepatite B administrada por spray nasal

  • 05 Set 2016
  • 19:00h

Vacina de hepatite B, injetável, pode ganhar nova opção de aplicação: por spray nasal (Foto: CDC/Judy Schmidt)

Pesquisadores da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, em Portugal, desenvolveram um spray nasal para administrar vacinas genéticas contra a hepatite B, mais eficazes e menos custosas que as injetáveis. O projeto, de especial interesse para países subdesenvolvidos e até o momento testado de forma positiva em ratos, é dirigido pelo Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra e poderia se extender à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. O objetivo, segundo informou a própria universidade, é criar uma vacina genética que seja mais vantajosa para países em desenvolvimento nos quais há falta de profissionais da saúde, como enfermeiros, que possam aplicar a vacina injetável. Além disso, se eliminariam as complicações que podem ser geradas a partir da injeção, assim como as infecções que se originam pela reutilização das seringas. O projeto, coordenado pela pesquisadora portuguesa da Universidade de Coimbra, Olga Borges, foi publicado recentemente na revista científica "Molecular Pharmaceutics".

Como funciona
Segundo Borges, as moléculas terapêuticas desta vacina genética seriam transportadas da mucosa nasal ao interior das células, o que ficou comprovado nos testes desenvolvidos com ratos. Esta futura vacina se basearia nas moléculas denominadas "plasmídeos" que, em teoria, são muito mais resistentes às variações de temperatura que as vacinas comercializadas na atualidade, baseadas nos antígenos que estimulam o sistema imunológico. Neste caso, segundo a Universidade de Coimbra, os plasmídeos são pequenas moléculas que transmitem informação genética para as células do corpo, motivo pelo qual são capazes de ativar mecanismos de defesa no organismo humano e, assim, conseguiriam combater o vírus que origina a hepatite B. Olga Borges assegurou que "as nanopartículas desenvolvidas também poderão ser usadas para prevenir doenças sexualmente transmissíveis, já que induzem a produzir anticorpos na mucosa vaginal, de forma mais eficaz que as vacinas injetáveis". O projeto, que conta com a colaboração da Universidade de Genebra, faz parte de uma linha de pesquisa iniciada na Faculdade de Farmácia de Coimbra no ano 2003. Além disso, estes tipos de nanopartículas foram desenvolvidas durante outros quatro anos através do projeto de doutorado na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, executado pela pesquisadora Filipa Lebre. A hepatite B é uma doença infecciosa do fígado, causada por um vírus que se propaga principalmente pela saliva, o sangue, o sêmen ou por qualquer líquido corporal de uma pessoa infectada.

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Nova droga poderá ser capaz de eliminar placas no cérebro que causam Alzheimer

  • 04 Set 2016
  • 20:05h

(Foto: Reprodução)

Testes apontaram que uma nova droga remove placas de proteína que, quando acumuladas no cérebro, são responsáveis pelo mal de Alzheimer. A pesquisa dá esperança de um tratamento, mas também de prevenção e cura definitiva para uma doença conhecida por provocar demência. Estima-se que 47 milhões de pessoas sofrem com a doença. De acordo com os pesquisadores, os experimentos tiveram resultados promissores. "Os resultados do estudo clínico nos deixaram otimistas de que potencialmente daremos um grande passo à frente no tratamento do Alzheimer. O efeito do anticorpo é muito impressionante e seu resultado depende da dosagem e da duração do tratamento. 

Em um grupo que recebeu alta dosagem, a amiloide desapareceu quase que por completo", afirma Roger Nitsch, professor do Instituto para Medicina Regenerativa da Universidade de Zurique. Um dos responsáveis por conduzir o ensaio clínico, o neurologista Stephen Salloway, afirmou que o resultado das pesquisas são estimuladores. "De modo geral, esta é a melhor notícia que tivemos nos meus 25 anos de pesquisas clínicas sobre o Alzheimer e isto traz uma nova esperança para os pacientes e as famílias mais afetadas pela doença". Dos 125 pacientes que receberam a droga, 18 tiveram que descontinuar o tratamento por conta de efeitos adversos como pequenos sangramentos, acúmulo de fluidos no cérebro e fortes dores de cabeça. "Estou cautelosamente otimista com este tratamento, mas tentando não ficar muito animada porque muitas drogas chegaram até esta fase inicial de testes apenas para seguir e fracassar em ensaios maiores", finalizou Tara Spires-Jones, diretora interina do Centro para os Sistemas Neurais e Cognitivos da Universidade de Edimburgo, que está envolvida nas pesquisas.

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Cientistas testam contra zika ação de medicamentos já existentes

  • 04 Set 2016
  • 18:06h

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Grupos de pesquisadores no Brasil e no mundo estão trabalhando na busca de uma droga capaz de combater o vírus da zika e impedi-lo de ser transmitido da mãe para o bebê durante a gestação. Muitos deles estão focando em drogas já existentes e aprovadas para outros fins. Isso porque, caso uma delas se mostre promissora, o caminho para testes em humanos e aprovação seria bem mais curto do que o de uma nova droga, nunca antes testada. Um desses grupos é o da bióloga Patrícia Beltrão-Braga, professora da Universidade de São Paulo (USP). Ela apresentou alguns dos trabalhos que vêm sendo desenvolvidos na instituição nesta quinta-feira (1º), na 31ª Reunião Anual da Federação das Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE).

Para estudar o vírus da zika, o grupo de Patricia usa estruturas de células chamadas neurosferas e minicérebros. Neurosferas são conjuntos de células progenitoras neurais que se organizam em uma estrutura 3D. As progenitoras neurais são a maioria das células presentes no sistema nervoso de um feto, que têm a capacidade de se transformar em qualquer tipo de célula cerebral. Já os minicérebros são estruturas celulares que se organizam em diferentes camadas de forma parecida com o que ocorre em um cérebro formado, ou seja, em um estágio mais avançado de desenvolvimento. Ambas servem basicamente para “imitar” o cérebro em desenvolvimento em diferentes fases, o que permitiria verificar, in vitro, o que de fato acontece quando o zika infecta um bebê ainda no útero da mãe. Seu uso já permitiu que os cientistas chegassem a várias conclusões importantes sobre a relação entre o zika e a microcefalia desde o início do surto. A pesquisadora explica que vários grupos estão trabalhando de forma parecida no mundo todo, alguns testando um grande número de drogas ao mesmo tempo. “No nosso grupo, que não tem o mesmo sistema, a gente acaba tendo que fazer testes muito mais focados, com drogas que temos indícios de que podem funcionar. Temos já alguns resultados, alguns animadores, outros nem tanto, mas tudo ainda é muito preliminar”, diz. Caso encontrem um resultado preliminar interessante, os testes passam a ser feitos in vivo, ou seja, em animais. “A mesma coisa que fizemos para investigar a microcefalia, estamos fazendo para ver alguma droga que possa evitar esse quadro clínico que vemos nos camundongos, nos minicérebros in vitro e também nos bebês”, diz Patricia. Numa fase posterior, a cientista observa que seu grupo também deve buscar estratégias para tentar reverter sintomas de bebês já acometidos por microcefalia em decorrência do vírus da zika. Antes do início do surto de zika e seu impacto no aumento de casos de microcefalia no Brasil, o laboratório de Patrícia trabalhava com doenças neurodegenerativas e transtornos do neurodesenvolvimento, em especial o autismo, usando esses mesmos modelos de neuroesferas e minicérebros, por isso já tinha expertise na técnica.

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Ministério da Saúde libera R$ 51,2 milhões para Santas Casas baianas

  • 02 Set 2016
  • 19:04h

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O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destinará R$ 51,2 milhões para 13 Santas Casas e hospitais filantrópicos do estado. Em todo o país, serão R$ 513 milhões destinados para 500 serviços em Santas Casas. “Estamos tomando ações concretas para que essas entidades, que respondem sozinhas por mais de 50% dos atendimentos do SUS, ganhem fôlego e continuem prestando atendimento de qualidade à população”, afirmou o ministro Ricardo Barros. Do total destinado ao estado, R$ 48,6 milhões, será investido em novas habilitações e credenciamentos de dez hospitais filantrópicos no estado. Os R$ 2,6 milhões restantes serão destinados à emendas parlamentares dos últimos dois anos que não haviam sido pagas.

Vitamina C pode ter ação positiva no combate à depressão

  • 01 Set 2016
  • 19:04h

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Comumente associada à prevenção de gripes e resfriados, a vitamina C pode representar uma esperança de evolução no tratamento de transtornos depressivos. Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem realizado experimentos em modelos de depressão em animais, com o uso do ácido ascórbico. Os experimentos com camundongos já demonstram, segundo informações do G1, que a substância potencializa o efeito de três antidepressivos disponíveis - fluoxetina, imipramina e bupropiona. Mesmo o uso dos medicamentos em doses menores, quando associados ao ácido ascórbico, reduziu os sintomas dos animais. 

"Os antidepressivos têm muitos efeitos adversos, que são inclusive motivo de abandono do tratamento. Se conseguirmos baixar essa dose ao associá-los com um agente sem efeitos colaterais, teria talvez uma estratégia terapêutica muito promissora no tratamento da depressão", afirmou a pesquisadora Ana Lúcia Severo Rodrigues. No entanto, não é o papel de vitamina da substância que gera esses efeitos. "O ácido ascórbico é conhecido pelo público como uma vitamina hidrossolúvel necessária na alimentação. Mas é uma substância que também modula a função do sistema nervoso", explicou a cientista. Os efeitos foram observados em camundongos nos quais os sintomas depressivos foram induzidos por meio da administração do fator de necrose tumoral alfa (TNF-alfa). "O TNF-alfa seria um dos componentes envolvidos na resposta inflamatória que pode estar promovendo comportamento depressivo", disse a pesquisadora. Ainda assim, Ana Lúcia lembrou que os resultados não são suficientes para recomendar o uso da estratégia a seres humanos.

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Cai a mortalidade por câncer de pulmão entre os homens, diz estudo

  • 30 Ago 2016
  • 20:07h

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Depois de décadas de crescimento da mortalidade masculina por câncer de pulmão, levantamento do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostra que houve redução dessa taxa - o número de homens mortos em decorrência da doença passou de 18,5 por 100 mil habitantes para 16,3 por 100 mil, comparando-se os anos de 2005 e 2014. É a primeira vez que essa queda aparece nas pesquisas. Mas o mesmo fenômeno não se repete entre as mulheres. Nesse período, a taxa de mortalidade feminina passou de 7,7 para 8,8 em 100 mil habitantes. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (29), em cerimônia de comemoração dos 30 anos do Dia Nacional de Combate ao Fumo, na Casa Brasil, na zona portuária. A redução da mortalidade masculina por câncer de pulmão está ligada a diminuição no número de fumantes no Brasil. 

Em 1989, 34,6% da população brasileira de 18 anos ou mais fumava. Essa proporção caiu para 14,7% em 2013. Mas enquanto o tabagismo se tornou "epidemia" entre os homens nas décadas de 1940 e 1950, isso só ocorreu entre as mulheres nos anos de 1970 e 1980. Como o câncer de pulmão é doença que leva 20 anos para se desenvolver, a mortalidade feminina ainda está sob impacto do aumento do consumo do cigarro a partir dos anos de 1970. A pesquisa Câncer de Pulmão - Tendências de Mortalidade e Fatores Associados à Sobrevida do Paciente do Inca, da epidemiologista Mirian Carvalho de Souza, mostra que na década de 1980 a mortalidade masculina por câncer de pulmão era de 14,8 por 100 mil habitantes. Estabilizou entre 1995 e 2005, quando chegou a 18,5 por 100 mil. E baixou para 16,3. Já entre as mulheres, essa taxa era de 4,4 por 100 mil em 1980. Foi a 7,7 por 100 mil em 2005; atingiu 8,8 em 2015; e não dá sinais de que vá estabilizar. O trabalho estabelece ainda a estimativa de vida do paciente com câncer de pulmão atendido no Inca. A probabilidade de o paciente estar vivo após cinco de acompanhamento médico, quando eles começaram o tratamento no estágio inicial, é de 25%. Enquanto para o estágio 4, o mais grave, quando o paciente já apresenta metástase, essa chance cai para 2,5%.

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Depressão poderá ser a doença mais comum do mundo

  • Correio 24h
  • 29 Ago 2016
  • 20:08h

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Em um mundo globalizado, com tanta modernidade, as pessoas estão cada vez mais se voltando para o trabalho, o crescimento profissional e uma independência financeira, e com isso a saúde está sendo deixada de lado. Infelizmente muitas das vezes esse comportamento causa solidão, e consequentemente uma tristeza, que quando não identificada logo, pode se aprofundar para uma depressão. Os sintomas dessa doença são muitos, e está cada vez mais presente na vida das pessoas, muitas vezes o estresse e a solidão são os fatores mais intensos para se transformar em uma depressão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2030 poderá ser a doença mais comum no mundo. Os números são alarmantes, mais de 5% da população mundial sofre de depressão, e as mulheres são as mais atingidas. As causas vão da genética, ao consumo de drogas, e até mesmo a morte de uma pessoa querida. Essa tristeza profunda causa um desequilíbrio hormonal no cérebro e a partir desse momento o médico precisa ser acionado para reverter o quadro. A psicóloga Sarah Lopes, do Hapvida, esclarece sobre os sintomas, tratamentos e dados da OMS.

1. No que consiste a depressão e quais as semelhanças e diferenças com a tristeza?

A depressão, de um modo geral, consiste em um estado em que o indivíduo se encontra em um desanimo e, sem motivo aparente, não vê razão para viver, não sente prazer nas pequenas coisas que a vida oferece. A tristeza é um sentimento passageiro e, geralmente, possui uma razão, uma causa, ou alguma preocupação. As principais diferenças são o tempo que a “tristeza” permanece e em relação ao motivo que levou o indivíduo a passar por este momento. As semelhanças permeiam no estado de animosidade, ou seja, não há energia ou forças, para que o sujeito possa fazer algo por si ou por outros, como se houvesse um bloqueio mental a ponto de não perceber o que está à sua volta ou como se não conseguisse enxergar uma solução para os problemas que surgem.

2. Quantas pessoas sofrem de depressão no Brasil? Se sim, a que você atribui para esse número de caso?

Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde – cerca de 121 milhões de pessoas sofrem de depressão no mundo, e mais de 10 milhões no Brasil, sendo nosso país o líder neste ranking, entretanto, estes números são obtidos através de uma estimativa de dados cruzados com a previdência, porém, existem os casos que não são contabilizados, tão pouco se tem conhecimento, como agricultores, idosos ou pessoas que não possuem acesso a informação. Na Bahia, 413 mil foram contabilizados pelo Ministério da Saúde. Esse número representa 19,7% da população maior de 18 anos. O crescimento do número de casos de depressão está diretamente ligado ao estilo de vida, ao histórico familiar, as pressões do mundo moderno, como também o acesso da população aos sintomas e a procura por ajuda. Quando falo sobre o estilo de vida, falo sobre pessoas que são muito rígidas consigo e com os outros, ansiedade, pessoas que não puderam realizar algo que gostariam, e sente-se amarguradas ainda por isso, pessoas que culpam seus pais por algo ou se culpam... Enfim, é preciso olhar para o que pode ser feito agora!

3. Como identificar os sinais?

Geralmente, os sintomas da depressão são: irritabilidade, impaciência, desânimo, tristeza, dificuldade para realizar as tarefas simples do dia-a-dia, sensação de angústia, dificuldade em sentir alegria, medo, insegurança, pensamentos negativos, insônia. Claro que tudo depende do grau, e ainda assim, nenhum destes sintomas de forma isolada pode caracterizar a depressão, é necessário fazer uma avaliação com o paciente, saber quanto tempo apresenta estes sintomas e, em alguns casos pode aparecer desejo de morrer ou até mesmo ideias paranoicas, distorção da realidade, alucinações e etc. Ainda assim, é importante frisar que é indispensável procurar um profissional ao perceber alguns destes sintomas persistindo por mais de duas semanas.

4. Quais os caminhos para o tratamento? Como o esporte e o Hapvida +1K podem ajudar?

Inicialmente, procurar profissionais capacitados como psicólogo ou psiquiatra para iniciar o tratamento mais adequado para cada caso, o uso de medicação pode ser indicado dependendo do grau e do tempo em que o indivíduo encontra-se nesta situação. Outras terapias também são válidas, desde que o paciente sinta-se bem. A atividade física contribui positivamente para a evolução do tratamento. Ao se exercitar, nosso cérebro libera substâncias (endorfina e serotonina) necessárias para o controle das emoções, causando uma sensação de bem estar, semelhante a sensação que sentimos ao comer chocolates, entretanto, para que esta atividade possa ter este efeito positivo, deve-se manter uma regularidade nos exercícios, como se fosse um remédio, para que o organismo possa se habituar a liberar estas substâncias com frequência, assim, aos poucos os sintomas depressivos serão minimizados. Mesmo sabendo que os indivíduos com depressão não possuem ânimo para se exercitar, é preciso dar o primeiro passo.

5. Por que a pessoa com depressão não consegue se curar sozinha?

Algumas pessoas, por estímulo da família e amigos, acabam saindo da depressão sem ao certo saber que estavam doentes, porém, existe realmente uma dificuldade para sair do estado depressivo. Percebam que a depressão não “é”, ela “está”, ou seja, é um momento passageiro, muitas pessoas conseguem eliminar ou minimizar os sintomas consideravelmente, ainda assim, qualquer pessoa está sujeita a apresentar os sintomas ou ela pode voltar em outro momento, ou pode nunca mais voltar. O mais importante é que as pessoas não estejam apegadas ao rótulo da depressão, até porque existe um estigma, um preconceito muito grande com as pessoas que estão com este transtorno e, só quem sofre é que tem condições de dizer quão doloroso é não ter ânimo por algo tão precioso como a vida, ou ainda, é importante também não se apegar ao tempo em que está doente. Cada um tem seu tempo e seus dilemas, então não há uma receita para a depressão, o que se pode dizer é que, deve-se viver cada minuto da melhor forma possível, transmitindo amor e empatia mesmo nos momentos mais adversos.

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Estudo aponta que selfies aumentam infestação de piolhos em escolas

  • 29 Ago 2016
  • 19:06h

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O hábito de tirar selfies pode ser a causa do aumento no número de piolhos entre alunos do ensino médio na Holanda, de acordo com um estudo do Instituto Nacional de Saúde Pública e Meio Ambiente (RIVM). "Acredito que a razão é o comportamento dos estudantes do ensino médio. Há muitos abraços e, quando fazem selfies, o cabelo de um entra em contato com o dos demais e permite a transferência dos insetos", afirmou a especialista Desiree Beaujean em entrevista à rede de TV local RTL. Um relatório mostrou, segundo o G1, que 28% de alunos do primário e 19% do ensino médio no país têm piolhos. Na tentativa de solucionar o problema, o RIVM sugeriu novas campanhas de prevenção e conscientização. "Os pais precisam saber que existem piolhos nas escolas do ensino médio", ressaltou Desiree. Com a participação de 2 mil voluntários, o estudo identificou que 3/4 das infecções acontecem em meninas, que geralmente têm cabelos mais longos que os meninos. O RIVM ainda descobriu que um em cada dez adultos tem piolho.