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O Brasil já tem mais de mil de casos confirmados de sarampo em 2018. O número foi atualizado pelo Ministério da Saúde na quarta-feira (1º). São 1053 casos confirmados até o dia 1º de agosto, um aumento de 232 casos desde o dia 17 de julho. Segundo o boletim, o país enfrenta dois surtos de sarampos no Amazonas e em Roraima e em ambos os casos os surtos estão relacionados à importação do vírus. Estes estados concentram 97% dos casos confirmados. "Isso ficou comprovado pelo genótipo do vírus (D8) que foi identificado, que é o mesmo que circula na Venezuela", diz o Ministério. O número de casos que estão investigados no Amazonas chama atenção: 4.470. Enquanto em Roraima, 106 casos são analisados. Outros 5 estados brasileiros também registraram casos da doença. Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul tiveram 14 casos confirmados. Segundo o Ministério, estes casos também estão relacionados à importação do vírus. Em 2016, o país ganhou certificado de eliminação do sarampo pela Organização Pan-Americana de Saúde. Segundo o Ministério da Saúde, o país luta para manter este certificado. "Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo, e atualmente empreende esforços para manter o certificado, interromper a transmissão dos surtos e impedir que se estabeleça a transmissão sustentada. Para ser considerada transmissão sustentada, seria preciso a ocorrência do mesmo surto por mais de 12 meses", diz a nota. Segundo a pasta, desde 2001 não há registros de transmissão autóctone (quando ela ocorre dentro do território). Entre 2013 e 2015, houve surtos de casos importados, sendo a maioria nos estados de Pernambuco e no Ceará. Foram registrados 1.310 casos da doença no período.
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“Julho Amarelo” é o nome dado ao mês escolhido para intensificar a Campanha Mundial de Prevenção e Controle de Hepatites Virais, doenças que afetam o fígado, atingem aproximadamente 700 milhões de pessoas e são responsáveis por 1,4 milhões de mortes no mundo ao ano. Existem diversos tipos de hepatites, porém as mais comuns são as do tipo A, B e C. A hepatite do tipo A é a forma mais comum da doença adquirida, geralmente, pela ingestão de água e alimentos contaminados com coliformes fecais. “Os sintomas da hepatite A se assemelham a uma virose. O tratamento é bastante simples e consiste na ingestão de líquido, uma dieta equilibrada e repouso”, diz o Coordenador Geral do Curso de Medicina da FTC, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Hepatologia e Doutor em Medicina pela Universidade de Barcelona, André Nazar. Segundo Nazar, implantação de redes de água e esgoto adequadas, alimentação cozida, lavagem das mãos antes das refeições e sempre que for ao banheiro são medidas básicas de higiene que contribuem para a prevenção da doença. Já a hepatite do tipo B pode levar à forma crônica da doença e tem sua forma de contágio através da relação sexual sem proteção ou contato com sangue de pessoas contaminadas, além da transmissão de mãe para filho durante o parto. “A vacina contra a hepatite B faz parte do programa nacional imunizações e toda população tem acesso porque é dada, gratuitamente, nos postos de saúde. O ideal é que a criança seja vacinada nas primeiras doze horas após o nascimento e a imunização é válida por toda vida”, destaca o médico. Apesar da facilidade de acesso à vacinação, Nazar destaca que ao ser infectado o paciente precisará de acompanhamento médico mesmo após o controle da proliferação do vírus no corpo. “O tratamento, da forma crônica da doença tem resposta favorável, na maior parte dos casos, mas o paciente necessitará utilizar medicação para o resto da vida, assim como ser acompanhado por um hepatologista para sempre”, afirma ele. Considerado mais novo, em termos de conhecimento científico que os tipos A e B, o vírus da hepatite tipo C foi descoberto em 1989 e é um dos mais prevalentes na atualidade, apesar do tratamento, pois seus sintomas só se manifestam nos casos em que já está em fase avançada. A transmissão está relacionada ao contato direto com sangue. “A utilização de alicates de unhas não esterilizados ou esterilizados de maneira incorreta, agulhas utilizadas para fazer tatuagens e a manipulação de objetos perfuro cortantes são alguns dos meios mais comuns de contágio”, relata o professor Nazar. O tratamento para o vírus tipo C é realizado com drogas potentes e duram em média três meses, com uma resposta ao tratamento considerada muito boa pelos especialistas. “Há cinco anos surgiu um arsenal de drogas que revolucionou o mercado proporcionando êxito no tratamento com chance de resposta virológica de 98%. Apesar do preço elevado, os medicamentos são disponibilizados gratuitamente pelo Ministério da Saúde para os pacientes em tratamento. A expectativa é que tenhamos uma queda abrupta na quantidade de indivíduos infectados, em poucos anos, graças aos avanços terapêuticos”, destaca André Nazar.
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Ainda em fase de teste, o anticorpo monoclonal BAN2401 pode retardar a perda inevitável de clareza de raciocínio e de memória, características comuns ao Alzheimer. As empresas Eisai e Biogen, que desenvolveram a droga, afirmam que o medicamento foi de 26% a 30% mais eficaz em reduzir o declínio neurológico de pacientes com a forma leve da doença em comparação com o placebo. Esses dados foram apresentados, nesta quarta-feira (25), durante o encontro anual da Alzheimer’s Association, nos Estados Unidos. Segundo informações da Veja, o BAN2401 também reduziu em cerca de 70% as placas beta-amiloides existentes no cérebro dos voluntários e impedir a formação de novas placas - elas são a principal evidência da doença, além de serem responsáveis pela destruição de neurônios. Para analisar o medicamento, os pesquisadores administraram cinco doses, a cada 15 dias, em 856 pacientes nos estágios de declínio cognitivo leve ou Alzheimer inicial. De acordo com a publicação, os resultados mostraram que a dose mais alta do tratamento, com 10 miligramas por quilo, foi a mais efetiva em retardar os sintomas da doença ao longo de 18 meses de acompanhamento. O principal efeito colateral foi o inchaço cerebral, provocado em 10% dos participantes. Assim, os pesquisadores destacam que o remédio não é capaz de impedir a perda de memória e da lucidez, ele apenas adia intensificação desses sintomas. A partir de agora, as empresas vão dar início à fase III das pesquisa, que inclui um número maior de pacientes. Na sequência, o medicamento deve ser submetido à aprovação da Food and Drug Administration (FDA), agência americana que regulamenta medicamentos.
- Agência Brasil
- 27 Jul 2018
- 20:04h
Foto: Ilustrativa
A nutricionista Maria Rosa Rodrigues, 32 anos, é mãe do Leonardo, de 4 anos, e da Beatriz, de 1 ano e 11 meses. Pouco antes do primogênito completar 30 dias de vida, ela perdeu o pai em um acidente de trânsito. E, mesmo em meio à tristeza e às dificuldades, decidiu que não desistiria de amamentar o bebê. “Resolvi focar no meu amor pelo meu filho. E, naquele momento da amamentação, eu era feliz”, contou. Leonardo mamou até quase 2 anos, quando parou por conta própria, sem ter de passar pelo chamado desmame forçado. A irmã caçula, Beatriz, segue mamando até hoje, às vésperas do segundo aniversário. A história de superação de Maria Rosa se repete em cada uma das mães que participaram da cerimônia de lançamento da Campanha de Aleitamento Materno, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A atriz e madrinha da campanha, Sheron Menezzes, compareceu ao evento acompanhada do filho Benjamin, de 9 meses. “É importante para mim estar aqui, emprestando a nossa imagem e conscientizando pessoas”, disse. “Amamento o Ben em qualquer lugar. Se meu filho tem fome, eu amamento. Não é vergonha não. É saúde para ele”, reforçou. O representante da Opas no Brasil, Joaquín Molina, descreveu a amamentação como um dos gestos mais generosos que podem existir, ao se dirigir às mães reunidas no salão principal da entidade. “Nunca esse auditório esteve tão lindo como hoje. Elas trazem uma mensagem de vida, de saúde e de bem-estar”, disse, ao destacar que o aleitamento funciona como uma primeira vacina para o bebê, já que protege de doenças potencialmente perigosas. Molina alertou, entretanto, que, nas Américas, pouco mais da metade das crianças é amamentada nas primeiras horas de vida, enquanto apenas 39% seguem mamando até os 2 anos. “Amamentar é doar aquilo que é seu, que é gratuito, que é amor e que ajuda a salvar vidas”, disse o ministro da Saúde, Gilberto Occhi. Durante a cerimônia, ele lembrou que, na próxima semana, mais de 150 países – incluindo o Brasil – participam da Semana Mundial da Amamentação, promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre os desafios no país, Occhi citou a ampliação de salas para amamentação dentro de empresas, instituições e nos próprios órgãos de governo.
A cada três minutos, uma adolescente de 15 anos a 19 anos é infectada com o vírus HIV. Elas representam dois terços das infecções em todo o mundo nesta faixa etária. Esses dados foram divulgados pela Unicef, nesta quarta-feira (25), durante a 22ª Conferência Internacional da Aids, que acontece em Amsterdã. "Na maioria dos países, mulheres e meninas não têm acesso às informações e serviços necessários, nem têm a oportunidade de recusar sexo desprotegido", explicou a diretora-geral da entidade, Henrietta Fore. De acordo com o G1 Bem Estar, em 2017, 130 mil mortes de pessoas com menos de 20 anos tiveram ligação com a Aids. Outras 430 mil novas infecções por HIV ocorreram nessa faixa etária. "Sabemos que isso está ligado ao status de inferioridade conferido às mulheres e meninas em todo o mundo", comentou a atriz sul-africana Charlize Theron. Ele esteve presente na conferência, onde a Unicef apresentou um relatório, citando "relações sexuais precoces, inclusive com homens mais velhos, relações forçadas, a relação de força que não permite dizer não, a pobreza e falta de acesso aos serviços de aconselhamento e exames" como fatores que colocam meninas em posição de risco. A Sociedade Internacional sobre a Aids pontua ainda que quatro em cada 10 adolescentes africanas já sofreram violência física ou sexual por parte de um homem. De acordo com o G1, essa ONG denuncia a ausência de uma política de prevenção contra essas violências, além de trabalhar para proteger os jovens.
O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (18) que atingiu a meta de vacinar 90% do público-alvo da campanha de vacinação contra gripe. De acordo com o último boletim, 51,4 milhões de pessoas estão imunizadas contra a doença, o que representa 90,2% da população prioritária. As regiões Centro-Oeste (99,45%) e Nordeste (94,71%) foram as únicas que ultrapassaram a meta. No entanto, a Bahia registra 89,6% de imunizados, o que corresponde a 3,4 milhões de doses aplicadas. Em todo o país, os grupos de gestantes e crianças continuam com cobertura vacinal contra a gripe de 77,8% e 76,5%, respectivamente. "Temos que continuar avançando, principalmente em gestantes e crianças. Esses públicos ainda podem procurar um posto e vacinar contra a gripe. Lembrem-se que vacinar, é proteger", reforçou a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues. O boletim mostra ainda que, até 16 de julho, foram confirmadas 839 mortes por gripe no país e 4.680 casos. Do total, 2.813 casos e 567 óbitos foram por H1N1.
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O Brasil registrou em 2018 aumento de 194,4% no número de mortes por gripe em relação ao mesmo período de 2017: foram 839 mortes por influenza esse ano, contra 285 mortes no ano anterior. Ambos os períodos consideram dados contabilizados pela Secretaria de Vigilância do Ministério da Saúde até a segunda quinzena de julho. O número de mortes vai na esteira do aumento do número de casos em 2018. No total, foram 4.680 infecções em todo o país até 16 de julho, contra 1.782 em 2017. Além dos números, uma diferença entre os dois anos pode ser observada nos tipos e subtipos de vírus que estão sendo a causa das infecções: em 2018, a maioria dos casos (60%) foram provocados pelo subtipo H1N1 do vírus influenza; já em 2017, a maior parte dos casos (73,7%) foi provocada pelo influenza A (H3N2). O vírus influenza é dividido em tipos, subtipos e linhagens. Todas essas variações correspondem a diferenças encontradas no material genético do vírus. O influenza também sofre mutações muito frequentemente; por isso, a vacina é atualizada todos os anos com novos vírus. Além da temporada, o especialista explica que três fatores podem contribuir para um maior número de mortes: uma mutação grande do vírus, a não imunização da população mais vulnerável, e o tratamento tardio, que geralmente começa a ser feito após quatro ou cinco dias de infecção no Brasil. "Após esse período, o tratamento vai ter baixa efetividade", diz Kfouri. Ele destaca que mais efetividade em campanhas de imunização, com maior rapidez em atingir a meta pode contribuir para diminuir o número de mortes. Em 2016, por exemplo, a meta foi atingida em três semanas, diz ele. Agora, foram necessários mais de três meses para vacinar 90% do público-alvo. Em 2018, o H1N1, além do número de casos, o subtipo foi responsável pela maior parte das mortes (67,5%): com 567 óbitos. A pasta também registrou 335 casos e 46 mortes por influenza B em 2018. Já o influenza A não subtipado, foi responsável por 541 casos e 86 óbitos. Entre os estados, diz o ministério, o maior número de casos em 2018 ocorreu em São Paulo (1.702), Ceará (376), Paraná (432) e Goiás (378).
Foto: Divulgação
O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos de vida ou mais, e que nos primeiros 6 meses, o bebê receba somente leite materno, sem necessidade de sucos, chás, água e outros alimentos. Depois dos 6 meses, a amamentação deve ser complementada com outros alimentos saudáveis e de hábitos da família. Pensando nessa recomendação que muitas vezes não é seguida adequadamente , foi realizado no dia 10/07 na UBS Ivaneide das Neves, dos Olhos D´água, um encontro com mães de crianças menores de 2 anos para se discutir sobre a alimentação e nutrição das crianças. A nutricionista do NASF, Anne Viana, esteve presente para reforçar a importância da alimentação saudável desde cedo, com o objetivo de prevenir doenças e promover o crescimento e desenvolvimento adequado das mesmas.
- Agência Brasil
- 10 Jul 2018
- 16:00h
Foto: Ilustrativa
Os primeiros sinais de queda nas coberturas vacinais em todo o país começaram a aparecer ainda em 2016. De lá para cá, doenças já erradicadas voltaram a ser motivo de preocupação entre autoridades sanitárias e profissionais de saúde. Amazonas, Roraima, Rio Grande do Sul, Rondônia e Rio de Janeiro são alguns dos estados que já confirmaram casos de sarampo este ano. Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) o certificado de eliminação da circulação do vírus. Dados do Ministério da Saúde mostram que a aplicação de todas as vacinas do calendário adulto está abaixo da meta no Brasil – incluindo a dose que protege contra o sarampo. Entre as crianças, a situação não é muito diferente – em 2017, apenas a BCG, que protege contra a tuberculose e é aplicada ainda na maternidade, atingia a meta de 90% de imunização. Em 312 municípios, menos de 50% das crianças foram vacinadas contra a poliomielite. Apesar de erradicada no país desde 1990, a doença ainda é endêmica em três países – Nigéria, Afeganistão e Paquistão. O grupo de doenças pode voltar a circular no Brasil caso a cobertura vacinal, sobretudo entre crianças, não aumente. O alerta é da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), que defende uma taxa de imunização de 95% do público-alvo. O próprio Ministério da Saúde, por meio de comunicado, destacou que as baixas coberturas vacinais identificadas em todo o país acendem o que chamou de "luz vermelha". Confira as principais doenças que ensaiam um retorno ao Brasil caso as taxas de vacinação não sejam ampliadas.
Foto: Universidade de Miami
Uma mulher de 97 anos foi curada de um câncer de pele com um tratamento experimental: a vacina Gardasil, usada contra HPV. A paciente não identificada apresentava carcinoma de células escamosas, o segundo tipo mais comum de câncer de pele, com tratamento relativamente simples por remoção cirúrgica. Segundo o jornal O Globo, ela procurou o Sylvester Comprehensive Cancer Center, em Miami (EUA), quando estava com a perna direita coberta por tumores. No entanto, o tratamento não seria possível nese caso. "Ela não era candidata a cirurgia por causa do número e do tamanho de seus tumores", explicou a dermatologista Anna Nichols, que atendeu a paciente. "Também não era candidata à radioterapia pelos mesmos motivos". A pesquisadora, então, recorreu à solução experimental, já testada por ela mesma anteriormente. A droga, entretanto, é aprovada apenas para prevenção de cânceres cervical, anal, na vagina e na vulva causados pelo papilomavírus humano. A paciente recebeu duas doses no braço, com intervalo de seis semanas. Posteriormente, o medicamento foi injetado diretamente nos tumores, ao longo de 11 meses. "Todos os tumores desapareceram completamente 11 meses após a primeira injeção direta e ela não teve recidivas", comemorou Anna. "Já se passaram cerca de 24 meses desde que começamos com o tratamento", acrescentou.
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O governo federal anunciou na última quinta-feira (5) um plano de eliminação da hepatite C no país até 2030. Entre as medidas, será ampliada a oferta de diagnósticos, disponibilização de mais tratamentos no Sistema Único de Saúde (SUS) e informar a sociedade a importância de fazer o teste. A Hepatite tipo C é a mais letal da doença, resultando 75% das mortes. A meta do governo é ofertar anualmente 50 mil terapias entre 2019 e 2024, além de 32 mil tratamentos anuais até 2030. De acordo com a Agência Brasil, a prioridade do Ministério da Saúde será para pessoas portadoras do vírus do HIV, pessoas privadas de liberdade, transsexuais, homossexuais, trabalhadores do sexo, usuários de drogas e pacientes de diálise. A recomendação se estende também para os pacientes com diabetes, que passaram por transfusão antes de 1992. A hepatite C é uma "doença silenciosa", transmitida por sangue contaminado, ao fazer sexo sem proteção ou pelo compartilhamento de objetos cortantes. O público mais vulnerável são os adultos acima de 40 anos.
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Julho Amarelo foi adotado pelo Ministério da Saúde e pelo Comitê Estadual de Hepatites Virais como o mês de luta e prevenção das hepatites virais. A cor foi escolhida pois é o tom em que geralmente os olhos dos infectados ficam quando a doença se manifesta, no fígado. Existem seis tipos de hepatites: A, B, C, D, E e G. Cada uma delas é provocada por um tipo de vírus e possuem formas diferentes de prevenção e tratamento. O vírus é eliminado nas fezes de pessoas infectadas e é transmitido através da via fecal-oral, principalmente através de água contaminada. De acordo com a OMS, há cerca de 20 milhões de casos de infecção pelo vírus do tipo E, produzindo 3,3 milhões de casos sintomáticos da doença e 56 mil mortes por ano. A hepatite E pode ser responsável pela hepatite crônica em pacientes imunocomprometidos e pode rapidamente evoluir para fibrose eou cirrose hepática. Alguns tipos não apresentam sintomas, mas existem alguns pontos que podem ser observados: Discreta febre; Náuseas; Icterícia; Perda de apetite; Vômito; Erupção cutânea; Possíveis dores abdominais e nas articulações; Urina escura; Leve aumento do fígado. Porém, para saber exatamente se possui o vírus, o indivíduo precisa procurar um médico e solicitar exames para um diagnóstico preciso. Segundo Gustavo Janaudis, CEO da filial brasileira da EUROIMMUN, o teste para descobrir a existência do vírus é rápido e seguro, realizado através de uma simples amostra de sangue.
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Pelo menos 327 crianças morreram por contaminação pelo vírus Zika no país, desde outubro de 2015, quando o Ministério da Saúde iniciou as investigações. Até maio deste ano, há confirmação de 3.194 casos de alterações no crescimento e desenvolvimento possivelmente relacionadas à infecção pelo vírus e outras origens infecciosas. Há ainda 156 mortes em processo de apuração. De janeiro a 9 de junho deste ano, foram registrados 4.571 casos prováveis de Zika em todo país, uma redução de 66,3% em relação ao mesmo período de 2017 (13.558). Segundo os dados do Ministério da Saúde, houve uma morte confirmada neste período e 156 estão em processo de investigação. O Sudeste apresentou o maior número de casos (1.491), seguido pelas regiões Nordeste (1.187), Centro-Oeste (1.153), Norte (709) e Sul (31). Os cinco estados com maior número de casos notificados são Pernambuco (16,7%), Bahia (16,1%), São Paulo (9,4%), Paraíba (7,1%) e Rio de Janeiro (7,1%).
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias aprovou novas opções de cuidado para quem sofre de doenças raras no Brasil. Os tratamentos, de acordo com o Ministério da Saúde, devem ser disponibilizados em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir do segundo semestre de 2018. Com as alterações, portadores de Mucopolissacaridoses tipo I e II vão contar com duas novas opções de medicamento: a laronidase e a idursulfase alfa. Para quem sofre de Deficiência de Biotinidase, a novidade é a aprovação de protocolos que orientam a assistência na rede pública. Os protocolos para a Síndrome de Turner e a Hepatite Autoimune também foram atualizados. Os chamados Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas funcionam como documentos oficiais que estabelecem critérios para diagnóstico; tratamento preconizado, incluindo medicamentos e demais tecnologias; posologias recomendadas; cuidados com a segurança dos doentes; mecanismos de controle clínico; e acompanhamento e verificação de resultados terapêuticos.
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A Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou uma nova Classificação Internacional de Doenças (CID) nessa segunda-feira (18), retirando a transexualidade da categoria de transtornos mentais. A última revisão foi realizada há vinte e anos e, a partir de agora, a transexualidade permanece no CID na categoria "saúde sexual". "Não há evidências de que uma pessoa com um transtorno de identidade de gênero deva ter automaticamente um transtorno mental, embora aconteça muito frequentemente seja acompanhado de ansiedade ou depressão", explicou o diretor do departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da OMS, Shekhar Saxena. Ele ressaltou que a mudança busca evitar a estigmatização de pessoas transexuais