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30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com a síndrome de Burnout

  • 02 Abr 2017
  • 14:09h

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Exaustão emocional, dores de cabeça e musculares, trabalho excessivo são alguns dos sintomas associados constantemente ao estresse do dia a dia. Se esse fosse o principal problema o tratamento até seria mais fácil, mas todas essas características podem ser alguns dos sinais da síndrome de Burnout, que é conhecida como a síndrome do esgotamento profissional. De acordo com pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma), 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem com o problema. Com o mercado de trabalho cada vez mais competitivo e o alto índice de demissões no país, os profissionais sentem uma cobrança diária por melhores qualificações e bons resultados. Por sentirem-se pressionadas, as pessoas assumem altas cargas de trabalho para superar as expectativas das empresas, como afirma a psicóloga do Hapvida Saúde, Lívia Vieira. Segundo a especialista, esses profissionais transformam as suas vidas no trabalho e, quando não conseguem o reconhecimento esperado, perdem o estímulo para desempenhar a sua função. “Esta desmotivação advém da falta de reconhecimento, ou seja, o trabalhador obstinado, que faz de tudo para se destacar em seu emprego, se doa, procura dar o seu melhor e sua meta é ser o melhor, sua vida se torna seu trabalho. 

Sua obstinação é tanta que passa a medir sua autoestima pela capacidade de sucesso profissional, mas não se sente valorizado como gostaria”, explica. Com tanto esforço, é natural que em algum momento o estresse aumente e o corpo adoeça, podendo mudar o percurso e chegar a um nível severo de depressão. “Após tanto se doar, a sua capacidade física e mental começa a ficar debilitada, cansada, com estresse em fase aguda, o que afeta a mente, o psicológico e o corpo literalmente adoece, pois toda essa situação diminui a imunidade”, afirma. A intensidade da doença varia de acordo com a carga que cada pessoa se impõe e nas suas cobranças internas. Algumas profissões, como é o caso dos bombeiros, policiais, professores, bancários, médicos e enfermeiros, exigem mais dos trabalhadores e estão entre as que mais afetam profissional com a síndrome de Burnout. Segundo a psicóloga, as possibilidades de tratamento variam de acordo com o estágio da doença, pois em alguns casos o problema pode ser resolvido com auxílio de um psicólogo e em outros é preciso tratar com medicamentos. Para diminuir os riscos, o fundamental é trabalhar em um local que proporcione satisfação.

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Segunda rodada de testes de vacina contra o zika apresenta resultados promissores

  • 01 Abr 2017
  • 18:04h

(Foto: Reprodução)

Uma vacina experimental contra o Zika vírus, desenvolvida pelas Instituições Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, mostrou resultados promissores em testes com humanos. O Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas realizou uma segunda rodada de testes nesta semana para verificar a segurança da vacina em humanos, bem como sua capacidade de estimular uma resposta do sistema imune e sua eficácia contra o zika. O estudo deve envolver cerca de 2.500 participantes em seis diferentes países americanos. Os primeiros resultados poderão ser disponibilizados ainda neste ano, segundo Anthony Fauci, diretor do instituto. As vacinas com tecnologia genética podem ser rapidamente desenvolvidas e manufaturadas ao inserir genes relacionados a determinados vírus e bactérias em trechos de DNA sintético. As vacinas tradicionais são desenvolvidas a partir do cultivo de vírus e bactérias, num processo que pode levar meses. Se os testes forem positivos, a doença do zika pode ser a primeira a contar com uma vacina de DNA aprovada para uso humano. 

Fosfoetanolamina: Instituto do Câncer suspende novos testes

  • 31 Mar 2017
  • 20:06h

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O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) anunciou nesta sexta-feira (31) que decidiu suspender a inclusão de novos pacientes nos testes clínicos com a fosfoetanolamina, composto polêmico que ficou conhecido como "pílula do câncer", devido à ausência de "benefício clínico significativo" nas pesquisas realizadas até o momento. Ao todo, 72 pacientes, de 10 diferentes grupos de tumores, foram tratados até o momento nesse estudo da fosfoetanolamina. Destes, 59 tiveram suas reavaliações, e 58 não apresentaram resposta considerada objetiva pelos médicos. Apenas um paciente, que tem melanoma, apresentou uma resposta ao tratamento - uma redução de mais de 30% do tamanho das lesões tumorais. "Neste momento o estudo tem se revelado muito aquém em termos de taxa de resposta. Conversamos com a comissão que acompanha o estudo a pedido do professor Gilberto [Chierice]. Fizemos reuniões internas extensas sobre o que fazer com esses resultados neste momento e achamos mais prudente suspender a inclusão de novos pacientes no estudo", disse o diretor-geral do Icesp, Paulo Hoff, que supervisionou a pesquisa.

Ministério da Saúde estuda fracionar doses da vacina da febre amarela para imunizar mais pessoas

  • 31 Mar 2017
  • 18:14h

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Ministério da Saúde estuda fracionar as doses da vacina da febre amarela para imunizar um número maior de pessoas com o mesmo número de doses, segundo o Bom Dia Brasil. Pelo país, os repórteres do Bom Dia Brasil se depararam com filas nos postos de vacinação. E, em muitos postos, as doses estão acabando antes do previsto. No Rio, a dona de casa Luciana Mattos está atrás da vacina para ela e a filha Clara, de dois anos, mas não está encontrando. "É o segundo posto hoje", disse Luciana.

De dezembro de 2016 até 17 de março deste ano, o Ministério da Saúde recebeu 1.561 notificações de casos suspeitos de febre amarela no Brasil. Destes, 448 foram confirmados, 850 são investigados e 263 foram descartados. Em Minas Gerais, o número de casos chega a 379. O Espírito Santo tem 93 e, São Paulo, 4. De acordo com o Ministério da Saúde, a taxa de letalidade da doença é de 32,1% e 188 municípios brasileiros tiveram febre amarela. Desde o início do surto, 144 pessoas morreram devido à doença no país. Por enquanto, não há confirmação de que a febre amarela tenha chegado às áreas urbanas, onde a transmissão iria ocorrer por meio do Aedes aegypti. Todos os casos ocorreram em áreas rurais, de mata ou silvestres, atingindo municípios do interior dos estados, de acordo com o Ministério da Saúde. Nessas regiões, os mosquitos que transmitem a doença são o Sabethes e o Haemagogus.

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Ministério da Saúde inclui ayurveda, quiropraxia, ioga e shantala entre as práticas no SUS

  • 29 Mar 2017
  • 12:25h

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Portaria do Ministério da Saúde, publicada nesta terça-feira (28) no Diário Oficial da União, incluiu 14 novas terapias alternativas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). Em janeiro, o ministério havia anunciado que esses procedimentos seriam oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Fram incluídas na PNPIC, segundo a portaria nº 849 desta terça-feira, a arteterapia, ayurveda, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa e ioga. A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementare do Ministério da Saúde foi criada em 2006 e instituiu no SUS abordagens da medicina alternativa, como fitoterapia, acupuntura, homeopatia, entre outras. Cada município é responsável por oferecer os serviços à população nas Unidades de Atenção Básica. No entanto nem todas as cidades oferecem a totalidade das terapias que constam no PNPIC, pois cada município pode optar por práticas em que há demanda. De acordo com o Ministério da Saúde, desde a criação em 2006 da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, mais de 5 mil estabelecimentos passaram a oferecer terapias alternativas.

Ibuprofeno e diclofenaco elevam em mais de 30% risco de infarto, diz estudo

  • Uol
  • 28 Mar 2017
  • 20:12h

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Remédios muito utilizados contra dores e inflamações e que podem ser comprados sem a necessidade de receita médica podem aumentar o risco de ataque cardíaco. O mais novo estudo alertando para esse efeito adverso mostra que o diclofenaco e o ibuprofeno elevam o risco de quem usa as pílulas sofrer uma parada cardíaca em 51% e 31%, respectivamente. Os resultados corroboram outras pesquisas que há anos associam o uso de antiinflamatórios não esteroides --conhecidos como Aines-- com maior chance de infarto. O aumento do risco é grave para aqueles que já têm alguma doença cardiovascular, como hipertensão. No Brasil, as bulas desses remédios já alertam para a necessidade de cuidados e acompanhamento médico para esses pacientes ao ingerirem os medicamentos (veja abaixo), além de restringirem a quantidade. De acordo com a pesquisa, publicada no European Heart Journal, todos os Aines existentes no mercado elevam o risco de problemas cardíacos . 

Os pesquisadores chamam a atenção para o fato de esses remédios ficarem expostos nas prateleiras e balcões das farmácias, podendo ser adquiridos sem orientação médica nenhuma. Em alguns países, as pílulas chegam a ser vendidas em supermercados e postos de gasolina. "Permitir que esses medicamentos sejam adquiridos sem receita médica e sem qualquer conselho ou restrição envia uma mensagem ao público de que eles são seguros", afirma Gunnar Gislason, professor da Universidade de Copenhague e coautor do estudo, em uma nota da Sociedade Europeia de Cardiologia. Em setembro do ano passado, um estudo no British Medical Journal já alertava sobre o aumento do risco de insuficiência cardíaca a que os Aines estavam associados. No caso do ibuprofeno, o limite máximo que garantiria um uso seguro é de 1.200 mg por dia, diz o estudo. A explicação para esse efeito colateral causado pelos Aine estaria na agregação das plaquetas no sangue. Esse efeito dos remédios pode levar à formação de coágulos, além de estreitar as artérias e aumentar a retenção de líquidos e a pressão arterial. 

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Ministério analisa incluir vacina da febre amarela para crianças no calendário

  • 28 Mar 2017
  • 07:07h

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O Ministério da Saúde estuda a inclusão da vacina contra a febre amarela no calendário rotineiro de imunização das crianças de todas as regiões do Brasil, não só das áreas consideradas endêmicas. A proposta é que já comece a valer a partir de 2018. As crianças receberiam duas doses - a primeira aos 9 meses e a segunda aos 4 anos. "Estamos estudando a possibilidade de introduzir a vacina. É preciso avaliar o risco-benefício. Você tem que colocar na balança qual o benefício de dar essa vacina (em áreas que não têm casos da doença). O benefício é que em longo prazo, em 20 anos, teremos toda a população do Brasil imunizada e não precisaremos fazer uma campanha. Vou vacinando gradativamente. Mas tem os riscos", afirmou a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, Carla Domingues. A mudança no cenário da transmissão de febre amarela está entre os fatores que os técnicos da pasta avaliam. "Não havia transmissão da doença no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Com idas e vindas da população o tempo todo, a pessoa que mora no Rio Grande do Norte (um dos Estados que não têm transmissão da doença) pode vir trabalhar no Rio ou em São Paulo; traz o filho pequeno. 

Há cinco anos, o cenário era outro. Temos que nos adaptar a esse outro cenário". O ministério avalia ainda os riscos da vacinação em massa. Os efeitos adversos da vacina, quando ela induz uma resposta excessiva do organismo e acaba levando ao desenvolvimento da febre amarela, ocorrem na proporção de um para 3 milhões de doses nos períodos de vacinação rotineira. Quando há um surto e a imunização é ampliada, essa proporção chega a um caso a cada 500 mil vacinados, explicou Carla. Atualmente, há 3.529 municípios com recomendação de imunizar a população contra a febre amarela - nesses, já funciona o esquema de vacinar crianças aos 9 meses e 4 anos. Outros 113 foram incluídos como áreas de vacinação prioritária por causa da transmissão da doença. A estimativa do ministério é que ainda tenham de ser vacinados 25,5 milhões de pessoas com idades entre 15 e 59 anos.

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USP de Ribeirão desenvolve fita adesiva que substitui agulha em anestesia bucal

  • 23 Mar 2017
  • 20:09h

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Os Pesquisadores da USP de Ribeirão Preto (SP) desenvolveram uma fita adesiva que promete acabar com o medo da injeção vivido por pacientes no dentista. O estudo feito pelos departamentos de farmácia e odontologia da universidade apontou eficácia no uso de um dispositivo biocompatível e biodegradável que libera um anestésico aos poucos e substitui a temida agulha no consultório.Os testes realizados até agora confirmam que a tecnologia proporciona ao paciente um alívio por pelo menos 50 minutos, garantido, inicialmente, para procedimentos menos invasivos como a raspagem periodontal, microcirurgias e extração de dentes de lei em crianças, além da própria picada da agulha. A ideia é continuar desenvolvendo o adesivo para que ele também seja aplicado em intervenções mais profundas como cirurgias de canal.Os pesquisadores estimam de um a cinco anos para que a inovação chegue ao mercado e seja produzida em escala industrial. Parte da pesquisa foi publicada nas revistas Colloids and Surfaces B: Biointerfaces e Biomedical Chromatography."Ele tem um efeito anestésico muito satisfatório, eliminando o uso de agulha. Outros procedimentos ainda vão se dar ao longo do desenvolvimento da pesquisa pra gente poder ter a certeza da utilização dessa fita adesiva com procedimentos mais invasivos", afirma Paulo Linares Calefi, um dos pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) que participaram do estudo.

Dois terços das mutações causadoras de câncer ocorrem devido a erros aleatórios de reprodução do DNA, diz estudo

  • 23 Mar 2017
  • 19:10h

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Cientistas da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, publicaram um estudo com evidências de que quase dois terços das mutações que causam câncer são erros aleatórios que aparecem quando o DNA é replicado na divisão celular e, portanto, não são ligados a fatores ambientais ou de herança genética.O artigo publicado na revista "Science" desta semana mostra que essa fração de mutações devido a erros aleatórios ocorre em 32 tipos de câncer. A análise dos pesquisadores está fundamentada em um modelo matemático que relaciona o sequenciamento de DNA com dados epidemiológicos de todo o mundo.O estudo ressalta que, geralmente, duas ou mais mutações genéticas críticas precisam ocorrer para o desenvolvimento de um câncer. Essas mutações que causam o câncer podem ocorrer devido a esses erros aleatórios de cópias do DNA, ao ambiente ou a herança genética."É conhecido que devemos evitar fatores ambientais, como fumar, para diminuir nosso risco de ter câncer. Não é tão conhecido, no entanto, que cada vez que uma célula normal se divide e copia seu DNA, pode gerar múltiplos erros", disse Cristian Tomasetti, professor da Johns Hopkins."Esses erros de cópia são uma fonte potente de mutações de câncer que, historicamente, foram subestimadas pela ciência. Esse novo trabalho fornece a primeira estimativa da fração de mutações causadas por esses erros", completou.

Bagaço de frutas cítricas contém altas concentrações de minerais fundamentais, diz estudo

  • 20 Mar 2017
  • 20:05h

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Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo, mostrou que o bagaço de frutas cítricas apresenta altas concentrações de cálcio, ferro e magnésio, minerais fundamentais para o funcionamento do organismo. A laranja e o limão contêm os maiores níveis. "Se uma pessoa comer cem gramas, ou um punhado, de bagaço em comidas como bolos e barras de cereais ou em vitaminas todo dia, o que não é muita coisa, ela já teria sua necessidade diária quase toda suprida. E isso é muito importante porque é comum que as pessoas tenham carência justamente desses nutrientes", afirmou a engenheira de alimentos Joyce Grazielle Siqueira Silva, líder do estudo, em entrevista ao jornal O Globo. Os bagaços fornecem 68% de cálcio, 35% de ferro e 83% de magnésio da ingestão diária necessária. "Hoje em dia, algumas pessoas já usam cascas em seus preparos, mas a farinha de resíduos cítricos ainda é desconhecida. E ela poderia também ser usada em receitas, a fim de melhorar não somente o sabor, mas ainda com a certeza de que ela é fonte de minerais importantes para a saúde", comentou a pesquisadora

Cientistas britânicos estudam medicamento que reduz colesterol ruim em até 60%

  • 19 Mar 2017
  • 14:10h

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Cientistas britânicos estão investigando uma nova droga que pode prevenir ataques cardíacos e derrames. O medicamento segundo os pesquisadores diminui os níveis de colesterol ruim e passou por um teste internacional com 27 mil pacientes. Na pesquisa, as pessoas que tomaram o medicamento Evolocumab conseguiu reduzir os níveis ruins de colesterol em cerda de 60%. A probabilidade de sofrer um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral (AVC) também diminuiu para esse grupo. Porém, a droga não interferiu na taxa de mortalidade cardiovascular. O responsável pela pesquisa publicada no New England Journal of Medicine, o cientista Peter Sever disse que o ensaio é um dos mais importantes de redução do colesterol dos últimos 20 anos. O médico defendeu que esses novos tratamentos podem salvar vidas de pacientes com colesterol alto e também daqueles que não toleram estatinas, droga usada com o mesmo objetivo.

OMS distribui mais de 3 milhões de vacinas contra febre amarela no Brasil

  • 18 Mar 2017
  • 15:07h

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Mais de 3,5 milhões de dose da vacina contra a febre amarela será enviada ao Brasil para conter o surto da doença no país. A vacina será enviada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e organizações internacionais, segundo o Ministério da Saúde. As vacinas serão enviadas para áreas consideradas prioritárias e virão de avião da França para o Rio de Janeiro. As doses foram solicitadas ao Grupo Internacional de Coordenação para o Fornecimento de Vacinas, composto por OMS, Cruz Vermelha, Médicos Sem Fronteiras e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Além dessas doses, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) distribuirá mais de 8,4 milhões de vacinas nas áreas mais críticas que foram afetadas pela febre amarela. O Ministério da Saúde já registrou 424 casos de febre amarela. A doença causou 137 mortes em 80 municípios, 49 deles em Minas Gerais. Os estados mais afetados são Minas Gerais, com 325 casos confirmados (75% do total); Espírito Santo (93) e São Paulo (4). Cercado pelos estados mais afetados, o estado o Rio de Janeiro confirmou sua primeira morte pela doença nesta quarta-feira (15). O caso foi registrado em Casemiro de Abreu, no interior. Após a confirmação, a vacinação foi antecipada em mais de 20 cidades da região.

Menino passa 20 horas por dia sob luz ultravioleta para se manter vivo

  • G1
  • 17 Mar 2017
  • 10:08h

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Com apenas 4 anos de idade, Ismail Ali mal pode ver a luz do sol todos os dias. O menino sofre de uma doença raríssima – a síndrome de Crigler-Najjar -, uma condição genética caracterizada pela incapacidade do corpo de converter e eliminar do sangue a bilirrubina, provocando o seu aumento e, consequentemente uma forma de icterícia.Bilirrubina é um pigmento biliar derivado da degeneração natural de glóbulos vermelhos. O aumento de sua concentração no sangue pode levar ao acúmulo de toxinas que, segundo os médicos, pode provocar surdez, danos cerebrais ou falência dos órgãos.Para tratar a condição, Ismail passa 20 horas de seu dia sob luz ultravioleta - ele brinca, come e dorme dentro do quarto, sob os efeitos da luz.“Ele é muito ativo, adora correr para lá e para cá, pular. Mas o problema é que ele tem que ficar na cama fototerápica médica. Então ele odeia”, contou a mãe, Shahzia.“Especialmente porque tem uma irmã de 7 anos, ele só queria correr e brincar com ela, como uma criança normal de 4 anos. Isso é quase como uma prisão para ele.”A doença de Ismail é muito rara, com registros de um caso em um milhão de nascimentos. A mãe explica que o corpo do filho não produz a enzima necessária para “quebrar” a bilirrubina em seu sangue.

Tratamento contra câncer, radioterapia está ameaçada no SUS por má distribuição de verba

  • Bahia Notícias
  • 16 Mar 2017
  • 19:07h

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Essencial para o tratamento de pacientes com câncer, a radioterapia não é sustentável atualmente no Sistema Único de Saúde (SUS), acredita o presidente da Sociedade Brasileira de Radioterapia, Eduardo Weltman. Entre os pontos que interferem no problema estão os recursos destinados aos custos operacionais da radioterapia e o sistema de repasses desse valor. "Você recebe hoje menos da metade do que custa manter um aparelho funcionando. Isso é um problema sério, porque o que acaba acontecendo é que os aparelhos acabam ficando sucateados, quebrando. Não tem manutenção porque não há dinheiro para isso", afirmou o profissional. "A Sociedade está negociando com o Ministério da Saúde que seja revista, de forma emergencial, a remuneração da radioterapia. Se não for feito isso, a sustentabilidade da radioterapia está ameaçada. A médio e longo prazo, isso vai piorar muito", avaliou. Quanto ao sistema de repasses, Weltman aponta problemas na distribuição das verbas. "Vamos supor que o governo destine para a prefeitura R$ 100 mil, onde cerca de R$ 20 mil seriam destinados à radioterapia. Desses R$ 20 mil, por razões estruturais, R$ 10 mil ficam na prefeitura. Há ainda o repasse para o hospital. Desses R$ 10 mil, R$ 5 mil acabam ficando para causas trabalhistas. Isso é incompatível com as necessidades", exemplificou. As dificuldades na área não param por aí, já que o número de aparelhos disponíveis no Brasil está consideravelmente abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde: um equipamento para cada 300 mil habitantes. "No Norte e Nordeste, de maneira geral, há uma cobertura de 28%, com relação ao índice de um aparelho para cada 300 mil habitantes. Quando vai para a rede SUS, isso aumenta um pouco, porque a maioria de aparelhos da região Nordeste atende a população via SUS. Há uma cobertura de cerca de 35% dos pacientes", explicou o presidente da entidade. Dessa forma, de acordo com Weltman, as opções para os pacientes se tornam reduzidas e a fila de espera para tratamento segue 

Número de casos de zika, dengue e chikungunya caem em 2017

  • G1
  • 14 Mar 2017
  • 19:08h

(Foto: Reprodução)

O número de notificações de dengue, zika e chikungunya caiu neste ano em comparação com o mesmo período de 2016. Até o dia 18 de fevereiro de 2017, as três doenças somavam 60.124 registros, de acordo com o Ministério da Saúde, contra 590.380 suspeitas no mesmo período do ano passado. A queda é de 89,81%.A dengue, que em 2016 começou o ano já com 475.260 suspeitas até a 7ª semana epidemiológica, desta vez registrou 48.177 casos notificados - redução de 89,86%. São 5 mortes devido à doença neste ano, ocorridas nos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e São Paulo - no mesmo período do ano passado foram 221 óbitos.Já a chikungunya, doença que apresenta o maior risco de crescimento neste ano, apresentou 10.294 notificações até o dia 18 de fevereiro, contra 43.567 do ano anterior. A queda foi de 76,37%. Foram confirmados 2.178 casos apenas. Em 2016, foram 196 mortes causadas pela doença - o ministério não divulgou o número de óbitos neste ano.Confirmando a expectativa, o vírus da zika apresentou a maior queda, de 97,68%: foram 71.553 notificações até a 7ª semana epidemiológica de 2016, contra 1.653 neste ano. Destas suspeitas, 275 casos foram confirmados. Ninguém morreu devido à doença neste ano, sendo que oito óbitos ocorreram no mesmo período do ano passado.