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Infelizmente, mais pessoas vão morrer, diz Rui ao lamentar festas e aglomerações

  • Alexandre Santos / Matheus Morais
  • 17 Mai 2021
  • 09:51h

Governador afirmou que situação de avanço da pandemia é crítica, sobretudo na região oeste | Foto: Reprodução

O governador Rui Costa (PT) lamentou nesta segunda-feira (17) as cenas de aglomerações registradas no fim de semana em festas e eventos clandestinos na capital e no interior do estado em meio à pandemia de Covid-19.  Diante do cenário de crescimento de casos ativos da doença, sobretudo no oeste baiano, o governador prevê o aumento de mortes decorrentes do coronavírus.

“Eu fico chocado com a insensibilidade de algumas pessoas que, mesmo com mais de 430 mil mortos no Brasil, mesmo com essa tragédia que nós estamos vivendo, fazem festas, aglomeração com 800 pessoas, com 300 pessoas aqui, na Boa Viagem, e em outros pontos do estado. É muito triste isso, ver jovens que deveriam estar dando exemplo de consciência e de comportamento que estão contribuindo [com desrespeito às medidas sanitárias]”, disse o governador durante a entrega de contenção de encosta no bairro de Boa Vista do Lobato.

“Quando a gente olha os números e se pergunta por quê que não estamos conseguindo derrubar de 15 mil contaminados. A gente vê essas matérias na televisão e entende o porquê. Porque o vírus continua se reproduzindo nessas festas clandestinas, em bares às vezes com a porta fechada. Infelizmente, mais pessoas vão morrer enquanto houver esse tipo de comportamento”, acrescentou.

Segundo Rui Costa, embora a situação do oeste seja “crítica”, outros municípios também preocupam. Para ele, somente a restrição de atividades poderá reduzir as contaminações. “Nós decretamos dez dias, por unanimidade, com todos os prefeitos, o fechamento de toda a atividade não essencial no comércio. Está aberto apenas o que é essencial. Hoje à tarde nós vamos fazer uma reunião com a região norte de Paulo Afonso, que também  está em uma situação crítica. Hoje vou ver aquela região do centro-norte, que inclui ali a região também de Monte Santo. Eu acho que a prefeita está correta. Aumentou o número d casos, tem que restringir o acesso. Não tem jeito. A humanidade, a ciência e o mundo inteiro já comprovaram que só há duas ferramentas de reduzir o coronavírus. A primeira, e mais eficaz, é a vacina. A segunda, enquanto não tem vacina pra todo mundo, é garantir o distanciamento social”, disse.

Jacobina: Filha de músico Canindé morre vítima de Covid-19 aos 22 anos

  • Francis Juliano
  • 17 Mai 2021
  • 09:29h

(Foto: Reprodução Redes Sociais)

Veio a óbito por Covid-19 em Jacobina, no Piemonte da Diamantina, na tarde deste domingo (16) Clara Mascarenhas. Filha do músico Canindé, a jovem, de 22 anos, estava internada no Hospital Regional Vicentina Goulart, em Jacobina. Em nota, a prefeitura da cidade manifestou pesar e solidariedade aos familiares e amigos da jovem. “A Prefeitura Municipal de Jacobina, em nome do prefeito Tiago Dias e da vice-prefeita Kátia da Saúde, manifesta o mais profundo pesar pelo falecimento de Clara Mascarenhas, aos 22 anos. Clara é filha de Canindé, um dos artistas mais proeminentes da nossa terra, e foi uma jovem alegre, ativa nas redes sociais, e que tinha um futuro brilhante pela frente. Infelizmente, Clara foi mais uma vítima da covid-19”, diz trecho da nota.  Até este domingo, Jacobina já registrava 5.717 casos confirmados de novo coronavírus, sendo que 132 são considerados ativos, ou seja, que podem passar o vírus para quem não foi ainda infectado. Desde o início da pandemia, o município já acumula 68 óbitos, segundo boletim epidemiológico municipal.

Toque de recolher na Bahia é prorrogado até o dia 25 de maio

  • Redação
  • 17 Mai 2021
  • 08:06h

Em 227 municípios, o toque de recolher vale das 20h às 5h; em outras cidades a medida vale das 21h às 5h | Foto: Alberto Maraux/Divulgação

A validade do toque de recolher na Bahia, das 21h às 5h, foi prorrogada até o dia 25 de maio. A decisão do governo estadual foi publicada em decreto no Diário Oficial do Estado (DOE) de domingo (16), como forma de prevenir o avanço da Covid-19.

Em 227 municípios (ver lista abaixo), o toque de recolher vale das 20h às 5h. Já nos municípios integrantes de região de saúde em que a taxa de ocupação de leitos de UTI vier a se manter igual ou inferior a 75%, por cinco dias consecutivos, a restrição na locomoção será válida das 22h às 5h. Por ter alcançado esta meta, o toque de recolher em Salvador continua em vigor das 22h às 5h.

A venda de bebida alcoólica em quaisquer estabelecimentos fica proibida, inclusive por sistema de entrega em domicílio (delivery), das 18h de 21 maio até as 5h de 24 de maio.

Para a comercialziação de bebida alcoólica aos fins de semana, continua a valer a determinação de que as regiões de saúde precisam alcançar a taxa de 75% ou menos de ocupação de leitos de UTI, por cinco dias consecutivos. Por isso, em Salvador, segue permitida a venda de bebidas alcoólicas durante o fim de semana.

Transporte

A circulação dos meios de transporte metropolitanos continua suspensa no período das 22h30 às 5h, até 25 de maio. Também segue proibida a circulação dos ferry boats das 22h30 às 5h, ficando vedado o funcionamento nos dias 22 e 23 de maio.

A circulação das lanchinhas deve ser suspensa também das 22h30 às 5h, até 25 de maio, limitada a ocupação ao máximo de 50% da capacidade da embarcação nos dias 22 e 23 de maio.

Aulas

As unidades de ensino públicas e particulares podem manter as atividades de forma semipresencial. Para que isso ocorra, é necessário que a taxa de ocupação de leitos de UTI Covid esteja abaixo de 75%, por cinco dias consecutivos, nas regiões de saúde. Para Salvador, o Governo do Estado já havia autorizado o retorno das aulas, respeitando tais critérios.

Além disso, as atividades letivas devem ficar condicionadas à ocupação máxima de 50% da capacidade de cada sala de aula e ao atendimento dos protocolos sanitários estabelecidos.

Eventos e shows

Os eventos e atividades que envolvam aglomeração de pessoas continuam proibidos, em todo o território da Bahia, independentemente do número de participantes, ainda que previamente autorizados.

Segue suspensa ainda a realização de shows, festas, públicas ou privadas, e afins, independentemente do número de participantes, em todos os municípios baianos, até 25 de maio.

Municípios com toque de recolher das 20h às 5h:

Abaíra, Acajutiba, Adustina, Alagoinhas, Alcobaça, América Dourada, Anagé, Andaraí, Angical, Antas, Aporá, Araçás, Aracatu, Aramari, Baianópolis, Banzaê, Barra, Barra da Estiva, Barra do Choça, Barra do Mendes, Barreiras, Barro Alto, Belmonte, Belo Campo, Boa Vista do Tupim, Bom Jesus da Lapa, Bom Jesus da Serra, Boninal, Bonito, Boquira, Botuporã, Brejolândia, Brotas de Macaúbas, Brumado, Buritirama, Caatiba, Caculé, Caém, Caetanos, Caetité, Cafarnaum, Caldeirão Grande, Canápolis, Canarana, Candiba, Cândido Sales, Capim Grosso, Caraíbas, Caravelas, Cardeal da Silva, Carinhanha, Catolândia, Catu, Caturama, Central, Cícero Dantas, Cipó, Cocos, Condeúba, Contendas do Sincorá, Cordeiros, Coribe, Coronel João Sá, Correntina, Cotegipe, Crisópolis, Cristópolis, Dom Basílio, Encruzilhada, Entre Rios, Érico Cardoso, Esplanada, Eunápolis, Fátima, Feira da Mata, Firmino Alves, Formosa do Rio Preto, Gentio do Ouro, Guajeru, Guanambi, Guaratinga , Heliópolis, Iaçu, Ibiassucê, Ibicoara, Ibicuí, Ibipeba, Ibipitanga, Ibiquera, Ibirapuã, Ibitiara, Ibititá, Ibotirama, Igaporã, Iguaí, Inhambupe, Ipupiara, Iraquara, Irecê, Itabela, Itaberaba, Itaetê, Itagimirim, Itaguaçu da Bahia, Itamaraju, Itambé, Itanagra, Itanhém, Itapebi, Itapetinga, Itapicuru, Itarantim, Itororó, Ituaçu, Iuiu, Jaborandi, Jacaraci, Jacobina, Jandaíra, João Dourado, Jucuruçu, Jussara, Jussiape, Lagoa Real, Lajedão, Lajedinho, Lapão, Lençóis, Licínio de Almeida, Livramento de Nossa Senhora, Luís Eduardo Magalhães, Macajuba, Macarani, Macaúbas, Maetinga, Maiquinique, Mairi, Malhada, Malhada de Pedras, Mansidão, Marcionílio Souza, Matina, Medeiros Neto, Miguel Calmon, Mirangaba, Mirante, Morpará, Morro do Chapéu, Mortugaba, Mucugê, Mucuri, Mulungu do Morro, Muquém do São Francisco, Nova Canaã, Nova Redenção, Nova Soure, Nova Viçosa, Novo Horizonte, Novo Triunfo, Olindina, Oliveira dos Brejinhos, Ouriçangas, Ourolândia, Palmas de Monte Alto, Palmeiras, Paramirim, Paratinga, Paripiranga, Pedrão, Piatã, Pindaí, Piripá, Piritiba, Planalto, Poções, Porto Seguro, Potiraguá, Prado, Presidente Dutra, Presidente Jânio Quadros, Quixabeira, Riachão das Neves, Riacho de Santana, Ribeira do Amparo, Ribeira do Pombal, Ribeirão do Largo, Rio de Contas, Rio do Antônio, Rio do Pires, Rio Real, Ruy Barbosa, Santa Cruz Cabrália, Santa Maria da Vitória, Santa Rita de Cássia, Santana, São Desidério, São Félix do Coribe, São Gabriel, São José do Jacuípe, Sátiro Dias, Saúde, Seabra, Sebastião Laranjeiras, Serra do Ramalho, Serra Dourada, Serrolândia, Sítio do Mato, Sítio do Quinto, Souto Soares, Tabocas do Brejo Velho, Tanhaçu, Tanque Novo, Tapiramutá, Teixeira de Freitas, Tremedal, Uibaí, Umburanas, Urandi, Utinga, Várzea da Roça, Várzea do Poço, Várzea Nova, Vereda, Vitória da Conquista, Wagner, Wanderley e Xique-Xique.

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Em resposta à Pfizer, Ministério da Economia alega que compra de vacinas não é de sua competência

  • Redação
  • 16 Mai 2021
  • 12:23h

Ministério confirmou que houve um encontro dos seus representantes com a farmacêutica em agosto de 2020 | Foto: Reprodução

O Ministério da Economia confirmou à CPI da Covid que representantes da pasta estiveram reunidos com executivos da Pfizer para discutir os avanços da farmacêutica na busca de uma vacina contra contra o coronavírus, no dia 7 de agosto de 2020. No entanto, o ministério alegou que não era responsável pela decisão da compra. “A empresa procurou o ministério para informar sobre a sua tecnologia para desenvolver a produção da vacina contra a Covid-19, o que incluiu o estágio de desenvolvimento (testes clínicos em curso) e tecnologia inovadora envolvida. […] A empresa foi informada na reunião que não cabe ao Ministério da Economia decidir sobre a compra de determinada vacina, pois se trata de uma decisão de Saúde Pública”, diz o documento encaminhado à CPI. Na última semana, durante depoimento na CPI, o gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, havia citado que houve um encontro com representantes do Ministério da Economia em agosto.

Sinjorba pressiona governo pela vacinação dos profissionais de comunicação

  • Redação
  • 16 Mai 2021
  • 11:19h

Segundo o sindicato, o resultado parcial de uma pesquisa feita com profissionais de imprensa baianos já indica um elevado percentual de adoecimento dos profissionais | Foto: Reprodução

O Secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, afirmou neste sábado (15), que a campanha feita pelo Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba) para que os profissionais da comunicação sejam incluídos nos grupos prioritários da imunização contra a Covid-19, será avaliada na próxima reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB). O pronunciamento do responsável pela pasta foi feito por meio das redes sociais. “Creio que o pleito tenha pertinência e seja bem fundamentado. Vamos avaliar na próxima CIB”, escreveu Vilas-Boas. O Sinjorba deu início a uma pesquisa sobre o adoecimento na categoria – com levantamento do número de casos e de mortes -, e um cadastramento de todos os profissionais do estado, para subsidiar as secretarias de Saúde na vacinação. De acordo com dados fornecidos pelo Sinjorba, um de cada três jornalistas mortos por Covid-19, no mundo, em março de 2021, eram brasileiros. Segundo o sindicato, o resultado parcial da pesquisa feita com profissionais de imprensa baianos já indica um elevado percentual de adoecimento dos profissionais. 

Óbitos de pessoas na faixa de 30 a 39 anos aumentam mais de 70% na Bahia

  • Redação
  • 15 Mai 2021
  • 09:48h

(Foto: Reprodução)

A Bahia apresentou aumento percentual de 78% em abril no número de óbitos por Covid-19 da população na faixa etária entre 30 e 39 anos. Os dados são em razão da comparação com a média para a idade desde o início da pandemia e contabilizado pelos Cartórios de Registro Civil do Estado.

O aumento percentual de mais de 40% no número de óbitos de pessoas mais jovens, na faixa etária entre 30 e 49 anos e, um pouco menor, na faixa dos 50 aos 59 anos, contabilizados pelos Cartórios de Registro Civil do Brasil no mês de abril. 

Ainda aguardando o cronograma de vacinação para suas idades na Bahia, a população mais jovem viu crescer os números percentuais de óbitos no último mês, mesmo quando comparados a março deste ano, o mês com maior número de mortes causadas pelo novo coronavírus no estado, e também em relação à média de mortes de sua faixa etária desde o início da pandemia.

Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil, base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.

Na Bahia, a faixa etária que registrou o maior percentual de aumento em relação à média desde o início da pandemia foi a da população entre 30 e 39 anos, crescimento de 78% no número de óbitos em abril na comparação com o período que vai de março de 2020 a março de 2021. Não houve aumento nos números absolutos desta faixa etária no último mês, mesmo com a diminuição no total de mortes causadas pela doença em relação a março de 2021.

Na sequência, a faixa etária que vai dos 40 aos 49 anos viu o aumento do número de óbitos crescer 49% em relação à média para esta faixa etária desde o início da pandemia. Em números absolutos não ocorreu aumento, mas em comparação as outras faixas etárias sim, mostrando o quanto a população dessa idade mostrou um grande índice no crescimento de óbitos.

Ainda em crescimento, mas em patamares inferiores, a população entre 50 e 59 anos registrou aumento de mortes de 28% em relação à média desta idade no período. Já a população na faixa etária entre 60 e 69 anos apresentou crescimento percentual de 38% nos óbitos por Covid-19 em relação à média para esta idade desde o início da pandemia.

Nas demais faixas etárias, já vacinadas, o número de óbitos caiu em relação à média desde o início da pandemia, reduzindo 12% na faixa entre 70 e 79 anos, 45% entre 80 e 89 anos, e 57% na população entre 90 e 99 anos.

Na média nacional, a Bahia apresenta um crescimento de 78% na faixa de 30 a 39 anos, ficando acima da média nacional, que apontou crescimento percentual de 56%. Já as faixas etárias de 40 a 49 e 50 a 59, com aumento percentuais de óbitos de 36% e 37% respectivamente, ficaram abaixo da média do País. A faixa de 60 a 69 anos, mostrou um crescimento de 38%, ficando acima da média nacional, que registrou aumento de 22%.

Já na faixa etária entre 30 e 39 anos, 22 Estados registraram crescimento em abril em relação à média do período, sendo que 12 deles acima da média nacional. Os aumentos foram maiores nos Estados do Mato Grosso do Sul (103%), Goiás (97%), Rio Grande do Norte (94%), Mato Grosso (92%) e Distrito Federal (90%). A lista tem ainda Paraná (75%), São Paulo (73%), Minas Gerais (67%) e Rio de Janeiro (59%).

Na última faixa com crescimento nacional acima de 50%, entre 50 e 59 anos, novamente todos os Estados brasileiros registraram crescimento, sendo 16 deles acima da média nacional. Os maiores aumentos foram nos Estados do Rio Grande do Norte (152%), Pará (105%), Rio Grande do Sul (80%) e Acre (73%). O Paraná registrou aumento de 59%, Distrito Federal, de 58%, São Paulo, de 56%, e Rio de Janeiro de 54% nesta faixa etária.

Com 100% das UTIs ocupadas, situação no oeste baiano é ‘muito grave’, diz Rui

  • Alexandre Santos
  • 14 Mai 2021
  • 19:55h

Diante do avanço da pandemia, governador se reunirá com gestores da região para discutir retomada de medidas restrtitivas | Foto: Reprodução

O governador Rui Costa (PT) informou nesta sexta-feira (14) que os leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) para pacientes com Covid-19 atingiram 100% de ocupação no oeste baiano. Segundo o governador, a situação por lá “é muito grave”, uma vez que o avanço da pandemia poderá resultar em uma terceira onda de contaminações. À tarde, o chefe do Executivo se reunirá com gestores das cidades da região para discutir restrições a serem adotadas contra a propagação do vírus.

“O oeste da Bahia, infelizmente, hoje é a pior região do estado, com 100% de lotação e números muito altos. Eu tenho uma região hoje com as três regiões de saúde do oeste da Bahia. Lá são três regiões: de Ibotirama, Santa Maria da Vitória/Lapa e Barreiras. Vou me reunir daqui a pouco com eles, via internet, para adotar medidas restritivas e ver se contém o crescimento lá no oeste a situação está muito grave lá”, declarou ele, durante entrega de obras no município de Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador.

Salvador 

Embora apresente uma taxa de ocupação de UTIs relativamente inferior (76%), a capital baiana também precisa ficar em alerta, já que tem havido aumento na procura por gripários e UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), disse o governador.

“Essa doença vai por etapas, né? O primeiro sinal de alerta é quando você começa a ter os gripários e as UPAs aumentando a procura. Nos últimos três dias, em Salvador, está crescendo, dia após dias, a procura nos gripários e nas UPAs. Então é um sinal de alerta de que é preciso ter cuidado. Por isso eu estou chamando a atenção da população que redobre os cuidados. Quando estiver na rua, usar máscara, e principalmente quando estiver em ambiente fechado, em loja, shopping, restaurante. Todo cuidado é pouco pra gente evitar uma terceira onda. Porque senão o prejuízo é pra todo mundo. Os sinais estão sendo dados: três dias seguidos de crescimento”, afirmou Rui Costa.

Produção de vacina está totalmente parada e ritmo da imunização pode cair

  • Artur Rodrigues | Folhapress
  • 14 Mai 2021
  • 18:11h

(Foto: Reprodução)

O governo João Doria (PSDB) afirmou nesta sexta-feira (14) que o processo de produção da Coronavac está totalmente parado devido a falta de insumos e que ritmo de imunização pode diminuir.

Segundo o Instituto Butantan, há 10 mil litros dos insumos da Coronavac na China à espera de autorização —o material corresponde a cerca de 18 milhões de doses da vacina. O material permanece parado em meio a uma crise diplomática causada por críticas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à China.

Nesta sexta, o Instituto Butantan entregou o último lote da Coronavac, de cerca de 1 milhão de doses. Com isso, não há mais entregas previstas até a chegada dos insumos novamente, o que não há previsão de acontecer até o momento.

"Quando vamos parar? Nós esperamos de fato que o programa estadual não pare. Podemos diminuir o ritmo, mas nós até esse momento não paramos", disse a coodenadora estadual de imunização, Regiane de Paula.

Até o momento, há vacinas para os grupos anunciados até o próximo dia 21, que inclui pessoas com comorbidades e deficiência permanente entre 45 e 49 anos. "Temos vacinas para fazer essas entregas conforme foram comprometidas", disse Regiane.

A coordenadora de imunização também relatou frustrações sucessivas em relação à vacina da AstraZeneca/Oxford, que no Brasil está a cargo Fiocruz. "Só para vocês terem uma ideia, nessa semana nós tínhamos a expectativa de receber quase 1 milhão de doses da vacina da Fiocruz. Recebemos quase 40% a menos desse quantitativo", disse.

No entanto, o governo paulista afirmou que a Fiocruz recebeu autorização para a chegada de insumos da vacina da AstraZeneca/Oxford, o que vê como um sinal positivo. "Hoje, com essa perspectiva de chegada de IFA, que nós possamos rapidamente começar a produção com esse novo IFA", disse Regiane.

A Fiocruz informou que suspenderá por alguns dias a produção da vacina da Astrazeneca até a chegada de novos insumos.

O governador João Doria responsabilizou o governo federal pela paralisação das autorizações de remessas de insumos para o Brasil. "Todos sabem, temos um entrave diplomático, fruto de declarações desastrosas feita pelo governo federal contra a China e isso gerou um bloqueio por parte do governo chinês da liberação do embarque dos insumos", disse Doria, que fez um apelo aos chineses e disse que os brasileiros não pensam como o presidente Jair Bolsonaro.

No início do mês, em um novo ataque à China, o presidente Jair Bolsonaro sugeriu que o país asiático teria se beneficiado economicamente da pandemia e afirmou que a Covid pode ter sido criada em laboratório —ecoando tese que não encontra respaldo em investigação da OMS sobre as possíveis origens do vírus.

Questionado sobre eventuais instrumentos contratuais para garantir as doses compradas, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse que o primeiro contrato com a farmacêutica chinesa Sinovac, de 46 milhões de doses, acaba de ser cumprido com apenas 12 dias de atraso. Já o segundo, de 54 milhões de doses, está começando agora.

"Neste momento o que se atrasa é a previsão. Tinha a previsão de se entregar em maio 12 milhões de doses, vamos entregar um pouco mais de 5 milhões. Em junho, tínhamos a previsão de 6 milhões de doses. Se o IFA chegar muito rapidamente, vamos cumprir, recuperar o cronograma de maio e cumprir o cronograma de junho", disse Covas.

Testes de anticorpos após vacinação são incapazes de garantir se imunizante funcionou

  • Redação
  • 14 Mai 2021
  • 11:14h

(Foto: Reprodução)

Neste início de imunização tímido no Brasil, com o alívio de finalmente receber a injeção vem também a dúvida: será que funcionou? Estou protegido? 

O sistema imune, assim como a ação dos vírus, é complexo e depende de uma variedade de moléculas para defender o corpo. Testes sorológicos, que medem somente anticorpos, podem até dizer se essas proteínas protetoras contra o patógeno foram geradas, mas são ainda insuficientes para atestar o sucesso ou o fracasso da imunização em uma pessoa.

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) não recomenda a realização de sorologia para avaliar resposta imunológica às vacinas contra a Covid-19.

"A complexidade da imunidade pós-vacinal, ou mesmo após doença natural, não corrobora a realização dos testes, pois os resultados não traduzem a situação individual de proteção", afirma a instituição em uma nota técnica publicada no fim de março deste ano.

O CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos), uma das autoridades de saúde mais respeitadas no mundo, também não recomenda o teste para verificar a ação da vacina.

"Os testes podem ser feitos cerca de 30 dias depois da vacinação completa, mas por mera curiosidade. Neste momento, eles não têm efeito prático nenhum e ainda podem causar confusão -- a pessoa pode achar que a vacina funcionou quando não está protegida, ou o contrário", diz o médico geneticista David Schlesinger, diretor da Mendelics, empresa especializada em diagnósticos genéticos.

Quando entramos em contato com um patógeno, como um vírus ou uma bactéria, nosso corpo dá início à resposta imunológica adaptativa com a produção de diversas moléculas, entre elas, as proteínas que chamamos de anticorpos.

Essas moléculas carregam uma caixa de ferramentas para desativar o vírus, mas nem todas bloqueiam a ação do invasor. Os anticorpos que o fazem são os chamados neutralizantes.

Os testes mais simples, os de tipo rápido, vendidos em farmácia, são pouco sensíveis e dizem apenas se temos ou não anticorpos contra o vírus, sem especificar se são neutralizantes. Além disso, a qualidade dos testes varia, não valendo para um diagnóstico mais preciso.

No âmbito da pesquisa clínica, existem testes capazes de dizer se a pessoa desenvolveu anticorpos neutralizantes e até apontar sua quantidade, afirma o médico patologista Carlos Eduardo dos Santos, presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML).

Para a ciência, análises de anticorpos são importantes para saber como o sistema imune da população vacinada se comporta ao longo do tempo. Segundo Santos, o exame pode dar pistas sobre quando será necessária uma dose de reforço para estender a proteção.

Mas individualmente esse teste mais preciso ainda não tem indicação formal e só deve ser feito com pedido médico em casos específicos, como o de uma pessoa com um sistema imune menos eficiente.

Mesmo quando um bom exame indica a presença das proteínas neutralizantes, não é possível ter a certeza de que a imunização foi bem-sucedida. Isso porque não se sabe a quantidade necessária delas para garantir proteção.

Há outra lacuna. O teste não capta a existência de uma resposta imune celular, com os linfócitos que destroem as células infectadas pelo vírus e produzem outras substâncias de defesa.

Em algum momento no futuro será possível saber com segurança qual é a molécula ou o anticorpo que, quando presente no organismo em uma determinada quantidade, garante a imunidade completa.

Os estudos feitos antes da liberação do uso das vacinas e os dados coletados após a imunização em larga escala em países como Estados Unidos, Reino Unido e Israel são sólidos para indicar que os imunizantes em uso são seguros e eficientes contra a pandemia.

Dados publicados mostram que as chances de ser internado ou morrer com o Sars-CoV-2 caem drasticamente depois da imunização completa, que ocorre cerca de um mês depois da segunda injeção para as vacinas usadas no Brasil, aplicadas em duas doses.

Ainda assim, nenhuma substância testada contra qualquer doença (incluindo a Covid-19) oferece 100% de eficácia, e é possível verificar um número muito pequeno de pessoas que, mesmo tendo recebido o imunizante, se infectam --em casos raríssimos, podem até morrer.

As novas variantes do Sars-CoV-2, algumas mais transmissíveis, são outro fator de atenção. Ainda não se sabe com precisão se as vacinas disponíveis são capazes de combater todas as novas versões do patógeno.

Por isso, cuidados básicos como uso de máscara, distanciamento social e higiene das mãos devem ser mantidos mesmo após as duas doses do imunizante. Uma retomada mais segura deve ser feita apenas quando ao menos 70% de toda a população estiver imunizada, o que deve proporcionar grande queda na circulação do Sars-CoV-2.

Na quinta-feira (13), o CDC anunciou a suspensão quase total do uso de máscaras nos EUA, ao ar livre ou em ambiente fechado, para os completamente vacinados. A proteção ainda é necessária em locais específicos, como aviões e hospitais.

Ao todo, os EUA já aplicaram mais de 260 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19, e a decisão mostra o que os estudos clínicos apontaram e os cientistas têm reforçado: as vacinas funcionam e são nossa melhor arma para pôr fim à pandemia.

Butantan interromperá produção de vacina após China atrasar entrega de insumos

  • Redação
  • 14 Mai 2021
  • 10:12h

Nesta sexta, instituto entrega mais 1,1 milhão de doses da Coronavac, parte do segundo contrato com o Ministério da Saúde, de mais 54 milhões de doses | Foto: Reprodução

 Instituto Butantan interromperá a produção da vacina contra a Covid-19 nesta sexta-feira (14) após atraso na entrega do IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo), insumo fundamental para produção dos imunizantes. A informação é da CNN Brasil.

Nesta sexta, o institutoentrega mais 1,1 milhão de doses da Coronavac, que já será parte do segundo contrato com o Ministério da Saúde, de mais 54 milhões de doses. Após isso, até o momento, não há novas previsões de entrega.

Dez mil litros do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) já estão prontos e separados na China para envio ao Brasil, o que possibilitaria a retomada da produção, mas o país asiático ainda não liberou o embarque desses insumos.

Fiocruz tambem paralisará produção por falta de insumos

Ainda de acordo com a CNN, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou nesta quinta-feira (13) que interromperá por alguns dias, na próxima semana, a produção da vacina contra Covid-19 até a chegada de uma nova remessa de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), no sábado (22).

A Fiocruz não informou se essa interrupção causará algum impacto nas próximas entregas das doses do imunizante ao Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde, mas disse que, a princípio, o cronograma de entregas permanece semanal – sempre às sextas-feiras.

Nesta sexta (14), a Fiocruz entrega mais 4,1 milhões de doses da vacina ao PNI, totalizando 34,3 milhões de doses disponibilizadas ao Ministério da Saúde.

Relatório que poderá destravar importação da Sputnik será enviado hoje à Anvisa, diz Rui

  • Redação
  • 13 Mai 2021
  • 16:27h

Expectativa do governador é que agência possa liberar o uso do imunizante e consórcio receba 37 milhões de doses já contratadas | Foto: Reprodução

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), informou que vai protocolar nesta quinta-feira (13) na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) um relatório técnico para tentar a liberação de 37 milhões de doses da vacina Sputnik V —das quais 7 milhões seriam adquiridas ainda neste mês pelo Consórcio Nordeste e o restante até julho. O documento foi produzido pelos fabricantes do imunizante na Rússia e avaliados pelo comitê científico do bloco, que reúne chefes de Executivo da região. O anúncio foi feito por Rui Costa durante entrevista ao jornal Bahia Meio Dia, da TV Bahia. “Acabei de ver agora, no grupo dos governadores do Nordeste, uma excelente notícia que chegou finalmente o relatório do perfil que a Anvisa desejava ou solicitava, com todos os pontos detalhadamente ratificados pelo comitê científico. Hoje nós vamos protocolar o novo relatório técnico, enviado da Rússia, na Anvisa para ver se finalmente a Anvisa resolve ajudar, e a gente trazer para o Brasil as 37 milhões de doses e acelerar a vacinação”, disse o governador. No dia 26 de maio, a Anvisa rejeitou, por unanimidade, a importação e o uso do fármaco russo pelo Brasil. Um dos técnicos do órgão apontou “falta de documentação” e possíveis riscos do imunizante à saúde, dentre os quais a presença ou não de adenovírus com capacidade de replicação no corpo dos pacientes que receberem doses da vacina.

CPI da Covid convocará médicas defensoras da cloroquina

  • Alexandre Santos
  • 13 Mai 2021
  • 14:21h

Nise Yamaguchi e Mayra Pinheiro atuam no entorno do presidente Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução

A CPI da Covid-19 aprovou nesta quinta-feira (13) a convocação das médicas Nise Yamaguchi e Mayra Pinheiro, ambas defensoras do uso da cloroquina, droga sem eficácia no tratamento do novo coronavírus. Nise, cuja data da audiência ainda será definida, foi citada como uma conselheira do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação ao uso do medicamento, propagandeado por Bolsonaro ao longo da pandemia que já matou mais quase 430 brasileiros. Mayra, por sua vez, será ouvida na condição de secretária de Gestão do Trabalho e da Educação no Ministério da Saúde. Ela deve falar aos senadores no dia 20 de maio.

Loucura: Médicos fazem alertas contra uso de esterco de vaca como prevenção à Covid

  • Redação
  • 12 Mai 2021
  • 18:59h

(Foto: Reprodução)

Pessoas na Índia estão se banhando com esterco bovino para se proteger contra a Covid-19. Médicos do país alertam que prática não protege do vírus e não tem benefícios no tratamento contra a doença. Vídeos de pessoas no estado de Gujarat circulam pelas redes sociais. Imagens mostram pessoas que se reúnem em currais para se banhar de esterco, urina e leite, na esperança de evitar a contaminação ou até se curar da doença. A Índia está sofrendo com uma crise sanitária grave pela alta taxa de contaminação por coronavírus, que já infectou mais de 22,6 milhões. O país já superou a marca de 246 mil mortes e atingiu no último sábado (8) seu recorde de mortes diárias, com 4.187 falecidos. Em 2020, integrantes do governo já haviam feito declarações polêmicas, ao recomendar homeopatia e ioga como tratamentos ao coronavírus. Na mesma época, Suman Haripriya, que integra a Assembleia Legislativa do país, sugeriu o uso do esterco e da urina de vaca na prevenção e na cura da Covid-19. O uso de dejetos de vacas para rituais religiosos não é incomum no hinduísmo, a maior religião na Índia, e costumam ser usados para fins terapêuticos. A crença é que o estrume pode auxiliar no aumento da imunidade. No entanto, não há comprovação científica que a prática tenha efeito contra o vírus da Covid-19.

Profissional de enfermagem: essencial na linha de frente do enfrentamento à Covid-19

  • Luisa Marques
  • 12 Mai 2021
  • 17:10h

No Dia Mundial do Enfermeiro, o trabalho dos profissionais é homenageado pela dedicação incansável em prol da vida |

No Dia Mundial do Enfermeiro, todas as atenções se voltam ao profissional de destaque no tratamento de pacientes com o novo coronavírus, assim como tantas outras enfermidades que fazem parte da rotina dos hospitais.

Segundo Daniela Faccio, coordenadora de Gestão de Saúde da Care Plus, operadora de saúde, o papel fundamental dos enfermeiros vai além do acompanhamento dos pacientes nos leitos e enfermarias, aferições dos sinais vitais e aplicação e dosagem de medicamentos. “Os enfermeiros atuam de forma imprescindível em todas as etapas da doença do indivíduo, desde o momento em que ele chega na unidade de saúde. Todo o processo é acompanhando pela equipe de enfermeiros que, incansavelmente, planeja o cuidado do paciente, faz a ponte com os médicos especialistas, coordena a assistência para o melhor atendimento e orienta os próximos passos no tratamento, além de todo o trabalho humanizado de atenção, cuidado e auxílio para cada pessoa que precisa de ajuda”, explica Daniela.

Para Raquel Seabra de Campos, enfermeira sênior da Gestão de Saúde da Care Plus, é gratificante o carinho dos pacientes para mensurar o tamanho da importância do profissional de enfermagem no cuidado diário, independentemente da doença ou gravidade do quadro. “Nos tornamos parte da vida deles durante o período no hospital, que pode ser rápido ou durar meses. Os pacientes nos procuram, querem conversar, contar sobre a família, os filhos e lembranças. Somos a única companhia em um momento de extrema aflição, tristeza e desespero, que exige além da inteligência emocional, um trabalho de dedicação integral para alcançarmos a tão sonhada alta”, completa Raquel.

Neste dia 12, todas as homenagens e parabenizações não se equiparam ao trabalho interminável dos profissionais de enfermagem. Todo o respeito, reconhecimento e gratidão a quem acorda todos os dias pronto para enfrentar adversidades e obstáculos em prol de um bem comum: a vida.

Aumento de mortes faz governo trocar campanha publicitária sobre pós-pandemia por defesa da vacina

  • O GLOBO
  • 12 Mai 2021
  • 13:11h

O Brasil forte Uma grande nação Foto: Reprodução

Em meio às investigações da CPI sobre a atuação do governo federal contra a Covid-19, o Ministério das Comunicações suspendeu na semana passada uma campanha publicitária formulada no final de 2020 que tinha como mote “Brasil forte, uma grande nação”. As peças eram focadas na recuperação da economia e não faziam qualquer referência à vacinação. Diante do aumento de números de casos e óbitos pela doença, a pasta ententeu que a propaganda era “incompatível com o contexto atual”. No último dia 3, um ofício interno do Ministério das Comunicações informou sobre a suspensão do plano anterior e sua substituição. O governo decidiu recalibrar seu posicionamento nas propagandas: segundo o documento que autoriza mais R$ 350 mil em novos gastos, o objetivo agora é apresentar as ações da gestão Bolsonaro para “garantir a vacinação de toda a população”.