BUSCA PELA CATEGORIA "Saúde"
Foto: Divulgação
Todos os médicos que atendem pelo Plano de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos da Bahia (Planserv), iniciaram uma paralisação nesta quarta-feira (6), um mês após os colegas anestesistas suspenderem as atividades. De acordo com o Sindicato dos Médicos da Estado da Bahia (Sindimed-BA), apenas os atendimentos de urgência e emergência estão mantidos pelo plano. Os procedimentos eletivos foram suspensos. O grupo reivindica reajuste nos valores pagos pelo plano, o que segundo a categoria não ocorre desde 2015; fim da política de cotas financeiras; e pagamento de honorários feito diretamente aos médicos, sem intermediação dos hospitais. Em nota, o Planserv informou que adotará todas as medidas cabíveis para que sejam cumpridos os contratos com as entidades de saúde, "garantindo o atendimento aos beneficiários, sem nenhum custo extra". No comunicado, o plano informou também que mantém relação contratual apenas com as entidades de saúde - clínicas, hospitais e laboratórios-, sem vínculo direto com profissionais liberais. A paralisação dos médicos anestesistas começou no dia 7 de janeiro. Desde que as atividades foram suspensas, cerca de 500 mil beneficiários, que não se classificam como urgência e emergência, estão sem atendimento, em todo o estado. Durante a paralisação, antes dos médicos de todas as áreas aderirem ao ato, algumas reuniões foram realizadas entre representantes da categoria e o Planserv, mas terminaram sem acordo. O último encontro ocorreu no dia 30 de janeiro. Em nota, o Sindimed informou que todos os esforços foram tentados pelos médicos, em busca uma negociação que pudesse atender às reivindicações apresentadas em diversas oportunidades.
- Brumado Urgente
- 06 Fev 2019
- 17:12h
Na reunião foram acertados detalhes importantes para a continuidade da busca da Policlínica Regional (Foto: Divulgação)
Com o novo momento político-econômico em que o Brasil está vivendo após as eleições nacionais, que fez com que a “ficha caísse” em vários setores governamentais, os sonhos e conquistas para muitos municípios se tornaram verdadeiros desafios, já que, os cofres públicos estão no vermelho, ou seja, o contingenciamento de gastos, irão “fechar as torneiras” e muitas obras, benefícios e programas que eram previstos podem ser literalmente abortados. Diante desse quadro preocupante, Brumado pode acabar perdendo, ou pelo menos, tendo o adiamento de obras e projetos importantes, sendo que uma das de maior relevância é a implantação da Policlínica Regional de Saúde, que, desde o início, se tornou “um cavalo de batalha” já que alguns municípios que integram o consórcio, como Livramento e Paramirim, resolveram colocar “areia na massa” e dificultar o processo, que acabou realmente se tornando um impasse. Em sua última visita ao município de Brumado, após conversas de gabinete com os prefeitos que integram o consórcio do qual Brumado seria a sede, já que coordena a microrregião de saúde, tendo, inclusive um hospital equipado com UTI adulta e neonatal, Rui Costa (PT) confirmou a vinda da Policlínica para Brumado, mas, passadas as eleições, o governador parece estar fazendo “ouvido de mercador” e o sonho de cerca de 500 mil pessoas parece ter ficado mais distante. Diante disso, o prefeito de Brumado, Eduardo Vasconcelos (PSB) se reuniu nesta semana com o prefeito de Dom Basílio, Roberval Galego (PR) e com o secretário municipal de saúde, Claudio Feres, para solidificar o planejamento do consórcio, já que os mesmos são presidente e vice do mesmo, visando uma reunião exclusiva com o secretário estadual de saúde, Fábio Villas-Boas para “desemperrar’ a situação. Tendo como uma das marcas de sua gestão a tenacidade, Eduardo não é de desistir fácil e, com certeza, irá pressionar Rui Costa para que ele venha a cumprir a sua promessa, além do que, a vinda da policlínica regional, como o próprio nome já diz, promoverá um importante salto na área de saúde dos municípios que compõe a microrregião de saúde do sertão produtivo.
- Metro1
- 31 Jan 2019
- 10:10h
A Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o movimento antivacinação em seu relatório sobre os dez maiores riscos à saúde global para este ano. No documento publicado, a OMS traz a justificativa de que a “hesitação em se vacinar ameaça reverter o progresso feito no combate às doenças evitáveis por meio da própria vacinação”. Na lista, aparecem também grandes problemas mundiais da saúde, como os vírus mortais do ebola, HIV, dengue e influenza.
- Bahia Notícias
- 26 Jan 2019
- 09:02h
Foto: Divulgação
A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) divulgou, nesta quinta-feira (24), os 55 municípios que encontram-se em estado de alerta com relação à dengue. A cidade com o maior número de casos é Feira de Santana, com 108 ao todo. Salvador é a segunda da lista, com 45. De acordo com o órgão, o número de casos em 2019 nas duas primeiras semanas do ano é 94,1% maior em relação ao mesmo período em 2018 (veja aqui). Para combater o mosquito Aedes Aegypti, a Sesab distribuiu 7,4 mil kits para serem utilizados pelos agentes de controles de endemias nos municípios. Veja abaixo o número de casos nos munícipios que encontram-se em estado de alerta:
Feira de Santana - 108
Salvador - 45
Macaúbas - 39
Ipupiara - 33
Paramirim - 32
Lençóis - 9
Mucuri - 10
Wagner - 10
Itabuna - 9
Luís Eduardo Magalhães - 9
Sebastião Laranjeiras - 9
Tanquinho - 9
Barreiras - 6
Governador Mangabeira - 5
Correntina - 4
Cristópolis - 4
Dom Basílio - 4
Boquira - 3
Camaçari - 3
Canarana - 3
Juazeiro - 3
Santa Bárbara - 3
Antônio Cardoso - 2
Brumado - 2
Casa Nova - 2
Jequié - 2
Remanso - 2
Riacho de Santana - 2
Santa Cruz Cabrália - 2
Adustina - 1
Barra - 1
Boa Vista do Tupim - 1
Cafarnaum - 1
Campo Alegre de Lourdes - 1
Candeias - 1
Caturama - 1
Conceição do Coité - 1
Curaçá - 1
Guanambi - 1
Ibipitanga - 1
Ibirapuã - 1
Ibirataia - 1
Ilhéus - 1
Itaguaçu da Bahia - 1
Itanhém - 1
Jacaraci - 1
Jacobina - 1
Lauro de Freitas - 1
Livramento de Nossa Senhora - 1
Malhada de Pedras - 1 Palmeiras - 1
Porto Seguro - 1
São Gonçalo dos Campos - 1
Serrinha - 1
Souto Soares - 1
Foto: Divulgação
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) emitiu um alerta contra a dengue nesta quinta-feira (24) por conta do crescimento de casos da doença no estado.De acordo com o órgão, entre 1º e 18 de janeiro deste ano, foram registrados 400 casos - 196 a mais que no mesmo período de 2018, quando o estado teve 204 registros da doença. O crescimento é de 94%. Segundo a Sesab, os casos deste ano foram registrados em 55 municípios. Contudo, os nomes das cidades não foram divulgados. O alerta contra a doença foi emitido pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) da Sesab, e, conforme o órgão, é direcionado aos profissionais de saúde do estado. As orientações, além de contemplar os casos de dengue, incluem as outras arboviroses (Zika e Chikungunya) também transmitidas pelo Aedes aegypti. Entre as recomendações da Divep voltadas para as equipes de saúde estão: alertar os profissionais para suspeita dos sinais e sintomas compatíveis com as arboviroses, bem como mobilizar equipes de saúde para medidas de prevenção e controle. Além disso, de acordo com a Sesab, o alerta ressalta a necessidade de fortalecer e alinhar comunicação entre as equipes de atenção à saúde, vigilância epidemiológica e controle vetorial; intensificar as ações de controle vetorial nas áreas com registro de casos suspeitos ou confirmados de arboviroses e/ou elevados Índices de Infestação Predial (IIP); monitorar semanalmente os casos, mapeando áreas de risco e adotar medidas de controle capazes de reduzir o número de casos. Também será intensificada a capacitação dos profissionais de saúde da rede pública a fim de aperfeiçoar o diagnóstico diferencial para zika em gestantes, priorizando as coletas de amostras nos cinco primeiros dias.
Foto: Facebook/Reprodução
Beata Bienias, de 36 anos, tentou por muito tempo engravidar. Em uma reviravolta, acabou em uma gestação de três bebês: dois de forma natural e um por fertilização in vitro. Ela só descobriu que esperava os gêmeos quando já tinha feito o procedimento. "Estávamos tentando há tanto tempo. Às vezes, nós até pensamos: talvez a gente seja um casal sem bebês", disse Bienias à agência internacional SWNS. Antes de desistir de vez, ela e o marido resolveram tentar a fertilização in vitro: "Foi incrível", disse. "Foi um momento muito emotivo. Não podia esperar pelo momento de retirar meus óvulos. Chorei quando tive o embrião colocado dentro de mim." Como ela não ficou sabendo que já estava grávida? Foram determinadas algumas regras, como por exemplo não fazer um teste de gravidez pelo menos 14 dias após a inserção do material. Ela também não podia fazer sexo no prazo de 4 dias que antecediam o procedimento. "Não consegui esperar e depois de nove dias fiz o teste. Quando vi as duas linhas confirmando o 'positivo', fiz cinco ou seis outros testes para ter certeza", contou Bienias. Os dois saíram de férias para comemorar e voltaram para fazer os exames oficiais da clínica de fertilização. "Quando eu me sentei, a ultrasonografista disse para eu não ficar decepcionada se não conseguisse ver nada da primeira vez". "Depois, se virou para o meu marido e pediu para ele se sentar". Ela disse: "Bem, nós temos trigêmeos aqui". "Temos um bebê de fertilização in vitro e dois foram concebidos de forma natural. Essa é a nossa história", disse Bienias.
Foto: Bay Iismoyo/AFP Photo
Na madrugada da próxima segunda-feira (21), o Brasil poderá ver um eclipse lunar total – quando Sol, Terra e Lua se alinham e nosso planeta faz sombra sobre o satélite. O fenômeno será parecido com o que vimos em julho de 2018, mas poderá ser observado por mais tempo em todas as cidades do país. O eclipse começa à 00h36 (21h36 de Nova York). O fase da umbra – quando a sombra do Sol começa a ser observada na Lua tem início à 01h33 (22h33 de Nova York). Às 03h12, o satélite estará na fase total máxima. A fase parcial segue até às 04h50 (01h50 de Nova York) e tudo termina às 5h48. Diferente de um eclipse solar total – quando o que é "escondido" é o Sol – a observação da versão lunar não exige um óculos de proteção. A visão da Lua é a olho nu. Um binóculo ou uma luneta simples podem ajudar. É mais fácil de assistir em áreas menos iluminadas – campos e praias – e com o horizonte livre "Quando o eclipse começar, a Lua vai estar alta. Mas quando a fase total começar, ela já vai estar no lado oeste do céu, e é pra lá que as pessoas precisam olhar", disse Josina Nascimento, pesquisadora do Observatório Nacional.
(Foto: Divulgação)
Neste domingo (13), uma infecção pela bactéria Yersinia pestis foi confirmada em São Gonçalo (RJ). A bactéria causa a peste, doença que pode que pode aparecer em duas formas: a bubônica ou a pneumônica. Entre 2010 e 2015, foram 3.248 casos reportados em todo o mundo — mas, no século 14, a peste chegou a matar 50 milhões de pessoas na Europa, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Hoje, a maior parte dos casos, segundo a OMS, está no Congo, Madagascar e Peru. No Brasil, o último caso foi registrado em 2005, no Ceará, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Entenda o que é a doença, como é transmitida, qual o tratamento e como se prevenir: O que é a peste? Existem duas variações da doença: a bubônica e a pneumônica. Todas são causadas pela mesma bactéria, a Yersinia pestis, que está presente em pequenos mamíferos, como o rato, e em suas pulgas. Na forma bubônica, os linfonodos — pequenos conjuntos de células do sistema de defesa espalhados pelo corpo — ficam inflamados, formando o que se chama de "bubão pestoso". Em fases avançadas da infecção, os linfonodos inflamados podem se transformar em feridas abertas, com pus. "A peste afeta os roedores. É a mortalidade dos ratos que é o prenúncio da peste. A pulga não é um parasita habitual do ser humano, é acidental. A peste é sempre uma doença da baixíssima condição social. Para ter casos de peste, é preciso ter uma condição social muito baixa, uma pobreza extrema. É o que acontecia naqueles aglomerados na Idade Média. E tem que faltar água, não ter como lavar a mão", diz Kléber Luz, infectologista da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Se não for tratada, a peste bubônica pode se agravar e se transformar em peste septicêmica. Nesse caso, a bactéria cai na corrente sanguínea e a infecção se espalha por todo o corpo. A peste também pode aparecer nos pulmões — é a forma pneumônica da doença, a mais grave. Esse é o tipo que, se não for tratado, pode ser fatal entre 18 e 24 horas depois de aparecerem os primeiros sintomas, de acordo com a OMS. Quais os sintomas? Os primeiros sintomas da peste costumam aparecer entre um e sete dias após a infecção — é o chamado período de incubação. Os sinais podem ser:
- Formação de bubões que podem soltar pus
- Febre alta
- Calafrios
- Dores na cabeça e no corpo
- Fraqueza
- Vômito e náusea
- Confusão mental
- Taquicardia (coração batendo rápido demais) e hipotensão (pressão arterial baixa)
- Hemorragias
- No caso da peste pneumônica, a pessoa pode cuspir sangue e sentir dor no tórax.
- Como é transmitida? A doença é passada de um animal para o outro por meio de pulgas infectadas. Normalmente atinge pequenos mamíferos, como ratos. Em humanos, a transmissão se dá de três formas:
- pela mordida de pulgas infectadas;
- por contato direto com materiais contaminados ou com fluidos corporais de alguém doente;
- pela inalação de gotículas respiratórias de pacientes contaminados com a peste pneumônica.
- quando a transmissão é feita pela pulga, normalmente a pessoa desenvolve a versão bubônica da doença. Já a transmissão entre humanos normalmente leva à forma pneumônica da infecção.
- Qual o tratamento? O tratamento é feito com antibióticos, de preferência nas primeiras 15 horas após o início dos sintomas, de acordo com o Ministério da Saúde. Como prevenir? É recomendado evitar contato com roedores, tomar cuidados com mordidas de pulgas e não manusear carcaças de animais, além de evitar contato com tecidos e fluidos corporais contaminados. Também é preciso instituir o controle das pulgas, que são as vetoras das bactérias, e investigar lugares com muitas mortes de pequenos animais.
- iBahia
- 12 Jan 2019
- 15:17h
Foto: reprodução / Freepik
Ensaios, lavagens, festas de largo e o carnaval. A folia está garantida no verão, mas é preciso ter cuidado com a paquera. Muitos doenças têm a boca como porta de entrada, um exemplo é a mononucleose, também conhecida como "doença do beijo". De acordo com o infectologista Celso Granato, do grupo Fleury, é preciso de higiene e bom senso para curtir as festas. “Os beijoqueiros devem ser cautelosos. Caso possuam feridas ou qualquer tipo de sangramento na boca é melhor não beijar ninguém ou, pelo menos, evitar beijar muitas pessoas”, alerta Granato.A doença do beijo é a infecção mais comum de contrair no beijo. “Mais de 90% da população adulta possui anticorpos contra o agente que provoca essa infecção. Isso significa que em algum momento da vida o indivíduo entrou em contato com esse vírus, mesmo que não tenha desenvolvido nenhum quadro clínico característico”, afirma o especialista. O infectologista explicou as dúvidas mais frequentes sobre a doença. Confira:
Como é desenvolvida a mononucleose infecciosa?
É uma doença causada por um vírus. Após adquirir, a pessoa nunca mais se livra completamente do vírus. Ele fica “morando” na garganta ou nas amígdalas do indivíduo que, periodicamente, o elimina na saliva. E caso você entre em contato com uma pessoa que o está eliminando, ainda que não esteja doente naquele momento, poderá adquirir a infecção se ainda não a teve. A "doença do beijo" pode aparecer em crianças pequenas,ao entrar em contato com uma gotícula da saliva do adulto ou de outra criança que esteja em fase de transmissão do vírus.
Quais são seus principais sintomas?
Adolescentes e adultos jovens, na faixa de 15 a 25 anos, costumam apresentar sintomas como febre, dor de garganta e aumento de linfonodos – popularmente conhecidos como gânglios ou ínguas – na região do pescoço. Podem aparecer também manchas vermelhas pelo corpo, além de aumento do fígado e do baço. Os sintomas podem durar de duas a três semanas. Nos mais jovens, as manifestações são mais leves, enquanto nos mais velhos costumam ser mais intensas.
Como é o tratamento?
Não existe um remédio específico para mononucleose. Portanto, são tratados apenas os sintomas. É indicado o repouso, porque o indivíduo sente fadiga e indisposição. O repouso é fundamental nos casos em que ocorre grande aumento do baço porque, em situações extremas, como, por exemplo, de uma batida, ele pode se romper.
Há outras doenças relacionadas ao contato íntimo, beijo ou compartilhamento de utensílios contaminados?
Sim. Outra infecção relacionada a tais fatores é o herpes, causado por um vírus da mesma família do agente da mononucleose. O vírus da herpes simples Tipo 1 também persiste por toda a vida das pessoas que já tiveram a infecção e, além disso, a cada cinco dessas pessoas, uma vai apresentar lesões de herpes de forma recorrente. Embora a infecção não seja grave, são lesões dolorosas que podem voltar a se manifestar inúmeras vezes e que podem acometer outras regiões do corpo.
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"Parem de querer beijar bebê que não é seu" — este é o pedido de Rafaela Moreira feito em um post no Facebook da última sexta-feira (4). Ela afirma que o filho, Gustavo, foi infectado com herpes aos 17 dias de vida — por causa do beijo de uma visita, segundo declarações feitas ao jornal "Extra". A publicação viralizou, com mais de 185 mil compartilhamentos e 25 mil "likes".
Rafaela contou ao jornal que, um dia antes de aparecerem as bolhas no rosto do neném, ele chorava muito, e ela chegou a achar que poderiam ser cólicas. Quando viu as marcas, levou um susto. "O rosto dele estava todo infeccionado, aí eu o levei de imediato ao hospital, onde a médica contou que o herpes foi contraído pelo beijo. Ela recomendou que nessa fase a gente tem que evitar visitas", relatou. O G1 ouviu especialistas para entender por que o vírus que causa o herpes — que afeta mais de 4 bilhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) — é tão perigoso em bebês. Também listamos algumas dicas de cuidados que devem ser adotados na hora de visitar quem acabou de chegar ao mundo. Kléber Luz, infectologista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), explica que o herpes, bastante comum em adultos, traz risco para recém-nascidos porque o sistema imunológico deles ainda é muito frágil. "O recém-nascido tem as defesas muito baixas. O herpes, no recém-nascido, tem uma característica: invade o sistema nervoso e produz encefalite [inflamação no cérebro]. Por isso que, mesmo vendo só as bolhinhas no rosto, é um indicativo de lesão cerebral. É grave", explica Luz.
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Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conseguiram estabelecer uma relação entre os níveis de irisina — um hormônio produzido pelo corpo durante exercícios físicos — e um possível tratamento para a perda de memória causada pela doença de Alzheimer. O estudo, feito em parceria com outras universidades e institutos, foi publicado nesta segunda (7) na revista "Nature Medicine". Os testes foram feitos em camundongos com a doença — que produziam o hormônio ao fazer exercícios ou recebiam doses dele. Os autores explicam que três novidades foram descobertas:
- Existem baixos níveis de irisina no cérebro de pacientes afetados pelo Alzheimer. Essa mesma deficiência foi vista nos camundongos que foram usados como modelo no estudo.
- A reposição dos níveis de irisina no cérebro, inclusive por meio de exercícios físicos, foi capaz de reverter a perda de memória dos camundongos afetados pelo Alzheimer.
- A irisina é o que regula os efeitos positivos do exercício físico na memória dos camundongos.
"A grande contribuição do nosso estudo foi mostrar que os níveis desse hormônio estão de fato diminuídos nos cérebros dos pacientes com Alzheimer. Em segundo lugar, foi tentar investigar se repor os níveis desse hormônio no cérebro dos camundongos seria bom para a memória. E nós vimos que, de fato, se você aumentar os níveis de irisina, melhora a memória. E, finalmente, foi demonstrar que a irisina é, justamente, o intermediário entre o efeito benéfico do exercício e a melhora de memória", explica o professor da UFRJ Sergio Ferreira, um dos autores do estudo. Algumas outras funções da irisina em vários órgãos do corpo já eram conhecidas, como a de regular o metabolismo do tecido adiposo e até de processos que acontecem nos ossos. Para os autores Mychael Lourenço e Fernanda De Felice, ambos da UFRJ, as descobertas reforçam a importância dos exercícios físicos no combate à doença. Além disso, lembram, o fato de a irisina ser produzida pelo próprio organismo diminui as chances de efeitos colaterais, o que dá esperança para novos tratamentos. "É diferente de uma droga desenvolvida em laboratório, por exemplo, porque se sabe menos ainda sobre o que pode causar de efeito colateral. Infelizmente não há um tratamento para Alzheimer que funcione, então a busca é muito importante", diz. Para De Felice, a novidade foi perceber os efeitos benéficos no cérebro tanto da irisina que foi aplicada nos camundongos como daquela produzida com exercícios físicos. "Nossas descobertas reforçam a importância da atividade física para prevenir a perda de memória e doenças do cérebro, inclusive a doença de Alzheimer, já que mostramos que a administração de irisina consegue mimetizar, ao menos em modelos animais, os efeitos do exercício físico no cérebro", avalia. O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa causada pela morte progressiva de células do cérebro, prejudicando funções como memória, atenção, orientação e linguagem. A doença não tem cura.
Descoberta
Os cientistas levantaram a hipótese de que a irisina poderia ser importante para a doença de Alzheimer há sete anos, quando o hormônio foi descoberto por um pesquisador de Harvard. Ficou constatado que ele melhorava os sintomas de diabetes tipo 2 em camundongos. "Nós sabíamos que quem tem diabetes tipo 2 tem mais chances de desenvolver Alzheimer, e isso ficou muito tempo sem muita explicação", esclarece Mychael Lourenço. "Estudos de vários laboratórios mostraram que, ao que parece, os mecanismos que atuam no corpo para gerar a diabetes tipo 2 são muito parecidos com os que atuam no cérebro para causar Alzheimer", explica o pesquisador. Daí surgiu, então, a possibilidade de que o hormônio pudesse ter algum efeito protetor sobre o cérebro. "Felizmente, conseguimos achar essa relação", diz Lourenço. Ao todo, o estudo foi feito por 25 cientistas de diversos países, com participação das universidades de Columbia e do Kentucky, nos EUA, da Queen's University e da Universidade do Oeste de Ontário, no Canadá, e ainda da Fiocruz e do Instituto D'Or, ambos no Rio.
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A couve pode trazer diversos benefícios à saúde, o que inclui rejuvenescimento de 11 anos do cérebro. Uma pesquisa da Universidade Rush, nos Estados Unidos, constatou que uma única porção de folhas verdes escuras por dia pode rejuvenesce o cérebro. Segundos os testes, em média os participantes que comeram com frequência os vegetais verdes escuros folhosos tiveram declínio mental 11 anos mais tarde que quem dispensava esses alimentos. Além dos benefícios para o cérebro, a couve está no ranking dos que mais ajudam a emagrecer. Fibras, antioxidantes e baixo teor calórico são qualidades que fazem da couve uma ótima opção para a dieta. Ela promove saciedade, ajuda o intestino a funcionar bem e promove uma limpeza detox no corpo para ajudar na eliminação e evitar o acúmulo de gordura. No caso da prevenção de doenças, a couve é importante por trazer na sua composição vitaminas, como a E, K e C e os minerais cálcio, magnésio, fósforo, selênio e ferro.
O Brasil tem um modelo considerado exemplar quando o assunto é calendário de vacinação, mas a oferta de vacinas no Sistema Único de Saúde (SUS) não tem sido suficiente para garantir a taxa desejável de cobertura vacinal da população. Por causa disso, em 2017 o país teve o menor índice de vacinação em crianças menores de um ano em 16 anos. Todas as vacinas recomendadas para adultos estão abaixo da meta de cobertura ideal. Além disso, até dezembro de 2018, o país registrou mais de 10 mil casos de sarampo. A doença estava erradicada no Brasil, mas a importação do vírus vindo da Venezuela provocou dois surtos: um no Amazonas e outro em Roraima. Se até fevereiro de 2019 o país ainda tiver novos casos, pode perder o certificado de erradicação da doença concedido pela Organização Mundial de Saúde. Mas o que leva às baixas coberturas e consequentemente aos surtos de doenças antes erradicadas? Através da Lei de Acesso à Informação, o G1 obteve dados relacionados aos investimentos em produção e distribuição de vacinas e gastos com campanhas.
Foto: Paulo Whitaker/Reuters
Novo levantamento apresentado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (12) aponta que 47,5% dos municípios brasileiros estão em alerta ou risco de surto para dengue, zika e chikungunya.Os números integram o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes Aegypti (LIRAa). Em relação ao mesmo estudo divulgado em junho, houve queda no índice de alerta e risco. Antes, 60% das cidades estavam nesta condição.Ao todo, 5.358 municípios de todo o país (96,2%) realizaram algum tipo de monitoramento do mosquito, sendo 5.013 por levantamento de infestação (LIRAa/LIA) e 345 por armadilha. A metodologia armadilha é utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente.Segundo os dados do LIRAa, 504 municípios brasileiros apresentam alto índice de infestação, com risco de surto para doenças transmitidas pelo mosquito.De acordo com o ministério, estão com índices satisfatórios: Curitiba (PR), Teresina (PI), João Pessoa (PB), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Macapá (AP), Maceió (AL), Fortaleza (CE) e Aracaju (SE).As capitais com índices em estado de alerta são: Manaus (AM), Belo Horizonte (MG) Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), São Luís (MA), Belém (PA), Vitória (ES), Salvador (BA), Porto Velho (RO), Goiânia (GO) e Campo Grande (MS).Já as capitais Palmas (TO), Boa Vista (RR) Cuiabá (MT) e Rio Branco (AC) estão em risco de surto de dengue, zika e chikungunya por apresentarem Índice de Infestação Predial (IIP) igual ou superior a 4.
Foto: Universidade de Queensland
Pesquisadores na Austrália desenvolveram um teste de 10 minutos que pode detectar a presença de células cancerígenas em qualquer parte do corpo humano, de acordo com o artigo publicado na revista "Nature Communications". O teste foi desenvolvido depois que pesquisadores da Universidade de Queensland descobriram que o câncer forma uma estrutura única de DNA quando colocado na água. O teste funciona identificando a presença dessa estrutura, uma descoberta que poderia ajudar a detectar câncer em humanos muito antes dos métodos atuais. "Descobrir que moléculas de DNA cancerosas formaram nanoestruturas 3D totalmente diferentes do DNA circulante normal foi um avanço que permitiu uma abordagem totalmente nova para detectar câncer de forma não invasiva em qualquer tipo de tecido, incluindo sangue", disse Matt Trau, um dos autores do estudos, em um comunicado. "Isso levou à criação de dispositivos de detecção baratos e portáteis que poderiam eventualmente ser usados ??como uma ferramenta de diagnóstico, possivelmente com um telefone celular", acrescentou. Abu Sina, co-pesquisador, disse que o teste é uma "descoberta significativa" que pode ser um "fator de mudança" para a detecção do câncer. "O câncer é uma doença complicada e atualmente cada tipo (de câncer) tem um sistema diferente de testes e triagem. Na maioria dos casos, não há testes gerais para saber seu status. Atualmente, as pessoas só vão buscar tratamento se tiverem sintomas. Queremos que exames de câncer façam parte de um check-up regular"-Abu Sina, co-pesquisador Cientistas em todo o mundo têm trabalhado em maneiras de identificar o câncer mais cedo, já que a detecção precoce é conhecida por aumentar a taxa de sucesso de tratamento terapêutico e cirurgia.