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- Redação
- 17 Mai 2021
- 15:22h
Foto: Matheus Morais/ bahia.ba
A presidente estadual do PSB, deputada federal Lídice da Mata, afirmou ao bahia.ba na manhã desta segunda-feira (17) que o partido tem interesse em indicar um nome para ser vice na chapa encabeçada por Jaques Wagner (PT) ao governo da Bahia em 2022. “Nosso campo só tem um problema: ninguém quer ser candidato a vice. O PSB tem interesse na vice, faremos sacrifícios, mas queremos estar na vice, principalmente para ajudar a chapa”, ressaltou. Questionada pelo bahia.ba sobre uma possível saída do deputado federal Marcelo Nilo da base de apoio do governador Rui Costa (PT) para integrar a chapa do ex-prefeito de Salvador ACM Neto, Lídice minimizou: “Não creio que isso gere ruído. Marcelo é um político de muito tempo e ele é impulsivo, expressa mais a posição dele. Eu tenho conversado com ele e ele está muito alinhado, vota tudo com partido. Essa movimentação de desejar um lugar na chapa majoritária é normal”, acrescentou a deputada. O PSB, segundo Lídice, está se estruturando para eleger dois deputados federais e quatro estaduais na eleição de 2022.
- Redação
- 15 Mai 2021
- 17:57h
No início da semana, o Datafolha divulgou uma pesquisa sobre a avaliação feita pela população do governo Bolsonaro, que apontou uma queda de 6 pontos percentuais na aprovação | Foto: Reprodução
A pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado pelo site do jornal ‘Folha de S.Paulo’, aponta que 49% dos brasileiros desejam o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e 46% se dizem contrários a saída.
O instituto ouviu 2.071 pessoas na terça-feira (11) e na quarta (12), presencialmente em todo o Brasil. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Confira os resultados:
* Sim, deveria sofrer impeachment: 49% (eram 46% em março)
* Não deveria sofrer impeachment: 46% (eram 50% em março)
* Não sabem: 4%
Esta foi a primeira vez que o número de apoiadores do impeachment é numericamente maior do que a dos que são contrários à saída do militar. Os índices, no entanto, representam um empate técnico dentro da margem de erro.
De acordo com a pesquisa, o apoio ao afastamento do atual presidente do governo teve um crescimento entre jovens de 16 a 24 anos (57%), moradores do Nordeste (também 57%), desempregados que procuram emprego (62%) e entrevistados que dizem ter muito medo do coronavírus (60%).
Já a posição contrária ao impeachment aparece em 52% entre homens e no Sul do país. Também sobe para 60% entre entrevistados que dizem não ter medo do coronavírus, 57% entre evangélicos e 56% entre assalariados registrados.
No início da semana, o Datafolha divulgou uma pesquisa sobre a avaliação feita pela população do governo Bolsonaro, que apontou uma queda de 6 pontos percentuais na aprovação e uma alta de 1 ponto percentual na aprovação.
- Redação
- 14 Mai 2021
- 17:17h
O presidente também discursou contra os opositores da ditadura militar | Foto: Reprodução
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tentou mais uma vez polarizar as eleições de 2022 ao citar a possível candidatura de Lula (PT) à Presidência, nesta sexta-feira (14). Bolsonaro ainda chamou o ex-presidente de “filho do capeta”. “A turma quer votar ainda neste filho do capeta. Se esse cara voltar, nunca mais vai sair”, afirmou Bolsonaro, a apoiadores na entrada do Palácio do Alvorada. Antes, o presidente discursou contra os opositores da ditadura militar. “Quando o Lamarca passou, eu estava na porta da escola onde ele, em um tiroteio, feriu seis, a força pública deteve. Uma mulher (foi ferida) com um tiro na coxa. No dia seguinte ele conseguiu capturar o coronel Roberto Mendes Júnior e matou a paulada, foi descoberto o corpo, que foi encontrado dois meses depois. Esse é o herói da esquerda, matou a coronhadas”, disse Bolsonaro.
- Bruno Luiz
- 07 Mai 2021
- 18:23h
(Foto: Reprodução)
Ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM, ACM Neto não pretende nacionalizar o debate nas eleições do próximo ano, quando deve concorrer ao governo da Bahia.
Ainda sem perspectiva de ter um candidato a presidente da República para chamar de seu, Neto acredita que as eleições para o Palácio do Planalto não irão definir o resultado do pleito no estado. Do outro lado, seu provável adversário direto, o senador Jaques Wagner (PT-BA), deve ter no palanque o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Enquanto isso, Neto tenta se distanciar cada vez mais da figura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que vai disputar a reeleição.
“Não vou nacionalizar o meu trabalho aqui na Bahia. Meu foco é discutir o estado da Bahia, tratar da Bahia e dos baianos. A minha eleição em Salvador desmistificou muita coisa, derrubou muitos conceitos que existiam. Em 2012, eu no DEM enfrentei um candidato a prefeito do PT, que tinha apoio do governador do estado, que era do PT, e da presidente da República, também do PT. E tinha aquela conversa de o prefeito tem que ser do mesmo partido porque a cidade tá quebrada’. Ganhei aquela eleição, governei oito anos na cidade. Não é um candidato a presidente da República que vai definir a eleição na Bahia. Os baianos já passaram dessa fase”, declarou em entrevista nesta sexta-feira (7), ao “Isso é Bahia”, programa da rádio A TARDE FM em parceria com o Bahia Notícias. Por outro lado, Neto disse que não se pode descartar a possibilidade de surgimento de um candidato de terceira via, que supere a polarização entre Lula e Bolsonaro.
O ex-prefeito disse também que sua “energia” está voltada para pavimentar sua candidatura em 2022. Para isso, vai intensificar as viagens ao interior do estado, interrompidas no início do ano por causa do agravamento da pandemia.
“Eu não tenho opção, outra alternativa. Meu caminho é, de fato, construir uma candidatura do governo da Bahia. Minha energia, meu foco está todo para isso. Agora vamos rodar toda a Bahia, montei um grupo de trabalho que está estudando a realidade do estado, que está buscando técnicos qualificados no Brasil e fora do Brasil para discutir questões relevantes sobre a realidade da Bahia”, disse.
Para Neto, é necessário pensar um projeto de governo que veja o estado em suas diferenças porque “dentro desse estado, nós temos vários estados”. “A gente precisa ter uma visão mais regionalizada da Bahia. A Bahia é um estado muito grande, cada região vive sua realidade, vive seu drama, tem solução própria para dar seu salto para o futuro. A Bahia precisa descentralizar as oportunidades, entender a vocação de cada região, estimular a vocação de cada região.”
- Redação
- 26 Abr 2021
- 09:50h
Em março, o petista teve um engajamento de 47,9%, ante 5% de Bolsonaro, no Facebook e Instagram | (Foto: Reprodução)
De volta ao jogo eleitoral, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem aumentado o engajamento e número de seguidores nas redes sociais mais rapidamente do que Jair Bolsonaro. A informação é da coluna de Guilherme Amado, da revista Época. Segundo a publicação, no mês de março, o petista teve um engajamento de 47,9%, ante 5% de Bolsonaro, no Facebook e Instagram. Nos primeiros 19 dias de abril, a taxa de Lula foi de 6,17%. A de Bolsonaro, 1,33%. Os dados são de um levantamento da Ativaweb, agência especializada em comunicação digital e política. Em 8 de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin anulou as condenações de Lula no âmbito da Lava Jato, e o petista voltou a ficar elegível. Já na última quinta-feira (23), dois dias após o fim da pesquisa, Lula obteve mais uma vitória política: a maioria dos ministros do STF manteve decisão que declarou Sergio Moro parcial ao condenar o ex-presidente. Considerando-se apenas o Instagram, Lula ganhou 121,2 mil seguidores, ante 4,4 mil de Bolsonaro, entre março e abril. Em número total de seguidores, Bolsonaro está muito à frente:18,3 milhões de seguidores, ante 2,5 milhões do ex-presidente. Entre os presidenciáveis, o perfil com mais fãs no Instagram é de Luciano Huck, com 19,7 milhões.
- Levi Vasconcelos
- 16 Abr 2021
- 15:42h
Rejeição a Bolsonaro e a Lula abre espaço para uma terceira via, aposta que ACM Neto faz, já que não tem nada a ver com nenhum dos dois | Fotos Reprodução
O PT, que governa a Bahia há 14 anos e meio (oito de Jaques Wagner + seis e meio de Rui Costa), já dava sinais de exaustão, mas ontem ganhou um gás novo, com a decisão do STF que carimba a anulação das condenações de Lula.
Lula, por ironia do destino, volta à cena turbinado exatamente por seu inimigo maior, Bolsonaro com sua governança atabalhoada, vezes tresloucada, que na pandemia caminha a galope para o fundo do poço, com os 362 mil mortos do país numa circunstância que preocupa o planeta pelo desgoverno.
E se Lula lá está livre, os petistas baianos cá batem palmas. Jaques Wagner é amigo pessoal dele e admite que fala com ele toda semana. É o maior ganhador com a situação que se configurou.
Terceira via
Óbvio que o jogo está só começando, mas agora com ingredientes de peso. Lula, que já estava quase de malas prontas para morar em Lauro de Freitas, condenado como estava, seria mais estorvo do que ajuda. Desistiu do projeto, prefere ficar em São Paulo.
A rejeição a Bolsonaro e a de Lula na qual ele surfou abre espaço para uma terceira via, aposta que ACM Neto faz, já que não tem nada a ver com nenhum dos dois.
Dizem os aliados de Neto que um novo nome haverá de surgir. Quem? Sabe-se lá. Ciro Gomes aposta, como diz o deputado Félix Mendonça Jr., que Lula e Bolsonaro, um apontando os podres do outro, abrem espaço para isso. E abre. Fica para adiante saber quem o ocupará.
- Redação
- 15 Abr 2021
- 18:26h
(Foto: Reprodução)
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em um eventual segundo turno das eleições de 2022. Na disputa, o petista teria 52% contra 38% de Bolsonaro, uma diferença de 18 pontos percentuais. Os dados são da Pesquisa PoderData, divulgada nesta quarta-feira (15). O instituto ressalta que os cenários testados agora devem ser tomados com uma radiografia do momento, em que o país enfrenta o pior impacto da pandemia de coronavírus, muitos Estados mantêm negócios fechados e há incerteza sobre a recuperação da economia. Nesse contexto, Bolsonaro perdeu intenções de voto para o segundo turno, na comparação com 1 mês antes, quando apenas Lula e Ciro Gomes (PDT) venceriam o atual num eventual 2º turno. Agora, ele já não ganha de ninguém com segurança. Segundo o PoderData, Bolsonaro perderia hoje num confronto direto para Lula (52% x 34%) e para o empresário e apresentador da TV Globo Luciano Huck (48% x 35%). Contra outros três possíveis candidatos testados, Bolsonaro ficaria apenas em situação de empate técnico (a margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos): Bolsonaro 38% x 37% João Doria (PSDB); Bolsonaro 38% x 37% Sergio Moro (sem partido); Bolsonaro 38% x 38% Ciro Gomes. A pesquisa ouviu 3.500 pessoas entre os dias 12 e 14 de abril.
- Redação
- 11 Abr 2021
- 07:40h
Ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do partido anunciou, em convenção da juventude da legenda, a criação do "Democratas Diversidade", visando públicos que ainda sofrem preconceito | Foto: Divulgação/Assessoria
O ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do Democratas, ACM Neto, afirmou neste sábado (10), durante a convenção nacional da Juventude do partido, que não é o momento de antecipar as discussões sobre o processo eleitoral do próximo ano. No entanto, disse que o DEM quer distância de extremismos em 2022. Na ocasião, Neto anunciou a criação do do grupo “Democratas Diversidade”, visando públicos que ainda sofrem preconceito. “Não vamos nos conformar com polarizações. Existem caminhos diferentes e alternativos nesse país. Mas não vamos antecipar o que pode ou vai acontecer ano que vem, pois o momento é de enfrentarmos a pandemia”, afirmou. Segundo Neto, o Democratas Diversidade terá a missão de debater e elaborar políticas públicas de inclusão para públicos que ainda sofrem preconceito. O grupo será coordenado pelo jovem militante baiano, Bruno Alves. “Combater o preconceito e defender a inclusão são compromissos inafastáveis do Democratas. Não aceitamos que as pessoas sofram preconceito por causa de sua orientação sexual, religiosa, cor de pele ou qualquer outro. Por isso, estamos criando este grupo permanente que será referendado pela comissão nacional do partido por unanimidade”, disse Neto, que destacou que a Juventude Democratas tem um papel protagonista na discussão do Brasil do futuro, e deve estar atenta ao desempenho dos governantes neste momento de pandemia.
- Redação
- 09 Abr 2021
- 14:23h
"Nós conseguimos acabar com esse dicurso de chantagem de que o governador tem que ser aliado do presidente", frisa presidente nacional do DEM | Fotos: Valter Pontes/Secom PMS | José Cruz/Agência Brasil
Questionado sobre uma possível candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto em 2022, o presidente nacional do DEM, ACM Neto, avalia que o petista é um nome importante, mas que não decidirá a eleição para o governo estadual. “Ninguém pode menosprezar a força do ex-presidente Lula, ele é um player importante. Se Lula reunir as condições de elegibilidade, ninguém pode ficar contra isso. Ele é importante, mas eu acho que Lula não vai ganhar a eleição, nem que ele terá força para decidir a eleição na Bahia. Não estou subestimando ninguém”, opinou em entrevista coletiva virtual. “Nós conseguimos acabar com esse dicurso de chantagem de que o governador tem que ser aliado do presidente. Lula não vai decidir a eleição na Bahia. Reconhecendo o peso e importância de Lula, eu acho que aqui a eleição passa pela decisão do povo”, completou.
- Redação
- 07 Abr 2021
- 15:41h
Ex-ministro tem dito a interlocutores que não quer se candidatar, mas não descarta essa possibilidade totalmente | Foto: Fellipe Sampaio/ SCO/ STF
Aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2014, o ex-ministro Joaquim Barbosa cogita apoio à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tirar Bolsonaro da Presidência em 2022. A informação é da coluna da jornalista Carolina Brígido, do portal UOL. Segundo a publicação, Barbosa, que se filiou ao PSB em 2018, articula nos bastidores seu apoio ao líder petista, mesmo duvidando que ele saia candidato, para a disputa das eleições de 2022 com uma prioridade em mente: tirar o presidente Jair Bolsonaro do poder. Ainda segundo a coluna, a intenção do ex-ministro é dar o peso de seu nome à esquerda para derrubar Bolsonaro nas urnas. Barbosa é crítico ferrenho ao governo atual. O ex-ministro, por sua vez, tem dito a interlocutores que não quer se candidatar, mas que não descarta essa possibilidade totalmente. Uma decisão, porém, já foi tomada: se não for cabeça de chapa, não será vice de ninguém.
- Levi Vasconcelos
- 07 Abr 2021
- 12:23h
Se a decisão de Fachin for mantida, o cenário é um, Lula é candidato. Se não, ele está fora. E a aí a coisa muda | Foto: Reprodução
A Assembleia Legislativa da Bahia reabriu ontem os gabinetes dos deputados, e, embora o restaurante – grande ponto de convergência e fofoca – permaneça fechado, para além da pandemia e suas vítimas um papo que diz respeito a todos está em pauta, 2022.
Quarta da próxima semana, dia 14, o pleno do STF vai dar a palavra final sobre a decisão do ministro Edson Fachin que anulou as condenações que levaram Lula à prisão e o deixaram inelegível. E o mundo político do Brasil em geral, e da Bahia em particular, está ligadíssimo.
O xis da questão: se a decisão de Fachin for mantida, o cenário é um, Lula é candidato. Se não, ele está fora. E a aí a coisa muda.
Na Bahia
Hoje no país empresários desiludidos com Bolsonaro que não querem Lula já buscam uma terceira via. Ponderam que Sérgio Moro desidratou; João Doria, governador de São Paulo, está desgastado; e Ciro Gomes não decola. Esperam ver surgir um nome novo.
Na Bahia, Lula lá ou não tem uma influência decisiva. Se sim, turbina a candidatura de Jaques Wagner e deixa o PT, já com 14 anos e meio no poder no estado, mais uma vez altamente competitivo. Se não, zera o jogo. E ficam todos à espera das definições federais.
E quais são as chances de Lula no STF? Na Alba, as opiniões se dividem. Há quem ache que tem todas, que tem alguma ou nenhuma.
Dê no que der, tititi não vai faltar.
- Matheus Morais
- 06 Abr 2021
- 11:44h
"O Brasil precisa de alguém que possa unir o país de novo", afirma o governador da Bahia | Foto: Reprodução / Twitter
Questionado em entrevista à Rádio Bandeirantes nesta terça-feira (6) se Luiz Inácio Lula da Silva será o candidato do PT a presidente da República na eleição de 2022, o governador Rui Costa (PT) afirmou que o ex-presidente tem “todas as condições” de voltar ao cargo. “Quem pode definir isso é a direção nacional do PT, mas na minha opinião o Lula tem todas as condições de voltar a ser presidente. O Brasil precisa de alguém que possa unir o país de novo. Em seus governos, na época de Lula, o brasil uniu trabalhadores e empresarios, o Brasil viveu um boom e acho que é possível viver isso novamente”, disse. Rui ressaltou ainda que o ex-presidente não foi julgado com isenção pelo juiz Sergio Moro no âmbito da Operação Lava Jato. “Eu sou defensor da lei, que quem erre pague pelos seus erros. Justiça tem que ser independente, isenta, e tudo que não houve nos processos do presidnete Lula foi isenção. Tem gerente da Petrobtras que devolveu R$ 100 milhões e quanto ficou com eles?”, questionou.
- Redação
- 03 Abr 2021
- 08:09h
Ex-presidente não assinou manifesto pela democracia | Foto: Reprodução
O ex-governador do Ceará e virtual candidato à presidência em 2022, Ciro Gomes (PDT), alfinetou o ex-presidente Lula (PT) pelas redes sociais. Sem citar nomes, o pedetista justificou a assinatura do manifesto em defesa da democracia, ao lado do apresentador Luciano Huck, o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), os governadores João Doria (PSDB-SP) e Eduardo Leite (PSDB-RS) e o ex-presidente do partido Novo, João Amoedo. “Quem puder, quiser, junte-se a nós nesta luta. Não me interessa o que fizeram no verão passado. Para o ano que vem, 2022, as tarefas são duas: Derrotar Bolsonaro e sua agenda genocida, antinacional, entreguista, corrupta, e antipovo e, mais importante: Reconciliarmos o povo brasileiro ao redor de um generoso Projeto Nacional de Desenvolvimento que nos tire do ambiente de terra arrasada – socioeconômica e de saúde pública – em que fomos atolados pelo ódio, pela falta de projeto e conversa mole travestida de esquerda”, escreveu Ciro em sua conta no Twitter. Em entrevista nesta quinta-feira (1º) para o jornalista Reinaldo de Azevedo, Lula alegou que não fez parte do manifesto porque ‘todos eles tiveram a chance em 2018 de deixar a democracia garantida votando no Haddad e preferiram votar no Bolsonaro’. O petista também criticou Ciro, que ele ‘foi para Paris e não votou’.
- João Pedro Pitombo e João Valadares | Folhapress
- 29 Mar 2021
- 16:34h
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
A retomada da elegibilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) -com a anulação de suas condenações no âmbito da Lava Jato e a sua possível candidatura à Presidência da República em 2022- embaralhou costuras para disputa de governos estaduais, com impacto maior no Nordeste. A avaliação é que o petista, que tem alta popularidade e já era encarado como forte cabo eleitoral, ganhou ainda mais peso no tabuleiro político caso protagonize a disputa pelo Planalto contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O novo cenário resultou em mudanças de estratégias, acelerou lançamento de pré-candidaturas no campo lulista e deixou alguns aliados de Bolsonaro do centrão em compasso de espera, aguardando as próximas movimentações para decidir qual rumo tomar. As costuras estarão amarradas ao cenário nacional e passam por fatores como a popularidade de Bolsonaro, o fôlego do crescimento político de Lula e a capacidade dos partidos de centro-esquerda e centro-direita em construir uma alternativa viável ao Planalto. "A retomada dos direitos políticos do presidente Lula impacta a política brasileira de maneira geral. Ele está com muita disposição e aberto para conversas com segmentos diversos da sociedade, compreendendo a complexidade do nosso país", diz o senador Rogério Carvalho (PT-SE).
No Nordeste, a avaliação é de que o retorno do presidente ao tabuleiro político fortalece o PT e aliados nas disputas pelos governos estaduais: "Lula tem legado. É óbvio que ninguém vive só disso, mas o legado é um lastro, uma credencial", avalia Carvalho.
O PT, que governa quatro estados na região Nordeste, já tem pré-candidatos para as eleições estaduais em, ao menos, três locais: Bahia, Piauí e Rio Grande do Norte.
Na Bahia, governada pelo partido há 15 anos, a decisão pela elegibilidade de Lula fez com que o PT antecipasse o anúncio do senador e ex-governador Jaques Wagner como pré-candidato ao governo.
Na costura definida, o governador Rui Costa (PT) ficaria até o fim do mandato e não seria candidato a nenhum cago, abrindo a vaga da disputa ao Senado para Otto Alencar (PSD) buscar a sua reeleição.
Wagner deve enfrentar nas urnas o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (DEM), em disputa que oporia dois dos principais protagonistas da política baiana na última década.
Com a alta rejeição de Jair Bolsonaro na Bahia, a tendência é que ACM Neto se coloque como oposição ao presidente. Por isso, dentro do DEM, ele defende a construção de uma terceira via que passa por conversas, inclusive, com nomes mais à esquerda, como Ciro Gomes (PDT).
Nas últimas semanas, o ex-prefeito de Salvador endureceu o tom das críticas a Bolsonaro, questionando a atuação do presidente no enfrentamento à pandemia. A estratégia é, desde já, tentar neutralizar um provável discurso do PT na campanha, que tentará ligar ACM Neto a Bolsonaro.
Aliados do ex-prefeito de Salvador avaliam que a provável candidatura de Lula à Presidência dificulta o objetivo de ACM de chegar ao governo do estado. Mas ponderam que o cenário poderia ser pior se o candidato petista ao Planalto fosse o atual governador baiano Rui Costa.
A tendência é que, ancorado em um candidato à Presidência de um partido de centro, o DEM baiano fuja da nacionalização da campanha e busque novos enfoques no discurso.
Um deles será uma espécie de embate geracional: com 42 anos, o ex-prefeito de Salvador buscará se apresentar como uma novidade frente a Jaques Wagner, 70, que junto com Lula, 75, reeditaria a mesma dobradinha das eleições de 2002 e 2006.
Os petistas, por sua vez, dizem acreditar que a alta popularidade de Lula e Rui Costa será suficiente para o grupo se manter no Governo da Bahia, sem maiores sobressaltos.
Já no Rio Grande do Norte, a governadora Fátima Bezerra disputará a reeleição, enquanto no Piauí, o governador Wellington Dias trabalha o nome do secretário estadual da Fazenda, Rafael Fonteles. No caso de Sergipe, o pré-candidato é o senador Rogério Carvalho.
Nesse casos, contudo, a orientação é evitar movimentações políticas mais bruscas neste primeiro semestre, enquanto a pandemia permanecer em cenário mais crítico.
No Ceará, governado há sete anos por Camilo Santana (PT), a sucessão ainda depende das conversas com o PDT, principal aliado do governador petista. O partido ainda estudará possível candidatura em Pernambuco, com a deputada federal Marília Arraes.
No estado pernambucano, a volta de Lula ao tabuleiro estremeceu a aproximação de PSB e PDT em torno da provável candidatura de Ciro Gomes. Dirigentes do PSB já falam abertamente que uma possível composição com o PT não está descartada.
Parlamentares influentes do PSB pernambucano e pessoas próximas ao governador Paulo Câmara (PSB) avaliam que a entrada de Lula no jogo eleitoral de 2022 fragiliza a possibilidade de aliança do partido com o PDT.
Mesmo após uma campanha municipal bastante acirrada entre João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT), na qual o antipetismo foi usado com intensidade, há entre os socialistas o sentimento de que é possível um reposicionamento.
A avaliação predominante é de que uma candidatura mais ao centro, a exemplo de Ciro Gomes (PDT), encontraria dificuldade para criar musculatura eleitoral. Por outro lado, a alta popularidade de Lula facilitaria o caminho para manutenção da hegemonia do PSB em Pernambuco, que já dura 14 anos. Nas redes sociais, após decisões que beneficiaram o ex-presidente Lula, Paulo Câmara fez postagem de apoio ao petista.
Historicamente, Pernambuco tem peso bastante elevado nas decisões do PSB. Em 2018, por exemplo, após entendimento entre Lula e Câmara, o PT conseguiu nacionalmente neutralidade do PSB no primeiro turno da eleição presidencial.
A oposição ao PSB em Pernambuco tende a apostar em nomes novos, mas de famílias com tradição na política, para construir discurso de renovação. O principal nome deles é do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (MDB), filho do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB). Há negociações em curso para que ele migre para o DEM. Outro nome é o da prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), filha do ex-governador João Lyra Neto.
Dentre os partidos do centrão, a palavra de ordem é aguardar e analisar qual será o cenário daqui a um ano. "Tem que ver o que vai acontecer. A força do presidente Lula no Nordeste é inconteste, ninguém questiona isso. Mas o presidente Bolsonaro também terá trunfos se a vacinação avançar e se a economia voltar a crescer", resume o deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA).
Por enquanto, o PL tende a caminhar com Bolsonaro, mas nada impedirá uma revoada de parte dos parlamentares e candidatos majoritários em direção a Lula, especialmente no Nordeste.
No Piauí, o senador Ciro Nogueira (PP) é pré-candidato ao governo. Publicamente, diz que mantém o apoio ao presidente e chegou a afirmar que avalia a elegibilidade de Lula como benéfica a Bolsonaro na disputa eleitoral. Por outro lado, passou a fazer críticas pontuais a Bolsonaro, afirmando que ele "perdeu a narrativa" das vacinas.
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- Redação
- 28 Mar 2021
- 09:22h
Ideia do apresentador é continuar na TV em 2022 | Foto: TV Globo
Pretenso candidato a presidente em 2022, o apresentador Luciano Huck não deverá mais disputar a pleito do ano que vem, segundo a coluna de Guilherme Amado, da revista Época. Ainda de acordo com a coluna, a desistência de Huck já é dada como certa por interlocutores do apresentador. A ideia é que o marido de Angélica permaneça na televisão.