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Gamma-plus: Cientistas identificam nova versão mais potente da cepa no Brasil

  • Redação
  • 17 Ago 2021
  • 07:28h

(Foto: G1)

Cientistas identificaram uma nova versão da variante Gamma da Covid-19. Identificada inicialmente em Manaus, a cepa é a mais prevalente no país, e a nova versão é mais potente e possivelmente mais transmissível. O estudo que identificou a nova cepa foi divulgado na semana passada, pelo portal Medicina S/A. A pesquisa foi conduzida por pesquisadores do Genov, um dos principais projetos de vigilância genômica do Sars-CoV-2 da América Latina. As informações são de reportagem do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

A nova versão foi chamada de Gamma-plus. Conforme a reportagem, a mutação tem uma alteração genética, em que o vírus substituiu o aminoácido prolina por outro, a histidina, que condiciona a velocidade de infecção do vírus nas células humanas e está presente em outras variantes de preocupação, dentre elas a Delta.

“Essa mutação de prolina para histidina já havia sido vista em todas as variantes de preocupação, mas não era muito comum na Gamma. No entanto, temos visto um aumento em sua ocorrência nas amostras brasileiras”, explicou o coordenador do Genov, biólogo e virologista da Dasa, José Eduardo Levi, no comunicado sobre o achado.

O Metrópoles destaca que esse é o primeiro relatório do projeto científico Genov, vinculado à Dasa, uma das maiores redes particulares de diagnóstico do país. No trabalho, os pesquisadores analisaram 1.380 amostras do coronavírus em pessoas infectadas de todas as regiões do Brasil. As amostras foram coletadas entre maio e junho deste ano.

Entre as análises, em mais de 95% delas eram da linhagem Gamma e que, no meio dessas amostras, havia 11 da variante Gamma-plus. Dentre essas 11 amostras, cinco são do estado de Goiás, duas do Tocantins, uma do Mato Grosso, uma do Ceará, uma de Santa Catarina e uma do Paraná. Além dessas, foi encontrada no Rio de Janeiro uma outra mutação, a P681R, que no lugar da prolina apresentou a arginina, que também é típica da Delta.

“São chamadas Gamma-plus apenas aquelas que têm algo a mais no sentido de aumentar o seu perigo”, esclarece Levi. Para ele, mesmo que os dados sejam referentes a maio e junho, têm grande importância epidemiológica por ajudar a compreender o comportamento e evolução de novas variantes do coronavírus no Brasil.

Estudo da USP constata que Burnout pode ser tratado com derivado da maconha

  • Redação
  • 16 Ago 2021
  • 17:18h

(Foto: Reprodução)

Pesquisadores brasileiros constataram que a substância extraída da Cannabis, canabidiol (ou CBD), teve sucesso no tratamento da síndrome de Burnout em profissionais da saúde. A pesquisa foi feita no Hospital das Clínicas da USP de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

A síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico causado pela exaustão extrema, sempre relacionada ao trabalho. Essa condição também é chamada de “síndrome do esgotamento profissional”.

Os resultados obtidos pelos cientistas do HC da USP foram publicados na sexta-feira (13) no periódico científico Jama (Journal of the American Medical Association). As informações são de reportagem da Folha de S. Paulo.

Durante a pesquisa, 120 profissionais da área da saúde que atuaram na linha da frente da Covid-19 foram recrutados. Entre os profissionais estavam médicos, enfermeiros e fisioterapeutas. Para analisar a eficácia da substância, metade dos voluntários recebeu um tratamento diário de 300mg de CBD junto ao tratamento convencional de burnout - terapia, vídeos com sugestões de exercícios físicos de baixa intensidade e conteúdo motivacional -; a outra metade foi o grupo de controle e recebeu apenas o tratamento padrão.

De acordo com a reportagem, os voluntários foram acompanhados por 28 dias. Ao final da quarta semana, aqueles que receberam o derivado da maconha tiveram uma redução média de quatro pontos nos sintomas de burnout em comparação ao início do estudo. Não houve melhora expressiva dos sintomas no grupo controle.

Houve redução de 25% dos sintomas do burnout, depressão em 50% e ansiedade em 60% dos participantes tratados com o CBD. Os sintomas melhoraram 14 dias após o início do tratamento no grupo que recebeu os comprimidos, destaca a Folha

Exoneração de Fábio Vilas-Boas é publicada no Diário Oficial da Bahia desta quarta-feira (04)

  • Redação
  • 04 Ago 2021
  • 07:35h

(Foto: BNews)

O pedido de exoneração do agora ex-secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, foi oficializado em publicação no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (4). A decisão foi tomada após uma reunião com o governador Rui Costa, onde Vilas-Boas entregou uma carta com o pedido, aceito por Rui,

A saída se deu após o caso de ofensa contra a chef do restaurante Preta, Angeluci Figueiredo.

Na carta, o médico agradeceu a confiança do governador que lhe fez o convite e que "me deu a oportunidade de contribuir para uma verdadeira revolução na saúde visando atender a quem mais precisa". Fábio também desculpou-se por episódios recentes envolvendo a empresária Angeluci Figueiredo.

Após o ocorrido, Fábio foi alvo de muitas críticas, entre elas, de parlamentares e entidades, que repudiaram as ofensas do secretário da Saúde contra empresária (veja aqui). O então titular da Sesab chegou a ser flagrado por câmeras invadindo o estabelecimento. 

Depois do pedido de exoneração, o governador Rui Costa realizou uma live na noite desta terça-feira (3), em suas redes sociais, o Papo Correria. O gestor estadual ignorou o tema e não falou sobre a saída de Vilas-Boas..

Secretária de Políticas para as Mulheres lamenta episódio envolvendo Vilas-Boas

  • Redação
  • 03 Ago 2021
  • 15:22h

Governo da Bahia também se manifestou por meio de nota | Foto: Carol Garcia/GOVBA

Em publicação no Instagram, a secretaria estadual de Políticas para as Mulheres, Julieta Palmeira, lamentou o episódio envolvendo o secretário de Saúde estadual, Fábio Vilas-Boas, que agrediu verbalmente a dona do restaurante Preta, Angeluci Figueiredo. Para a secretaria, “ao se agredir uma mulher com palavras ofensivas, de forma preconceituosa e machista, todas nós mulheres nos sentimos atingidas”. “Fábio Vilas Boas, além de pedir desculpas sobre os fatos que envolveram o seu final de semana, pela posição que ocupa e na condição de cidadão, deve refletir sobre atitudes misóginas intoleráveis. Buscamos desconstruir na sociedade essa cultura depreciativa e misógina em relação às mulheres”, escreveu Palmeira.

O governo da Bahia também divulgou nesta terça-feira (3) uma nota, por meio da Secretaria de Comunicação, lamentando o corrido. Segundo o governo, é “inadmissível qualquer tipo de agressão”. Na nota, o Executivo estadual ainda manifesta total solidariedade à empresária Angeluci Figueiredo e a todas as mulheres

Novo presidente do Consórcio de Saúde da região de Brumado toma posse nesta segunda (2)

  • Redação
  • 02 Ago 2021
  • 15:19h

(Foto: JussiUP)

O prefeito de Rio de Contas, Cristiano Cardoso Azevedo (PSB), toma posse nesta segunda-feira (02), como novo presidente do Consórcio Público Interfederativo de Saúde da Região de Brumado (CISB). Os municípios consorciados são;  Barra da Estiva , Boquira , Brumado , Caturama , Contendas do Sincorá , Dom Basílio , Érico Cardoso , Ibicoara , Ibipitanga , Ituaçu , Jussiape , Livramento de Nossa Senhora , Paramirim , Rio de Contas , Rio do Pires , Tanhaçu. Sengundo o novo presidente uma ampla reforma administrativa e irá rever todos os contratos realizados pela atual gestão do Consórcio de Saúde.

Rui Costa recebe a 2ª dose da vacina contra Covid-19

  • Redação
  • 01 Ago 2021
  • 11:50h

Rui tomou a 2ª dose, da Pfizer/Biontech, na tarde dessa sexta-feira (30), na USF no bairro da Federação, em Salvador. (Foto: Eudes Benício / GovBA)

O governador Rui Costa (PT) tomou a 2ª dose da vacina contra Covid-19, da Pfizer/Biontech, na tarde dessa sexta-feira (30), na Unidade da Saúde da Família (USF) no bairro da Federação, em Salvador. "Tem que tomar a segunda dose, pois só assim vamos estar protegidos de verdade dessa doença que já causou tanta tristeza. Não pode perder o prazo. Tem que ser com vacina no braço para nossa vida seguir com muita saúde", afirmou Rui.

A Bahia já está próxima a 60% da população com 18 anos ou mais (estimada em 11.148.781) com, pelo menos, a primeira dose. Até o início da tarde desta sexta, a Bahia havia aplicado mais de 6,2 milhões de primeiras doses. Dessas, 2,5 milhões também receberam a segunda dose 

Venda de antidepressivos cresce na pandemia e liga alerta para sofrimento mental

  • Cláudia Collucci | Folhapress
  • 31 Jul 2021
  • 14:44h

(Foto: Reprodução)

A piora da saúde mental do brasileiro durante a pandemia de Covid-19 já é sentida no balcão das farmácias: nos cinco primeiros meses do ano, houve aumento de 13% da venda de antidepressivos e estabilizadores de humor.

Na prática, foram quase 4,782 milhões de unidades (cápsulas e comprimidos) vendidas a mais neste ano em relação a igual período de 2020, segundo levantamento inédito do CFF (Conselho Federal de Farmácia), a partir de dados da consultoria IQVIA.

O comércio dos medicamentos já tinha aumentado 17% em 2020 em comparação com 2019 –nos anos anteriores, a alta tinha sido de 12% (2019) e 9% (2018).

Um outro relatório da mesma consultoria com o Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos) aponta um aumento de receita de 18,73% nas vendas dos também chamados medicamentos para o sistema nervoso central no primeiro semestre deste ano em relação ao de 2020.

Embora várias pesquisas indiquem aumento de doenças mentais na pandemia, não há evidências robustas sobre isso. Estudos epidemiológicos apontam que, no início da crise sanitária, houve ligeira subida, mas depois os números se mantiveram estáveis até o fim de 2020.

O que explica, então, esse aumento da venda de psicotrópicos?

Para o psiquiatra Rodrigo Martins Leite, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, é fato que as pessoas estão com níveis mais elevados de sofrimento mental. E, embora isso não se traduza automaticamente em doença psiquiátrica, elas querem uma alternativa para aliviar esses sintomas.

“Há muito diagnóstico falso-positivo. A pessoa chega com um certo número de queixas e o médico já interpreta como um transtorno e introduz um fármaco. A gente [médico] também sofre uma pressão social para medicar. O cliente já vem procurando o remédio, e não orientação sobre estilo de vida, meditação, psicoterapia.”

No entanto, ele lembra que esse é um retrato que espelha a realidade de parte da população, que tem acesso a um médico e condições de comprar medicamentos.

“Estudos americanos apontam que os brancos têm mais acesso a prescrições do que as populações latinas, negras. O mesmo acontece aqui: a classe média alta tendo acesso a essas prescrições e muitas pessoas do andar debaixo, mesmo precisando muito, sem acesso a elas.”

A venda de psicotrópicos no país é feita com apresentação de prescrição médica, retenção da primeira via da receita e lançamento no SNGPC (Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados).

Para o farmacêutico Wellington Barros, consultor do CFF e professor da Universidade Federal de Sergipe, a pandemia tem gerado muito sofrimento psíquico por fatores como o luto pela perda de familiares, o isolamento social e as sequelas pós-Covid, a chamada Covid longa.

Um estudo do Hospital das Clínicas que acompanha um grupo de pacientes que estiveram internados por Covid-19 mostra que, nos seis primeiros meses de acompanhamento, 58,7% relatavam pelo menos um sintoma emocional ou cognitivo, como perda de memória (42%), insônia (33%), ansiedade (31%) e depressão (22%).

“Temos visto também muita depressão em jovens. Ela vinha crescendo antes da pandemia, mas agora aumentou mais ainda devido à mudança brusca nos hábitos dos adolescentes. Eles são muito gregários nessa fase da vida e, quando se viram isolados dos colegas e dos grupos, isso afetou muito a saúde mental.”

José Ricardo Amadio, coordenador do grupo de trabalho sobre farmácia comunitária do CFF, diz que, além dos jovens, chama a atenção um aumento do consumo de antidepressivos entre os idosos.

Apesar de o levantamento não contemplar esse recorte etário, ele afirma que essa é a percepção de quem está na linha de frente, atrás do balcão. “O paciente idoso sentiu muito a ausência, a falta de convívio com a família.”

Leite e Barros reforçam, no entanto, que, embora as condições impostas pela Covid-19 tenham exposto as pessoas a situações de estresse extremo, nem tudo pode ser traduzido em doença mental.

“Nem toda alteração no sono, nem todo sentimento de tristeza ou solidão, ou mesmo o estresse, constituem, a priori, um transtorno em saúde mental passível de ser tratado com medicamentos”, diz Barros.

O levantamento do CFF aponta importantes diferenças regionais nas vendas de psicotrópicos no país. Acre, por exemplo, registrou o maior aumento, de 40%. Em igual período do ano passado, comparado a 2019, a alta tinha sido de 12%.

Alagoas e Amazonas tiveram 34% e 31% de aumento de vendas, ante um crescimento anterior de 20% e 17%, respectivamente.

“Há um forte componente dos determinantes sociais de saúde [nessas diferenças]. Em alguns estados, há uma rede mais organizada de assistência do que em outros”, diz Wellington Barros.

Para ele, o momento é crucial porque está em curso uma tentativa de desmontar a política mental no país que vigora desde a década de 1990.

“Está acontecendo um desmantelamento das estruturas de atendimento psicossocial no país em um momento em que elas se fazem ainda mais necessárias para enfrentar esse momento da Covid e o pós-Covid.”

O Ministério da Saúde nega o desmantelamento e diz que a meta da revisão da política é a de tornar a assistência à saúde mental mais acessível e resolutiva.

Neste mês, o Conselho Federal de Psicologia lançou o site “Saúde Mental e Covid-19” em parceria com oito entidades de profissionais da área, pesquisadores e gestores públicos de saúde.

A proposta do site é tornar-se uma ferramenta que reúna em um só lugar diversas informações, como notícias, cursos, pesquisas e legislações, sobre saúde mental durante a pandemia.

Para Ricardo Gorayeb, presidente da SBP (Sociedade Brasileira de Psicologia), do ponto de vista da saúde mental na pandemia, é possível que outras ondas de distúrbios estejam por vir.

“Tivemos distúrbios psicológicos dos profissionais da linha de frente, das famílias trancadas em casa, mas vai haver uma terceira onda de estresse pós-traumático que, nós profissionais da saúde mental, teremos que estar preparados para enfrentar”, disse ele, durante live de lançamento do site no último dia 16.

 

Varíola dos macacos: doença contagiosa rara reaparece nos EUA

  • Redação
  • 22 Jul 2021
  • 17:51h

último caso da doença aconteceu em 2003 no país | Foto: Getty Images via BBC

Mais de 200 pessoas em 27 unidades federativas dos Estados Unidos estão sendo rastreadas por possíveis infecções raras de varíola dos macacos, segundo autoridades de saúde. Elas temem que as pessoas possam ter entrado em contato com um homem do Texas que levou a doença da Nigéria para os EUA no início de julho. Até o momento, nenhum novo caso foi encontrado.

O homem, que é considerado o primeiro caso de varíola dos macacos no país desde 2003, foi levado ao hospital, mas está em condições estáveis.

O órgão disse que está trabalhando com as companhias aéreas para avaliar “os riscos potenciais para aqueles que podem ter tido contato próximo com o viajante”. No entanto, acrescentou que as chances de a doença ter se espalhado no avião são baixas porque os passageiros atualmente precisam usar máscaras faciais.

Um porta-voz do CDC disse à BBC que está “trabalhando com departamentos de saúde locais e estaduais para fazer o acompanhamento de indivíduos que podem ter sido expostos à varíola dos macacos. O risco para o público em geral é considerado baixo”, pontuou.

Sobre a doença

A varíola dos macacos é uma doença viral rara da mesma família da varíola. Ela ocorre principalmente em partes remotas de países da África Central e Ocidental, perto de florestas tropicais.

Os sintomas são, inicialmente, febre, dores de cabeça, inchaços, dores nas costas, dor muscular e uma apatia geral. Assim que a febre cede, pode aparecer erupção na pele, geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo, mais comumente as palmas das mãos e as solas dos pés.

A erupção, que pode gerar muita coceira, muda e passa por diferentes estágios antes de finalmente formar uma casca, que depois cai. As lesões podem deixar cicatrizes.

Ministério autoriza prefeituras ampliarem vacinação contra gripe

  • Agência Brasil
  • 04 Jul 2021
  • 07:39h

Com a medida outros grupos serão beneficiados | Foto: Divulgação/Instituto Butantan

O Ministério da Saúde autorizou as prefeituras a ampliarem a vacinação contra a gripe (Influenza) para outras pessoas além das já incluídas nos grupos prioritários iniciais. Em nota, a pasta afirma já ter comunicado a recomendação aos representantes municipais, aos quais caberá definir a melhor forma de imunizar suas populações a partir dos seis meses de idade.

“Campanhas de imunização são prioridade do Ministério da Saúde e resolvemos ampliar a vacinação contra a Influenza para todos os grupos. O nosso objetivo é reduzir os casos graves de gripe que também pressionam o nosso sistema de saúde”, afirma o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na nota.

Segundo o ministério, cerca de 34,2 milhões dos 79 milhões de brasileiros que integram os grupos prioritários já foram vacinados contra a gripe este ano, o que representa cerca de 42% do público-alvo inicial. A campanha para os segmentos prioritários da população está prevista para continuar até o próximo dia 9.

Fazem parte dos grupos prioritários: pessoas acima dos 60 anos, professores, crianças de seis meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto), povos indígenas, trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais, com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo rodoviário, urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, membros das forças de segurança e salvamento, Forças Armadas, funcionários do sistema de privação de liberdade e população privada de liberdade.

O ministério recomenda que todos os interessados fiquem atentos aos cronogramas divulgados pelas prefeituras e/ou secretarias municipais de saúde. Para se vacinar, basta consultar um local de votação próximo e comparecer portando a caderneta de vacinação e um documento com foto, para que os profissionais de saúde localizem o cadastro no sistema de informação. Caso a pessoa não possua ou não encontre sua caderneta de vacinação, os profissionais de saúde preencherão uma nova.

O ministério recomenda que quem está prestes a ser vacinado contra a covid-19 tome primeiramente o imunizante contra o novo coronavírus. Feito isso, é necessário esperar por no mínimo 14 dias para se vacinar contra a gripe.

A pasta também reforça a importância da vacinação contra a gripe neste início de inverno, quando as temperaturas caem em boa parte do país, aumentando a incidência de doenças respiratórias.

Saiba o que é burnout, síndrome que afeta 30% dos brasileiros e que afastou Jéssica Senra da TV

  • Redação
  • 29 Jun 2021
  • 17:25h

Transtorno é consequência de condições de trabalho desgastantes | Foto: Divulgação/Assessoria

Esgotamento físico e mental, insônia, mudanças bruscas no humor e dificuldade de concentração são alguns dos sintomas da Síndrome de Burnout, distúrbio psíquico caracterizado por um estado de exaustão extremo provocado por condições de trabalho desgastantes.

O transtorno é muito comum no Brasil atualmente. Segundo pesquisa realizada pela International Stress Management Association (ISMA-BR), 70% dos brasileiros sofrem as consequências do estresse.

Destes, 30% são vítimas do Burnout. Apresentadora do Bahia Meio Dia, da TV Bahia, a jornalista Jéssica Senra entrou para essas estatísticas. Recentemente, ela foi diagnosticada com princípio da doença. “Cada um tem vivenciado suas próprias questões pessoais e profissionais. No caso dos jornalistas, a pandemia trouxe uma carga de informação enorme, muito trabalho e mais um monte de angústias, preocupações, medos, tristezas… além de ataques gratuitos de pessoas ignorantes que canalizaram suas próprias frustrações para nós”, disse.

Mas você sabe o que é essa síndrome? O psiquiatra Lúcio Botelho, que é diretor-médico, idealizador e co-fundador da OMNI – Centro de Terapias Biológicas, explica um pouco.

“A pessoa com Burnout mostra dúvidas em suas próprias capacidades, nervosismo e fadiga, dificuldade de se concentrar em tarefas e preocupação excessiva com trivialidades. Além disso, tende a imaginar cenas negativas, perturbadoras ou assustadoras e apresentar humor depressivo. Essa sintomatologia se traduz em ausências no trabalho, agressividade, isolamento, mudanças bruscas no humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, angústia e tristeza, pessimismo e baixa auto-estima”, afirma.

Profissionais das áreas de educação, saúde, assistência social, recursos humanos, agentes penitenciários, bombeiros, policiais e mulheres que enfrentam dupla jornada correm risco maior de desenvolver o transtorno. Porém, o psiquiatra ressalta que a síndrome de esgotamento profissional não é restrita e pode afetar qualquer pessoa, desde celebridades estressadas até funcionários sobrecarregados e donas de casa.

“A Síndrome de Burnout é resultante do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso. Seu diagnóstico é clínico e leva em consideração o histórico do paciente e seu envolvimento e realização pessoal no trabalho. Aplicação de escalas também ajudam a estabelecer o diagnóstico”, destaca o especialista, que também é que também é diretor-médico do Espaço Nelson Pires, hospital psiquiátrico de Salvador.

Síndrome de Burnout e depressão: entenda a diferença

A Síndrome de Burnout compartilha sintomas com a depressão e os transtornos de ansiedade, como insônia, fadiga, irritabilidade, tristeza, desinteresse, apatia, angústia, inquietação, prejuízos de atenção e memória. Para um diagnóstico, Lúcio Botelho explica que o Burnout deve ser empregado exclusivamente a fenômenos no contexto ocupacional e não devem ser aplicados para descrever experiências em outras áreas da vida.

“A síndrome de esgotamento profissional envolve atitudes e condutas negativas com relação a usuários, clientes, organização e trabalho, sendo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o indivíduo e empresa. O estresse tradicional não envolve tais atitudes e condutas”, esclarece o psiquiatra.

Hora de procurar ajuda

Quem tem contato diário com problemas de outras pessoas, como os profissionais de saúde, educação e segurança, devem procurar ajuda quando sentir que suas energias e recursos emocionais parecem ter se exaurido diante de uma relação estressante, adoecida com o trabalho. Sintomas somáticos como dores, insônia, fadiga e comportamentos como angústia e abuso de substâncias como cafeína, álcool, etc, também indicam que um profissional de saúde deve ser consultado.

“É preciso ficar atento para a perda da sensibilidade emocional nas relações interpessoais, passando a tratar as pessoas e situações com frieza e distanciamento afetivo. Maior criticidade, diminuição de autoconfiança e autoconceito negativo também chamam a atenção”, destaca Botelho.

Presidente do Coren-BA é afastado após indícios de participação no esquema de 'rachadinha'

  • Redação
  • 26 Jun 2021
  • 08:58h

Foto: Enaldo Pinto | Divulgação

O presidente do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-BA) Jimi Hendrex Medeiros de Souza foi afastado por 90 dias após indícios de participação em um esquema de “rachadinha”. A primeira-tesoureira da instituição, Rosane Santiago Alves da Silva, também foi afastada. Segundo informações do Coren-BA, além do afastamento do presidente e da primeira-tesoureira, também foram determinadas providências internas ao servidor Gabriel Ramos Daltro, gerente de tecnologia. A medida não foi especificada. Decisão tem como objetivo evitar interferência em processo administrativo disciplinar.

Hemoba funciona em horário especial durante período junino

  • Redação
  • 22 Jun 2021
  • 12:23h

(Foto: G1)

A Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba) vai funcionar em horário especial para os voluntários interessados em realizar doação de sangue e cadastro de medula óssea nesta semana de celebrações juninas.

Na capital baiana, o hemocentro coordenador, sede da Hemoba, recebe os doadores até a quarta-feira (23), das 7h às 18h. Na quinta-feira (24), feriado de São João, a sede da instituição, localizada na Ladeira do Hospital Geral do Estado (HGE), funciona das 7h às 12h30, voltando ao horário habitual na sexta-feira, das 7h às 18h, e no sábado das 7h às 12h30.

Os demais postos de coleta, em Salvador e no interior do estado, estarão fechados durante o feriado (24).

Nos shoppings Salvador e Salvador Norte, o atendimento também acontece até quarta, das 10h às 18h, e na sexta e sábado das 10h às 17h; no Hospital do Subúrbio, de segunda a quarta-feira, das 7h30 às 16h30 e na sexta-feira (25) no mesmo horário.

Já no Hospital Irmã Dulce, a coleta funciona até esta terça-feira (22), das 7h10 às 11h30 e das 13h às 16h. Os atendimentos na unidade serão retomados a partir da próxima segunda-feira (28).

A Hemoba destaca que foram reforçadas as medidas de prevenção contra o coronavírus e que continua recebendo os candidatos à doação, que estejam bem de saúde e fora dos grupos de risco, de forma espontânea, por ordem de chegada. Para assegurar a vinda dos doadores de forma sistematizada, a Fundação disponibilizou canais para agendamento das doações.

Os interessados em doar sangue com hora marcada podem preencher o formulário disponível no site (disponível aqui) ou enviar um e-mail para [email protected]. A doação também pode ser agendada por telefone. Em Salvador, o número de atendimento é o (71) 3116-5643.

Confira abaixo os telefones para agendamento nas unidades no interior do estado:

Alagoinhas - (75) 3422-2042
Barreiras - (77) 3613-3799
Brumado - (77) 3441-1363
Camaçari - (71) 3644-4252
Eunápolis - (73) 3281-3260
Feira de Santana - (75) 3602-3315
Guanambi - (77) 3451-7004
Irecê - (74) 3641-0379
Itaberaba - (75) 3251-2575
Itapetinga - (77) 3261-7697
Jacobina - (74) 3621-9397
Jequié - (73) 3525-0067/ 3528-7153
Juazeiro - (74) 3611-7532
Paulo Afonso - (75) 3281-7243
Ribeira do Pombal - (75) 3276-4210
Santo Antônio de Jesus - (75) 3631-5191
Seabra - (75) 3331-3576
Senhor do Bonfim - (74) 3541-3256
Teixeira de Freitas - (73) 3011-2739
Valença - (75) 3641-8428 /63

Ministério vai repassar R$ 1,9 mi a 36 municípios para reforçar Atenção Primária à Saúde; Brumado não está na lista

  • Jade Coelho | BN
  • 16 Jun 2021
  • 17:27h

(Foto: Reprodução)

As Atenções Primárias à Saúde de 36 municípios da Bahia receberão  incentivo financeiro de cerca de R$ 1,9 milhão do Programa Previne Brasil, do Ministério da Saúde. A portaria que prevê a transferência de recursos foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (16).  Segundo o Ministério, o objetivo do programa é ampliar o acesso e qualificar o atendimento nos mais de 41 mil postos de saúde do país. Esses 36 municípios receberão, juntos, R$ 1.953.594,60 no segundo quadrimestre do ano de 2021. Os municípios baianos contemplados são: Barro Alto; Bom Jesus da Lapa; Bom Jesus da Serra; Bonito; Capim Grosso; Coaraci; Contendas do Sincorá; Dom Macedo Costa; Elísio Medrado; Gavião; Gongogi; Governador Mangabeira; Ibicaraí; Ibiquera; Ichu; Itabela; Itagimirim; Itamaraju; Itaquara; Itororó; Jaborandi; Jacaraci; Jandaíra; Jitaúna; Jussari; Licínio de Almeida; Maetinga; Matina; Mirante; Nova Ibiá; Piripá; Poções; Presidente Dutra; Presidente Jânio Quadros; São Félix; São Félix Do Coribe. O dinheiro será transferido mensalmente do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos Municipais e Distrital de Saúde e o cálculo levou em consideração a população de cada cidade. O Ministério informou que os valores variam de R$ 5 mil a R$ 5 milhões de um total de mais de R$ 416 milhões, de acordo com o índice populacional. 

Em meio a casos de 'fungo negro', Anvisa faz alerta sobre coinfecção fúngica e de Covid-19

  • Jade Coelho
  • 16 Jun 2021
  • 12:18h

(Foto: Reprodução)

A Anvisa publicou um documento em que faz um alerta para a importância da vigilância e do diagnóstico de coinfecção fúngicas em pacientes com Covid-19. Essa possibilidade e a gravidade já vem sendo alvo de estudos científicos que destacam que a pandemia criou condições ideais para aumento dos casos de fungos nos pacientes hospitalizados.

No fim do ano passado a Bahia registrou o primeiro caso de emergência do Candida auris. O superfungo fatal, resistente a medicamentos e responsável por infecções hospitalares foi identificado na UTI de um hospital de Salvador. Os casos registrados na Bahia foram descritos no Journal of Fungi por um grupo de pesquisadores do Laboratório Especial de Micologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Os pesquisadores apontam que diversos fatores tornam os pacientes infectados pelo SARS-CoV-2 alvos ideais para o superfungo, entre eles a internação prolongada; o uso de sondas vesicais e cateteres para acesso venoso central; uso de corticoides, que suprimem a resposta imune; e antibióticos, que desequilibram a microbiota intestinal.

Diante disso a Anvisa publicou uma nota técnica na segunda-feira (14) em que chama a atenção para a vigilância, identificação, prevenção e controle de infecções fúngicas invasivas em pacientes com Covid-19 internados em unidades hospitalares.

O documento foi elaborado por especialistas da agência com colaboração do Ministério da Saúde, e ressalta a importância da vigilância e do diagnóstico de contaminação simultânea fúngica e do coronavírus. A nota chama atenção para a necessidade de tratamento precoce, a fim de prevenir o agravamento do quadro clínico ou a morte do paciente.   

O Brasil e outros países do mundo estão em alerta após o surgimento dos primeiros casos de mucormicose em pacientes da Covid-19. Foram iniciadas pesquisas para o tratamento da doença, conhecida popularmente como “fungo negro”.

 

O documento da Anvisa destaca que o interesse na discussão do tema assumiu nova dimensão com o crescimento de casos de Covid-19 na Índia, onde cerca de 15 mil casos de mucormicose foram documentados até recentemente.

O Brasil registrou casos no Amazonas, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Mas a Anvisa ressalta que “não é esperado que a mucormicose assuma a mesma proporção no Brasil que a observada na Índia”. “Antes mesmo do advento da Covid-19, a Índia registrava taxas de incidência de mucormicose cerca de 70 vezes maior que o restante do globo”, sinalizou a Agência na nota técnica.

A Anvisa também faz orientações para os laboratórios de microbiologia para a identificação de fungos e reforça a necessidade da adoção de medidas preventivas e recomenda o monitoramento dessas infecções por meio de ações de vigilância nos serviços.    

A publicação também chama a atenção para a similaridade entre os sintomas de algumas doenças fúngicas com os da Covid-19, a exemplo da febre, tosse e falta de ar. Diante disso, reforça a necessidade de testes laboratoriais.

Criança de 03 anos morre picada por um escorpião

  • Redação
  • 14 Jun 2021
  • 14:25h

(Foto: Reprodução)

Um menino de três anos morreu, na madrugada deste domingo (13), após ser picado por um escorpião. A criança brincava no colo do pai em um sítio da família, na zona rural de Monte Azul (MG), quando foi correr no chão e pisou no escorpião. De acordo com o pai, a criança estava calçada com um chinelo, mas, ainda assim, a picada atingiu o dedo do pé direito. Imediatamente, o menino foi levado para o Hospital e Maternidade Nossa Senhora das Graças. A criança chegou com náusea e sonolência e morreu horas depois, devido ao choque anafilático.