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Apesar de melhora discreta, taxa de óbitos na Bahia continuará elevada, diz Vilas-Boas

  • Alexandre Santos
  • 12 Mai 2021
  • 11:15h

Secretário estadual de Saúde afirma que cenário é decorrente da alta lotação dos leitos de UTI, cuja ocupação média chega a 90% | Foto: Reprodução

O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, afirmou nesta quarta-feira (12) que a taxa de mortalidade decorrente da Covid-19 deverá permanecer elevada nas próximas semanas. Segundo o secretário, apesar de os indicadores epidemiológicos apontarem para uma leve queda no número de óbitos, o patamar de 80 a 90 mortes por dia ainda é muito alto em todo o estado. A previsão de Vilas-Boas ocorre em meio ao afrouxamento de restrições para conter o avanço da doença, a exemplo da liberação de atividades econômicas e de entretenimento, além da reabertura de escolas.

“O número de óbitos caiu, já chegamos a relatar até 150 óbitos em 24 horas. Mas hoje eles continuam aí em torno de 80 e 90, o que é ainda é um número alto, e ele vai permanecer alto, porque nós temos hoje 1.260 pacientes internados em UTI. Há uma expectativa que entre 30% e 40% das pessoas venham a morrer. E nós estamos internando pessoas todos os dias. Nós teremos uma taxa de óbitos ainda elevada na medida em que mantivermos a taxa de ocupação de UTIs elevada”,  disse Vilas-Boas em entrevista à rádio Metrópole.

De acordo com o secretário, atualmente, as UTIs baianas têm ocupação média entre 80% e 90%.

“Estamos numa fase em que paramos de piorar e estamos lentamente, mas muito lentamente, melhorando. A melhora é muito discreta. Nós essencialmente estamos mantendo taxa de ocupação aí acima aí de 80% na maioria das regiões do estado. Já houve períodos em que essa taxa foi de 100%, período em que ela ficou sempre acima de 90%. Agora estamos mantendo entre 80% e 90%, o que é muito alto”, declarou Vilas-Boas.

Novo lote com 69 mil doses da Pfizer chega à Bahia

  • Redação
  • 11 Mai 2021
  • 15:45h

(Foto: Reprodução)

Um novo lote com 69.030 doses da vacina da Pfizer chegou à Bahia, na madrugada desta terça-feira (11). Os imunizantes chegaram ao estado pelo aeroporto de Salvador, em voo que pousou por volta de 0h45.

Segundo a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), ficou definido na reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) de segunda-feira (10), que 20% dessas doses (cerca de 14 mil) serão destinados a Salvador, e os outros 80% serão distribuídos pelos 12 municípios da região metropolitana.

Ainda de acordo com a Sesab, as secretarias municipais de Saúde farão a retirada gradual das vacinas na Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (CEADI), em Simões Filho, em virtude do prazo de aplicação de até cinco dias quando refrigerado em temperaturas de 2°C e 8°C.

Em nota, a Sesaba ainda anunciou que, na quarta-feira (12), será publicado no Diário Oficial do Estado a ampliação dos grupos prioritários ´para receber a vacina contra a Covid-19. Esse novo público incluirá lactantes sem doenças crônicas, até o sexto mês de amamentação; e trabalhadores de transporte aquaviário (lancha e transporte de passageiros). Além disso, a CIB incluiu agentes do sistema sócio-educativo, bem como pessoas com doenças crônicas e deficiência permanente a partir de 18 anos.

Anvisa manda suspender uso da AstraZeneca enquanto Ministério da Saúde investiga morte de gestante

  • Redação
  • 11 Mai 2021
  • 08:24h

(Foto: Reprodução)

O Ministério da Saúde está investigando o caso de uma gestante que morreu no Rio de Janeiro, depois de ser imunizada contra a Covid-19 com a vacina AstraZeneca. A pasta informou que foi notificada sobre o caso pelas secretarias municipal e estadual de Saúde do Rio.

“Cabe ressaltar que a ocorrência de eventos adversos é extremamente rara e inferior ao risco apresentado pela Covid-19. Neste momento, a pasta recomenda a manutenção da vacinação de gestantes, mas reavalia a imunização no grupo de gestantes sem comorbidades”, disse o Ministério, em nota enviada à coluna Painel da Folha de S.Paulo.

Enquanto a pasta investiga a causa da morte, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu recomendar a suspensão imediata da vacina, segunda a ser aplicada no Brasil por intermédio da Fiocruz.

A orientação da agência é para que a indicação da bula da AstraZeneca seja seguida. Nela não consta o uso em gestantes. “A orientação da Anvisa é que a indicação da bula da vacina AstraZeneca seja seguida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). A orientação é resultado do monitoramento de eventos adversos feito de forma constante sobre as vacinas Covid em uso no país. 

O uso ‘off label’ de vacinas, ou seja, em situações não previstas na bula, só deve ser feito mediante avaliação individual por um profissional de saúde que considere os riscos e benefícios da vacina para a paciente. A bula atual da vacina contra Covid da AstraZeneca não recomenda o uso da vacina sem orientação médica”, afirmou a Anvisa, por meio de nota.

Em abril, o secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Raphael Câmara, afirmou que as variantes do coronavírus no Brasil têm se mostrado mais agressivas em grávidas e que a pasta recomenda postergar a gravidez nesse período crítico da pandemia. Câmara, porém, não especificou a quais variantes se referia nem mostrou pesquisas que comprovem que as novas variantes sejam mais agressivas especialmente nesse público.

Após reuniões, presidente de comissão diz que Anvisa agiu corretamente ao barrar Sputnik

  • Redação
  • 10 Mai 2021
  • 07:01h

Segundo Aécio Neves, não houve interferência ideológica; ele se reuniu com as duas partes para tratar da vacina | Foto: Reprodução

Após se reunir com as partes e convocar a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para explicar as razões pelas quais não liberou a aplicação da vacina Sputnik no Brasil, o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), defendeu o posicionamento da agência.

Segundo ele, que também recebeu a embaixada da Rússia (que desenvolveu a vacina contra a Covid-19), os diretores e técnicos da Anvisa não agiram por interferências políticas ou ideológicas, mas como instituição de estado.

A agência vem sendo contestada por diversos estados do Nordeste, que junto com o governador da Bahia, Rui Costa (PT). A Bahia possui um contrato de prioridade de compra de 50 milhões de doses com o fundo russo de investimento e já garantiu a compra de 37 milhões.

“Saí da reunião convencido de que estão zelando pela eficácia da vacina”, ponderou Aécio, em entrevista à coluna Painel, da Folha de S.Paulo. A Anvisa barrou a importação do imunizante por avaliar que faltaram dados básicos para avaliação de segurança de uso e de eficácia.

O tucano levou à Anvisa a afirmação do governo russo de que 62 países deram aval para uso emergencial da Sputnik V. A resposta, segundo ele, foi a de que mais de 20 deles ainda não receberam a primeira dose da vacina, outros 20 não têm agências reguladoras e alguns deles são populacionalmente inexpressivos.

Apenas cerca de 8% da população russa recebeu uma dose da Sputnik até o momento, diz o tucano, com informação atribuída à Anvisa. Ele ainda perguntou se a agência pediu informações ao México, que tem aplicado a vacina. A Anvisa teria respondido que o retorno foi de que as informações são confidenciais.

Governo do Estado prorroga toque de recolher até 17 de maio

  • Redação
  • 10 Mai 2021
  • 06:55h

Medida em Salvador continua vigorando das 22h às 5h | Foto: Reprodução

O Governo do Estado decidiu prorrogar a restrição o toque de recolher em toda a Bahia, até o dia 17 de maio. A medida, que tem como objetivo conter a disseminação do novo coronavírus, foi publicada neste domingo na versão on-line do Diário Oficial do Estado (DOE).

Em 227 municípios (ver lista abaixo), o toque de recolher vale das 20h às 5h. Já nos municípios integrantes de região de saúde em que a taxa de ocupação de leitos de UTI vier a se manter igual ou inferior a 75%, por cinco dias consecutivos, a restrição na locomoção será válida das 22h às 5h. Por ter alcançado esta meta, o toque de recolher em Salvador está em vigor das 22h às 5h.

Fica proibida, em todo o território do Estado da Bahia, a venda de bebida alcoólica em quaisquer estabelecimentos, inclusive por sistema de entrega em domicílio (delivery), das 18h de 14 maio até às 5h de 17 de maio.

Para a venda de bebida alcoólica aos finais de semana, continua a valer a determinação de que as regiões de saúde precisam alcançar a taxa de 75% ou menos de ocupação de leitos de UTI por cinco dias consecutivos. Por isso, na capital, segue permitida a venda de bebidas alcoólicas durante o final de semana.

A realização de shows e festas, independentemente do número de participantes, também continua proibida até 17 de maio. Esta medida vale para toda a Bahia sem exceção, nem mesmo para Salvador.

Aulas

As unidades de ensino públicas e particulares podem manter as atividades de forma semipresencial. Para que isso ocorra, é necessário que a taxa de ocupação de leitos de UTI Covid esteja abaixo de 75% por cinco dias consecutivos nas regiões de saúde. Para Salvador, o Governo do Estado já havia autorizado o retorno das aulas, respeitando tais critérios, e segue mantido.

Além disso, as atividades letivas devem ficar condicionadas à ocupação máxima de 50% da capacidade de cada sala de aula e ao atendimento dos protocolos sanitários estabelecidos.

Transporte

A circulação dos meios de transporte metropolitanos continua suspensa no período das 22h30 às 5h, até 17 de maio.

A circulação do ferry boat também segue suspensa das 22h30 às 5h de 10 de maio a 14 de maio de 2021, ficando vedado o seu funcionamento nos dias 15 e 16 de maio.

Até 17 de maio, a circulação das lanchinhas deverá ser suspensa das 22h30 às 5h. Nos dias 15 e 16 de maio, ocupação das embarcações fica limitada ao máximo de 50% da capacidade.

Vacina da Pfizer reduz em 86% infecções assintomáticas, diz estudo em Israel

  • Ana Bottallo|Folhapress
  • 09 Mai 2021
  • 08:52h

(Foto: Reprodução)

A vacina produzida pela farmacêutica norte-americana Pfizer com o laboratório alemão BioNTech apresentou uma das taxas de eficácias mais altas no estudo clínico de fase 3: 95% contra casos de Covid-19 sintomáticos.

O imunizante chegou ao país na última semana e houve uma corrida nas Unidades Básicas de Saúde da capital do estado de São Paulo para recebê-lo, o que levou muitos estabelecimentos a colocarem placas informando que não tinham a tal vacina naquele posto. Dentre o motivo principal que levava os paulistanos a buscar uma dose da Pfizer estava a taxa elevada de eficácia.

Agora, mais de cinco meses após o início de programas de vacinação em massa em diversos países, dados sobre a efetividade do imunizante, isto é, sua eficácia na vida real (e não nas condições ideais de um ensaio clínico) confirmam essa alta proteção e dão ainda mais uma esperança para o fim da pandemia: a proteção contra casos assintomáticos da doença.

De acordo com um estudo conduzido em Israel, a vacina da Pfizer reduz em 86% as infecções assintomáticas. A proteção contra infecções sintomáticas é ainda mais alta do que a encontrada nos testes finais, de 97%.

Os dados do estudo foram publicados na última quinta-feira (6) na revista científica Jama (Journal of the American Medical Association).

Os casos assintomáticos são definidos como qualquer pessoa que apresente uma infecção por Sars-CoV-2, mas não apresenta nenhum sintoma --como febre, dor de garganta ou dor no corpo-- durante a infecção. Esses indivíduos, por não desenvolverem os quadros clínicos da Covid, raramente são testados e fazem isolamento, porém caracterizam uma fonte importante de transmissão.

Para avaliar a proteção conferida pela vacina BNT162b2, os pesquisadores fizeram um estudo retrospectivo de coorte comparando profissionais da saúde vacinados e não vacinados no Centro Médico Sourasky, em Tel Aviv. Foram incluídos 6.710 profissionais, dos quais 5.953 receberam ao menos uma dose da vacina, 5.517 receberam as duas doses e 757 não foram vacinados.

O período avaliado foi de 20 de dezembro de 2020 (quando começou a vacinação em Israel) a 25 de fevereiro de 2021. Os casos de infecção por Sars-CoV-2 foram detectados por meio do exame RT-PCR, e os casos positivos acompanhados por 28 dias após o resultado positivo. Foram excluídos participantes que tiveram resultado RT-PCR positivo antes do início do estudo, com imunização parcial (incompleta) ou indivíduos não vacinados que contraíram Sars-CoV-2 nos primeiros 28 dias do estudo.

Para ajustar os dados de acordo com idade, sexo e risco de exposição ao vírus, os cientistas realizaram uma análise de sensibilidade com base em um escore de propensão ajustado. Em outras palavras, eliminando os fatores que podem causar ruído na análise, o risco de propensão de um indivíduo não vacinado para contrair o vírus equivalia ao risco de dois a três indivíduos vacinados. Esse parâmetro foi utilizado para calcular a taxa de incidência tanto de infecção sintomática quanto assintomática entre os profissionais de saúde vacinados e os não vacinados.

De um total de mais de 16 mil exames RT-PCR realizados, 243 retornaram positivos, dos quais 149 foram para casos de Covid-19 sintomáticos e 94 foram assintomáticos.

Entre os indivíduos vacinados, a incidência de infecção sintomática foi de 4,7 a cada 100 mil pessoas-ano, enquanto no grupo que não recebeu a vacina essa taxa foi de 149,8 a cada 100 mil, ou uma razão de 0,03 (intervalo de confiança de 95%). A eficácia da vacina foi calculada, portanto, em 97%.

Já para os casos assintomáticos, a taxa incidência foi, respectivamente de 11,3 a cada 100 mil pessoas-ano nos vacinados e 67 a cada 100 mil pessoas-ano nos indivíduos não vacinados, o que leva a uma razão de 0,14 (intervalo de confiança de 95%). A vacina reduziu, portanto, em 86% os casos assintomáticos de Covid-19 nos indivíduos vacinados.

Embora o estudo apresente algumas limitações, como o fato de um conjunto de profissionais de saúde representar um subgrupo da população e ser dificilmente extrapolada para todos os locais, justamente por essas pessoas estarem mais sujeitas ao risco de contrair o Sars-CoV-2 a pesquisa traz luz sobre como a vacina deve se comportar na vida real.

Além disso, outros estudos de efetividade da vacina, incluindo um com mais de 370 mil pessoas no Reino Unido e outro com quase de 600 mil em Israel, já haviam demonstrado a alta eficácia do imunizante da Pfizer tanto para a redução de casos quanto de hospitalizações e óbitos (mais de 90%), mas dados sobre infecções assintomáticas eram ainda escassos, porque dificilmente pessoas sem nenhum sintoma irão fazer parte de estudos de testagem de Covid.

Por serem profissionais de saúde, os participantes do estudo do Centro Médico de Sourasky são rotineiramente testados para Covid-19 com exame RT-PCR. Assim, o estudo conseguiu identificar casos assintomáticos mesmo em indivíduos que receberam as duas doses da vacina, mostrando ainda a importância de estratégias de vacinação em massa para diminuir a transmissão do vírus na população.

Como os próprios autores sugerem no estudo, a pesquisa é forte no sentido de caracterizar essas infecções e poder orientar os próximos estudos para compreender como a redução de infecções assintomáticas podem reduzir a circulação do Sars-CoV-2. "Dado o papel potencial de pessoas com infecções assintomáticas na pandemia de Covid-19, o efeito da redução na transmissão do coronavírus de maneira silenciosa pode ter um impacto importante na saúde pública", diz o estudo.

Motorista vai parar em brega e atrasa entrega de vacinas da covid

  • BNews
  • 08 Mai 2021
  • 14:00h

(Foto: Reprodução)

A distribuição de vacinas contra covid-19, na cidade de Santo Antônio do Leste, em Matro Grosso, virou caso de polícia. Isso porque o motorista responsável pela entrega dos imunizantes simplesmente desapareceu e só foi encontrado horas depois por policiais com sinais de embriaguez. O motivo pelo atraso foi que ele tinha ido a um prostíbulo.

A Secretaria de Saúde da cidade identificou o atraso na entrega e tentou contato com o motorista, que não respondeu às mensagens e ligações. Segundo o Boletim de Ocorrência, a Polícia Civil foi acionada pela Prefeitura no início da noite. O motorista teria retirado as doses de vacina contra a covid-19 e contra a Influenza pouco depois das 15h, no Escritório Regional de Rondonópolis (MT), mas não apareceu dentro do horário combinado.

Com o desaparecimento, o caso passou a ser investigado por conta de risco de roubo das vacinas. A Polícia Civil acionou militares para fazer blitz na tentativa de localizar o homem e ele foi encontrado e abordado no momento em que saía de Primavera do Leste (MT), um município vizinho. Os policiais informaram que o funcionário público estava nitidamente embriagado e com marcas de batom na roupa, e por isso foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos.

Em depoimento, o motorista afirmou que teria feito um desvio de seu itinerário e parado em um prostíbulo, onde acabou se embebedando e perdeu o horário de retornar com as doses de vacina. Ele foi ouvido e liberado após assinar um termo circunstanciado.

A Prefeitura de Santo Antônio do Leste informou que abriu procedimento interno contra o homem e que o funcionário já foi afastado de suas funções enquanto o caso é apurado por uma comissão. Nenhuma dose de vacina foi prejudicada com o atraso.

Brasil passa a apoiar negociações para quebra de patentes de vacinas

  • Agência Brasil
  • 08 Mai 2021
  • 11:42h

País quer acelerar produção em países em desenvolvimento | (Foto: Reprodução)

Após a aprovação pelo Senado do projeto de lei que autoriza a quebra temporária de patentes e insumos de vacinas contra a covid-19, o governo brasileiro passou a apoiar as negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC) em torno da medida. A nova posição do governo brasileiro foi divulgada no fim da tarde desta sexta-feira (7) em nota conjunta dos Ministérios das Relações Exteriores, da Saúde, da Economia e de Ciência, Tecnologia e Inovações.

Segundo o comunicado, o governo brasileiro “recebeu com satisfação” a disposição dos Estados Unidos em discutir, na OMC, um acordo multilateral que permita a quebra temporária de patentes e torne viáveis esforços para aumentar a produção e a distribuição global de insumos e de vacinas. A mudança de posição do governo norte-americano havia sido anunciada na última quarta-feira (5).

“O Brasil compartilha o objetivo expresso pela representante comercial do governo dos EUA, embaixadora Katherine Tai, de prover vacinas seguras e eficientes ao maior número de pessoas possível no menor intervalo de tempo possível”, destacou o texto. Na OMC, informou o comunicado, o Brasil continuará a trabalhar com a diretora-geral do órgão, Ngozi Okonjo-Iweala, e com os demais países para a construção de uma solução “consensual e cooperativa”.

A nota conjunta acrescenta que a flexibilização de posições dos Estados Unidos e de vários países em torno da quebra temporária de patentes será importante para contribuir para uma resposta internacional adequada à pandemia de covid-19. O texto recorda que o licenciamento compulsório de patentes está previsto na legislação brasileira e no Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio (Trips, na sigla em inglês).

Segundo o governo brasileiro, além da suspensão de dispositivos do Acordo Trips para o combate à pandemia, o Brasil trabalhará pela implementação de uma proposta de “terceira via”, que envolve a cooperação entre países detentores de tecnologias para a produção de vacinas e o funcionamento de fábricas atualmente com capacidade ociosa em países em desenvolvimento. Em particular, o Brasil discutirá, em maior profundidade, com os Estados Unidos, sua nova posição e suas implicações práticas para facilitar o acesso a vacinas e a medicamentos no combate à covid-19.

“O governo brasileiro aprofundará, com flexibilidade, pragmatismo e responsabilidade, consultas com todos os seus parceiros internacionais, bem como junto ao setor privado, para desenvolver os entendimentos multilaterais necessários a uma rápida e segura produção e distribuição de vacinas”, ressaltou o comunicado.

Ontem (6), o chanceler Carlos Alberto Franco França tinha afirmado, em audiência pública no Senado, que o país mantinha a posição contrária à quebra de patentes da vacina e de insumos contra a covid-19. No entanto, ele tinha admitido que o governo brasileiro poderia rever a posição caso a mudança de postura do governo norte-americano atendesse aos interesses do país

Bahia receberá mais de 60 mil doses de CoronaVac neste sábado (08)

  • Redação
  • 08 Mai 2021
  • 08:55h

(Foto: Reprodução)

O secretário de Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, afirmou na manhã deste sábado (8) que a Bahia receberá 60.200 doses da CoronaVac, que serão enviadas aos municípios juntamente com as 244.200 doses da vacina AstraZeneca. “Com o suporte logístico do governador Rui Costa, essas doses chegarão hoje nas regionais de Saúde para que a aplicação da segunda dose continue!”, escreveu em seu perfil no Twitter.  A segunda dose da vacinação com Coronavac estava suspensa em cidades como Salvador, por exemplo”.

Aeronáutica omite do MPF destino de 132 caixas e 5.000 comprimidos de cloroquina

  • Redação
  • 07 Mai 2021
  • 13:51h

Informação foi repassada sem detalhes; parte do remédio foi para tratar indígenas Z | COVID-19 Publicado em 07/05/2021 às 08h13. Aeronáutica omite do MPF destino de 132 caixas e 5.000 comprimidos de cloroquina Informação foi repassada sem detalhes; parte

Reportagem do jorbal Folha de S. Paulo revela que aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) transportaram em missões pelo menos 132 caixas e 5.000 comprimidos de cloroquina. O detalhamento sobre o destino da droga, que não tem eficácia contra a Covid-19, é mantido em sigilo.

Segundo a Folha, a informação está em ofício assinado pelo então comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Antonio Carlos Bermudez, e enviado ao MPF (Ministério Público Federal) em Brasília. O documento é de 15 de março.

O MPF instaurou um inquérito civil para investigar a política da cloroquina do governo Jair Bolsonaro (sem partido). A suspeita é de improbidade administrativa na distribuição massiva do medicamento.

O principal alvo da investigação é o general da ativa Eduardo Pazuello, ministro da Saúde mais longevo na pandemia, até ser demitido em março.

“No que concerne à distribuição do princípio ativo, foram transportadas, em duas oportunidades, 132 caixas e 5.000 comprimidos, sucessivamente, do medicamento cloroquina em missões da FAB”, limitou-se a dizer o comandante em relação à atuação da Aeronáutica no transporte da droga de 2020 a fevereiro de 2021, período estipulado no pedido de informações do MPF.

Bermudez, demitido do cargo por Bolsonaro em 30 de março, junto com os comandantes de Exército e Marinha, não explicou ao MPF a quantidade de medicamento transportada nas 132 caixas, não disse quando houve o transporte nem para onde se destinou a droga que foi o carro-chefe de Bolsonaro no combate à pandemia.

A Folha questionou a FAB e pediu à Força que informasse esses detalhes. “Não há informações disponíveis além das que já estão constando no documento citado no corpo da pergunta”, respondeu a assessoria de imprensa.

A reportagem identificou casos em que a cloroquina foi destinada a comunidades indígenas na Amazônia, com o propósito do chamado “tratamento precoce”, e não para a finalidade original da medicação, que é tratar casos de malária.

‘Donuts’, cervejas e maconha grátis para incentivar a vacinação nos Estados Unidos

  • Biden estabelece a meta de que 70% da população adulta tenha recebido pelo menos uma dose antes de 4 de julho
  • 07 Mai 2021
  • 11:43h

Um ativista do Joints for Jabs distribui cigarros de maconha aos vacinados em Nova York, em 20 de abril.MARK LENNIHAN / AP

O acelerado ritmo da vacinação contra a covid-19 nos Estados Unidos perde força à medida que grande parte da população de risco já recebeu o tratamento. O desafio agora é mobilizar os jovens e os que têm algum receio de se imunizar contra o coronavírus. Para incentivá-los, surgiram iniciativas que vão de um donut grátis por dia durante um ano até um cigarro de maconha. Maryland e Nova Jersey aderiram na segunda-feira à moda dos estímulos. O primeiro Estado prometeu 100 dólares (535 reais) aos funcionários públicos estaduais que se vacinarem; e o segundo, uma cerveja grátis aos maiores de 21 anos que receberem sua primeira injeção durante o mês de maio. Com grande parte do país entregue à causa, o presidente Joe Biden estabeleceu na segunda-feira um novo objetivo: que 70% da população adulta tenha recebido pelo menos uma dose da vacina antes do fim de semana de 4 de julho.

Na semana passada, os centros de vacinação distribuíram uma média de quase 2,2 milhões de dose por dia, o que significa uma queda de 32% em relação ao pico de 3,3 milhões alcançado na segunda semana de abril. Até o momento, 145 milhões de adultos, aproximadamente 56% da população adulta dos EUA, receberam pelo menos uma dose de alguma vacina contra a covid-19, segundo os últimos dados dos Centros de Prevenção e Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês). Com a desaceleração do processo e as novas variantes do vírus circulando, os especialistas acham cada vez menos provável que os Estados Unidos alcancem a imunidade de rebanho.

Biden disse na terça-feira que solicitará a todos os Estados que eliminem o requisito de marcar hora para a vacinação, com o objetivo de acelerar o processo. Além disso, a Administração democrata distribuirá as imunizações contra o coronavírus a 40.000 farmácias de todo o país e investirá 250 milhões de dólares (1,34 bilhão de reais) em organizações comunitárias encarregadas de contratar e mobilizar profissionais que operem clínicas móveis em zonas rurais de difícil acesso. O objetivo desses esforços é que 70% da população adulta (160 milhões de pessoas) esteja vacinada, ao menos parcialmente, antes de 4 de julho, “o dia da independência contra o vírus”, como chamou o presidente do país, numa alusão ao fato de ser a data em que se comemora o dia em que as primeiras colônias britânicas na América do Norte se tornaram independentes.

Vários cientistas, incluindo Anthony Fauci, principal assessor do presidente dos Estados Unidos para questões de saúde, estimam que entre 70% e 85% da população norte-americana precisa estar imunizada para controlar a propagação da pandemia e poder olhar ao vírus pelo retrovisor.

Pesquisas da CNN e da rádio pública NPR nos últimos meses mostram que aproximadamente 25% de adultos não pretendem se vacinar. E são eles o alvo das novas iniciativas estaduais, de empresas públicas e privadas, e também de organizações de ativistas. Em Nova York, por exemplo, o grupo Joints for Jabs (baseados por injeções) comemorou a recente legalização do uso recreativo no Estado dando de presente, durante um dia, um cigarro de maconha a qualquer pessoa que provasse que havia recebido pelo menos uma dose da vacina. O Museu de História Natural da cidade também está oferecendo quatro entradas para serem usadas no futuro para quem se vacinar ali.

As recompensas monetárias são outro incentivo em alguns lugares. O governador de Maryland, o republicano Larry Hogan, anunciou na segunda-feira que mais de 50.000 funcionários públicos estaduais receberão 100 dólares se demonstrarem que estão completamente vacinados e se comprometerem a receber as vacinas de reforço recomendadas pelas autoridades sanitárias durante os próximos 18 meses. Há algumas semanas, o governador da Virgínia Ocidental, Jim Justice (republicano), prometeu um bônus, também de 100 dólares, para as pessoas de 16 a 35 anos que tomarem a vacina.

Várias empresas oferecem descontos ou dão brindes de seus produtos (donuts, sobremesas, cervejas, entre outros) aos clientes que demonstrarem ter-se imunizado. Algumas, como a rede de autopeças e acessórios AutoZone e os supermercados Kroger, prometem 100 dólares para o bolso ou para usar na loja aos seus funcionários que tiverem recebido uma vacina contra a covid-19. O banco Bangor Savings fez a maior aposta: 500 dólares (2.677 reais) para os funcionários que completarem o tratamento.

Estudo mostra que imunidade celular é essencial para evitar reinfecção pelo coronavírus

  • Redação
  • 07 Mai 2021
  • 10:25h

Pesquisadores chegaram à essa conclusão após estudar caso de gêmeas infectadas | Juliana (à esquerda) e sua irmã Luana (Foto: Arquivo Pessoal)

Duas gêmeas idênticas que moram na mesma casa contraíram a Covid-19 e manifestaram sintomas leves, como febre, tosse e congestão nasal – sem necessidade de hospitalização. Quatro meses depois, em agosto de 2020, uma das irmãs foi reinfectada. Porém, dessa vez, desenvolveu um quadro mais grave, com queda na taxa de oxigenação sanguínea e necessidade de internação por dez dias, parte do tempo em unidade de terapia intensiva. A outra irmã, apesar de ter tido novo contato com o vírus, não foi reinfectada.

Parece apenas um acontecimento inusitado e fortuito, entre tantos relacionados à pandemia de Covid-19. Porém, ao detalhar pela primeira vez um caso de reinfecção em indivíduos com o mesmo genoma, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) conseguiram comprovar o papel essencial da resposta imune adaptativa (específica para cada patógeno) mediada por linfócitos T – também chamada de imunidade celular – para evitar a recorrência da doença.

“Era de se esperar que gêmeas idênticas apresentassem sintomas semelhantes. No entanto, identificamos um caso em que os resultados foram muito diferentes. Somente uma das irmãs teve reincidência de Covid-19 e apresentou uma resposta deficitária de linfócitos T específicos. No estudo, observamos que a resposta imune adaptativa pode ser diferente entre gêmeos monozigóticos [formados a partir do mesmo óvulo, fecundado por um único espermatozoide]”, afirma Mayana Zatz, professora do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) e coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano e de Células-Tronco (CEGH-CEL), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da Fapesp.

A descoberta relacionada ao papel dos linfócitos T na prevenção de reinfecções surgiu de uma pesquisa mais ampla sobre sistema imune com a participação de gêmeos idênticos. Os dados completos da pesquisa, que contou com apoio da Fapesp, foram divulgados na plataforma medRxiv, em artigo ainda sem revisão por pares.

Frentes de atuação

Como explicam os autores do estudo, o sistema imune conta com diferentes “frentes de atuação”. Ao lado de outras células de defesa – como macrófagos e neutrófilos –, os linfócitos T formam a complexa resposta do corpo humano contra vírus e outros patógenos.

Quando um vírus infecta uma pessoa e passa a se multiplicar dentro de suas células, ele desencadeia primeiro a resposta imune inata (inespecífica). Células chamadas de macrófagos identificam o vírus e o fagocitam. Há também a ação de proteínas chamadas interferons, uma espécie de “cadeado” que impede as células infectadas de replicarem o vírus.

Se a resposta imune inata não resolver o problema, entra em cena o sistema imune adaptativo, formado por anticorpos neutralizantes (resposta humoral) e pelos linfócitos T (imunidade celular), que reconhecem o patógeno e podem destruir as células infectadas.

Para descobrir por que a resposta das irmãs foi diferente, os pesquisadores realizaram uma avaliação abrangente da imunidade inata e adaptativa das gêmeas. Além de ensaios sobre a resposta inata relativa à produção de proteínas interferons do tipo 1 e 3, analisaram a resposta adquirida, que inclui a ligação e neutralização por anticorpos presentes no sangue e a resposta dos linfócitos T a peptídeos sintéticos de SARS-CoV-2.

“Ao analisar amostras de sangue das gêmeas, notamos que elas apresentavam condição semelhante da resposta inata de interferons do tipo 1 e 3, bem como de anticorpos – inclusive neutralizantes. A irmã reinfectada apresentava até uma quantidade maior de anticorpos, pois tinha acabado de ter a reincidência da infecção, mas havia uma diferença brutal em relação à resposta imune mediada por linfócitos T”, conta Edecio Cunha Neto, professor do Departamento de Clínica Médica e pesquisador do Instituto do Coração (InCor) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP).

Com o objetivo de aprofundar a análise, os pesquisadores compararam os resultados dos testes com amostras de sangue das irmãs com os de outro par de gêmeos idênticos que tiveram Covid-19 assintomática uma única vez (e serviram como grupo controle).

Dos 46 peptídeos – ou fragmentos do vírus SARS-CoV-2 – que os linfócitos T têm mais facilidade de reconhecer, as células da irmã reinfectada reconheciam apenas sete (15%), enquanto as de sua gêmea reconheciam 40 (87%). No outro par de irmãos (grupo controle) também houve variação, mas ambos identificaram quase 100%.

“Nossos achados reforçam que o repertório imune é definido somaticamente [por mutações ocorridas em estágios mais avançados do desenvolvimento] e respostas aleatórias individuais são produzidas independentemente do arcabouço genético, o que justifica perfis distintos observados em gêmeos monozigóticos. Ou seja, o repertório imune é desenvolvido a partir de sucessivas exposições a patógenos, fatores ambientais e genéticos que em conjunto fazem a resposta imune ser única em cada indivíduo”, explica Mateus Vidigal de Castro, pós-doutorando no IB-USP e primeiro autor do estudo.

Pesquisadores em todo o mundo ainda têm pouco conhecimento sobre como se dá a reincidência de Covid-19. Antes do surgimento das novas cepas, a estimativa era de que esse tipo de evento acontecesse com uma a cada mil pessoas (1:1000). Mais raro ainda é a reincidência ocorrer e de forma discordante em gêmeos idênticos.

“Em casos de reincidência, o esperado é que a segunda resposta imune seja mais forte, pois o sistema imunológico tem por característica memória e especificidade. No entanto, a gêmea reinfectada teve uma resposta deficitária de linfócitos T, diferentemente de sua irmã. Essa disparidade entre pessoas com o mesmo genoma mostra que não só os anticorpos são de extrema importância para resposta contra a Covid-19”, diz Cunha-Neto.

Zatz destaca que a análise do caso das gêmeas abre caminho para mais estudos sobre imunidade e Covid-19. “O mais interessante é que o caso das gêmeas revela pistas importantes sobre a complexidade do sistema imune e também da Covid-19 para a população em geral.”

Vacinas e variantes do vírus

Outro aspecto importante da pesquisa está em reafirmar a noção de que quanto mais imunogênica for uma vacina, ou seja, quanto mais ela ativar a resposta imune das diferentes células e proteínas do sistema imune, melhor.

No caso das gêmeas, tanto a infecção quanto a recorrência da doença aconteceram no ano passado, quando ainda não haviam surgido as variantes mais transmissíveis. Ainda assim, os pesquisadores ressaltam a importância dos linfócitos T na proteção contra as novas cepas.

“Há uma crescente preocupação de que novas variantes do SARS-CoV-2 sejam capazes de evitar a ação de anticorpos neutralizantes induzidos tanto pela vacinação quanto por infecção prévia. Nosso estudo enfatiza a importância da imunidade celular na proteção contra recorrências e reinfecções para a população em geral”, diz Cunha-Neto.

Segundo o pesquisador, estudos recentes mostram que a resposta imune mediada por linfócitos T é menos afetada pelas novas variantes do que a resposta humoral. “Isso pode sugerir que a proteção conferida pela resposta celular induzida pelo vírus original ou pela vacina seja eficaz contra as novas variantes”. Por Maria Fernanda Ziegler, da Agência Fapesp.

Variantes de Manaus e do Reino Unido são identificadas em 32 municípios da Bahia; Brumado está na lista

  • Redação
  • 07 Mai 2021
  • 07:46h

Foto: Jefferson Peixoto/SecomPMS

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) apontou a presença das “variantes de atenção” em 32 municípios baianos. Entre as cepas estão as identificadas em Manaus (P.1) e no Reino Unido (B.1.1.7). Por causa disso, a pasta recomendou que as pessoas evitem viagens para essas cidades. Segundo o Cievs, a Bahia confirmou 93 casos da variante de Manaus, com 40 hospitalizações e 29 óbitos. Já da variante britânica foram confirmados 13 casos, com duas hospitalizações e duas mortes.Entre as cidades onde foi feita a constatação da variante está Brumado, que ainda vive uma crise aguda referente à pandemia provocada pelo novo coranavírus, o que, inevitavelmente irá fazer com que pessoas evitem viajar para cá. 

Wagner: CPI da Covid está confirmando que Bolsonaro atrapalhou combate à pandemia

  • Alexandre Santos
  • 06 Mai 2021
  • 17:09h

Senador diz que depoimentos dos ex-ministros Nelson Teich e Luiz Henrique Mandetta deixam claro que imunidade de rebanho defendida pelo presidente foi um erro | Foto: Brumado Urgente Conteúdo

O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou nesta quinta-feira (6) que, até agora, a CPI da Covid vem corroborando a tese de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) atuou para atrapalhar o enfrentamento da pandemia de Covid-19. A crítica do petista se ancora nos depoimentos prestados pelos ex-ministros da Saúde, Nelson Teich e Luiz Henrique Mandetta, de que o chefe do Executivo defendeu, mesmo sem o aval dos dois, teria defendido a estratégia da “imunidade de rebanho” — que prevê que a imunidade se adquire quando uma expressiva parcela da população tiver sido infectada. “A CPI tá confirmando o que o Brasil já sabia: o presidente atrapalhou o enfrentamento da pandemia. Os depoimentos afirmam que ele atuou pela ‘imunidade de rebanho’, acreditando que a tendência seria o vírus parar de contagiar. Errou! Há variantes e mais de 414 mil vidas perdidas!”, escreveu Jaques Wagner em sua conta no Twitter.  Ao depor na CPI na terça (4), Mandetta afirmou ter a “impressão” de que o governo buscava a imunidade de rebanho como estratégia para vencer a pandemia. “A impressão que eu tenho era que era alguma coisa nesse sentido, o principal convencimento, mas eu não posso afirmar, tem que perguntar a quem de direito”, afirmou o ex-ministro, que disse sempre ter se balizado pela ciência. Na quarta (5), Nelson Teich, por sua vez, disse que, pelo menos durante sua gestão, “isso [imunidade de rebanho] nunca foi colocado como uma estratégia”.

 

Novo lote com doses da vacina contra a Covid-19 chega à BA; distribuição será realizada no sábado (08)

  • Redação
  • 06 Mai 2021
  • 15:49h

(Foto: Reprodução)

Um novo lote com 244.200 doses da vacina contra a Covid-19 chegou à Bahia na manhã desta quinta-feira (6). As doses, todas da AstraZeneca, chegaram em um avião da Latam, que pousou no aeroporto de Salvador, por volta das 9h40. Em nota, a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) informou que essas só serão distribuídas aos municípios no sábado (8), junto com a chegada de uma nova remessa da Coronavac. "Como ocorreu uma entrega na última segunda, os municípios ainda possuem estoque da primeira dose da AstraZeneca. No entanto, caso os municípios terminem as doses antes do envio no próximo sábado, faremos o despacho antecipado por via terrestre. Os Núcleos Regionais de Saúde estão monitorando a realidade de cada localidade", diz a nota da Sesab. Após chegarem em Salvador, as doses irão direto do avião para a unidade do Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais, em Simões Filho, na região metropolitana, onde ficará armazenada.