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Sem vacina, pandemia será severa até 2022

  • Ana Lucia Azevedo | O GLOBO
  • 14 Mar 2021
  • 09:07h

Entre as dúvidas mais comuns estão qual é a responsabilidade das variantes do coronavírus na explosão de novos casos Foto: André Mello

Epicentro da pandemia, o Brasil vê o número de casos e mortes aumentar a cada dia em descompasso com a vacinação, que teve a previsão de doses para março reduzida. Mantido o atual ritmo, o Brasil pode chegar a 15 milhões de infectados e a 100 mil casos por dia, na média móvel, antes do fim de março, segundo projeções do cientista da USP de Ribeirão Preto Domingos Alves, do portal Covid-19 Brasil. Usando um modelo conservador, ele projeta que o país chegará a 70 mil casos diários na média móvel na semana que vem.

A devastação da Covid-19 não cessa e Alves estima que o país chegará a 300 mil mortos entre 25 e 27 de março, talvez antes. A previsão se baseia em uma taxa de 1.500 mortes por dia. Porém, Alves também avalia que devemos alcançar a marca de 2.000 mortes diárias, na média móvel, até o fim da semana que vem. E até o dia 26 , calcula, poderemos ter 3.000 óbitos por dia.

O país vacinou, até a noite de sexta-feira, apenas 4,50% de sua população, e somente 1,64 % tomaram as duas doses. Mas, na quarta, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, reduziu de 30 milhões para de “de 22 a 25 milhões” as doses que devem chegar até o fim do mês. Foi a quinta diminuição no cronograma de vacinação do governo. A cobertura vacinal de 70% da população, considerada a mínima necessária para uma imunidade coletiva, não será alcançada antes do fim do ano, afirmam especialistas.

Para a volta à normalidade, três variáveis devem ser consideradas, afirma o vacinologista Herbert Guedes, professor do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes/UFRJ. São elas os números de vacinados, de casos graves de Covid-19 e de novos casos. Somente quando o de vacinados aumenta ao passo que os demais diminuem, será possível pensar em flexibilização de medidas coletivas e pessoais.

—O atual cenário é o de esgotamento do sistema de saúde e de total descontrole do coronavírus devido à falta de uma política pública nacional contra a pandemia. Nunca fizemos distanciamento corretamente e tampouco agora temos vacinação em massa, com falta de doses e de logística. É impossível neste momento saber quando a vacinação terá impacto no Brasil — afirma a sanitarista e epidemiologista Carla Domingues, que esteve à frente do Programa Nacional de Imunizações (PNI) por oito anos (2011-2019).

A seguir, especialistas analisam o cenário atual e dizem o que esperar dos próximos meses de pandemia no Brasil.

Que percentual de população vacinada deveremos ter para reduzir as internações e mortes?

É incerto. Mas Domingos Alves diz que é possível ter uma ideia, se forem tomados como referência os dados de Israel, um dos países mais avançados do mundo na vacinação e que observou uma redução de 60% em internações e mortes, quando vacinou 30% da população

E quando isso deve acontecer no Brasil?

Em cerca de um mês, o país conseguiu vacinar, no máximo, 2,41% da população com a segunda dose. Nesse ritmo, para chegarmos a 30% da população vacinada, levaremos 19 meses, diz Alves. Alguns estados poderiam conseguir em 15 meses, mas, mesmo assim, não chegariam a 30% antes de junho de 2022. Alves calcula que, para reduzir óbitos e internações com vacinas até dezembro de 2021, teríamos que vacinar por mês 3,1% da população. Isso significa dobrar a taxa atual.

Até chegarmos a uma cobertura vacinal mais ampla, o que precisamos fazer?
Especialistas são unânimes em destacar a necessidade de que, após mais de um ano de Covid-19 e de 270 mil mortes, o Brasil finalmente tenha uma política pública definida contra a pandemia, com medidas mais duras e amplas de distanciamento social. Eles avaliam que foi justamente esta falta de política pública levou o Brasil ao desastre. Carla Domingues afirma que até agora só houve lockdowns curtos e localizados após o vírus sair de controle, e não uma estratégia preventiva. Ela destaca ainda a falta de segurança nos transportes públicos, focos importantes de transmissão.

Mesmo com a vacinação em curso será preciso abrir mais leitos e contratar mais profissionais de saúde?
Sim, porque a maior parte da população continuará desprotegida e a pandemia avança sem controle, com a quase totalidade dos centros urbanos à beira do colapso sanitário, dizem os cientistas. Além disso, como a vacinação avança lentamente, as pessoas continuam a adoecer. Jovens e crianças, cuja internação por Covid-19 tem aumentado, não estão entre os grupos vacinados este ano. Domingos Alves lembra que hoje muita gente morre na fila, à espera de internação. No Brasil, as pessoas morrem por falta de assistência, pontua Guedes. Por isso, garantir leitos e médicos suficientes é fundamental.

E que outras medidas devem ser tomadas?
Carla Domingues diz que é preciso organizar a vacinação e fazer campanhas de imunização e de distanciamento social e uso de máscara. Ela lembra que, em vacinações passadas, o Ministério da Saúde fazia campanha nas TVs e em outras mídias, as Forças Armadas apoiavam a imunização, havia contratações para acelerar a aplicação de doses. Segundo ela, agora o ministério não forneceu apoio estrutural, não há um centavo para as campanhas. Somado a isso, há caos entre estados e municípios, carentes de uma política nacional. Cada um faz o que e como deseja para vacinar e decretar medidas de contenção.

Que dificuldades têm a imunização no Brasil?
Garantir que as pessoas recebam a segunda dose, assegurar que as doses sejam do mesmo imunizante e medir a efetividade das vacinas. Segundo Carla Domingues, o Brasil não fez pré-cadastro dos vacinados, têm ocorrido casos de pessoas que misturam vacinas diferentes e o país continua a testar pouquíssimo. Com isso, não sabe a real taxa de positividade.

Essas medidas podem ser flexibilizadas à medida que a margem de cobertura aumenta?

Só se houver também uma redução das taxas de transmissão e de mortes, destaca o vacinologista Herbert Guedes.

Que impacto a vacinação de idosos e de grupos com comorbidades poderá ter sobre o sistema de saúde?

Um enorme impacto positivo, com a redução significativa de internações e mortes por Covid-19.

O que já se sabe nesse sentido?
Em países que já imunizaram significativa parcela da população os resultados são altamente positivos. Israel, que vacinou praticamente a totalidade de sua população idosa e cerca da metade dos demais habitantes já tomou uma dose, teve uma redução de 90% dos casos graves. Na Escócia, cinco semanas após a primeira dose da vacina da AstraZeneca/Oxford, houve uma redução de 94% das internações por Covid-19.

E no Brasil?
Os dados ainda são preliminares, mas muito bons. Na capital paulista, as mortes de pessoas com mais de 90 anos tiveram uma redução de 70% após a vacinação. Em Pernambuco, o governo do estado informa que diminuíram as internações de idosos acima de 85 anos.

Qual o prazo estimado para que seja alcançada imunidade coletiva no Brasil?

Quando 70% da população estiver vacinada, o que especialistas chamam de “número mágico”. É, no entanto, apenas uma estimativa, destaca a epidemiologista Carla Domingues. O vacinologista Herbert Guedes explica que 70% significa que sete em cada dez pessoas estarão protegidas, com um impacto positivo significativo. Se o governo aplicar todas as vacinas que prevê adquirir em 2021 esses 70% só serão atingidos, no cenário mais otimista, em nove meses. Mas o atual ritmo de vacinação, muito lento, pode apontar para um calendário ainda mais distante.

Por que antes disso não haverá garantia de proteção coletiva?

Porque o vírus continuará a circular e muitas pessoas ainda poderão adoecer. As vacinas têm evitado a Covid-19 grave e a morte. Mas, lembra Domingues, não existe comprovação de que impeçam a infecção assintomática ou leve. Isso significa que vacinados podem, em tese, continuar a transmitir o coronavírus. Ninguém estará liberado este ano, diz ela.

O que pessoas imunizadas já podem fazer?
Pessoas com imunização completa, isto é, aquelas que tomaram as duas doses e já completaram duas semanas após a última inoculação, podem se encontrar com outras na mesma situação sem o uso de máscara, mesmo em ambientes fechados. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) , elas também podem se encontrar com outras pessoas de baixo risco, mesmo que estas não tenham sido vacinadas. Também não precisam se quarentenar ou se testar, caso sejam expostas ao coronavírus. Porém, elas precisam continuar a usar máscaras em locais públicos, pois não há garantia de que não possam ser contagiosas. O CDC diz ainda que até o momento a recomendação é a manutenção dos cuidados de distanciamento social e uso de máscara.

Por que nos EUA essas medidas já são possíveis?

Os EUA têm o maior número de casos e mortes do mundo, mas desde janeiro conseguiram uma redução espetacular nas taxas de casos e mortes. A média móvel este mês caiu 75% em relação a janeiro. Além disso, vacinam maciçamente. O presidente americano, Joe Biden, declarou que todos os adultos do país deverão estar vacinados até o fim de maio. Com isso, terão milhões de doses excedentes. Em julho, estas serão suficientes para vacinar 200 milhões de pessoas.

As medidas se aplicam para pessoas totalmente vacinadas no Brasil?

Não. O Brasil vive o cenário oposto, transmissão em alta e vacinação em baixa. Domingues chama a atenção de que o atual cenário de pandemia descontrolada no Brasil, com recordes de números de óbitos e novos casos diários, impede que medidas de flexibilização individual decorrentes de benefícios da vacina possam ser tomadas. Só em dois ou três meses após a estabilização da pandemia, com redução de casos, será possível pensar em medidas de flexibilização para os vacinados.

Vacinados devem continuar a usar máscara?

Sim. Não existe ainda certeza de que não possam contrair e transmitir o coronavírus.

E poderão visitar amigos e parentes?
Sim, mas somente com uso de máscara e distanciamento, caso as demais pessoas não tenham sido imunizadas.

Quem já foi vacinado pode retomar atividades como ir ao cinema, à praia e a espetáculos?
Não. Só será possível pensar nisso depois que a chamada margem de imunidade coletiva for alcançada, em cerca de nove meses no Brasil. Isso porque as pessoas vacinadas podem não adoecer, mas poderiam transmitir o vírus. Não existe comprovação de que a vacina tenha impacto sobre a transmissão, salientam cientistas.

Como saberemos que as vacinas também estão controlando a transmissão?
Com testagem em massa, diz Guedes. O problema é que o Brasil nunca conseguiu testar sequer o mínimo necessário.

As vacinas são eficientes contra novas variantes do coronavírus?

Sim. Herbert Guedes explica que até agora os resultados alcançados mostram que as variantes conhecidas não impactaram a efetividade das vacinas.

E os estudos que sugerem que elas reduzem a produção de anticorpos?
Guedes e o virologista Amílcar Tanuri, da UFRJ, frisam que nenhum desses estudos é conclusivo e que nenhum testou as variantes de fato e sim os chamados pseudovírus, construções em laboratório para simular os efeitos do vírus real. Outros estudos são análises epidemiológicas. Apenas testes com os vírus isolados de pessoas e animais vacinados poderão oferecer respostas claras.

Existe vacina melhor para determinados grupos?
Não, todas são eficazes em reduzir o impacto da Covid-19. Deve-se tomar a primeira que estiver disponível, destacam cientistas.

Por quanto tempo dura a imunidade proporcionada pelas vacinas?
Não se sabe ainda.

As variantes são as responsáveis pela explosão de casos?
A resposta de especialistas é um sonoro não. Renato Santana, à frente de estudos com variantes na UFMG, explica que elas podem contribuir, mas não são as culpadas pelo descontrole da pandemia, resultado da falta de políticas públicas de contenção. As variantes são geradas pelo aumento da transmissão e ajudam a alimentar o ciclo vicioso da pandemia. Elas contribuem, mas não são o principal fator.

E qual é esse fator?
A falta de distanciamento social e uso de máscara, assegura Tanuri. Ele acrescenta que as variantes se tornaram uma conveniente desculpa para governantes que não promoveram medidas de contenção.

O aumento do número de internações de crianças e jovens é provocado pelas variantes?

Não há qualquer prova de que isso seja verdade, sequer existem estudos que sugiram isso. O vacinologista Herbert Guedes explica que, com a afrouxamento das medidas de distanciamento, crianças e jovens se expuseram mais e, por isso, um número maior deles foi infectado e parte adoeceu. Desde o fim do ano, o distanciamento social caiu drasticamente. Não é um problema de variantes, mas de matemática: com mais gente exposta, mais gente adoece, inclusive crianças e jovens. O maior número de crianças e jovens com Covid-19 é uma prova contundente da falta de política de distanciamento e do negacionismo de parte da sociedade, frisa Domingues.

O que fazer para proteger crianças e jovens?
Não há previsão de vacinas para crianças. Já os jovens são serão incluídos no programa de imunização por último. Sendo assim, as medidas de proteção são as conhecidas: uso de máscara e distanciamento social.

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Ministério da Saúde pede aos municípios agilidade no registro de dados de vacinação

  • Redação
  • 14 Mar 2021
  • 07:27h

Até o momento, 67 municípios de 14 estados não enviaram à pasta informações sobre aplicação de doses da vacina contra o coronavírus | Foto: Fotos Públicas

O Ministério da Saúde pediu atenção aos gestores estaduais para que cobrem aos municípios mais celeridade nos registros de aplicação das doses da vacina contra a Covid-19. Até o momento, 67 municípios de 14 estados não enviaram à pasta nenhuma informação sobre vacinação na região.

O preenchimento das informações nos sistemas nacionais, além de possibilitar a análise de dados reais do país para distribuição de mais doses e auxílio aos municípios, avança o ritmo da vacinação nos grupos prioritários.

Segundo o levantamento semanal do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) e das Secretarias Estaduais de Saúde, atualmente os sistemas têm 200 mil registros de aplicações das doses diariamente – um número muito baixo.

Para que o lançamento dos dados possa ser feito com rapidez, o Ministério da Saúde disponibilizou aos gestores de saúde o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) para registro das aplicações. Estados e municípios devem enviar os registros de doses aplicadas por meio deste sistema ou da plataforma de integração – no caso daqueles que optaram por não utilizar o sistema do Ministério da Saúde -, no prazo de 48 horas.

Todo o processo foi amplamente divulgado e acordado entre União, estados e municípios. “Entretanto grande parte dos 5,5 mil municípios estão atrasados nas informações”, ressaltou o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros.

O uso da tecnologia e transparência nas ações em prol da saúde pública, auxiliam os estados no enfrentamento da pandemia de Covid-19. Por meio dessas ferramentas, o Ministério da Saúde consegue dimensionar demandas e disponibilizar recursos, medicamentos, vacinas, EPIs, ventiladores pulmonares, entre outros insumos, com assertividade, aos estados e municípios.

Por meio da plataforma Localiza SUS, a população também pode acompanhar os recursos e insumos distribuídos a cada estado.

Vacinação
O Ministério da Saúde já distribuiu mais de 20,1 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 para os estados, sendo 16,1 milhões da vacina Coronovac (Instituto Butantan) e 4 milhões do imunizante da AztraZeneca/Oxford, importadas da Índia. Deste total, estados e municípios já conseguiram aplicar 10,7 milhões de doses dos imunizantes.

Já foram destinadas doses para imunizar 11,5 milhões de pessoas dos grupos prioritário convocados até o momento, como pessoas acima de 60 anos institucionalizadas, pessoas acima de 18 anos com deficiência institucionalizadas, idosos de 75 anos ou mais, além dos povos indígenas aldeados e profissionais da saúde. Clique aqui e acesse os registros de vacinação por município.

Governador pede compreensão às medidas restritivas e alerta para riscos das novas cepas

  • Redação
  • 13 Mar 2021
  • 14:22h

"Essa restrição é temporária, mas o benefício dela é permanente" | Foto: Reprodução

O governador Rui Costa voltou a pedir neste sábado (13) a compreensão da população para o cumprimento das medidas restritivas de funcionamento de serviços não essenciais e ao toque de recolher adotados pelo Governo do Estado. Rui ressaltou que a restrição é temporária, mas os benefícios serão permanentes.

“Eu quero, mais uma vez, pedir a compressão da população. Essa restrição é temporária. Mas o benefício dela é permanente. Nós estamos trabalhando…é melhor adiar uma festa, um jogo de futebol, um encontro de amigos para o mês que vem, para você estar vivo e para realizar esse encontro ou, infelizmente, não estar vivo para realizar nem agora e nem mês que vem. Digo isso porque, infelizmente, as novas cepas têm levado a óbito as pessoas jovens. Vi uma foto de uma jovem com um neném pequeno nos braços e seu marido do lado que veio a óbito em Camaçari. Uma outra de 24 anos em Jequié. Portanto, aquela história de que só estão morrendo pessoas idosas, isso não é verdadeiro”, contou o governador.

Rui ainda fez um alerta para os riscos das novas cepas do coronavírus, que possuem maior poder de transmissão e têm levado à óbito pessoas mais jovens.

“As novas cepas têm alcançado pessoas mais jovens. É importante que todos saibam que a humanidade, países com alto desenvolvimento tecnológico como EUA, Inglaterra, França, Rússia e China só encontraram duas fórmulas de conter o vírus: uma é a vacina, que nós estamos ajudando a comprar; a outra é o distanciamento social. Essa é uma doença coletiva, não é uma doença individual. Ela passa facilmente de uma pessoa para outra. E para evitar isso, temos que estar distante de uma pessoa para outra, para evitar essa transmissão. E o toque de recolher visa conter esses encontros, geralmente acompanhados de bebidas alcóolicas, que levam as pessoas a baixarem a guarda, a proteção, que são altamente transmissores da doença”, alertou

Bolsonaro nega ter chamado coronavírus de ‘gripezinha’ e se refere a Lula como ‘carniça’

  • Paloma Teixeira
  • 13 Mar 2021
  • 09:23h

Presidente disse que nunca minimizou a gravidade da doença e ainda voltou a atacar governadores | Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) negou que tenha chamado o novo coronavírus de ‘gripezinha’ em algum momento durante a pandemia. Em live na quinta-feira (11), o militar reformado disse que nunca minimizou a gravidade da doença.

“Eu quero aqui, rapidamente, dar uma entrada, em especial àqueles que nos criticam sem qualquer base. ‘Ah, o governo abandonou no tratamento ao covid, ah, ele é antivacina, ele falou que era uma gripezinha’. Estou esperando alguém mostrar um áudio ou um vídeo dizendo que era uma gripezinha. Estou esperando”, afirmou.

Em 20 de março de 2020, contudo, o presidente disse que “depois da facada, não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar”. A declaração foi amplamente divulgada pela imprensa nacional e internacional. Na época da fala, o Brasil já ultrapassava 160 mil óbitos em virtude da Covid-19. No mesmo mês, o militar reformado também se referiu à doença como gripezinha, desta vez durante pronunciamento em rádio e TV.

“No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar, nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma gripezinha ou resfriadinho como bem disse aquele conhecido médico, daquela conhecida televisão”, disse. O momento pode ser conferido no vídeo oficial do pronunciamento, a partir de 3 minutos.

A declaração se referia a um vídeo divulgado pelo médico Dráuzio Varella, em que ele comentava sobre a doença em janeiro do ano passado. Pouco tempo depois, o profissional de saúde gravou um novo vídeo reconhecendo que havia subestimado o coronavírus.

Lula

Ainda na live, Bolsonaro criticou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sem citar nomes, o militar reformado chamou o líder petista de “carniça” e “presidiário”, e ainda atacou os ministros do governo Lula.

“Aqueles que dizem que sou terraplanista… O carniça, ontem, falou que ele devia procurar o Marcos Pontes, que é nosso ministro de Ciência e Tecnologia, que esteve no espaço, pra ele dizer pra mim que a Terra é redonda. Olha a qualidade do meu ministro da Ciência e Tecnologia e a qualidade dos ministros do presidiário, pra depois começar a discutir”, declarou.

“E não é só a Ciência e Tecnologia. Veja o padrão de todos os ministros meus e daqueles do governo do PT lá atrás. Lá atrás, a especialidade era outra (faz sinal de roubo), com cinco dedos. E nós sabemos pra onde foi o Brasil. Então, essas críticas baratas não procedem”, ironizou.

Governadores

O presidente também aproveitou a transmissão ao vivo para voltar a atacar os governadores do Brasil. Sem citar o nome de João Doria (SP), Jair Bolsonaro afirmou que o gestor de São Paulo teria feito uso político da mobilização junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pela liberação das vacinas contra o coronavírus. Ele continuou criticando o pacto de isolamento social e cuidados contra a Covid-19 mobilizado pelos governadores.

“Um recado aos governadores: todos nós estamos preocupados com a vida, mas uma pessoa sem salário, passando dificuldades e até mesmo com fome, pode levar a óbito. O Estado que fecha o comércio tem que pagar o auxílio emergencial também”, disse.

A região está em oração pela recuperação de Herzem Gusmão

  • Redação
  • 13 Mar 2021
  • 08:11h

(Foto: Reprodução)

É grande a comoção em toda a Bahia pelo agravamento do estado de saúde do prefeito de Vitória da Conquista, Herzem Gusmão, que teve de ser intubado, na manhã desta sexta-feira (12), na UTI do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde está internado desde o final de dezembro. Ao passo que a comoção é grande, as correntes de orações são maiores ainda. Toda a população está orando pela melhora do quadro de saúde do prefeito. Nas redes sociais os votos de recuperação emitidos por milhares de internautas é um dos assuntos mais populares. Além de diversos políticos aliados e adversários na carreira política, que chegaram e emitir notas desejando a recuperação de Herzem Gusmão.

'Eu apoio o Projeto de Lei para prefeitura de Brumado poder comprar vacinas da Covid-19', afirma vereador Palito

  • Brumado Urgente
  • 12 Mar 2021
  • 16:15h

O vereador Palito destacou o seu apoio ao PL | Foto: Brumado Urgente

O vereador Luiz Carlos Palito (PP), reiterou nesta sexta-feira (12) o seu total apoio ao Projeto de Lei nº 023/2021, que visa autorizar o Executivo Municipal adquirir a vacina para enfrentamento à pandemia do coronavírus na hipótese de o Governo Federal descumprir o Plano Nacional de Operacionalização Contra a Covid-19. O projeto que será apresentado e votado na sessão legislativa da próxima segunda-feira (15), visa também autorizar a importação e distribuição de vacinas registradas em autoridades estrangeiras, se necessário for. Palito ainda fez questão de lembrar a toda a população que siga todas as recomendações como uso máscara, higienização das suas mãos e mantenha uma distância segura, já que Brumado passa pelo pior momento da pandemia. 

Urgente em Conquista: Herzem é intubado

  • Redação
  • 12 Mar 2021
  • 12:14h

(Foto: Reprodução)

Trecho retirado do instagram oficial do prefeito Herzem Gusmão:Como é do conhecimento de todos, o prefeito Herzem Gusmao precisou ser transferido para UTI do Hospital Sirio Libanês no ultimo sabado (6). Ele estava com um quadro clinico estável, mas nas ultimas 12 horas apresentou evolução desfavorável com necessidade de intubação que ocorreu as 11 horas dessa sexta- feira (12).

Enfermeiros reclamam de desgastes físico e mental com pandemia, diz Coren-BA

  • Mari Leal
  • 12 Mar 2021
  • 10:39h

(Foto: Diário do Nordeste)

A Bahia vive o momento mais crítico da pandemia e a sobrecarga dos profissionais de saúde é algo visível e verbalizado por muitos deles. No caso dos enfermeiros, segundo o presidente do Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA), Jimi Medeiros, os esgotamentos físico e mental têm sido as principais queixas levadas ao órgão, principalmente nestes primeiros meses de 2021. A Bahia tem 140 mil enfermeiros e enfermeiras registrados junto ao conselho. Para Medeiros, falta, sobretudo neste momento, valorização e reconhecimento desses profissionais. “O volume de demandas tem sido muito elevado em relação ao início da pandemia. O que a gente percebe é o subdimensionamento de profissionais de enfermagem. Ou seja, hospitais sendo abertos sem a quantidade necessária de profissionais de enfermagem, o que gera o desgaste e exaustão para quem está na linha de frente. Temos profissionais cumprindo 44 horas semanais”, relata o presidente da entidade. Segundo ele, a baixa remuneração cria um ambiente propício para que o profissional precise acumular vínculo com duas ou mais unidades de saúde. No entanto, considerando o impacto da pandemia na rotina dos profissionais, tem se observado também um aumento nas ocorrências de afastamento de profissionais, um fato que cria preocupação e pode agravar o temor pelo colapso do sistema. “Tem uma leva de profissionais se afastando sem que outros queiram assumir os plantões”, diz. Os profissionais de saúde integram o grupo prioritário de imunização da Covid-19, processo iniciado em janeiro com a distribuição das primeiras doses da vacina CoronaVac. Ao avaliar o contexto, apesar de reconhecer que os profissionais imunizados não têm apresentado estágios graves da doença, Medeiros destaca que não há ainda a possibilidade de apontar os impactos na Bahia, no que se refere à categoria. “Nem 30% foram dos profissionais de enfermagem foram vacinados ainda. Claro que estão sendo priorizados os da linha de frente, mas tem profissionais da atenção primária, por exemplo, que estão em contato direto com as pessoas, que não foram ainda vacinados. Tem os profissionais autônomos, que trabalham em clínicas particulares, que também não foram ainda vacinados”, conclui. 

Morosidade da vacinação pode comprometer a eficácia da campanha na redução das mortes

  • Redação
  • 12 Mar 2021
  • 07:58h

Dois estudos divulgados recentemente por cientistas brasileiros mostram panorama da pandemia | Foto: ASCOM/PMLF

Dois estudos recentemente divulgados na plataforma medRxiv, ainda sem revisão por pares, evidenciam como a morosidade da vacinação contra a Covid-19 no Brasil pode comprometer a eficiência da campanha em termos da redução do número de mortes pela doença no atual pico epidêmico. Em um dos artigos, cujo autor principal é o professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) Eduardo Massad, estima-se que cerca de 127 mil vidas seriam poupadas até o fim de 2021 se o Brasil tivesse começado em 21 de janeiro a vacinar em massa – algo em torno de 2 milhões de doses aplicadas ao dia. A média atual tem sido de 2 mil pessoas imunizadas diariamente, ou seja, 10% do considerado ideal pelos pesquisadores com base no potencial demonstrado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em campanhas anteriores. Se os esforços de imunização tivessem ganhado corpo um mês depois, em 21 de fevereiro, o número de mortes evitadas cairia para 86,4 mil até o final do ano. À medida que o tempo passa a estimativa diminui para 54,5 mil (21 de março), 30,3 mil (21 de abril) e 16,4 mil (21 de maio).

“Ao que tudo indica, a vacinação em massa no Brasil só deve começar de fato em agosto. E isso se o Instituto Butantan e a Fiocruz cumprirem a promessa de entregar 150 milhões de doses até julho. Nem estou contando com vacinas de outros laboratórios, como Pfizer, Moderna ou Janssen, porque se chegarem ao país no primeiro semestre será a conta-gotas. Para que um cenário diferente fosse possível, essa negociação deveria ter sido feita já no ano passado”, afirma Massad em entrevista à Agência Fapesp.

Por meio de modelagem matemática e com base nas tendências observadas em dezembro de 2020 (taxa de transmissão e número diário de novos casos – sem considerar a nova variante brasileira), o grupo liderado pelo professor da FM-USP calculou que, se nenhum esforço de vacinação fosse feito ao longo de 2021, o país chegaria ao fim do ano contabilizando 352,9 mil vítimas da Covid-19.

“Trata-se de uma subestimativa, pois com a chegada das novas cepas do SARS-CoV-2 a curva epidêmica tornou-se muito mais acentuada. Essa projeção [de mortes até 31 de dezembro de 2021 em um cenário sem vacinação], no atual contexto, provavelmente ultrapassaria 400 mil óbitos. Ou seja, todos os números apresentados no artigo agora passam a ser o mínimo, o piso”, avalia Massad.

Para o pesquisador, o Brasil já vive a terceira onda da Covid-19, que teria começado após o pico de casos observado em janeiro deste ano. “A segunda onda nem chegou a cair substancialmente quando emergiu a nova variante [P.1.] e o número de casos voltou a acelerar. De quatro semanas para cá temos quebrado recorde atrás de recorde”, diz.

Considerando o atual contexto, Massad calcula que devem morrer mais 100 mil brasileiros até o fim do ano por conta do atraso da vacinação. Se fosse possível antecipar o início da imunização em massa para maio, esse número seria reduzido pela metade, aproximadamente.

“Devemos ter entre 30 e 40 milhões de doses para o primeiro semestre e isso não dá para atender nem metade do grupo considerado de risco, que abrange 77 milhões de pessoas. Com 40 milhões de doses só vacinaremos 20 milhões de indivíduos nesse período, ou seja, menos de um terço do necessário”, aponta o pesquisador.

Na avaliação de Massad, portanto, o impacto da vacinação no curso da epidemia será praticamente nulo no primeiro semestre de 2021. “Se os casos começarem a cair certamente será pelo curso natural da doença ou pelas medidas de isolamento social, que estão cada vez mais difíceis de serem implementadas.”

Todas as estimativas descritas no estudo foram feitas considerando uma vacina com 90% de eficácia, número superior ao dos imunizantes já disponíveis no Brasil (Covidshield, da AstraZeneca/Fiocruz e CoronaVac, da Sinovac Biotech/ Instituto Butantan). No entanto, Massad afirma que todos os imunizantes já aprovados para uso emergencial ou definitivo têm se mostrado igualmente eficazes na prevenção de mortes por Covid-19, que é o principal parâmetro avaliado na pesquisa.

A velocidade faz diferença

O segundo estudo sobre o tema foi conduzido por Thomas Vilches, pós-doutorando no Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e teve a colaboração de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Botucatu.

Também por modelagem matemática, o grupo projetou 18 cenários relacionados ao impacto da campanha de vacinação no número de internações e mortes por Covid-19 em São Paulo no atual pico epidêmico.

Entre os fatores que se modificam nos diferentes cenários estão: a vacina utilizada (CoronaVac ou Covidshield), a velocidade na distribuição das doses (630 mil ou 1,2 milhão ao dia em todo o país), a proteção de cada imunizante contra sintomas severos (que variou entre 0% e 100%), a proteção das vacinas contra a infecção (que também variou de 0% a 100%) e o grau de percepção de risco de cada indivíduo vacinado, ou seja, o quanto ele respeita as medidas de isolamento.

Ao ajustar o modelo, os pesquisadores consideraram que em torno de 20% da população paulista já havia sido infectada e apresentava anticorpos contra o SARS-CoV-2. Além disso, considerou-se uma taxa de transmissão do vírus de 1,04 (cada 100 infectados sintomáticos geram outros 104 sintomáticos). Esse foi o valor reportado para São Paulo em janeiro pelo Observatório Covid-19 BR.

“No cenário que chamamos de basal [baseline], consideramos que 0,3% da população do país seria vacinada diariamente e isso dá algo em torno de 630 mil doses ao dia. Essa velocidade de distribuição seria possível de ser alcançada somente com as doses fornecidas pelo Instituto Butantan, quando a produção alcançar a ‘velocidade de cruzeiro’ [1 milhão de doses ao dia]. Já no cenário que chamamos de ‘velocidade dobrada’, 0,6% da população seria vacinada por dia, o que seria possível de ser feito somando as doses produzidas por Butantan e Fiocruz”, avalia Vilches.

O pesquisador ressalta, no entanto, que mesmo o cenário considerado basal no estudo é mais célere que o ritmo atualmente registrado em todo o país. “O Brasil tem uma grande capacidade de fazer a distribuição das doses, graças à estrutura do SUS. Nosso problema é a produção”, afirma.

As projeções indicam que com a CoronaVac, no melhor cenário – ou seja, considerando 100% de proteção relativa (o que equivale a dizer que a proteção contra infecção é de 50,3%, valor equivalente ao da eficácia global) e 100% de proteção contra sintomas severos –, seria possível, na velocidade basal de distribuição, reduzir em 45,3% o número de óbitos por Covid-19 no atual pico epidêmico. Com a Covidshield, também no melhor cenário, a redução seria de 57%.

Caso a velocidade na distribuição das doses fosse dobrada, os percentuais (referentes à redução dos óbitos) saltariam para 65,7% com a CoronaVac e 74% com a Covidshield.

“Com a velocidade dobrada, mesmo no pior cenário [aquele em que a vacina oferece 0% de proteção contra sintomas severos e 0% contra infecção], a CoronaVac poderia reduzir em 30% o número de mortes e, a Covidshield, em 46,8%”, estima Vilches.

Segundo o pesquisador, a mensagem principal do trabalho é que, para que a campanha tenha um impacto significativo na redução das mortes, todo esforço possível deve ser feito para acelerar o ritmo da vacinação no país, inclusive a compra de imunizantes de outros laboratórios. “Quanto mais vacinas forem adquiridas, melhor. Não há justificativa para não fazê-lo. Vacinar rápido é fundamental para evitar mortes e também para barrar o surgimento de novas cepas ainda mais agressivas”, diz. Por Karina Toledo, da Agência Fapesp.

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Sob alta de mortes, governo da Bahia comprará câmaras frigoríficas para armazenar corpos

  • Redação
  • 11 Mar 2021
  • 16:45h

Estado homologou licitação de R$ 768 mil para aquisição de equipamentos | Foto: Paula Fróes/GOVBA Foto: Paula Fróes/GOVBA

O governo da Bahia homologou uma licitação de R$ 768.199,92 para a compra de câmaras frigoríficas destinadas ao armazenamento de corpos de vítimas da Covid-19. O resultado do certame foi publicado na edição do Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (11).

Procurada pelo bahia.ba, a assessoria da Sesab (Secretaria de Saúde da Bahia) não deu detalhes sobre a aquisição, a exemplo do número de equipamentos requisitados nem onde os aparelhos serão instalados.

A compra ocorre no momento em que o sistema de saúde do estado se vê à beira do colapso, com quase 90% dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) ocupados. Nesta quinta-feira, foi registrado o maior número de internações desde o início da pandemia, com 1.052 pacientes assistidos, segundo dados atualizados até o íncio da tarde.

Ao mesmo tempo, o estado passou a contabilizar uma explosão de óbitos em decorrência da doença. Nas últimas semanas, desde o agravamento da crise sanitária, o número de mortes diárias tem sido superior a mais de 100 vidas perdidas.

Cemitérios se preparam para o pior

Apesar do momento dramático, ainda não há superlotação nos cemitérios — ao menos nas unidades administradas pela prefeitura de Salvador.

Atualmente, são realizados cerca de 17 sepultamentos por dia, segundo a Semop (Secretaria Municipal de Ordem Pública). Antes da eclosão da Covid-19, a média gorava em torno de 12 enterros no mesmo período.

O recorde de sepultamentos, no entanto, aconteceu em junho de 2020, no auge da pandemia, quando 313 pessoas foram enterradas.

De acordo com a Semop, a capital tem disponíveis hoje 750 gavetas para utilização imediata.

Mesmo assim, a pasta se prepara para dar conta da crescente demanda: licitou a abertura de 1.125 novas gavetas para utilização no segundo semestre.

A previsão de entrega das sepulturas será de até 90 dias, a serem contados após o início da obra.

Não há transmissão anal, diz Padilha ao rebater E. Bolsonaro sobre máscara ‘no rabo’

  • Redação
  • 11 Mar 2021
  • 10:33h

Filho de presidente reagiu a críticas por não usar item de proteção em viagem a Israel | Foto: Elza Fiúza/ABr

O deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) respondeu nesta quinta (11), no Twitter, às afirmações de  deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que mandou a população “enfiar no rabo” as máscaras usadas para prevenir a Covid-19, informa a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo.

O parlamentar, que comandou o Ministério da Saúde no governo de Dilma Roussef, vai propor que a bancada do PT represente contra o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partiudo) no Conselho de Ética da Câmara.

“A Saúde adverte: não há transmissão anal da Covid-19. Parece absurdo ter que explicar, mas a família Bolsonaro nos obriga a isso”, escreveu Padilha.

Na quarta (10), o filho do presidente Jair Bolsonaro criticou o excesso de questionamentos sobre o uso da máscara de proteção contra o novo coronavírus em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram.

“Eu acho uma pena, essa imprensa mequetrefe que a gente tem aqui no Brasil fique dando conta de cobrir apenas a máscara. ‘Ah a máscara, está sem máscara, está com máscara’. Enfia no rabo gente, porra! A gente está lá trabalhando, ralando”, disse Eduardo na gravação.

A declaração foi dada enquanto o deputado e filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comentava a viagem que fez para Israel junto a uma comitiva brasileira para conhecer o spray contra a Covid-19 que está em fase de testes iniciais no país do Oriente Médio..

Mais de 100 cidades baianas não receberam novas doses de vacina contra Covid-19 enviadas ao estado; entenda

  • G1/BA
  • 11 Mar 2021
  • 10:13h

Por divergência de dados, Vitória da Conquista não recebeu novas doses de vacina contra Covid-19. — Foto: David Fortunato/TV Sudoeste

Cento e noventa e quatro municípios da Bahia não receberam doses da vacina contra a Covid-19 enviadas ao estado na noite de terça-feira (9). De acordo com a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), esses municípios não bateram a meta de 85% de vacinação dos primeiros lotes enviados e por isso, não receberam as doses.

O governo do estado explica que durante uma reunião extraordinária da Comissão Intergestores Bipartite da Bahia (CIB) na terça-feira (9), com a participação dos secretários de saúde dos munícipios baianos, foram aprovadas recomendações aos prefeitos e secretários municipais de saúde para a vacinação contra a Covid-19 na 1ª fase. Na ocisão foi determinado que a Sesab fizesse a entrega da 7ª remessa de vacinas apenas para os municípios que já tivessem administrado, no mínimo, 85% das doses recebidas.

Segundo a diretora de Vigilância Epidemiológica da Sesab, Márcia São Pedro, das 417 cidades baianas, somente 223 atingiram a meta de imunização.

“O objetivo dessa pactuação, uma decisão dentro da CIB, com participação dos secretários de saúde de todos os munícipios da Bahia, é fazer com que a gente amplie a vacinação, garanta esse processo e não retenha dose a nível de município”, esclarece a diretora.

Segunda maior cidade do estado, Feira de Santana é uma das cidades que não bateu a meta de imunização. Em nota, a prefeitura da cidade informou que entrou com mandado de segurança na Justiça após não recebimento de vacinas.

Dos 28 munícipios cobertos pelo núcleo regional de saúde de Feira de Santana, 12 vão receber as novas doses.

Na região norte da Bahia, dos 28 municípios, apenas nove receberam as vacinas. Cidades principais, como Paulo Afonso e Juazeiro, não vão receber. Em nota, a vigilância em saúde de Juazeiro disse que atingiu nesta quarta-feira, 85,56% da imunização, taxa acima da meta.

A Sesab informou que metade das vacinas que deveriam ser enviadas aos municípios com taxa de aplicação abaixo de 85%, serão encaminhas para cidades com 90% ou mais de imunização. A outra metade será encaminhada para o Centro Estadual de Armazenamento e Distribuição (Ceadi) para envio aos municípios à medida em que forem atingindo a meta de 85%.

Algumas cidades alegam dificuldades para atualizar as informações no sistema da Sesab. A prefeitura de Paulo Afonso, no norte do estado, disse que houve um equívoco na alimentação dos dados do sistema da Sesab.

Segundo o munícipio, no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunização (SNI-PNI), onde os dados são computados regularmente, a meta de 85% de vacinação foi alcançada na cidade.

Terceira maior cidade do estado, Vitória da Conquista também não recebeu nenhuma dose do novo lote. De acordo com a prefeitura, a cidade aplicou todas as vacinas enviadas até o momento, um total de 15.430 doses. Porem, no início da manhã desta quarta, constava no sistema da Sesab que Vitória da Conquista utilizou 82% das doses.

Apesar dos relatos, a Sesab nega que o sistema tenha erros nos dados de vacinação.

"O sistema é atualizado duas vezes ao dia. As equipes precisam cadastrar, e nesse cadastro, colocar a quantidade de doses aplicadas dentro daquela população. Com isso você consegue a nível de transparência da Saesab o quanto de doses eles estão aplicando", disse a diretora de Vigilância Epidemiológica da Sesab, Márcia São Pedro

No fim da manhã, o sistema voltou a ser atualizado, e agora, a informação é de que Vitória da Conquista alcançou 94% de imunização contra a Covid-19. Com a atualização dos dados, a cidade deverá receber as vacinas a partir da próxima semana.

Morre em Conquista o empresário de marketing digital Eder Santos; ele foi mais uma vítima da Covid-19

  • Sudoeste Hoje
  • 11 Mar 2021
  • 08:59h

(Foto: Reprodução Redes Sociais)

Mais uma vitima jovem da Covid-19 foi registrada na noite desta quarta-feira (10), desta vez ceifando a vida do empresário de marketing digital, EDER SANTOS, proprietário da empresa Criattivus, morador de Itapetinga. Eder foi internado na UPA, há cerca de 10 dias, com sintomas da Covid-19, sendo encaminhado para uma unidade hospitalar em Vitória da Conquista, onde faleceu, aguardando uma UTI Aérea para ser transportado para Salvador, através de regulação da Sesab. Eder tinha apenas 38 anos e trabalhava da Escola Sossego da Mamãe, uma das mais tradicionais de Itapetinga e região. Deixa esposa e filha.

Bahia recebe 32 ventiladores pulmonares doados pela mineradora BAMIN

  • Redação
  • 10 Mar 2021
  • 11:45h

“Em momentos críticos como este, onde temos um inimigo comum para vencer, é fundamental a união de todos', declarou o governador Rui Costa | Foto: Fernando Vivas/GOVBA

A mineradora BAMIN doou ao Governo do Estado nesta quarta-feira (10) 32 ventiladores pulmonares para equipar as unidades de saúde da Bahia no combate à Covid-19. A doação acontece no momento mais crítico da pandemia, quando o sistema de saúde do estado está sob intensa pressão. Do total, o Estado deverá direcionar 5 equipamentos para hospitais de Caetité e 5 para Ilhéus, ou seja, 10 para a região de atuação da BAMIN. Os outros 22 ficarão a critério da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab). Para o governador Rui Costa, doações como esta são muito importantes para reforçar as ações do poder público. “Em momentos críticos como este, onde temos um inimigo comum para vencer, é fundamental a união de todos. A parceria entre poder público, empresas privadas e a sociedade nos conduzirá à vitória contra a Covid-19, portanto temos que reconhecer e valorizar doações como esta. Juntos, somos muito mais fortes”, avalia Rui. “Estamos correndo contra o relógio para abrir mais leitos de UTI e os ventiladores são um dos pontos críticos. Essa doação da BAMIN será muito importante na abertura de novos leitos no estado, principalmente neste momento em que a taxa de ocupação está elevada”, afirmou o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas.

Falta de libido e disfunção erétil afetam pacientes após infecção por coronavírus

  • Redação
  • 10 Mar 2021
  • 10:32h

Sequelas atingem a saúde sexual de homens e mulheres na vida após superar a doença | Imagem: Reprodução

Após enfrentarem a infecção pelo vírus SARS-CoV-2 e o tratamento isolados, muitos pacientes convivem com sintomas persistentes e sequelas da Covid-19. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Medicina de Washington e publicada este ano no Jornal JAMA Network revela que 3 em cada 10 infectados pelo novo coronavírus apresentam sequelas até 9 meses após a cura, mesmo aquelas pessoas que tiveram sintomas leves e/ou moderados da doença.

E embora grande parte dos relatos aponte para fadiga, perda de olfato e paladar, problemas respiratórios, neurológicos e confusão mental, estudos mostram que a doença pode afetar ainda a saúde sexual e reprodutiva, levando à disfunção erétil e à falta de libido.

Segundo o médico Jorge Valente, especialista em medicina integrativa e reposição hormonal, alterações como a disfunção sexual acontecem porque a Covid-19 é uma doença sistêmica que desencadeia processos inflamatórios comprometendo também os vasos sanguíneos.

“O grande problema do coronavírus é o aumento da inflamação, que pode atingir o endotélio vascular, ou seja, a camada que reveste internamente os vasos do corpo, inclusive os vasos penianos. Disfunções no endotélio estão associadas à dificuldade de ereção”, explica.

Além disso, análises e testes mostram que o coronavírus chega a atingir células dos testículos, o que também poderia levar à disfunção erétil em homens. “O coronavírus penetra na célula pelo receptor da enzima conversora angiotensina. Em qualquer célula que haja esse receptor, ele pode penetrar. Ele é muito abundante nos pulmões, por isso nesse órgão se provocam as maiores complicações, mas existe também no testículo”, afirma Jorge Valente.

De acordo com o especialista, a dificuldade de ereção pode ocorrer ainda porque o coronavírus pode depletar os níveis de testosterona. No caso da perda de libido, entretanto, os homens não são os únicos afetados e alterações na saúde sexual são manifestadas também por mulheres que tiveram a infecção.

A orientação, a pacientes do sexo feminino ou masculino com disfunções e alterações na vida sexual após Covid-19, é que procurem profissional médico especializado para a avaliação clínica, investigação e as opções terapêuticas de reabilitação.