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- Alexandre Santos
- 03 Set 2020
- 15:05h
Sem perspectiva para o fim da pandemia, docentes relatam preocupação com futuro da categoria: "Milhares passando fome" | Foto: SF
COVID-19
Publicado em 03/09/2020 às 13h23.
Onda de demissões pode atingir 30 mil professores de escolas particulares na Bahia
Sem perspectiva para o fim da pandemia, docentes relatam preocupação com futuro da categoria: "Milhares passando fome"
Alexandre Santos

Foto: Marcos Santos/Fotos Públicas
Em junho, quando soube de seu desligamento, Ivânea Costa, 37, ouviu da direção da escola onde trabalhava, em Salvador, uma justificativa que se tornaria recorrente durante a pandemia: sem perspectiva de retorno das aulas presenciais, as demissões na rede privada de ensino serão inevitáveis. Professora de educação infantil (etapa que atende crianças de 0 a 5 anos), ela só não esperava que o cenário fosse se agravar em tão pouco tempo. Até o fim de 2020, cerca de 30 mil docentes que atuam no segmento particular deverão perder seus empregos somente na Bahia, projeta a Fenep (Federação Nacional de Escolas Particulares). Segundo a entidade, a estimativa leva em conta um baque financeiro diante da lei que obriga as escolas a concederem 30% de desconto nas mensalidades enquanto perdurar a crise sanitária. Em âmbito nacional, os dados atuais são ainda piores: ao menos 300 mil professores da educação básica já foram demitidos até agora. Para Ivânea, embora necessárias, as medidas de isolamento social adotadas para conter o avanço do vírus afetaram drasticamente o segmento. Houve, segundo ela, uma espécie de efeito dominó, em que não foram poupados de donos escolas a pais de alunos.
“Isso se deu por causa da saída de muitas crianças, principalmente dessa faixa etária que eu trabalhava, de 1 e 2 anos. Os pais foram tirando cada vez mais à medida em que foi se intensificando essa necessidade do isolamento, de ficar um longo período em casa. Muitos pais também perderam o trabalho. Muitas famílias tiveram uma redução significativa da renda, e aí foi ficando difícil pra todo mundo. Para escola, pras famílias manterem as crianças e, por consequência, também ficou difícil pra mim como trabalhadora”, avalia ela, que trabalhava na instituição há quase 4 anos.
Em meio as discussões sobre uma possível retomada das aulas presenciais ainda neste ano, Ivânea diz não acreditar num eventual restabelecimento das atividades antes de 2021, ainda que haja adoção de protocolos preventivos.
“Eu acho um pouco difícil, principalmente para crianças muito pequenas. Eu acredito que, enquanto não houver uma vacina de fato, essa retomada seja bem lenta e só ocorra a partir do ano que vem”, opina a professora.
Enquanto não se recoloca no mercado, Ivânea diz tirar lições da pandemia. “Acho que essa pandemia também me ensinou que é precisos ser flexível. Não dá pra ter controle de tudo na vida”, resigna-se.
Embora não haja uma data pré-estabelecida para o retorno das atividades escolares em território baiano, a prefeitura e o governo do Estado afirmaram ao bahia.ba que estão prontos para o retorno das aulas, mediante adaptações sanitárias nas unidades –as diretrizes relativas à rede privada são de responsabilidade do município.
‘Sindicato é uma vergonha’
Sob a condição de ter o nome preservado, uma professora demitida recentemente relatou ao bahia.ba que o Sinpro-BA, sindicato que representa a categoria no estado, virou as costas para os docentes.
A profissional afirma que muito colegas estão passando dificuldades financeiras a ponto de não terem o que comer. Por isso, ela se diz a favor do retorno imediato das aulas.
“Esse sindicato é uma vergonha. Milhares de professores e professoras passando fome, demitidos e nada fazem pela categoria só ficam de ‘notinhas’ no Instagram. Vamos lutar pelos direitos desses trabalhos. O prefeito abre bares e shopping e o governo libera shows, mas a escola ele diz que não pode porque é risco? Onde contamina mais? Em um show ou em uma sala de aula? Acorda sindicato. Vamos voltar às origens e realmente defender os trabalhadores e trabalhadoras”, desabafou.
O bahia.ba tenta ouvir o Sinpro-BA desde a última segunda-feira (31). A reportagem ligou para um telefone fixo e para o número de um celular que constam no site da entidade como serviço de plantão, mas as chamadas não foram atendidas. Também deixou um pedido de entrevista por meio de uma rede social. Até a publicação deste texto não houve retorno.
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- Redação
- 02 Set 2020
- 16:07h
(Divulgação)
Um estudo publicado nesta terça-feira (1), no British Medical Journal, mostrou que as pessoas infectadas pela Covid-19 podem demorar mais de um mês para eliminar o vírus do corpo. De acordo com informações da CNN Brasil, a pesquisa foi feita por cientistas da Universidade de Modena. Foram 1.162 pacientes com o novo coronavírus analisados, na Província de Reggio Emilia, na Itália. A partir de recomendações do Centro Europeu para Controle e Prevenção de Doenças, os pesquisadores testaram as pessoas 15 dias após o primeiro diagnóstico, 14 dias após o segundo e nove dias após o terceiro. No primeiro teste de acompanhamento, 60% dos pacientes deram negativo para a doença. Porém, quando feita uma segunda rodada de testes, 21,3% desses mesmos pacientes testaram positivo. Dessa forma, o estudo concluiu que um a cada cinco testes negativos são falsos. Ou seja, muitas pessoas que acreditam estar curadas após o diagnóstico podem continuar transmitindo a doença, sem saber. Para que os pacientes eliminassem o vírus de vez, demorou cerca de 30 dias desde o primeiro teste positivo, e 36 após o primeiro sintoma. Pessoas que desenvolveram casos mais graves da Covid-19 e do grupo de risco demoraram, em média, de três a cinco dias a mais para eliminar a carga viral do corpo. Cerca de 87% dos pacientes não tinham mais indícios do coronavírus no corpo apenas após 34 dias. Vale lembrar que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos (EUA) afirma que os americanos podem retornar às atividades normais após "a passagem de 10 dias desde o início dos sintomas e 24 horas a partir do momento em que qualquer febre baixou por conta própria". Atualmente, os EUA registram mais de 6 milhões de casos da Covid-19, e 184 mil mortes. Estão no topo da lista de países com mais infectados.
- Lucas Arraz / Ailma Teixeira
- 02 Set 2020
- 12:03h
Foto: Matheus Morais/bahia.ba
Embora uma lei sancionada em fevereiro permita a vacinação compulsória como forma de combater a pandemia, o secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, não acredita que as pessoas serão obrigadas a se vacinar quando um imunizante contra a Covid-19 estiver disponível. O titular da Sesab ressalta que não haverá vacina para toda a população inicialmente, portanto, os grupos de risco deverão ser priorizados. "Eu acho que obrigar as pessoas a se vacinar não faz sentido", ressalta Vilas-Boas. A declaração do secretário foi feita à imprensa durante a entrega da reforma e modernização da Unidade de Emergência de Pirajá, na manhã desta quarta-feira (2). "Vacinar toda a população é impossível. Então, vai ser feita a vacinação, como é de gripe. Vacina quem é de risco, as pessoas com mais de 60 anos, portadores de comorbidades, doenças pulmonares, renais, gestantes", cita. O assunto veio à tona depois que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) declarou que "ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina". Ao reproduzir essa fala, a Secretaria de Comunicação da Presidência disse que "o governo do Brasil preza pela liberdade dos brasileiros". No entanto, a lei que permite a vacinação obrigatória foi sancionada pelo próprio presidente. No caso da Covid-19, assim como o de outras doenças, os critérios específicos serão definidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com isso, a Bahia deverá seguir a estratégia estabelecida pelo governo federal. De acordo com Vilas-Boas, o que o governo do estado pode fazer é fornecer mais vacinas e ampliar o acesso da população baiana ao imunizante.
- Redação
- 02 Set 2020
- 09:41h
Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado pediu a suspensão das atividades presenciais |
Vinte dias após o retorno das aulas presenciais do ensino médio da rede estadual, o Amazonas registra 342 professores infectados com Covid-19, segundo a Fundação de Vigilância de Saúde. A situação preocupa pais e professores de Manaus, informa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. Segundo a publicação, o maior número de registros ocorreu, até o momento, na Escola Estadual José Bernardino Lindoso, com 28 casos positivos. Outras duas escolas, a Severiano Nunes e a Samuel Benchimol, têm dez casos cada. “Acho que o governo está querendo mostrar que a vida voltou ao normal, daí essa insistência em manter as escolas abertas. O problema é que um professor pode contaminar ou ser contaminado”, frisou Raicele Monteiro, de 46 anos, da Escola Jefferson Peres. Com base nos dados, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado pediu a suspensão das aulas e a volta às atividades online. Procurada, a Secretaria de Educação amazonense não se pronunciou.
- Mari Leal
- 01 Set 2020
- 07:18h
(Foto: Divulgação Secom | Bahia)
A taxa geral de ocupação de leitos para Covid-19 na Bahia vem caindo progressivamente desde o início de agosto, conforme observação dos dados atualizados pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) diariamente. O boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (31) revela que dos 2.908 leitos exclusivos à Covid-19 no estado, 47% estão ocupados atualmente. A média abaixo de 50% se apresenta com quedas consecutivas desde 26 de agosto. Porcentagens semelhantes só haviam sido manifestadas no mês de maio. Desde o dia 2 de agosto, a média de ocupação geral é inferior a 60%, com quedas progressivas desde então. Apesar da redução, o secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas discorda de que o dado demonstre um recuo generalizado da circulação do vírus no estado. Ele alerta que “a Bahia não pode ser tratada como uma única região”. Algumas regiões estão em regressão e outras estão em expansão, como sudoeste e oeste. Tem caído na capital, na região leste, até no extremo-sul”, explica. O gestor destaca também a manutenção do alto índice de ocupação na região sul do estado, que desde o início da pandemia é vista com preocupação pela equipe de saúde do governo da Bahia. A região, de acordo com Vilas-Boas, tem mantido uma ocupação sistemática de 80% dos leitos – uma somatória entre clínicos e de UTI. “A gente não consegue reduzir a taxa de internação [na região sul]. Continua tendo transmissão do vírus”, observa. Na cidade de Itabuna, conforme a pasta, a taxa de transmissão diária permanece acima de 2%. Tendo por referência os dados atualizados nesta segunda-feira, 1.355 pessoas ocupam leitos exclusivos à doença pandêmica no estado. Destas, 671 estão em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). A taxa de ocupação das unidades de tratamentos intensivos também apresenta queda, mantendo-se inferior a 60% desde o dia 19 de agosto. A menor taxa da série foi constata nesta segunda, sendo 54,24%.
- Redação
- 31 Ago 2020
- 18:22h
A discussão sobre o retorno das aulas presenciais nas escolas em meio à pandemia da Covid-19 ganhou novos fatos a serem considerados. Isso porquê um estudo americano sobre o potencial de transmissão do coronavírus entre crianças indica que elas podem transmitir a doença durante semanas, mesmo que não apresentem sintomas. A pesquisa foi desenvolvida no Hospital Nacional Infantil de Washington, nos Estados Unidos. Esse resultado fortalece o de um estudo anterior feito por cientistas de Boston que constatou que as crianças e jovens tinham cargas virais surpreendentemente altas. Entre os dados apontados no estudo estão que 22% das crianças não desenvolveram sintomas durante toda a infecção; 20% começaram assintomáticas, mas mais tarde desenvolveram sintomas; e 58% tiveram sintomas desde o primeiro teste positivo. Foi identificada ainda grandes diferenças no período de tempo em que as crianças permaneceram sintomáticas. De acordo com reportagem da agência Deutsche Welle, o período pode variar de três dias a três semanas, e um quinto dos pacientes assintomáticos e aproximadamente metade dos pacientes sintomáticos ainda estava transmitindo o vírus três semanas após a infecção inicial. Isso não reflete diretamente, porém, seu nível de contagiosidade.
- Redação
- 31 Ago 2020
- 15:19h
Foto: Organização Mundial da Saúde
O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou que a abertura de sociedades sem que haja um controle da transmissão do vírus da Covid-19 é a “receita para um desastre”, informa o colunista Jamil Chade, do portal UOL. “Depois de 8 meses, pessoas estão cansadas e querem seguir com suas vidas e que países querem recuperar economia. Isso também é o que a OMS quer também”, disse Tedros, admitindo o impacto econômico da pandemia. Segundo o dirigente, a agência apoia os esforços para reabrir as economias e sociedades. “Queremos a volta das crianças nas escolas e que as pessoas voltem ao trabalho. Mas queremos que isso ocorra de forma segura”, afirmou, ainda de acordo com o colunista Jamil Chade. “Países não podem imaginar que a pandemia acabou”, disse. “Trata-se de um vírus fatal e se espalha rapidamente”, insistiu. “Se governos são sérios em abrir suas sociedades, precisam ser sérios em acabar com transmissão”, disse Tedros. “Esse equilíbrio pode ser feito. Pode parecer impossível. Mas não o é”, afirmou. Segundo ele, isso pode ser feito quando há um controle sobre transmissão.
“Abrir sem ter um controle sobre vírus é receita para desastre”, insistiu Tedros.
Em sua opinião, não existe um plano único para todos os países.
Ele, contudo, enumera quatro pontos que todos devem seguir:
1. Impedir eventos de massa que possam amplificar a pandemia
Segundo Tedros, aglomerações em estádios e discotecas podem ser fundamentais e impedir tais eventos é “essencial”. Para a OMS, há como organizar alguns desses eventos de forma segura. Mas ele não descarta que alguns sejam adiados.
2. Reduzir mortes
A segunda recomendação da OMS é a de focar na proteção de idosos, doentes e profissionais de saúde, o que reduziria o número de mortes. “Ao proteger essas pessoas, governos podem salvar vidas e retira pressão sobre serviços de saúde”, indicou Tedros.
3. Manter proteção individual
A receita da OMS é ainda de que cada pessoa se proteja, adotando uma postura de ficar um metro de distância, limpar as mãos, usar máscaras e evitar aglomerações.
4. Achar os casos
Por fim, Tedros sugere que governos ampliem seus trabalhos para encontrar os casos positivos e, em seguida, isola-los e rastrear todos os contatos. Para a OMS, com os testes governos podem evitar quarentenas generalizadas e adotar medidas focadas.
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- Política Livre
- 31 Ago 2020
- 11:02h
(Foto: Reprodução)
Após ter contratado o escritório americano King And Spalding LLP em julho deste ano para cobrar a devolução do dinheiro à empresa Ocean 26 na compra de 600 respiradores, o Governo da Bahia voltou a contratar uma nova empresa de fora do país para cobrar explicações sobre uma outra compra de equipamentos que também não chegaram. Conforme apurado pelo Política Livre, trata-se da contratação, através da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), do escritório inglês Simmons & Simmons, que tem o objetivo de adotar medidas que apurem a responsabilidade contratual da empresa Pulsar Development, em razão da não entrega na data prevista em contrato de 750 ventiladores pulmonares. “Embora a empresa em 9 de junho de 2020 já tenha restituído integralmente o valor pago ao Consórcio Nordeste, (US$ 7,93 milhões), fato público e notório, constitui dever da Administração Pública buscar as razões de contratos não executados regularmente, inclusive com imputação de penalidade à contratada”, diz a nota da administração estadual enviada à reportagem na manhã desta segunda-feira (31). Ainda conforme o governo baiano, “como se trata de uma contratação internacional, regida pela Convenção das Nações Unidas para Vendas Internacionais e pela legislação do Reino Unido, a análise jurídica da conduta da empresa britânica necessita ser examinada de maneira técnica especializada, objeto, portanto, da contratação direta do escritório de advocacia”. O ato da contratação foi publicado na edição do último sábado (29) do Diário Oficial do Estado (DOE).
(Foto: Reprodução)
Foi publicado no Diário Oficial do Município neste domingo (30), o Decreto 20.496 que estabelece as medidas de prevenção ao contágio da Covid-19 em Vitória da Conquista. O Decreto mantém a quarta fase de reabertura gradual das atividades econômicas dos estabelecimentos comerciais, desde que cumpram rigorosamente os protocolos de segurança. Já as aulas presenciais da Rede Municipal de Educação e das Instituições Privadas de Ensino, inclusive as de ensino superior, estão suspensas por mais 30 dias. Com o objetivo reduzir a circulação do coronavírus e proteger a população, o decreto ainda veda, enquanto durar o estado de calamidade pública em decorrência da pandemia da Covid-19, a distribuição de folhetos, panfletos ou qualquer tipo de material impresso, entregues manualmente a pedestres ou motoristas. A Prefeitura de Vitória da Conquista vem adotando ações estratégicas de prevenção, contenção e tratamento da Covid-19 desde que os primeiros casos suspeitos surgiram, em fevereiro deste ano. As medidas precoces da Administração Municipal, juntamente com a consciência e esforço da população, possibilitaram que o município tenha um dos menores índices de mortalidade do Nordeste. Ainda assim, é importante que os cuidados continuem reforçados. O uso de máscaras permanece obrigatório no transporte público e estabelecimentos comerciais e recomenda-se que a população permaneça, sempre que possível, em isolamento social. Acesse aqui o Decreto completo para conhecer todas as medidas
- Redação
- 29 Ago 2020
- 09:50h
Prorrogação envolve ainda a suspensão do transporte coletivo intermunicipal em diversas cidades baianas com registros recentes de casos da Covid-19 | Foto: Secom/BA
O decreto estadual que proíbe aulas nas unidades de ensino das redes pública e privada e eventos com mais de 50 pessoas, que venceria neste domingo (30), ficará em vigor até o dia 13 de setembro. A prorrogação será publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) deste sábado (29). O decreto proíbe as atividades que envolvem aglomeração de pessoas, como shows, feiras, apresentações circenses, eventos científicos, passeatas, bem como abertura e funcionamento de zoológicos, museus, teatros, dentre outros. A prorrogação envolve ainda a suspensão do transporte coletivo intermunicipal em diversas cidades baianas com registros recentes (menos de 14 dias) de casos da Covid-19. Continuam suspensas nesses municípios a circulação, saída e chegada de qualquer transporte coletivo intermunicipal, público e privado, rodoviário e hidroviário, nas modalidades regular, fretamento, complementar, alternativo e de vans.
- Redação
- 28 Ago 2020
- 10:55h
(Foto: Se Liga Barreiras)
O ex-prefeito de Cotegipe, na Bacia do Rio Grande, Oeste Baiano, Marcelo Mariani, morreu nesta quinta-feira (27). Diagnosticado com Covid-19 e com quadro de saúde agravado, Mariani chegou a ser levado para o aeroporto de Luís Eduardo Magalhães, de onde seria transferido para Salvador, mas não resistiu. Marcelo Mariani chegou a ter três paradas cardiorrespiratórias, informou o Blog do Braga. O ex-gestor deu entrada na Unidade de Controle do Coronavírus - UCC em Luis Eduardo Magalhães, município da mesma região, na última segunda-feira (24). Nesta quinta, precisou ser intubado e o quadro se agravou, evoluindo para óbito. Marcelo Mariani foi prefeito de Cotegipe entre 2013 e 2016. Neste ano, tentaria de novo voltar à prefeitura de Cotegipe. Em nota, a prefeita Márcia Sá Teles manifestou pesar diante do ocorrido. A deputada estadual Jusmari Oliveira também lamentou a perda.
- Redação
- 27 Ago 2020
- 15:44h
Foto: GOVBA
O diretor regional para a Europa da Organização Mundial de Saúde (OMS), Hans Kluge, disse nesta quinta-feira (27) que escolas não desempenham um papel central na transmissão do novo coronavírus, embora a sua capacidade de propagação também esteja ligada ao nível de contágio que existe numa comunidade. “Até agora sabemos que o ambiente escolar não é um fator preponderante na pandemia. Mas há cada vez mais publicações que reforçam as evidências de que as crianças têm um papel na contaminação, embora mais vinculada a encontros sociais”, disse Kluge durante coletiva de imprensa, segundo o jornal o Estado de S. Paulo. De acordo com o dirigente da OMS, as escolas devem aplicar os mesmos protocolos gerais de higiene e distanciamento social, mas dependendo da fase da pandemia na qual a comunidade esteja inserida, “medidas adicionais” devem ser implementadas. “O que sabemos é que não podemos abrir sociedades sem primeiro abrir escolas. Esta foi a maior ruptura na história da educação, com 1,6 bilhão de crianças afetadas em 190 países”, afirmou Kluge.
- Agência Câmara de Notícias
- 27 Ago 2020
- 10:22h
(Foto:: Ilustrativa)
O Projeto de Lei 4330/20 dispensa de licitação as obras ou os serviços que possam ser concluídos em até 360 dias e são necessários ao enfrentamento de emergência ou calamidade pública. A proposta, do deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG), abre a exceção por conta da pandemia de Covid-19. Atualmente, a Lei de Licitações, que é alterada pelo projeto, prevê a mesma dispensa de licitação se as parcelas de obras ou de serviços necessários ao enfrentamento da situação de urgência ou calamidade puderem ser concluídas em até 180 dias seguidos e ininterruptos. Se a obra ou o serviço só puder ser entregue em um prazo maior, a licitação é obrigatória. “Em período normal, esse lapso temporal revela-se mais do que suficiente. Contudo, diante da pandemia de Covid-19, o referido prazo mostra-se incompatível com a realidade. O enfrentamento de urgência e de calamidade pública que não digam respeito à pandemia de Covid-19, mas que venham a ocorrer em 2020, revela-se desafio ainda maior para o Poder Público e para o empresário contratado. Isso porque inúmeros setores da economia no País (e no mundo) não estão a trabalhar de maneira normal”, justifica Subtenente Gonzaga. Ele lembra ainda que a não entrega no prazo de 180 dias resulta em multa ao contratado e, muitas vezes, rescisão contratual.
- Alexandre Santos / Matheus Morais
- 26 Ago 2020
- 13:52h
(Foto: Reprodução)
O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), afirmou nesta quarta-feira (26) que vê com preocupação a possibilidade de uma pessoa ser infectada pela Covid-19 mais de uma vez. Até agora, Hong Kong, Holanda e Bélgica afirmam ter registram casos de reinfecção da doença. “Estamos acompanhando com preocupação essas notícias de reinfecção que começaram a surgir ao longo dessa semana. Primeiro é preciso saber se de fato, a 100% de certeza, que é uma reinfecção. É a primeira coisa. A segunda coisa é o que essas notícias reforçam? Aquilo que a gente vem dizendo desde o começo: esse inimigo é poderoso, perigoso e, mesmo a ciência, com todo o seu gabarito, toda a sua qualificação, ainda não conseguiu trazer respostas para todas as dúvidas e perguntas”, disse o prefeito em coletiva de imprensa durante entrega de obras no terminal da Barroquinha. Na entrevista, ACM Neto disse que, apesar das expectativas em torno das vacinas em desenvolvimento, o processo de imunização da população será demorado. Para ele, o grau de resposta a ser avaliado também demandará tempo. “Então não adianta a gente imaginar que vai começar o ano de 2021 tranquilamente. Eu vejo que às vezes cria-se uma expectativa em relação à vacina e tal. Eu, como sempre, agindo com prudência, acho que não vai ser tão rápido assim pra você imunizar toda a população. Eu acho que vai demorar. Você vai ter aí um processo trabalhoso de imunização coletiva. Há um pergunta que nenhuma das vacinas ainda respondeu, porque elas não concluíram o seu processo de vacinação, que é seguinte: a vacina imuniza por quanto tempo? Então existem muita perguntas que, infelizmente, são da natureza dessa doença que ainda não têm resposta”, disse o prefeito.
- Redação
- 26 Ago 2020
- 12:14h
(Fotocomposição: Brumado Urgente)
Um perito técnico da Polícia Civil morreu vítima de complicações devido ao coronavírus nesta quarta-feira (26) em Vitória da Conquista. Segundo informações obtidas pela nossa reportagem, o servidor trabalhava na cidade de Bom Jesus da Lapa e acabou sendo transferido para uma unidade hospitalar participar da capital do Sudoeste baiano. Nas redes sociais são grandes as manifestações de pesar pela morte do servidor da secretaria de segurança pública do Estado. Em nota, o sindicato dos peritos técnicos da Bahia lamentou a morte precoce do jovem servidor.