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Inovare: Antibiótico causa cárie?

  • 01 Jul 2019
  • 19:08h

Foto: Divulgação

A maior parte dos medicamentos líquidos de uso pediátrico tem em sua composição algum tipo de açúcar para mascarar o seu sabor e para melhorar a aceitação do paciente infantil ao uso das medicações. O açúcar mais comumente utilizado nestas drogas é a sacarose. Além da presença de açúcar, muitos antibióticos apresentam alta acidez e viscosidade que podem ser considerados fatores de risco para a cárie dentária e erosão, quando consumidos em alta frequência. Sabemos que a cárie dentária é uma doença biofilme-açúcar dependente. Nesse contexto, essas características dos antibióticos associados à uma higiene bucal deficiente proporciona maior risco no desenvolvimento da doença cárie. Lembre-se: É recomendado realizar higiene oral após a administração de antibióticos.

A clínica INOVARE conta com Dra Thaise Meira (CROBA 12517), especialista em odontopediatria, para cuidar de seus pequenos. Agende já uma avaliação para quem você mais ama. Tel e Zap (77) 3441-6243

Antibiótico causa cárie?

  • Inovare
  • 25 Jun 2019
  • 19:36h

A maior parte dos medicamentos líquidos de uso pediátrico tem em sua composição algum tipo de açúcar para mascarar o seu sabor e para melhorar a aceitação do paciente infantil ao uso das medicações. O açúcar mais comumente utilizado nestas drogas é a sacarose. Além da presença de açúcar, muitos antibióticos apresentam alta acidez e viscosidade que podem ser considerados fatores de risco para a cárie dentária e erosão, quando consumidos em alta frequência. Sabemos que a cárie dentária é uma doença biofilme-açúcar dependente. Nesse contexto, essas características dos antibióticos associados à uma higiene bucal deficiente proporciona maior risco no desenvolvimento da doença cárie. Lembre-se: É recomendado realizar higiene oral após a administração de antibióticos.

A clínica INOVARE conta com Dra Thaise Meira (CROBA 12517), especialista em odontopediatria, para cuidar de seus pequenos. Agende já uma avaliação para quem você mais ama. Tel e Zap (77) 3441-6243

Adolescente de 16 anos morre de dengue; vítima faleceu um dia após ser internada

  • Redação
  • 18 Jun 2019
  • 10:58h

Jovem de 16 anos morreu no Hospital com forte suspeita de dengue (Foto: Reprodução Redes Sociais)

Uma menina de 16 anos morreu de dengue, em Irecê, no norte da Bahia. O resultado confirmando a doença saiu nesta segunda-feira (17), de acordo com o G1. A adolescente era da cidade de Presidente Dutra, mas estava internada no Hospital Regional Dr. Mário Dourado Sobrinho, em Irecê. Ela faleceu um dia após ser internada, no dia 11 de junho. Ainda segundo a publicação, o exame que indica o tipo de dengue será divulgado nos próximos dias. O número de casos prováveis de dengue na Bahia aumentou em 460,6% nos primeiros cinco meses deste ano na comparação com o mesmo período de 2018. A informação é da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) 

Governadores do Nordeste querem programa regional nos moldes do Mais Médicos

  • Redação
  • 17 Jun 2019
  • 07:14h

Agora que já foram concluídas as etapas formais para a criação do Consórcio do Nordeste, que visa representar os governos da região no âmbito jurídico, os membros começaram a debater os primeiros projetos. Um deles é firmar contrato com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que exporta profissionais da área, a fim de retomar um programa nos moldes do “Mais Médicos”. Segundo informações do blog Painel, da Folha de S. Paulo, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), disse que eles já consultaram a identidade para fazer um contrato regional. A organização rescindiu o acordo com o Brasil, logo após a eleição do presidente Jair Bolsonaro (PSL), no ano passado. O capitão fazia duras críticas ao programa, que tinha, em sua maioria, médicos cubanos atuando no Brasil. O problema é que o governo federal não deu conta de repor os profissionais nas unidades antes assistidas pelos estrangeiros. De acordo com a publicação, o New York Times estima que 28 milhões de brasileiros ficaram sem atendimento médico.

Governo deve apresentar programa para substituir Mais Médicos na próxima semana

  • Redação
  • 13 Jun 2019
  • 20:30h

Foto: Divulgação/Portal Brasil

Na próxima semana, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, deve apresentar a parlamentares e instituições da área médica a proposta de um novo programa para substituir o Mais Médicos. A ideia é discutir o novo projeto e ouvir sugestões e críticas. A informação é do secretário de Atenção Primária à Saúde, Erno Harzeheim, que participou de audiência pública na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (13). A substituição do Mais Médicos ocorrerá de forma gradual e os atuais contratos dos profissionais serão mantidos até o final. Umas das mudanças que o novo programa trará será a adoção de critérios mais objetivos e transparentes para definir a distribuição dos médicos, de acordo com o secretário. Harzeheim acrescentou que o novo programa aborda os eixos que precisam ser enfrentados para que haja mais e melhores médicos trabalhando na atenção primária e na saúde da família, entre eles o provimento de médicos em municípios pequenos afastados dos grandes centros e também junto às populações mais vulneráveis das cidades maiores.

 

Mais Médicos

Os dados do Ministério da Saúde apresentados na audiência pública mostram que, atualmente, o Programa Mais Médicos tem 14.101 médicos ativos. Com atual edital aberto para o preenchimento de 2.149 vagas, a previsão é que, em julho, o número total de profissionais chegue a mais de 16 mil.

O secretário participou da audiência pública das comissões de Educação e de Seguridade Social e Família da Câmara para debater a formação de novos profissionais no âmbito do programa Mais Médicos.

No dia 9 de abril, o porta-voz da Presidência, Otávio Rego Barros, havia declarado que o governo estudava a substituição do Mais Médicos. Na ocasião, ele disse que ocorreria uma coordenação com o Ministério da Educação para levantar e agilizar as questões como as relativas às avaliações dos médicos, quando formados no exterior.

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Mortes por dengue somam quase 300 no Brasil, total três vezes maior que 2018

  • Redação
  • 13 Jun 2019
  • 19:47h

(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

O total de mortes decorrentes da dengue no Brasil neste ano é quase três vezes maior do no mesmo período de 2018, conforme o boletim mais recente do Ministério da Saúde, de 5 de junho. O documento informa que as mortes por dengue confirmadas até 27 de maio eram 295. No mesmo momento do ano passado, o país havia registrado 99 mortes pela doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Os estados com o maior número de casos são Minas Gerais e São Paulo, juntos eles superam os 68% dos casos prováveis da doença, aqueles que ainda não foram comprovados por testes e exames. O boletim do Ministério da Saúde ainda traz informações sobre os casos de zika e chikungunya. Ele aponta que até o momento foram registrados 12 mortes pela chikungunya, uma na Bahia, 10 no Rio de Janeiro e uma no Distrito Federal. Ainda há 42 mortes sob investigação em Pernambuco. Já são mais de 53 mil casos prováveis da doença, abaixo dos 57 mil registrados no mesmo período do ano passado. O Rio de Janeiro é o estado com maior número de casos, quase 36 mil, segundo reportagem do Bem Estar. Não há mortes confirmadas até o fim de maio de 2019 relacionadas a Zika, mas são 6,1 mil casos prováveis em todo o país. No mesmo período de 2018, foram registrados 4,88 mil casos prováveis.

Brasil tem três vezes a mais de pessoas com transtorno de ansiedade do que a média mundial

  • Redação
  • 02 Jun 2019
  • 16:20h

(Divulgação)

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 9,3% dos brasileiros apresentam  os sintomas da ansiedade generalizada (TAG), como coração acelerado, tremor nas mãos, pernas ou no corpo, angústia, apreensão, irritabilidade, dificuldade de concentração, perturbação do sono, rubor, suor excessivo, ganho ou perda de peso sem uma razão específica. O número é três vezes maior que a média mundial, deixando o País no topo dos casos registrados. Segundo informações do Minha Vida, para o sistema cardiovascular os danos são reais e cada vez mais comuns. Há um número crescente de relatos de episódios de ansiedade relacionados ao estresse do dia a dia e ao desenvolvimento da doença arterial coronária, inclusive com possibilidade de infarto do miocárdio até mesmo em pacientes jovens. O transtorno pode gerar diversos efeitos no corpo, como acelerar os batimentos cardíacos, levar ao mecanismo de vasoconstrição (diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos) e o aparecimento da hipertensão arterial, obesidade e diabetes. Em pessoas com carga genética ou fator de risco (o tabagismo, por exemplo), a consequência pode ser o desenvolvimento mais rápido da doença arterial coronária. A ansiedade pode ainda ser a responsável pelo aparecimento de arritmias, entre elas a fibrilação atrial, ou seja, uma contração desordenada da musculatura atrial do coração que, em muitos casos, levam ao aumento dos batimentos cardíacos com sensação de mal-estar e tontura. Para quem apresenta os sintomas da doença, é fundamental buscar ajuda profissional para interromper esse processo. A avaliação com um médico ou psicólogo será capaz de indicar o tratamento mais qualificado.

Com investimentos em tecnologia na saúde, Vitória da Conquista recebe pacientes do sudoeste da BA para tratamento de câncer

  • Luan Ferreira, TV Bahia
  • 02 Jun 2019
  • 08:14h

(Foto: G1 | Bahia)

Vitória da Conquista não poderia oferecer atendimento adequado para pacientes com câncer , porque a cidade não contava com centro especializado no tratamento do câncer. Moradores do município e da região sudoeste tinham que buscar tratamento na capital Salvador, a 550 km, ou em Itabuna, no sul do estado, a 460 km de Conquista. Atualmente, Vitória da Conquista conta com duas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons), que ficam nos hospitais. Por conta desse investimento, a cidade é considerada um polo de atendimento à saúde no interior do estado. Na Unacon , são atendidas pessoas de 77 municípios diferentes. Uma delas é a empregada doméstica Eudite Rodrigues, da cidade de Urandi, que é do sudoeste, segundo o G1. Ela é descobriu um câncer de mama há dois anos, mas começou o tratamento tarde. Por conta dos atendimentos, Eudite precisava viajar 12h de ônibus para Salvador para ser atendida por um médico. "Eu ia todo mês por causa do tratamento, mas já não aguentava ir mais para lá. Era muito tempo de viagem, e tinha muita escada para subir. Eu não aguentava subir", conta. O diretor-técnico da Unacon de Vitória da Conquista, José Ernesto de Oliveira, falou sobre a importância da cidade oferecer o tratamento na região.  "Temos um público que ao longo de anos estava reprimido deste tipo de tratamento. Não só por ter que ir a Salvador, mas por todo um ônus que havia para esse pessoal. Não era só o gasto para estar em Salvador, mas gastar em hospedagem e gastar com o próprio tratamento em si. Hoje em Vitória da Conquista temos pacientes que se distanciam a mil quilômetros e estão inseridos em nosso contexto de Unacon", ponderou.

Vacinação contra a gripe para grupo prioritário termina hoje (31)

  • Redação
  • 31 Mai 2019
  • 07:43h

Foto: Jefferson Peixoto/Secom

Esta sexta-feira (31) é o último dia para os integrantes do grupo prioritário terem exclusividade ao procurar uma unidade de saúde e se vacinar contra a gripe. A partir da segunda-feira (3), as doses restantes estarão disponíveis para toda a população. De acordo com o Ministério da Saúde, o público-alvo da Campanha Nacional de Vacinação são: gestantes, puérperas, crianças entre 6 meses a menores de 6 anos, idosos, indígenas, professores, trabalhadores de saúde, pessoas com comorbidades, funcionários do sistema prisional e população privada de liberdade. Até a quarta-feira (29), 44,6 milhões de pessoas já haviam se protegido contra a doença – 75% do grupo prioritário. A meta do Ministério da Saúde é atingir 90% do público-alvo, que representa 59,4 milhões de pessoas. Apenas dois estados bateram a meta: Amazonas (94,4%) e Amapá (94,7%).

Bahia segue tendência nacional e reduz leitos de pneumologia nos últimos sete anos

  • Jade Coelho
  • 31 Mai 2019
  • 07:04h

(Foto: Brumado Urgente)

A Bahia está entre os 17 estados brasileiros, além do Distrito Federal, que reduziram o número de leitos clínicos do Sistema Único de Saúde (SUS) destinados a pneumologia, especialidade responsável pelo tratamento de doenças respiratórias, nos últimos sete anos (2012-2019). O Bahia Notícias fez um levantamento sobre os leitos disponíveis na rede pública e privada de todo o país, com base em dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes) - Datasus. Há sete anos a Bahia contava com 133 leitos clínicos de pneumologia, sendo 85 do SUS e 48 Não SUS. Atualmente, conforme o Cnes, o estado possui 117 leitos destinados a internação para tratamento de doenças pneumológicas. Deste total, 65 são do SUS e 52 Não SUS, o que representa uma redução de aproximadamente 23% em relação a maio de 2012.

A Bahia foi o 12º estado que mais reduziu leitos clínicos de pneumologia neste período. O ranking é encabeçado pelo Acre com uma redução de 100% nos número total de leitos do SUS - em 2012 o estado contava com 10 leitos desta especialidade e agora não contabiliza nenhum. Em seguida aparece o Amazonas (-91,3%), que reduziu de 23 para 2, e a Paraíba (-76,1%), em que o número foi de 88 para 21. Apenas quatro estados brasileiros aumentaram o número de leitos do SUS nesta especialidade nos últimos sete anos: Tocantins, onde o número saltou de 15 para 36; Rondônia, de 14 para 50; Alagoas, que foi de quatro para 19; e Maranhão, que em 2012 contabilizava apenas dois e agora possui 19. O estado de São Paulo apresentou crescimento do número total de leitos clínicos de pneumologia, entre SUS e Não SUS. Mas ao considerar apenas os leitos do Sistema Único de Saúde o quadro muda e São Paulo se junta à Bahia ao passar de 236 em maio de 2012 para os atuais 171. Os índices foram avaliados como um fato preocupante e "triste" pelo pneumologista do Hospital Santa Izabel, Guilhardo Fontes. Para ele os leitos fazem falta principalmente nesta época do ano, em que a incidência de casos de doenças respiratórias e consequentemente a demanda por atendimentos médicos destas doenças aumentam. “A grande maioria das doenças do inverno são respiratórias. Existem outras também, mas as doenças respiratórias são as mais prevalentes, mais frequentes durante esta época do ano. São elas que mais enchem as emergências e os leitos hospitalares”, disse o médico ao citar essas enfermidades. “Gripe, bronquite, pneumonia, asma...”, listou Guilhardo Fontes. O motivo da redução de leitos do SUS na Bahia foi questionado à Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), mas até o momento do fechamento desta reportagem o Bahia Notícias não teve retorno da pasta.

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Alerta: 'Descaso da Sesab pode provocar desassistência médica na Bahia’ afirma Sindimed:

  • Redação
  • 30 Mai 2019
  • 06:32h

Foto: Divulgação/Sindimed

Por meio de nota pública divulgada nesta quarta-feira (29), o Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed-Ba) afirmou que 221 médicos, lotados em unidades hospitalares ligadas à Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), terão que deixar seus postos de trabalho, “sem que se tenha notícia de que outros tenham sido contratados por qualquer meio”. A entidade vê a medida como “grande risco de desassistência na área de saúde”. “Há dez anos, o Governo Estadual não faz concurso público para médico, preferindo apostar na privatização dos serviços. E foi por adotar essa linha de ação que, há tempos, o Governo preferiu contratar serviços adicionais, que foram prestados por médicos estatutários através de pessoas jurídicas, do que ampliar o quadro de servidores através do concurso público”, diz a presidente do Sindimed-BA, Ana Rita de Luna Freire Peixoto. Segundo ela, a entidade tem cobrado ao Estado medidas efetivas que impeçam o aumento da desassistência. “Na prática, a partir do dia 31 de maio, sexta-feira, teremos 221 posições de trabalho a menos nos hospitais, em razão do afastamento imposto aos médicos e gestores. Isso gerará uma grande lacuna no atendimento à saúde da população carente”, alerta.

Equipe de Neurocirurgia do Hospital de Base de Conquista realiza procedimento inédito no Nordeste

  • Redação
  • 29 Mai 2019
  • 14:56h

(Foto: Divulgação)

“Foi um dia histórico para a neurocirurgia da Bahia “. Estas foram as palavras do médico neurocirurgião Iogo Henrique que, em parceria com o também neurocirurgião Mauro Sérgio, realizou na segunda-feira (27), no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), a primeira microcirurgia neuroendoscopia assistida do Nordeste.

O HGVC se caracteriza pela assistência em alta complexidade em neurocirurgia, e com essa técnica disponível aumenta a eficiência do serviço. Ainda que nem todos os pacientes sejam candidatos a realizar procedimentos minimamente invasivos, a grande maioria dos casos é beneficiada.

O uso da neuroendoscopia durante os procedimentos microcirúrgicos permite que o procedimento seja realizado com mais segurança e por craniotomias menores. A neuroendoscopia é um procedimento bem menos invasivo em neurocirurgias. No procedimento é usado o Endoscópio  Cirúrgico, um instrumento óptico que permite a visualização de estruturas no interior de uma cavidade cerebral com aumento e boa resolução. O procedimento possibilita o acesso a tumores, sangramentos e outras lesões, ainda que em lugares mais profundos, sem precisar de uma grande cirurgia. Dentre os benefícios da neurocirurgia minimamente invasiva destacam-se:

menor tempo de internação; incisões menores; menor trauma cirúrgico; menor risco de infecção; recuperação mais rápida; cirurgias mais rápidas e precisas; ausência ou mínima manipulação do cérebro.

Essa técnica é uma grande conquista para os pacientes de toda região. No HGVC está disponível o que de melhor existe na área da neurocirurgia. Mesmo em nível nacional, esse tipo de tratamento é oferecido em poucos centros de referência na área.

Ainda ontem, foi realizada outra cirurgia desse tipo. Um jovem de 29 anos, com um tumor localizado no tronco cerebral (uma região de difícil acesso e que 1mm faz diferença entre vida e morte), foi submetido ao tratamento cirúrgico com essa técnica. O procedimento durou cerca de 2h e ocorreu sem intercorrencias. Poucos minutos depois, o paciente já se encontrava sem sintomas ou queixas e com previsão de alta hospitalar em 48h,

Seis meses após saída dos cubanos, cidades baianas lideram falta de médicos no país

  • Milena Teixeira
  • 28 Mai 2019
  • 17:40h

(Foto: REprodução)

Seis meses após a saída dos cubanos no Brasil, a Bahia continua sendo o estado do Brasil com maior déficit de médicos. De acordo com informações do Ministério da Saúde, no final do mês de abril, cento e trinta e duas vagas ainda precisavam ser preenchidas em cidades baianas. No mesmo mês, os estados de São Paulo (131) e Minas Gerais (103) registraram o segundo e o terceiro maior número de vagas desocupadas. Presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Eures Ribeiro explica que, com a falta de médicos, moradores do interior do estado ficam sem atendimento ou precisam ir até unidades de saúde de outra cidades. “Os médicos foram embora e nós ainda não encontrados respostas do Ministério da Saúde. Mesmo que eles abram inscrições, as vagas não vão ser preenchidas, porque os médicos não querem ir para os lugares mais distantes. Agora, tem cidade no interior que não tem médico e a população precisa ir para outro município, prejudicando o atendimento em outras unidades de saúde”, afirma, Eures, que também é prefeito da cidade de Bom Jesus da Lapa.

Novas inscrições

O Ministério da Saúde abriu novas vagas para o programa Mais Médicos na segunda (27). A Bahia tem 240 oportunidades previstas, conforme lista divulgada pela pasta. As cidades de Itaberaba e Jequié, que são considerados áreas vulneráveis, são os municípios com o maior número de vagas previstas, com 7 e 6, respectivamente.

No estado, 146 vagas são destinadas a 98 municípios em situação de extrema pobreza; 60 vagas para 32 municípios considerados áreas vulneráveis; 27 vagas para sete municípios incluídos no grupo dos cem (G100) com mais de 80 mil habitantes e alta vulnerabilidade social; seis vagas para três municípios que fazem parte do Grupo I do Piso de Atenção Básica (PAB); e uma vaga para um Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI).

As inscrições foram abertas n e vão até a próxima quarta-feira (29). São oferecidas, no total, 2.212 vagas para o atendimento na atenção primária à saúde em cerca de 1.185 municípios e 13 DSEIs. As inscrições são feitas exclusivamente pela internet.

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Resistência a superbactérias triplica e afeta oito pacientes por dia na Bahia

  • Correio 24h
  • 26 Mai 2019
  • 11:43h

Foto: Fernanda Lima/CORREIO

Cada pessoa é mais bactéria do que gente. São 30 trilhões de células humanas para 38 trilhões de bactérias. De tão poderosas, podem desenvolver resistência e parecer indestrutíveis. Então, já não são os hóspedes pacíficos, mas resistentes e letais. São as chamadas superbactérias. Na Bahia, a cada dia de 2018, oito pessoas descobriram abrigar esses micro-organismos, diz a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). De 2013 até ano passado, quase triplicaram os casos.  As bactérias estão por todos os lados e não adianta tentar fugir. Podem tirar o combustível da vida do corpo humano, da planta, da água, das raízes, do ar. É difícil saber quando - e como - elas adquirem tanta resistência a ponto de poder matar, em horas, um ser humano até então saudável. Os pesquisadores se apressam em desvendar a jornada das superbactérias.

No caso de Gabriel Dilly, 16 anos, foram necessárias três cirurgias e antibióticos para chegar à vilã. Depois de bater o dedo médio da mão numa porta, algo parecia ir mal. O Raio-X não mostrava nenhuma fratura, mas o dedo ardia, adquirira um tom verde, como se apodrecido. Ninguém sabia que, no corpo de Gabriel, uma bactéria que vive harmoniosamente na pele e mucosas se transformou numa ameaça.

O diagnóstico, que depende de uma análise microbiológica do material onde se alojou a bactéria, mostrou a presença da Staphylococcus aureus, uma das quatro mais resistentes, segundo a Global Antimicrobial Surveillance System (GLASS). 

“A gente não entendia o que estava acontecendo. O médico falou que a extensão do pus já tinha atingido a mão”, lembra Mira Dilly, mãe de Gabriel, um garoto de 11 anos em 2014, quando tudo aconteceu.

Monitorados
Na Bahia, são monitorados 13 micro-organismos resistentes. Desde 2010, quando houve aumento na ocorrência da Klebsiella Pneumoniae, a qual se atribui o título de 'A superbactéria', a Sesab tornou obrigatória a notificação das infecções. A Anvisa aprovou, em 2018, o Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos no Âmbito da Saúde Única. A meta é estabelecer uma rede de monitoramento e vigilância dos possíveis casos. Afinal, é um gráfico crescente.

O aumento de infectados por superbactérias nos 552 hospitais baianos mostra o fortalecimento dessas moléculas. Mas, também aponta para uma notificação mais ampla. Pelo menos é assim que os nove profissionais da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), em Salvador, interpretam os números. “Essa notificação de 2018 pode não representar só um surto, mas também uma melhora”, explica Fátima Nery, enfermeira e coordenadora do programa.

Como são apenas nove pessoas para acompanham 417 municípios, a subnotificação também é tida como realidade. Ou seja, o número pode ser ainda maior. Em 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deu o recado: 700 mil pessoas morriam, anualmente, por infecções bacterianas. E, na ausência de medidas, em 2050, o número poderá crescer a 10 milhões. Resta entender o que está por trás do poder das super bactérias para tentar vencê-la.

Como surgem e para onde vão
Como nascem as superbactérias? A pesquisadora da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp) e infectologista Ana Cristina Gales dedica sua pesquisa a entender a resistência. O uso inadequado de antibióticos é um dos principais problemas. Você já interrompeu o uso de um antibiótico? Então, há riscos de, sem saber, alguma bactéria ter sido fortalecida.

No ano passado, a OMS colocou o Brasil como o 19º maior consumidor de antibióticos numa lista de 65 países. Segundo a Anvisa, existem 126 antibióticos autorizados, enquanto 53 estão em análise em laboratórios brasileiros. Mas, não há como associar os organismos multi-resistentes apenas aos antibióticos. É um fenômeno multifatorial. 

"Vai desde o uso inadequado de antibiótico, ao uso do antibiótico no agronegócio. Temos a falta de saneamento básico. Um problema muito sério que é o diagnóstico microbiano”, explicou.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) libera o uso de antibióticos que promovem o crescimento de aves, por exemplo. Não informou, no entanto, quais e quantos são os compostos autorizados. Depois de comer uma galinha criada à base de antibiótico, você consome, por tabela, a substância. No uso veterinário, o antibiótico é diluído em baixa dosagem no alimento. “Quando eu dou antibiótico, eu dou uma concentração alta para matar, não pequena, pois não mata o suficiente”, diferencia Ana Gales. Como não morrem, ganham resistência. 

Resistência
O momento em que uma bactéria torna-se uma bomba relógio depende, também, de cada micro-bioma, nosso conjunto de micro-organismos. "Em algum momento, pode haver desregulação do microbioma. Isso se torna um problema em alguma condição de imunodeficiência", explica o biólogo Pablo Ramos.

Hoje, a resistência à penicilina, o primeiro antibiótico, descoberto em 1929 por Alexander Fleming, chega a 50%. Nos hospitais, o risco de infecção é maior, embora seja perfeitamente possível contrair superbactérias sem pisar os pés numa enfermaria, como aconteceu com Gabriel.

Mas, profissionais de saúde evitam o termo infecção hospitalar, como se o hospital fosse, naturalmente, um agente infeccioso. "[O paciente] está adquirindo essa bactéria, pois está exposto ao tratamento", afirma Ana Gales.

Também começa o controle o uso de antibióticos. No Instituto Couto Maia, referência em doenças infectocontagiosas, três médicos analisam as indicações de antibióticos. Querem, com isso, evitar inadequações na indicação ou na dose. Semanalmente, a equipe visita as salas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para avaliar os medicamento indicados. Atualmente, não há surto de nenhuma bactéria resistente. A dificuldade é equacionar a necessidade de acompanhar as prescrições com a urgência típica dos casos de infecção.

"Quanto mais tempo um paciente é exposto a um antibiótico, maior risco ele apresenta de desenvolver bactérias multirresistentes", conta Verônica Rocha, coordenadora do serviço de controle de infecção hospitalar da unidade. 

Os mistérios da superbactérias ainda estão longe de ser desvendados. Mas, os esforços estão concentrados em impedir o instante em que a bactéria insiste em querer ser maior que o ser humano.

O antibiótico da 'Superbactéria'
Primeiro, a rigidez deixa de ser produzida. Depois, as enzimas da resistência da bactéria são vencidas. Assim funciona o torgena, primeiro antibiótico a combater a KPC, considerada endêmica no Brasil. A bactéria é capaz de causar pneuomia, infecções sanguíneas e generalizadas. Também costuma ser a mais letal dos micro-organismos resistentes.

Mostras da bactéria KPC no laboratório de microbiologia na Unifesp (Foto: Fernanda Lima/CORREIO)

Até então, o tratamento da KPC era possível apenas com a união de dois medicamentos. Os profissionais de saúde começaram a perceber, então, que a resistência crescia cada vez mais. 

O antibiótico torgena já era licenciado nos Estados Unidos e na União Europeia. Mas, apenas em 2018, após sete estudos clínicas, a Anvisa liberou o uso no Brasil. A esperança é de que o medicamento possa, enfim, por algum obstáculo à superbactéria. "A bactéria estava tranquila, deitando e rolando. A bactéria volta a ser sensível e vamos combater essa infecção", afirmou a diretora-médica da Pfizer, Márjori Dulcine, em encontro promovido para jornalistas em São Paulo.

No Brasil, o alerta da KPC foi ligado em 2009, quando surgem os primeiros casos de infecção pela bactéria, resistente a até 95% dos medicamentos. O aparecimento da KPC nos hospitais, seu ambiente mais comum, seguiu uma rota: da Costa Leste dos Estados Unidos, em 2001, foi para Israel. De Israel, seguiu para China. Daí, espalhou-se pelo mundo. 

Na Bahia, de 2013 a 2018, foram 887 registros de infectados pela superbactéria.  A secretaria evita falar em mortes causas pela KPC ou outros micro-organismos resistentes, pois o dado pode não representar a realidade clínica. 

Também na Bahia, no ano passado, o biólogo Pablo Ramos, ligado à Fiocruz, já havia pesquisado proteínas que poderiam vencer o KPC. O que falta, em sua opinião, é infraestrutura para confirmar, precocemente, um dianóstico.  "Se não temos capacidade de diagnosticar, de nada serve", opina. E o KPC não costuma esperar. 

*Com supervisão da editora Mariana Rios e da subeditora Clarissa Pacheco

*A repórter viajou a convite da Pfizer

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Ministério da Saúde rebaixa programa de HIV-Aids ‘não quer dizer nada’, avalia Cremeb

  • Redação
  • 24 Mai 2019
  • 09:22h

(Divulgação)

A decisão do Ministério da Saúde de rebaixar o programa brasileiro de tratamento de HIV-Aids para uma coordenadoria “não quer dizer nada”, avaliou o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), Júlio Braga. Para ele, a mudança é apenas administrativa e tem potencial de agregar pontos positivos no efetivo combate ao vírus e à doença. “Eu acho que reduzir nomes, hierarquias, isso não quer dizer nada. A gente vê aí o governo reduzindo ministérios, está toda a população apoiando, reorganizar estruturas administrativas para dar mais eficiência pode ser melhor”, opinou o médico, que ainda considerou “precoces” as críticas feitas à mudança. “A reforma administrativa pode, inclusive, gerar economia do recurso”, alegou. Para Helena Lima, coordenadora do programa de DST/Aids da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS), a mudança é “bem desafiadora”. “Principalmente do ponto de vista de uma estrutura”, disse ao lembrar que o programa de combate a Aids já sofreu mudanças em ocasiões anteriores: “em 2009 o Programa Nacional da Aids se fundiu com o Departamento Nacional das Hepatites Virais, aquele momento também foi um cenário desafiador”. Contudo, Helena não acredita que a mudança represente um risco ao trabalho realizado no país. Ela explicou que coordenadores de programas municipais da Aids de todo o Brasil foram convocados para uma reunião no mês de março no Ministério da Saúde. Na ocasião, segundo Helena, a pasta informou sobre as mudanças na estrutura, mas assegurou que a qualidade do programa seria mantida. “O Ministério [da Saúde] se comprometeu nessa reunião e também no decreto em continuar com todas as ações”, disse ela. “Com gestão, o que a gente percebe é que as políticas e a legislação que está hoje posta impedem um retrocesso de parar de investir no controle da doença”, completou Helena. Helena acredita que a qualidade que tem o Programa Nacional da Aids se mantém, principalmente pelo amadurecimento dos movimentos sociais ao longo do tempo, "que nos fortalecem". São movimentos que certamente nos apoiarão para que a gente não perca direitos, não perca o foco”, acrescentou a coordenadora ao ressaltar a importância e a referência da assistência e combate ao vírus HIV e à Aids no Brasil para o mundo.