BUSCA PELA CATEGORIA "COVID-19"
- Redação
- 19 Out 2020
- 09:57h
Em apelo a prefeitos do interior, governador sugeriu que testagem da população seja ampliada |
O governador Rui Costa (PT) afirmou na manhã desta segunda-feira (19) que os indicadores epidemiológicos, por enquanto, não apontam para a possibilidade de uma segunda onda de contaminações por Covid-19 na Bahia. Em entrevista coletiva, o governador disse que, embora tenha sido verificado um aumento na taxa de ocupação dos leitos de UTIs pediátricas, a situação está sob controle. “Os números de [pacientes] internados continuam estáveis, com tendência de redução, tanto é que nós desativamos a Fonte Nova. Os leitos infantis, esses qualquer variação eles impactam muito percentualmente. Como até aqui [o coronavírus] não foi uma doença que chegou às crianças, o número de leitos reservados a crianças foi muito pequeno. Então, quando você tem dez leitos, se aparecem duas crianças a mais, cresceu 20%. Se você tinha cinco, apareceram duas, vai para 70%. Se apareceram três crianças, 80%. Então os números desde o início da pandemia dedicados a crianças sempre foram números, comparados com adulto, muito pequenos. Chegaram ser menos de 10% os leitos dedicados a crianças. Por enquanto nada que indique uma segunda onda”, afirmou Rui Costa. Na entrevista, o governador também fez um apelo para os prefeitos de cidades do interior continuarem testando a população. “Nós temos testes PCR disponíveis. Estamos fazendo testes hoje, infelizmente, abaixo da capacidade do Lacen., porque nós diminuímos muito a testagem dos municípios”, pediu o chefe do Executivo estadual.
- Redação
- 19 Out 2020
- 07:42h
(Foto: Arquivo PEssoal)
O primeiro animal de estimação infectado com o coronavírus Sars-CoV-2 do Brasil foi descoberto na cidade de Cuiabá, no Mato Grosso. É uma gatinha de poucos meses. Ela não tem sintomas da Covid-19 e contraiu a doença de seus tutores este mês. A possível infecção de outro gato e de um cachorro está em estudo, segundo o jornal O Globo. De acordo com a publicação, o caso acende o alerta para o risco de as pessoas transmitirem o coronavírus para os animais. Investiga-se a hipótese de estes poderem, então, contaminar gente e outros bichos. Isso não só aumentaria os meios de transmissão quanto os reservatórios do vírus, apesar de, por ora, sejam somente hipóteses, sem comprovação. Em laboratório, na China, mostrou-se ser possível que gatos transmitam a doença para outros felinos. Mas não se sabe se podem transmitir para seres humanos e sequer se o contágio entre felinos é fácil.
Placa instrui distanciamento social entre os britânicos, foto de 18 de outubro — Foto: Jason Cairnduff/Reuters
A Europa registrou mais de 250 mil mortes por complicações do novo coronavírus até este domingo (18), segundo um levantamento feito pela agência de notícias France Presse. O número equivale a um quinto de todas as mortes por Covid-19 no mundo.
No total, desde o início da pandemia, foram 250.030 mortes confirmadas por complicações do coronavírus em todo o continente que registra também mais de 7,3 milhões de casos da doença. A maior parte das mortes está concentrada em cinco países:
Reino Unido (43.646)
Itália (36.543)
Espanha (33.775)
França (33.392)
Rússia (24.187)
Apenas na semana passada, mais de 8 mil pessoas morreram de Covid-19 na região. O continente, que já foi apontado como epicentro da pandemia no mundo, voltou a tomar medidas duras para conter um novo avanço da doença.
Guia turística usa máscara enquanto fala em frente do Coliseu em Roma, na Itália, durante a pandemia do novo coronavírus — Foto: Andrew Medichini/AP
Neste domingo, a Itália bateu – pelo quarto dia seguido – seu recorde diário de novos casos de Covid-19. Apenas nas últimas 24 horas, o país registrou 11.705 casos de coronavírus, a maior contagem diária desde o início do surto no país.
Houve também aumento no número de mortes – foram 69, contra 47 anunciadas no sábado, 55 na sexta e 83 na quinta. O número é bem menor que os registrados no auge da pandemia na Itália (março e abril), quando um pico diário de mais de 900 mortes foi alcançado.
A Itália foi o primeiro país da Europa a ser atingido pela Covid-19 e tem o segundo maior número de mortos no continente, atrás apenas do Reino Unido. O governo italiano impôs novas restrições a reuniões, restaurantes e atividades escolares em uma tentativa de diminuir o aumento de infecções.
Mais restrições
Na França, pelo menos nove cidades – incluindo a capital Paris – passaram a ter um toque de recolher entre 21h e 6h, como medida para evitar a propagação da doença.
Londres e outras oito cidades britânicas foram classificadas como áreas de risco de contágio alto – o segundo nível em uma escala que vai até três. Mais de 28 milhões de pessoas – metade da população inglesa – não vão mais poder marcar encontro em lugar fechado com pessoas de casas diferentes.
A Suíça também registrou aumento de casos. Por causa disso, o governo impôs o uso de máscara obrigatório a partir desta segunda-feira (19) em locais públicos fechados.
"Nesta semana, o número de casos dobrou, e o aumento agora é exponencial", declarou a presidente suíça, Simonetta Sommaruga, para justificar a gravidade da situação.
Foto: Reprodução / Instituto Butantan
Deputados e senadores da comissão externa da Covid-19 vão reforçar a pressão feita sobre o Ministério da Saúde para que a pasta firme o compromisso público de comprar a primeira vacina que ficar pronta para coronavírus. Parlamentares vão participar da reunião do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com o ministro Eduardo Pazuello, na próxima quarta-feira (21).
Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, o ministro havia marcado com governadores na terça (20), mas Doria sugeriu remarcar para quinta (21) diante da expectativa de que o encontro do dia anterior seja proveitoso.
De acordo com a publicação, a ideia é que, se houver acerto do governo federal com a vacina chinesa, desenvolvida pelo Instituto Butantan, o anúncio poderia ser feito já na quinta-feira, com membros de todos os estados presentes.
O deputado federal Dr. Luizinho (PP-RJ), presidente da comissão de Covid, Pazuello já sinalizou que não vai se opor à compra de qualquer vacina, desde que ela seja validada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
- Correio 24h
- 13 Out 2020
- 09:47h
Ele diz que em muitos municípios prefeitos têm se recusado a testar para que casos não apareçam | Foto: Reprodução
O secretário estadual de Saúde Fábio Vilas-Boas aifrmou que há dificuldade em reduzir os casos de covid-19 no interior da Bahie e que prefeitos de algumas cidades estão se recusando a fazer testes de covid-19 temendo que isso traga um aumento de casos confirmados e tenha efeitos políticos. Ele não citou cidades específicas.
"Vários, dezenas de municípios estão se recusando a testar a população, com medo de aparecerem casos e isso ter impacto eleitoral. Isso é extremamente grave. Estamos ficando no pé. Estamos oferecendo uma capacidade de 5000 exames por dia no Lacen e estamos processando menos da metade. Isso porque os municípios ativamente estão procurando colocar para debaixo do tapete os casos que estão acontecendo", afirmou ele, em entrevista á TV Bahia na manhã desta terça-feira (13). "Precisamos da parceria dos municípios e em alguns casos não estamos conseguindo", acrescentou.
As eleições municipais acontecem em novembro e a campanha eleitoral tem gerado aglomerações pelo interior. "Estamos recebendo pedidos de socorro de secretários de dezenas de municípios do interior no estado. Tenho recebido vídeos de aglomerações eleitorais, caminhadas misturadas com carreatas, pessoas sem máscara, bebendo latinha de cerveja, pulando atrás de minitrios. Isso é algo sistemático que está acontecendo no interior", disse. Ele citou a reunião que fez na secretaria para elaborar uma recomendação para que a Justiça Eleitoral proíba comícios e caminhadas políticas.
Vilas-Boas também comentou um aumento nas taxas de ocupação de leitos para covid-19 em dois hospitais particulares de Salvador. Ele afirmou que há uma dificuldade para reduzir casos no interior. "De fato estamos observando ao longo desses dez primeiros dias de outubro um aumento na taxa de internação de alguns hospitais privados, da mesma forma como aconteceu no começo da pandemia, mas não apenas isso, estamos observando uma desaceleração do processo de queda das taxas de internação no interior. Nós estamos atingindo um platô, não conseguimos reduzir os números em várias regiões do interior abaixo de 70%, principalmente no Sul e Sudoeste. Isso significa que outras pessoas estão se contaminando e nós estamos trabalhando de forma ativa para poder reverter as principais causas responsáveis por isso", afirmou.
- Redação
- 08 Out 2020
- 06:39h
(Foto: Folha UOL)
O Governo da Bahia irá publicar no Diário Oficial desta quinta-feira (8) um novo decreto de calamidade pública no estado em virtude da pandemia do coronavírus. O decreto entra em vigor na data da publicação. Com o novo documento, fica autorizada a mobilização de todos os órgãos estaduais, no âmbito das suas competências, para apoiar as ações de resposta ao desastre. Estado e municípios poderão acessar recursos federais via Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil para que sejam utilizados no combate à pandemia da Covid-19. O documento será encaminhado ao Governo Federal para que seja obtido o reconhecimento da União. O novo decreto substitui o anterior, publicado pelo Governo do Estado em abril, e que tinha validade até esta quarta-feira (7).
- Rafhael Marinho
- 05 Out 2020
- 16:51h
Governador alegou não ter como garantir a segurança para todos | foto: Reprodução
O governador Rui Costa (PT) utilizou as redes sociais para se posicionar em relação as cobranças dos estudantes que manifestam o desejo de voltar as aulas. Para o petista, “ainda não é hora”. Rui diz que muitos pais e mães pedem que as aulas não retornem e explica que ainda não há como garantir a segurança de todos. “Enquanto muitos pais e mães pedem para que as aulas não retornem, outros estudantes manifestam o desejo de voltar as aulas. Insisto em dizer: ainda não é hora! Acompanhamos os números de mortes pela Covid-19, mas ainda não temos como fazer este retorno com segurança para todos”, escreveu. O petista também publicou outro tuíte e disse que “não dá para tomar uma decisão sem preservar as vidas”. “Precisamos analisar tudo com critérios, regras e planejamento. O número de mortes indica que a doença ainda está forte e que precisamos manter os cuidados. Não dá para tomar uma decisão sem preservar as vidas dos milhares de estudantes, professores e trabalhadores da educação”, concluiu.
- Redação
- 29 Set 2020
- 14:14h
Dos seis municípios que ficam próximos do Parque Nacional, apenas um está aberto à atividade | Foto: João Ramos
Porto Seguro iniciou seu processo de abertura no dia 15 de julho e a Praia do Forte já vem recebendo muitos visitantes desde o feriado de 7 de setembro. Salvador começou a liberação do acesso à orla marítima no último dia 21 e os meios de hospedagem de Itacaré estão autorizados a funcionar com até 70% de sua capacidade. Trocando em miúdos, não faltam opções ao turista que vem à Bahia em busca da combinação sol e mar. O mesmo não pode ser dito dos amantes do ecoturismo e do turismo de aventura. Eles terão de aguardar um pouco mais ou então submeter-se a um leque de opções bem mais restrito, principalmente se o destino for a região da Chapada Diamantina. Dos seis municípios que ficam no entorno do Parque Nacional da Chapada Diamantina, apenas um, Mucugê, está aberto à atividade turística. Andarái, Ibicoara, Itaetê e Palmeiras permanecem fechados. E Lençóis, principal destino da região, reabre a partir do dia primeiro de outubro. Mas quem quiser passar pela barrreira sanitária montada na entrada da cidade, situada a 420km de Salvador, terá de comprovar que não está contaminado pela covid-19 e que tem uma reserva de hotel ou pousada local. Segundo a Secretaria Estadual de Turismo, trata-se da primeira e única cidade baiana a fazer tal exigência.
“Somos contrários à obrigatoriedade do teste negativo de covid-19 pois trata-se de uma exigência impeditiva ao ingresso do turista no município. Batemos nesta tecla porque exigir o teste é praticamente o mesmo que manter a cidade fechada”, critica a presidente da Associação Comercial, Empresarial, Industrial, Agrícola e de Serviços de Lençóis, Ana Moreira. Na condição de gerente financeira do Hotel de Lençóis, um dos maiores da cidade, ela diz que, nas atuais condições impostas pela prefeitura não compensa reabrir as portas do estabelecimento, fechadas há seis meses.
O presidente do Conselho Municipal de Turismo, Anselmo Macedo, também diz que a maioria dos conselheiros do órgão que representa é contrário à exigência de teste. “Realizamos uma reunião no último dia 18 e, na frente do prefeito eu pedi para que as pessoas que apoiavam essa medida se levantassem: apenas três dos 45 presentes ficaram de pé”, lembra. Anselmo é gerente geral do hotel Portal de Lençóis e diz que, apesar das restrições, pretende reabrir as portas no final de semana do feriado de 12 de outubro.
IMBROGLIO – A própria redação do decreto publicado pela prefeitura de Lençóis gerou polêmica. Entre a exigência de teste de covid e de reserva em meio de hospedagem, a inclusão da expressão “alternativamente”, abre espaço para a interpretação de que na ausência do primeiro documento é possível entrar na cidade apenas com o segundo. Consultado sobre o assunto pela reportagem do bahia.ba, o advogado Marcos Quintas Gonçalves foi categórico. “Com esse decreto na mão eu entro em Lençóis sem teste”, declarou.
A Prefeitura de Lençóis discorda desta interpretação. Em a nota divulgada pela assessoria de comunicação, o órgão explica que condicionar a liberação da entrada de turistas à cidade à apresentação de teste negativo de covid-19 foi uma medida tomada “para maior segurança da comunidade. O Município está realizando monitoramento dos casos e uma flexibilização maior está prevista se o quadro apresentado e avaliado for favorável para tal. É importante salientar que decidimos por uma abertura gradual e lenta”, diz a nota.
É com a promessa de tal flexibilização gradual das normas que a Prefeitura pretende promover uma distensão na disputa com o trade turístico local. Até o final de semana, a ACEL estava disposta a judicializar a questão. Mas hoje, uma série de informações extraoficiais que já circulam na cidade – como a de que a Prefeitura contratará uma empresa especializada na realização de testes rápidos de Covid-19 para atuar junto à barreira sanitária – tratou de acalmar os ânimos. “Essa exigência do teste deve funcionar só no começo pra filtrar a entrada e vai cair em 15 dias, no próximo decreto”, aposta Anselmo.
PARQUE FECHADO – A disposição pela reabertura ao turismo encontra outro obstáculo na região: a suspensão da visitação ao Parque Nacional da Chapada Diamantina, decretada em 22 de março, e ainda em vigor. Assim que a cidade de Mucugê anunciou a reabertura ao turismo, no início do mês, o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICM-Bio), órgão que responde pela gestão do Parque, deslocou uma equipe de brigadistas para impedir o acesso à trilha para a Cachoeira dos Funis. Ainda não está decidida a adoção de medida similar em Lençóis e nos demais municípios que fazem divisa com o Parque, caso decidam reabrir também. Mas equipe para isso, não falta: o último processo seletivo contratou 42 brigadistas, a maioria deles exercendo apenas algumas atividades de campo, já que não há registros de queimadas na região.
A estação meteorológica do INMET de Lençóis registrou um acumulado de 1.224,3mm de chuva entre janeiro e agosto de 2020, 60% a mais que a média histórica para o período, que é de 765,2mm.
Em alguns pontos, o ICM bio conta com ajuda externa, caso da Cachoeira da Fumaça, um dos atrativos mais procurados da Chapada, onde a entrada está ? vigiada pela Associação de Condutores de turistas do Vale do Capão (ACVVC). A localidade é um distrito do município de Palmeiras, onde o decreto de fechamento à atividade turística vence no dia 2 de outubro. O Conselho de Gestão do Capão (CGC), coletivo de associações do Vale, reivindica que a Prefeitura prorrogue o decreto por mais 30 dias, para somente depois de novembro iniciar a reabertura gradual do turismo local.
Aurelio Nunes
Especial para o bahia.ba
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Em uma pesquisa online com 965 pacientes recuperados da infecção, 879 pessoas, o equivalente a 91,1%, responderam que ainda sentiam algum sintoma da doença | Foto: Reprodução
Nove em cada dez pacientes curados do coronavírus relataram ter sequelas como fadiga, perda do olfato ou paladar e distúrbios psicológicos, de acordo com um estudo preliminar sul-coreano. Em uma pesquisa online com 965 pacientes recuperados da infecção, 879 pessoas, o equivalente a 91,1%, responderam que ainda sentiam algum sintoma da doença, disse Kwon Jun-wook, autoridade da Agência de Prevenção e Controle de Doenças da Coreia (KDCA). A autoridade completou informando que a Coreia do Sul também está conduzindo um estudo, com cerca de 16 organizações médicas, sobre complicações potenciais da doença envolvendo tomografias em pacientes recuperados. Ontem (28), o país registrou 23.699 casos e 407 mortes em decorrência da Covid-19 desde o começo da pandemia.
Foto: Fiocruz
Dados divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam uma queda de 10,35% no número de mortes por Covid-19 no Brasil. Nesta sexta-feira (25), a média móvel de mortes pela doença foi de 687,86. Segundo a Fiocruz, os dados sinalizam 79,23 registros a menos, em relação à sexta-feira anterior (18), quando haviam sido registradas 767,29 mortes.

A média móvel de sete dias é calculada somando-se o número de mortes nesse intervalo de tempo (o dia de referência mais os seis dias anteriores) e dividindo-se o total por sete. Com isso, é possível reduzir o impacto de oscilações diárias.
Esse é o menor número médio de mortes desde o dia 9 de setembro (682,86). O pico de mortes (1.095,14) foi atingido em 25 de julho. Desde então, apresentou tendência de queda (com oscilações e leves altas) até o dia 9 de setembro. Depois disso, as mortes voltaram a aumentar até chegarem a 814,57 no último dia 15 e depois caíram novamente.
Entre os estados, há aqueles que apresentaram na última semana altas e aqueles que apresentaram queda. Entre as quedas, destacam-se Rondônia (-46%), Pará (-43,34%), Santa Catarina (-26,17%) e Rio Grande do Sul (-20,26%). Entre as altas ocorridas do dia 18 de setembro até ontem aparecem Paraíba (17,5%), Sergipe (15,29%), Espírito Santo (12,44%). Roraima e Rio Grande do Norte não tiveram seus dados divulgados ontem.
- Eduardo Dias / Estela Marques
- 23 Set 2020
- 11:49h
Dados recentes da Sesab indicam 46 novos óbitos nas 24 horas anteriores; número se aproxima da média de alunos por sala de aula | Foto: Eduardo Dias/ bahia.ba
O governador Rui Costa descartou a possibilidade de retorno de aulas e de público em estádios de futebol, conforme autorizado pelo Ministério da Saúde. Nesta quarta-feira (23), durante entrega de contenção de encosta no bairro do IAPI, em Salvador, o governador petista afirmou que o patamar de óbitos ainda é alto no estado.
“Tem morrido por dia quatro times de futebol. Em uma semana, todos os times da série A estariam mortos. Quando caiu o avião da Chapecoense, houve comoção nacional. É como se todo dia quatro aviões com equipes estivessem caindo. Se a linguagem de falar de vida humana já não está sensibilizando, deixa eu falar então da linguagem de futebol”, comparou o governador.
O petista citou dados recentes da Secretaria de Saúde da Bahia, desta terça-feira (22), que indicam o registro de 46 novos óbitos nas 24 horas anteriores. O número se aproxima da média de alunos por sala de aula nas escolas, outra analogia feita por Rui.
De acordo com o governador, é como se todos os dias uma turma de alunos morresse por causa da Covid-19.
“Um colégio acharia normal que todo dia morresse uma sala de aula de alunos? Esse colégio funcionaria normalmente se todo dia uma sala de aula morresse? A CBF [Confederação Brasileira de Futebol] acha normal todo dia morrerem quatro times de futebol completos?”, questionou.
Rui Costa disse estar “perplexo” com o grau de sensibilidade das pessoas, que parecem ter esquecido que o coronavírus continua em circulação e uma vacina ainda não foi aprovada ou distribuída para proteger a população. Para o governador, ainda não é hora de discutir agenda como a “volta de futebol”.
- Levi Vasconcelos
- 22 Set 2020
- 13:53h
Líder do governo na Assembleia, o deputado Rosemberg Pinto (PT), usa o exemplo da morte do amigo e aliado Kadu Castro (PSD), candidato a prefeito de Coaraci, para alertar o mundo político, ‘independente de partido’, como a ressalva do próprio:
— Ele só tinha 39 anos e não sentia nada, nada, nada. Estive com ele na quinta-feira (da semana antepassada) em Itabuna. Ele disse que ia para Coaraci; na sexta, disse que não estava se sentindo bem; esta semana chegou a ser desintubado, mas não aguentou. Fica o aviso para os políticos em campanha: todo cuidado é pouco.
Prefeitos
Kadu estava em campanha de corpo e alma. Superintendente de Saúde em Ilhéus, no início da pandemia ele foi acusado de comprar R$ 490 mil de álcool gel numa empresa de Coaraci criada em dezembro.
Em 2016 foi candidato e perdeu para o prefeito Jadson Galvão (DEM), mas este ano vinha liderando todas as pesquisas, e dois dias antes de morrer recebeu o apoio do atual vice, Rosival Carvalho, o segundo colocado.
E o cenário é esse: os quase 50 prefeitos baianos que já tiveram Covid não estariam em vantagem sobre os demais? E os candidatos idosos, como ficam?
No primeiro caso, os próprios prefeitos que já tiveram Covid dizem que seria uma irresponsabilidade transitar livremente, até porque ainda que não seja agente transmissor, pode transmitir.
No segundo, os protocolos são para todos. Kadu só tinha 39 anos.
- Redação
- 21 Set 2020
- 18:22h
(Foto: Reprodução)
Um novo estudo sugere que a exposição à dengue pode fornecer algum nível de imunidade contra a Covid-19. O ensaio ainda não foi publicado e é liderato pelo professor brasileiro Miguel Nicolelis, da Duke University. O estudo compara a distribuição geográfica de casos de infecção do novo coronavírus com os de dengue em 2019 e 2020. Locais com taxas de infecção mais baixas de Covid-19 e crescimento mais lento no número de casos sofreram com intensos surtos de dengue neste ano ou no ano passado, acordo com a revista Reuters. “Foi um choque. Foi totalmente acidental. Na ciência, isso acontece, você está atirando em uma coisa e acerta um alvo que nunca imaginou que acertaria”, disse Nicolelis. Estados como Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, que tiveram altas taxas de dengue neste ano e também em 2019, tiveram crescimento mais lento da Covid-19 do que Amapá, Maranhão e Pará, que tiveram menos casos de dengue. “Esta espantosa descoberta ergue a intrigante possibilidade de reatividade imunológica cruzada entre os sorotipos da dengue e o SARS-CoV-2”, pontua o texto que faz relação com os anticorpos produzidos para combater a dengue poderiam ajudar no combate do novo coronavírus. Dentro da analise, existe a hipótese de que uma vacina contra a dengue também ajudaria a fornecer proteção contra a Covid-19. O estudo ainda precisa ser revisado por outros cientistas antes de ser publicado.
Foto: Doris Metternich / Pixabay
Gatos domésticos podem contrair e transmitir a Covid-19, segundo sugere um estudo espanhol. De acordo com O Globo, cientistas analisaram um caso de um felino na Catalunha, cujo dono morreu vítima do novo coronavírus. O animal, que se chamava Negrito e que também acabou falecendo, foi diagnosticado com o Sars-CoV-2, mas a contaminação não teria sido a causa da morte.
Levado para um hospital veterinário, o gato apresentou inicialmente problemas respiratórios graves. Para evitar mais sofrimento ao animal, os profissionais decidiram por aplicar a eutanásia no felino. Encaminhado à necrópsia, para um estudo detalhado em busca de evidências, foi constatado, no entanto, que Negrito sofreu uma "cardiomiopatia hipertrófica", sem relação com a Covid-19.
A análise, que foi divulgada na revista científica americana PNAS, na última sexta-feira (18), deixa claro que ainda não há certezas sobre o papel do felino na cadeia de transmissão da doença. Ao analisar a presença do vírus no animal, inclusive, não foi encontrado o Sars-CoV-2 nos tecidos cardíaco e de outros órgãos, limitando a presença apenas no focinho e vias aéreas superiores.
"Apesar de ser ser altamente especulativa a possibilidade de o Sars-Cov-2 agravar doenças pré-existentes em gatos e outros animais, seria importante certificar se isso pode ocorrer”, destacaram os cientistas. Negrito chegou a ser adotado por parentes do falecido dono, que também foram diagnosticados com a Covid-19. Outro ponto ainda ser analisado é se o gato foi vítima de “zoonose reversa”, quando neste caso o vírus passou do humano para o animal.
- O GLOBO
- 04 Set 2020
- 15:42h
Cartazes de prevenção nas escolas para evitar a contaminação pelo coronavírus REUTERS - POOL
Vinte e duas escolas já tiveram que fechar as portas por registro de casos de coronavírus, 10 delas na ilha da Reunião, território ultramarino francês. O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (4) pelo ministro da Educação, Jean-Michel Blanquer.
O ministro acrescentou que, considerando-se apenas as turmas fechadas, já foram mais de 100 classes de alunos que cessaram as aulas por conta de pelo menos um caso de Covid-19 em sala de aula. Com mais de três casos confirmados, toda a escola é fechada.
As crianças e adolescentes franceses retornaram às aulas na terça-feira, em mais de 60 mil instituições em todo o país. Desde então, foram apuradas cerca de 250 suspeitas ou confirmações de casos de coronavírus nas escolas. Na maioria das vezes, a contaminação ocorreu fora do âmbito escolar, durante as férias, e antes da volta às aulas, destacou Blanquer.
Em entrevista à rádio francesa Europe 1, ele justificou que o número de estabelecimentos fechados é pequeno em relação ao total e que o balanço inicial da volta às aulas é positivo. "Apesar do medo, todo mundo voltou para a escola e isso me deixa satisfeito", disse o ministro.
Questionado sobre como os pais fariam para trabalhar se muitas escolas fecharem durante o outono e inverno, ele respondeu que, "caso haja interrupção das aulas em massa, um protocolo apropriado será adotado para ajudar as famílias."
Segundo Blanquer, o objetivo é não atrapalhar o dia a dia das famílias. Outros países europeus, como a Alemanha, também enfrentam a mesma situação, mas não voltaram atrás na decisão de retomar o calendário escolar.