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Foto: Humberto Trajano/G1
O Brasil tem hoje quase 200 barragens de mineração com potencial de dano considerado alto – mesma classificação da barragem 1 da mineradora Vale no Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que se rompeu na última sexta-feira (25). Os dados são da Agência Nacional de Mineração (ANM). A ANM tem 2 categorias de classificação de barragens:
- dano potencial – refere-se ao que pode acontecer em caso de rompimento ou mau funcionamento de uma barragem – ele leva em conta as perdas de vidas humanas e impactos sociais, econômicos e ambientais.
- risco – refere-se a aspectos que possam influenciar na possibilidade de ocorrência de acidente.
Com base nessas características, a ANM classifica as barragens de mineração em uma escala que vai de A a E. Barragens com alto dano potencial e categoria de risco alta, por exemplo, são consideradas Classe A. Já na Classe E, estão as com baixo dano potencial e baixo risco. A divisão segue o Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB). A estrutura que se rompeu em Brumadinho era considerada de risco baixo, mas de alto potencial de dano, portanto classificada como B – a mesma nota de outras 196 barragens cadastradas pela ANM. Apenas duas possuem classificação A, ou seja, são consideradas mais perigosas. A maior parte das barragens entre as que têm nota B possui uma característica em comum com a de Brumadinho: baixo risco, mas alto potencial de dano associado. Essa é a situação de 181 barragens – incluindo a que se rompeu. Minas Gerais é o estado que mais tem barragens com potencial de dano considerado alto. Entre as quase 200 catalogadas pela ANM, 132 estão lá. A Vale e suas subsidiárias têm 59 barragens classificadas como de alto potencial de dano – incluindo as de Brumadinho. Na terça-feira (29), a empresa afirmou que pretende eliminar suas dez estruturas construídas pelo método chamado alteamento a montante, usado tanto em Brumadinho quanto em Mariana. A empresa não esclareceu, no entanto, se essas dez estão entra as 59 com alto potencial de dano.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai estender a sua linha de crédito emergencial para cidades que tenham sido atingidas por rompimento ou colapso de barragens. A medida será comunicada à sua rede de agentes financeiros nesta terça-feira (29). Municípios em estado de emergência em razão de rompimento ou colapso de barragens passam a dispor da linha de crédito Emergencial BNDES Automático. Antes, apenas municípios em estado de calamidade pública, como aquele decretado no município de Brumadinho, podiam recorrer a essa linha de apoio. A ampliação permite que empresas dos municípios mineiros de Belo Vale, Bonfim, Ibirité, Igarapé, Itabirito, Itatiaiuçu, Mário Campos, Moeda, Nova Lima, Rio Manso, São Joaquim de Bicas e Sarzedo também sejam atendidas. A linha de empréstimos indiretos estará disponível não só para os atuais usuários de crédito do BNDES, mas para outros clientes dos agentes financeiros, isto é, dos bancos repassadores dos recursos do BNDES na região. O BNDES tem uma exposição de mais de R$ 2 bilhões por meio do crédito indireto nessa região.O empresário pode pegar um empréstimo no valor de até R$ 2,5 milhões. O prazo é de até 90 meses (sete anos e seis meses) e tem uma carência de 36 meses (três anos) para começar a pagar, de acordo com a avaliação da instituição repassadora. A remuneração desse recurso é vinculada à TLP, a taxa de captação do BNDES criada por lei em 2017.O BNDES também reabrirá a Linha BNDES de Refinanciamento de Operações Ativas dos Agentes Financeiros (BNDES Refin). A medida, retroativa a janeiro, pode beneficiar as 4.800 empresas da base de clientes do banco que atuam nas localidades atingidas pela tragédia. O Refin permite o refinanciamento de prestações vencidas nos últimos quatro meses, além da totalidade das prestações vincendas. Também poderão ser alongados os prazos de carência, em até 12 meses, e o prazo total da operação, em até 24 meses, conforme avaliação da instituição repassadora.
Lucas Vettorazzo | Folhapress
O Brasil fechou o ano de 2018 com saldo positivo de 529,5 mil empregos formais, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira (23) pelo Ministério da Economia. A última vez que o país abriu mais vagas que fechou havia sido em 2014.Em 2018, as contratações chegaram a 15.384.283 e as demissões alcançaram 14.854.729 pessoas. O setor com melhor número foi o de serviços, com saldo positivo de 398,6 mil, seguido pelo comércio, com 102 mil. A administração pública foi a única área com saldo negativo, com 4,19 mil.
- Bahia Notícias
- 21 Jan 2019
- 07:01h
Foto: Reprodução / Agência Sertão
Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas anunciou o que chamou de "retomada do transporte ferroviário" com a concessão de três novas ferrovias. Entre elas está a Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol), uma linha de integração entre Caetité e Ilhéus para março. "Com essas ações, a participação do modo ferroviário na matriz de transporte deve dobrar até 2025", afirmou o ministro.Em março também será lançada a licitação de outras duas linhas, uma férrea que pretende ligar Porto Nacional, Tocantins, a Estrela d' Oeste, São Paulo -com a intenção de conectar o Porto Itaqui, no Maranhão, ao Porto de Santos e a licitação da Ferrogrão, que beneficia o agronegócio do Mato Grosso. As concessões foram prometidas entre 2019 e o início de 2020.O ministro Tarcísio Gomes prometeu também, entre 2019 e o início de 2020, que as outorgas geradas pela prorrogação dos contratos serão usadas para a construção de novos trechos. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, a primeira estrada de ferro a ser construída nesse sistema vai ligar Água Boa, Mato Grosso, a Campinorte, Goiás.
Uma portaria do Ministério da Economia publicada na edição desta quarta-feira (16) do "Diário Oficial da União" fixa em 3,43% o reajuste de aposentados e pensionistas que ganham acima de um salário mínimo.Com a oficialização do reajuste, o teto para quem se aposentou pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passa de R$ 5.645,80 para R$ 5.839,45. Pela legislação federal, o índice de reajuste do benefício de aposentados e pensionistas que recebem valor superior ao do salário mínimo é definido pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior. Em 2018, o INPC ficou em 3,43%, conforme divulgou na sexta-feira (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2017, o índice havia ficado em 2,07%. Neste ano, o reajuste concedido foi menor que o do salário mínimo, que em 2019 aumentou 4,61%, passando de R$ 954 para R$ 998 no dia 1º de janeiro. Em 2018 e 2017, o reajuste para os aposentados e pensionistas que recebem acima do salário mínimo foi superior, interrompendo uma sequência de 19 anos de percentuais inferiores. Pela lei, aposentadorias, auxílio-doença, auxílio-reclusão e pensão por morte pagas pelo INSS não podem ser inferiores a 1 salário mínimo.
- Metro1
- 16 Jan 2019
- 12:09h
Os trabalhadores da iniciativa privada que nasceram em janeiro e fevereiro e são correntistas da Caixa Econômica vão receber hoje (15) o abono salarial do PIS 2018/2019 (ano-base 2017).Na próxima quinta-feira (17), vai ser liberado o pagamento para os que nasceram no dois primeiros meses do ano e não são clientes do banco. O valor varia entre R$ 84 e R$ 998, de acordo com o número de meses trabalhados no ano-base (2017). Os recursos de todos os beneficiários vão ficar disponíveis para saque até o dia 28 de junho de 2019. No Banco do Brasil, responsável pela liberação do abono do Pasep aos servidores públicos, o pagamento do benefício também vai ser feito na próxima quinta, para os participantes que possuem número final de inscrição 5. De acordo com a instituição, aproximadamente 2 milhões de trabalhadores cadastrados no Pasep tem direito ao benefício, que chega a um valor total de R$ 1,763 bilhão. O BB informou que os pagamentos realizados a partir do dia 2 de janeiro tem como base o novo valor do salário mínimo aprovado em 1º de janeiro de 2019, de R$ 998.
- iBahia
- 15 Jan 2019
- 11:08h
Nesta terça-feira (15),os correntistas da Caixa Econômica Federal poderão começar a retirar o pagamento do novo lote do Programa de Integração Social (PIS). Serão beneficiados os trabalhadores nascidos nos meses de janeiro e fevereiro, e que tenham direito ao PIS. Os repasses serão nos valores de R$ 84 a R$ 998, de acordo com o número de meses trabalhados. Para quem não tem conta na Caixa, a data para receber o abono é dia 17 de janeiro. A retirada do pagamento será feita nos caixas eletrônicos, casas lotéricas, nos correspondentes Caixa Aqui, com o Cartão Cidadão, ou nas agências da Caixa Econômica mediante apresentação do número do PIS e de um documento de identificação. Vale lembrar que tem direito ao abono as pessoas que estão cadastradas há mais de cinco anos, com renda média de até dois salários mínimos do ano-base e que já trabalhou pelo menos trinta dias com carteira assinada. O pagamento do PIS 2018-2019 é realizado segundo o calendário disponibilizado pelo órgão gestor do programa, que depende do mês de aniversário do trabalhador. Para tirar todas as dúvidas sobre o PIS, você pode baixar o aplicativo Caixa Trabalhador. O aplicativo também tem informações sobre outros programas sociais da Caixa.
O salário mínimo teve aumento real (descontada a inflação) de 1,14% em 2019, segundo a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). Foi o primeiro ganho frente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) após dois anos de queda. O mínimo nacional foi reajustado pelo governo em 4,61% no dia 1º de janeiro, passando de R$ 954 para R$ 998. Já o INPC subiu 3,43% em 2018. Para reajustar o mínimo, o governo considera a variação do INPC no ano anterior (2018) mais o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2017, que foi de 1,1%. Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em 2018 o salário mínimo teve perda real de 0,25% e, em 2017, recuou 0,1% frente à inflação, a primeira queda em mais de uma década.
Veja o que variou acima do salário mínimo (4,61%):
Planos de saúde: 11,7%
Energia elétrica: 8,7%
IGPM (correção do aluguel): 7,53%
Gasolina: 7,24%
Educação: 5,32%
Habitação: 4,72%
Poupança: 4,62%
Veja o que variou abaixo do salário mínimo (4,61%):
Transportes: 4,19%
Alimentação: 4,04%
Saúde e cuidados pessoais: 3,95%
Artigos de residência: 3,74%
IPCA (inflação oficial): 3,69%
Aposentadoria acima do mínimo (INPC): 3,43%
Despesas pessoais: 2,98%
Imóveis (venda): -0,21%
A empresa de segurança FireEye publicou detalhes sobre a atividade de um grupo de hackers que está clonando páginas em seu endereço original e ainda colocando um certificado digital (que faz o navegador exibir um cadeado de segurança ou endereço com HTTPS) no site falso. Com isso, os invasores conseguem roubar dados dos visitantes, que acreditam estar no site legítimo. O HTTPS (representado pelo cadeado de segurança) é uma tecnologia que busca garantir a legitimidade do site acessado. Usando uma série de técnicas, hackers podem criar uma página falsa e coloca-la em um endereço diferente do original (incluindo, nesse caso, com o cadeado) ou podem colocar uma página falsa sem o cadeado no mesmo endereço da original. Usar o endereço original aliado ao HTTPS é um ataque mais sofisticado e mais difícil de ser realizado. Apesar da dificuldade, ataques como este já aconteceram em pequena escala. No Brasil, isso aconteceu com o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) em 2016, quando hackers trocaram a página principal do banco por uma tela falsa que orientava os visitantes a baixar um vírus ladrão de senhas oferecido como plugin de segurança. O ataque detectado pela FireEye, no entanto, adotou uma metodologia que se repete em diversos casos, o que indica que se trata de uma característica operacional dos invasores e não uma situação isolada. No entanto, embora o funcionamento dos ataques esteja claro, ainda não se sabe como eles têm início. Ou seja, se os criminosos estão explorando alguma vulnerabilidade ou enviando e-mails falsos para os responsáveis pelos sites. Os nomes dos sites atacados não foram revelados, mas a FireEye disse que provedores de internet, governo e "entidades comerciais sensíveis" estão na lista. De alguma forma, no entanto, os hackers obtém o controle sobre o serviço de NS (servidores de nome) associados ao site. O NS é parte do serviço de DNS, o "102" da internet, que converte nomes como g1.com.br em números (endereços IP) nos quais os computadores podem se conectar. Cada site na internet opera um ou mais servidores de nome para atenderem a esses pedidos e permitir que internautas visitem o site. Quando os hackers podem controlar esses servidores de nome associados ao site atacado, eles usam o serviço "Let's Encrypt", que fornece certificados gratuitos para fazer uma solicitação de certificado. Dessa forma, a página falsa poderá apresentar o certificado obtido junto à Let's Encrypt, fazendo o navegador exibir o "cadeado" ou o endereço HTTPS. Embora os usuários dos sites sejam prejudicados, quem deve tomar cuidado para evitar esses ataques são os próprios administradores dos sites. A FireEye recomenda que seja adotada a autenticação em duas etapas junto ao serviço de registro responsável pela manutenção do endereço do site e que sejam acompanhado o histórico de certificados emitidos para os sites. Toda a emissão de certificado precisa ser registrada, o que significa que esse acompanhamento permite identificar quando um criminosos obteve um certificado em nome do site. Também deve ser feita uma verificação nos registros A e NS do servidor do nome e do registro para garantir que eles não tenham sofrido adulteração.
A Petrobras elevará o preço médio da gasolina em suas refinarias em 2% na sexta-feira (11), para R$ 1,4624 por litro, informou a companhia em seu site na noite desta quinta-feira (10) , em meio a altas consecutivas do preço do barril do petróleo no mercado internacional.A alta ocorre após a empresa ter comercializado o combustível no menor nível em cerca de 14 meses entre os dias 9 e 10 de janeiro, segundo dados da petroleira compilados pela Reuters. O preço da gasolina vinha caindo desde meados de dezembro diante da depreciação da moeda norte-americana. Mas o outro componente de peso seguido pela estatal em seu mecanismo de reajustes é o mercado internacional de petróleo, que vem apresentando altas consecutivas. A Petrobras anunciou também a manutenção do preço médio do diesel nas refinarias a partir de sexta-feira, depois de ter promovido um aumento de 2,5% do preço do combustível a partir desta quinta-feira, no primeiro avanço desde 1º de janeiro, para R$ 1,9009 por litro. O repasse dos reajustes ao consumidor final em ambos os combustíveis nos postos depende de diversas variáveis, como margem das distribuidoras e revendedores, impostos e mistura obrigatória de biocombustíveis.
A produção de veículos no Brasil fechou com alta de 6,7% em 2018, informou nesta terça-feira (8) a associação das montadoras (Anfavea). No total, foram feitos 2.880.724 carros, caminhões e ônibus no ano, contra 2.699.167 veículos em 2017.Depois de passar por 3 anos seguidos de queda na produção de veículos, a indústria brasileira alcançou crescimento pelo 2º ano consecutivo, mas foi afetada negativamente pela queda nas exportações. "As exportações atrapalharam a produção. Se a meta de exportação fosse cumprida, teríamos alcançado número de produçao acima de 3 milhões, como previsto", afirmou Antonio Megale, presidente da Anfavea.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou nesta segunda-feira (7), após cerimônia de posse no Palácio do Planalto, que a classe média terá de pagar juros de mercado para o financiamento habitacional. Segundo ele, serão juros maiores do que os oferecidos nas operações do Minha Casa Minha Vida, programa habitacional que conta com juros subsidiados para a população de baixa renda. "Se hoje você tem zero de empréstimo para pessoas de classe média, não vão ser os juros do Minha Casa Minha Vida. Quem é classe média tem de pagar mais. Ou vai buscar no Santander, Bradesco, Itaú. E vai ser um juros de mercado [na Caixa Econômica Federal]. A Caixa vai respeitar os juros de mercado", afirmou. O novo presidente da Caixa também disse que vai "vender" até R$ 100 bilhões em operações de crédito imobiliário que a instituição possui aos agentes do mercado como forma de obter mais recursos. Esse tipo de operação é conhecida como "securitização", uma prática que consiste em agrupar esses ativos, convertendo-os em títulos que podem ser negociados no mercado de capitais. "A Caixa vai passar a ser uma originadora de crédito imobiliário, mais do que reter no balanço. Esse é um tempo de anos. Não vai acontecer em dois, três, quatro anos. O objetivo nos próximos dez anos é que a Caixa passe a originar 70% do crédito, mas venda uma parte relevante. É assim que é salutar", declarou.
(Foto: Reprodução)
Os depósitos da caderneta de poupança superaram os saques em R$ 38,2 bilhões em 2018, informou nesta segunda-feira (7) o Banco Central.É o melhor resultado para a aplicação desde 2013, quando o saldo da poupança ficou positivo em R$ 71,047 bilhões. Ao longo do ano passado, os depósitos somaram R$ 2,252 trilhões e os saques, R$ 2,214 trilhões. Em dezembro, os depósitos superaram os saques em R$ 14,606 bilhões. No mês os depósitos somaram R$ 223,321 bilhões e os saques, R$ 208,714 bilhões. Durante o ano passado, os saques só superaram os depósitos em três meses: janeiro, fevereiro e outubro.
Atratividade da poupança
Com a queda dos juros básicos da economia em 2017 e no começo deste ano, a caderneta de poupança passou a render menos. Pela norma em vigor, há corte no rendimento da poupança sempre que a taxa Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano. Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC. Atualmente, a Selic está em 6,5% ao ano. Como a regra prevê que a correção da poupança seja de 70% dessa taxa, ela está hoje em 4,55% ao ano, mais Taxa Referencial. Um levantamento feito pelo administrador de investimentos Fábio Colombo mostrou que a poupança ficou em 10º lugar entre as aplicações financeiras que mais renderam em 2018. O ouro e o dólar foram os investimentos que ofereceram o maior retorno durante o ano passado.
Quem habilitar um celular pirata a partir desta segunda-feira (7) receberá mensagem de texto da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) alertando que o aparelho será bloqueado. A medida, que já estava em vigor em 11 estados e no Distrito Federal, agora também passa a valer nas outras 15 unidades da federação em que ainda não tinham esse recurso. Segundo a Anatel, a mensagem aos consumidores desses 15 estados será enviada para celulares habilitados a partir desta segunda-feira, e o bloqueio será feito a partir do dia 24 de março, 75 dias após o envio das mensagens.
A medida valerá para os seguintes estados:
- Alagoas
- Amapá
- Amazonas
- Bahia
- Ceará
- Maranhão
- Minas Gerais
- Pará
- Paraíba
- Pernambuco
- Piauí
- Rio Grande do Norte
- Roraima
- Sergipe
- São Paulo
Nesses estados, a partir desta segunda-feira, quem ativar um celular irregular receberá, em até 24 horas, a mensagem de advertência: "Operadora avisa: Pela Lei 9.472 este celular está irregular e não funcionará nas redes celulares em 75 dias". Alerta similar é encaminhado 50 dias e 25 dias antes do bloqueio. Os celulares considerados piratas são aqueles não certificados pela Anatel ou então que tenham o chamado IMEI (International Mobile Equipment Indentity) – que é o número de identificação do aparelho – adulterado, clonado ou que tenha passado por outras formas de fraude. IMEI é a identidade do aparelho. Basta discar *#06# que aparece um número com 15 algarismos. Esse mesmo número tem que estar registrado no adesivo colado no aparelho. Do contrário, o telefone é ilegal, pode ser clonado, adulterado ou roubado. De acordo com a Anatel, o usuário que receber as mensagens deve procurar a empresa ou a pessoa que vendeu o aparelho e buscar seus direitos como consumidor. Entre os celulares irregulares a serem bloqueados, afirmou a Anatel, há aparelhos que não oferecerem a qualidade e segurança exigidas pela regulamentação brasileira.
Foto: ROOSEWELT PINHEIRO/ABR
O mundo avançou pouco na igualdade de gêneros no último ano: menos mulheres do que homens têm entrado no mercado de trabalho; sua participação na política e em cargos privados sêniores ainda é inferior à masculina, e sua presença em setores emergentes de tecnologia, como o de Inteligência Artificial, ainda é irrisória. As conclusões são de um relatório recente do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), que traçou um panorama pouco animador da igualdade de gêneros em 149 países sob os aspectos político, econômico, educacional e de saúde. O Brasil não está bem posicionado no ranking do relatório: caiu cinco posições, para a 95ª, porque "o abismo entre gêneros está em seu maior nível desde 2011", diz o WEF. Os motivos disso são, sobretudo, as persistentes disparidades em participação e oportunidade econômicas. Aqui, segundo o Estudo de Estatísticas de Gênero, do IBGE, as mulheres trabalham em média três horas por semana a mais do que os homens (somando-se trabalho remunerado, atividades domésticas e cuidados com outras pessoas), mas ganham apenas dois terços (76%) do rendimento deles. Nas ocupações que exigem nível superior completo ou mais, a diferença salarial é ainda maior: as mulheres recebiam 63,4% do rendimento dos homens em 2016, dado mais recente disponível. Alguns estudos recentes analisaram o tamanho dessa disparidade, suas causas e o impacto que ela tem na economia inteira. A BBC News Brasil levantou os principais e mais recentes.
Quanto mais filhos, menor o salário delas
O salário das mulheres brasileiras com filhos é, em média, 35% menor que o das que não têm filhos, evidenciando o impacto da maternidade na renda feminina. O levantamento foi feito pelo pesquisador Bruno Ottoni, da empresa de análise IDados e do Instituto Brasileiro de Economia da FGV Rio. Ottoni comparou os rendimentos de mulheres casadas, empregadas e com idades de 25 a 35 anos levantados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, no terceiro trimestre de 2018. As mulheres desse grupo que não tinham filhos recebiam, em média, R$ 2.182,06 por mês, contra R$ 1.618,47 das mulheres com filhos. E quanto mais filhos, menor era o rendimento médio delas. Uma mãe de três ou mais crianças ganhava R$ 1.426,53 em média. Para Anderson de Souza Sant'Anna, professor da Fundação Dom Cabral e coautor de um outro estudo sobre disparidade salarial de gênero, as carreiras das mulheres fazem "uma curva em U". "Elas são mais escolarizadas, então são promovidas mais rápido, mas a partir de um certo momento, por volta dos 35, 38 anos, isso se inverte, e os homens as ultrapassam. Como as empresas não têm políticas para maternidade, as mulheres, ao voltarem ao trabalho, não conseguem se reinserir e recuperar a posição. Esse conjunto de fatores, somados, vão causando essas diferenças (salariais)", disse à BBC News Brasil em outubro.
Elas gastam bem mais tempo com os afazeres domésticos
Em 2016, as mulheres dedicavam, em média, 18 horas semanais a trabalhos domésticos ou a cuidados com pessoas (filhos ou parentes idosos, por exemplo), contra 10,5 horas dos homens, de acordo com o IBGE. Esse é um dos fatores que levam mais mulheres do que homens a buscar empregos de jornada parcial, com remuneração inferior. "Em função da carga de afazeres domésticos e cuidados, muitas mulheres se sentem compelidas a buscar ocupações que precisam de uma jornada de trabalho mais flexível", disse em comunicado Barbara Cobo, coordenadora de População e Indicadores Sociais do IBGE. No entanto, "mesmo com o trabalho em tempo parcial, a mulher ainda trabalha mais", agrega Cobo. "Combinando-se as horas de trabalhos remunerados com as de cuidados e afazeres, a mulher trabalha, em média, 54,4 horas semanais, contra 51,4 dos homens."
Elas são prejudicadas logo na entrevista de emprego
Para Souza Sant'Anna, é possível que as entrevistas de emprego ajudem a perpetuar as diferenças salariais. "Quando uma mulher é contratada, o RH pergunta quanto ela ganhava. Como elas historicamente ganham menos, uma hipótese é que já entram no novo emprego com um salário mais baixo do que um homem. Têm salários de entrada mais baixos. E isso ainda é intensificado por participação maior dos homens nos bônus. No caso de promoção, há uma tendência maior a favor dos homens."
Quanto maior o cargo, maior a diferença salarial
As mulheres não apenas ocupam menos posições sêniores (nem 40% dos cargos gerenciais são das mulheres, segundo o IBGE) como também ganham menos em relação aos homens à medida que ascendem profissionalmente. A pesquisa de Souza Sant'Anna, da Fundação Dom Cabral, analisou os salários de homens e mulheres em 12 grandes empresas dos setores de indústria e serviços, abrangendo 50 mil trabalhadores. Identificou uma diferença salarial média de 16% entre homens e mulheres que exercem o mesmo cargo. Em cargos de chefia, a discrepância chega a 27%. A distância entre os maiores salários de homens e de mulheres do topo é de 38%. Há discrepâncias também por setores. "Áreas como PDI (pesquisa, desenvolvimento e inovação) e engenharia de produção, são muito masculinas. Elas ainda estão menos representadas nessas profissões que são mais valorizadas", afirmou Sant'Anna. "Existe o que chamamos de polarização das profissões - mulheres em posições de cuidado, como Recursos Humanos, que estão muito mais sujeitas à automação. Em todas as posições funcionais, os homens ganham mais que as mulheres, à exceção de posições administrativas e financeiras - supervisora de call center, por exemplo. Nossa hipótese é que os homens saíram delas e foram para áreas mais nobres."
Os benefícios da igualdade de gêneros: até US$ 28 tri a mais no PIB global
Segundo o relatório do Fórum Econômico Mundial, no ritmo atual, o mundo levará mais de 200 anos para alcançar a igualdade salarial entre homens e mulheres, cenário que provoca perdas econômicas para toda a sociedade. Um levantamento de 2015 do Instituto McKinsey Global calculou que a igualdade de gêneros poderia acrescentar, em um cenário mediano - no qual os países alcancem o ritmo dos países mais igualitários de suas regiões -, até US$ 12 trilhões ao PIB mundial em 2025. Em um cenário ideal de igualdade plena, no qual "mulheres participam na economia de modo idêntico aos homens", os ganhos poderiam chegar a US$ 28 trilhões no PIB anual global - o equivalente, à época, à soma das duas maiores economias do mundo, a dos EUA e da China. Esse cenário permitiria que a metade feminina da população mundial alcançasse seu potencial mais plenamente, aumentando por exemplo suas horas de trabalho remunerado e seus rendimentos. "Igualdade de gêneros não é apenas uma questão urgente do ponto de vista social e moral, mas também um desafio econômico", apontou o relatório.
Mais poder financeiro feminino melhora as famílias
Em 2018, o Fundo Monetário Internacional (FMI) analisou pesquisas e dados de mais de uma centena de nações em questões como acesso ao sistema financeiro (como crédito e contas bancárias) e ascensão profissional feminina no setor bancário. A conclusão foi de que mulheres mais fortes financeiramente demonstraram maior probabilidade de investir no bem-estar familiar e a tomar mais decisões financeiras mais inteligentes, que repercutem na educação e na saúde de sua família. "Isso se traduz em menos pobreza, mais crescimento econômico e redução da desigualdade", disse à BBC News Brasil Ratna Sahay, coautora do estudo e vice-diretora do Departamento Monetário e de Mercado de Capitais do FMI. "Há diferentes exemplos: nas Filipinas, há evidências de que o empoderamento das mulheres aumentava seu controle sobre decisões do orçamento e seu gasto com itens simples, mas que melhoram a qualidade de vida de toda a família, como máquina de lavar roupa e utensílios culinários; no Nepal, descobrimos que lares liderados por mulheres gastavam 20% mais em educação do que os liderados por homens, algo muito importante para as crianças", explicou Sahay, agregando que, embora seu estudo não mencione nominalmente o Brasil, as conclusões possivelmente se aplicam por aqui. Mais participação feminina leva a mais eficiência e estabilidade financeira O levantamento do FMI analisou também um outro ângulo: qual o impacto de se, além de usuárias de serviços financeiros, tivermos mais mulheres provendo esses serviços - ou seja, ocupando posições de liderança em bancos centrais e comerciais e em agências regulatórias financeiras? E, novamente, a conclusão foi de que "a maior representatividade das mulheres (em instituições financeiras) leva a mais estabilidade financeira" - na prática, menor endividamento, decisões corporativas mais cautelosas, mais eficiência e menos chance de crises financeiras. "E isso tem grandes implicações, porque muitos países se preocupam com risco sistêmico e estabilidade. Em todos esses aspectos, reduzir a desigualdade de gênero pode ter efeitos macroeconômicos muito positivos", afirmou Sahay.Segundo o FMI, menos de 2% das CEOs de instituições financeiras globais são mulheres; elas também são menos de 20% dos membros dos conselhos dessas instituições. "E isso é um contraste grande com a oferta de mulheres com formação relevante (nessa área)", diz o texto do Fundo. "As mulheres representam 30% dos formandos em economia e cerca de 50% dos formandos em administração e ciências sociais." Segundo o estudo do Fórum Econômico Mundial, a igualdade de gêneros "é boa para os negócios". "Pesquisas feitas ao longo de três décadas mostram que (...) empresas com mais mulheres líderes e nos conselhos têm maiores lucros e performance financeira. Também têm menos relatos de fraude, corrupção e erros financeiros. Na Noruega, onde é exigido que as empresas reservem ao menos 40% de seus assentos de conselho a mulheres, as pesquisas mostram que elas têm mais probabilidade de pensar em longo prazo, e incluir cidadãos, em vez de apenas acionistas, em suas deliberações. As mulheres estimulam os conselhos a focar mais na comunidade, no ambiente e nos empregados."