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- Redação
- 21 Mar 2021
- 10:10h
Foto: Alberto Maraux/SSP
O Ministério da Saúde está distribuindo mais de 5 milhões de doses de vacinas contra Covid-19, de forma proporcional e igualitária a todos os estados e ao Distrito Federal. A entrega começou neste sábado (20) e segue neste domingo (21).
Do total de doses, pouco mais de 1 milhão correspondem à primeira remessa de vacinas da AstraZeneca/Oxford (Covishield), produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Outras 3,9 milhões são referentes a mais um lote da vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan.
De acordo a pasta, em seu 7º Informe Técnico da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), a nova remessa da CoronaVac vai atender aos profissionais de saúde e idosos de 70 a 74 anos, enquanto os imunizantes da AstraZeneca contemplarão comunidades ribeirinhas e quilombolas.
A estratégia foi definida pelo Ministério da Saúde considerando as possíveis dificuldades logísticas para o atendimento a essas comunidades e o prazo maior para a aplicação da segunda dose da vacina produzida pela Fiocruz. Como o intervalo entre as doses é de 12 semanas, isso deve facilitar o cumprimento do esquema vacinal em locais de difícil acesso. No caso da vacina do Butantan, o intervalo máximo entre as doses é de quatro semanas.
“A expectativa é que essa distribuição contemple 100% dos moradores de comunidades ribeirinhas e 63% da população em comunidades quilombolas em todo o país”, informou a pasta. A previsão é que as doses pendentes para os povos quilombolas sejam entregues na próxima etapa de distribuição, o que deve acontecer na próxima semana, entre os dias 22 e 26 de março.
Garantia da segunda dose
Ainda segundo o informe, nesta etapa de distribuição, todas as doses da CoronaVac deverão ser usadas pelos estados como primeira dose. “A recomendação vem após a garantia da estabilidade de entregas semanais das remessas de vacinas com produção nacional e matéria-prima (IFA) importada. Essa estratégia vai possibilitar a aceleração da vacinação dos grupos prioritários no Brasil e redução dos casos graves de covid-19”, informou o Ministério da Saúde
O insumo farmacêutico ativo (IFA) da CoronaVac é produzido no laboratório chinês Sinovac, desenvolvedor da vacina e parceiro do Instituto Butantan.
De acordo com o Ministério da Saúde, até o momento, essa recomendação era destinada apenas para as doses da Covishield, devido ao intervalo de 12 semanas entre a primeira e a segunda aplicação. A pasta ressalta que aplicação das duas doses de cada imunizante deve seguir o intervalo estipulado, para completar o esquema vacinal e consequente imunização.
Cronograma
O Ministério da Saúde informou ainda que já coordenou nove pautas de distribuição de vacinas desde o dia 18 de janeiro, início da campanha de vacinação contra covid-19. Até o momento, foram enviadas aos estados e Distrito Federal cerca de 25 milhões de doses de imunizantes, com mais de 13 milhões de pessoas vacinadas.
Para o mês de março, há a previsão de entrega de um total de 30 milhões de doses: 23,3 milhões da CoronaVac, enviados pelo Butantan em remessas semanais e distribuídas na mesma periodicidade; 3,8 milhões da AstraZeneca/Oxford, vindas da Fiocruz; e mais 2,9 milhões de doses do mesmo imunizante adquiridos via Covax Facility, a aliança internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O Ministério da Saúde tem ainda contratos finalizados para receber 100 milhões de doses da vacina da Pfizer/BioNTech e 38 milhões de doses da Jonhson & Jonhson (produzida pela Janssen), até o fim do ano. A vacina Sputnik V também já entrou no cronograma da pasta, após contrato celebrado com a União Química, e já tem entregas previstas para abril, maio e junho.
- Redação
- 21 Mar 2021
- 08:56h
(Foto: Reprodução)
O Governador Rui Costa anunciou que o novo toque de recolher, das 18h às 05h, começa a vigorar na próxima segunda-feira (22). Mas, em Vitória da Conquista, pelo menos por enquanto vai continuar do jeito que está: toque de recolher a partir das 20h. A Prefeitura anunciou que irá manter a medida até o dia 1º de abril, conforme anunciado pelo comitê gestor de combate ao coronavírus. Durante a semana novas discussões sobre o assunto deverão acontecer.
- Redação
- 20 Mar 2021
- 17:15h
(Foto: Reprodução)
O toque de recolher foi antecipado em todo o estado, a partir da próxima segunda-feira (22). Segundo veiculações que circularam, o novo horário da proibição de circulação de pessoas será das 18h às 5h. Mas, até o domingo (21), continuará valendo o toque de recolher a partir das 20h. O novo horário da medida estará valendo até o dia até o dia 1º de abril.
- Rayllanna Lima
- 20 Mar 2021
- 15:22h
São 263 mil doses de CoronaVac e 178 mil doses da vacina de Oxford/AstraZeneca | Foto: Alberto Maraux/SSP-BA
O maior lote de vacinas contra a Covid-19 já recebido pela Bahia desembarcou na manhã deste sábado (20) no aeroporto de Salvador. São 441 mil doses, sendo 263 mil de CoronaVac, produzida pelo Butantan com a Sinovac, e 178 mil de ChAdOx1 nCoV-2019, produzida pela Oxford com a AstraZeneca. “A maior carga de vacinas contra a Covid-19 recebidas pelo nosso estado. Seguimos na luta, com o governador Rui Costa para garantir a imunização do nosso povo”, comemorou o secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas.
- A TARDE
- 20 Mar 2021
- 11:44h
Transmissão acontece quando a mãe passa o vírus para o bebê ainda no úteroFoto: Reprodução | Freepik
A prefeitura de Feira de Santana confirmou, nesta quinta-feira, 18, que identificou o primeiro caso de transmissão vertical de Covid-19, que é quando a mãe transmite a doença para o bebê ainda no útero. Segundo a gestão municipal, a confirmação se deu porque os dois não tiveram contato após o nascimento da criança. “Foi uma gravidez de 30 semanas que acabou tendo que ser feito um parto de urgência. No dia seguinte fizemos a coleta da secreção respiratória do bebê, que resultou positivo”, informou a médica infectologista coordenadora do comitê de combate ao coronavírus de Feira, Melissa Falcão. Melissa ressaltou que, pela mãe ter testado positivo para a doença, ela e o bebê foram internados em Unidades de Terapia Intensiva diferentes, mas ainda assim a criança testou positivo. Conforme a médica, ambos precisaram de ventilação mecânica, mas evoluíram bem e estão em ventilação espontânea, apresentando melhora clínica. Segundo o comitê, a situação do coronavírus em Feira é grave, com a sobrecarga nas redes públicas e privadas da cidade e a falta de dois medicamentos, um anticoagulante e um relaxante muscular, necessários para a intubação dos pacientes.
- Informações do G1
- 20 Mar 2021
- 10:31h
Foto: Reprodução/ Twitter Joe Biden
Para atingir a meta revelada pelo presidente Joe Biden ainda durante a campanha eleitoral de 2020, os Estados Unidos precisaria de uma média de um milhão de aplicações diárias. A meta foi batida com folga – 2,5 milhões/dia -, fazendo com que a marca de 100 milhões de imunizados até 30 de abril fosse cumprida nesta sexta-feira (19). De acordo com o Centro para Prevenção e Controle de Doenças (CDC), os EUA chegou a 115.730.008 de doses aplicadas. Biden agora já cogita dobrar o objetivo e falou em chegar às 200 milhões em seu 100º dia de mandato. “Podemos conseguir dobrar”, disse ele a repórteres antes de deixar a Casa Branca para viajar à Atlanta.Oficialmente, porém, ele deve estabelecer um novo objetivo oficial na próxima semana. Ainda de acordo com o CDC, 75.495.716 pessoas já receberam ao menos uma dose de alguma das vacinas, e 40.981.464 foram completamente imunizados com as duas doses.
- Redação
- 20 Mar 2021
- 09:08h
(Foto: BBC)
Levantamento de Frente Nacional de Prefeitos (FNP) indica que o oxigênio para pacientes de Covid está prestes a acabar em pelo menos 76 municípios de 15 estados, incluindo 10 municípios baianos. A entidade enviou questionários a 2,5 mil das 5.570 prefeituras. Destas, 574 responderam nestas quinta (18) e sexta-feira (19).
De acordo com o G1, na Bahia os 10 municípios que alertaram para a falta de oxigêncio foram: Amélia Rodrigues, Taperoa, Jeremoabo, Conceição de Feira, Cachoeira, Entre Rios, Milagres, Itagimirim, Barra e Uauá.
As 76 prefeituras responderam "sim" à pergunta "Seu município tem previsão de desabastecimento de oxigênio que poderá comprometer os serviços de saúde?" — e depois relataram as situações específicas.
Questionado, o Ministério da Saúde informou que realiza "monitoramento constante sobre a demanda de oxigênio medicinal nos estados e municípios brasileiros". De acordo com a pasta, Ministério da Saúde, Casa Civil e Ministério da Economia estão estimulando o aumento da produção nacional e a importação de cilindros para uso hospitalar. "Lotes iniciais de cilindros que foram obtidos por requisição, junto à indústria, serão repassados, já na próxima semana, a diversos estados e municípios", informou o ministério.
No último dia 15, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou em entrevista em Brasília: "O que o Ministério da Saúde tem a ver com produção, transporte e logística de oxigênio?” Quando da crise de abastecimento de oxigênio no Amazonas, em janeiro, o presidente Jair Bolsonaro disse que não era atribuição do governo federal enviar o insumo para o estado.
Na capital do Acre, Rio Branco, a prefeitura apontou dificuldade para conseguir oxigênio desde o final de fevereiro e argumenta que os valores para a compra são "exorbitantes".
Ibiapina, no Ceará, e Delfim Moreira, em Minas Gerais, informaram que já estão sem oxigênio e recorrendo a cidades vizinhas para reposição.
De acordo com a Prefeitura de São João do Sabugi, no Rio Grande do Norte, o estoque de oxigênio da cidade é suficiente para, no máximo, cinco dias. As prefeituras de Guaraciaba do Norte e Granja, ambas no Ceará, relataram que o oxigênio acabaria em 48 horas.
Diversas prefeituras apontaram previsões para fim do estoque em duas semanas ou até um mês, com a ressalva de que um aumento de casos de Covid comprometeria ainda mais a disponibilidade do insumo. Em janeiro, Manaus enfrentou um colapso da rede de saúde em razão da escassez de oxigênio.
Documentos apontaram que mais de 30 pessoas morreram nos dois dias de pico do esvaziamento do gás. Pacientes passaram a ser transferidos para outros estados a fim de aliviar a pressão sobre o sistema de saúde local.
- Metro 1
- 19 Mar 2021
- 10:23h
(Foto: Reprodução)
O secretário estadual de saúde, Fábio Vilas-Boas, afirmou em entrevista à imprensa que a maior pressão no sistema de saúde neste momento está sendo exercida por um novo grupo de pacientes. Pela primeira vez, o número de pacientes com menos de 50 anos ocupando leitos de UTI é maior do que o daqueles com idade superior aos 50. A mudança nos dados fez com que o titular da pasta da saúde mandasse um recado aos jovens. “Até a semana passada, o número de pessoas com mais de 50 sempre foi maior. Agora temos mais internações com pacientes entre 30 e 50 anos do que os que têm entre 50 e 90. Isso significa que hoje quem está sendo contaminado e demandando internação é a população mais jovem. Esse é um recado muito importante para essas pessoas que estão participando de festas clandestinas, de paredões de forma irresponsável: você vai ser contaminado e vai parar na UTI ocupando o leito de alguém que tentou de todas as formas não se contaminar”.
- Redação
- 19 Mar 2021
- 08:04h
Pesquisa coincide com colapso hospitalar país afora e registros diários de quase 3000 mortes por coronavírus | Foto: Bruno Kelly/Amazônia Real/ Fotos Públicas
No momento em que o sistema de saúde entra em colapso por todo o país e o governo Bolsonaro anuncia seu quarto ministro da área, o medo de pegar o coronavírus e a percepção de que a pandemia está fora de controle atingem níveis recordes.
Segundo pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, 79% dos brasileiros acham que a pandemia está sem controle, ante 62% que manifestavam essa opinião em janeiro.
Outros 18% dizem que a situação está parcialmente controlada, 2% que está totalmente controlada, e 1% não sabe.
O levantamento, com margem de erro de dois pontos percentuais, foi feito por telefone com 2.023 pessoas de todos os estados do país nos dias 15 e 16 de março.
No domingo (14), as movimentações para a substituição do general Eduardo Pazuello do posto de ministro da Saúde ganharam força, com a ida da médica Ludhmila Hajjar a Brasília para uma conversa com o presidente Jair Bolsonaro.
Ela acabou por recusar o cargo, e a troca foi efetivada na segunda-feira, com o cardiologista Marcelo Queiroga no lugar de Pazuello, desgastado após a crise da falta de oxigênio em Manaus e atrasos e falhas logísticas na distribuição de vacinas.
Queiroga assume em meio a uma rápida e trágica escalada de mortes pela Covid-19. Nesta quinta-feira (18), o país completou 20 dias seguidos de recordes na média móvel de óbitos, que chegou a 2.096.
Desde o início da pandemia, quase 288 mil brasileiros já morreram pela doença.
Em meio às notícias sobre falta de leitos para pacientes em diversas partes do país, a parcela da população com temor de se infectar pelo vírus alcançou nível recorde.
A pesquisa Datafolha mostra que 55% dos entrevistados declaram ter muito medo, enquanto o levantamento anterior, de janeiro, registrou 44%. Outros 27% têm um pouco de medo, 12% não têm, e 7% relataram já ter contraído a doença.
Brumado registrou nesta quinta-feira (18) a triste marca de 102 óbitos por Covid-19, evidenciando que de fato estamos vivenciando um pico da epidemia no município.
Mesmo com as medidas adotadas nas últimas semanas, ainda não estamos vendo uma diminuição no número de casos, o que deixa a população de maneira geral, bastante preocupada.
Vale a pena reforçar que o uso da máscara, dos cuidados pessoais no tocante a limpeza das mãos, ainda é único meio de diminuir a propagação do vírus.
- Brumado Urgente
- 18 Mar 2021
- 16:09h
Foto: Reprodução / Rede Social
Faleceu no início da tarde de hoje (18), Ubiratã da Silva Cardoso, 66 anos, em decorrência da Covid-19. Bira, como era carinhosamente chamado por todos que o conheciam, foi um dos maiores locutores de palanque político de toda a região. E por várias décadas fez campanhas vitoriosas, sobretudo, em Brumado, sua cidade natal. Por ter uma voz grave e potente, foi apelidado de “Garganta de Ouro”. Ubiratã Cardoso era irmão do ex-governador de Minas Gerais, Newton Cardoso; Bira deixa quatro filhos e dois netos. O Brumado Urgente se solidariza com a família e amigos.
- Sertão Hoje
- 17 Mar 2021
- 19:30h
Do total, 46 foram abertos em Salvador e os outros 50 nos municípios de Feira de Santana, Caetité, Guanambi e Alagoinhas. (Foto: Mateus Pereira / GOV-BA)
A Bahia abriu 102 novos leitos, sendo 30 de terapia intensiva (UTI), nas últimas 48 horas. Do total, 46 foram abertos em Salvador e os outros 50 nos municípios de Feira de Santana, Caetité, Guanambi e Alagoinhas. A medida é um esforço para reduzir a pressão na rede assistencial que atende pacientes com o diagnóstico de Coronavírus (SARS-COV-2), causador da Covid-19. Os leitos estão distribuídos na Arena Fonte Nova (16), Hospital das Clínicas (30), Hospital Regional Dantas Bião (3), Hospital Estadual da Criança (23), Hospital Geral Clériston Andrade (10), Hospital do Câncer de Caetité (10) e Hospital Regional de Guanambi (10). De acordo com o secretário da Saúde da Bahia (Sesab), Fábio Vilas-Boas, "estamos determinados a salvar vidas e para isso, o governador Rui Costa (PT) autorizou abrir o máximo de leitos possíveis. Somente o Hospital de Campanha Arena Fonte Nova, Hospital Metropolitano e Riverside injetarão na rede 500 novos leitos de UTI e clínicos", afirma o secretário.
- Matheus Caldas
- 17 Mar 2021
- 15:44h
(Foto: Brumado Urgente Conteúdo)
O governador da Bahia, Rui Costa (PT), admitiu nesta quarta-feira (17) haver problemas com fornecimento de oxigênio em municípios do estado, principalmente na região do Sisal. Por conta disto, o estado está em contato com embaixadas de países europeus para tentar viabilizar a entrega do insumo. No entanto, o petista adotou tom tranquilizador e garantiu que não haverá crise no sistema de saúde baiano por conta de oxigênio medicinal.
“Eu sou muito grato aos prefeitos. Eles estão ajudando muito. Só que a maioria dos hospitais municipais são de pequenos porte e, em muitos deles, nem fazem cirurgias. São mais pacientes clínicos internos ali para acompanhar. Portanto, eles têm cinco a dez cilindros de oxigênio. É um consumo muito baixo. Na hora que eles botam pacientes de Covid, o consumo explode”, explicou, durante a inauguração de leitos elusivos para tratamento da Covid-19 no Hospital Metropolitano.
Por conta deste cenário, o governo baiano está em contato com embaixadas de países como Itália, França, Alemanha e Espanha para conseguir a pronta-entrega do insumo. “Nós temos uma falta de cilindros no Brasil hoje. Não tem cilindro. Nós estamos tentando conseguir usina de oxigênio para abastecer estas situações mais remotas”, pontuou.
Apesar da falta do insumo nos hospitais municipais, ele indicia que, na rede estadual, não há indicativo de acontecer crise semelhante ao que houve em Manaus, no início do ano. “Não haverá crise, porque nós temos capacidade. Até porque são pacientes clínicos e não de UTI. Então conseguimos puxar para leitos clínicos aqui [na rede estadual de saúde]”, acrescentou.
Segundo o governador outro problema, no momento, é logística para o abastecimento de hospitais municipais na Bahia. Ele explica que, caso haja escassez de oxigênio num hospital na região sisaleira, o local mais próximo para o reabastecimento é em Feira de Santana, a cerca de 200 km desta parte da Bahia.
SINAL DE ALERTA LIGADO
O tema ganhou notoriedade quando, no último sábado (13), o prefeito de Queimadas, Dr. André (PT), avisou que as unidades hospitalares da cidade apresentavam escassez de oxigênio.
“Pelo amor de Deus, fiquem em casa. A situação é gravíssima. Vocês viram dois vídeos ontem, falando da chegada de oxigênio, mas aquele já se esgotou. Deveremos ter mais algumas horas de oxigênio e a possibilidade de pacientes morrerem em casa, como está acontecendo em várias partes do Brasil”, previu.
- Redação
- 17 Mar 2021
- 10:56h
Rui Costa pediu "sacrifício" do comércio aos sábados e domingos: "É melhor isso do que ter que fechar a semana inteira" | Foto: Divulgação
O governador Rui Costa (PT) fez um novo apelo para que prefeitos do interior cumpram os decretos estaduais de toque de recolher e que proíbem o funcionamento de atividades não essenciais durante o fim de semana. Embora as medidas contra o avanço da Covid-19 estejam em vigor na maioria dos municípios baianos, alguns gestores decidiram liberar o comércio de rua, shoppings, academias, igrejas e bares e restaurante no pior momento da pandemia.
“Eu volto a reiterar o meu pedido, o comércio precisar dar a sua contribuição, sei do sacrifício do esforço. Mas nessas cidades são apenas dois dias sem funcionar pra que a gente tenha dois dias distanciamento. Ontem, no Rio Grande do Sul, tivemos 502 óbitos. Uma população muito menor que a Bahia: 502 óbitos. Então a tragédia se anuncia no Brasil. O colapso se anuncia. Ontem chegamos à quase 3 mil óbitos por dia no Brasil. Então a situação é muito grave, e eu reitero aqui que nós temos que contribuir nessas medidas”, pediu o governado em entrevista à RecordTV Itapuã na manhã desta quarta (17).
“É melhor isso do que a situação se agrave e ter que fechar a semana inteira”, reiterou Rui Costa.
A determinação do governo baiano é que apenas segmentos como saúde, supermercados e postos de gasolina, por exemplo, possam funcionar entre 20h e 5h. A medida, que foi prorrogada no último fim de semana, visa desafogar o sistema de saúde e, sobretudo, a fila de doentes à espera de vagas de UTI —hoje, 86% dos leitos estão ocupados, conforme atualização mais recente.
Em um alerta divulgado na terça-feira (16), o secretário estadual Saúde, Fábio Vilas-Boas, fez um alerta para o risco de colapso nos municípios que vêm flexibilizando restrições. Segundo o secretário, casos os prefeitos não recuem de suas decisões, terão de enfrentar uma situação ainda mais drámático
- BBC News
- 17 Mar 2021
- 08:48h
Pacientes em hospital da Porto Alegre, cidade que já tem 103% de ocupação de leitos de UTI | REUTERS/DIEGO VARA
Com números alarmantes do esgotamento de leitos de UTI e do aumento de mortes por covid-19 no país, além de palavras caracterizando a situação como "gravíssima" e "absolutamente crítica", um boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz publicado na noite desta terça-feira (16/3) classificou o momento atual da pandemia como o "maior colapso sanitário e hospitalar da história do Brasil".
O boletim mostra que a última semana, de 7 a 13 de março, foi de recorde em casos e óbitos por covid-19, com uma média de 71 mil novos casos e 1,8 mil óbitos por dia.
Mas essa é uma situação que já vem escalando há um tempo: nas últimas três semanas (desde 21 de fevereiro), o número de casos cresce a uma taxa de 1,5% ao dia, e de óbitos, 2,6% ao dia. São valores considerados elevados mesmo se comparados à primeira fase da pandemia no país.
Destino de tantas pessoas adoecidas, com covid-19 ou não, os hospitais estão esgotados na maior parte do país. Das 27 unidades federativas, 24 Estados e o Distrito Federal estão com ocupação de leitos de UTI superior a 80% — 15 delas com taxas ultrapassando 90%.
"É praticamente o país inteiro com um quadro absolutamente crítico", diz o boletim.