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Pênis e testículos são alvo do coronavírus em macacos, afirma estudo

  • Bahia Notícias
  • 06 Mar 2022
  • 16:05h

Foto: Reprodução / Daniel de Granville

O coronavírus infecta o pênis e os testículos de macacos, indica pesquisa. O desenvolvimento da doença resultou em problemas como disfunção erétil, diminuição de espermatozoides, queda na qualidade do sêmen e infertilidade. A pesquisa sugere que os achados também podem se aplicar a humanos.

 

Cientistas dos Estados Unidos analisaram os efeitos da infecção por Sars-CoV-2 em três macacos por meio de uma sonda que procurava diretamente pela proteína spike, do coronavírus, no órgão. Os resultados, que ainda precisam da revisão de pares, foram divulgados na plataforma bioRxiv na última segunda-feira (28), segundo o Metrópoles.

 

As investigações com o equipamento foram feitas em três momentos. O primeiro foi no corpo inteiro dos macacos 24 horas após a infecção. Depois, os animais passaram por necropsia e os órgãos genitais foram retirados para uma nova análise. Por fim, os órgãos foram cortados para que a sonda examinasse as partes por dentro. “Dois resultados imediatamente se destacaram em relação ao que era esperado. Um sinal mínimo foi associado aos pulmões, enquanto um sinal muito forte foi associado ao pênis e aos testículos dos animais infectados”, afirmaram os cientistas na conclusão da pesquisa.

 

Os pesquisadores identificaram células infectadas com Sars-CoV-2 nos testículos de todos os animais. A comparação revela que, durante a segunda semana da doença, a infecção diminui nos pulmões e aumenta nos testículos. Além disso, a coloração dos órgãos mostrava degeneração nas células e prejuízos significativos em tubos genitais.

 

Em relação ao pênis dos macacos, o coronavírus diminui a capacidade de vascularização do corpo cavernoso. Ou seja, a Covid atrapalhou a circulação sanguínea necessária para deixar o pênis ereto. Outros prejuízos também foram percebidos na uretra dos animais.

Comitê científico decide na segunda liberação total do uso máscaras no Rio

  • por Matheus Rocha | Folhapress
  • 02 Mar 2022
  • 16:11h

Foto: Ricardo Wolffenbuttel / Governo de SC

Os membros do Comitê de Enfrentamento à Covid do Rio irão se reunir na segunda-feira (7) para debater a liberação do uso de máscaras em lugares fechados da capital fluminense. O papel do comitê é assessorar a Prefeitura, que pode acatar ou não a avaliação do colegiado. O uso de máscaras em espaços abertos está liberado desde outubro do ano passado.
 

A Secretaria Municipal de Saúde diz que está em contato com o governo do estado para alinhar uma ação conjunta. Isso é necessário porque, se a liberação não for acompanhada pelo governo estadual, a medida não terá efeito concreto. No caso de regras sanitárias divergentes, vale sempre a mais restritiva.
 

Em novembro do ano passado, por exemplo, a capital fluminense liberou o uso de máscaras em academias para pessoas não vacinadas. No entanto, a prefeitura precisou recuar depois que a Secretaria de Estado de Saúde decidiu manter o uso do item de proteção nesses ambientes.
 

Para a epidemiologista Gulnar Azevedo, a prefeitura deveria esperar mais um pouco para liberar o uso de máscaras em lugares fechados. Ela argumenta ser importante as autoridades se certificarem de que a flexibilização não vai trazer de volta uma nova onda da doença.
 

"A liberação do uso de máscaras tem que acompanhar não só a situação da vacinação e a necessidade de internação de pessoas, mas também o que houve de aglomeração nesses dias de Carnaval", diz Azevedo, que é professora do Instituto de Medicina Social da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).
 

Embora a prefeitura tenha proibido o Carnaval de rua, o que se viu no feriado foram cenas de aglomeração, com pessoas reunidas em blocos clandestinos. "Por isso, acredito que seria melhor esperar mais um pouco."
 

Segundo a especialista, a liberação das máscaras deve acontecer levando em conta o cenário epidemiológico não apenas da capital, mas também o de outras cidades do estado. Além disso, ela diz ser importante fortalecer a vigilância epidemiológica antes de não mais exigir o uso da proteção. "Identificando surto em algum lugar, medidas rápidas e adequadas devem ser tomadas para impedir que essa curva de casos venha a subir novamente."
 

No momento, os números da pandemia na cidade indicam melhora da situação. A taxa de positividade dos testes de Covid está em 14%. Em meados de janeiro, quando a cidade vivia uma nova onda da doença, esse índice chegou a 50%.
 

Nesse período, a capital também registrou uma alta de internações, com mais de 800 pessoas em leitos na rede pública. Atualmente, porém, esse número também caiu. Na terça-feira (1), havia 55 pessoas internadas na rede pública por Covid, 32 estavam na UTI e 23 na enfermaria. A média móvel de casos também apresenta curva descendente, com 217 casos em sete dias.

Covid-19: Anvisa aprova primeiro autoteste de saliva

  • Bahia Notícias
  • 25 Fev 2022
  • 14:39h

Foto: Mufid Majnun / Unsplash

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta sexta-feira (25) dois novos autotestes de Covid-19, incluindo o primeiro autoteste que faz uso da saliva, ao invés do swab (cotonete) nasal. Com isso já são quatro os autotestes autorizados no país. 

De acordo com a Anvisa, para obter o registro, os produtos foram avaliados quanto à segurança, desempenho e atendimento aos requisitos legais exigidos aos autotestes.

Um dos principais pontos de atenção para análise dos autotestes é a usabilidade, que inclui as orientações de uso e as instruções em linguagem simples que permitam qualquer pessoa a fazer o uso correto do produto.

Os autotestes aprovados foram o “SGTi-flex COVID-19 Ag – AUTOTESTE registrado em nome da empresa Kovalent do Brasil Ltda que será fabricado no Brasil. e o “COVID Ag Oral Detect” registrado em nome da empresa Eco Diagnóstica Ltda, o primeiro autoteste registrado no Brasil que utiliza amostra de saliva e que também terá fabricação nacional.

O autoteste é o produto que permite que a pessoa realize todas as etapas da testagem, desde a coleta da amostra até a interpretação do resultado, sem a necessidade de auxílio profissional

Taxa de ocupação pode chegar a 100% durante carnaval em cidades do interior baiano

  • Bahia Notícias
  • 23 Fev 2022
  • 10:02h

Foto: Reprodução / G1

O carnaval 2022 está cancelado, mas a procura por hotéis e pousadas na Bahia permaneceu ativa. É tanto que a taxa de ocupação em alguns lugares pode chegar a 100%, caso de Mata de São João, no Litoral Norte; Trancoso, na Costa do Descobrimento; Morro de São Paulo, no Baixo Sul; e cidades da Chapada Diamantina.

O dado é da Associação Brasileira da indústria de Hotéis, informou o G1. Ilhéus, no Litoral Sul, também espera um incremento no turismo. Ao site, o presidente da Associação de Turismo da cidade, Átila Eiras, disse que a ocupação atual está em cerca de 50%, e no período que ocorreria o carnaval, o município espera chegar a até 85% de ocupação.

Na capital baiana, a Associação de turismo aguarda uma taxa de 80% no carnaval.

Estudo mostra desigualdade em casos de Covid em trabalhadores da saúde

  • por Folhapress
  • 22 Fev 2022
  • 12:04h

Foto: Reprodução / Senado Federal

Uma pesquisa realizada no Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz), mostrou que fatores ligados à desigualdade social influenciaram a contaminação dos trabalhadores da unidade pelo SARS-CoV-2 entre junho e julho de 2020.
 

O vírus infectou mais os trabalhadores não brancos, os de menor escolaridade e renda e os que não trabalham diretamente na assistência em saúde, como recepcionistas, guardas e agentes de limpeza. A pesquisa analisou testes sorológicos realizados em 1.154 trabalhadores, e os resultados foram publicados na revista científica Lancet Regional Health - Americas. As informações são da Agência Brasil.
 

O artigo relata que 30% dos trabalhadores do hospital tiveram anticorpos contra o vírus detectados em seus exames, percentual muito superior à taxa de contaminação da população em geral, que foi de 3% a 5%.
 

O percentual médio de 30%, porém, esconde disparidades, que aparecem quando os dados são cruzados com informações como cor da pele, escolaridade, renda, área de atuação e forma de locomoção.
 

A pesquisa mostrou que 23,1% dos trabalhadores que se identificam como brancos tiveram resultado positivo no inquérito sorológico, enquanto entre os não brancos o percentual foi de 37,1%.
 

Os profissionais que atuam na assistência, como técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos tiveram um percentual de positividade de 25%, enquanto para os cargos administrativos, recepcionistas, seguranças e agentes de limpeza essa proporção chega a 40,4%. A maior taxa de contaminação foi dos profissionais da limpeza, com 47,5%.
 

A Fiocruz aponta ainda que a forma de deslocamento da residência para o trabalho influenciou nos percentuais de contaminação, já que os trabalhadores que usaram transporte coletivo (trem, metrô e ônibus) tiveram resultados positivos com mais frequência do que aqueles que foram trabalhar caminhando, de carro, motocicleta ou táxi.
 

Em entrevista à Agência Fiocruz de Notícias, a primeira autora do artigo, a aluna de doutorado e fisioterapeuta do IFF/Fiocruz, Roberta Fernandes Correia, afirmou que a "desigualdade é o vírus mais letal do mundo".
 

Para Correia, o IFF/Fiocruz sofre os reflexos da economia de seu país, o que afeta na contaminação pelo Sars-CoV-2 entre seus trabalhadores, embora seja uma instituição pública de vanguarda na atenção à saúde da população. "Os achados deste trabalho não divergem da desigual contaminação da população brasileira e países afins, em especial os da América Latina. É provável que a solidariedade seja o antídoto e precise urgentemente ser incorporada às políticas sociais, econômicas, de saúde, educação, ambientais e de afeto".
 

A orientadora da pesquisa, a professora e pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) e do IFF/Fiocruz Elizabeth Artmann, ressalta que o estudo reforça o papel de determinantes sociais nas taxas de contaminação em trabalhadores da saúde. "Em um país com tanta desigualdade como o nosso, estes resultados são muito relevantes e mostram a importância de pesquisas que possam ancorar a tomada de decisões, neste caso, a priorização dos grupos mais vulneráveis".

Veja o que se sabe sobre a quarta dose de vacina contra Covid

  • por Ana Bottallo | Folhapress
  • 21 Fev 2022
  • 07:56h

Foto: Secom / Salvador

O vírus Sars-CoV-2 mudou com a variante ômicron, mais transmissível e capaz de escapar parcialmente dos anticorpos produzidos pela vacinação.
 

Com isso, muitas pessoas passaram a se infectar mesmo vacinadas. Os chamados escapes vacinais já eram conhecidos para outras cepas do vírus de maneira menos frequente, mas agora aparecem em maior número com a nova onda da Covid em todo o mundo.
 

Felizmente, as vacinas mantêm sua proteção contra casos graves, internações e mortes, e a maioria dos sintomas em pessoas já vacinadas com reforço é leve, sem necessidade de internação.
 

Enfermeira prepara dose de vacina da Pfizer contra Covid-19 em Berlim, na Alemanha Michele Tantussi/Reuters **** Porém, em alguns casos, mesmo indivíduos que receberam as três doses se hospitalizam, e por isso as autoridades de saúde e governos avaliam a aplicação de uma quarta dose dos imunizantes.
 

O primeiro país a adotar uma quarta dose foi Israel, no dia 3 de janeiro. Nos Estados Unidos, ela já é recomendada para pessoas imunossuprimidas acima de 5 anos de idade.
 

O Ministério da Saúde brasileiro também aprovou a quarta aplicação para pessoas imunossuprimidas acima de 12 anos, como as transplantadas, vivendo com HIV, em tratamento para câncer, que fazem hemodiálise ou que usam medicamentos imunossupressores.
 

Em 9 de fevereiro, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), fez um anúncio dizendo que toda a população iria receber uma quarta dose no estado, mas voltou atrás e disse que o estado estava, na realidade, avaliando a possibilidade. No mesmo dia, o ministro da Saúde Marcelo Queiroga disse que ainda não há previsão de quarta dose e que a prioridade é o reforço na população.
 


 

O que dizem os estudos sobre a necessidade e eficácia de uma quarta dose?
 

Até agora, não há evidências suficientes que comprovem a necessidade de uma quarta dose das vacinas de maneira irrestrita.
 

Em Israel, um estudo com reforço da Pfizer mostrou que há um aumento da quantidade de anticorpos no sangue após a quarta dose semelhante ao observado no pico com a terceira dose, mas o mesmo não preveniu infecções. A pesquisa avaliou 274 profissionais da saúde que receberam três doses de imunizantes de mRNA (Pfizer ou Moderna) mais uma dose de Pfizer.
 

De acordo com um outro estudo de Israel, a quarta dose da Covid não impediu a infecção por ômicron, mas o período curto de reforço (apenas um mês) pode não ter sido o suficiente para impedir a entrada do vírus.
 

Por outro lado, a ciência já demonstrou que as vacinas induzem um tipo de resposta protetora celular, que é de memória, respondendo rapidamente quando há contato com o vírus verdadeiro.
 

"Essa proteção celular, embora não seja medida, ela está lá, então mesmo quando há o decaimento de anticorpos neutralizantes, sabemos que o indivíduo vacinado com três doses está protegido", afirma a imunologista e professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Cristina Bonorino.
 

Galeria Estudos de vacinas contra a Covid-19 no Brasil São 20 projetos em análise em universidades e laboratórios https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1720695889847842-estudos-de-vacinas-contra-a-covid-19-no-brasil *** Para ela, a terceira dose é necessária, mas falar sobre uma quarta injeção ainda é muito cedo.
 

Quais países já adotaram uma quarta dose e para quais pessoas ela é indicada?
 

Até o momento, poucos países incluíram a quarta dose para a sua população. São eles: Israel, para todos os profissionais de saúde e pessoas acima de 60 anos; Canadá, para a população acima de 18 anos três meses após tomar a última injeção; Dinamarca, para os indivíduos com maior risco e acima de 60 anos; o Chile, que começou a vacinar sua população com 55 anos ou mais em fevereiro; e, mais recentemente, a Suécia, para idosos acima de 80 anos, e a Coreia do Sul, para trabalhadores de saúde e pessoas vulneráveis.
 

Outros países, como Reino Unido, Estados Unidos e o próprio Brasil recomendam a quarta dose apenas para imunossuprimidos: com mais de 18 anos, no Reino Unido, acima de 5 anos, nos Estados Unidos, e com 12 anos ou mais, no Brasil.
 

O que sabemos em relação ao perfil de segurança da quarta dose?
 

De maneira geral, os efeitos adversos que ocorrem com as doses de reforço da vacina são leves, e espera-se que o mesmo seja observado com a aplicação da quarta dose. No estudo de Israel com 274 voluntários, os principais eventos adversos foram locais (80%), desaparecendo em até dois dias.
 

Estudos mostram também que a frequência de eventos adversos pós-vacinação diminui com os reforços. Isto não significa que eles devam ser negligenciados, avalia o pediatra e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri.
 

"É importante destacar que com mais de 11 bilhões de doses das vacinas contra Covid aplicadas em todo o mundo, os efeitos colaterais graves são raríssimos. Mas nem por isso devemos deixar de pensar que uma quarta dose deve ser aplicada sem os dados [de segurança], que ainda não conhecemos. Por isso é preciso investigar", afirma.
 

A eficácia das vacinas diminui com o passar do tempo? O que muda com a variante ômicron?
 

Os estudos feitos até agora mostram que duas doses das vacinas ou a dose única da Janssen, frente à ômicron, têm eficácia reduzida.
 

Segundo um levantamento do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, a eficácia da dose de reforço cai após quatro meses. Mesmo com a queda, a proteção continua alta, em torno de 78%, diz o órgão.
 

Já uma pesquisa nacional feita no Reino Unido apontou que, no contexto da ômicron, a dose de reforço proporciona uma proteção 20 vezes maior para hospitalização e óbito comparado a indivíduos com apenas duas doses. O recorte etário foi acima de 50 anos.
 

"Isso é um dado que mostra que para as pessoas com mais de 50 anos, imediatamente após um reforço, a proteção das vacinas é recuperada de 59% para 95%, ou seja, é fundamental a terceira dose", explica Julio Croda, pesquisador da Fiocruz.
 

Galeria Veja o que já se sabe sobre a variante ômicron do coronavírus Novo mutante do coronavírus Sars-Cov-2, que causa Covid, tem potencial para ser mais transmissível e escapar de vacinas https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1717688417533896-veja-o-que-ja-se-sabe-sobre-a-variante-omicron-que-provocou-suspensao-de-voos-e-novas-restricoes *** Porém, Croda avalia que os idosos no Brasil, que receberam o reforço em sua maioria em setembro ou outubro de 2021, precisam de uma quarta dose justamente por essa diminuição da proteção.
 

Recentemente, uma pesquisa indicou que um reforço da Pfizer seis meses depois em pessoas com duas doses de Coronavac recupera a eficácia de 72,5% para 97,3% contra casos graves. A pesquisa não incluiu o período de circulação da ômicron.
 

Ainda há idosos, principalmente no estado de SP, que foram vacinados com duas doses de Coronavac e um reforço também de Coronavac, para os quais não há dados de proteção após quatro meses.
 

"Para esse grupo é urgente uma quarta dose, porque eles já têm maior risco e não receberam a proteção de reforço com a Pfizer", afirma a infectologista Rosana Richtmann, que integra o comitê de assessoramento do governo federal para vacinas.
 

Para ela, a prioridade no momento atual é resgatar as pessoas que já estão aptas para um reforço e não o fizeram.
 

Croda concorda com a recomendação, mas diz que as campanhas não devem ser excludentes. "Não devemos cair no mesmo erro do passado de achar que é preciso primeiro completar a terceira dose antes de iniciar a quarta, porque os idosos com mais de 80 anos estão em muito alto risco para hospitalizações e óbitos", avalia.
 

Teremos uma vacinação anual da Covid como é com a gripe ou iremos receber reforços a cada quatro meses?
 

Ainda não sabemos por quanto tempo a pandemia da Covid irá durar, mas especialistas acreditam que o coronavírus Sars-CoV-2 vai se tornar um vírus endêmico, como o vírus influenza. Cientistas já trabalham, no entanto, para uma vacina combinada da gripe com o coronavírus.
 

"Precisamos de vacinas melhores e este ano devemos ter novidades, inclusive vacinas que possuem um tempo de duração maior da proteção ou com maior eficácia para neutralização do vírus no nariz, como as vacinas de spray nasal", diz a infectologista e professora da Unicamp Raquel Stucchi.
 

Até lá, porém, é preciso acelerar a vacinação das pessoas com esquema incompleto, diz Stucchi. "O discurso de muitas pessoas hoje é que não vão tomar o reforço porque a ideia de dar reforços sucessivos causa desconfiança, e precisamos melhorar a comunicação reafirmando a importância das vacinas e, principalmente, da dose de reforço."

Vacinação de adolescentes pode ter reduzido hospitalizações mesmo com ômicron, diz estudo

  • por Samuel Fernandes | Folhapress
  • 20 Fev 2022
  • 16:00h

Foto: Betto Jr./Secom

A imunização de adolescentes contra a Covid-19 pode ter reduzido as hospitalizações na cidade do Rio de Janeiro mesmo com a propagação da variante ômicron, aponta novo estudo. Os maiores de 12 anos vacinados foram uma parcela mínima das hospitalizações, enquanto crianças que ainda estavam no início da campanha de vacinação quase representaram a totalidade de casos mais graves.
 

Publicada como pré-print, ou seja, sem revisão de outros cientistas, a pesquisa foi assinada por cinco pesquisadores brasileiros.
 

A autorização da vacina para adolescentes com mais de 12 anos aconteceu em junho de 2021 para o imunizante da Pfizer.
 

Para crianças a partir de cinco anos, o fármaco teve a aprovação em dezembro. Em janeiro deste ano, a Coronavac ganhou aval para ser utilizada em maiores de seis anos.
 

Utilizando dados do Ministério da Saúde, os pesquisadores apontam que 1.422 crianças morreram por Srag (síndrome respiratória aguda grave) devido à Covid-19 até 4 de dezembro de 2021 -o que representa 0,38% dos óbitos causados pela complicação.
 

A porcentagem pode até ser considerada baixa, mas os pesquisadores observam que o número de crianças mortas por Srag em decorrência do coronavírus é oito vezes maior que os óbitos por Srag causados por todos os outros vírus respiratórios.
 

"Em um cenário de uma pandemia, é óbvio que, se você tem um imunizante que diminui a possibilidade de a criança se internar ou falecer, é interessante", afirma André Ricardo da Silva, infectologista pediátrico e professor da faculdade de medicina da UFF (Universidade Federal Fluminense).
 

O estudo utilizou dados de 300 pacientes com menos de 18 anos que tiveram Covid e foram atendidos em dois hospitais pediátricos na capital fluminense -Prontobaby e Centro Pediátrico da Lagoa.
 

Desse total de internações, 240 pacientes foram admitidos entre 2020 e 2021 no período em que nenhum menor de 18 anos estava completamente imunizado. Segundo o estudo, a proteção com duas doses na cidade com a Pfizer só foi atingida em 30 de dezembro de 2021 em adolescentes com mais de 12 anos.
 

Já os outros 60 pacientes foram internados de janeiro a 10 de fevereiro deste ano, quando já havia larga cobertura da vacinação dos adolescentes com mais de 12 anos, mas ainda faltava uma campanha consolidada para os mais novos.
 

Os casos severos de Covid em 2022 ocorreram principalmente na parcela de crianças que estavam no início da campanha de vacinação, isto é, as com menos de 12 anos -em 2020 e 2021, havia um maior equilíbrio na distribuição dessas ocorrências entre as faixas etárias.
 

"[Foram] muito poucas crianças internadas maiores de 12 anos, apenas cinco. E dessas cinco, só duas tinham recebido esquema completo. Ou seja, das 60 crianças que foram internadas, 58 não tinham as doses do calendário", afirma Silva.
 

Como o segundo período da análise se passou em janeiro de 2022, também foi possível analisar o impacto da variante ômicron, que se disseminou pelo país no início do ano.
 

Segundo Silva, é possível dizer que, mesmo com a variante, a vacinação trouxe uma proteção contra hospitalizações aos adolescentes, uma vez que os imunizados dessa faixa etária representavam apenas dois entre os 60 hospitalizados.
 

No entanto, o médico afirma que não houve sequenciamento genético e por isso não é possível indicar com toda certeza quantos desses 60 jovens tinham sido infectados pela nova variante.
 

A pesquisa se junta a outros estudos que mostraram a eficácia da vacina para prevenir casos graves de Covid em crianças e adolescentes.
 

Agora, o pesquisador já mira em fazer uma análise semelhante voltada para as crianças mais novas, à medida que a campanha de vacinação avança.
 

Mas já há um indicativo positivo, afirma. "A gente já está vendo, nesse momento, praticamente nenhuma criança internando com Covid, mesmo com a volta às aulas", afirma.

Vacinação infantil é eficaz, mas 59% dos municípios ainda são contra

  • Bahia Notícias
  • 19 Fev 2022
  • 12:01h

Foto: Betto Jr./Secom

Uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) nesta sexta-feira (18) mostrou que mais de 59% dos municípios enfrentam uma resistência da população quanto a vacinação contra a Covid-19 para crianças com idade entre 5 e 11 anos.

O levantamento ouviu 2.193 pessoas entre os dias 14 e 17 de fevereiro. A amostragem representa 39,4% dos municípios.

Ainda em relação à vacinação desse público, 2,3% dos gestores ouvidos afirmaram que houve reações adversas graves em crianças que tomaram a vacina contra o coronavírus. Já 94,4% não registraram reações graves e 3,3% prefeituras não responderam a essa questão. 

A vacinação para este grupo teve início em 98,9% das cidades ouvidas pela pesquisa. Em 19 municípios a vacinação de crianças entre 5 e 11 anos ainda não teve início.

De acordo com a CNM, o levantamento também abordou a falta do imunizante para crianças de 5 a 11 anos de idade. Em 11,2% dos municípios, faltou a vacina destinada para este público. Outros 87% não registraram a falta do imunizante.

CARNAVAL, TAXA DE MORTALIDADE E TESTES

A pesquisa identificou ainda que 46,1% das prefeituras cancelaram todas as festas públicas e privadas durante o período carnavalesco. Já 24,5% cancelaram a realização de festejos públicos, mas mantiveram as privadas. Por outro lado, 25,1% dos municípios ainda não decidiram sobre a realização ou não das festas. Em apenas 3,3% o Carnaval ocorrerá normalmente, com a promoção de festas públicas e privadas.

A não ocorrência de mortes pela doença foi informada pela maioria dos municípios que participaram da pesquisa: 61,8%. Em 16,3%, houve registro de aumento no número de óbitos, em 13,2% os números se mantiveram estáveis, e 5,7% registraram queda nas mortes.

As internações em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por conta da Covid-19 não ocorreram em 56,9% dos Municípios, se mantiveram estáveis em 20,2% e em alta em 9,9%. As taxas de internação em UTI registraram queda em 9,4% dos Municípios. Quanto às internações em leitos normais, 39,4% dos Municípios não tiveram registro, 28,3% apontaram estabilidade, 16,7% aumento e 4% queda de registro de internações.

A falta de testes rápidos para a detecção da doença foi registrada por 14% dos municípios. Já para 85,3%, a testagem da população continuou a ocorrer normalmente.

Vitória da Conquista: Taxa de UTI para pacientes com Covid beira colapso

  • por Francis Juliano
  • 15 Fev 2022
  • 18:07h

Foto: Reprodução / Blog do Anderson

A taxa de ocupação de UTI por pacientes de Covid-19 na rede pública de saúde em Vitória da Conquista, no Sudoeste, chegou, praticamente, ao limite. Até as 10h30 desta terça-feira (15), a ocupação de UTI adulto estava em 90%, com 35 dos 39 leitos em operação.

A situação ainda ficava mais grave na UTI pediátrica, que tinha o leito disponível ocupado. Conforme a base de dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), a pressão maior recaía sobre o Hospital Geral de Vitória da Conquista. Além da situação da UTI, a taxa de ocupação dos leitos clínicos estava em 100%, com todos os 18 leitos em serviço.

No boletim epidemiológico desta segunda-feira (14), a prefeitura não contabilizou novos óbitos em decorrência da Covid-19. Antes, entre a quinta-feira (10) e o domingo (13), tinham sido registrados 11 óbitos pela doença.

Ainda segundo comunicado da prefeitura, o município anotou mais 133 casos de novo coronavírus, com 774 casos ativos, ou seja, em condição de contaminar outras pessoas.

Em toda a pandemia, Vitória da Conquista acumula 43.601 casos confirmados da enfermidade, com 667 perdas.   

Fiocruz alerta taxas de ocupação dos leitos de UTI em níveis críticos nas capitais do Nordeste

  • Bahia Notícias
  • 11 Fev 2022
  • 16:53h

Foto: Paula Froes / GovBa

O observatório Covid-19 da Fiocruz divulgou uma Nota Técnica analisando as taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no SUS relativas a 7 de fevereiro, em comparação aos dados divulgados na última semana. 

 

Para os pesquisadores, a persistência de taxas de ocupação de leitos de UTI em níveis críticos nos estados e capitais do Nordeste e Centro-Oeste e no Espírito Santo chama a atenção. Especula-se associação do quadro à movimentação induzida pelo turismo durante o verão, no Nordeste. 

 

A análise da Fundação aponta que nove unidades federativas estão na zona de alerta crítico, com indicadores iguais ou superiores a 80%, 11 estados na zona de alerta intermediário e 7 fora da zona de alerta. Entre as capitais, 15 estão na zona de alerta crítico, 5 na zona de alerta intermediário, 5 fora da zona de alerta e 2 não têm disponibilizado suas taxas. 

 

O documento ratifica a preocupação com o espalhamento da variante Ômicron no país em áreas com baixa cobertura vacinal e recursos assistenciais precários, o que pode propiciar elevação do número de óbitos por Covid-19. 

 

“Como temos sublinhado, a elevadíssima transmissibilidade da variante Ômicron pode incorrer em demanda expressiva de internações em leitos de UTI, mesmo com uma probabilidade mais baixa de ocorrência de casos graves”. 

 

Nove unidades federativas estão na zona de alerta crítico: Tocantins (81%), Piauí (87%), Rio Grande do Norte (89%), Pernambuco (88%), Espírito Santo (87%), Mato Grosso do Sul (92%), Mato Grosso (81%), Goiás (80%) e Distrito Federal (99%). Onze estados estão na zona de alerta intermediário: Rondônia (69%), Acre (67%), Pará (79%), Amapá (63%), Ceará (73%), Alagoas (69%), Sergipe (75%), Bahia (73%), São Paulo (71%), Paraná (73%) e Santa Catarina (74%). Sete estados estão fora da zona de alerta: Amazonas (58%), Roraima (56%), Maranhão (51%), Paraíba (52%), Minas Gerais (42%), Rio de Janeiro (59%) e Rio Grande do Sul (57%).  

 

Entre as capitais, 15 estão na zona de alerta crítico: Porto Velho (91%), Rio Branco (80%), Palmas (81%), Teresina (taxa não divulgada, mas estimada superior a 83%), Fortaleza (85%), Natal (percentual estimado de 81%), João Pessoa (81%), Maceió (82%), Belo Horizonte (82%), Vitória (89%), Rio de Janeiro (86%), Campo Grande (99%, Cuiabá (81%), Goiânia (91%) e Brasília (99%). Cinco estão na zona de alerta intermediário: Macapá (74%), Recife (77%, considerando somente leitos públicos municipais), Salvador (72%), São Paulo (72%) e Curitiba (76%). Cinco estão fora da zona de alerta: Manaus (58%), Boa Vista (56%), São Luís (55%), Florianópolis (68%) e Porto Alegre (56%). Belém e Aracaju não têm disponibilizado as suas taxas.  

 

Os pesquisadores alertam também para a necessidade de avançar com a vacinação, principalmente entre crianças de 5 a 11 anos, exigir o passaporte vacinal como política de estímulo à vacinação e endurecer a obrigatoriedade de máscaras em locais públicos, como forma de controle da Covid-19. 

Ministério da Saúde recebe mais 1,2 milhão de doses da vacina da Pfizer

  • Bahia Notícias
  • 11 Fev 2022
  • 12:47h

Foto: Myke Sena / Ministério da Saúde

O Brasil recebeu, na madrugada desta quinta-feira (10), mais 1,2 milhão de doses de imunizantes da Pfizer contra a Covid-19. O novo lote é destinado à vacinação do público-alvo acima de 12 anos e será distribuído às unidades federativas nos próximos dias.

De acordo com o Ministério da Saúde, antes das vacinas serem disponibilizadas à população, elas passam por um rigoroso processo de controle de qualidade. Das mais de 431 milhões de doses distribuídas aos estados e ao Distrito Federal, cerca de 190 milhões são da Pfizer.

A pasta até o momento, o Brasil já aplicou mais de 369 milhões de doses de vacinas Covid-19. Mais de 167 milhões de pessoas tomaram a primeira dose, 153 milhões de pessoas tomaram a segunda dose ou o imunizante de dose única e mais de 43 milhões já tomaram a dose de reforço.

Brasil chega a 150 milhões de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid-19

  • Bahia Notícias
  • 07 Fev 2022
  • 09:06h

Foto: Divulgação / Ministério da Saúde

O Brasil alcançou o número de 150.934.583 pessoas totalmente imunizadas contra a Covid-19. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa e foram apresentados no sábado (5).

O número equivale a 70,26% da população brasileira.

Entre os estados com maiores percentuais de totalmente imunizados estão: São Paulo (79,63%), Piauí (77,25%), Minas Gerais (73,98%), Mato Grosso do Sul (72,82%) e Rio Grande do Sul (72,74%).

De acordo com dados fornecidos pelo Governo da Bahia no portal 'Acompanhamento da Cobertura Vacinal Covid-19', o estado tem 9.859.030 pessoas vacinadas com a 2ª dose e dose única.

A região com mais pessoas imunizadas é a Leste, com 3.215.978. Enquanto o Extremo Sul aparece no ranking com 416.853.

O levantamento ainda aponta os dados para a vacinação infantil. A Bahia vacinou 191.062 mil crianças de 5 a 11 anos com a 1ª dose do imunizante contra a Covid-19.

Casos de conjuntivite aumentam no verão e doença pode ser sintoma da Ômicron; entenda

  • por Alexandre Brochado
  • 05 Fev 2022
  • 11:20h

Foto: Hospital da Visão SC

Os casos de conjuntivite aumentam durante o verão. Porém, em meio à pandemia de coronavírus, especialistas fazem um outro alerta: a doença também pode ser um sintoma da variante Ômicron.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, a oftalmologista e professora do curso de Medicina da UniFTC, Isabela Guerra, apontou que não existe um fator exato que relacione a alta das infecções de conjuntivite viral à época mais quente do ano. Segundo a médica, o aumento de casos no período pode ser causado por ser um momento em que as pessoas estão mais fora de casa e têm um maior contato umas com as outras. Já sobre a conjuntivite causada pela variante do coronavírus, Isabela explica que não existe diferença nos sintomas de uma conjuntivite simples. 

 

“Na verdade conjuntivite é uma inflamação na conjuntiva, que é a mucosa que vai cobrir os nossos olhos, os vasos ficam mais inchados e avermelhados, sensação de areia… isso é a doença. Ela pode ter diversas causas, desde a conjuntivite alérgica, que é a mais comum, até as infecciosas. Dentre as infecciosas tem a conjuntivite viral ou bacteriana, sendo a principal a viral”, explica Guerra. 

 

Como a conjuntivite pode ser um sintoma viral, o ideal é que o paciente procure um profissional para que sejam dadas as devidas recomendações, já que existe a possibilidade da doença ser um sintoma de Covid-19. “Dentro do espectro que nós estamos vivendo nesse momento de explosão de casos da Ômicron, é válido fazer um teste para Covid-19. Mas a princípio é recomendado que o paciente vá ao oftalmologista para receber o diagnóstico”, esclarece a profissional. 

 

Na maioria das vezes, os casos virais são tratados com colírios lubrificantes, compressas de água e, se tiver coceiras, podem ser utilizados antialérgicos. Mas os profissionais de oftalmologia avaliam o quadro junto com o paciente.

 

De acordo com a médica, em algumas situações, a doença pode evoluir para um quadro de inflamação, o que pode formar membranas. Nesse tipo de conjuntivite, o oftalmologista remove essas membranas por meio de um procedimento, podendo também ser usados corticóides para o tratamento. Mas, de maneira geral, esses casos são mais atípicos. 

 

Para quem foi diagnosticado com a doença, Isabela chama a atenção que as conjuntivites virais são altamente infecciosas e que as chances de transmissão são altas. O recomendado é que não se mexa nos olhos, que as mãos sejam lavadas com frequência, se possível manter o isolamento social até que os olhos não tenham mais sintomas e trocar com frequência roupa de cama, além de não compartilhar com outras pessoas. 

 

“Nem todo olho vermelho é conjuntivite. Existem várias outras doenças que podem ocasionar a vermelhidão nos olhos. O oftalmologista é o profissional indicado para analisar o caso e é quem pode recomendar o tratamento adequado ao paciente”, ressalta Guerra. 

Fura fila: MP denuncia Safadão e esposa por corrupção passiva e peculato

  • por Antônia Fernanda
  • 04 Fev 2022
  • 16:10h

Foto: Reprodução/Instagram

O Ministério Público do Ceará protocolou na manhã desta sexta-feira (4) uma denúncia contra o cantor Wesley Safadão, a esposa dele, Thyane Dantas, a produtora Sabrina Tavares e uma servidora da Secretaria de Saúde de Fortaleza pelos crimes de peculato e corrupção passiva privilegiada durante a vacinação contra a Covid-19. 

O documento foi protocolado no Poder Judiciário dois dias após o Tribunal de Justiça do Ceará decidir pela liberação das investigações em curso pelo Ministério Público, paralisadas por força de um habeas corpus impetrado pelo cantor em novembro de 2021 (veja aqui).  

De acordo com o MP-CE, o esquema contou com a participação de servidores efetivos e terceirizados da Secretaria de Saúde de Fortaleza, além de assessores e amigos do cantor.  

RELEMBRE O CASO
Em julho de 2021 Thayne Dantas recebeu a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus (confira aqui). Na ocasião, o público alvo para receber o imunizante eram pessoas com 32 anos ou mais, e a esposa do artista tinha 30 anos e não estava com o nome na lista da secretaria de saúde. 

À época, assessoria do casal afirmou que a dose de Thyane teria sido da "xepa" - imunzantes que sobram no final do dia e que não podem ser usados no dia posterior - o que foi desmentido pela prefeitura. 

Gestantes vacinadas com CoronaVac passam anticorpos ao bebê, apontam estudos

  • Bahia Notícias
  • 03 Fev 2022
  • 16:50h

Foto: Aditya Romansa / Unsplash

O Instituto Butantan informou nesta quinta-feira (3), que dois estudos de caso publicados em revistas científicas demonstraram que bebês de gestantes que se vacinaram contra a Covid-19 com a CoronaVac, apresentaram anticorpos contra o SARS-CoV-2, ou seja, nasceram com imunidade contra a Covid-19.

Em um destes estudos, realizado por cientistas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), publicado na revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, foi relatado que um recém-nascido desenvolveu anticorpos contra o SARS-CoV-2 depois de sua mãe ser vacinada com a CoronaVac na 34ª e na 37ª semana de gestação.

Os cientistas colheram amostras de sangue do recém-nascido 24h depois do parto e descobriram que o bebê, que nasceu na 39ª semana, possuia anticorpos contra o coronavírus, comprovando a imunização passiva. Segundo os pesquisadores, a vacina proporcionou um aumento nos anticorpos totais da gestante e, consequentemente, forneceu imunidade ao feto avaliada pela resposta total de anticorpos.

A imunidade passiva pode ter ocorrido por via transplacentária. Isso porque a transferência de imunoglobulina G (anticorpos do tipo IgG) da mãe para o feto começa no final do primeiro trimestre de gestação e aumenta ao longo da gravidez, variando de 10% da concentração materna nas semanas 17 até 22 a 50% nas semanas 28 a 32.

A concentração continua a aumentar no terceiro trimestre, permitindo que as concentrações de anticorpos fetais excedam os níveis maternos em 20 a 30%, detalha a pesquisa.

Outro estudo de caso publicado na revista Human Vaccines & Immunotherapeutics mostrou que a imunização durante o período da gravidez com CoronaVac levou à passagem do anticorpo anti-SARS-CoV-2 para o recém-nascido e não causou nenhuma reação adversa à mãe ou ao feto.

No trabalho, pesquisadores do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de Istambul, na Turquia, observaram o caso de uma profissional de saúde de 34 anos, sem qualquer histórico de Covid-19, que recebeu a primeira dose de CoronaVac na 28ª semana de gestação e a segunda dose na 32ª.

A gestante deu à luz com 38 semanas, e imediatamente após o parto, uma amostra de sangue do cordão umbilical foi coletada, assim como uma amostra do sangue da mãe, para detecção de anticorpos anti-RBD. O anticorpo anti-RBD da mãe era 734 AU por ml, e o nível de anticorpo anti-RBD do sangue do cordão umbilical do bebê era de 764 AU por ml. A proporção de transferência entre o soro do cordão e o soro materno foi de 1,04.

A mulher não relatou nenhum evento adverso relacionado à vacina após a primeira ou a segunda dose. Três semanas após a segunda dose, seu domínio de ligação ao anti-receptor (RBD) dos anticorpos da proteína spike do vírus SARS-CoV-2 era de 779 unidades arbitrárias (AU) por ml.

Além disso, o hemograma completo da recém-nascida, bem como a triagem de doenças metabólicas congênitas, TSH, nível de T4 livre e testes de triagem de fibrose cística estavam todos dentro da normalidade.