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Ministério da Saúde diminui número mínimo de médicos por UPA

  • 29 Dez 2016
  • 16:16h

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O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (29) que irá flexibilizar regras para o funcionamento das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Com as novas regras, cada unidade poderá ter no mínimo dois médicos. Antes, era exigido o número mínimo de quatro médicos por unidade.  Caberá ao gestor municipal definir o número de profissionais na equipe. A partir do tamanho da equipe médica, será estabelecido o valor de custeio que será repassado ao município. Uma UPA com dois profissionais, por exemplo, receberá um incentivo financeiro para custeio de R$ 50 mil enquanto uma com nove profissionais receberá R$ 250 mil.  "É melhor dois [médicos] do que nenhum. O Brasil precisa cair na real. Não temos mais capacidade de contratar pessoal", disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros, ao anunciar as novas regras. "É melhor essa UPA funcionando com um médico de dia e um de noite do que ela fechada", completou.

De acordo com o ministério, também está previsto o compartilhamento de equipamentos entre as UPAs, no intuito de otimizar a estrutura disponível no município. Para Barros, as novas regras devem incentivar a conclusão de UPAs em todo o país. Dados da pasta apontam que, atualmente, 275 unidades estão em obras, enquanto 165 já foram concluídas, mas não foram abertas. Muitos prefeitos, segundo o ministro, evitam entregar o certificado de conclusão de obra da UPA por causa da exigência de um prazo máximo de 90 dias para que a unidade comece a atender. "As UPAs estão fechadas. Estamos colocando em atendimento e abrindo para a população", disse. "É simples o raciocínio. É senso prático", acrescentou. A expectativa do governo federal é que a capacidade de atendimento das atuais 520 UPAs praticamente dobre em todo o país, chegando a 960 unidades em funcionamento. "Estou absolutamente seguro de que estamos fazendo o melhor para a saúde", afirmou Barros, ao destacar que as mudanças foram aprovadas na comissão tripartite, que inclui representantes das secretarias estaduais e municipais de Saúde. A portaria deve ser publicada nesta sexta-feira (30) no Diário Oficial da União.

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Mais da metade das brasileiras evitaram gravidez em 2016 devido à epidemia de zika

  • 28 Dez 2016
  • 18:02h

(Foto: Reprodução)

A epidemia de zika levou 56% das brasileiras a evitarem uma gravidez, de acordo com estudo desenvolvido na Universidade de Brasília. Foi realizada uma pesquisa nacional, em junho deste ano, com entrevistas realizadas pessoalmente para coletar dados sobre saúde reprodutiva e gravidez, além de uma urna na qual as mulheres informavam suas experiências de aborto. Do total de 2.002 mulheres urbanas, alfabetizadas e com idade de 18 a 39 anos, apenas 27% afirmaram não ter tentado evitar uma gestação devido ao vírus. Segundo o site UOL, outras 16% disseram não estar planejando uma gravidez independentemente do vírus. Mulheres que vivem no norte do país foram as que mais tentaram evitar gravidez (66%), em comparação àquelas que residem mais ao sul (46%). Não foi observada nenhuma diferença com relação à religião. "O governo brasileiro precisa colocar a preocupação com a saúde reprodutiva no centro de sua reação (a zika), inclusive revendo sua criminalização contínua do aborto", afirmou a líder do estudo, Débora Diniz.

Carga de remédios contra câncer avaliada em R$ 5 mi que seriam usados no SUS é roubada

  • 27 Dez 2016
  • 20:03h

(Foto: Reprodução)

Uma carga de R$ 5 milhões de medicamentos usados no tratamento de leucemia crônica e no combate a tumores gastrointestinais desapareceu em Niterói, Rio de Janeiro. O caminhão estava indo do Instituto Vital Brazil (IVB) para a Secretaria estadual de Saúde de São Paulo e era transportado pela empresa Airway Ltda. Foram 86.450 comprimidos de 400 miligramas de Imatinibe furtados; os medicamentos seriam distribuídos para o Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com O Globo, a carga desapareceu no dia 16 de novembro mas a transportadora só comunicou às autoridades cinco dias depois. Em clínicas privadas, o uso do remédio chega a custar R$ 10 mil mensais.

Nutrólogo alerta sobre a importância do consumo de vitaminas

  • 25 Dez 2016
  • 14:02h

Suplementos vitamínicos são recomendados em caso de deficiência no organismo e com orientação médica.

As vitaminas, consideradas nutrientes essenciais para o bom funcionamento do nosso organismo, não são produzidas por nós. No entanto, necessitamos delas em vários processos metabólicos. Murilo Safira, nutrólogo do Hapvida, afirma que é essencial sabermos onde encontrá-las e a importância de cada uma dentro de nosso organismo. “Além disso, vale ressaltar que as vitaminas são importantes na medida certa, tendo a quantidade calculada pela idade e necessidade de cada pessoa”, diz o nutrólogo. Segundo Murilo, ao contrário do que muitos pensam, as vitaminas não fornecem energia ao organismo. “O que ocorre é que elas facilitam as reações químicas que geram energia e promovem o crescimento e desenvolvimento corporal, e isso confunde muita gente”, afirma. As vitaminas estão envolvidas com a prevenção de doenças, lesão de tecidos e envelhecimento precoce, melhora do sistema imunitário e reprodução, entre outros. O organismo não é capaz de sintetizar vitaminas e, portanto, temos que obtê-las necessariamente da alimentação. As principais fontes de vitaminas são as frutas, os legumes, verduras, carnes e leite, mas vale o alerta do nutrólogo: 

“Não adianta consumir qualquer coisa. As vitaminas são encontradas em alimentos saudáveis, de boa qualidade, e se ingeridas na quantidade diária recomendada”. No que diz respeito aos suplementos vitamínicos, eles também são recomendados em caso de deficiência no organismo, e vale ressaltar que neste caso, também, há a exigência de ser em conjunto com a boa alimentação. “Suplemento apenas não traz resultado nenhum. É preciso uma disciplina sempre com o consumo de alimentos saudáveis”, alerta Safira. Tomar um bom café da manhã, almoçar e jantar corretamente, além de lanches saudáveis nos intervalos das principais refeições continua sendo a forma mais natural de mantermos uma vida saudável, inclusive em conjunto com as vitaminas, tão essenciais para o nosso organismo.Principais vitaminas para o corpo humano As vitaminas são nutrientes importantes para o nosso organismo. A melhor maneira de consumir as vitaminas necessárias para o bom funcionamento do corpo é fazer uma alimentação saudável e variada. A suplementação vitamínica com comprimidos é uma alternativa para prevenir ou tratar a falta de vitaminas e suas consequências, apesar de consumo de complexos vitamínicos não devam substituir uma boa alimentação e, sobretudo, devem ser utilizados após orientação e supervisão médica.

Vitamina A

Vitaminas do Complexo B: B1 (tiamina), B2 (riboflavina), B3 (niacina), B5 (ácido pantotênico) B6 (piridoxina), B7 (biotina), B9 (ácido fólico) e B12 (cobalamina).

Vitamina C

Vitamina D

Vitamina E

Vitamina K 

 

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Testes apontam vacina contra ebola como altamente eficaz

  • 24 Dez 2016
  • 18:01h

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Um estudo publicado na The Lancet na quinta-feira (22) apontou que uma vacina experimental que está sendo produzida contra o vírus ebola se mostrou 100% eficaz. A vacina foi aplicada em 5.800 pessoas que tiveram contato com algum paciente ou com o próprio vírus na Guiné. A vacina foi aplicada imediatamente ou até três semanas depois e, após 10 dias, nenhum caso da doença foi registrado. Entre os que não receberam imediatamente a vacina, 23 casos de ebola foram identificados. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que os resultados preliminares eram um "desenvolvimento extremamente promissor". A empresa Merck, Sharp & Dohme garantiu que 300 mil doses da vacina estarão disponíveis caso haja um novo surto de ebola. O licenciamento da vacina será submetido até o final de 2017.

Dermatologista alerta sobre combate ao câncer de pele durante o verão

  • 24 Dez 2016
  • 12:02h

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Com a chegada do verão, nesta quarta-feira (21), aumentam as atividades realizadas ao ar livre e a necessidade de cuidados com a pele. Neste período, a Sociedade Brasileira de Dermatologia promove a campanha Dezembro Laranja, na tentativa de conscientizar a população sobre o combate e prevenção ao câncer de pele. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pele não-melanoma é o tipo mais frequente no Brasil e corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no país. Sintomas como sinais que aumentaram ou modificaram suas características em curto período de tempo, bordas assimétricas, múltiplas colorações variando do marrom, preto, avermelhado, azulado e manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram devem ser observados, alertou a dermatologista do Hapvida, Marcela Vidal. "Todos esses sinais devem ser investigados e, na dúvida, é preciso procurar um especialista", ressaltou. A médica lembrou ainda que é fundamental o conhecimento sobre os potenciais fatores de risco da doença. Pessoas com pele e olhos claros, ruivos, com múltiplos sinais, pacientes com que fazem uso de medicamentos que comprometem a imunidade, profissionais que trabalham expostos à radiação ou agentes químicos, portadores de úlceras (ferimentos) crônicas possuem mais probabilidade de desenvolver a doença. "Ainda assim, as pessoas que convivem sob exposição direta a raios ultravioletas do sol são mais vulneráveis, por isso é tão importante o uso do protetor solar", explicou.

Anvisa libera teste que permite diagnóstico simultâneo de zika, dengue e chikungunya

  • 23 Dez 2016
  • 19:02h

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou o registro ao primeiro teste que irá diagnosticar simultaneamente a zika, dengue e a chikungunya. O teste foi desenvolvido por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBPM). O teste, batizado de Kit Nat, identifica o DNA dos três vírus em uma única amostra de sangue, sem a necessidade de fazer três exames separados. O Ministério da Saúde encomendará a produção de 500 mil kits até o fim do ano para distribuir no Sistema Único de Saúde (SUS) no país, e acordo com a Fiocruz. O teste tem o custo estimado de R$66,33 por teste, o kit será oferecido pelo SUS.

Estudo aponta aumento de 1.000% em casos de remédios conseguidos no SUS via Justiça

  • 17 Dez 2016
  • 18:01h

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Estudo feito pelo Instituto de Estudos Econômicos (Inesc) aponta que os gastos com remédios oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) mediante ação judicial cresceu mais de 1.000% em sete anos, passando de R$103 milhões em 2008 para R$1,1 bilhão em 2015. O levantamento também aponta que, em 2008, os medicamentos entregues por via judicial representaram 1% do orçamento de medicamentos do Ministério da Saúde, enquanto em 2016 saltou para quase 8%. "Isso tem impactos para outros setores do Ministério da Saúde, como o fornecimento de medicamentos da atenção básica e para o tratamento de pacientes com DST/Aids, cujos orçamentos tiveram variação limitada no período", diz o estudo, segundo a Agência Brasil. "Os juízes de primeira instância ainda tratam os pedidos de medicamentos sempre como algo para salvar a vida de alguém, então concedem, sem conhecimento técnico. O direito a vida é sim essencial, mas o problema é muito amplo", afirmou uma das autoras do estudo, Grazielle David. Entre os tratamentos pedidos em ações na justiça, estão alguns de alto custo, que não têm segurança e eficácia aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitário (Anvisa) e, portanto, não podem ser comercializados no Brasil, mas que muitas vezes são a única esperança de cura para um paciente. Uma ação em julgamento no Supremo Tribunal Federal deverá decidir se a rede pública deve ou não conceder este tipo de medicamento.

BNDES aprova R$ 97,2 milhões para desenvolvimento de vacina contra dengue

  • 16 Dez 2016
  • 20:03h

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou apoio no valor de R$ 97,2 milhões ao Instituto Butantan para desenvolvimento da vacina tetravalente contra a dengue. Os recursos fazem parte do Fundo Tecnológico do BNDES (BNDES Funtec), uma forma de apoio financeiro não reembolsável a projetos de pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e inovação. O ensaio clínico em desenvolvimento pelo Instituto Butantan tem o objetivo de avaliar a eficácia e segurança da vacina em um grupo abrangente de voluntários. O estudo será integralmente realizado no Brasil, em parceria com o Instituto Adolfo Lutz e 14 centros de pesquisa, sob coordenação da USP, envolvendo aproximadamente 17 mil voluntários.

63% dos municípios não aderiram a prontuário eletrônico; 456 podem ter recurso suspenso

  • 15 Dez 2016
  • 07:02h

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O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (14) que 63% dos municípios brasileiros ainda não usam prontuário eletrônico nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). No total, 3.510 municípios não aderiram à exigência da pasta. Destes, 456 não apresentaram justificativa e podem ter um total de R$ 29,6 milhões suspensos em janeiro de 2017. O prazo para adesão ao novo projeto foi até o último dia 10, com previsão de repasse vinculado ao envio dos dados ao governo federal. Foi estabelecido um prazo de dois meses para que a situação seja justificada e o recurso solicitado de forma retroativa. Entre as unidade que tiveram a não-adesão justificada, o principal problema apontado foi a falta de equipamentos, que afeta 84,9%. Já 75% das unidades apontaram baixa capacidade de profissionais para uso da tecnologia, enquanto 73,9% justificaram com falta de conectividade. O ministério afirmou que fornecerá infraestrutura e treinamento para os municípios conseguirem se integrar.

2016 já teve mais de 1,9 milhão de casos de dengue, chikungunya e zika

  • 14 Dez 2016
  • 19:02h

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O Brasil já registrou 1.946.765 casos de dengue, zika e chikungunya só em 2016. Foram 1.475.940 casos de dengue, 259.928 casos de chikungunya e 210.897 casos de zika, segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde que leva em conta os casos notificados até 28 de novembro. Ao todo, 734 pessoas morreram em decorrência desses três vírus. Veja a situação de cada doença:

Dengue

Antes de chegar ao fim do ano, 2016 já é o segundo ano com maior número de casos de dengue na história, atrás apenas de 2015, que teve 1.649.008 ocorrências. Os registros da doença começaram a ser feitos em 1990. Até o fim de novembro, 590 pessoas morreram por dengue e 812 tiveram casos graves. O estado mais seriamente afetado por dengue é Minas Gerais, com 526.064 casos, mais de um terço do total do país. São Paulo e Goiás vêm em seguida, com 204.568 e 113.098 casos respectivamente.

 

Chikungunya

O chikungunya, identificado no Brasil em 2014, cresceu em 727,3% em comparação ao mesmo período de 2015: de 31.418 para 259.928 casos. Ocorreram 138 mortes por chikungunya ao longo do ano. Os meses mais críticos foram fevereiro e março, com novo pico em maio. O estado mais afetado este ano é a Bahia, com 50.236 casos, seguida de Pernambuco, com 46.484, e Ceará, com 44.596.

Zika

Já o zika, identificado pela primeira vez no Brasil em abril de 2015, atingiu mais severamente o Rio de Janeiro, onde 66.925 foram infectadas, seguido por Bahia, com 51.033 e Mato Grosso, com 22.090. A doença matou 6 pessoas. Do total de 210.897 registros, houve 10.608 casos confirmados em grávidas. O pico da doença foi registrado entre fevereiro e março. O Ministério da Saúde divulgou o boletim nesta quarta-feira depois de ficar dois meses sem divulgar novos números sobre dengue, zika e chikungunya. As últimas informações publicadas se referiam aos casos até 17 de setembro.

 

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Com supercomputadores, Ministério da Saúde quer viabilizar prontuário eletrônico nacional

  • 13 Dez 2016
  • 07:02h

(Foto: Reprodução)

O Ministério da Saúde investiu R$ 67 milhões na compra de três supercomputadores capazes de processar todas as informações e lançamentos do SUS simultaneamente (leia mais aqui). De acordo com o governo federal, os equipamentos vão ampliar em até 10 vezes o armazenamento de dados e permitir a unificação de todos os sistemas de informática da saúde. Com isso, o ministério espera integrar em todo território nacional o uso dos recursos e o histórico de atendimento dos pacientes, além de reduzir gastos públicos, com manutenção dos sistemas e melhoria da gestão da saúde. 

Os supercomputadores vão integrar nacionalmente informações de prontuário eletrônico, do Cartão Nacional de Saúde (CNS), do Registro Eletrônico em Saúde, entre outros serviços informatizados. Atualmente apenas três órgãos públicos têm equipamentos com a mesma capacidade: Serpro, Dataprev e Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Os supercomputadores são uma base para a implantação do Registro Eletrônico em Saúde, onde estarão os prontuários eletrônicos, além de ser um controle de qualidade e avaliação dos serviços públicos de saúde no país”, declarou o ministro Ricardo Barros. No dia 10 de dezembro, foi encerrado o prazo para a adoção do prontuário eletrônico nas unidades básicas de saúde. Com a plataforma digital, todos os serviços de saúde da cidade deverão acompanhar o histórico, os dados e resultado de exames dos pacientes, verificar em tempo real a disponibilidade de medicamentos ou mesmo registrar as visitas de agentes de saúde, melhorando o atendimento ao cidadão. A transmissão 100% digital dos dados da rede municipal à base nacional permitirá ainda que o Ministério da Saúde verifique online como está sendo investido cada real do SUS na saúde do brasileiro.

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Apenas um cigarro por dia é suficiente para aumentar risco de morte prematura

  • 11 Dez 2016
  • 18:03h

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Até mesmo quem fuma apenas um cigarro por dia corre maior risco de sofrer uma morte prematura, em comparação a pessoas que nunca fumaram. De acordo com pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI), um cigarro ou menos diariamente ao longo da vida aumenta em 64% o risco de morte prematura. Já entre os que fumam de um a dez cigarros por dia, o risco chega a 87%. "Os resultados deste estudo confirmam a vigência das advertências contra o tabaco e o fato de que não existe um nível (de consumo) sem riscos", afirmou Maki Inoue-Choi, diretora da Divisão de Epidemiologia do Câncer do NCI e autora principal do trabalho. Segundo o jornal O Globo, a pesquisa apontou que a mortalidade prematura entre fumantes leves está relacionada principalmente ao câncer de pulmão. Os cientistas analisaram dados médicos de mais de 290 mil adultos com idades entre 59 e 82 anos, dos quais 22.337 (7,7%) fumavam, 156.405 (54%) eram ex-fumantes e 111.473 (38,4%) nunca tinham fumado. Do total de fumantes, 159 consumiam menos de um cigarro por dia em média ao longo da vida, enquanto 1.500 relataram consumir entre um e dez cigarros por dia.

Testes de vacina contra dengue são iniciados pelo Instituto Butantan

  • 11 Dez 2016
  • 15:02h

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O Instituto Butantan realizou nesta terça-feira (6), em Belo Horizonte, o lançamento oficial dos testes clínicos da vacina contra a dengue. Outras doze cidades já estão com os testes em andamento. A previsão é de que o imunizante possa ser disponibilizado ao público até 2018. "Com os vírus vivos, a resposta imunológica tende a ser mais forte, mas, como estão enfraquecidos, eles não têm potencial para provocar a doença", explicou Jorge Kalil, diretor do Instituto Butantan, sobre a vacina produzida. Segundo a Agência Brasil, os testes em Belo Horizonte são realizados em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Até agosto de 2017, 1.222 pessoas serão recrutadas como participantes. Dois terços receberão a vacina e um terço receberá placebo, que não possui o vírus e assim não tem efeito. Nenhum deles terá conhecimento se foi aplicada vacina ou placebo. Durante cinco anos, os participantes serão monitorados para avaliar se houve proteção em quem recebeu o imunizante. Ao todo, serão envolvidos 17 mil voluntários em 13 cidades das cinco regiões do Brasil. Esta é a terceira fase de testes com a vacina e a última necessária para submetê-la à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Uma vez aprovado, o imunizante poderá finalmente ser produzido em larga escala e chegar às unidades de saúde. Os dados disponíveis até agora nas duas primeiras fases indicam que ele é seguro e eficaz, induzindo o organismo a produzir anticorpos de maneira equilibrada contra os quatro tipos de vírus da dengue.

Medo de preconceito é um dos motivos para que pessoas não busquem tratamento de HIV

  • 11 Dez 2016
  • 12:02h

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O primeiro caso de HIV foi notificado na Bahia em 1984. Até novembro deste ano, o estado já registrou 27.523 casos, dos quais 63% são do sexo masculino, de acordo com dados da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab). Em entrevista ao Bahia Notícias, a coordenadora de Vigilância e Controle de Agravos da pasta, Maria Aparecida Rodrigues, do total de pessoas com Aids no estado, 70% estão em tratamento. "Existem vários motivos para que as pessoas diagnosticadas não realizem o tratamento, entre eles estão a não aceitação do diagnóstico, medo de sofrer estigma, preconceito ou discriminação. No momento do diagnóstico, as pessoas não têm nenhuma doença e acham que não há necessidade de usarem a medicação", citou. 

Entre 2005 e 2016, a Bahia registrou 6.160 mortes de pessoas com Aids, o que em grande parte das vezes está relacionado à ausência de tratamento, que pode ser realizado integralmente via Sistema Único de Saúde (SUS). "O primeiro passo é o diagnóstico. O diagnóstico pode ocorrer na rede pública ou na privada. O SUS oferece esse atendimento gratuito na rede básica de saúde. Com o diagnóstico positivo o usuário deverá ser encaminhado para os Serviços de Atenção Especializada (SAE) que estão distribuídos tanto em Salvador quanto no interior", explicou Maria Aparecida. Ainda assim, a coordenadora ressaltou a necessidade de melhorar o acesso ao tratamento. Leia a entrevista completa! Boletim do Ministério da Saúde mostrou que cerca de 260 mil brasileiros sabem que estão infectados por HIV, mas não realizam o tratamento (veja aqui). Como estão esses números na Bahia?
Na Bahia, em junho, tínhamos aproximadamente 70% das pessoas vivendo com Aids em tratamento. Os serviços estão envidando esforços para trabalharem junto a esses pacientes que não estão em tratamento, visando verificar a razão e tentar sanar as dificuldades para a adesão. O tratamento para HIV/Aids está disponível na rede SUS, assim o acesso é gratuito.
 
Qual seria o principal motivo para que pacientes com diagnóstico de HIV/Aids não busquem tratamento?
Existem vários motivos para que as pessoas diagnosticadas não realizem o tratamento, entre eles estão a não aceitação do diagnóstico, medo de sofrer estigma, preconceito ou discriminação, no momento do diagnóstico as pessoas não têm nenhuma doença  e acham que não há necessidade de usarem a medicação. Em alguns locais, ainda pode existir dificuldade de acesso. O medo de sofrer estigma, preconceito ou discriminação faz com que comunicar o diagnóstico para outras pessoas do convívio social e familiar seja uma decisão difícil, cujo ato, muitas vezes,  ainda é evitado e adiado. Nessa perspectiva, pessoas que descobrem a soropositividade veem-se diante de dúvidas e dilemas; se vale a pena, como, quando e para quem comunicar sobre o diagnóstico. O segredo sobre o HIV pode ter impacto negativo na adesão ao tratamento, na medida em que a pessoa receia que terceiros desconfiem de sua soropositividade ao descobrirem que usa determinados remédios, por exemplo. Assim, esconder o diagnóstico pode significar deixar de fazer muitas coisas do próprio tratamento, como exemplo, ir às consultas, fazer exames, pegar os medicamentos e tomá-los nos horários e doses recomendados. Portanto, assumir a condição de pessoa vivendo com HIV/Aids e compartilhar o diagnóstico com pessoas de confiança do convívio sócio familiar, podem favorecer a adesão adequada e o autocuidado.
 
Como é o processo para realizar tratamento contra HIV? Onde o paciente pode buscar ajuda?
O primeiro passo é o diagnóstico. O diagnóstico pode ocorrer na rede pública ou na privada. O SUS oferece esse atendimento gratuito na rede básica de saúde. Com o diagnóstico positivo o usuário deverá ser encaminhado para os Serviços de Atenção Especializada (SAE) que estão distribuídos tanto em Salvador quanto no interior. Nesse caso, os municípios conhecem a Rede de Referência e faz esse encaminhamento para o SAE de sua abrangência, ou seja, para o serviço mais próximo da residência do usuário. Após o atendimento o tratamento deve ser iniciado imediatamente. 

Como está a Bahia no cenário da estratégia 90-90-90? Os números alcançados até agora são satisfatórios?
A Bahia tem até 2020 para atingir a meta 90-90-90 estabelecida. A meta consiste em ter 90% das pessoas com HIV diagnosticadas; deste grupo, 90% seguindo o tratamento; e, dentre as pessoas tratadas, 90% com carga viral indetectável. Ainda não temos com medir o impacto da meta 90-90-90. Assim no contexto da implantação da estratégia (meta) 90-90-90: quanto 90% das pessoas testadas temos um aumento de unidades realizando os testes, ou seja, facilitando o  acesso para as pessoas testarem; quanto a 90% destas tratadas e 90% das pessoas tratadas com carga viral indetectável,  estamos empreendendo esforços  para o alcance  das metas;  aumentamos o número de serviços assistenciais e de unidade dispensadoras de medicamento. E temos incentivado o trabalho com adesão. Ainda precisamos avançar muito.
 
O que a senhora vê como o principal impedimento, por parte do sistema, para que as pessoas busquem ajuda? O que precisa ser melhorado?
Precisamos falar mais sobre o tema, nisso, incluo os meios de comunicação, colocar a importância da realização do diagnóstico precoce e, se resultado o resultado for positivo, início imediato do tratamento. Dar pauta para falar de prevenção. Precisamos melhorar o acesso, mas é necessário levar em conta que às vezes ter a informação e ter o serviço não é sinônimo de mudança de atitude ou de ação por parte dos sujeitos envolvidos.

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