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Chapada: Casal de idosos morre de Covid-19 com menos de 24 horas de diferença

  • Informações do G1/BA
  • 30 Jun 2021
  • 09:15h

Foto: Divulgação | Prefeitura de Seabra

Um casal de idosos, pais do secretário de Administração de Seabra, Ivan Sá Teles Conceição, morreu em menos de 24 horas, após ser infectado pela Covid-19. Segundo a prefeitura de Seabra, o marido foi identificado como Iovanes Alves de Oliveira Conceição, conhecido como Vane, de 81 anos morreu na sexta-feira (25) e a esposa Isaulina Rosa de Sá Teles, conhecida por Zizinha, de 72 anos, no sábado (26). Segundo a prefeitura de Seabra, a esposa Isaulina Rosa de Sá Teles, conhecida por Zizinha, de 72 anos, morreu na sexta-feira (25) e o marido, identificado como Iovanes Alves de Oliveira Conceição, conhecido como Vane, de 81 anos morreu no sábado (26). De acordo com o órgão, Zizinha morreu oito dias após dar entrada no Hospital Regional da Chapada, que fica em Seabra. Já Iovanes Conceição não resistiu seis dias após transferência para o Hospital Ernesto Simões Filho, em Salvador. No boletim epidemiológico desta terça-feira (29), Seabra registrou 60 casos suspeitos e no momento, 245 pessoas seguem em tratamento da doença. Dos 5.545 casos confirmados, 1.981 foram diagnosticados através do RT-PCR e 3.564 foram através do teste rápido. Foram 56 mortes pela doença.

Livramento registra o 63º óbito por Covid-19

  • Redação
  • 29 Jun 2021
  • 15:40h

(Foto: Reprodução)

A Secretaria Municipal de Saúde de Livramento de Nossa Senhora, informou na tarde desta terça-feira dia 29, mais uma morte por Covid-19, em residente do município, nas últimas 24 horas, ocorrido em unidade avançada de saúde na cidade de Vitória da Conquista. Este é o 63º óbito registrado na cidade desde o início da pandemia, em março de 2020. Atualmente, 183 pessoas estão com o vírus de forma ativa na cidade. Confira o boletim epidemiológico completo.

Itabuna: Boletim registra 38 óbitos por Covid em 1 mês; casos ativos sobem quase 30%

  • Francis Juliano
  • 29 Jun 2021
  • 09:27h

(Foto: Reprodução)

O município de Itabuna, no Sul, registrou 38 óbitos por Covid-19 em um mês. Conforme o boletim municipal, a cidade saiu de 535 óbitos em 28 de maio para 573 nesta segunda-feira (28). Os casos confirmados da doença também tiveram aumento. Eram 30.366 há cerca de um mês e passaram a ser 32.651 nesta segunda. Os óbitos cresceram 7,10% enquanto que os casos ativos do novo coronavírus subiram 7,52%. Já os casos ativos, aqueles em condição de se propagar, foram os que mais cresceram. No boletim de 28 de maio havia 400, e nesta segunda, o número chegou a 519, aumento de 29,75%. Conforme base de dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) na manhã desta terça-feira (29), a taxa de ocupação de UTI adulto era de 87%.

Governo prorroga toque de recolher; venda de bebida está proibida no feriadão

  • Redação
  • 29 Jun 2021
  • 07:49h

Restrição de locomoção segue até o próximo dia 8 | Foto: Reprodução

O toque de recolher foi mais uma vez prorrogado na Bahia. A medida continua valendo até o dia 8 de julho, com a restrição da locomoção das 22h ate às 5h em todo território baiano. O governo publicou a extensão da medida na edição desta terça-feira do Diário Oficial do Estado.

Durante o feriadão do Dois de Julho, data da Independência da Bahia, não será permitida a venda de bebida alcoólica. A comercialização vai ficar proibida, em qualquer estabelecimento, das 18h de 1º de julho até às 5h de 5 de julho.

O funcionamento do sistema ferry boat será suspenso no sábado (3) e no domingo (4). Já as lanchinhas funcionarão no final de semana, mas com a capacidade máxima de 50%

Livramento: Sobe para 62 o número de mortes por Covid-19

  • Livramento Hoje
  • 28 Jun 2021
  • 17:48h

(Foto: Reprodução)

A cidade de Livramento de Nossa Senhora, na região Sudoeste da Bahia, registrou na tarde desta segunda-feira (28), através da Secretaria Municipal de Saúde, mais 02 óbitos em decorrência da COVID-19 em residentes do município, um acontecido na sexta-feira (25/06) e o outro no sábado (26/06), ambos em unidades avançadas de saúde nas cidades de Brumado e de Vitória da Conquista. No boletim de hoje, Livramento registrou 2.733 casos confirmados da Covid-19, o novo coronavírus. Entre os diagnósticos: 172 em recuperação e 2.499 curados

Fábio Vilas-Boas comemora menor taxa de ocupação em leitos de UTI na BA

  • Matheus Miranda
  • 28 Jun 2021
  • 10:25h

Estado também registrou o menor número de pessoas aguardando por UTI | Foto: Reprodução

O Estado da Bahia atingiu, no último domingo (27), o menor índice de ocupação em leitos de UTI (75%). O secretário de saúde Fábio Vilas-Boas, comemorou a conquista através das redes sociais.

“Boas notícias! Atingimos hoje a mais baixa taxa de ocupação de leitos de UTI dos últimos meses, além do mais baixo número de pessoas esperando UTI”, escreveu. O secretário reforçou que os números ainda são elevados, mas já ajudará a prever um esperado aumento de casos pós festejos juninos.

A Bahia registrou também o menor número de pessoas aguardando por UTI. Ontem (27) 26 pessoas esperavam regulação para leitos em UTI e enfermaria adulto Covid-19 no estado. O número caiu quase pela metade de um dia para o outro – no sábado (26) eram 46.

Vacinação

Na Bahia, até o último domingo (27), cerca de 4 milhões e 720 mil pessoas já foram vacinadas contra o coronarívus com a primeira dose. Mais de 1 milhão e 790 mil pessoas já receberam as duas doses do imunizante, além disso, mais de 32 mil pessoas receberam a vacina de dose única.

Os dados são do boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) no último domingo (27).

Jovem baiana, estudante de medicina, Alfa Naiara morre em decorrência da Covid-19

  • Redação
  • 28 Jun 2021
  • 09:19h

(Foto: Reprodução Redes Sociais)

Na última quinta-feira (24), o coronavírus interrompeu o sonho da baiana, Alfa Naiara de Andrade Matos, de 37 anos. Ela era técnica de enfermagem no HU- UFGD (Hospital da Universidade Federal da Grande Dourados) e cursava medicina em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, na fronteira com Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul.

Casada e sem filhos, Naiara foi infectada pela Covid-19, estava recebendo tratamento na enfermaria e com o agravamento do seu estado clínico, teve que ser intubada em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital onde trabalhava. Depois de três dias, não resistiu e morreu.

Natural de Ubaíra/BA, no Vale do Jiquiriçá, Naiara foi aprovada em concurso público e pediu transferência para o Mato Grosso do Sul para acompanhar o marido, que a também é acadêmico de medicina. “Seu sonho era voltar formada para a cidade onde nasceu”, contou um colega que trabalhava com ela no setor de maternidade do HU-UFGD. O Coren-MS (Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul) lamentou a morte de Naiara. ”Ela deixa saudades entre os colegas de Dourados que a acolheram e entre familiares e amigos”, diz um trecho da nota divulga nesta sexta-feira (25).

Na nota, o Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul explica que este é o 22º óbito entre os profissionais em decorrência de complicações da Covid-19. ”O Coren-MS manifesta seus sentimentos pela perda de Alfa e agradece os serviços prestados à Enfermagem”, conclui o Conselho.

A Prefeitura de Ubaíra também se manifestou, emitindo nota de pesar, lamentando a morte precoce de Alfa. ”Neste momento de dor, a Prefeitura se solidariza com os familiares e amigos e roga para que Deus possa confortá-los”.

Variante delta faz países retomarem restrições ao redor do mundo

  • Redação
  • 28 Jun 2021
  • 07:40h

Contágio voltou a crescer em países como Japão, sede das Olimpíadas; no Brasil, grávida foi a primeira vitima fatal | Foto: Andréa Rocha e Danilo Ferrucci/Agência Fapesp

Países que registraram nova curva ascendente de contágio pelo novo coronavírus decidiram neste final de semana retomar as medidas de restrição da circulação e de atividades econômicas. Foi o caso de África do Sul, Bangladesh, Malásia e parte da Austrália, segundo informações do G1.

Os casos de Covid-19 voltaram a subir também no Japão, cuja capital Tóquio sedia os jogos olímpicos a partir do final de julho. No Brasil, uma gestante foi confirmada neste domingo (27) como a primeira vítima fatal desta cepa no país.

Essa variante do coronavírus SARS-CoV-2, descoberta primeiro na Índia, tem se mostrado mais transmissível do que as demais cepas. Em Bangladesh, o governo nacional decretou um lockdown a partir desta segunda-feira (28), enquanto a Malásia prorrogou o lokdown já decretado há um mês.

Já na África do Sul o toque de recolher foi ampliado e está proibida a venda de bebida alcoólicas. Sydney, na Austrália, terá um confinamento de duas semanas após um surto de 100 casos. Anteriormente, o aumento dos casos de Covid relacionados à variante delta havia feito o Reino Unido adiar os planos de fazer a reabertura total.

Governo Bolsonaro fechou contrato da Covaxin a toque de caixa, ignorando recomendações jurídicas

  • Redação
  • 27 Jun 2021
  • 14:53h

Documento para compra foi assinado 24 horas após parecer da AGU | Foto: Reprodução

A toque de caixa e ignorando recomendações jurídicas, o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) assinou o contrato de R$ 1,61 bilhão para a compra da vacina Covaxin, produzida na Índia.

Desse modo, o governo federal não atendeu a tempo a um conjunto de dez recomendações feitas pela consultoria jurídica do Ministério da Saúde, formada por integrantes da AGU (Advocacia-Geral da União).

A consultoria concluiu um parecer pela viabilidade jurídica do processo de compra, “condicionada ao atendimento das recomendações” descritas no documento.

Para seguir as recomendações, o ministério deveria, portanto, ter cuidado sobre a qualidade do imunizante, justificar por que dispensou uma pesquisa de preços, apresentar uma razão para a contratação de 20 milhões de doses e definir qual seria a posição da Precisa Medicamentos, a intermediadora do negócio, se representante ou distribuidora dos imunizantes fabricados pelo laboratório indiano Bharat Biotech.

As informações constam em um processo administrativo relacionado à contratação da Precisa e da Bharat Biotech, que a Folha de S.Paulo teve acesso na íntegra. O parecer elaborado após análise da minuta do contrato, que fez as dez recomendações, foi concluído às 14h09 de 24 de fevereiro deste ano.

Os documentos mostram que, às 19h38 do mesmo dia, pouco mais de cinco horas depois, o Ministério da Saúde enviou um ofício à representante da Precisa, Emanuela Medrades, convocando-a para a assinatura do contrato.

A convocação estabelecia que o prazo para essa assinatura era de três dias. O contrato entre Ministério da Saúde e Bharat Biotech, representada pela Precisa Medicamentos, foi assinado às 14h28 do dia 25, pouco mais de 24 horas após a conclusão do parecer jurídico.

Pelo contrato, segundo informações da Folha, o ministério deveria receber 20 milhões de doses até 6 de maio, o que não ocorreu. Cada dose contratada custa US$ 15 (R$ 80,70), o maior valor dentre os imunizantes contratados pela pasta.

O R$ 1,61 bilhão acertado já está empenhado desde 22 de fevereiro. O empenho significa que o dinheiro está autorizado, reservado.

Mortalidade materna por coronavírus é 2,5 vezes maior que taxa nacional | Imagem: Reprodução

  • Agência Brasil
  • 26 Jun 2021
  • 08:34h

Epidemiologistas da Fiocruz defendem vacinação de todas as gestantes |

A taxa de mortalidade da covid-19 entre mulheres grávidas e puérperas é de 7,2% no Brasil. Trata-se de um percentual é 2,5 vezes maior que a taxa nacional de 2,8%. O dado consta no novo boletim editado pelo Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e divulgado hoje (25). Segundo o relatório assinado por pesquisadores e epidemiologistas da instituição científica, o Brasil é o país com o maior número de mortes maternas causadas pela covid-19.

O boletim coloca as gestantes e puérperas como um grupo de preocupação que deve ser priorizado na vacinação, diante da evolução da morte materna a níveis extremamente elevados. Em 2020, o país relatou 560 óbitos pela covid-19 entre esse público. Em 2021, já são 1.156, mais do que o dobro do ano anterior. No mês passado, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) já havia divulgado um estudo no qual se constatou um aumento nas mortes de gestantes e puérperas em 12 países desde o início da pandemia.

“Partimos do pressuposto de que este cenário está relacionado às alterações morfológicas da gestante, quando ocorre uma alteração das estruturas circulatórias para atender à demanda de crescimento fetal”, registra o boletim. Em uma edição anterior, os epidemiologistas da Fiocruz já haviam alertado para os riscos de gestantes, sobretudo aquelas que estão em torno de 32 ou 33 semanas de gravidez, evoluírem para formas graves da covid-19 com descompensação respiratória.

A vacinação prioritária das grávidas e puérperas havia sido orientada pelo Ministério da Saúde no final de abril. No entanto, a pasta voltou atrás no início de maio, quando foi notificada de um caso suspeito de reações adversas: uma gestante desenvolveu um grave acidente vascular cerebral e morreu depois de receber a vacina desenvolvida pela Astrazeneca/Oxford.

O Ministério da Saúde abriu investigação sobre o caso e determinou preventivamente a suspensão da vacinação de grávidas sem comorbidades. Manteve-se assim apenas o atendimento às gestantes e puérperas com doenças preexistentes listadas no Plano Nacional de Imunização (PNI). Nesses casos, só deveriam ser usadas outras duas vacinas aprovadas: Coronavac e Pfizer.

Em muitas cidades e estados, no entanto, a imunização para gestantes e puérperas sem comorbidades foi retomada posteriormente por decisão das autoridades locais. Em São Paulo, por exemplo, esse público voltou a ser atendido no dia 7 de junho. Já no Rio de Janeiro, isso ocorreu apenas no início dessa semana. Em Manaus, a vacinação foi retomada no fim do mês passado por ordem judicial em uma ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF). No cenário atual, não há um tratamento homogêneo no país e cada estado tem lidado com a situação de uma forma diferente.

O atendimento de gestantes e puérperas no PNI foi pauta de uma reunião da Câmara Técnica Assessora em Imunizações realizada na última sexta-feira (18), segundo informou o Ministério da Saúde ao Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 846. A pasta, no entanto, ainda não divulgou nenhuma nova recomendação.

Para os pesquisadores e epidemiologistas da Fiocruz, as grávidas e puérperas devem ser consideradas como um grupo de risco independente de comorbidades. Eles sugerem medidas variadas para frear a evolução dos óbitos, como qualificação das consultas de pré-natal, incentivando medidas de distância física, e realização de testes para admissão nas maternidades. “Consideramos fundamental acelerar a vacinação de todas as gestantes e puérperas no estágio atual da pandemia”, reitera o boletim.

Panorama
O boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz oferece um panorama geral do cenário epidemiológico reunindo indicadores-chave para o monitoramento da pandemia nos estados e no Distrito Federal. Além dos dados da mortalidade materna, a nova edição agrega informações sobre transmissão comunitária, perfil demográfico dos casos internações e óbitos, ocupação de leitos, avanço da vacinação, entre outros.

O atual relatório é o primeiro após o Brasil superar a marca de 500 mil mortes pela covid-19 e reúne informações do período entre 13 e 19 de junho de 2021. Os dados mostraram que a transmissão comunitária permanece em níveis extremamente elevados em quase todos os estados. As únicas exceções são Espírito Santo e Maranhão, cujos níveis estão classificados como muito altos.

Por outro lado, as taxas de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivas para a covid-19 apresentaram melhora em boa parte do país. É o melhor quadro desde o fim de fevereiro, embora ainda estejam na zona de alerta crítico o Distrito Federal e 14 estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Amapá, Maranhão, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Ceará.

Perfil
Nas últimas semanas, tem havido uma mudança no perfil dos pacientes que demandam leitos, com um percentual maior de faixas etárias mais jovens. Segundo a análise, trata-se de um reflexo da redução da contaminação entre os idosos em decorrência do efeito da vacinação.

O Brasil possui uma taxa de 2.364 mortes por milhão, 4,7 vezes mais que a média global. “O resultado brasileiro foi o pior dentro do grupo de países grandes em termos populacionais. Com cerca de 2,7% da população do mundo, o Brasil contabiliza desde junho cerca de 10% do total de casos registrados no mundo, atingindo em alguns períodos mais de 15% dos casos da doença”, registra o boletim.

Os pesquisadores apontam que o enfrentamento à pandemia demanda uma combinação de medidas não-farmacológicas, ações relacionadas ao sistema de saúde e políticas sociais. Eles recomendam distribuição de máscaras, aprimoramento de gestão para evitar desabastecimento de medicamentos e insumos, manutenção de auxílio financeiros às populações mais vulneráveis.

Além disso, indicam maior rigor na restrição das atividades não essenciais, principalmente onde a ocupação de leitos se encontra acima de 85%. Esses medidas envolveriam a proibição de eventos e de atividades presenciais de educação, o fechamentos das praias e bares, a adoção de trabalho remoto sempre que possível, a instituição de barreiras sanitárias em aeroportos e rodoviárias, a ampliação da testagem, entre outras.

Tristeza: Blogueira de apenas 24 anos morre vítima do coronavírus

  • Redação
  • 25 Jun 2021
  • 08:31h

(Foto: Reprodução)

A influenciadora digital Mayara Valencio, 24 anos, mais conhecida como May Valencio, morreu nesta quarta-feira (23), vítima de complicações da Covid-19. Ela era de Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, e estava internada no Hospital Clementino Fraga, em João Pessoa. May havia sido inicialmente internada no Hospital Universitário de João Pessoa, mas foi transferida há duas semanas para o Clementino Fraga, também na capital, para tratamento de uma patologia. O hospital não informou qual doença ela seguia em tratamento, mas confirmou que a causa da morte foi por insuficiência respiratória, associadas ao Covid19.

Achei que fosse ser pior’, diz Vilas-Boas sobre aglomerações no São João

  • Rayllanna Lima
  • 25 Jun 2021
  • 08:07h

Na análise do secretário de Saúde da Bahia, população ouviu recomendações e diminuiu ritmo de eventos | Foto: Reprodução

Apesar das aglomerações registradas ao longo do feriado de São João, a secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, acredita que a população baiana ouviu os apelos e reduziu o ritmo de festas no período.

“Sinceramente, achei que fosse ser pior. Torcemos para o melhor, mas nos preparamos para o pior. Estou com esperança que a grande maioria da população baiana tenha ouvido a recomendação e fez sua festa mais reservada, sem muitas aglomerações”, disse nesta sexta-feira (25), em entrevista ao Jornal da Manhã, da TV Bahia.

De acordo com ele, até mesmo as festas encerradas pela polícia tiveram “volume muito pequeno”. Diante desse cenário, a gestão estadual está mais otimista sobre o sistema de saúde conseguir atender a demanda que deve surgir nos próximos 15 dias, com maior número de pessoas infectadas pela Covid-19.

“Temos hoje uma redução na taxa de ocupação dos nossos hospitais. Vinhamos sempre em 83% e 85%, chegamos a 79%. Hoje temos cerca de 300 vagas de UTI disponíveis na Bahia. Temos uma redução importante no número de pessoas nas UPAs, o que nos cria as condições para que, daqui a 15 dias, quando começar o aumento esperado, tenhamos capacidade adequada para receber essas pessoas”, explicou.

Barroso nega liminar e mantém decretos estaduais sobre medidas restritivas

  • Redação
  • 24 Jun 2021
  • 08:47h

Pedido de suspensão das medidas preventivas ao contágio pelo coronavírus adotadas em PE, PR e RN foi apresentado pela Presidência da República | Foto: Reprodução

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu nesta quarta-feira (23) pedido do Presidente da República, Jair Bolsonaro, para suspender decretos dos Estados do Rio Grande do Norte, de Pernambuco e do Paraná que determinaram medidas restritivas, em razão da pandemia de Covid-19.

Ao analisar a medida cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6855, o ministro ressaltou que as medidas estaduais estão de acordo com reiterada jurisprudência do STF, segundo a qual a União, os estados e os municípios possuem competência legislativa concorrente (CF, art. 24, XII) e competência administrativa comum (CF, art. 23, II) para a defesa da saúde.

O ministro esclareceu que os decretos se basearam em orientação e dados de órgãos técnicos de saúde dos estados sobre o avanço da doença e são dotadas de razoabilidade, destinando-se a um fim legítimo: conter o contágio, mortes e sobrecarga do sistema de saúde.

“Em matéria de proteção à vida, à saúde e ao meio ambiente, é legítima e exigível a observância dos princípios da prevenção e da precaução”, concluiu Barroso, ressaltando a jurisprudência da Corte.
A União pediu aditamento à petição inicial da ADI para incluir novas normas. Esse pedido será analisado pelo relator após a manifestação das partes.

Leia a íntegra da decisão.

União se manifesta de forma contrária a inclusão de jornalistas no PNI

  • Redação
  • 22 Jun 2021
  • 08:47h

(Foto: Reprodução)

A União se manifestou de forma contrária à inclusão de jornalistas no plano nacional de imunização (PNI). A negativa foi apresentada na ação civil pública que tramita na 7ª Vara Federal Cível e Agrária, movida pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Bahia (Sinjorba). 

O pronunciamento contrário da União ocorreu nesta segunda-feira (21), após o pedido da juíza federal substituta Renata Almeida de Moura. O advogado da União, Anderson de Oliveira requereu o "indeferimento do pedido" de julgamento de urgência para a vacinação dos jornalistas e pontuou que "a cada dose forçadamente transferida para um determinado grupo, significaria uma pessoa dos grupos de risco podendo abarrotar ainda mais os hospitais ou, pior, chegar a óbito".

Já o Sinjorba discordou do posicionamento. Através do presidente Moacy Carlos, o sindicato pontuou que os argumentos da União foram "extremamente frágeis". "O primeiro é que se fossemos vacinados, os grupos com comorbidades e profissionais de saúde não seriam vacinados. Ora, os profissionais de saúde já foram todos vacinados e os com comorbidades vem sendo vacinado desde abril", disse. 

"A segunda questão é em relação a essencialidade. Eles colocam que o governo considerou critérios técnicos. Se nós somos serviço essencial, deveríamos ser incluídos. O plano fala isso. Temos um decreto que nos coloca. Isso pode ser facilmente discutido, comparando até com os caminhoneiros. É uma falácia, onde o presidente da República incluiu no dia após a fala dele. São argumentos pífios", complementou.

Brasil pode atingir 1 milhão de mortes em 2022, alerta cientista

  • Redação
  • 21 Jun 2021
  • 15:53h

Para especialista, vacinação deve ser acompanhada por outras ações | Médico e neurocientista Miguel Nicolelis (Imagem: Reprodução/YouTube)

O neurocientista Miguel Nicolelis, alertou para as consequências que “erros básicos” podem ter para o aumento de mortes por Covid-19 no Brasil. Para o especialista, se medidas mais rígidas não forem tomadas, o país pode ultrapassar a marca de 1 milhão de óbitos no ano que vem.

“Hoje em dia é muito difícil fazer uma previsão acurada, tão acurada quanto a que fizemos em março e que bateu em cima da previsão [dos 500 mil mortos em junho]. Nós multiplicamos por 10 o número de mortes em um ano. Nos últimos quatro meses, fomos de 250 para 500 mil vítimas da Covid, dobramos. É concebível, se nada for feito junto com a campanha de vacinação, que a gente possa atingir em algum momento em 2022 por volta de um milhão de óbitos no Brasil”, disse Nicolelis em entrevista para a CNN Brasil.

“Temos fluxo nas rodovias, aeroportos recebendo pessoas com variantes, como a indiana e a andina, que são altamente transmissíveis. Países que só apostaram na vacinação, sem lockdown e outras formas de bloqueio sanitário, não conseguiram dar conta. Então continuamos a repetir os mesmos erros básicos de manejo da pandemia”, justificou.

Na avaliação do cientista, o Brasil deve passar os Estados Unidos como país com mais mortes em decorrência da doença nos próximos 60 dias. “Vamos completar 83% dos óbitos esperados anualmente, em todas as causas, em sete meses. O que é um absurdo completo. Fomos da média mensal de 100 mil óbitos por todas as causas para 185 mil em abril e março. As perspectivas, se apostarmos só na vacinação, que está capengando na segunda dose, podemos dobrar o número de óbitos nos próximos oito meses no Brasil”.

Nesta segunda-feira (21), os Estados Unidos registraram 601 mil mortes por conta do novo coronavírus, com 90 mortes registradas nas últimas 24 horas, enquanto o Brasil tem 502 mil mortes sendo que 1.025 contabilizadas nas últimas 24 horas. Vale lembrar que a população dos EUA é de 331 milhões de pessoas, enquanto o Brasil 212 milhões.