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- Redação
- 22 Fev 2021
- 06:55h
(Foto: Reprodução Youtube)
A circulação de pessoas nas ruas e o funcionamento de serviços não essenciais passam a ficar restritos em 381 cidades baianas. O decreto nº 20.233, que instituiu o toque de recolher em grande parte da Bahia, foi atualizado pelo Governo do Estado neste domingo (21). A região oeste é a única exceção Foram incluídos os municípios de América Dourada, Barra do Mendes, Barro Alto, Caém, Cafarnaum, Caldeirão Grande, Canarana, Capim Grosso, Central, Gentio do Ouro, Ibipeba, Ibititá, Irecê, Itaguaçu da Bahia, Jacobina, João Dourado, Jussara, Lapão, Mairi, Miguel Calmon, Mirangaba, Morro do Chapéu, Mulungu do Morro, Ourolândia, Piritiba, Presidente Dutra, Quixabeira, São Gabriel, São José do Jacuípe, Saúde, Serrolândia, Tapiramutá, Uibaí, Umburanas, Várzea da Roça, Várzea do Poço, Várzea Nova e Xique-Xique. A restrição na circulação das pessoas compreende o período das 20h às 5h. O atendimento presencial em bares, restaurantes, lojas de conveniência e demais estabelecimentos similares que comercializem bebidas alcóolicas deve ser encerrado às 18h. Apenas o delivery de alimentos fica permitido até as 23h. A medida vale até o dia 28 de fevereiro.
- Redação
- 21 Fev 2021
- 08:22h
(Foto: Reprodução)
Um exemplo de que a vacinação contra a Covid-19 no Brasil anda em ritmo lento é a situação dos países na América do Sul. No Chile, por exemplo, já vacinaram 14% da população, enquanto no Brasil a porcentagem chega apenas a 2,6%. Segundo a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, enquanto por aqui a vacinação está concentrada apenas em profissionais da saúde e idosos com mais de 80 anos, o Chile já atinge a população com idade a partir dos 65 anos. Além disso, o país já começou a vacinar professores.
- Adriano Villela
- 21 Fev 2021
- 07:17h
Nas últimas 24 horas, foram diagnosticaos 4.100 novos casos e 4.051 se recuperaram; 68 mortes foram registradas | Foto: Reprodução
A Bahia enfrenta neste sábado, pelo segundo dia consecutivo, o maior maior número de pacientes internados em UTIs Covid-19 desde o início da pandemia. São 868 pacientes adultos e pediátricos em estado grave ocupando leitos nas diversas regiões da Bahia. O boletim epidemiológico deste sábado (20) também registra 68 mortes, o maior número desde 25 de agosto de 2020, quando foram contabilizados 70 óbitos. Apesar de terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e registro das mortes foram realizadas hoje. Para reduzir o contágio do novo coronavírus, a Bahia adota desde a sexta-feira (19) toque de recolher entre às 22hs e 5hs. O maior objetivo é evitar aglomerações. Denúncias podem ser feitas nos canais de comunicação oficiais através do 190, ou (71) 3235-0000 (para a capital) e no interior do estado por meio do 181. Nas últimas 24 horas, foram registrados 4.100 casos de Covid-19 e 4.051 recuperados. Dos 651.484 casos confirmados desde o início da pandemia, 623.069 já são considerados recuperados e 17.287 encontram-se ativos. O estado sofreu 11.128 mortes durante toda a pandemia, representando uma letalidade de 1,71%. Desde 19 de janeiro, o estado vacinou 414.224 pessoas contra o coronavírus (Covid-19), dos quais 44.855 receberam também a segunda dose. Os dados foram tabulados até as 15 horas deste sábado.
- por Ana Bottallo | Folhapress
- 20 Fev 2021
- 15:11h
Foto: Reprodução / TC Online
Imagine aquela cena de filme ou da sua série médica favorita: chega um paciente após um acidente, em estado grave, e vai para a cirurgia ou atendimento clínico. Depois, segue para internação em uma unidade de terapia intensiva (UTI) ou para um centro de terapia intensiva (CTI), onde vai ficar por alguns dias até a recuperação --ou não.
Nesse intervalo, que podem ser horas ou até dias e semanas, diversos médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e demais profissionais de saúde irão passar na unidade para uma visita --a chamada "round", do termo em inglês, mas também falado de maneira popular entre as equipes médicas aqui no Brasil.
No meio do caminho, plantonistas ou médicos intensivistas trocam de plantão, e a informação do estado do paciente ou suas necessidades de medicação precisa ser repassada diversas vezes, e sem que haja falha no processo de comunicação entre as equipes.
Foi pensando nisso que a médica intensivista Clarice Costa criou o aplicativo Roundover. Com seus mais de 20 anos de experiência na área de medicina intensiva, Costa tinha um sonho de criar algo que facilitasse esse trabalho, por vezes muito estressante e que demanda muito tanto física quanto psicologicamente dos profissionais envolvidos.
A ideia já vinha germinando lá em 2019, antes da pandemia que já assolou mais de 242 mil vidas no Brasil, mas o momento foi perfeito, afinal, com o início de 2021 já marcado por mais de 80% de taxa de ocupação nos leitos de UTI em oito das 27 capitais do país, uma ferramenta que auxiliasse esse atendimento mostrou-se fundamental.
O nome Roundover denota como é o trabalho nessas unidades: uma visita que se perpetua, não se esgota ali com o trabalho de um único profissional. "As equipes dos CTIs atendem muitos pacientes graves e por isso têm um volume de informação muito grande todos os dias. Algumas unidades têm maior rotatividade, então a rotina de comunicação precisa ser estratégica para que essas informações não se percam por conta do volume de dados ao longo do dia", explica.
Funciona assim: cada equipe de unidade de terapia intensiva tem um espaço próprio onde pode se comunicar através do chat, subir exames de imagem e laboratoriais do paciente, marcar ou desmarcar tópicos dentro de uma lista -- por exemplo sedação, medicação em curso, ou como estão os exames de sangue-- e ainda registrar indicadores de gravidade --os escores utilizados para avaliar como está a evolução do paciente, por exemplo.
Para proteger os dados tanto do paciente quanto do hospital, os usuários podem usar números ou símbolos para cada paciente, e somente eles terão acessos aos laudos médicos e exames, evitando assim vazamento de informações e fraudes médicas, como foi observado em alguns hospitais que tiveram seus dados médicos vazados em 2020.
O aplicativo, além de inovador, é o primeiro a concentrar em uma única plataforma informações que podem ser acessadas por toda a equipe médica em todos os níveis de função.
Se, por exemplo, o responsável da equipe quiser saber como está a evolução do pulmão de um paciente que está com ventilação mecânica, ele consegue acessar rapidamente uma imagem de raio-X do órgão no tópico sobre ventilação --ferramenta muito útil para o atendimento dos pacientes internados com a Covid-19.
Por funcionar por meio de senhas seletivas, o chefe da UTI tem acesso a todo o conteúdo, enquanto os médicos de rotina, plantonistas ou outros profissionais têm acesso restrito a suas áreas de atuação. "O Roundover facilita essa comunicação, uma vez que o chefe da UTI pode saber em tempo real como está um paciente, mesmo se ele não estiver no hospital naquele momento", diz a médica.
Uma outra vantagem é um chat interno do aplicativo, permitindo que a equipe tenha uma conversa em tempo real em uma ferramenta profissional, separando assim as conversas mais informais e pessoais para outros aplicativos.
Além das equipes, os administradores de hospital podem também acessar com a função "gestor" --nesse caso, têm acesso às informações do paciente, mas não aos chats de conversa, para manter um ambiente em que as equipes possam conversar livremente.
Até o momento, já foram feitos mais de mil downloads do aplicativo, e há o cadastro de 35 unidades de CTI ou UTI na plataforma, ou cerca de 420 equipes, distribuídas nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste.
A expectativa agora é de ampliação do uso. "Meu objetivo maior com esse aplicativo é auxiliar a equipe médica, do médico plantonista até o chefe de UTI, porque sei como o volume de comunicação pode ser difícil de lidar. Por isso, costumo dizer que é o slogan do app é 'A sua UTI na palma da mão', e é isso que desejo mesmo, uma ferramenta que possa ser usada a beira-leito ou de qualquer lugar", finaliza Costa.
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Foto: Reprodução / Twitter de Fábio Villas-Boas
O estado de saúde do secretário de saúde do estado, Fábio Vilas Boas, segue dependente de oxigênio por catete nasal. A informação foi divulgada em boletim neste sábado (20) pela secretaria da saúde estadual [Sesab]. De acordo com o informativo, o quadro de saúde do secretário evoluiu bem durante a noite desta sexta-feira (19) com uso de corticosteróide venoso.
Ainda não há previsão de alta para o secretário. Fábio Vilas-Boas testou positivo para Covid-19 na última terça-feira (16). O próprio médico informou sobre o caso, diagnosticado através de exame RT-PCR, considerado "padrão ouro" para identificação do vírus (ver aqui).
- Redação
- 20 Fev 2021
- 11:25h
O secretário de Saúde divulgou que estava com 25% dos pulmões comprometidos | Foto: A TARDE
O secretário da Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, que está infectado pelo novo coronavírus, foi internado no Hospital Aliança, em Salvador, na noite desta sexta-feira (19). A informação foi divulgada pela Sesab nesta noite. De acordo com a pasta, o quadro clínico dele é estável, porém apresenta dessaturação de oxigênio. Vilas-Boas testou positivo para a doença na última terça (16) e informou nas redes sociais que estava com sintomas leves e que iria cumprir o isolamento em casa. Na quinta (18), ele divulgou que estava com 25% dos pulmões comprometidos. Apesar do resultado, o secretário afirmou que estava com uma forma “leve” da doença.
- Redação
- 19 Fev 2021
- 17:35h
Em entrevista à BandNews, Rui Costa informou que o estado atingiu o maior número de pacientes em UTIs | Foto: Reprodução
A partir desta sexta-feira (19), quando começa o toque de recolher em 343 cidades baianas, as medidas para conter o aumento do contágio do novo coronavírus serão “progressivas e diárias”. O anuncio foi feito pelo governador Rui Costa em entrevista à rádio BandNews. “Hoje eu já anunciei que ao alcançarmos 80% (de ocupação nas UTIs) nós ampliaremos o horário de restrições do toque de recolher”, disse Rui Costa. Na resposta, o governador acrescentou que a Bahia chegou ao maior número de pacientes em UTIs desde o início da pandemia (864). O pico anterior ocorreu em 2 de agosto (857). Na média, o estado tem 76% de ocupação nas unidades de terapia Intensiva, segundo o boletim epidemiológico de quinta-feira (18). O toque de recolher determinado até o próximo dia 25 será das 22hs às 5hs do dia seguinte. Na entrevista, Rui explicou que na primeira parte da pandemia, o estado segurou de março a setembro para a Covid-19 se espalhar por todos os municípios. Agora, a segunda onda acontece com o vírus instalado em todo o estado, causando, superlotação de hospitais no Extremo Sul, nas regiões de Vitória da Conquista e Jequié. Feira de Santana se aproxima da lotação, enquanto Salvador tem 80% de ocupação.
- Fábio Pupo | Folhapress
- 19 Fev 2021
- 14:48h
(Foto: Reprodução)
Mesmo sem vacinas e com alertas de que a pandemia de Covid-19 geraria uma nova onda de contágio no Brasil, o Ministério da Saúde afirma que o crescimento dos casos em 2021 era imprevisível até o ano passado. Agora, com mais de mil mortes por dia há praticamente um mês, a pasta pede com urgência a liberação de recursos fora do teto de gastos.
O pedido por verbas foi feito em 29 de janeiro e argumenta que o avanço da Covid neste ano era incerto, de acordo com solicitação à qual a Folha de S.Paulo teve acesso. A pasta comandada por Eduardo Pazuello pede créditos extraordinários, que ficam fora do Orçamento tradicional e fora da regra do teto (que barra o crescimento real das despesas da União).
A Constituição só permite o crédito extraordinário em casos urgentes e imprevisíveis e, como a pandemia chegou ao Brasil há quase um ano, não há consenso entre especialistas sobre o uso do argumento neste ano. O pedido passa por avaliações jurídicas internas para respaldar a visão do Ministério nesse e em outros pontos.
Para pedir os recursos fora do Orçamento, a pasta de Pazuello defende a imprevisibilidade baseada em dois argumentos. Um deles é que a doença arrefeceria porque havia "perspectiva da imunização".
Apesar de mencionar tal expectativa, nenhuma vacina havia sido liberada até o fim do ano pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). As aplicações de CoronaVac só começaram em 17 de janeiro e as do imunizante da Oxford/Astrazeneca, em 23 de janeiro. Até agora, menos de 3% da população recebeu alguma dose.
A Saúde também diz em seu pedido que o agravamento da pandemia em 2021 não era uma certeza porque o número de mortes estava caindo no segundo semestre de 2020.
"A situacao epidemiologica atualmente verificada nao era certa em meados de 2020, quando da elaboracao da proposta orcamentaria em tramitacao no Congresso Nacional, como indica a propria reducao do numero de casos e mortes no decorrer do segundo semestre de 2020, alem da perspectiva da imunizacao", afirma a pasta no documento.
A Covid estava em queda de julho a novembro, mas passou a subir novamente depois disso e chegou ao fim de dezembro com mais de 700 mortes, patamar similar ao observado em meados de maio --mês que antecedeu o platô de mil mortes diárias no ano passado.
Àquela altura, a OMS (Organização Mundial da Saúde) já alertava há meses sobre as novas ondas de Covid-19. Pelo menos desde abril a entidade mencionava a expectativa de novos impulsos no contágio, situação vivida no segundo semestre também por países como Alemanha, Itália, Portugal e Reino Unido.
Um parecer do time da AGU (Advocacia-Geral da União) que trabalha no Ministério da Saúde respaldou o pedido da pasta ao afirmar recentemente que "parecem estar presentes" os requisitos constitucionais para o credito extraordinario, considerando relevancia, urgencia e imprevisibilidade.
Mas a avaliação ainda está sendo aprofundada pelo Ministério da Economia para verificar a viabilidade da medida de acordo com as regras fiscais vigentes. A equipe econômica e o Congresso trabalham em uma cláusula de calamidade pública que flexibilizaria as normas e abriria a possibilidade de gastos neste ano.
Na equipe econômica, o pedido do Ministério da Saúde foi recebido com recomendação de cautela principalmente porque não está em vigor o estado de calamidade pública -o que demanda o cumprimento integral das regras fiscais.
Mesmo que o caso seja considerado de imprevisibilidade e os créditos sejam liberados -ficando, portanto, fora do teto-, o governo ainda tem duas grandes normas a obedecer nesse caso.
Uma delas é a meta de resultado primário (receitas menos despesas), que está definida em 2021 em um déficit de R$ 247 bilhões. A outra é a regra de ouro das contas públicas, que busca impedir endividamento para pagar despesas correntes e já está no limite.
A Saúde pediu inicialmente R$ 5,2 bilhões para enfrentar seis meses de pandemia e destinar a verba para leitos de UTI, pagamento de médicos e residentes, testes e outros itens. Segundo a pasta, os recursos são necessários porque suas verbas do Orçamento de 2021 já estão comprometidas com medidas habituais, como a manutenção do SUS (Sistema Único de Saúde).
Enquanto isso, o Orçamento de 2021 segue estacionado no Congresso, sem modificação de valores, desde abril do ano passado -quando foi enviado pelo Executivo. Desde então, a equipe econômica defendia a aprovação de propostas que cortavam outras despesas para liberar espaço orçamentário -o que até agora não foi adiante.
Sem revisão de gastos, governo e parlamentares falam publicamente sobre a flexibilização de regras fiscais para liberar despesas -destravando os créditos extraordinários e liberando verbas fora do teto para enfrentar a pandemia e suas consequências.
A pressão por mais gastos vem tanto do Congresso como dos governadores. "A pandemia não cessou e seguiremos enfrentando até final do ano a coexistência de diversas ondas dessa crise de saúde ocorrendo de maneira assimétrica e diversas regiões do Brasil", afirmam os secretários estaduais de Fazenda em carta aos ministérios da Saúde e da Economia divulgada nesta quinta (18).
"Os efeitos da vacinação somente deverão repercutir em queda sustentada [...] a partir do segundo semestre. Urge um imediato aporte de novo orçamento de auxílio aos estados", escrevem os secretários.
- Redação
- 19 Fev 2021
- 14:04h
(Foto: Reprodução)
O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado Adolfo Menezes, informou nesta sexta-feira (19) que o preocupa muito a atual escalada de disseminação do coronavírus, que pressiona de tal maneira os serviços públicos e privados de saúde a ponto de colapso ser uma possibilidade, caso a população não se conscientize e faça a sua parte.
Segundo o deputado, no exato momento em que entram em vigor medidas excepcionais, como o toque de recolher na maior parte da Bahia, ele considera um dever restringir ainda mais o acesso ao Parlamento e já determinou à Superintendência de Recursos Humanos o imediato incremento do trabalho remoto, reduzindo ao mínimo as atividades que requeiram presenças de funcionários na Alba. A circulação de pessoas no local será ainda mais restringida a partir de segunda-feira.
O presidente solicitou aos deputados que minimizem a quantidade de assessores em seus gabinetes, bem como o atendimento externo.
Para o deputado Adolfo Menezes, as próximas semanas serão cruciais para a contenção da pandemia e, sem o concurso de todos, esse prazo será alargado e o sofrimento de todos ampliado, com internações e óbitos evitáveis.
Ficar em casa, frisa, não é vacina, “mas é a melhor prevenção que a ciência encontrou para deter esse flagelo inédito, até que o ritmo de vacinação aumente e imunize nossa gente, pois as autoridades não podem tudo. O governador Rui Costa, o prefeito Bruno Reis e tantos outros prefeitos têm cortado na carne, trabalhado duro; mas sem a compreensão e o apoio de todos, a provação será ainda maior”, disse.
- Agência Sertão
- 19 Fev 2021
- 10:37h
(Foto: Reprodução)
O novo decreto editado pela Prefeitura de Guanambi suspendeu o funcionamento de academias de atividades físicas e de cultos presenciais. Os estabelecimentos deverão ficar fechados ao público a partir desta quinta-feira (18). A medida visa diminuir a circulação do coronavírus em Guanambi e foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Município nesta quarta-feira (17).
As igrejas e demais templos religiosos já estava com funcionamento limitado a 50 fieis simultaneamente deste a semana passada e agora estão totalmente suspensos. Já as academias continuavam abertas, mesmo com o fechamento dos equipamentos de exercícios físicos nas praças e parques públicos.
O fechamento dos templos religiosos e das academias está estipulado até o dia 8 de março, podendo ser revogado antes ou prorrogado ao final do prazo dependendo do cenário epidemiológico do município.
As academias ficaram fechadas de entre meados de março e início de maio, depois reabriram e voltara a fechar duas vezes por mais algumas semanas. Desde o início de agosto elas funcionam de acordo com um portaria municipal que regulamentou as medidas de segurança. Esta é a quarta vez que os estabelecimentos ficarão fechados desde o início da pandemia.
As igrejas também ficaram completamente fechadas por algumas semanas e com o funcionamento limitado.
O novo decreto publicado pela Prefeitura de Guanambi ainda restringiu o horário de funcionamento de todos os estabelecimentos considerados não essenciais até às 18h, de segunda a sexta-feira.
Mais 26 casos da doença foram registrados no município nesta quarta-feira. Agora são 3.431 casos positivos, com 3.296 pacientes recuperados e 21 óbitos. No momento, 114 pacientes ainda estão com o vírus, sendo que 16 estão internados. Outras 113 pacientes com suspeita da doença aguardam o resultado dos exames.
- Redação
- 19 Fev 2021
- 07:30h
(Foto: Reprodução)
O município de Vitória da Conquista vive o pior momento da pandemia da Covid-19, que se iniciou em março de 2020. Com um total de 295 mortes, quatro nas últimas 24 horas, e um total de 19.177 casos confirmados da doença, a situação pode ser considerada crítica. A grande preocupação se dá, principalmente, porque de acordo com dados da Secretaria Estadual da Saúde, praticamente não restam mais leitos de UTI para o tratamento da doença no município. A ocupação total chega a marca de 97%. Com 100% de lotação no Hospital Geral de Vitória da Conquista, 100% de lotação no Hospital São Vicente e restam apenas duas vagas no Hospital das Clínicas de Conquista. Em entrevista a uma rádio local, o secretário de saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, que inclusive neste momento se encontra acometido da doença, disse que não teria como criar mais leitos em Vitória da Conquista. Disse ainda que talvez seria necessário criar leitos em Caetité na tentativa de aliviar a situação grave. Nesta sexta-feira (19), o município passa a integrar o toque de recolher determinado pelo governo do estado, para praticamente todas as regiões da Bahia, que vai durar cerca de uma semana, com possibilidade de estender por mais tempo, caso as taxas de transmissão não diminuam. A restrição de circulação valerá das 22 horas às 05 horas.
- Redação
- 19 Fev 2021
- 07:25h
(Foto: Reprodução)
O horário de restrição do funcionamento de estabelecimentos comerciais e de circulação de pessoas pode ser ampliado na Bahia caso o toque de recolher que começa nesta sexta-feira (19) não seja suficiente para reduzir os índices de contaminação e de ocupação de leitos por conta da covid-19. O alerta foi feito pelo governador Rui Costa, em entrevista à BandNews TV nesta quinta-feira (18). Rui disse também que atividades não essenciais podem ser fechadas se o sistema de saúde chegar ao limite. O governador lembrou que existem novas variantes do coronavírus circulando na Bahia e, ressaltando a importância dos cuidados contra a doença, falou que acredita que o início da vacinação passou uma falsa idéia de que o vírus tinha ido embora. Por isso, ele frisou que apenas 2% da população foi vacinada até o momento.
- Redação
- 18 Fev 2021
- 17:34h
(Foto: Reprodução)
Os detalhes para a implementação do toque de recolher, para evitar a propagação da Covid-19 na Bahia, foram discutidos, por meio de videoconferência realizada nessa quarta-feira (17), pelo governador Rui Costa (PT) com o prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), e representantes das secretarias da Saúde estadual e municipal e da Segurança Pública (SSP), além do procurador-geral do Estado, Paulo Moreno. Entre os pontos principais estão o horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais e do transporte público. As atividades essenciais, como serviços de saúde e farmácias, serão mantidas, inclusive com entrega de medicamentos por meio de motoboys. A vigência do decreto é de sexta-feira (19) até 25 de fevereiro de 2021.
De acordo com o novo decreto, os estabelecimentos comerciais e de serviços deverão encerrar as atividades até as 21h30, para garantir o deslocamento dos funcionários e colaboradores às suas residências. A determinação não se aplica ao funcionamento dos terminais rodoviários, metroviários e aeroviários ou ao deslocamento de funcionários e colaboradores que atuem na operacionalização dessas atividades fins. Fica expressamente vedado, entre as 22h e as 5h, o funcionamento de bares, restaurantes, lojas de conveniência e demais estabelecimentos similares que comercializem bebidas alcóolicas, inclusive na modalidade delivery. Não são alcançados pelo decreto os serviços de limpeza pública e manutenção urbana; os serviços delivery de farmácia e medicamentos; e as atividades profissionais de transporte privado de passageiros. Para o governador, é necessária a colaboração de todos para as restrições não serem ainda maiores nos próximos dias. “Para a gente não ser obrigado, de forma compulsória, a voltar a fechar, em horário de maior movimento, é melhor que todo mundo contribua fechando no horário de baixo movimento, para que não sejamos obrigados a ampliar este horário, e o comprometimento da rentabilidade do negócio vai piorar”.
O decreto determina aindaque, para o cumprimento do estabelecido na publicação, a Polícia Militar da Bahia (PM-BA), em conjunto com Guardas Municipais, apoiará as medidas necessárias nos municípios em que o toque de recolher estiver em vigor. Segundo o secretário da Segurança Pública (SSP-BA), Ricardo Mandarino, o Centro de Comando e Controle da SSP irá funcionar 24 horas por dia, durante os dias de vigência do toque de recolher, para monitorar e fiscalizar o cumprimento das determinações.
- Jade Coelho
- 18 Fev 2021
- 16:03h
(Foto: Reprodução)
Assim como Salvador hospitais do interior da Bahia estão com altos índices de ocupação e a beira do colapso nesta quinta-feira (18). Os números refletem o agravamento da pandemia da Covid-19 no estado, que nos últimos dias têm registrado alta nos registros de novos diagnósticos, casos ativos da infecção, taxa de transmissão e óbitos diários.
Em Feira de Santana, segunda maior cidade do estado, as UTIs estão 87% preenchidas. No Hospital Geral Clériston Andrade 100% dos leitos clínicos e de Tratamento Intensivo estão ocupados.
A situação também é grave em Vitória da Conquista, no Sudoeste Baiano, onde a taxa de ocupação dos leitos de Tratamento Intensivo está em 97%. A cidade tem apenas duas vagas de UTI no Hospital das Clínicas. O Hospital Geral e o São Vicente já atingiram capacidade máxima. Em relação aos leitos clínicos, a terceira maior cidade da Bahia tem índice de 53%.
No Litoral Sul, Itabuna chegou a 85% de UTIs utilizadas e só tem mais quatro vagas. O Hospital Calixto Midlej Filho já atingiu 100% de leitos clínicos e UTI ocupados. A situação no Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães é de 83% de ocupação na enfermaria e 80% no Tratamento Intensivo.
Cidade vizinha, Ilhéus registra nesta quinta 94% de UTIs e 61% de vagas na enfermaria ocupadas. O Hospital Vida Memorial atingiu 100% da capacidade em relação ao Tratamento Intensivo, o Hospital de Ilhéus 91% e o Regional Costa do Cacau 93%.
Jequié, no território de identidade do Médio Rio de Contas, não tem mais vagas de UTI. A cidade tem dois hospitais, o Prado Valadares e o São Vicente, e as duas unidades estão com 100% de UTIs utilizadas. O município só tem disponíveis seis leitos clínicos.
- Redação
- 18 Fev 2021
- 13:59h
O último Carnaval realizado em Salvador movimentou a economia baiana em R$ 1,8 bilhão com o turismo nos oito dias de festa | Foto: Divulgação
A não realização do Carnaval em 2021 foi de grande impacto cultural e socioeconômico para o Brasil, e em especial para a capital baiana, um dos palcos da maior festa de rua do mundo.
A situação, no entanto, pode ser ainda mais preocupante, com a possibilidade da festa não acontecer em 2022. O médico, cientista e coordenador do Comitê Científico do Consórcio Nordeste, Miguel Nicolelis, acendeu um alerta sobre o assunto durante entrevista para o Jornal da Manhã, na TV Bahia, nesta quinta-feira (18).
De acordo com o profissional, caso o índice de contaminação continue crescendo, a possibilidade da folia momesca acontecer em seu período normal é quase nula.
“Se nada for feito, se continuarmos com esses índices crescendo, com essas curvas crescendo assustadoramente, se as pessoas acharam que não ter carnaval em 2021 foi grave, a possibilidade da gente não ter carnaval em 2022 começa a ser real. Porque essa situação parece que pode perdurar ao longo de todo o ano de 2021. É importante que a gente deixe isso claro: se nada for feito, não haverá solução com medidas paliativas que são conhecidas como sendo ineficazes em todo o mundo, como o toque de recolher”, disse.
O último Carnaval realizado em Salvador movimentou a economia baiana em R$ 1,8 bilhão com o turismo nos oito dias de festa.
Situação de Salvador e da Bahia diante do coronavírus
Atualmente a capital baiana registra 78% da ocupação dos leitos direcionados ao tratamento de pacientes com Covid-19. Ao todo são 136.953 casos confirmados de coronavírus e 3.519 mortes pela doença. Na última quarta-feira (17), o Governo do Estado confirmou o toque de recolher em toda Bahia, exceto as regiões oeste, de Irecê e de Jacobina. Com isso, os estabelecimentos comerciais e de serviços deverão encerrar as suas atividades até as 21h30. Shoppings, bares, restaurantes e postos de gasolina que vendem bebidas alcóolicas deverão estar fechados e vazios às 22h.
As atividades essenciais, como farmácias e serviços de saúde estarão autorizados a funcionar depois desse horário, incluindo a entrega de medicamentos por delivery. O decreto tem validade até o dia 25 de fevereiro.