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- ASCOM/Educação
- 15 Dez 2016
- 15:52h
(Foto: Divulgação)
Para marcar o final do ano letivo e celebrar a aproximação do Natal, os estudantes do Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) Sertão Produtivo, no município de Caetité (648 km de Salvador), saíram das salas de aula para a execução do projeto CETEP Solidário. Depois de arrecadar alimentos e presentes, muitos trocaram a farda por perucas e roupas divertidas para fazer as entregas para crianças da região. Aliando o espírito de solidariedade e princípios educativos dos cursos técnicos, os alunos também realizaram intervenções sociais, beneficiando as comunidades de Morros e Pinga, pertencentes ao distrito de Maniaçu, com a oferta de serviços de saúde. O estudante Milton Caldeiras Filho, 18 anos, 4º ano do curso técnico de Administração, participa do projeto CETEP Solidário pela primeira vez e, radiante, garante que nenhuma outra atividade o deixou tão feliz. “Este é um momento ímpar na minha vida. Trata-se de um projeto que acrescentou muito pessoalmente. Com este trabalho, levamos não só alimento, mas, também, afeto. A comunidade se entrosa, conta suas histórias de vida e aprendemos muito com eles. Ver a alegria nos olhos das crianças ao abrirem os seus presentes é algo indescritível, emocionante. Praticar a solidariedade faz bem para a nossa alma e para quem a recebe”, comemora.
A diretora do CETEP do Sertão Produtivo, Magna Marques, explica que a comunidade escolar é mobilizada durante todo o ano. “Os estudantes partem para a coleta dos alimentos, que são doados pela comunidade local, e, em seguida, através dos agentes comunitários do município, levantam dados, como o número de crianças e a realidade socioeconômica de cada família, para escolherem as duas comunidades que serão beneficiadas”, explica. Este ano, segundo a gestora, a comunidade escolar distribuiu 31 cestas básicas para 29 famílias e 55 crianças. Além disso, cada professor “adota” uma criança para ser presenteada. “Elas ficam muito felizes com os brinquedos que ganham e com as atividades recreativas que os nossos estudantes do 4º ano (formandos) realizam com elas. São comunidades carentes que recebem a nossa solidariedade e, em troca, elas nos mostram o quanto ações como estas trazem uma nova motivação para essa população”, afirma Magna Marques. Durante as visitas, os estudantes prestam serviços de saúde como tipagem sanguínea, feitas por alunos dos cursos técnicos de Análises Clínicas e Enfermagem, respectivamente.
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(Foto: Laércio de Morais | Brumado Urgente)
A Comissão Permanente de Vestibular (Copeve) da Uesb divulgou ontem (14), a concorrência do Vestibular 2017 que acontece entre os dias 15 e 16 de janeiro em Vitória da Conquista, Jequié e Itapetinga. São 17.795 candidatos inscritos concorrendo uma das 1.186 vagas, distribuídas entre os 47 cursos de graduação da Universidade. Medicina, Direito, Odontologia e Psicologia foram os cursos que tiveram maior número de concorrentes disputando por uma vaga na instituição. Em Vitória da Conquista, o curso de Medicina oferece 18 vagas e, na concorrência, alcançou o índice de 221.50 por vaga. Você pode conferir a lista com o número de todos os cursos clicando aqui. Para mais informações, entre em contato com a Copeve pelo e-mail [email protected]
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O prazo para fazer a renovação de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) neste segundo semestre foi prorrogado para 30 de dezembro. Até agora, cerca de 1,2 milhão de estudantes realizaram o aditamento. A previsão é de que, ao final desse prazo, aproximadamente 1,5 milhão de contratos estejam devidamente renovados, envolvendo um investimento do governo federal da ordem de R$ 8,6 bilhões. A portaria que estende o prazo será publicada nesta terça-feira, 13, no Diário Oficial da União (DOU). O normativo também autoriza os agentes financeiros do Fies a receber até 29 de dezembro os Documentos de Regularidade de Matrícula (DRMs) emitidos a partir do dia 25 de novembro último e que estejam com o prazo de comparecimento ao banco expirado.
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Quase metade dos estudantes brasileiros (44,1%) está abaixo do nível de aprendizagem considerado adequado em leitura, matemática e ciências, de acordo com os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), divulgados nesta terça-feira (6) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Esses estudantes obtiveram uma pontuação que os coloca abaixo do nível 2, considerado adequado nas três áreas avaliadas pelo Pisa. Separadamente, 56,6% estão abaixo do nível 2 e apenas 0,02% está no nível 6, o máximo da avaliação. Em leitura, 50,99% estão abaixo do nível 2 e 0,14% estão no nível máximo; em matemática, 70,25% estão abaixo do adequado, contra 0,13% no maior nível. Isso significa que esses estudantes não conseguem reconhecer a ideia principal em um texto ou relacioná-lo com conhecimentos próprios, não conseguem interpretar dados e identificar a questão abordada em um projeto experimental simples ou interpretar fórmulas matemáticas.
"O nível 2 é o nível considerado mínimo para a pessoa exercer a cidadania", diz a secretária executiva do Ministério da Educação (MEC), Maria Helena Guimarães de Castro. "Todos os educadores insistem e nós também na questão da equidade. Esse resultado mostra problema de desigualdade muito grande". O Pisa testa os conhecimentos de matemática, leitura e ciências de estudantes de 15 anos de idade. A avaliação é feita a cada três anos e cada aplicação é focada em uma das áreas. Em 2015, o foco foi em ciências, que concentrou o maior número de questões da avaliação. No total, participaram da edição do ano passado 540 mil estudantes que, por amostragem, representam 29 milhões de alunos dos países participantes. O Pisa incluiu os 35 países-membros da OCDE, além de economias parceiras, como o Brasil. No país, participaram 23.141 estudantes de 841 escolas. A maior parte deles (77%) estava matriculada no ensino médio, na rede estadual (73,8%), em escolas urbanas (95,4%).
Desigualdade
Dados apresentados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do Pisa no Brasil, mostram que há no país grande desigualdade entre os estados em relação aos resultados do exame. Em ciências, o estado que obteve a maior pontuação foi o Espírito Santo, com 435 pontos. O estado com o pior desempenho foi Alagoas, com 360 pontos. De acordo com os critérios da organização, 30 pontos no Pisa equivalem a um ano de estudos. Isso significa que, em média, há mais de dois anos de diferença entre os dois estados. A média do Brasil em ciências foi de 401 pontos. Em leitura, cuja média do Brasil foi de 407 pontos, e em matemática, cuja média foi 377, 15 estados ficaram abaixo da média nacional: Roraima, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Pará, Pernambuco, Rondônia, Amapá, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe, Maranhão, Tocantins, Bahia e Alagoas. Entre os fatores destacados pelo Inep que influenciam o baixo desempenho está o índice de repetência que, entre outras questões, pode desestimular os estudantes. Na avaliação, 36% dos jovens de 15 anos afirmaram ter repetido uma série pelo menos uma vez. O nível socioeconômico também influencia o desempenho. Alunos com maior nível socioeconômico tendem a tirar notas maiores. Entre os países da OCDE, a diferença entre estudantes com maior e menor nível pode chegar a 38 pontos de proficiência. No Brasil, essa diferença chega a 27 pontos, ou o equivalente um ano de aprendizagem. "O Brasil não melhorou a qualidade e nem a equidade nos últimos 13 anos, principalmente", diz Maria Helena. "A única melhora do país foi no fluxo. É importante registrar que 77% dos estudantes que fizeram o Pisa estão no ensino médio", acrescenta.
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(Foto: Reprodução)
O candidato que prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) mais de três vezes com isenção de taxa perderá o direito à gratuidade a partir da quarta tentativa. A medida faz parte de um pacote de medidas elaborado pelo Ministério da Educação (MEC) para diminuir os custos da aplicação da prova, que neste ano superou os R$ 650 milhões. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do MEC responsável pelo Enem, apura os motivos que levam candidatos a realizar o exame repetidas vezes - há relatos de pessoas que participam das provas por até 8 edições consecutivas. "Ainda estamos pesquisando quem são elas e qual a motivação para essa recorrência", informou à reportagem a secretária-executiva da pasta, Maria Helena Guimarães de Castro. "De qualquer forma, não faz sentido que façam sete vezes sem pagar. Vamos dar a oportunidade de isenção por até três edições", completou. Em reunião nesta quinta-feira, 24, entre o Inep e o Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), outras providências para tornar o Enem "mais sustentável" foram anunciadas. Por exemplo: a prova servirá apenas para acesso ao ensino superior, e não mais para que o candidato obtenha o certificado de conclusão do ensino médio. A decisão tem como base um índice muito baixo de sucesso: dos 990 mil inscritos para este fim, apenas 72 mil conseguiram o diploma - pouco mais de 7%.
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As crianças do 3º ano do ensino fundamental das escolas públicas do país serão avaliadas até sexta-feira (25), para verificar o nível da alfabetização em português e os conhecimentos em matemática. Além do teste para estudantes, a Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) também é composta por um questionário para professores e gestores das escolas. O exame começou a ser aplicado no dia 14. A duração das provas é de dois dias e a escola deve definir a melhor data dentro do período disponibilizado. Cada prova terá 20 itens, sendo a de português 17 itens objetivos de múltipla escolha e três de produção escrita e a de matemática, 20 de múltipla escolha. No primeiro dia de avaliação, os estudantes fazem o teste de leitura, que tem uma hora de duração, e o teste de escrita, com 30 minutos de duração. No segundo dia, os estudantes terão uma hora para concluir a prova de matemática. Alunos com deficiência terão 20 minutos a mais para responder cada uma das provas. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foram solicitados neste ano 92.450 atendimentos especializados, o equivalente a 3,4% do total de alunos que farão as provas. A ANA terá 326 atendimentos especializados solicitados para cegueira, 26 para surdocegueira, 1.080 para surdez, 4.562 para baixa visão, 86.456 para outras deficiências e transtornos.
A Reforma do ensino médio, apesentada pelo governo federal por meio de medida provisória no fim de setembro, tem a aprovação de 72% dos brasileiros. A conclusão é de uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) encomendada pelo Ministério da Educação (MEC), na qual foram entrevistadas 1.200 pessoas, entre 30 de outubro e 6 de novembro. A margem de erro é de 3%. Entre outras mudanças, o projeto propõe a ampliação do número de escolas em período integral, a definição de disciplinas optativas na grade curricular e a possibilidade de o aluno eleger uma área de conhecimento para priorizar. A reforma causou polêmica após não mencionar a obrigatoriedade do ensino de filosofia, sociologia e educação física, deixando a critério do que será definido na Base Nacional Comum Curricular, ainda não finalizada. Outro item que gerou comentários foi relativo à formação de docentes: passaria a ser permitido que profissionais com “notório saber” dessem aula nas escolas.
Na pesquisa do Ibope, os entrevistados tiveram de opinar sobre algumas medidas que integram a reforma do ensino médio. Sobre a ampliação no número de escolas com período integral, 85% se disseram a favor e 14% contra (o restante não sabe ou não respondeu). Acerca da ampliação da carga horária de cerca de 800 horas anuais para 1.400 horas, a porcentagem de aprovação diminui: 56% declararam defender a medida, 39% foram contrários a ela e 6% não sabem/não responderam. Segundo a pesquisa, a liberdade de escolas organizarem as aulas em áreas de competência, em vez de montar as tradicionais grades curriculares por disciplinas, recebeu o consentimento dos entrevistados: 77% deles foram favoráveis, 19% se mostraram contra e 4% não souberam ou não responderam. Além disso, uma parcela de 70% de brasileiros acredita que os alunos devem ter a opção de eleger as matérias que querem cursar ou decidir pelo ensino técnico profissionalizante.
Avaliação da educação
Quando questionados sobre como avaliam a educação no Brasil atualmente, 1% dos entrevistados responde como “ótima”; 8% afirmam que é “boa”; 37%, regular; 20%, ruim; e 34%, como péssima.
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Quase metade dos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) celebrados a partir de 2010 e que estão em fase de amortização estão com atraso de mais de dois meses no pagamento. Etapa final do contrato de financiamento, a amortização é o momento após o fim da carência de 18 meses após a formatura, durante o qual os estudantes começam a pagar prestações mensais aos bancos que intermedeiam a operação. Segundo informações do portal G1, dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) apontam 172.823 contratos feitos a partir de 2010 nesta fase, estando 86.031 (49,8%) inadimplentes. O balanço equivale à data de 30 de setembro de 2016 e foi obtido pelo G1 por meio da Lei de Acesso à Informação. A execução do Fies não é obrigatória, de forma que o governo precisa buscar recursos para garantir os financiamentos já contratados e a abertura de novas vagas. Isto ocorreu em outubro, quando o governo precisou negociar junto ao Congresso Nacional a abertura de crédito complementar para pagar taxas administrativas dos contratos, que já sofriam atraso de quatro meses. Foi liberado crédito no valor de R$ 702,5 milhões. Outra fonte de recurso é o pagamento, por parte dos ex-alunos financiados, das prestações dos contratos, durante a amortização. Desde 2010, quando o programa foi expandido, o Fies firmou mais de 2,4 milhões de contratos. O valor de pagamento das prestações também ampliou: o valor do orçamento previsto para financiamentos do Fies foi de R$ 1,7 bilhão, em 2010, passando para R$ 18,8 bilhões, em 2016.
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A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado deve votar nesta terça-feira (1º) um projeto de leia que aumenta de 75% para 85% a frequência mínima exigida para aprovação na educação básica. A matéria de autoria do senador suplente Wilson Matos (PSDB-PR) está incluída na pauta do colegiado para amanhã. O parlamentar argumenta que as ausências nas salas de aula impactam o desempenho, os resultados apresentados pelos estudantes e, consequentemente, os índices de qualidade da educação brasileira. O relator, senador Alvaro Dias (PV-PR), é favorável ao projeto. Entre a população, no entanto, o entendimento é divergente. O Senado abriu uma consulta pública pela internet, e, até o início da noite desta segunda-feira (31), 726 pessoas se posicionaram contra a matéria e 380 a favor.
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O Ministério da Educação (MEC) prorrogou o prazo para renovação dos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para 15 de dezembro, referente ao segundo semestre deste ano. A decisão foi publicada em portaria no Diário Oficial da União desta terça-feira (1º). O período para solicitação dos aditamentos terminaria nesta segunda-feira (31), depois de abertura no último dia 19. De acordo com o MEC, um milhão de alunos já pediram o aditamento e a expectativa é que 1,5 milhão de contratos sejam renovados. "A prorrogação foi feita para que ninguém saia prejudicado", disse por meio de nota Gastão Vieira, presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). De acordo com o Estadão, as renovações deste semestre deverão girar em torno de R$ 8,6 bilhões, já garantidos no Orçamento do MEC. Os aditamentos devem ser realizados por meio do Sistema Informatizado do Fies (acesse aqui).
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Às vésperas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que acontece sábado (5) e domingo (6), os estudantes da rede estadual de ensino estão envolvidos nas últimas atividades preparativas. Na capital e no interior, os professores realizam revisões e aulões para a consolidação dos conteúdos, que já foram trabalhados ao longo do ano letivo, e dão o suporte psicológico para amenizar a ansiedade típica do período. Em Salvador, durante esta semana, no Colégio Estadual Raphael Serravalle, no bairro da Pituba, as revisões do conteúdo do Enem vão acontecer no horário das aulas. “Ao longo do ano realizamos muitas atividades voltadas para o Exame. Nesta reta final, vai ser o momento de os alunos tirarem as principais dúvidas”, explicou o diretor, Hamilton Lopes.
No Colégio Estadual Senhor do Bonfim, os estudantes do 3º ano do Ensino Médio terão revisões para as provas do Enem na quinta-feira (3), com aulas de matemática e química, e na sexta-feira (4), de biologia e física. “As aulas de revisão vão acontecer no auditório da escola, nos dois turnos, começando às 9h e às 14h, e incluem, também, revisão de produção de texto”, explica o vice-diretor, Fabiano Rocha. No Colégio Estadual Monsenhor Alcides Cardoso, no município de Ipirá (a 214 quilômetros de Salvador), os estudantes participam de uma Roda de Conversa sobre Atualidades. O projeto interdisciplinar visa fortalecer a formação cidadã dos alunos, com foco na abordagem contextualizada do Enem. A professora de língua portuguesa, Regiane de Santana, explica que a iniciativa de promover a roda de conversa foi para estimular os estudantes a fazerem as provas com mais segurança e conhecimento dos temas ligados ao conteúdo do exame. Entre os temas discutidos estão: questões étnico-raciais e relações e gêneros. “A atividade é voltada para a grade de conteúdos solicitados pelo exame nacional e, ao trazer os alunos para a discussão, estamos provocando neles o interesse por assuntos que estão na ordem do dia da vida social de todos. É uma forma, também, de estimulá-los a dar continuidade aos estudos após o término do Ensino Médio”, relata a educadora. Para a estudante Isabele Barreto, 18 anos, 3º ano, o enfrentamento ao racismo deve ser uma ação cotidiana. Mas, para quem vai fazer as provas do Enem, ela considera que uma roda de conversa sobre o tema contribui ainda mais para aprofundar os conhecimentos teóricos sobre o assunto. “A Educação é um canal importante para a valorização dos afrodescendentes e para o debate sobre o racismo que ainda hoje existe na sociedade. Quanto mais conhecimento tivermos, mais combateremos práticas racistas e outros preconceitos. Então, considero muito válida a iniciativa deste projeto pedagógico que vai nos ajudar muito na hora de resolver questões da prova ligadas ao tema”, afirma Isabele.
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A edição 2016 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) acontece neste sábado (5) e domingo (6). No total, as provas serão aplicadas em 1.727 municípios de todos os estados brasileiros. Os candidatos foram alocados de acordo com o endereço residencial indicado no ato da inscrição. Mas, segundo o edital do exame, o local de provas pode ficar a um raio de até 20 km da casa dos participantes.Por isso, o Ministério da Educação recomenda que os estudantes façam uma visita ao local de provas com antecedência, para conhecer o trajeto até lá e evitar imprevistos que provoquem atrasos. Os portões serão fechados às 13h (horário oficial de Brasília), e quem não chegar antes perderá o Enem.
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Estudantes brasileiros já podem usar o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de ingresso em 18 instituições de ensino superior de Portugal. O convênio mais recente foi firmado nesta semana pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) com a Universidade do Minho. A parceria com o país, iniciada em 2014, também inclui universidades como as de Lisboa, Coimbra e do Porto. As notas mínimas exigidas no exame variam de 500 a 600, com regras estabelecidas por cada instituição. Medicina é o único curso que, por uma lei local, só admite alunos por meio de provas específicas. As graduações em Portugal costumam ter duração de 3 a 5 anos e podem ser integradas a cursos de pós-graduação. A má notícia para os brasileiros é que nem mesmo as universidades públicas são gratuitas em Portugal. Estrangeiros precisam desembolsar uma taxa anual de até 7 mil euros (cerca de R$ 24 mil), além de taxas de seleção e matrícula. Há, no entanto, opções mais em conta e a possibilidade de concorrer a bolsas de estudo parciais para aqueles com melhores notas no Enem. Já quem tem cidadania de qualquer país da União Europeia tem a maior parte do custo subsidiada pelo governo - a anuidade fica em torno de mil euros (R$ 3,4 mil).
Cada universidade tem um processo de seleção diferente, mas o período normalmente vai de maio até agosto. O ano letivo começa em setembro, assim como na maior parte da Europa. Se a intenção é voltar ao Brasil ao final do curso, é importante consultar o Ministério da Educação (MEC) para conferir se o diploma poderá ser validado no País. Ao ser admitido no ensino superior em Portugal, qualquer brasileiro tem direito a requerer um visto de estudante pelo período de duração do curso. A autorização, porém, não dá direito a trabalhar formalmente no país. Se o aluno conseguir uma vaga de emprego em sua área de atuação, poderá solicitar um visto de trabalho.
Confira a lista e os sites de instituições de ensino superior portuguesas que aceitam o Enem:
1. Universidade de Coimbra (desde 26/05/2014) - www.uc.pt
2. Universidade de Algarve (desde 18/09/2014) - www.ualg.pt
3. Instituto Politécnico de Leiria (desde 24/04/2015) - www.ipleiria.pt
4. Instituto Politécnico de Beja (desde 10/07/2015) - www.ipbeja.pt
5. Instituto Politécnico do Porto (desde 26/08/2015) - www.ipp.pt
6. Instituto Politécnico de Portalegre (desde 08/10/2015) - www.ipportalegre.pt
7. Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (desde 09/11/2015) - www.ipca.pt
8. Instituto Politécnico de Coimbra (desde 24/11/2015) - www.ipc.pt
9. Universidade de Aveiro (desde 25/11/2015) - www.ua.pt
10. Instituto Politécnico de Guarda (desde 26/11/2015) - www.ipg.pt
11. Universidade de Lisboa (desde 27/11/2015) - www.ulisboa.pt
12. Universidade do Porto (desde 09/03/2016) - sigarra.up.pt
13. Universidade da Madeira (desde 14/03/2016) - www.uma.pt
14. Instituto Politécnico de Viseu (desde 15/07/2016) - www.ipv.pt
15. Instituto Politécnico de Santarém (desde 15/07/2016) - www.ipsantarem.pt
16. Universidade dos Açores (desde 04/08/2016) - www.uac.pt
17. Universidade da Beira Interior (desde 20/09/2016) - www.ubi.pt
18. Universidade do Minho (desde 24/10/2016) - www.uminho.pt
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A edição 2016 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) acontece daqui a oito dias, mas 40% dos candidatos inscritos ainda não sabem onde farão as provas, porque não acessaram, pela internet, o seu cartão de confirmação do exame. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), até a manhã desta quinta-feira (27), dos 8.627.195 inscritos, 5.242.255 já viram o endereço do seu local de provas. Isso quer dizer que 3.384.940 de candidatos ainda precisam cumprir essa tarefa para poder participar do exame.
A maior parte deles acessou o cartão de confirmação pelo site http://enem.inep.gov.br/participante/. Mas o Inep lembra que é possível ver o cartão pelo aplicativo MEC Enem, gratuitamente para iOS, Android e Windows Phone. O cartão de confirmação do Enem também será ainda enviado por e-mail e SMS, usando os dados de cadastro dos participantes. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em alguns cartões os alunos poderão encontrar a informação “Aguarde a confirmação do seu local de prova. Efetue nova consulta nos próximos dias”. Segundo o Inep, isso significa que o estabelecimento previsto foi comprometido por reformas ou circunstâncias naturais.Nestes casos, a organização do Enem afirma que o dado será atualizado nos próximos dias, com a realocação dos alunos. A presidente do Inep, Maria Inês Fini, informou que duas escolas em Alagoas, por exemplo, já tinham sido descartadas até esta quarta em razão das chuvas.
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Mais de 880 mil crianças até oito anos de idade estão sendo beneficiadas pelas ações desenvolvidas pela Secretaria da Educação do Estado em parceria com 414 municípios baianos. A partir da formação de professores e distribuição de material e livros didáticos, o Estado contribui para garantir que as crianças sejam alfabetizadas na idade certa e tenham sucesso no seu percurso escolar. Os resultados desta parceria com os 11 municípios da Região Metropolitana, no âmbito do Programa Educar para Transformar, foram apresentados, nesta sexta-feira (21), no auditório da Secretaria, em Salvador. Até o dia 1º de novembro, as experiências deste processo de alfabetização em todo o Estado estarão sendo socializadas em 18 seminários regionais. Um dos impactos mais significativos desta ação, articulada pelos Programas Estadual e Nacional de Alfabetização na Idade Certa (Pacto-Pnaic), é a formação de professores. O Estado já formou 27.687 professores alfabetizadores das redes públicas com toda uma metodologia e organização de trabalho, que torna o processo de ensino e de aprendizagem dos estudantes mais lúdico, atraente e eficaz, de modo que eles aprendem brincando.
O Estado também está distribuindo 1 milhão e 500 mil livros, de autores baianos e referenciados na realidade da Bahia, selecionados via edital da Secretaria da Educação do Estado. Este material está inspirando práticas pedagógicas e de leitura nas salas de aula. Entre as práticas mais atraentes para as crianças está o cantinho de leitura, que estimula a contação de histórias destas obras. A professora Laudiceia Calafange, do 2º ano, conta o desdobramento da leitura do livro “A Estrelinha Atrapalhada’ entre as crianças da Escola Municipal Barra de Jacuípe. “Os estudantes leram o livro e ficaram encantados com a história. Daí, fizemos uma carta coletiva para a autora Noêmia Barreto, pedindo-lhe a permissão de dar nome ao elefantinho, um dos personagens. Ela adorou a ideia e ficou feliz por saber que o livro dela contribuiu para que as nossas crianças melhorassem a oralidade e a escrita”, destaca. O cantinho da Matemática também é outra metodologia desenvolvida em sala de aula para fazer com que as crianças aprendam associando números e letras. “Por meio do jogo de pescaria, por exemplo, as crianças aprendem brincando questões voltadas ao sistema monetário. Já no jogo de sílabas, os alunos são instigados a formar o maior número de palavras em uma competição, que vence quem formar o maior número de frases, desenvolvendo, assim, a escrita e a oralidade”, explica a professora Isabel Melo, do município de Dias D´Ávila. O Pacto-Panaic também conta com 414 coordenadores locais e 1.258 orientadores de estudo. A professora Regiane de Jesus é orientadora de estudo do município de Camaçari. Ela destaca o projeto Rádio em Pacto, utilizado para ampliar a oralidade dos professores alfabetizadores e facilitar a comunicação com as crianças. “Através da ludicidade do rádio, trabalhamos com entrevista, fofoca, seminário e debate, para desenvolver a habilidade de comunicação discursiva com argumentação, emissão de opinião, organização do pensamento, entonação e postura”, relata.
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