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Empresários da Bahia estão entre os melhores da mineração em 2020

  • Redação
  • 05 Mar 2021
  • 09:52h

Eleição feita pela Revista Brasil Mineral teve quase 18 mil votos | Foto: Divulgação/CBPM

A revista Brasil Mineral anunciou no último domingo, 28, três representantes de empresas na Bahia como personalidades da mineração em 2020. Paulo Castellari, CEO da Atlantic Nickel, venceu pela categoria Minerais Não-Ferrosos, João Cavalcanti, presidente da Companhia Vale do Paramirim, pela categoria Exploração Mineral e também foi eleito, in memoriam, o ex-presidente da Mineração Caraíba Sérgio Fráguas, na categoria Pioneiros da Mineração. Seis nomes baianos figuravam entre os 24 indicados para votação. Dentre os indicados em cada categoria estavam também os líderes de empresas baianas Eduardo Ledshan (Bamin) e Paulo Misk (Largo Resources) na categoria Minerais Ferrosos e Manuel Valério (Mineração Caraíba) em Minerais Não-Ferrosos. Todos os candidatos foram escolhidos pelo Conselho Consultivo da Brasil Mineral, considerando as atuações nos seus respectivos setores. A votação ocorreu pelo site da revista, com total de 17.796 votos em todas as categorias. Em dezembro, a Mineração Caraíba e seu diretor, Manoel Valério, receberam os Prêmios CBPM de Mineração e personalidade 2020, também em votação online. A impressionante recuperação econômica da empresa nos últimos anos e a forte presença socioambiental na comunidade foram tidos como diferenciais. O presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Antonio Carlos Tramm, comemorou a expressiva presença baiana entre as indicações. “Ver tantas lideranças do nosso estado entre as melhores só reforça como a nossa mineração é forte e inovadora. Queria parabenizar os seis indicados pelo primoroso trabalho que desenvolveram no ano passado e tenho certeza que a Bahia também estará entre os melhores de 2021”, disse Tramm. O título Personalidades do Ano do Setor Mineral será entregue em cerimônia virtual no dia 17 de março, quando também será realizado o Fórum Brasil Mineral, com a participação dos eleitos. No evento, serão discutidos os desafios do setor em cada uma de suas categorias e as previsões para 2021 ainda num contexto de combate à pandemia Covid-19.

Cerca de 7,3 milhões de pessoas receberam auxílio emergencial indevidamente, diz TCU

  • Redação
  • 04 Mar 2021
  • 06:44h

De acordo com o balanço de fiscalização, o valor gasto foi de R$ 54 bilhões | Foto: Reprodução

O auxílio emergencial foi pago de forma indevida para pelo menos 7,3 milhões de brasileiros, conforme o Tribunal de Contas da União (TCU). De acordo com o balanço de fiscalização, o valor gasto foi de R$ 54 bilhões. Atualmente, Congresso e governo discutem o retorno do pagamento do auxílio. Conforme o coordenador-geral de Controle Externo da Área Econômica e das Contas Públicas do TCU, Tiago Medeiros, os pagamentos indevidos ocorreram por três motivos. O primeiro foi a base de dados que estava incompleta; o segundo foi a falta de fiscalização para saber se a pessoa que recebia o auxílio continuava ou não com renda formal; e o terceiro foi a autodeclaração de renda e composição familiar. Em entrevista à Agência Senado, Medeiros explicou que o último quesito é um “ponto fraco” do auxílio. “Esse é um caso que não tem solução fácil. A solução seria obrigar o beneficiário a atualizar esses dados mensalmente ou garantir acesso a informações bancárias”, disse. Anteriormente pago com parcelas de R$ 600, o auxílio emergencial deve voltar, mas com parcelas de R$ 250 e para uma parte menor da população.

Sem cerveja e vinho? Indústria enfrentará falta de garrafas de vidro até metade de 2021

  • Redação
  • 03 Mar 2021
  • 15:34h

A falta de insumos para a indústria chegou a 12,49% em janeiro | Foto: Reprodução

Os apreciadores de cerveja e vinho, bebidas muito queridas pelos brasileiros, poderão enfrentar dificuldade para manter o consumo desses produtos a partir do segundo semestre. Isso porque a indústria de food service deve ficar até o segundo semestre com fala de garrafas de vidro para os produtos vendidos, segundo previsão da Neogrid, especializada na sincronização da cadeia de suprimentos. De acordo com a empresa, há uma baixa variação na chamada ruptura de mercado – índice que mede a falta de produtos nas prateleiras dos supermercados – desde o início da pandemia no ano passado e janeiro de 2020. Ainda segundo a Neogrid, a falta de insumos para a indústria chegou a 12,49% em janeiro. Desde o início da pandemia, as indústrias de cervejas e vinhos relatam dificuldade de manter o ritmo de produção devido a falta de alumínio, garrafas de vidro e papelão para embalar os produtos.

Aneel mantém tarifa de bandeira amarela para março

  • Redação
  • 27 Fev 2021
  • 08:27h

Agência explica que reservatórios estão com volume baixo volume |

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta (26) que a bandeira tarifária permanecerá amarela no mês de março. Desta forma, o consumidor pagará R$1,343 para cada 100kWh utilizados. Em nota, a agência explicou que os reservatórios das hidrelétricas estão com volume reduzido, embora tenham ocorrido chuvas recentes nas bacias do Sistema Interligado Nacional (SIN). O valor extra das bandeiras é usado para custear o acionamento das usinas termelétricas, que custam mais para gerar energia. Criado pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. O cálculo para acionamento das bandeiras tarifárias leva em conta, principalmente, dois fatores: o risco hidrológico (GSF, na sigla em inglês) e o preço da energia (PLD). As bandeiras tarifárias funcionam da seguinte maneira. As cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração, sendo a bandeira vermelha a que tem um custo maior e a verde, o menor. A agência recomenda que, diante da cobrança da tarifa amarela, os consumidores façam uso consciente dos aparelhos elétricos e evitem o desperdício de energia.

Sindilojas questiona restrições: 'Tem que parar de penalizar quem emprega e gera renda'

  • Redação
  • 26 Fev 2021
  • 14:56h

(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)

O Sindicato dos Lojistas do Estado da Bahia não viu com bons olhos as medidas de restrição de atividades não essenciais estabelecidas pelo governo da Bahia. Paulo Motta, presidente do Sindlojas, “lamentou a novidade” durante entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na rádio Salvador FM 92,3, nesta sexta-feira (26). Motta argumenta que não é o comércio o grande gerador de contaminações, mas que o setor acaba punido com as determinações. O decreto estadual começa a valer nesta sexta-feira (26) e segue até a próxima segunda (1º) e prevê que todo o comércio de rua encerre o funcionamento às 17h. No sábado e domingo as lojas não poderão abrir. O presidente do Sindilojas cobra medidas mais rígidas de fiscalização por parte do governo da Bahia e das prefeituras em relação as festas ilegais. Na visão de Motta, são esses eventos os verdadeiros vilões e responsáveis pelos altos índices da pandemia no estado. “É necessário poder mais ativo na penalização e multa para evitar paredões e festas”, disse. Motta também defende a necessidade de “parar de penalizar quem emprega e gera renda”. Segundo ele, em 2020 1,5 mil lojas da Bahia fecharam as portas e isso levou 10 mil postos de emprego perdidos.

Nova companhia aérea, Itapemirim inicia operações em março

  • 21 Fev 2021
  • 14:38h

Empresa famosa pelo transporte rodoviário terá hubs nos aeroportos de Brasília, Cofins (MG) e Guarulhos (SP) | Foto: reprodução Instagram da companhia

Aterrisou neste sábado, em Natal (RN), a primeria aeronave da Itapemirim Transportes Aéreos, um airbus A320. A empresa planeja iniciar operações daqui a 27 dias, voando entre as capitais São Paulo , Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis e Fortaleza. O olhar mais atento ao nome não se engana. O grupo que controla a nova companhia do setor aéreo brasileiro – e que nasce em um momento de crise e muitas indefinições no cenário econômico – é o mesmo que opera o mercado rodoviário. Os hubs serão Segundo a empresa, o foco é iniciaremos as operações no transporte aéreo com grande foco no atendimento dos nossos passageiros, iniciando um novo marco de qualidade e de competitividade nos principais mercados que atuaremos.

Tributar mais ricos e destinar a programas sociais fortalece economia e promove igualdade

  • TRIBUTAR SUPER-RICOS
  • 21 Fev 2021
  • 09:45h

Estudo divulgado nesta semana pela USP comprova que transferência de renda eleva o PIB e faz bem a toda a sociedade. Campanha Tributar Super-Ricos aponta medidas para superar miséria pós-pandemia | Imagem: Divulgação

Nesta semana foi divulgado um estudo produzido pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Universidade de São Paulo (Made-USP) comprovando a importância de taxar os mais ricos para reduzir as desigualdades e sair da crise econômica a partir de medidas tributárias mais justas e progressivas.

Os pesquisadores constataram que uma política de proteção social financiada a partir da tributação do 1% mais rico, com transferência de R$ 125 por mês para os 30% mais pobres, pode ter um impacto positivo de 2,4% no Produto Interno Bruto.

“É perfeitamente possível desenhar um programa que combine redução da desigualdade com aumento do ritmo de crescimento econômico. Esses objetivos não são contraditórios", atesta a economista e professora da USP, Laura Carvalho, autora do estudo juntamente com Rodrigo Toneto e Theo Ribas.

Distribuir renda aos mais pobres têm efeito multiplicador na economia. Cada R$ 100,00 transferidos do 1% mais rico para os 30% mais pobres geram uma expansão de R$106,70 na economia, conclui a Nota de Política Econômica nº 008, emitida no dia 15 de fevereiro.

Como a maior parte do ganho adicional dos mais pobres vai para o consumo, uma tributação de R$ 1,00 a mais do 1% mais rico destinados aos 10% mais pobres elevaria o consumo agregado em R$ 0,63, reduzindo a desigualdade com crescimento econômico.

Salvar vidas e mover o país

“É uma das formas mais justas de reduzir desigualdades e movimentar a economia”, resume a presidente do Instituto Justiça Fiscal (IJF), Maria Regina Paiva Duarte. “O que parece óbvio, ficou demonstrado neste estudo. É preciso implementar urgentemente maior tributação sobre os mais ricos”, confirma a auditora-fiscal aposentada.

As conclusões do estudo vão ao encontro das ações propostas pela campanha nacional Tributar os Super-Ricos, articulada pelo IJF e outras 70 organizações sociais. Esta frente plural de entidades defende oito projetos de lei para aumentar a arrecadação em R$ 300 bilhões ao ano, taxando apenas 0,03% mais ricos do país: ou seja, 59 mil pessoas entre 210 milhões de brasileiros.

Pessoas físicas que ganham mais de R$ 70 mil mensais, com mais de R$ 10 milhões de patrimônio, ou que tenham recebido heranças e doações historicamente subtributadas, que passam de geração em geração sem contribuírem com os devidos e justos tributos, estão entre os que podem fazer uma contribuição fiscal mais justa.

 Congresso pode promover igualdade

Os articuladores da campanha estão em tratativas com o Congresso Nacional para que essas medidas urgentes, apresentadas em agosto de 2020, sejam pautadas como forma de sair da crise investindo em políticas sociais. A pandemia e a suspensão da renda emergencial acentuaram ainda mais a vulnerabilidade social, jogando 60 milhões na pobreza e 14 milhões no desemprego, exigindo rapidez dos parlamentares.

Entre as propostas da campanha está o fim da isenção dos lucros e dividendos distribuídos nas pessoas físicas e da dedução dos juros sobre capital próprio, mudança nas alíquotas do IRPF, isentando os mais baixos rendimentos e ampliando a taxação para altas rendas, além do aumento da alíquota da contribuição social para os setores financeiro e extrativo mineral, entre outras medidas que também foram sugeridas no pacote.

A crise sanitária aprofundou a crise econômica, que já estava forte antes mesmo do flagelo do coronavírus. Na pandemia, ficou evidente a importância do Estado, que precisa ser fortalecido, ressalta a representante do IJF em artigo publicado essa semana.

“Precisamos de arrecadação. Revogar o teto de gastos que limita recursos para saúde e educação por 20 anos e afeta a população mais pobre e vulnerável, que depende do Estado para sobreviver. Não será possível promover o desenvolvimento econômico inclusivo, que retire o Brasil do mapa da fome, sem recursos para a saúde e sem pagamento de auxílio emergencial. Tributar os super-ricos é uma alternativa justa, solidária e que salva vidas”, conclui Duarte.

 

Petrobras tenta justificar novo reajuste após aumento de até R$ 0,23 por litro de gasolina

  • Redação
  • 18 Fev 2021
  • 11:21h

(Foto: Reprodução)

Após aplicação de reajustes de R$ 0,23 para a gasolina e de R$ 0,34 para o diesel, a partir desta sexta-feira (19) os preços médios da Petrobras nas refinarias serão de R$ 2,48 e R$ 2,58 por litro, respectivamente. Em nota à imprensa, a empresa defende que o alinhamento dos preços ao mercado internacional é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras, o que inclui distribuidores, importadores e outros refinadores, além da própria Petrobras. Segundo a empresa, este mesmo equilíbrio competitivo é responsável pelas reduções de preços quando a oferta cresce no mercado internacional, como ocorreu ao longo de 2020. A estatal ainda ressalta que os preços praticados por ela têm influência limitada sobre os preços percebidos pelos consumidores finais, já que até o produto chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis, além das margens brutas das companhias, distribuidoras e dos postos revendedores de combustíveis. A Petrobras afirma ainda que o preço final para o consumidor brasileiro está abaixo da média mundial. Ela cita a pesquisa da Globalpetrolprices.com, com a participação de 167 países, que mostrou o preço médio no Brasil 17% menor do que a média global. O país está na 56ª posição do ranking. No caso do diesel, com uma amostra de 166 países, o Brasil ficou na 43ª posição, 28% inferior à média global.

Ford obtem liminar na Justiça do Trabalho na Bahia

  • Redação
  • 15 Fev 2021
  • 17:23h

Montadora anunciou fechamento da fábrica em 11 de janeiro, o que põe em risco 12 mil postos de trabalho | Foto: Reprodução/Ford

O desembargador do Trabalho Edilton Meireles de Oliveira Santos, do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5), concedeu liminar em favor da a Ford no processo movido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) contra as demissões da montadora. Em 11 de janeiro, a empresa anunciou o fim da produção de veículos no Brasil e o consequente fechamento de três fábricas.

Na planta baiana, a medida implica na perda de 5 mil empregos na própria fábrica e mais sete mil nas fornecedoras implantadas próximas à montadora. Desde a revelação do fim da produção na Bahia, o governo estadual criou um grupo de trabalho com a Federação da Indústria do Estado da Bahia (Fieb) e os trabalhadores visando atrair empreendimentos de porte semelhante, de preferência outra montadora.

Antes, a Justiça determinava que a dispensa somente poderia ser feita após a empresa concluir nas negociações com as entidades que representam os trabalhadores. Segundo o sindicato, a montadora ainda precisa esgotar o processo de conciliação antes de poder demitir.

No dia cinco deste mês, o juiz substituto Leonardo de Moura Landulfo Jorge, do TRT5, concedeu a liminar suspendendo os desligamentos. Na decisão, o magistrado também identificou entraves colocados pela montadora na negociação coletiva, como não fornecer informações relevantes ou manter canal de diálogo de forma individual com os trabalhadores.

No recurso, a Ford argumentou que “se, por hipótese, o sindicato quiser continuar negociando até 2030 e disser que somente aceita celebrar o acordo coletivo para disciplinar a dispensa coletiva com o pagamento de R$ 1 milhão para cada empregado, a empresa nada poderá fazer diante da decisão”. Com informações da CNN Brasil

Com vendas em queda, Heineken corta 8 mil empregos em todo o mundo

  • Redação
  • 11 Fev 2021
  • 07:43h

Além do recuo de 16,7% nas receitas em 2020, cervejaria se ressente do fechameto de pubs, bares e restaurantes na Europa, seu maior mercado | Foto: reprodução site HinekenBrasil

A Heineken anunciou vai demitir 8.000 funcionários. A dona da cerveja Amstel disse em comunicado na quarta-feira (10) que vai cortar quase 10% de sua força de trabalho global e buscar uma economia de 2 bilhões de euros – em torno de US$ 2,4 bilhões ou R$ 12,9 bilhões – em dois anos. “O impacto da pandemia em nossos negócios foi ampliado por nossa exposição local e geográfica”, disse o CEO Dolf van den Brink, que assumiu o comando da empresa em junho do ano passado. A Heineken estima que, no final de janeiro, menos de 30% dos pubs, bares e restaurantes estavam abertos na Europa, devido a lock downs e restrições de circulação adotados por causa da segunda onda de Covid-19. O continente é o maior mercado da cervejaria, cuja receita caiu 16,7% em 2020 em relação ao ano anterior.

VLI promove programa para reformar imóveis e recontar o passado ferroviário

  • Ascom | VLI
  • 10 Fev 2021
  • 15:54h

(Foto: Ascom VLI)

Preservar a história e criar espaços para que as novas gerações conheçam a memória ferroviária. Essas diretrizes têm auxiliado a VLI, controladora da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), na manutenção de imóveis que não integram mais a operação de trens de carga. Nos últimos anos, a companhia destinou mais de R$ 10 milhões para reformar seis ativos. 

As estações de Contagem, Matozinhos, Campos Altos, em Minas Gerais, Juazeiro e Cachoeira, na Bahia, são alguns exemplos. A base do programa Estação de Memórias consiste numa reforma geral, adequando sistemas elétrico e hidrossanitário às normas vigentes), troca de piso, telhado etc. Os projetos são desenvolvidos junto ao poder público, que também participa do alinhamento sobre como recuperar a funcionalidade da edificação para a sociedade depois que o imóvel for cedido.

“Acreditamos que pensar o futuro passa por valorizar o nosso passado. Aliar a preservação dos locais ao resgate da memória fortalece a nossa estratégia de deixar legado e compartilhar valor com a sociedade. Nosso planejamento é que, anualmente, novas estações sejam escolhidas para o programa”, ressalta Maria Clara Fernandes, gerente de Sustentabilidade da VLI.

História de todos

Além da reforma do imóvel, a companhia promove um grande processo de cocriação com as comunidades. Encontros e entrevistas identificam casos, lembranças e histórias de quem vivenciou o vai e vem dos trens. Esse conteúdo é transformado em um acervo de fotos e vídeos que será disponibilizado em cada estação (Contagem, Matozinhos e Cachoeira). Os personagens são moradores, historiadores, ferroviários e seus familiares.  “A história das pessoas se confunde com a da ferrovia. Com esse registro, valorizamos o patrimônio material e imaterial do nosso país. A história pertence a todos”, avalia a gerente.

Após os procedimentos de destinação envolvendo o governo federal e o poder público local, os espaços serão transformados em locais de acordo com a vocação ou necessidade, como unidades do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Guarda Municipal e centros culturais.

Casarão em BH

Outro marco do compromisso da empresa com o patrimônio ferroviário foi o projeto de restauração arquitetônica da sede da extinta Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA). O casarão – um dos edifícios mais emblemáticos e significativos da capital mineira – fica na rua Sapucaí, na divisa entre os bairros Floresta e Centro. Até o momento, a VLI investiu R$2 milhões com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura para o serviço de restauro.

Sobre a VLI

A VLI tem o compromisso de contribuir para a transformação da logística no país, por meio da integração de serviços em portos, ferrovias e terminais. A empresa engloba as ferrovias Norte Sul (FNS) e Centro-Atlântica (FCA), além de terminais intermodais, que unem o carregamento e o descarregamento de produtos ao transporte ferroviário, e terminais portuários situados em eixos estratégicos da costa brasileira, tais como em Santos (SP), São Luís (MA) e Vitória (ES). Escolhida como uma das 150 melhores empresas para se trabalhar pela revista Você S/A pelos últimos cinco anos e a primeira colocada do segmento de Logística e Transporte em 2019, a VLI transporta as riquezas do Brasil por rotas que passam pelas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

IPTU: saiba mais sobre o imposto dos imóveis

  • Gabriela Cardoso
  • 09 Fev 2021
  • 18:50h

(Foto: Reprodução)

Com a chegada do ano novo, algumas despesas aparecem no radar financeiro: IPVA, licenciamento de veículos, matrícula, uniformes e material escolar, são alguns dos gastos típicos da época. Em fevereiro, uma outra despesa é somada para quem é proprietário de algum imóvel. O Imposto Predial e Territorial Urbano é uma taxa de competência municipal, ou seja, cobrado pelas prefeituras.

Este imposto é cobrado tanto de pessoa jurídica quanto física que detém a propriedade de um ou mais imóveis, podendo ser casa, apartamento, sala comercial ou qualquer outro tipo de bem em uma região urbanizada. O proprietário é o responsável pelo pagamento do imposto, a não ser que no contrato esteja previamente acordado que o locatário seria o responsável por essa despesa, nos casos de imóveis alugados.

O valor do IPTU varia de acordo com a cidade e a situação do imóvel. É uma cobrança única, mas é possível optar pelo parcelamento da despesa. "Para quem paga à vista, a maioria dos municípios oferece um desconto, o que é bem vantajoso para quem pode arcar com a despesa em uma parcela única", explica a educadora financeira da Mobilis, Larissa Brioso.

Ela acrescenta que algumas cidades isentam determinados contribuintes do pagamento do IPTU. "Nesses casos, são cidadãos de baixa renda, aposentados, pensionistas ou beneficiários de programas como o BPC (Benefício de Prestação Continuada). Além disso, requisitos como o imóvel ser usado como residência, estar dentro de uma faixa de preço e o beneficiário não ter outros bens imobiliários também devem ser atendidos".

Mas se o consumidor não tiver condições de arcar com o valor do IPTU até a data do vencimento ele estará sujeito a multa que costuma ser em média de 0,3% por dia, com juros de 1% ao mês desde o mês do vencimento. "As administrações municipais estão cientes do impacto da pandemia de Covid-19 nas finanças de seus contribuintes. Portanto, o IPTU de anos anteriores que estão em atraso estão com descontos e outras facilidades para a regularização. Se é o seu caso, recomendo que você avalie as possibilidades e tire seu IPTU da dívida ativa", finaliza Larissa.

Para saber todas as informações sobre o pagamento do IPTU é preciso acessar o site da prefeitura da sua cidade ou Secretaria da Fazenda municipal.

Semana será decisiva para a aprovação do auxílio emergencial em Brasília

  • Katia Cardoso / Alexandre Rigonato
  • 09 Fev 2021
  • 17:02h

Possibilidade foi antecipada pelo Presidente; governo corre o risco de repetir os erros do ano passado que fizeram 1,4 milhão de pessoas não sacar o dinheiro devido | Foto: Reprodução

A possível volta do auxílio emergencial propalada nos últimos dias pelo governo de Jair Bolsonaro parece filme com enredo e final já conhecidos. Como aconteceu em 2020, a equipe econômica de Paulo Guedes acena com a possibilidade de oferecer R? 200 reais por três meses, totalizando R? 600, com redução da base de beneficiários do programa. O valor, como apontado anteriormente pelos movimentos sociais, é insuficiente para cobrir as despesas básicas de alimentação de uma família. E pode, inclusive, nem chegar a quem tem direito, como aconteceu em 2020 por uma série de falhas identificadas pelas organizações sociais reunidas na campanha Renda Básica Que Queremos. O resultado foi quantificado esta semana: levantamento do Ministério da Cidadania comprovou que 1,4 milhão de pessoas não movimentaram os recursos do auxílio e R? 1,3 bilhão foi devolvido aos cofres públicos.

Por isso, Paola Carvalho, diretora de relações institucionais da Rede Brasileira de Renda Básica e uma das porta-vozes da campanha 'auxilioateofimdapandemia', estará em Brasília esta semana, com agenda no Ministério Público e no Ministério da Cidadania. Ela entregará uma lista com os nomes e dados dos beneficiários cujo direito não foi respeitado e que pediram ajuda aos organizadores da campanha para serem representados. Até o momento, são 910 nomes. Ela também terá encontro com parlamentares representando a campanha 'auxilioateofimdapandemia', pleiteando a volta dos R ? 600 mensais e R? 1200 para as mães-solo. A petição popular já reúne mais de 60 mil assinaturas.

Paola chega a Brasília com o endosso de quase 300 organizações que integram a campanha e com o respaldo da nota técnica, elaborada no ano passado, apontando 23 gargalos na implementação do benefício. Essas reuniões da diretora vão reforçar a necessidade de solução para esses problemas de implementação para que não se repitam na retomada do benefício.

"A ideia da visita é apresentar os casos dos beneficiários que tiveram o auxílio negado por alguma incorreção ou inconsistência. Depois, esse direito foi reconhecido na justiça, mas não foi pago", afirma Paola Carvalho. Ou seja: é urgente resolver o problema de quem tinha direito e ficou sem o auxílio.

A ida de Paola Carvalho a Brasília acontece no contexto de embate entre Paulo Guedes e os movimentos sociais, repetindo o que já aconteceu no ano passado, quando o Congresso Nacional encampou a sugestão e acabou aprovando o auxílio emergencial no valor proposto pela sociedade civil. A campanha 'auxilioateofimdapandemia', lançada imediatamente após a eleição dos novos presidentes da Câmara e do Senado, defende o patamar de R? 600 por mês para beneficiários individuais e R? 1200 para mães com filhos até o fim da pandemia.

Público feminino lidera acesso ao microcrédito urbano do Banco do Nordeste

  • Ascom | BNB
  • 02 Fev 2021
  • 09:49h

(Foto: Reprodução)

A redução do consumo das famílias e as medidas restritivas resultadas da pandemia de covid-19 foram alguns desafios enfrentados por microempreendedores em 2020. No contexto, a oferta de microcrédito foi essencial para manter pequenos negócios, gerar renda e manter empregos no país. Segundo levantamento do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste, o protagonismo no microcrédito urbano, mesmo no cenário atípico, ficou com as mulheres, que registraram R$ 7,8 bilhões em crédito com o Crediamigo em 2020, correspondente a 2,9 milhões operações.
 O Crediamigo superou a marca de R$ 12,1 bilhões aplicados no ano passado, o maior valor aplicado na história do programa, em mais de 4,4 milhões de operações. O público feminino possui representatividade que chega a 65% no programa, o que denota a marcante presença de mulheres nas atividades financiadas pelo Crediamigo. Para a superintendente de Microfinança e Agricultura Familiar do BNB, Lúcia de Fátima Barbosa, "o protagonismo feminino no Crediamigo configura um reflexo do papel de liderança que a mulher exerce em meio ao público-alvo do programa, caracterizado essencialmente pela informalidade dos micronegócios". Com objetivo de contribuir no desenvolvimento socioeconômico, o Crediamigo Banco do Nordeste, maior programa de microcrédito produtivo e orientado da América do Sul, atua com suporte financeiro a empreendedores individuais e grupos solidários. As atividades contam com crédito para investimento e capital de giro voltado para compra de mercadorias e reposição de estoques. Na vertente do desenvolvimento, o programa destaca-se ainda pela bancarização do seu público que, muitas vezes ausente do sistema bancário, passa a ter acesso a produtos e serviços financeiros. Ainda segundo o Etene, dados apontam que o público mais jovem, com idade entre 18 e 24 anos, recebeu o montante de R$ 832,8 milhões, em 448 mil operações no Crediamigo. A faixa etária é um dos fatores observados na análise do Escritório, tendo em vista o suporte ao público que enfrenta maior dificuldade no acesso ao crédito e ao mercado de trabalho.

Preços dos combustíveis na Bahia devem subir após reajuste de ICMS

  • Redação
  • 29 Jan 2021
  • 17:34h

(Foto: Reprodução)

Os baianos podem sofrer ainda mais com um novo aumento nos preços dos combustíveis em fevereiro após o reajuste do ICMS. Somente em janeiro deste ano, a Petrobras já aumentou os valores duas vezes, totalizando um reajuste de 13,4%. O Ato do Conselho Nacional de Política Fazendária (Cotepe) nº 02/2021, divulgado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ), no dia 25 de janeiro, determinou alteração no preço de pauta dos combustíveis a partir de segunda-feira (1). O preço de pauta dos combustíveis serve de base de cálculo para a cobrança do ICMS e o preço de pauta da gasolina sofreu aumento de R$0,29, o do etanol de R$0,27 e do GNV de R$0,61. “Estes reajustes na carga tributária vão representar um aumento no custo de aquisição dos produtos pela revenda”, alertou o presidente do Sindicombustíveis Bahia, Walter Tannus Freitas, acrescentando que “os aumentos são inaceitáveis neste momento de pandemia, de queda nas vendas de combustíveis, de perda de receita e de renda das pessoas”. Um dos maiores responsáveis pelo alto custo dos combustíveis é a grande carga tributária que incide sobre o produto, como explica Tannus. “Além de pagarmos por uma carga elevada de impostos, temos custos com transporte, mistura do biocombustível, estrutura física, segurança e mão de obra, dentre outras despesas. O custo é muito elevado para a classe produtiva e sobrecarrega toda a sociedade baiana, que acaba pagando a conta”, reclama.