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(Foto: Reprodução / G1)
Em dezembro de 2017, médicos brasileiros do Hospital das Clínicas da USP conseguiram um feito inédito no mundo inteiro: uma mulher que recebeu um útero de uma doadora já falecida deu à luz um bebê saudável. Agora, detalhes do caso foram publicados na revista "The Lancet", nesta terça (4). “É uma das principais revistas médicas do mundo, então o estudo adquire uma chancela de qualidade”, avalia Dani Ejzenberg, um dos médicos líderes do estudo e supervisor do Centro de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas. Toda a equipe que participou do procedimento é brasileira e está ligada ao Hospital das Clínicas. “Ficou confirmado como o primeiro caso do mundo, e, até onde sabemos, o único. As melhores equipes, os melhores hospitais do mundo tentaram. E foi aqui que conseguiu. É uma notícia muito positiva não só para a medicina, mas para o país como um todo, que tem tido uma agenda muito negativa nos últimos tempos”, diz Ejzenberg. Tudo começou em 2016, quando uma mulher de 32 anos, que tinha nascido sem útero por causa de uma síndrome (Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser), recebeu o órgão de uma doadora já falecida. Outros transplantes de útero com doadoras falecidas já tinham sido realizados no mundo, mas nenhum bebê tinha nascido depois desse procedimento — até o caso brasileiro. “É um feito histórico — o primeiro caso sempre marca”, diz Wellington Andraus, também primeiro autor do estudo e coordenador do serviço de transplante de fígado do Hospital das Clínicas. Ele foi um dos médicos que realizou o transplante.
(Foto: Divulgação)
Infecções pelo vírus HIV são um problema grave para a saúde a nível global, já que, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 35 milhões de pessoas já perderam a vida por causa da doença. No ano passado, foram quase 1 milhão de mortes relacionadas ao HIV em todo o mundo. Atualmente, há cerca de 37 milhões de pessoas vivendo com o vírus, sendo 70% delas na África. Do total, 1,8 milhão adquiriram a doença em 2017. Desde o primeiro ciclo de expansão da doença, na década de 1980, todo tipo de desinformação e mitos alimentou o preconceito e o estigma sobre como é ser contaminado e viver com o HIV. Estar infectado com esse vírus é a única maneira de ser diagnosticado com Aids. No Dia Mundial de Luta Contra a Aids, celebrado em 1º de dezembro, desmistificamos algumas dessas afirmações equivocadas.
1º Mito: É possível contrair o vírus estando perto de pessoas HIV positivo
Essa informação falsa tem fomentado a discriminação contra pessoas soropositivas há muito tempo. E, apesar de todas as campanhas de conscientização, em 2016 cerca de 20% das pessoas no Reino Unido ainda acreditavam que o HIV podia ser transmitido por contato pele a pele ou por meio da saliva. Mas ele não se espalha pelo toque e nem por meio de lágrimas, suor, saliva ou urina. Perto de alguém que seja HIV positivo, não é possível que você seja contaminado ao:
- Respirar em um mesmo ambiente
- Abraçar, beijar ou apertar as mãos
- Dividir itens de alimentação
- Compartilhar uma fonte de água potável
- Usar equipamentos comuns na academia
- Tocar em um assento de vaso sanitário ou uma maçaneta
O HIV é transmitido por meio da troca de fluidos corporais com indivíduos infectados, como sangue, sêmen, fluido vaginal e leite materno.
2º Mito: Remédios alternativos podem curar a Aids
Nada verdadeiro. Terapias alternativas, tomar banho depois do sexo ou transar com uma virgem - elementos que aparecem no universo da desinformação a respeito do tema - não surtirão efeito contra o HIV. O mito da "limpeza virgem", que se espalhou na África subsaariana, em partes da Índia e da Tailândia, é particularmente perigoso. Ele levou ao estupro de meninas muito jovens e, em alguns relatos, até mesmo de bebês - também colocando-os sob risco de contrair o HIV. Acredita-se que o mito tenha raízes na Europa do século 16, quando as pessoas começaram a contrair sífilis e gonorreia. A falsa terapia também não funciona para estas doenças. Quanto a orações e rituais religiosos, embora possam ajudar as pessoas a lidar com situações difíceis, eles não têm efeito medicinal sobre o vírus.
3º Mito: Mosquitos podem espalhar o HIV
Embora o vírus do HIV seja transmitido por meio do sangue, diversos estudos mostram que você não pode contraí-lo ao ser picado por insetos que se alimentam do sangue humano.
Isso por dois motivos:
1) Quando os insetos mordem, eles não injetam na próxima vítima o sangue da pessoa ou animal que morderam antes;
2) O HIV vive apenas por um curto período de tempo dentro deles.
Então, mesmo que você more em uma área com muitos mosquitos e com alta prevalência de HIV, as duas coisas não estão relacionadas.
4º Mito: Não se contrai o HIV via sexo oral
É verdade que os riscos de infecção por meio do sexo oral são menores do que em outras modalidades. A taxa de transmissão é inferior a quatro casos em 10 mil atos sexuais. Mas você pode contrair o vírus fazendo sexo oral com um homem ou uma mulher que seja HIV positivo - e é por isso que os profissionais de saúde sempre recomendam o uso de preservativos.
5º Mito: Não serei contaminado se usar preservativo
Os preservativos podem falhar em evitar a exposição ao HIV se eles rasgarem, escorregarem ou vazarem durante o ato sexual. É por isso que campanhas preventivas bem-sucedidas não são aquelas que simplesmente levam as pessoas a usarem camisinhas, mas que as estimulam a fazerem o teste de HIV. Segundo a OMS, 1 em cada 4 pessoas infectadas não sabe que tem essa condição – algo em torno de 9,4 milhões de pessoas –, representando um grande risco de transmissão.
6º Mito: Sem sintomas, sem HIV
Um indivíduo pode viver 10 ou 15 anos com o HIV e não apresentar sintomas. Após a infecção inicial, soropositivos podem também experimentar situações semelhantes a gripes, com febre, dor de cabeça ou garganta, não identificando o motivo real para estas manifestações fisiológicas. Outros sintomas podem surgir ainda à medida que a infecção ataca progressivamente o sistema imunológico: inchaço nos gânglios linfáticos, perda de peso, febre, diarreia e tosse. Sem tratamento, o quadro pode avançar ainda para doenças graves, como tuberculose, meningite criptocócica, infecções bacterianas e cânceres, como linfomas e sarcoma de Kaposi, entre outros.
7º Mito: Pessoas com HIV morrerão jovens
Pessoas que sabem ser soropositivas e que aderem ao tratamento vivem cada vez mais de forma saudável. A Unaids (programa das Nações Unidas de combate à doença) diz que 47% de todos os soropositivos têm uma carga suprimida do vírus - ou seja, com a chamada terapia antirretroviral, reduzem a quantidade de HIV a um nível que torna o vírus indetectável em exames de sangue. Pessoas com supressão da carga viral não transmitem a doença, mesmo fazendo sexo com pessoas HIV negativas. No entanto, se interromperem o tratamento, os níveis de HIV podem se tornar detectáveis ??novamente. Segundo a OMS, 21,7 milhões de pessoas vivendo com o HIV estavam em tratamento antirretroviral em 2017 - contra 8 milhões em 2010 -, o que representa cerca de 78% das pessoas soropositivas que sabem de seu diagnóstico.
8º Mito: Mães com HIV sempre infectarão os filhos
Não necessariamente. Mães com vírus suprimido podem ter bebês sem transmiti-lo.
A abertura de 8,5 mil vagas no Programa Mais Médicos provocou um processo de migração de profissionais que já atuavam em outros serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Cerca de quatro em cada dez médicos inscritos neste edital e alocados nos municípios já atuavam em unidades de saúde. Os dados são de um levantamento divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).De acordo com a entidade, a última relação nominal de inscritos no Mais Médicos divulgada pelo Ministério da Saúde contabilizava 7.271 profissionais alocados. Ao cruzar os dados com o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), o Conasems constatou que, deste total, 2.844 já atuavam na Estratégia de Saúde da Família (ESF). O número é ainda maior se contabilizados profissionais que atuam em outros serviços do SUS, como hospitais e UPAS.O levantamento aponta que, na Bahia, 325 dos médicos que atuavam na ESF migraram para o Mais Médicos. Em números absolutos, o estado fica apenas atrás de Minas Gerais, onde o número chega a 420. Em diferentes proporções, o movimento afeta todas as unidades federativas.“Ao invés de somar profissionais, esse novo edital está trocando o problema de lugar. Se o médico sai de um serviço do SUS para atender em outro, o município de origem fica desassistido, independente se esse médico se desloca da atenção básica ou da especializada, principalmente em relação ao norte e nordeste onde todos os estados têm municípios com perfil de extrema pobreza e necessitam da dedicação desses profissionais que já estão trabalhando”, avaliou o presidente do conselho, Mauro Junqueira.O programa federal oferece bolsas de R$ 11,8 mil, valor superior à média do Norte e Nordeste ofertada aos profissionais da Estratégia de Saúde da Família. Além disso, segundo o Conasems, os municípios pagam ajuda de custo que varia entre R$ 1 mil e R$ 3 mil para cada profissional. O médico vinculado ao Mais Médicos tem carga horária semanal de 32 horas de trabalho e 8 horas dedicadas às atividades de ensino, pesquisa e extensão.
- Bahia Notícias
- 29 Nov 2018
- 10:11h
Foto: Divulgação / Ascom Sesab
Para suprir a ausência de médicos nos rincões do país com o fim da parceria entre Brasil e Cuba no programa Mais Médicos, o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, propôs a transferência da operacionalização do programa para as mãos dos estados. A sugestão foi apresentada, nesta quarta-feira (28), em Brasília, durante reunião do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS). "A União assumiria o papel de regulação, monitoração, com a responsabilidade exclusiva de registro profissional de médicos intercambistas. E os estados poderão fazer uma gestão mais próxima do problema", explicou Vilas-Boas. O repasse de recursos seria direto da União aos estados e os custos loco-regionais de articulação e gestão junto aos municípios seriam assumidos pelos próprios entes federados. Os dados apresentados pelo Ministério da Saúde mostram que mais de mil médicos brasileiros se inscreveram no edital de chamamento, após a saída dos profissionais cubanos. Destes, 216 estão trabalhando. Contudo, o secretário afirmou que as baixas têm data prevista para acontecer. "Nós não nos surpreendemos com o elevado número de brasileiros se inscrevendo no programa. Isso já vinha acontecendo ao longo dos últimos cinco anos. Só que um terço desses médicos passará nas provas de residência médica que ocorrem até janeiro próximo e vão sair do Mais Médicos e outro terço sairá até o final do ano, pelo mesmo motivo, Isso é fato". Ele também vislumbrou um cenário ainda mais delicado com o abandono de médicos que hoje atual no programa de saúde da família para se inscreverem-se no Mais Médicos. "Isso pode levar a um problema grave na atenção básica", disse o secretário. O Ministério da Saúde só vai abrir vagas do Mais Médicos para "intercambistas" [médicos formados em outros países] num próximo edital, sem data prevista para ser lançado. A data de 14 de dezembro marca o prazo para que os profissionais brasileiros se apresentem nas unidades de saúde. Mas não há um arranjo jurídico que preveja a obrigatoriedade de continuidade, como acontecia com a cooperação com Cuba, conforme o secretário Fábio alertou. De acordo com a Organização Pan-americana da Saúde (OPAS), desde que Cuba decidiu encerrar o acordo, mais de 1,3 mil profissionais cubanos já deixaram seus postos de trabalho, retornando ao país de origem.
Foto: Mark Schiefelbein (AP)
O cientista chinês que está no centro de um escândalo ético causado pelo que ele afirma serem os primeiros bebês editados geneticamente do mundo disse nesta quarta-feira (28) que está orgulhoso do trabalho e revelou que outra voluntária que fez parte da pesquisa está grávida, de acordo com a agência de notícias Reuters.He Jiankui, professor associado da Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul de Shenzhen, na China, discursou em um auditório lotado por cerca de 700 pessoas que participavam da Cúpula de Edição do Genoma Humano na Universidade de Hong Kong."Sinto-me orgulhoso deste caso. Muito orgulhoso", disse He ao ser questionado por vários colegas na conferência."Este estudo foi submetido a um periódico científico para análise", disse, sem identificar a publicação, e acrescentou que sua universidade não estava ciente de seu estudo.He, que disse que financiou seu trabalho, minimizou as preocupações de que sua pesquisa tenha sido realizada em segredo, explicando que procurou a comunidade científica ao longo dos últimos três anos.Em vídeos publicados na internet nesta semana, He disse ter usado uma tecnologia de edição genética conhecida como CRISPR-Cas9 para alterar os genes embrionários de duas gêmeas nascidas neste mês.Segundo ele, a edição genética ajudará a protegê-las de uma infecção de HIV, o vírus que causa Aids. Mas cientistas e o governo chinês rejeitaram o trabalho que He disse ter realizado, e um hospital ligado à sua pesquisa insinuou que sua aprovação ética foi falsificada. O moderador da conferência, Robin Lovell-Badge, disse que os organizadores da cúpula não estavam cientes do assunto até ele vir à tona nesta semana. A CRISPR-Cas9 é uma tecnologia que permite aos cientistas copiar e colar o DNA, o que desperta a esperança de curas genéticas de doenças -- mas também causa preocupações em relação à segurança e ética. Na terça-feira, a Sociedade Chinesa de Biologia Celular emitiu um comunicado no qual repudiou fortemente qualquer aplicação de edição genética em embriões humanos para fins reprodutivos e disse que ela é contrária à lei e à ética médica na China. Também na terça-feira, mais de 100 cientistas, a maioria chineses, disseram em uma carta aberta que o uso da tecnologia CRISPR-Cas9 para editar genes de bebês humanos é perigosa e injustificada. "A caixa de Pandora foi aberta", alertaram. He disse que, inicialmente, oito casais se inscreveram para seu estudo e que um desistiu. Os critérios exigiam que o pai fosse HIV positivo e a mãe fosse HIV negativo.
Doze médicos que se inscreveram na última semana no programa Mais Médicos já começaram a trabalhar na Bahia, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (26) pelo Ministério da Saúde. Outros devem assumir cargo nos próximos dias.Segundo o ministério, os profissionais que já estão em atuação foram alocados em 10 cidades do estado. América Dourada, Central, Feira da Mata, Itabuna, Jequié, João Dourado, Santa Maria da Vitória, Santo Estevão, Seabra e Uauá.Com exceção de Central, que recebeu três médicos, cada um dos outros nove municípios tem, até então, um profissional do programa em atuação.Conforme o Ministério da Saúde, até as 12h desta segunda-feira (26), 97,2% das vagas em todo o país estavam preenchidas. Só na Bahia, são ofertadas 853 vagas no programa Mais Médicos.O balanço mais recente aponta que 8.278 profissionais se cadastraram e estavam alocados para atuação imediata. Eles têm até 14 de dezembro para se apresentar no município escolhido e entregar todos os documentos exigidos no edital. Os médicos que já assumiram na Bahia já passaram por esse processo. O salário para os médicos do programa é de R$ 11.800. Podem se candidatar às vagas os médicos brasileiros com CRM Brasil ou com diploma revalidado no país. As inscrições vão até o dia 7 de dezembro pelo site do programa.
O número de transplantes de órgãos cresceu 19,5% na Bahia, no primeiro semestre deste ano. No total, foram feitos 55 operações, em comparação às 46 do mesmo período de 2017. balanço final do segundo semestre ainda não foi fechado, mas um dos transplantes do mês de novembro foi feito na sexta-feira (21), na cidade de Barreiras, oeste da Bahia. A decisão de doação partiu da família de Maurício Sá Telles, que perdeu o filho de apenas 3 anos. A criança deu entrada no Hospital do Oeste no dia 10 deste mês, após uma crise convulsiva.Ele teve morte encefálica – quando somente o cérebro para de funcionar – confirmada. A equipe médica consultou os pais e informou sobre os procedimentos, e a família concordou em doar os órgãos do menino. “As pessoas que podem viver, as crianças que podem viver através dele, a gente tem um conforto. É da vontade de Deus que a gente possa ajudar o próximo”, disse Maurício. A equipe responsável pelo transplante saiu de Salvador para fazer a retirada dos órgãos. Foram coletados os dois rins e as duas córneas. O médico Daniel Viriato explica que o procedimento de retirada e transplante é seguro. “Na Bahia, nós queremos ajudar ao próximo. Mas nós não temos a consciência de como fazer isso. Às vezes, nós não sabemos muito como que a gente pode fazer. A doação é uma coisa segura, tem um protocolo, que é um dos mais seguros do mundo. Nós passamos por dois médicos e um exame para fechar o diagnóstico de morte encefálica”, disse. De acordo com os médicos responsáveis pela remoção, os órgãos vão salvar a vida de quatro pessoas que estão na fila de doação. Os órgãos do filho de Maurício foram levados para a capital baiana em uma aeronave, acompanhados da equipe médica.Para a família que doou, o sentimento é de solidariedade. “Quem puder e tiver qualquer tipo de iniciativa é muito bom, porque faz a diferença. Talvez nem tanto a primeira vista para a família. Eu sei que tem crianças que estão no hospital há três anos, com a idade dele, que talvez esteja precisando de um rim para sair. Eu tenho certeza que talvez a alegria da mãe que vai receber é do tamanho da minha dor, ou maior", disse Maurício.
Foto: Reprodução/RBS TV
Cidades pelo país começaram a sentir os reflexos da saída dos médicos cubanos que atuavam no Programa Mais Médicos. Pacientes encontraram postos sem médicos ou enfrentaram filas e atrasos no atendimento nesta quarta-feira (21).Em cidades como São Paulo, Itapecerica da Serra (SP), Ponta Grossa (PR), Novo Hamburgo (RS), São Leopoldo (RS), Gravataí (RS), Cruzeiro do Sul (AC), Campinas (SP), São Miguel Arcanjo (SP) e Uberaba (MG), unidades de saúde estão sem médico.Profissionais cubanos que estavam em cidades do Paraná e do Rio Grande do Sul disseram que receberam um comunicado do governo cubano cancelando imediatamente os atendimentos dos médicos intercambistas no Brasil.A saída do Mais Médicos foi anunciada no dia 14 de novembro pelo governo cubano, sem informar até quando os médicos atuariam no programa. A previsão da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) é de todos voltem para Cuba até 12 de dezembro. Em Campinas, além de não encontrar médicos, pacientes não estão conseguindo agendar consultas.O mesmo acontece em São Miguel Arcanjo, cidade paulista com 33 mil habitantes. Maria Nilsen, moradora na área rural da cidade, foi até o posto para marcar uma consulta por causa de uma dor no braço. Após 15 minutos dentro da unidade, saiu desanimada. “Não tem médicos, e até arrumarem tudo não tem nem prazo”, disse.Dos 10 médicos que atuavam no programa Saúde da Família em São Miguel Arcanjo, sete eram cubanos. Dois brasileiros já tinham deixado o programa, e agora só há um profissional trabalhando. “Temos um prejuízo de consultas diárias que não vamos conseguir repor tão cedo”, disse a secretária de Saúde Katia Raskivicius.Na UBS do Jardim Analândia, em São Paulo, um aviso colado à parede informava sobre a falta de clínicos gerais. A dona de casa Rayane Pereira Rodrigues não conseguiu marcar consulta para a filha. “Não tem previsão para marcar, nem médico para atender bebês, nem paciente nenhum”, disse.
O Ministério da Saúde publicou no "Diário Oficial da União"desta terça-feira (20) o edital com cerca de 8,5 mil vagas para o programa Mais Médicos. As vagas, abertas para substituir médicos cubanos, são para profissionais brasileiros e estrangeiros que tenham registro no CRM do Brasil.A publicação do novo edital faz parte de uma medida emergencial do governo brasileiro após o anúncio da saída de Cuba do programa, na semana passada. Nesta segunda-feira (19), o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, disse que presidente Michel Temer determinou que o país tenha o menor impacto possível com a saída de médicos cubanos do programa.
Confira detalhes do edital:
- Serão 8.517 vagas;
- No primeiro edital, todas as vagas serão ofertadas aos médicos (brasileiros e estrangeiros) com registro no CRM do Brasil;
- As inscrições estarão abertas a partir das 8h de 21 de novembro até as 23h59 de 25 de novembro, e deverão ser feitas pelo site maismedicos.gov.br;
- No edital, é possível ver o número de vagas por município (confira a lista aqui)
- No ato de inscrição, o profissional escolherá o município disponível para a atuação;
- Os médicos devem inicar as atividades nos municípios a partir de 3 de dezembro; a data-limite é 7 de dezembro;
- Se houver vagas remanescentes, um segundo edital será lançado em 27 de novembro com vagas para brasileiros formados no exterior e estrangeiros;
- Para atuar no Mais Médicos, os profissionais sem CRM não precisarão fazer o Revalida. Eles poderão fazer o Revalida caso queiram exercer atividade também fora do programa.
Foto: Elói Corrêa/GOVBA
Dez cidades baianas, todas com menos de 40 mil habitantes, ficarão sem nenhum médico para atendimento na assistência básica com a saída dos profissionais cubanos do programa Mais Médicos, anunciada nesta semana pelo governo do país. O executivo estadual estima que a decisão vai afetar a vida de cerca de 3 milhões de pessoas, que ficarão sem assistência. A Bahia, que abriga 10% do total de médicos cubanos hoje no país, é o segundo estado que mais vai perder profissionais do Mais Médicos— fica atrás apenas de São Paulo, que tem 16% de todos os médicos de Cuba hoje no país. Atualmente, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), a Bahia possui 1.522 médicos do Programa Mais Médicos, que estão alocados em 363 dos 417 municípios. Deste total de profissionais, 846 são cubanos, que estão distribuídos em 317 municípios — há médicos também de países como México, Espanha e Angola. Os cubanos atendem, diariamente, 20,4 mil pessoas no estado — 326 mil mensalmente e 3 milhões anualmente. A estimativa do governo é que esses profissionais comecem a deixar o estado já a partir do dia 25 de novembro. Os municípios baianos onde só médicos cubanos trabalham na assistência básica e que perderão 100% dos profissionais são:
- Apuarema (3 médicos)
- Central (6)
- Correntina (8)
- Itagibá (3)
- Lafaiete Coutinho (2)
- Lajedão (2)
- Nova Itarana (3)
- Nova Soure (5)
- Palmeiras (4)
- Pedro Alexandre (6)
Do total de municípios que contam atualmente com o programa Mais Médicos na Bahia, em 99, o número de médicos cubanos representa mais de 50% do total de profissionais da atenção básica. Ainda conforme dados do governo local, 17 comunidades indígenas também ficarão sem assistência em todo o estado.
Foto: TV Verdes Mares/Reprodução
O Ministério da Saúde informou na manhã desta sexta-feira (16) que a seleção de médicos brasileiros para ocuparem as vagas que serão deixadas pelos profissionais cubanos do programa Mais Médicos ocorrerá ainda em novembro. Na última quarta (14), o Ministério da Saúde Pública de Cuba anunciou a decisão de deixar o programa Mais Médicos, criado durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Cuba enviava profissionais para atuar no Brasil desde 2013. O governo cubano atribuiu a decisão a "declarações ameaçadoras e depreciativas" de Bolsonaro. O presidente eleito afirma que Cuba não quis aceitar condições para continuar no programa. De acordo com o Ministério da Saúde, a formulação do edital para substituição dos médicos cubanos será finalizada ainda nesta sexta, durante reunião com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). "O Ministério da Saúde realizará reunião com a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) para a definição da saída dos médicos cubanos e entrada dos profissionais brasileiros que serão selecionados por edital. Será finalizada a proposta de edital para selecionar profissionais para as 8.332 vagas que serão deixadas pelos médicos cubanos", informou a pasta. "A seleção de profissionais brasileiros em primeira chamada do edital será realizada ainda no mês de novembro e o comparecimento aos municípios, imediatamente após a seleção", completou o Ministério da Saúde. O Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) informou ter sido avisado pela embaixada de Cuba que os médicos do país deixarão o Brasil até o fim do ano. De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a saída de cubanos do Mais Médicos afetará 28 milhões de pessoas. "Entre os 1.575 municípios que possuem somente médico cubano do programa, 80% possuem menos de 20 mil habitantes. Dessa forma, a saída desses médicos sem a garantia de outros profissionais pode gerar a desassistência básica de saúde a mais de 28 milhões de pessoas", diz a entidade.
Foto: Paulo Whitaker/Reuters
O Brasil teve uma redução nos casos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti entre janeiro e outubro de 2018. Ao todo, foram 309.405 casos de dengue, zika e chikungunya, uma queda de 47% em relação ao ano anterior. No mesmo período de 2017 foram registrados 582.374 casos das três doenças. Apesar da redução, oito estados apresentaram aumento significativo do número de casos das doenças: Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Paraíba, Mato Grosso, Goiás, Espírito Santo, Acre e Pernambuco. Os dados foram divulgados em novo Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde na terça-feira (13). A pasta também lançou uma campanha de combate ao mosquito nos próximos meses,que são considerados o período epidêmico para as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti porque o calor e as chuvas são condições ideais para sua proliferação.
(Foto: Reprodução)
O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (14) que lançará nos próximos dias um edital para convocar médicos que queiram ocupar as vagas a serem deixadas pelos profissionais cubanos do programa Mais Médicos.Nesta quarta, o Ministério da Saúde Pública de Cuba anunciou a decisão de deixar o programa Mais Médicos, criado durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Cuba enviava profissionais para atuar no Brasil desde 2013. O governo cubano atribuiu a decisão a "declarações ameaçadoras e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro."A iniciativa imediata será a convocação nos próximos dias de um edital para médicos que queiram ocupar as vagas que serão deixadas pelos profissionais cubanos. Será respeitada a convocação prioritária dos candidatos brasileiros formados no Brasil seguida de brasileiros formados no exterior", diz texto de nota divulgada pelo Ministério da Saúde.De acordo com a nota, o ministério trabalha desde 2016 para diminuir o número de profissionais cubanos no programa Mais Médicos. Segundo a nota, naquele ano havia 11,4 mil cubanos nos Mais Médicos. Atualmente, cubanos ocupam 8.332 das 18.240 vagas do programa, informou o ministério.Além do edital para convocação de novos médicos, o ministério informou que, entre outras medidas, também vinha estudando uma negociação com estudantes de medicina formados por meio do Programa de Financiamento Estudantil (Fies). "Essas ações poderão ser adotadas, conforme necessidade e entendimentos com a equipe de transição do novo governo", diz a nota. O ministério afirma ainda que adotará "todas as medidas" para que médicos brasileiros atendam no programa de "forma imediata".
O Ministério da Saúde emitiu um alerta nesta segunda-feira (12) para que populações que moram em áreas onde há recomendação da vacina contra a febre amarela busquem a dose de forma antecipada, antes do período de maior transmissão da doença, que ocorre durante o verão, entre os meses de dezembro e março. De acordo com governo, localidades recém-afetadas pelo vírus e de grande índice populacional, como as regiões metropolitanas dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e de São Paulo. Ainda conforme a pasta, essas localidades permanecem com um quantitativo elevado de pessoas não imunizadas e em risco de adoecer. “A doença tem alta letalidade, em torno de 40%, o que torna a situação mais grave”, destacou o ministério, em nota. O objetivo do alerta, segundo a própria pasta, é evitar correria e longas filas em busca da imunização. A cobertura vacinal para a febre amarela deve ser de, no mínimo, 95% da população.
- iBahia
- 07 Nov 2018
- 16:56h
Um grupo de pesquisadores do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (IB-Unicamp), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), constatou que o extrato da casca da jabuticaba, uma fruta nativa da Mata Atlântica, foi capaz de combater o pré-diabetes e o aumento do acúmulo de gordura no fígado em camundongos envelhecidos. Esses animais foram escolhidos porque o envelhecimento está diretamente associado à redução da capacidade metabólica e alterações do metabolismo hepático, glicídico e lipídico. Durante o envelhecimento há uma deficiência de controle do nível de glicose no sangue, um aumento da deposição de triglicerídeos no fígado e desequilíbrio hormonal. Além disso, é comum os idosos apresentarem dislipidemia (aumento de gordura no sangue), hiperinsulinemia (aumento de insulina no sangue), diabetes e doenças cardiovasculares. Para elevar os danos do envelhecimento, os camundongos foram alimentados com ração rica em gordura para promover ganho de peso, aumentar a gordura no fígado, estimular o aumento de gordura no sangue e aumentar os níveis de glicose.