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Brasil tem mais de 500 UPAs sem funcionar por falta de verbas: Brumado está na lista

  • Informações do G1
  • 09 Dez 2019
  • 14:42h

Brumado é uma das cidades que estão com a sua UPA sem funcionamento (Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

Mais de 500 UPAs, Unidades de Pronto Atendimento, que deveriam desafogar os hospitais públicos, estão prontas e sem funcionar ou com as obras paradas. O Ministério da Saúde admite que prometeu mais do que podia. Agora nem estados, nem municípios têm dinheiro para abrir as UPAs. Por isso, querem mudar as regras para o funcionamento das Unidades de Pronto Atendimento, as UPAs. Para que, por exemplo, elas funcionem apenas de dia. Os prédios são novinhos. Unidades de Pronto Atendimento (UPA) construídas com a ajuda do Governo Federal, para funcionar 24 horas por dia. Atender pacientes com problemas de média complexidade. Mas estão vazios.A UPA do município de Araçatuba, em São Paulo, ficou pronta ano passado. Custou mais de R$ 2 milhões. Deveria atender a uma população de 50 mil habitantes, mas está fechada. A prefeitura diz que não abre porque não tem dinheiro para manter a UPA funcionando. Em Florianópolis, uma outra UPA deveria ter sido entregue há anos, mas até agora, nada. Uma outra em Pirenópolis, interior de Goiás, não foi inaugurada porque o município aguarda o repasse de dinheiro do Ministério da Saúde para comprar equipamentos. Em todo o país, 188 UPAs estão prontas, mas não funcionam. Trezentas e vinte e quatro estão em construção. O Governo Federal paga boa parte da obra e depois ajuda com recursos para a manutenção, mas o município e os estados têm que entrar com dinheiro para comprar medicamentos, pagar salários e tem que cumprir algumas regras, como manter a UPA funcionando 24 horas por dia com um número determinado de médicos.

A situação parece sem solução até o momento (Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

O problema é que está faltando dinheiro para bancar esses custos. Embora tenham assinado convênios que previam a necessidade de pagarem parte dos custos de funcionamento das UPAs, muitos municípios agora dizem que não têm esse dinheiro e cobram ajuda do governo. Querem mudança nas regras das futuras unidades. Afirmam que dá para colocá-las em funcionamento desde que elas possam, por exemplo, ficar abertas apenas durante o dia. “Que os prefeitos possam utilizar essas unidades, essas estruturas de acordo com a necessidade do município. Pode ser que funcione como um pronto socorro, como um pronto atendimento, como um centro de especialidades ou funcione durante 12 horas e não funcione à noite”, diz o Presidente do Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Saúde (CONASS), João Gabbardo. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, reconhece que o governo acabou autorizando a construção de um número de UPAS bem maior do que o previsto inicialmente. Quando o programa foi lançado, a proposta era construir 500 unidades em todo o país, mas houve pressão de prefeitos e foram autorizadas mais de mil unidades. Agora, tanto o Governo Federal quanto os estados e municípios têm dificuldade de bancar as UPAs. O ministro disse que concorda em alterar algumas regras para permitir a inauguração das UPAs que estão fechadas, se os órgãos de fiscalização, como o Tribunal de Contas da União, concordarem. “Nós poderemos fazer com que essas estruturas prontas, os prédios de UPAs prontas, possam funcionar com uma exigência menor de pessoal, de turnos, e prestarem algum serviço à sociedade”, explica o ministro. O Tribunal de Contas da União disse que cabe ao Ministério da Saúde mudar as regras para o funcionamento das UPAs.

 

135 mil pessoas vivem com HIV no Brasil e não sabem, diz ministério

  • G1
  • 29 Nov 2019
  • 20:13h

(Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

O Ministério da Saúde estima que 135 mil pessoas vivem com HIV no Brasil e não sabem. Com base nessa estimativa, a campanha lançada em alusão ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids quer incentivar as pessoas que se colocaram em risco a procurar uma unidade de saúde para realizar o teste rápido. Considerando o período entre 1980 e junho de 2019 foram detectados 966.058 casos de Aids no país.Segundo o diretor do departamento de doenças crônicas e infecções sexualmente transmissíveis, Gerson Pereira, o país adotou a recomendação do início do tratamento para todas as pessoas após o diagnóstico de HIV, independente da condição clínica do paciente. “Os últimos dados mostram que a pessoa diagnosticada com HIV tem praticamente o mesmo tempo de vida que uma pessoa que não vive com o vírus", afirmou. "Se essa pessoa mantiver o tratamento regular, pode ter uma vida normal, assim como quem tem diabetes ou hipertensão. Mas para isso, é importante ter o diagnóstico cedo, tratar imediatamente e se manter em tratamento", disse Gerson Pereira. Por causa do tratamento mais acessível, o governo informou ainda que os casos de Aids reduziram em 13,6% entre 2014 e 2018. O índice equivale a 12,3 mil casos evitados da doença. Já a mortalidade por Aids caiu em 22,8%, nesse mesmo período, evitando 2,5 mil óbitos. Segundo o Ministério da Saúde, quando um paciente infectado com o vírus HIV recebe o tratamento adequado, sua carga viral pode chegar a ser indectável. Quando isso acontece, considera-se que não existe uma quantidade suficiente do vírus para que ele seja transmissível.

1 em cada 4 jovens está viciado em celular, diz estudo britânico

  • G1
  • 29 Nov 2019
  • 14:02h

(Foto: Getty Images/BBC)

Quase um quarto dos jovens é tão dependente dos próprios celulares que eles passaram a ser considerados viciados nos dispositivos. Um estudo, realizado por pesquisadores do King's College de Londres, afirma que esse comportamento viciante significa que as pessoas ficam "em pânico" ou "chateadas" se lhes for negado acesso constante aos aparelhos. Os jovens também não conseguem, segundo a pesquisa, controlar a quantidade de tempo que passam diante dos smartphones. Para os pesquisadores, esse vício está associado a problemas de saúde mental. O levantamento publicado na BMC Psychiatry analisou 41 estudos anteriores envolvendo 42 mil jovens em investigações sobre o "uso problemático de smartphones". O estudo constatou que 23% tinham comportamento classificável como vício, como ansiedade por não poder usar o telefone, por não conseguir moderar o tempo gasto e passar tanto tempo usando o smartphone que isso prejudicava a realização de outras atividades.

 

 

 

Expectativa de vida do brasileiro ao nascer é de 76,3 anos, diz IBGE

  • G1
  • 28 Nov 2019
  • 13:07h

(Foto: Caio Coutinho/G1)

A expectativa de vida ao nascer dos brasileiros era de 76,3 em 2018, de acordo com dados publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (28). São 3 meses e 4 dias a mais que a projeção feita em 2017, o que corresponde a uma alta de 0,4%. Esse estimativa vem crescendo desde 1940. Naquele ano, a expectativa de vida do brasileiro ao nascer era de apenas 45,5 anos. O IBGE destaca que essa expectativa de vida muda conforme o ano de nascimento da pessoa, ao que se dá o nome de "projeção de sobrevida". Por exemplo, quem tinha 30 anos completos em 2018 terá um tempo médio de vida diferente de quem nasceu naquele ano.

  • Aos 30 anos: 48,7 de expectativa de sobrevida, ou seja, expectativa de vida de 78,7 anos
  • Aos 40 anos: 39,5 de expectativa de sobrevida, ou seja, expectativa de vida de 79,5 anos
  • Aos 50 anos: 30,7 de expectativa de sobrevida, ou seja, expectativa de vida de 80,7 anos
  • Aos 60 anos: 22,6 de expectativa de sobrevida, ou seja, expectativa de vida de 82,6 anos
  • Aos 70 anos: 15,3 de expectativa de sobrevida, ou seja, expectativa de vida de 85,3 anos
  • Aos 80 anos ou mais: 9,6 de expectativa de sobrevida, ou seja, expectativa de vida de 89,6 anos ou mais

    Para as mulheres, que tendem a viver mais tempo que os homens, a expectativa aumentou de 79,6 anos em 2017 para 79,9 anos em 2018. Já para os homens aumentou de 72,5 para 72,8 anos no mesmo período. O IBGE destacou, no entanto, que essa diferença da expectativa de vida entre homens e mulheres é mais acentuada conforme a faixa etária, fenômeno chamado de "“sobremortalidade masculina”. Em 2018, um homem com idade entre 20 e 24 anos tinha 4,5 vezes menos chance de chegar aos 25 anos que uma mulher. “Esse fenômeno pode ser explicado por causas externas, não naturais, que atingem com maior intensidade a população masculina”, explica o pesquisador do IBGE Marcio Minamiguchi. O pesquisador enfatizou que esse fenômeno não era observado em 1940 com tanta evidência. “A partir de meados da década de 80 as mortes associadas às causas externas passaram a desempenhar um papel de destaque. É um fenômeno proveniente da urbanização e inclui homicídios, acidentes de trânsito e quedas acidentais, entre outros”, disse.Também conhecido como "esperança de vida", o dado informa quanto devem viver, aproximadamente, os indivíduos nascidos em um determinado ano – desde que mantidas as mesmas condições observadas no ano de seu nascimento.

Apenas 15% dos adolescentes brasileiros se exercitam o suficiente, diz OMS

  • G1
  • 22 Nov 2019
  • 10:09h

( Foto: Simon Dawson/Reuters)

Oito em cada dez crianças e adolescentes de 11 a 17 anos não realizam atividade física suficiente. No Brasil, o percentual é ainda maior: 84% dos adolescentes nessa faixa etária são menos ativos do que deveriam. Os dados mostram ainda que não houve nenhuma melhora significativa nesses níveis nos últimos 15 anos. A conclusão é do primeiro estudo comparativo sobre o tema, lançado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira (21). Os dados são de 2016 e analisam 1,6 milhões de jovens em 146 países. Para a OMS, o ideal é que jovens nessa faixa etária façam pelo menos 60 minutos de atividade física moderada cinco vezes por semana. A organização destacou a diferença nos níveis de atividade física de meninas e meninos no país: Para Leanne Riley, analista da OMS e co-autora do estudo, é preciso estimular atividades físicas que despertem o interesse feminino e também investir na criação de espaços onde as meninas se sintam seguras para praticar esportes. Enquanto 78% dos meninos brasileiros fazem menos exercício do que deveriam, o percentual é de 89% entre as meninas – uma diferença de 11 pontos percentuais. Apenas um em cada três países pesquisados registraram diferença de mais de 10 pontos percentuais entre os sexos.

Primeiro caso de dengue com transmissão sexual no mundo é confirmado

  • Redação
  • 10 Nov 2019
  • 09:52h

(Foto Ilustrativa)

Autoridades da Espanha confirmaram nesta sexta-feira (8) o registro de um caso de dengue por via sexual. O caso é o primeiro já relatado no mundo, uma vez que não se considerava a transmissão do vírus para além da picada do Aedes aegypti. O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças confirmou que este caso era, "ao seu conhecimento, o primeiro de transmissão sexual do vírus da dengue entre dois homens"."Um caso provável de transmissão sexual entre uma mulher e um homem já havia sido objeto de um artigo (científico) na Coreia do Sul", afirmou a epidemiologista médica espanhola, Susana Jimenez, da Direção Geral de Saúde Pública de Madri. De acordo com a epidemiologista, o caso de contágio é "o de um homem de 41 anos contaminado durante um relacionamento com o seu companheiro, que havia contraído o vírus durante uma viagem para Cuba", onde um mosquito lhe picou. Confirmada no final de setembro, a contaminação intrigou os cientistas, já que o paciente não havia viajado para um país onde a dengue é endêmica e foi constatada a impossibilidade de contaminação por algum mosquito na Espanha. "Seu companheiro apresentou os mesmos sintomas que ele, porém de forma mais leve, cerca de dez dias antes e havia viajado para Cuba e República Dominicana", disse a médica.  Testes revelaram que os dois tinham dengue. "Uma análise dos espermatozoides dos dois revelou que não apenas se tratava de dengue, mas também que era o mesmo tipo de vírus que circula em Cuba", afirmou a epidemiologista espanhola. "É uma descoberta, uma informação de importância global: descobrir outro mecanismo de transmissão do vírus", contou Jimenez. "Não podemos dizer que o modo de transmissão sexual não existe. Simplesmente, até agora, não estava previsto porque sempre pensamos que se tratava do mosquito", concluiu.

Cientistas identificam novo subtipo do vírus HIV

  • G1
  • 06 Nov 2019
  • 18:09h

(Foto: Maureen Metcalfe, Tom Hodge/CDC/AP/Arquivo)

Pesquisadoras dos Estados Unidos identificaram pela primeira vez um novo subtipo do vírus do HIV-1, causador da Aids. O "subtipo L" foi apresentado nesta quarta-feira (6) em estudo publicado na revista "Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes". A mutação identificada pelas cientistas ocorreu na versão mais comum da doença, os vírus HIV do Grupo M, encontrado em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 37,9 milhões de pessoas vivem com o vírus HIV. A descoberta foi feita a partir do sequenciamento genético de três pacientes, com amostras coletadas desde os anos 80. As cientistas defenderam que este avanço poderá facilitar a identificação de possíveis pandemias e até mesmo antecipar as ações de combate às infecções. "Em um mundo tão conectado, nós não podemos mais pensar que os vírus fiquem restritos a certas regiões", disse em nota Carole McArthur, uma das autoras do estudo. A professora da Universidade do Missouri, EUA, sustentou que a descoberta prepara os cientistas para enfrentar possíveis mutações do vírus e tem potencial para pôr fim à pandemia do HIV.

SUS passa a oferecer tratamento contra a diabetes e problemas relacionados à doença

  • G1
  • 01 Nov 2019
  • 08:10h

(Foto: Tesa Robbins/Pixabay)

Uma nova lei sancionada nesta quarta-feira (30) estabelece uma nova Polícia Nacional de Prevenção do Diabetes. O Sistema Único de Saúde (SUS) agora é responsável pelo tratamento da doença e também pelos problemas causados por ela. O diabetes é causado pela baixa produção do hormônio insulina, que controla a quantidade de açúcar no sangue. De acordo com o texto, de autoria do senador Jorge Kajuru, o governo fará campanhas de conscientização sobre a necessidade de medir os níveis de glicemia da população. A lei foi aprovada por Hamilton Mourão, enquanto estava no exercício do cargo de presidente. O general vetou um ponto do texto que obrigava a disponibilização pelo SUS de exames com resultado imediato, como a glicemia capilar, furo feito no dedo do paciente para medir o índice glicêmico. O senador Jorge Kajuru disse, durante a votação no Congresso, que os pacientes passam a ter direito às cirurgias, como a bariátrica, e remédios para o tratamento, como a insulina. Mais de 13 milhões de pessoas têm diabetes no Brasil.

Dia D contra o sarampo mira crianças com menos de 5 anos

  • G1
  • 19 Out 2019
  • 09:34h

Foto: Raíza Milhomem/Prefeitura de Palmas

O Dia D contra o sarampo acontece neste sábado (19) em 41,9 mil unidades de saúde de todo o Brasil. Até o dia 25 de outubro o Ministério da Saúde quer vacinar 2,6 milhões de crianças de 6 meses a 5 anos, grupo que constitui o público-alvo da vacina. As crianças são mais suscetíveis às complicações da doença: das 13 mortes por sarampo confirmadas no Brasil nos últimos 90 dias, 7 atingiram menores de cinco anos de idade. O estímulo à imunização ocorre em meio a um surto que, apesar de se concentrar no estado de São Paulo, já circula em 20 dos 27 estados brasileiros. Nos últimos 90 dias foram registrados 6.192 casos confirmados de sarampo, um aumento de 15% em relação ao período de monitoramento anterior, segundo o ministério. Desses casos, 96% estão concentrados no estado de São Paulo.

Dia do Médico: Prefeitura de Brumado presta homenagem e faz exaltação aos avanços na Saúde Pública

  • Ascom | PMB
  • 18 Out 2019
  • 11:52h

(Divulgação Ascom | PMB)

Dia 18 de outubro se comemora o Dia do Médico, então, primeiramente, a Administração Municipal vem parabenizar esses profissionais que vêm realizando um grande trabalho em Brumado, salvando vidas e comprovando o compromisso com a área de saúde. 

O planejamento iniciado em 2005, em promover uma verdadeira transformação do setor, que tinha somente um médico à disposição da população, hoje, já mostra frutos inquestionáveis dos esforços e da obstinação em se buscar esse objetivo, que teve na implantação da UTU um coroamento muito significativo. 

Hoje Brumado oferece atendimentos na área de baixa, média e alta complexidade, tendo, inclusive o Hospital Magalhães Neto considerado coma uma grande referência, oferecendo os mais variados serviços à cerca de 400 mil habitantes da microrregião. 

Então, nesse clima de positividade e avanços, a Prefeitura de Brumado vem cumprimentar todos os médicos que atuam no município, os quais vêm contribuindo de forma muito proativa para esse novo cenário de alta resolutividade. 

Parabéns!!!

No Dia Mundial de Combate à Dor, nessa quinta-feira (17), médicos alertam para grave problema de saúde pública

  • Redação
  • 17 Out 2019
  • 16:40h

(Foto: Divulgação)

Nessa quinta-feira, 17, Dia Mundial de Combate à Dor, a sociedade médica alerta para este problema que é sinônimo de sofrimento, estresse e isolamento, afetando a saúde física, emocional e social de quem sente dor, interrompendo sua qualidade de vida. “Sentir dor permanente está se tornando algo comum, mas não é normal. A pessoa que sente dor não deve, em hipótese alguma, acostumar-se com a circunstância. Deve, sim, procurar um tratamento multiprofissional especializado para resgatar sua qualidade de vida”, defende o Dr. Leandro Menezes, especialista em dor e um dos médicos responsáveis pelo Centro de Tratamento da Dor (CTD Qualivida) em Vitória da Conquista. Atualmente, a medicina dispõe de técnicas cada vez mais eficazes para o tratamento e controle da dor e para a reinserção precoce do paciente em seu contexto social. Além de contar com avaliação médica especializada e equipe multidisciplinar, o paciente que sente dor pode ser tratado com medicamentos, bloqueios anestésicos e infiltrações e acompanhamento de fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas e acupunturistas médicos. “Essa é uma data importante para a conscientização do tema, tanto das autoridades quanto da população em geral, para que sejam sensibilizados sobre a questão do controle da dor como direito humano. Todo paciente com dor merece tratamento”, conclui Dra. Monnaliza Fagundes, também especialista em dor do CTD Qualivida.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a dor crônica (aquela que se caracteriza por durar mais de três meses) é um grave problema de saúde pública. Ela se tornou um tema médico tão importante que, nos últimos anos, já é reconhecido como área de atuação específica na prática médica. Só no Brasil, de acordo à Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (Sbed), cerca de 35% da população (ou seja, mais de 70 milhões de pessoas) sofre com este problema. As síndromes dolorosas crônicas mais comuns são: dor nas costas, nas articulações, na cabeça, as musculares e aquelas ligadas ao tratamento e padecimento de doenças, como câncer..A dor crônica interfere no cotidiano das pessoas, prejudicando o desempenho no trabalho, nas atividades de casa, no sono, nas relações pessoais e causa impacto até na economia. Segundo dados da Previdência Social sobre a saúde do trabalhador, a dor lidera o ranking de causas de afastamento do trabalho, afetando, inclusive, pacientes jovens em idade economicamente ativa. Entre os idosos, a prevalência de dor crônica é também alta, associada, muitas vezes, à presença de doenças crônicas e degenerativas e à falta de atividades físicas. O impacto, muito além do sistema previdenciário, é também sobre o sistema de saúde, público ou privado, já que o aumento da procura às emergências médicas, às internações hospitalares repetidas e a exames e procedimentos cirúrgicos é sintomático (e poderia ser evitado).

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USP desenvolve teste que identifica vírus da zika com maior precisão

  • Bahia Noticias
  • 16 Out 2019
  • 20:20h

Foto: Reprodução/FioCruz

Um novo teste desenvolvido por pesquisadores da USP consegue identificar a infecção pelo vírus da zika com precisão sem precedentes, o que deve facilitar o trabalho de médicos e autoridades de saúde pública que ainda tentam entender os riscos trazidos pela doença. "Até hoje, o maior problema para chegar a esse tipo de teste era a grande semelhança entre as proteínas do vírus da zika e as da dengue. Era muito difícil separar um do outro", explica o virologista Edison Luiz Durigon, pesquisador do ICB-USP (Instituto de Ciências Biomédicas da universidade) e um dos responsáveis pelo trabalho. Para contornar o problema, a equipe conseguiu identificar um pedaço de uma das moléculas virais, a chamada NS1 (sigla de "proteína não estrutural 1"), que é suficientemente diferente de um vírus para o outro. Graças à escolha desse alvo, o teste tem tanto especificidade quanto sensibilidade de 92%. A especificidade de testes anteriores era de 75%. Isso significa que o novo exame raramente produz falsos positivos (ou seja, não identifica a presença de outro vírus como sendo o da zika) e falsos negativos (isto é, não "deixa passar" o vírus da zika como se fosse outro causador de doenças). O trabalho levou ao depósito de uma patente (ou seja, uma invenção, com direitos de propriedade intelectual garantidos) e ao licenciamento do teste para produção comercial pela empresa AdvaGen Biotech, de Itu (SP). A comercialização dos kits com 96 testes cada um já foi aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Os pesquisadores calculam que o custo por pessoa fique em torno de R$ 30, o que viabilizaria o uso em grande escala no SUS. Para obter a aprovação, o teste foi validado com mais de 3.000 mulheres --elas, com efeito, são o principal "público-alvo" da tecnologia, já que os efeitos mais graves da zika registrados até agora são a microcefalia (tamanho da cabeça e do cérebro menor que o normal) e outras anomalias severas no sistema nervoso de recém-nascidos cujas mães foram infectadas pelo vírus. Tudo indica que o patógeno destrói as células que dão origem aos neurônios durante a gestação na mãe infectada, o que explica os problemas neurológicos nas crianças.

"Se uma gestante chega a um pronto-socorro com sintomas que lembram os da zika e faz esse teste, um resultado negativo já seria suficiente para deixá-la mais despreocupada", afirma Durigon. Outra aplicação relevante da abordagem é no acompanhamento de populações como a do Nordeste, nas quais boa parte da população já foi infectada com um ou mesmo vários subtipos da dengue e que, portanto, oferece mais dificuldade na hora de determinar quem pegou zika pela primeira vez, já que os sintomas são bastante parecidos com os da dengue."Para um trabalho como esse, não existe nada que seja comparável em outros lugares do mundo", diz Luís Carlos de Souza Ferreira, diretor do ICB e membro da equipe de desenvolvimento do teste. Assim como diversos outros testes do gênero, o sistema desenvolvido pelos pesquisadores depende de uma série de reações envolvendo anticorpos, moléculas produzidas pelo organismo como arma contra invasores. Em pequenas cavidades de uma placa fica o fragmento de molécula específico do zika. Em seguida, os pesquisadores colocam amostras sanguíneas do paciente. Caso a pessoa tenha tido contato com o vírus zika, seu organismo terá produzido anticorpos contra ele, e esses anticorpos vão se ligar ao pedaço de molécula do vírus de modo específico. No passo seguinte, a placa recebe anticorpos contra o primeiro anticorpo --sim, é estranho, mas isso existe. O importante nesse caso é que o segundo anticorpo se liga de forma específica ao primeiro, e a ele está acoplado uma enzima --grosso modo, uma tesoura molecular. Finalmente, acrescenta-se uma última molécula, projetada para ser cortada pela enzima. Nessa reação, o conjunto muda de cor --caso, é claro, haja anticorpos contra o vírus no sangue. Se esses anticorpos não estiverem ali, as várias lavagens da placa vão carregar todas as moléculas embora. O processo todo dura dez ou quinze minutos e pode ser totalmente automatizado. A tendência é que os especialistas passem a entender melhor a dinâmica de espalhamento da zika entre a população. Há boas pistas de que a primeira onda da doença no país infectou milhões de pessoas, em tese deixando-as imunes à doença. "Isso pode inclusive ajudar a decidir se vale a pena investir numa vacina", diz Durigon. A pesquisa contou com financiamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Brasil: Criança de 3 anos tem parte do pênis amputada após cirurgia e pai se desespera: 'fui pro chão'

  • G1
  • 16 Out 2019
  • 17:28h

Foto: Vales de Minas Gerais

Um menino de 3 anos teve parte do pênis amputada após fazer uma cirurgia de fimose em Malacacheta (MG). O pai da criança contou que o cirurgião não admitiu e só teve a confirmação quando transferiu a criança para um hospital de Teófilo Otoni, que a submeteu a uma cirurgia de reconstrução da parte que sobrou do membro. "Lá eu fui chamado para uma sala, onde me disseram 'infelizmente houve a amputação do pênis do seu filho'. Aí eu fui pro chão, passei mal'”. O cirurgião responsável pela cirurgia de fimose, que é a retirada do excesso de pele no pênis, morreu em casa dias após o procedimento, que ocorreu no Hospital Municipal Dr. Carlos Marx. A confirmação da morte do médico foi dada pela Prefeitura de Malacacheta , que disse não ter sido emitido ainda o laudo com a causa da morte do cirurgião. A secretaria de Saúde informou ao G1 que, além do cirurgião, ainda participaram do procedimento um anestesista, um enfermeiro, um instrumentador e dois circulantes de sala. A secretaria disse ainda que solicitou a abertura de um procedimento administrativo. 

O pai explicou que após pedir a enfermeira para trocar o curativo sujo de sangue, não conseguir visualizar o membro. “Eu deixei o meu filho no hospital e minha mãe ficou de acompanhante. Eu fui para uma reunião de trabalho e quando retornei soube que tinha algo errado. A cirurgia que deveria ter durado uns trinta minutos levou cerca de quatro horas. Quando tirou o primeiro esparadrapo, tinha tipo uma gaze enrolada simulando que o pênis estaria ali no meio. Tudo ensanguentado. Quando levantou a gaze não tinha pênis visível. Fiquei doido, falei que isso não era normal". O pais conta que chamou o médico de plantão, porque o médico que tinha operado havia ido embora, e ele falou que não podia avaliar porque não tinha participado da cirurgia.  "Eu pressionei: 'doutor, posso ficar tranquilo que tá tudo normal, então?'. E ele disse 'não, eu não falei isso, só digo que não tenho condições de avaliar porque não participei da cirurgia'”, conta. O pai foi ainda atrás do prefeito e do secretário de saúde do município. “Eu mostrei a foto do meu filho e perguntei 'isso é normal?'. Eu vi que ele [secretário de saúde] ficou espantado, mas continuou dizendo que estava tudo bem. Horas depois apareceu o médico que fez a cirurgia e disse que estava normal, disse 'daqui dez dias vai começar a desinchar e vai dar pra ver o pênis dele'”. Como a criança continuava a reclamar de dores, no dia seguinte o pai assinou um termo de responsabilidade e transferiu a criança por conta própria para o hospital de Teófilo Otoni. Na unidade, o menino passou por dois novos procedimentos cirúrgicos para avaliar o estado em que se encontrava e, em seguida, para a reconstrução do coto. O pai conta que o laudo do segundo hospital apontou que houve laceração do prepúcio do menino e diz que somente no futuro poderá saber se o filho poderá recorrer a uma prótese. A conta da internação no hospital em Teófilo Otoni ficou em quase R$ 10 mil e o pai diz que precisou pegar dinheiro emprestado para pagar, pois não recebeu apoio ou assistência do município no primeiro momento. Disse ainda que somente semanas depois, após o caso ter sido repercutido na mídia, a Prefeitura o ressarciu dos custos da segunda internação, mas que não tem prestado assistência à criança. Ao G1, a Secretaria de Saúde disse que tem prestado apoio através das visitas domiciliares realizadas pela Equipe de Saúde da Família e ofertando consultas médicas e atendimento psicológico. Informou ainda que o pai da criança foi ressarcido dos custos hospitalares no dia 4 de outubro e que tem contribuído com a Superintendência Regional de Saúde de Teófilo, através do Núcleo de Segurança do Paciente, para a investigação do ocorrido.

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'Sobrevivi à leucemia e virei médica para salvar pessoas com a doença'

  • G1
  • 12 Out 2019
  • 19:15h

Foto: Arquivo Pessoal/ BBC

A médica Marina Aguiar, de 31 anos, dedica grande parte de seus dias aos cuidados de pacientes que fazem tratamento contra a leucemia, em um hospital de Brasília. Quem a vê saudável pelos corredores da unidade de saúde não imagina que ela também enfrentou a mesma doença, há mais de 10 anos, e chegou a ser desenganada pelos médicos. A decisão de cursar Medicina surgiu quando Aguiar estava em tratamento contra a leucemia, aos 18 anos. "Percebi a importância de médicos que acreditem na recuperação dos pacientes. Isso me motivou a querer ajudar pessoas que vivem algo semelhante ao que enfrentei", conta à BBC News Brasil. Para ir atrás do sonho de se tornar médica, ela teve de abandonar o curso de Odontologia e enfrentar o temor dos parentes, preocupados com as dificuldades que a jovem, na época ainda em tratamento, poderia enfrentar. Antes de conquistar o diploma, Aguiar enfrentou situações que a deixaram abalada: o tratamento não deu resultados, não houve doadores compatíveis de medula óssea e um médico não acreditava que ela sobreviveria. "Fiquei triste muitas vezes. Mas sempre tentava acreditar que tudo daria certo em algum momento", diz Aguiar. Ela considera que o diploma de Medicina é a sua maior vitória contra a doença.

Brasileiro com câncer terminal terá alta após terapia genética pioneira obter sucesso pela 1ª vez na América Latina

  • G1
  • 11 Out 2019
  • 11:44h

Foto: Hugo Caldato/Hemocentro RP/Divulgação

Um paciente de 62 anos que tinha linfoma em fase terminal e tomava morfina todo dia deve receber alta no sábado (12) após ser submetido a um tratamento inédito na América Latina. Ele deixará o hospital livre dos sintomas do câncer graças a um método 100% brasileiro baseado em uma técnica de terapia genética descoberta no exterior e conhecida como CART-Cell. Os médicos e pesquisadores do Centro de Terapia Celular (CTC-Fapesp-USP) do Hemocentro, ligado ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, apontam que o paciente está "virtualmente" livre da doença. Os especialistas, no entanto, não falam em cura ainda porque o diagnóstico final só pode ser dado após cinco anos de acompanhamento. Tecnicamente, os exames indicam a "remissão do câncer". Os pesquisadores da USP - apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pelo Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) - desenvolveram um procedimento próprio de aplicação da técnica CART-Cell. Essa técnica, ainda recente, foi criada nos EUA, está em fase de pesquisas e é pouco acessível. No EUA, os tratamentos comerciais já receberam aprovação e podem custar mais de US$ 475 mil. O paciente submetido ao tratamento no Brasil é o mineiro Vamberto Luiz de Castro, funcionário público aposentado de 62 anos. Antes de chegar ao interior de São Paulo, ele tentou quimioterapia e radioterapia, mas seu corpo não respondeu bem a nenhuma das técnicas. Em um tratamento paliativo, com dose máxima de morfina, o paciente deu entrada em 9 de setembro no Hospital das Clínicas em Ribeirão com muitas dores, perda de peso e dificuldades para andar. O tumor havia se espalhado para os ossos. O prognóstico de Castro, de acordo com os médicos, era de menos de um ano de vida. Como uma última tentativa, os médicos incluíram o paciente em um "protocolo de pesquisa" e testaram a nova terapia, até então nunca aplicada no Brasil. A CART-Cell é uma forma de terapia genética já utilizada nos Estados Unidos, Europa, China e Japão. Esse método consiste na manipulação de células do sistema imunológico para que elas possam combater as células causadoras do câncer.