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Foto: Divulgação / Ministério da Saúde
A Bahia tem 2.511 casos ativos da Covid-19 neste domingo (13), de acordo com boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab).
Ainda de acordo com o boletim, nas últimas 24 horas, foram contabilizados 135 novos casos conhecidos de Covid-19 no estado e dois óbitos.
Dos 1.518.238 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.486.241 são considerados recuperados e 29.486 morreram.
Os dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17h deste domingo.
O boletim completo está disponível no site da Sesab e no Business Intelligence.
- por Erem Carla
- 17 Fev 2022
- 14:18h
Foto: Claudio Schwarz / Unsplash
Higienizar as mãos com maior frequência tornou-se hábito de toda população com a chegada da pandemia causada pelo Covid-19. A maneira correta que essa limpeza deve ser feita foi propagada diversas vezes visando evitar o contato do vírus com o rosto.
Mas participantes especiais das mãos nessa rotina de limpeza não podem ser esquecidas: as unhas. O espaço que existe entre as unhas e os dedos pode acumular o que os especialistas chamam de colônias de bactérias, que são capazes de causar diversas infecções.
De acordo com a presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia na Bahia, a dermatologista Ana Lísia Giudice, a higienização das unhas deve ser feita junto à lavagem das mãos, e o uso de sabonetes antissépticos e escovas macias para auxiliar nessa limpeza deve ser considerado.
“A higienização é importante para evitar a colonização com bactérias ‘ruins’ que agridam nossa flora e se aproveitem de pequenas fissuras, causando infecções de pele”, explica .
Essa “sujeirinha” que fica aparente nas unhas, além de não higiênica, pode ser responsável por causar infecções na pele, olhos, vias aéreas, garganta e até mesmo vias urinárias, pois são partes do corpo que mais recebem a presença das mãos.
Para aqueles que além de acumular as bactérias ainda as levam à boca roendo as unhas, os riscos de infecções são ainda maiores. Bactérias como os estafilococos, microrganismos que causam infecções de pele e algumas vezes pneumonia, endocardite e osteomielite, podem ser ingeridas neste ato.
“Coliformes fecais, parasitas intestinais, amebas, giardia lamblia [que tem como principal sintoma a diarréia], além dos vírus”, explica.
O vírus da Covid-19, o enterovírus, a herpes simples e o Papilomavírus Humano (HPV) também podem ficar armazenados entre a unha e o dedo.
Para prevenir essas infecções, a especialista recomenda manter as unhas quadradas e curtas, visando evitar o encravamento, além de manter pés e mãos secos e higienizados.
- Por Dra. Fátima Guenes
- 10 Fev 2022
- 14:12h
Assim como devemos cuidar da saúde física, havemos de cuidar da nossa saúde mental/emocional.
A saúde integral abrange os pilares físico, mental, emocional e espiritual.
Buscamos nossa totalidade. Questões emocionais não resolvidas, não digeridas, são a base dos distúrbios que prejudicam a nossa qualidade de vida.
Nesses 02 dias, num trabalho de imersão iremos identificar aspectos que precisam de ajuste.
Nesse workshop (vivência), com dinâmicas de grupo, exercícios de introspecção e técnicas de relaxamento, o mergulho em si mesmo irá trazer informações preciosas.
Ouse investir na sua saúde integral.
A vida agradece!!!
- por Dra. Fátima Guenes
- 09 Fev 2022
- 15:41h
Leiamos atentamente essa lista.
1- Excessos de ciúmes e controle.
2- Falta de honestidade.
3- Comunicação agressiva.
4- Abusos financeiros.
5- Estresse constante.
6- Impedimento para manter outros relacionamentos.
7- A pessoa te diminui e não te apoia.
8- Sentir medo de conversar com o outro.
9- Falta de respeito a sua individualidade.
10- A pessoa sempre promete se melhorar
Honesta e sinceramente se permita refletir sobre os itens.
Auto amor, auto respeito, autoestima são fundamentais para um viver saudável.
Não permita que atitudes tóxicas permei teus relacionamentos familiares, afetivos os profissionais.
- Bahia Notícias
- 09 Fev 2022
- 11:20h
Foto: Anna Shvets/Pexels
Um medicamento utilizado contra o câncer pode ajudar a deslocar o vírus do HIV das células imunes humanas, conforme um estudo publicado na revista na Science Translational Medicine. Porém, ainda são necessárias mais pesquisas para entender os efeitos do medicamento no combate ao vírus.
Segundo o Estadão, o imunoterápico Keytruda, conhecido como pembrolizumab, é um anticorpo monoclonal projetado para ajudar o próprio sistema imunológico do corpo a combater o câncer.
O estudo envolveu 32 pessoas com câncer e HIV por meio do Fred Hutchinson Cancer Research Center, em Seattle, Estados Unidos. As evidências apontaram que o pembrolizumab pode reverter a capacidade do vírus de "se esconder" nas células de pessoas vivendo com HIV em terapia antirretroviral. Os participantes também estavam sendo tratados com medicamentos antivirais eficazes para o HIV.
A professora Sharon Lewin, diretora do Instituto Peter Doherty para Infecção e Imunidade em Melbourne, Austrália, disse em um comunicado que o pembrolizumab “foi capaz de perturbar o reservatório de HIV". O grupo da especialista analisou amostras de sangue coletadas dos participantes do estudo antes e após o tratamento com o medicamento.
- Bahia Notícias
- 28 Jan 2022
- 12:06h
Foto: Divulgação
A farmacêutica Moderna começou a testar, nesta quinta-feira (27), a vacina contra o HIV que usa tecnologia mRNA. O imunizante começará a ser aplicado em um grupo de 56 voluntários, que se ofereceram para fazer parte da fase 1 dos testes.
O imunizante é desenvolvido por meio de uma parceria com a Iavi (Iniciativa Internacional pela Vacina da Aids) e o Scripps Research Institute, nos Estados Unidos.
"A busca por uma vacina contra o HIV tem sido longa e desafiadora, e ter novas ferramentas em termos de imunógenos pode ser a chave para um rápido progresso em direção a uma vacina eficaz e urgente contra o HIV", diz Mark Feinberg, presidente e CEO da Iavi.
A tecnologia da nova vacina é a mesma utilizada na que a fabricante desenvolveu para combater a Covid-19, a de RNA mensageiro, que atua no sistema imunológico para gerar anticorpos capazes de neutralizar o vírus. As informações são do portal Poder 360.
- por Alexandre Brochado
- 08 Jan 2022
- 07:31h
Foto: Priscila Melo
A Síndrome de Burnout, doença ligada ao trabalho, também conhecida como exaustão profissional, entrou no dia 1º de janeiro na nova classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), a CID 11.
Mas como a gente pode identificar essa doença? Segundo Isadora Fernandes, psicóloga e professora da UniFTC, Burnout “vem do inglês que significa 'queimando de dentro pra fora'”.
“Primeiro, é necessário identificar a fonte da exaustão dessa pessoa, sendo preciso ter ligação com o trabalho. Então não vai ser uma pessoa que está passando por problemas pessoais e acaba levando para o trabalho. No caso, pode ser um paciente que está passando por problemas na vida pessoal, mas o foco é o trabalho, ou seja, com as mudanças organizacionais e a perspectiva profissional dessa pessoa sendo um dos fatores principais para o problema”, disse a especialista.
Isadora explica que existem três tipos de traços de características do Burnout. Um deles é a exaustão, que faz com que a pessoa sinta que não consegue produzir como produzia antes. A partir dessa primeira característica, o paciente começa a cometer erros, esquece as coisas, e até mesmo atrasa o trabalho.
“O segundo fator é a despersonalização. A pessoa começa a ter mudanças de humor, fica agressiva no trabalho ou vai se entristecendo com facilidade, e pode responder os colegas com frequência de maneira rude”, ressalta Isadora. “E a outra característica é o sentimento de inutilidade, a pessoa se sente incapaz, que nada do que ela faz é suficiente, que ela não é reconhecida e que seu trabalho é feito em vão”.
Entretanto, é necessário um tempo de serviço na empresa para diagnosticar a síndrome. Para identificar a doença é preciso que o funcionário tenha o período mínimo de seis meses na empresa. “Qualquer transtorno precisa ter esse prazo. Antigamente, para a Burnout ser identificada a pessoa precisava ter um ano de trabalho”, esclarece a psicóloga.
O acompanhamento desse paciente pode ser apenas psicológico, mas existem casos em que o auxílio do psiquiatra é indispensável. Porém, é algo que tem que ser avaliado, pois muitos casos podem envolver outras especialidades também, porque às vezes a dimensão que a doença toma na vida do sujeito não é somente psíquica. “A pessoa pode começar a ter sintomas de labirintite, por exemplo, ou apresentar muitas dores no pescoço ou nas costas, e a pessoa terá que procurar outros profissionais”, diz Isadora.
Conforme o psiquiatra Francisco Medauar, professor do curso de Medicina da UniFTC, em casos leves da doença, pode ser passado para o paciente, além do afastamento de até 15 dias, a prescrição de medicamentos adequados e reavaliar o paciente neste período. “Caso seja um quadro mais grave, normalmente fazemos um atestado mais prolongado e um relatório sugerindo o diagnóstico, e o paciente é encaminhado ao médico do trabalho da empresa, que o ajuda no encaminhamento ao INSS”, aponta.
Como a síndrome possui sintomas ansiosos e depressivos, o tratamento é feito com antidepressivos e ansiolíticos. Francisco explica que o antidepressivo trata, e o ansiolítico alivia o sofrimento de forma mais imediata, “como um medicamento sintomático”. Além disso, o psiquiatra também faz o encaminhamento para outros tratamentos, como a psicoterapia.
Já em relação ao retorno desse paciente ao trabalho, o ideal é que a pessoa esteja totalmente bem. “Em caso de melhora importante do quadro, que seja readaptado a uma nova função ou setor. Também é importante avaliar os danos que aquela função estava causando ao funcionário, para entender o que levou ao adoecimento e evitar que isso se repita com outras pessoas”, destaca o médico.
- Bahia Notícias
- 19 Dez 2021
- 12:38h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Ministério Público Federal (MPF) enviou um pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que um ofício seja encaminhado ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga e ele forneça informações sobre o ataque hacker que afetou o sistema do ConecteSUS no dia 10 de dezembro.
Por ser uma pasta federal, o pedido não pode ser enviado do MPF diretamente para a Saúde, por isso foi encaminhado para a Procuradoria-Geral. Segundo o MPF, os dados das pessoas cadastradas no sistema estão em risco.
De acordo com a CNN, a procuradora Luciana Loureiro, responsável pelo pedido enviado à PGR, pede esclarecimentos em até 10 dias e informa que existe no MPF do Distrito Federal um inquérito civil instaurado para apurar suposto vazamento ou exposição de dados de usuários do SUS e cita o episódio da falha nos sistemas que aconteceu em 2020.
Segundo a publicação, a nota do MPF ainda menciona que Loureiro recomendou em setembro deste ano à Saúde que adotasse medidas preventivas para reforçar a segurança do banco de dados da pasta e se adequasse à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
(Foto: Paula Fróes/GOVBA)
Países da Europa têm voltado a impor restrições para tentar controlar a pandemia de Covid-19.
A epidemia do coronavírus se agravou no continente nas últimas semanas, com aumento de novos contágios, principalmente entre a população não vacinada. A Europa responde por mais da metade da média mundial de infecções na semana passada, de acordo com uma contagem da agência de notícias Reuters.
Na sexta-feira (12), o Centro Europeu de Controle de Doenças (ECDC), agência sanitária europeia, afirmou que dez países estão em situação "muito preocupante" e outros dez “preocupante”.
(Foto: Reprodução/TV Santa Cruz)
A Bahia tem 712 novos casos de Covid-19, nas últimas 24 horas, conforme divulgado pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), nesta sexta-feira (12).
No boletim também foram contabilizados seis óbitos. Desde o início da pandemia, o estado registrou 1.251.326 casos, com 1.221.544 considerados recuperados e 2.621 seguem ativos. Do total, 27.161 pessoas morreram.
Além disso, 1.594.337 casos foram descartados e 250.344 estão em investigação. Na Bahia, 52.412 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.
Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17h desta sexta.
O boletim completo está disponível no site da Sesab e em uma plataforma online.
Ainda no boletim, há o registro de vacinados no estado. A Bahia possui 10.877.545 pessoas vacinadas contra o coronavírus com a primeira dose ou dose única. No estado, já foram aplicadas vacinas em 85,43% da população com 12 anos ou mais, estimada em 12.732.254.
(Reprodução)
A farmacêutica Pfizer entrou nesta sexta-feira (12) com o pedido de autorização na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que a vacina contra a Covid-19 possa ser aplicada em crianças com idades entre 5 e 11 anos.
"De acordo com o pedido da Pfizer, a dosagem da vacina para a faixa etária será ajustada e menor que aquela utilizada por maiores de 12 anos. Dessa forma, a proposta é ter frascos diferentes, com dosagem específica para cada grupo (maiores ou menores de 12 anos). Segundo a empresa, os frascos serão diferenciados pela cor", informou a Anvisa em nota.
A partir de agora, a reguladora brasileira irá fazer uma análise técnica sobre o assunto e terá o prazo de 30 dias para a avaliação do pedido. A vacina da Pfizer está registrada no Brasil desde 23 de fevereiro deste ano para pessoas com mais de 16 anos e, para a faixa etária de 12 a 15 anos, desde 11 de junho.
"No caso de vacinas para o público infantil, alguns dos principais pontos de atenção da Anvisa se referem aos dados de segurança e eventos adversos identificados, ajuste de dosagem da vacina, fatores específicos dos organismos das crianças em fase de desenvolvimento, entre outros", completou a nota.
- Correio 24h
- 11 Nov 2021
- 13:37h
(Foto: Hemoba/Divulgação)
A doação de sangue na Bahia sofreu uma queda no ano passado, mas, para surpresa das equipes da Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba) cerca de 20 mil pessoas procuraram os postos para fazer a doação pela primeira vez este ano. Nesta quarta-feira (10), uma nova unidade de coleta foi inaugurada dentro do Hospital Ana Nery (HAN), no bairro da Caixa D’Água, em Salvador.
Segundo o diretor da Hemoba, Fernando Araújo, durante a pandemia a queda de doações de sangue chegou a 45% na Bahia, o que deixou as autoridades preocupadas. Mas como houve também a suspensão das cirurgias eletivas e o cancelamento de diversas festas a demanda sobre a Hemoba diminuiu. A situação melhorou alguns meses depois e no comparativo com 2019 o ano de 2020 teve 10% a menos de doações.
“Fizemos um levantamento em 2021 e tivemos uma surpresa. A população se comoveu com a situação da Fundação Hemoba e tivemos 20 mil novos doadores. São pessoas que nunca tinham doado antes e que procuraram os postos, algumas delas com 16 anos. Isso foi muito bom”, disse.
O novo posto da Hemoba vai funcionar dentro do Hospital Ana Nery, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30, e deve ampliar em 20% a produção de hemocomponentes em Salvador. Em média, a Fundação coleta 500 bolsas por mês em cada posto, mas a nova unidade tem capacidade para recolher até 800 doações. O diretor contou que a demanda está sob controle, mas ressaltou que alguns tipos sanguíneos estão com estoque em baixa.
“Hoje, não estamos com déficit, o que temos é uma questão que chamamos de criticidade. Há uma maior necessidade e um estado crítico de alguns tipos sanguíneos, como o RH Negativo, tanto O como A. Temos uma alta rotatividade com relação a outros tipos. A grande maioria da população é A Positivo ou O Positivo, consequentemente eles também são muito solicitados”, disse.
Segundo a Fundação Hemoba, a Bahia tem 219.527 doadores de sangue. São pessoas com duas ou mais doações no ano. O número não contempla quem doou apenas uma vez.
Ao todo, a estrutura passa a ser composta por 31 unidades de coleta distribuídas em 22 municípios da Bahia, sendo três unidades móveis (Hemóveis) e três hemocentros regionais. O sangue coletado passa por exames de sorologia, é processado e distribuído para mais de 350 unidades de saúde da rede pública e do setor privado conveniado.
- Bahia Notícias
- 08 Nov 2021
- 11:49h
Foto: Getty Images
O Brasil bateu o recorde de importação de medicamentos à base de cannabis em 2021. Até outubro deste ano foram trazidos ao país US$ 13 milhões em remédios que usam a substância. No mesmo período de 2020 foram US$ 11,5 milhões. As informações são do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.
Ao todo, sete medicamentos de cannabis têm autorização para serem vendidos no país. Os dois últimos foram liberados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta quinta-feira (4).
No fim de 2019 a Anvisa autorizou a venda de remédios a base de cannabis em farmácias. Com isso, cresceram as importações dos fármacos. Nos dez primeiros meses de 2019, quando a venda de remédios à base de cannabis em farmácias ainda não era permitida, foram US$ 8,8 milhões em importações. O número só cresceu desde então.
A autorização da Anvisa para a venda de remédios à base de cannabis em farmácias é temporária e vai até 2022. Eles só podem ser comprados com prescrição médica.
De acordo com a publicação, mais de um terço dos medicamentos à base de cannabis importados pelo Brasil em 2021 veio da Índia. Foram US$ 4,6 milhões. Outro grande vendedor de remédios à base de cannabis para o Brasil são os Estados Unidos, com US$ 3,1 milhões, e o Reino Unido, com US$ 2,4 milhões.
- Bahia Notícias
- 03 Nov 2021
- 16:16h
Foto: Divulgação
Uma descoberta recente sobre a doença de Alzheimer anima a comunidade científica. Um estudo identificou grupos de proteínas tóxicas que se acredita serem responsáveis pelo declínio cognitivo associado à doença. Essas substâncias chegam a diferentes regiões do cérebro precocemente e se acumulam ao longo de décadas. Os dados da pesquisa foram publicados na última sexta-feira (29) na revista Science Advances.
De acordo com reportagem do Estadão, a pesquisa é a primeira a usar dados humanos para quantificar a velocidade dos processos moleculares da doença neurodegenerativa e, eventualmente, pode ter implicações importantes para o planejamento de tratamentos.
Outro fato exposto pelo estudo é a alteração na teoria de que aglomerados se formam em um local do cérebro quando uma reação em cadeia ocorre em outras áreas; um padrão visto em ratos. Essa disseminação pode acontecer, mas não é o principal motivador, traz a matéria do Estadão.
Para chegar aos resultados, foram analisadas pelos pesquisadores 400 amostras de cérebro post-mortem de pacientes com Alzheimer. Os cientistas também observaram 100 tomografias PET de pessoas que vivem com a doença para rastrear o acúmulo de tau, uma das duas proteínas-chave envolvidas na doença.
A matéria esclarece que no Alzheimer, a tau e outra proteína chamada beta amilóide se acumulam em nós e placas - ambas conhecidas como agregados - que matam as células cerebrais e encolhem o cérebro. Isso, por sua vez, resulta em perda de memória, alterações de personalidade e incapacidade de realizar funções cotidianas. Estima-se que 44 milhões de pessoas sofram da doença em todo o mundo.
- por Por: Victória Damasceno | Folhapress
- 12 Out 2021
- 10:06h
Foto: Reprodução / O Estado
Em uma consulta médica na UBS Casa Verde, em São Paulo, para se preparar para a laqueadura, Caroline Teixeira da Silva, 37, foi apresentada a um método inovador. Pouco invasivo e de rápida recuperação, o Essure, da farmacêutica Bayer, prometia torná-la estéril.
Em uma manhã de novembro de 2011, colocou o microimplante com a expectativa de que teria suas trompas obstruídas em três meses. Saiu do local com dores abdominais, mas atribuiu isso ao procedimento.
Com o passar dos anos, Silva começou a ter queda de cabelo, hemorragias menstruais, seus dentes ficaram moles e passou a sentir cansaço excessivo. Somente em 2018 descobriu que tudo isso poderia estar sendo causado pelo Essure --seus sintomas coincidiam com as queixas de outras mulheres que também tinham o dispositivo.
As unidades públicas de saúde, no entanto, não retiraram o dispositivo e, mesmo com exames em mãos, ela não conseguiu um retorno ao médico, conta. "Tudo é uma dificuldade. Está sendo um processo cansativo, doloroso e irritante, porque a gente não consegue nada e ainda nos hospitais somos taxadas como loucas."
O Essure é um par de molas de aço inoxidável que deve ser inserido pelo canal vaginal e direcionado às trompas uterinas, onde pode se expandir em até 2 mm. A ideia é que, durante a expansão, as molas se fixem na parede das trompas e estimulem a cicatrização do local.
O microimplante teve sua autorização de uso emitida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2009, mas 8 anos e muitos processos depois, a Bayer deixou de comercializar o produto.
À reportagem, em agosto de 2021, a farmacêutica disse que a segurança e eficácia do Essure foram comprovadas por "um corpo robusto de estudos científicos" e que tirou o produto do mercado por "motivos comerciais e de estratégia de negócios".
No Brasil, um grupo de 334 brasileiras tenta um acordo indenizatório de 30 milhões de euros (cerca de R$ 180 milhões) pelos danos que teriam sido provocados pelo contraceptivo. Além disso, há mulheres que lutam na Justiça para forçar os hospitais públicos a retirarem os dispositivos colocados pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Mas, mesmo com decisões judiciais obrigando governos a fazerem as cirurgias, há locais que deixam de remover o microimplante das pacientes.
Foi o que ocorreu com Anna Bárbara Reis Cordeiro, 37. Ainda que tivesse uma decisão judicial em seu favor, ela não conseguiu retirar o microimplante colocado em 2014 no Hospital Materno Infantil de Brasília, administrado pelo governo do Distrito Federal.
Uma decisão de setembro de 2020 obrigava o DF a remover o dispositivo em 30 dias. O estado recorreu e perdeu. A ordem, porém, não foi cumprida. Cordeiro teve sua sentença parcialmente alterada e foi colocada em uma fila, que segue, no entedimento das autoridades, as prioridades de atendimento.
"Cada dia que passa está aumentando minha dor na região pélvica. Minha barriga incha muito e fica tudo muito dolorido por causa da inflamação. Eu tenho que ficar indo atrás, mas o hospital não faz nada a respeito disso", conta.
Adriana Vieira da Silva Gama, 42, tenta tirar o dispositivo há cerca de dois anos, quando descobriu que suas dores poderiam estar relacionadas a ele. A decisão judicial em seu favor também não foi cumprida, e ela está na fila para a cirurgia.
Gama não tem expectativa, porém, de conseguir a retirada pelo SUS. Preferiu fazer um curso de eletricista para conseguir um emprego e, assim, com um plano de saúde, remover o Essure.
"Eu estou correndo atrás do meu curso para conseguir um emprego e ver se eu mesma tiro. Porque pelo GDF [Governo do Distrito Federal] é mais fácil morrer", diz.
Já Luciene Justino Ferreira, 42, havia conseguido uma decisão favorável que obrigava o DF a retirar o dispositivo em março deste ano, mas o Estado recorreu e ganhou. Com dores desde que colocou o microimplante, em 2013, ela tenta há cerca de três anos fazer a retirada.
Uma das complicações comuns é a desintegração do microimplante. Isso faz com que ele chegue ao útero. O objetivo da fabricante era outro, que as molas permanecessem somente nas trompas.
Isso fez com que Marina Lima, 36, moradora do Rio de Janeiro, passasse por diversas cirurgias para a retirada do Essure. Em março de 2020, ela retirou as trompas, mas isso não foi o suficiente para que as dores parassem. Em um retorno ao médico, descobriu que o dispositivo se desintegrara.
Teve então que voltar à mesa de cirurgia para retirar o útero e um ovário. Seu caso, porém, pedia uma sustentação adicional na bexiga, o que não foi feito, ela diz. Lima aguarda a reparação há cerca de um ano.
"Eu sinto dores pélvicas, não consigo segurar a urina. Tenho que ficar andando com absorvente 24 horas por dia porque se não eu fico com a roupa toda molhada", diz. "É uma situação de constrangimento na rua, é bem complicado."
O tema levou a deputada Celina Leão (PP-DF) a criar um projeto de lei que pode obrigar o SUS a buscar as mulheres que colocaram o dispositivo por meio do próprio sistema público. A proposta é que os hospitais ou postos de saúde que realizaram o atendimento entrem em contato com as pacientes, façam uma avaliação e, se necessário, providenciem a retirada do dispositivo no prazo de 30 dias após a indicação médica. Pelo texto, todos os casos teriam também de ser monitorados após a operação.
"Nós estamos apresentando um requerimento de urgência para que ele vá direto ao plenário porque os casos são dramáticos. Cada dia para essas mulheres é um dia a mais de sofrimento", afirma a deputada.
Se aprovada, a lei obrigaria o Estado a chegar em mulheres como Meire (que não quis ser identificada com o sobrenome), 40, do município de Araguaína (TO). Ela fez o procedimento em 2014, mas só anos depois, após contato com o grupo Vítimas do Essure do Brasil, descobriu que as dores que sentia poderiam ser causadas pelo microimplante.
"Eu pretendo tirar, mas eu não sei por onde começar. Pelo posto de saúde eu acho que vai ser difícil, porque tem pessoas que nem sabem do que se trata", conta.
Quem pode recorre aos planos de saúde. Francilene dos Santos Araújo, 36, colocou o microimplante no Hospital Municipal de Parauapebas (PA) em 2014, mas só depois de quatro anos associou seus sintomas ao Essure.
Foram mais três anos para agendar a cirurgia, ela conta. Sem o amparo do SUS, só fará o procedimento de remoção pois o marido conseguiu um plano particular para sua família.
"Eu já me consultei com vários médicos do SUS e o que eles me falam é que não tem nada a ver com o Essure", conta.
Outro lado Procurado, o Ministério da Saúde afirma que o Essure não está incorporado no rol de contraceptivos do SUS, mas que gestores locais têm autonomia para adquirir insumos por conta própria.
A pasta diz ainda que, após a Anvisa ter suspendido o uso do dispositivo em 2017, orientou estados e municípios a procurarem as mulheres que tinham recebido o microimplante. Elas deveriam ser informadas sobre o risco e a necessidade de retirada através de cirurgia, que deveria ser agendada, de forma ágil, na rede do SUS, afirmam.
A Secretaria da Saúde do Distrito Federal afirma que, caso exista indicação para tratamento clínico ou cirúrgico, ou se a paciente quiser retirar o dispositivo, "esse procedimento será realizado, após a avaliação médica pela equipe da unidade hospitalar que estiver prestando atendimento à paciente".
Já a Secretaria Municipal de Saúde de SP diz que todas as pacientes que receberam o dispositivo foram monitoradas por equipes médicas por cinco anos, e que não foram registradas irregularidades. Foi agendada uma consulta de avaliação cirúrgica para Caroline Teixeira da Silva, primeira paciente citada na reportagem.
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro afirma que mais de 300 mulheres removeram o Essure no Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, único utilizado para aplicação entre 2014 e 2017. O hospital "reforça o compromisso de acompanhar os casos em que existam efeitos adversos e realizar a retirada quando necessário".
A Prefeitura de Parauapebas (PA) e a Prefeitura de Araguaína (TO) foram procuradas via email, mas não se manifestaram até a conclusão da reportagem.